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Um vídeo de câmeras de vigilância obtido pelo jornal americano Winchester Gazette tornou-se elemento central no julgamento que começou nesta segunda-feira (9) contra Michelle Yates e a Escola Grafton, em Berryville, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. As imagens mostram um menino de 13 anos, internado em uma instituição psiquiátrica, sendo arrastado dentro de um quarto por uma funcionária. O processo, movido em nome do adolescente, acusa a funcionária e a instituição de abuso físico contra criança e de destruição de provas.
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Segundo o Winchester Gazette, Yates e a Grafton deveriam comparecer ao Tribunal do Circuito de Winchester para responder à ação civil, na qual o vídeo é apontado como uma das principais evidências. As gravações fazem parte do sistema interno de vigilância da unidade e registram a rotina de atendimento a residentes da ala psiquiátrica, incluindo o adolescente.
Acusações e destruição de provas
Momento das agressões
Captura de tela/Winchester Gazette
Nas imagens, Yates aparece ao lado do menino antes de ele se agarrar às pernas dela. Em seguida, diante de outros residentes e de uma colega de trabalho, a funcionária o segura pela camisa e o arrasta por alguns metros pelo quarto. Durante a ação, a camiseta do adolescente se desloca e se prende ao redor do pescoço. Após ser puxado novamente, o garoto fica imóvel por um breve momento, volta a se mover e tenta se aproximar da funcionária, até ser conduzido para outro cômodo, cuja porta é fechada.
Os advogados do adolescente afirmam que as consequências do episódio também teriam sido registradas pelas câmeras, mas que essas imagens foram posteriormente destruídas pela instituição. “As famílias colocam seus filhos em instituições como a Grafton esperando que sua segurança seja protegida”, declarou Gray Broughton, advogado do autor da ação, ao Winchester Gazette. “Este caso levanta sérias questões sobre a conduta dos funcionários e sobre como a instituição reagiu após o incidente.”
A ação judicial sustenta que Yates e a Escola Grafton causaram danos físicos ao adolescente, falharam na supervisão adequada e não preservaram provas relevantes. Em seu material institucional, a unidade de Berryville se descreve como um centro seguro voltado a oferecer a crianças e adolescentes habilidades para o convívio em comunidade. Procurada, a equipe de marketing e comunicação da Grafton informou que a organização não comenta casos em litígio.

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Dois cidadãos norte-americanos foram presos após invadirem a jaula de Punch, um filhote de macaco-japonês que viralizou nas redes sociais por aparecer carregando um orangotango de pelúcia, em um zoológico nos arredores de Tóquio. O caso ocorreu neste domingo, no zoológico da cidade de Ichikawa, perto de Tóquio, no Japão.
Ex-mergulhador militar comenta tragédia em ‘Caverna dos Tubarões’ nas Maldivas: ‘Nunca entrei na terceira câmara’
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Segundo a CNN, um dos homens pulou para dentro da área do animal enquanto o outro filmava a ação.
A administração do zoológico informou que registrou um boletim de ocorrência por danos nesta segunda-feira, e afirmou que adotará medidas para evitar novos episódios semelhantes.
Um dos suspeitos, de 24 anos, afirmou ser estudante universitário. Ele é acusado de escalar a cerca da área destinada ao macaco. O segundo homem, de 27 anos, disse ser cantor. Os dois negaram as acusações.
A polícia informou que nenhum animal ficou ferido durante a invasão. De acordo com a imprensa japonesa, os dois foram detidos sob suspeita de obstrução forçada de estabelecimento comercial.
Macaco ficou famoso por apego a brinquedo de pelúcia
Punch vive no zoológico de Ichikawa e ganhou popularidade nas redes sociais após ser transferido, em janeiro deste ano, para uma jaula compartilhada com outros macacos.
Apegado a bichinho de pelúcia, macaco enfrenta dificuldades em se integrar a bando em zoo
Desde então, o zoológico passou a publicar atualizações frequentes sobre o filhote.
O animal chamou atenção pelo forte apego a um orangotango de pelúcia, que costuma carregar consigo.
Segundo o zoológico, Punch teve dificuldades para interagir com outros macacos após ter sido abandonado pela mãe, situação que ajudou a impulsionar a repercussão da história nas redes sociais.
Ainda de acordo com a instituição, o filhote continua apegado ao brinquedo, mas vem melhorando a convivência com os outros animais do grupo.
Um especialista local em mergulho classificou como “acidente anunciado” a tragédia que matou cinco mergulhadores italianos em uma caverna submersa nas Maldivas, após uma expedição a mais de 50 metros de profundidade. Segundo ele, a terceira câmara da chamada “Caverna dos Tubarões”, onde os corpos foram encontrados, era considerada perigosa até mesmo por profissionais experientes.
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Em entrevista exclusiva ao tabloide britânico Daily Mail, o ex-mergulhador militar Shafraz Naeem afirmou que já visitou o complexo subaquático “inúmeras vezes”, mas nunca entrou na terceira câmara por razões de segurança. O acidente aconteceu na quinta-feira (14), quando cinco italianos desapareceram após mergulharem na região de Thinwana Kandu, conhecida localmente como “Caverna dos Tubarões”.
O corpo do instrutor local Gianluca Benedetti, que liderava o grupo, foi encontrado na sexta-feira próximo à passagem de entrada da caverna, a cerca de 60 metros de profundidade. Os demais integrantes foram localizados apenas na segunda-feira, presos no fundo da terceira câmara, em uma área de escuridão total, por uma equipe de mergulhadores finlandeses especializados em operações técnicas de resgate.
— A caverna é implacável. É fechada, completamente escura e só se consegue ver onde a luz aponta — afirmou Naeem ao jornal britânico. — Se algo dá errado, você não consegue simplesmente subir à superfície como em um mergulho comum.
Além de Benedetti, morreram Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal; o biólogo marinho Federico Gualtieri; e a pesquisadora Muriel Oddenino.
Falta de preparo e riscos extremos
Segundo Naeem, o grupo utilizava equipamentos recreativos, inadequados para mergulho técnico em cavernas profundas. Nas Maldivas, o limite permitido para mergulho recreativo é de 30 metros, enquanto a entrada da caverna fica a cerca de 50 metros abaixo da superfície.
O especialista afirmou ainda que não foram encontradas cordas-guia, conhecidas como “fio de Ariadne”, consideradas essenciais em mergulhos de caverna para orientar os mergulhadores em ambientes escuros e confinados. Para ele, a ausência desse recurso reforça a hipótese de falhas graves de planejamento e segurança.
— Pessoas sem treinamento específico para mergulho em cavernas ou sem o equipamento adequado tendem a sofrer narcose por nitrogênio. A partir daí, tudo começa a piorar — disse.
A narcose por nitrogênio é um efeito causado pela pressão em grandes profundidades, capaz de comprometer o julgamento, provocar ansiedade e desorientação. Especialistas também investigam a possibilidade de toxicidade por oxigênio, fenômeno que pode ocorrer quando a mistura respiratória usada no cilindro se torna inadequada para profundidades elevadas.
O presidente da Sociedade Italiana de Medicina Subaquática e Hiperbárica, Alfonso Bolognini, afirmou ao tabloide que uma crise hiperóxica ou um episódio de pânico dentro da caverna podem ter desencadeado a tragédia. Segundo ele, a baixa visibilidade e a agitação da água tornam qualquer erro potencialmente fatal em ambientes confinados.
Resgate teve nova morte
As operações de busca também terminaram em tragédia para as equipes de resgate. O mergulhador militar Mohamed Mahudhee morreu após sofrer doença descompressiva durante os trabalhos na região. Amigo próximo de Mahudhee, Naeem criticou a decisão das autoridades locais de enviá-lo para uma operação de alto risco sem, segundo ele, treinamento e equipamentos técnicos adequados.
A equipe responsável por localizar os corpos foi enviada pela Divers’ Alert Network Europe (DAN Europe), organização especializada em emergências de mergulho. Segundo a entidade, os profissionais utilizaram sistemas avançados de respiração conhecidos como “rebreathers”, capazes de reciclar o gás respiratório e prolongar o tempo de permanência em profundidade.
A tragédia também levantou questionamentos sobre a fiscalização do turismo de mergulho nas Maldivas. Naeem afirmou ao Daily Mail que algumas operadoras locais são conhecidas por promover mergulhos profundos acima dos limites permitidos para atrair turistas interessados em observar tubarões e outras espécies marinhas.
A empresa italiana responsável pela viagem negou ter autorizado uma descida além do limite legal permitido no país. Em declaração ao jornal italiano Corriere della Sera, representantes da operadora disseram que o plano original previa apenas uma expedição científica para coleta de amostras de corais em profundidades consideradas padrão.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (19) o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Os parlamentares analisam a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição 32/15. Se acolhida, a medida ainda terá de ser discutida por uma comissão especial.

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Na última quarta-feira (13), a comissão realizou audiência pública sobre o tema, que dividiu a opinião dos participantes. Na ocasião, o relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), citou pesquisa recente que aponta que 90% dos brasileiros defendem a redução da maioridade penal.

Para o parlamentar, é preciso dar uma resposta ao clamor social. Ele argumenta ainda que a Constituição permite a mudança.

“O caminho mais técnico e equilibrado é manter a regra geral de inimputabilidade até os 18 anos e criar uma exceção para jovens de 16 e 17 anos em crimes de extrema gravidade”.

Na proposta, Coronel Assis prevê ainda a manutenção de garantias para os jovens, como o cumprimento de penas em unidades separadas dos adultos, procedimentos processuais específicos e a proibição de penas cruéis.

Já o advogado e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, defende que a proposta é “oportunista e demagógica”, com fins eleitoreiros às vésperas do pleito deste ano.

“Os parlamentares sabem sobre a inconstitucionalidade da proposta baseada na supressão de direitos fundamentais dos adolescentes de responderem por seus atos com base no ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], e não pelo Código Penal”, disse, ao citar que o critério de maioridade penal aos 18 anos é adotado pela muitas nações.

“Reduzir a idade penal seria como reconhecer a incapacidade do Estado em educar e incluir socialmente seus adolescentes. Quando o Estado, a sociedade e as famílias excluem, o crime acaba incluindo”, completou, ao classificar a proposta como ilusória e com o objetivo de ludibriar a opinião pública.

Números

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

*Com informações da Agência Senado

As Forças Armadas do Irã ameaçaram nesta terça-feira abrir novas frentes de guerra contra os EUA se o conflito de alta-intensidade entre os dois países for retomado. A indicação ocorre um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, revelar que interrompeu de última hora planos para bombardear Teerã, a pedido de aliados no Golfo, o que encerraria de fato o cessar-fogo vigente há cerca de 40 dias. A falta de progresso nas negociações diplomáticas e a tensão constante entre autoridades aumentou o nível de preparo de estrategistas militares nos dois países, que projetam planos de guerra para uma renovação das hostilidades — no caso iraniano, incluindo uma vasta gama de respostas, incluindo uma iniciativa para capacitar civis a usarem fuzis.
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— Se o inimigo for tolo o suficiente para cair na armadilha sionista mais uma vez e lançar uma nova agressão contra o nosso amado Irã, nós vamos abrir novas frentes, com novos equipamentos e novos métodos — afirmou o porta-voz militar iraniano Mohammad Akraminia, citado pela agência de notícias ISNA nesta terça.
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A avaliação de especialistas é de que o Irã se preparou para um conflito prolongado na primeira fase da guerra, estimando que pudesse durar cerca de três meses. A leitura inicial fez com que Teerã limitasse o uso de mísseis para sustentar semanas de ataques contra Israel e alvos regionais, segundo o especialista em questões de segurança iraniana do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança, Hamidreza Azizi, em entrevista ao New York Times.
Em contraste, se a guerra recomeçar, a leitura da liderança iraniana é de uma mudança no perfil dos combates, “curtos, porém de alta intensidade”, incluindo ataques coordenados e pesados contra a infraestrutura energética do Irã. A repercussão disso na prática, avalia Azizi, seria o disparo de dezenas ou centenas de mísseis por dia para “enfrentar efetivamente o inimigo e também mudar os cálculos do outro lado”.
O impacto imediato seria maior para países árabes do Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Arábia Saudita e Catar, bombardeados na primeira fase da guerra. Os danos no caso de uma ação mais direcionada e intensa poderiam, no entanto, ter uma dimensão diferente, sobretudo para o setor energético do país — o que aprofundaria a crise de fornecimento de petróleo e gás, que já é uma ferramenta de pressão econômica usada pelo Irã.
Autoridades iranianas e analistas alinhados ao governo têm feito ameaças e declarações agressivas a países da região, sobretudo contra os Emirados Árabes, que abriga bases militares americanas e, de acordo com relatos recentes, teria realizado ataques secretos contra Teerã durante a ofensiva.
— Certamente devemos fazer os Emirados voltarem à era de andar de camelo, e podemos fazer isso — disse Mehdi Kharatian, analista próximo às forças de segurança iranianas, em uma entrevista em podcast no mês passado. — Se necessário, ocuparemos Abu Dhabi.
Por mais hiperbólicas que sejam essas declarações, elas refletem correntes importantes de pensamento dentro da liderança da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo Ali Alfoneh, pesquisador sênior do Arab Gulf States Institute.
“A ameaça de retaliação iraniana contra grandes produtores de petróleo continua sendo um dos poucos fatores que restringem o comportamento dos EUA em relação ao Irã”, escreveu o pesquisador.
O vice-presidente executivo do Quincy Institute, Trita Parsi, apontou em uma publicação na rede social X que o objetivo da retaliação poderia ser causar dano máximo não apenas ao setor energético, mas a data centers do país, em meio às ambições de Abu Dhabi de se tornar um hub de inteligência artificial alinhado aos EUA.
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O outro estreito
Enquanto o controle do Estreito de Ormuz continua sendo um ponto controverso nas negociações de cessar-fogo, estrategistas militares iranianos avaliam estender suas operações de bloqueio ao tráfego naval no Oriente Médio para além da principal via comercial. Em caso de uma nova escalada, Teerã poderia tentar exercer controle sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, com ajuda das milícias Houthis do Iêmen.
A avaliação dos analistas é de que se o governo iraniano acreditar que o controle sobre Ormuz está ameaçado — uma vez que os EUA trataram publicamente sobre a intenção de liberar a passagem com o emprego das Forças Armadas —, uma solução seria ampliar as ações ofensivas no segundo estreito, fazendo os americanos terem que se dividir em duas frentes marítimas.
Kharatian disse na entrevista em podcast do mês passado que, se os EUA atacarem a infraestrutura econômica iraniana, o Irã retaliará limitando o tráfego em Bab el-Mandeb. A manobra em si, porém, pode ser difícil de realizar, uma vez que os aliados no Iêmen têm reagido com cautela aos combates mais recentes, com analistas atribuindo isso a cálculos de estoques militares disponíveis cada vez menores.
Estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb
Editoria de Arte
Treinamento civil
Mesmo sem o retorno de fato das hostilidades, o regime iraniano usa a sombra da ameaça americana para manter a mobilização em setores populares, mantendo a população civil engajada para o caso de necessidade de uma resistência patriótica. Em Teerã, treinamentos para capacitar civis ao uso de fuzis AK-47 foram vistos nas últimas semanas.
Autoridades instalaram estandes de treinamento militar por toda Teerã para ensinar ao público o básico do manuseio de armas, buscando preparar a sociedade iraniana para a possibilidade de um combate corpo a corpo, embora as ofensivas ao país tenham se concentrado em ataques aéreos até o momento. Na Praça Haft-e Tir, nos últimos dias, um soldado da Guarda Revolucionária do Irã ensinou por quase meia hora um grupo de iranianos a montar e desmontar um fiz AK-47, além de demonstrar diferentes tipos de munição.
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— A resposta das pessoas, de homens e mulheres, tem sido extraordinária. É totalmente voluntária — disse Nasser Sadeghi, soldado responsável por um dos treinamentos realizados no estande da Praça Haft-e Tir. — O objetivo é promover a cultura do martírio e da vingança pelo sangue do líder. Se Deus quiser, nos próximos dias, dependendo do que as autoridades superiores considerarem apropriado, outras armas também serão incluídas no treinamento.
Entre os participantes, havia homens com pouca experiência militar prévia, bem como mulheres vestidas com chador, algumas com faixas na cabeça e nos pulsos com a bandeira iraniana. Crianças e adolescentes também foram vistos posando para fotos com fuzis descarregados.
— Se Deus quiser, poderemos usá-la contra a agressão inimiga, caso um dia eles tenham más intenções contra esta terra — disse Fardin Abbasi, um funcionário público de 40 anos, após participar de um dos treinamentos.
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Mahnaz, uma mulher de 39 anos mãe de três filhos, disse que aprender a usar armas se tornou necessário nas circunstâncias atuais.
— Na minha opinião, nessas circunstâncias que os EUA criaram para nós, onde não poupam mulheres, crianças, jovens ou idosos, é nosso dever humano pelo menos aprender a atirar e a manusear armas — disse ela em entrevista à agência de notícias AFP. — Para que, se necessário, possamos usá-las com facilidade.
Perto dos estandes de treinamento, outros postos ofereciam chá, serviços de aconselhamento psicológico e assistência médica, enquanto alto-falantes transmitiam discursos, cânticos e homenagens a comandantes militares mortos. A televisão estatal iraniana também abraçou a iniciativa, chegando a convidar um membro da Guarda Revolucionária para ensinar um apresentador de televisão a mirar e disparar um fuzil de assalto. (Com AFP e NYT)
Uma turista de 33 anos morreu após ser esmagada por dois elefantes durante uma confusão em um acampamento turístico no estado de Karnataka, no sul da Índia, neste domingo (18). O caso aconteceu no Dubare Elephant Camp, atração conhecida por permitir contato próximo entre visitantes e os animais.
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Segundo informações divulgadas por veículos locais e internacionais, a mulher acompanhava uma atividade de banho dos elefantes às margens do rio Cauvery quando dois exemplares começaram a se enfrentar repentinamente. Durante a briga, ela acabou atingida e prensada pelos animais.
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A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. As autoridades indianas abriram investigação para apurar as circunstâncias do acidente e avaliar se houve falhas nos protocolos de segurança do local.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento de tensão durante a confusão entre os elefantes. As imagens passaram a ser compartilhadas com alertas de conteúdo sensível devido à gravidade da cena.
O Dubare Elephant Camp é um dos destinos turísticos mais conhecidos de Karnataka e oferece atividades como alimentação, banho e interação com elefantes treinados. O local recebe visitantes de diferentes regiões da Índia e também turistas estrangeiros.
Casos envolvendo ataques ou acidentes com elefantes são recorrentes no país, especialmente em áreas onde há contato frequente entre humanos e os animais. Autoridades ambientais indianas costumam reforçar orientações de segurança em atrações turísticas ligadas à vida selvagem.
O órgão interno de fiscalização e controle do Pentágono anunciou uma investigação sobre os ataques das Forças Armadas dos EUA contra lanchas supostamente ligadas ao tráfico de drogas no Oceano Pacífico e no Caribe — operações que já mataram 192 pessoas, segundo as estimativas oficiais, e que são parte da política de combate ao “narcoterrorismo” lançada pelo presidente Donald Trump. O órgão vai avaliar se a ofensiva seguiu as diretrizes de seleção de alvos em meio às alegações de que os ataques foram ilegais e correspondem a execuções extrajudiciais.
“O escopo desta avaliação inclui o processo conjunto para embarcações selecionadas como alvo na área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA, como parte da Operação Lança do Sul”, informou o escritório do Inspetor-Geral independente do Pentágono, em comunicado à Bloomberg News.
O objetivo da avaliação é determinar se o Pentágono seguiu um processo de seis fases chamado Ciclo Conjunto de Seleção de Alvos (Joint Targeting Cycle, em inglês), escreveu Bryan T. Clark, inspetor-geral assistente, em um memorando de 11 de maio enviado ao general Joseph Donovan, líder do Comando Sul dos EUA, e a Bradley Hansell, subsecretário de inteligência e segurança. A investigação foi iniciada pelo próprio órgão e não em resposta a um pedido do Congresso, informou a agência.
“Realizaremos a avaliação no Pentágono e na sede do Comando Sul [e] poderemos identificar locais adicionais durante a avaliação”, disse Clark.
(Com Bloomberg e AFP)
*Matéria em atualização
Imagens que circulam nas redes sociais após a tragédia nas Maldivas mostram o interior da chamada “caverna dos tubarões”, onde cinco mergulhadores italianos morreram durante uma expedição submarina no atol de Vaavu. O vídeo, gravado dentro da caverna Thinwana Kandu, revela corredores estreitos, sinuosos e escuros no complexo submerso onde os corpos foram localizados a cerca de 49 metros de profundidade.
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Quatro das vítimas, a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri e a pesquisadora Muriel Oddenino, foram encontrados nesta segunda-feira por uma equipe finlandesa especializada em resgates de mergulho profundo. Gianluca Benedetti, o quinto integrante do grupo, havia sido localizado anteriormente, próximo à entrada da caverna. Segundo Ahmed Shaam, porta-voz do governo das Maldivas, os corpos estavam “bem no interior da caverna, no terceiro segmento”, praticamente juntos.
Assista:
Vídeo reforça mistério sobre tragédia
As imagens da caverna ajudaram a ampliar os questionamentos sobre o que teria acontecido durante o mergulho. O local, situado a cerca de 60 milhas da capital Malé, possui aproximadamente 60 metros de extensão e é dividido em três câmaras. No vídeo, um mergulhador atravessa passagens apertadas enquanto a estrutura aparece praticamente sem vida marinha, exceto pela presença de uma arraia.
As autoridades ainda investigam as causas da tragédia, mas diferentes hipóteses surgiram nos últimos dias. Uma delas envolve as condições climáticas adversas registradas na região. Um alerta amarelo de mau tempo havia sido emitido na véspera da expedição, com ventos de até 48 km/h atingindo o arquipélago. O marido de Monica, Carlo Sommacal, afirmou ao jornal La Repubblica que a mergulhadora era extremamente experiente e não teria ignorado os riscos deliberadamente.
— Ela jamais teria colocado a vida da filha ou das outras pessoas em risco por imprudência. Alguma coisa aconteceu lá embaixo — disse
Caverna dos Tubarões nas Maldivas
YouTube/MERGULHADORES DO NEVA
Outro ponto investigado é a profundidade da operação. Posteriormente, foi revelado que o iate Duke of York, de onde o grupo partiu, não possuía autorização para mergulhos acima de 30 metros. Os italianos, no entanto, foram encontrados a cerca de 160 pés de profundidade, o equivalente a quase 49 metros. Especialistas também levantaram dúvidas sobre o tipo de equipamento utilizado no mergulho.
As operações de recuperação dos corpos continuam sendo consideradas extremamente perigosas. No sábado, um mergulhador militar das Maldivas morreu durante a tentativa de resgate, vítima de doença descompressiva, elevando para seis o número total de mortos no caso. Equipamentos especializados enviados pelo Reino Unido e pela Austrália estão sendo usados na operação, que inclui scooters subaquáticas e cilindros capazes de reciclar o ar.
Um estudante de 10 anos ficou gravemente ferido após cair de uma tirolesa de uma altura superior a seis metros durante uma visita escolar ao Dolygaer Outdoor Centre, na região de Brecon Beacons, no País de Gales. O acidente ocorreu na última semana, enquanto o grupo participava de atividades no centro de aventuras ao ar livre.
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Funcionários do local e um professor prestaram os primeiros socorros imediatamente após a queda. Um profissional de resgate em montanha que estava na região também auxiliou no atendimento até a chegada dos paramédicos. O menino foi levado para a Unidade Infantil do Hospital Príncipe Charles, em Merthyr Tydfil, onde permanece internado há cinco dias. Segundo informações divulgadas pela instituição, ele está se recuperando.
Investigação sobre o acidente
Em comunicado, um porta-voz do Dolygaer Outdoor Centre informou que a equipe agiu rapidamente após o incidente e afirmou que o local seguirá colaborando com as investigações sobre as circunstâncias da queda.
— Por volta das 20h, o aluno sofreu uma queda. Funcionários da escola e um professor responderam imediatamente para prestar os primeiros socorros. O atendimento médico recebeu apoio adicional de um profissional de resgate em montanha — declarou.
O centro também afirmou que sua principal preocupação é o bem-estar do estudante, da família e das pessoas que testemunharam o acidente.
— A Dolygaer mantém o compromisso com os mais altos padrões de segurança e cooperará integralmente com quaisquer investigações adicionais — acrescentou o porta-voz.
A diretora-executiva da Escola Primária Libanus, Nicola Williams, desejou uma rápida recuperação ao aluno e afirmou que a instituição dará suporte às apurações.
— Podemos confirmar que um aluno da escola se envolveu em um acidente em um centro de atividades local na semana passada e toda a comunidade escolar deseja a ele uma recuperação completa e rápida — disse.
O ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do Partido Socialista, passou a ser investigado pela Justiça da Espanha no caso do resgate público da companhia aérea Plus Ultra, ligada a empresários venezuelanos, durante a pandemia de Covid-19. É a primeira vez que um ex-chefe de governo espanhol se torna formalmente alvo de investigação criminal.
A Audiência Nacional, tribunal sediado em Madri especializado em casos financeiros complexos, informou nesta terça-feira que convocou Zapatero para depor no próximo dia 2 de junho sobre “o resgate da companhia aérea Plus Ultra”.
A empresa recebeu, em março de 2020, um empréstimo público de 53 milhões de euros — cerca de US$ 62 milhões — concedido pelo governo espanhol durante a pandemia.
Zapatero, que governou a Espanha entre 2004 e 2011, é investigado por suspeitas de organização criminosa, tráfico de influência e falsidade documental.
Em 2021, a Plus Ultra operava apenas quatro aeronaves Airbus A-340 em rotas para Equador, Peru e Venezuela.
Mesmo assim, foi beneficiada com recursos do fundo emergencial de 10 bilhões de euros criado pelo governo do atual primeiro-ministro Pedro Sánchez para socorrer empresas consideradas estratégicas durante a crise sanitária.
Investigação mira supostas comissões e elo com aliado de Zapatero
Segundo o jornal El País, que cita fontes próximas à investigação, as apurações se concentram em uma empresa de consultoria ligada a um aliado político de Zapatero.
De acordo com o periódico, a empresa teria atuado como intermediária financeira no pagamento de supostas comissões ocultas relacionadas ao resgate da companhia aérea.
Os escritórios do ex-primeiro-ministro e empresas pertencentes às filhas dele foram alvo de buscas.
O caso gerou forte controvérsia política na Espanha desde a concessão do auxílio à Plus Ultra.
Partidos conservadores da oposição criticaram os vínculos da companhia com empresários venezuelanos próximos ao governo de Nicolás Maduro.
O episódio ganhou ainda mais repercussão após vir à tona que o então ministro dos Transportes da Espanha, José Luis Ábalos, reuniu-se em Madri, em janeiro de 2020, com Delcy Rodríguez, figura central do governo venezuelano e proibida de entrar na União Europeia.
Ábalos está atualmente preso e responde a outra investigação por corrupção.
A Plus Ultra tem sede em Madri, mas seus principais acionistas são empresários venezuelanos que, segundo setores da direita espanhola, mantêm proximidade com o chavismo.
O filho do fundador da rede de moda Mango foi detido no âmbito da investigação sobre a morte do empresário Isak Andic, segundo afirmou à AFP nesta terça-feira uma fonte próxima ao caso.
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Andic, de 71 anos, criador de uma das maiores marcas de moda do mundo — com cerca de 2.800 lojas —, morreu em dezembro de 2024 após cair de uma altura considerável enquanto fazia trilha com o filho nos arredores de Barcelona. A morte causou grande comoção no mundo empresarial.
Em 2025, segundo o El País, a polícia catalã alterou a linha de investigação — de acidente para possível homicídio — e concentrou o inquérito em Jonathan Andic, filho da vítima.
Fontes policiais confirmaram à AFP, na ocasião,apenas que a investigação segue em andamento e que o caso foi encaminhado à Justiça para mais informações, embora o processo esteja sob sigilo judicial.
Ainda de acordo com o El País, Jonathan, que era a única pessoa presente no momento do incidente, foi interrogado e apresentou “contradições”, o que reforçou as suspeitas.
Outra testemunha, Estefanía Knuth, golfista profissional e companheira de Isak Andic, relatou à polícia o mau relacionamento entre pai e filho, segundo o jornal.
Em resposta ao El País no ano passado, a família expressou confiança de que “este processo terminará o mais rápido possível e será comprovada a inocência de Jonathan Andic”.
Isak Andic, nascido em Istambul, era uma das pessoas mais ricas da Espanha, com fortuna estimada pela Forbes em US$ 4,5 bilhões.
O empresário abriu sua primeira loja em Barcelona em 1984. Desde então, a Mango se expandiu rapidamente por toda a Espanha e consolidou-se como um dos principais grupos de moda do mundo, com mais de 16,4 mil funcionários, segundo o site oficial da companhia.

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