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O FBI abriu uma investigação contra Joe Kent, um oficial antiterrorismo que foi duramente criticado pela Casa Branca após sua renúncia em protesto contra a guerra com o Irã, por possível vazamento de informações confidenciais, de acordo com duas pessoas com conhecimento da situação. A investigação antecedeu a renúncia, na terça-feira, de Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, de acordo com essas pessoas, que falaram sobre a continuidade da investigação sob condição de anonimato.
Contexto: Autoridade de contraterrorismo americana renuncia por guerra: ‘Irã não ameaçava os EUA, e começamos conflito por pressão de Israel’
Trump 2.0: Ao sair atirando, peça-chave do governo fragiliza Trump na base e fortalece crítica de que ataque ao Irã foi teleguiado por Israel
A divulgação da investigação, que foi noticiada anteriormente pelo site de notícias americano Semafor, ocorreu após um esforço coordenado do governo de Donald Trump para desacreditar Kent, retratando-o como alguém indigno de confiança e desleal.
O FBI e o Departamento de Justiça, sob a gestão de Trump, frequentemente têm como alvo críticos e inimigos políticos do presidente, realizando investigações criminais, muitas vezes sem provas suficientes para obter ou sustentar uma acusação criminal.
“O Irã não representava nenhuma ameaça iminente à nossa nação”, escreveu Kent em sua carta pública de renúncia ao presidente Trump, que foi enviada enquanto o presidente lidava com as consequências econômicas e geopolíticas da guerra com o Irã.
Guga Chacra: Do ‘America First’ à guerra no Irã
Kent, o primeiro membro sênior do governo a renunciar por causa da guerra, afirmou que o ataque ao Irã foi “devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano”.
Ele foi entrevistado na quarta-feira por Tucker Carlson, um amigo próximo, em seu popular podcast on-line. Carlson, que ganhou notoriedade por uma entrevista simpática a um supremacista branco no ano passado, tem sido um dos conservadores oponentes da guerra mais visíveis e um crítico ferrenho de Israel.
Os críticos de Kent há muito o acusam de promover uma visão de mundo antissemita e anti-Israel. No entanto, sua renúncia ampliou a divisão entre os republicanos sobre a guerra e a relação dos EUA com Israel. Trump, que como presidente é sensível à mídia de direita, rapidamente repreendeu Kent após sua renúncia, dizendo:
— É bom que ele tenha saído, porque ele disse que o Irã não era uma ameaça.
Artigo: Fantasia de Trump no Irã ignora vulnerabilidade de mundo interconectado e revela falácia da ‘Fortaleza América’
Em sua aparição ao lado de Carlson, Kent elogiou efusivamente o presidente e suas políticas anteriores, incluindo atos de agressão contra o Irã, como o assassinato do major-general Qassem Suleimani em 2020 e o bombardeio americano às instalações nucleares iranianas no ano passado.
Mas Kent também reiterou suas alegações de que não havia evidências de um ataque iminente do Irã antes do início da guerra e que os Estados Unidos foram arrastados para o conflito por Israel. Ele pediu a Trump que impedisse Israel de atacar o Irã e que interrompesse o fornecimento de sistemas de defesa a Israel caso o país se recusasse.
— Ele precisa abordar a questão principal — disse Kent. — A questão principal é o que os israelenses estão fazendo. E ele precisa, com muita firmeza, e provavelmente com uma nova equipe de diplomatas, ir até os israelenses e dizer: “Chega. Nós vamos defendê-los. Vamos garantir que mísseis balísticos não sejam lançados sobre vocês. No entanto, vocês não vão mais atacar, porque esta é a nossa guerra”.
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Kent não é um crítico de guerra comum. Ele há muito tempo demonstra uma inclinação por teorias da conspiração, sugerindo, sem provas, que agentes do FBI poderiam ter sido responsáveis ​​por orquestrar o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA. Ele descartou as alegações de interferência russa nas eleições de 2016, afirmando que tais acusações faziam parte da “farsa russa”.
E, em sua aparição com Carlson, os dois promoveram alegações infundadas de que Israel poderia ter estado envolvido em uma tentativa de assassinato de Trump em 2024, bem como no assassinato do comentarista de direita Charlie Kirk no ano passado.

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O cruzeiro Hondius chegou neste domingo (10) escoltado por um barco da Guarda Civil às imediações do porto de Granadilha, no sul da ilha espanhola de Tenerife, informaram a jornalistas da AFP.
A expectativa é de que a embarcação, onde foi causada a morte de três pessoas e que tem mantido em alerta as autoridades sanitárias, irá ancorar nas próximas horas no porto para evacuar os passageiros e parte da tripulação— sem informação de novos casos— antes de prosseguir para sua base na Holanda.
O último balanço da OMS registra um total de seis casos confirmados entre oito suspeitos, que incluem um casal de passageiros holandeses e uma alemã que morreram em função do vírus – conhecido, mas pouco frequente e para o qual não há vacina ou tratamento.
Militantes detonaram um carro-bomba em um posto de controle no noroeste do Paquistão e abriram fogo contra a polícia, matando pelo menos 12 pessoas e ferindo cinco, disseram autoridades neste domingo (10).
“Na noite passada, na área de Fateh Khel, em Bannu, um homem-bomba lançou um veículo carregado de explosivos contra um posto de controle policial, após o que vários militantes entrarem no local”, disse à AFP o policial de Bannu, Muhammad Sajjad Khan, acrescentando que 12 policiais foram confirmados mortos e um está desaparecido.
A Rússia vem transferindo ao Irã componentes para drones através do Mar Cáspio, e assim tem ajudado Teerã a reconstruir suas capacidades ofensivas após perder cerca de 60% desses equipamentos desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em fevereiro. Segundo fontes, que falaram de forma reservada, Moscou também tem enviado ao aliado mercadorias, que normalmente passariam pelo Estreito de Ormuz, a fim de contornar o bloqueio naval dos EUA.
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Mesmo ferido e isolado: líder supremo do Irã influencia estratégia da guerra e negociações com EUA, diz CNN
O Mar Cáspio, antes negligenciado, assumiu nova importância como rota comercial que liga a Rússia ao Irã. Para os dois países, que estiveram envolvidos em diversas guerras e são os que mais enfrentam sanções ocidentais, a hidrovia oferece uma passagem tanto para o comércio aberto quanto para o clandestino — remessas que ajudaram Teerã a persistir como um adversário real dos EUA, apesar da esmagadora superioridade militar americana.
Autoridades iranianas afirmaram que os esforços para abrir rotas comerciais alternativas estão “progredindo rapidamente”, com quatro portos iranianos ao longo do Mar Cáspio “operando ininterruptamente” para importar trigo, milho, ração animal, óleo de girassol e outros suprimentos.
Em entrevista à emissora estatal iraniana IRIB, Mohammad Reza Mortazavi, presidente da Associação das Indústrias Alimentícias do país, afirmou que o Irã está ativamente redirecionando as importações de alimentos essenciais através do Mar Cáspio.
Tanto as declarações de toridades comerciais russas quanto as estatísticas portuárias indicam um rápido aumento no transporte marítimo pelo Mar Cáspio nos últimos meses. Vitaly Chernov, chefe de análise do PortNews Media Group, que monitora o setor marítimo russo, registrou 2 milhões de toneladas de trigo russo transportadas pelo Mar Cáspio este ano. Ates, elas eram enviadas ao Irã pelo Mar Negro, agora sob ameaça de ataques ucranianos.
— Diante da instabilidade no Oriente Médio, as rotas pelo Mar Cáspio para o Irã parecem muito mais atraentes — afirmou Chernov.
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Alexander Sharov, diretor da RusIranExpo, organização que auxilia exportadores russos a encontrar compradores iranianos, estima que o volume de carga transportada pelo Cáspio poderá dobrar este ano. Para ele, embora as sanções ocidentais tenham deixado algumas grandes empresas relutantes em enviar mercadorias pelo Mar Cáspio, a crise de Ormuz poderá ajudar a superar esse obstáculo.
Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz, próximo a Bandar Abbas, no sul do Irã
Amirhossein Khorgooei/ISNA/AFP
Maior que o Japão, o Mar Cáspio é considerado o maior lago do mundo. Grande parte do comércio que passa por ele é opaco. Monitorá-lo à distância tem se mostrado difícil, pois os navios que navegam na rota entre portos russos e iranianos costumam desligar os transponders que permitem rastreamento por satélite, revelam grupos de monitoramento marítimo. Diferentemente do Golfo Pérsico, os EUA não conseguem interceptar facilmente navios no Mar Cáspio, pois apenas os cinco países que o margeiam (além de Rússia e Irã, Azerbaijão, Turcomenistão e Cazaquistão) têm acesso a ele.
— Se você pensar no lugar ideal para burlar sanções e realizar entregas militares [sem alarde], esse lugar é o Mar Cáspio — afirma Nicole Grajewski, professora especializada em Irã e Rússia no Sciences Po, em Paris.
Os envios de drones demonstram a estreita parceria de defesa entre Moscou e Teerã. Embora seja improvável que as peças russas desempenhem um papel decisivo na guerra, elas ajudam a reforçar o arsenal de drones de Teerã. Se os envios continuarem, de acordo com autoridades americanas, ajudarão o Irã a reconstruir rapidamente esse arsenal.
Importância estratégica
Para a Rússia e o Irã, a importância estratégica do Mar Cáspio é evidente há muito tempo. Há duas décadas, eles vêm desenvolvendo planos para construir um corredor comercial ligando o Mar Báltico ao Oceano Índico, com 7.200 quilômetros de extensão, atravessando o oeste da Rússia e, em seguida, a bacia do Cáspio, a fim de evitar as rotas comerciais ocidentais. Essas ambições existem principalmente no papel, mas incluem a substituição da frota mercante obsoleta e a construção de novas instalações portuárias e uma nova linha férrea.
Especialistas questionam se os conflitos que envolvem ambas as nações não teriam consumido os consideráveis ​​recursos necessários para construir a infraestrutura desses projetos. Entre outros problemas, trechos rasos do Mar Cáspio podem limitar a navegação.
O comércio no Mar Cáspio representa um delicado equilíbrio para o presidente russo, Vladimir Putin. Com um número cada vez menor de aliados no Oriente Médio, Putin deseja apoiar o Irã, mas a ajuda militar escancarada corre o risco de antagonizar o presidente americano, Donald Trump, bem como países árabes importantes para o comércio energético da Rússia.
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O Mar Cáspio continua sendo um desafio significativo também para os EUA, em parte por representar algo como um “ponto cego diplomático”.
— Para os formuladores de políticas americanas, o Mar Cáspio é um buraco negro geopolítico; é quase como se não existisse — afirma Luke Coffey, pesquisador sênior do Hudson Institute.
A importância potencial do Mar Cáspio tornou-se mais evidente para os planejadores nos EUA e na Europa Ocidental após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Moscou voltou a usar navios no Mar Cáspio para disparar mísseis contra alvos na Ucrânia, como já havia feito na Síria.
Em janeiro de 2025, a Rússia e o Irã assinaram um amplo tratado de cooperação. Autoridades europeias afirmaram que, desde então, os dois países continuaram compartilhando tecnologia e táticas militares. Ao longo da guerra, a Rússia aprimorou o projeto e o desempenho de seus drones e começou a produzi-los internamente. Avanços que, segundo especialistas, foram compartilhados com o Irã.
— A Rússia e o Irã encontraram maneiras de contornar o regime de sanções — sintetizou Anna Borshchevskaya, especialista em política russa para o Oriente Médio no Instituto de Washington. — Por meio dessa pequena, porém importantíssima rota comercial, a Rússia pode fornecer muita ajuda ao Irã.
Em um dos eventos mais aguardados do calendário do Kremlin, a parada do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial na Europa, o presidente russo, Vladimir Putin, fez mais um de seus aguerridos discursos contra o Ocidente e em defesa da guerra na Ucrânia, no qual chamou as tropas de Kiev de “força agressiva” apoiada pela Otan. Mas o desfile foi marcado pela ameaça de um ataque ucraniano e pela redução de seu tamanho, um movimento interpretado por alguns como sinal de fraqueza. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Prestes a ser aposentado após mais de meio século de serviço, o porta-aviões movido a energia nuclear USS Nimitz (CVN-68) iniciou há dois meses o que deve ser sua viagem final: uma circunavegação pela América do Sul, com escalas e exercícios conjuntos no âmbito da Operação Southern Seas 2026, conduzida pelas Forças Navais do Comando Sul dos Estados Unidos (4ª Frota). Mas essa não é, exatamente, sua despedida. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Com 112 páginas, “O livreiro de Gaza” é tão curto quanto ambicioso. Em seu veloz romance, Rachid Benzine defende o direito de permanência e investiga os significados de uma cultura ameaçada pelo desaparecimento. O livro parte do encontro fortuito entre o jovem fotógrafo francês Julien e o personagem que nomeia a obra, Nabil, cuja trajetória se confunde com a do próprio enclave. Na primeira obra do franco-marroquino lançada no Brasil, pela Intrínseca, o fotojornalista traduz a Faixa de Gaza como um “teatro de miséria e loucura”, “um baile grotesco, em que os vivos não estão completamente vivos, embora não cheguem a estar de fato mortos”, “um cemitério, onde até as sombras parecem perdidas, as vidas o são em parênteses, e todos temem o ponto final”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um avião da Frontier Airlines atingiu e matou uma pessoa na pista enquanto decolava do Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos, na noite desta sexta-feira, informaram as autoridades locais. Os pilotos abortaram a decolagem, e a aeronave foi evacuada após o relato de um incêndio no motor.
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O jato Airbus A321, com 224 passageiros e sete tripulantes, partia no voo 4345 para o Aeroporto Internacional de Los Angeles quando colidiu com o indivíduo, segundo comunicados da Frontier e da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA).
Foi relatada a presença de fumaça dentro da aeronave, e os passageiros foram evacuados em segurança por escorregadores de emergência como medida de precaução, disse a companhia aérea.
Em nota na manhã deste sábado, a FAA disse que investiga o caso. Já o aeroporto de Denver informou que a vítima havia pulado a cerca perimetral e foi atingida minutos depois enquanto atravessava a pista. A pessoa, que ainda não foi identificada, não seria funcionária do aeroporto, acrescentou a nota.
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O aeroporto examinou a linha de cercas após o incidente e afirmou que ela estava intacta. Sean Duffy, secretário de Transportes dos EUA, descreveu a vítima como um invasor que “violou a segurança do aeroporto internacional de Denver, escalou deliberadamente uma cerca perimetral e correu até uma pista”.
Uma gravação publicada pelo aplicativo ATC.com, que retransmite comunicações de rádio do tráfego aéreo, captou os pilotos descrevendo o incidente. “Estamos parando na pista”, disse um deles à torre de controle de tráfego aéreo. “Acabamos de atingir alguém. Temos um incêndio no motor”, continuou. Mais tarde, um piloto informou à torre que “um indivíduo estava caminhando pela pista”.
Depois, a tripulação informou ao controle de tráfego aéreo que estava evacuando o avião na pista por causa da fumaça no interior da aeronave. Segundo o aeroporto, o episódio aconteceu por volta das 23h20 no horário local, e os bombeiros apagaram um incêndio no motor do avião.
De acordo com uma reprodução de dados do site de rastreamento de voos Flightradar24, o avião parou bruscamente na pista logo após começar a acelerar para a decolagem. Os passageiros foram levados de volta ao terminal dentro de um ônibus. Ao todo, 12 pessoas tiveram ferimentos leves, e cinco foram encaminhadas a hospitais próximos.
Assim como a FAA, a Frontier Airlines e o aeroporto afirmaram que as investigações estão em andamento. O aeroporto informou ainda que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) foi notificado. Em nota, o NTSB disse que trabalha para reunir informações em conjunto com a FAA e agências locais.
Apesar do ocorrido, o aeroporto de Denver não relatou grandes interrupções nas operações aéreas. A pista 17L, que foi fechada após a colisão, é uma das seis do aeroporto.
A Rússia e a Ucrânia se acusaram mutuamente, neste sábado, de violar um cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos e anunciado pelo presidente americano, Donald Trump. O mandatário russo, Vladimir Putin, disse ainda que não recebeu uma proposta da Ucrânia sobre troca de prisioneiros.
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Segundo o Exército ucraniano, desde o começo do dia, o número de ataques russos ao país chegou a 51. Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia afirma que, “apesar da declaração de cessar-fogo, os grupos armados ucranianos lançaram ataques com drones e artilharia contra as posições de nossas tropas”.
Neste sábado, Putin também sinalizou para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante a comemoração da vitória soviética contra os nazistas. Neste ano, a celebração na Praça Vermelha de Moscou foi realizada em formato reduzido, com duração de apenas 45 minutos, incluindo o discurso presidencial. Não foram exibidos armamentos devido ao temor de ataques ucranianos.
De modo diferente do ano passado, quando compareceram cerca de vinte dirigentes internacionais de países como China e Brasil, desta vez participaram apenas alguns líderes aliados, de nações como Belarus, Cazaquistão, Malásia e Eslováquia.
Em seu discurso, Putin afirmou que “o grande sucesso da geração vencedora (da Segunda Guerra Mundial) inspira hoje os soldados que realizam a operação militar especial (na Ucrânia)”.
— Eles enfrentam uma força agressiva, armada e apoiada pelo conjunto do bloco da Otan. Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa e será para sempre — continuou.
Após mais de quatro anos de conflito, a Rússia controla cerca de 20% da Ucrânia, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014.
Nas comemorações, exibidas na televisão russa, participaram soldados da Coreia do Norte, que em 2025 ajudaram Moscou a expulsar as tropas ucranianas da região russa de Kursk.
A celebração, que teve início às 10h do horário local, é um evento-chave que permite a Putin exaltar a memória do triunfo soviético em 1945 e unir a população russa em apoio à campanha militar na Ucrânia.
Neste ano, porém, as comemorações estavam ameaçadas pelos incessantes ataques com drones de Kiev e, apesar do cessar-fogo, os moradores de Moscou não pareciam esperançosos de que a paz retornaria em breve.
O fim do conflito “não será tão cedo, por mais que todos queiramos a paz”, disse à AFP Elena, uma economista de 36 anos que preferiu não informar o sobrenome e que estava principalmente contrariada com o corte da internet.
A conexão móvel foi cortada no centro de Moscou durante o ato, e muitas ruas da capital estavam quase vazias, constataram jornalistas da AFP.
O 9 de maio é “um dia como qualquer outro”, acrescentou Daniil, de 26 anos, a caminho da academia. Questionado se esta breve trégua é o prelúdio para a paz, o russo respondeu com um breve “não”.
Após duas tentativas de trégua, primeiro ucraniana e depois russa, que não foram respeitadas nesta semana, Trump anunciou na sexta-feira um cessar-fogo de três dias entre as partes a partir deste sábado.
“Esperemos que seja o princípio do fim de uma guerra muito longa, mortal e difícil”, escreveu o mandatário americano em sua plataforma Truth Social, ao especificar que a medida seria acompanhada de uma “troca” de mil prisioneiros de cada país.
Trump considerou que o fim da guerra está “cada vez mais próximo”, enquanto nesta semana foram retomadas as conversas entre negociadores ucranianos e americanos na Flórida.
Essas conversas haviam ficado em segundo plano desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. Na sexta-feira, Volodymyr Zelensky disse que espera a chegada à Ucrânia, nas próximas semanas, dos enviados de Washington.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que um ataque israelense à cidade de Saksakiyeh, no sul do país, matou pelo menos sete pessoas, incluindo uma menina, no mais recente ataque durante o cessar-fogo da guerra entre Israel e Hezbollah.
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Em comunicado, o ministério afirmou que “o bombardeio do inimigo israelense à cidade de Saksakiyeh, no distrito de Sidon, resultou em um balanço preliminar de sete mártires, incluindo uma menina, e 15 feridos, entre eles três crianças”.
Matéria em atualização.
O Reino Unido anunciou neste sábado que vai deslocar para o Oriente Médio o destróier HMS Dragon, atualmente no Mediterrâneo, em preparação para uma futura missão internacional de proteção ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.
Segundo o Ministério britânico da Defesa, a decisão faz parte de um esforço de “planejamento rigoroso” para que o país esteja pronto “para garantir a segurança do estreito, quando as condições permitirem”, no âmbito de uma coalizão internacional co-liderada com a França.
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A movimentação amplia a resposta ocidental à instabilidade no Golfo Pérsico, em um momento em que o Estreito de Ormuz se tornou um dos principais focos de tensão geopolítica após o conflito iniciado em 28 de fevereiro com bombardeios israelense-americanos contra o Irã — ofensiva interrompida por uma trégua que entrou em vigor em 8 de abril.
Rota vital para energia global
Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo passavam pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo estreito, mas crucial, entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico.
A quase interrupção do tráfego na região provocou impacto global: problemas no abastecimento de combustíveis na Ásia, pressão operacional sobre companhias aéreas e aceleração da inflação na Europa.
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O novo cenário agravou o embate entre Teerã e Washington.
O Irã passou a defender a cobrança de taxas para embarcações que cruzem o estreito — proposta rejeitada pelos Estados Unidos, que alegam defender a liberdade de navegação em águas internacionais.
Além disso, a república islâmica bombardeou embarcações na região em resposta à ofensiva israelense-americana.
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Do outro lado, Washington endureceu sua pressão ao impor, desde 13 de abril, um bloqueio naval aos portos iranianos com o objetivo de impedir a exportação de petróleo pelo país.
Teerã questiona ‘seriedade’ dos EUA
Neste sábado (9), o Irã colocou em dúvida a “seriedade da diplomacia dos Estados Unidos” nas negociações em curso para o conflito no Oriente Médio, sem anunciar resposta à mais recente proposta apresentada por Washington.
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, expressou ceticismo durante conversa telefônica com seu par turco, Hakan Fidan, um dia após novos confrontos aumentarem a temperatura da guerra.
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“A recente escalada de tensões por parte das forças americanas e suas múltiplas violações do cessar-fogo reforçam nossas suspeitas sobre a motivação e a seriedade da parte americana na diplomacia”, afirmou Araghchi, informou a agência iraniana Isna.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou na sexta-feira que esperava uma resposta rápida dos iranianos à proposta destinada a pôr fim de maneira duradoura às hostilidades. “Devo recebê-la ainda nesta noite”, afirmou a jornalistas.
O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, citado pela televisão estatal, indicou que o Irã segue estudando a proposta americana.

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