A embaixada dos Estados Unidos no Irã emitiu um alerta nesta segunda-feira pedindo que cidadãos americanos deixem o país “imediatamente” devido à escalada dos protestos e à instabilidade crescente no país. O aviso vem em meios a manifestações antigovernamentais que ocorrem há mais de duas semanas, com protestos em mais de 100 cidades contra a deterioração econômica e o regime teocrático. Também ocorre após as constantes ameaças do presidente americano, Donald Trump, de que os Estados Unidos podem atacar “muito duramente” o país para deter a repressão contra os manifestantes e a
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“Os protestos em todo o Irã estão se intensificando e podem se tornar violentos, resultando em prisões e feridos. Medidas de segurança reforçadas, fechamento de estradas, interrupções no transporte público e bloqueios da internet estão em curso. O governo iraniano restringiu o acesso a redes móveis, fixas e à internet nacional. As companhias aéreas continuam limitando ou cancelando voos de e para o Irã, com várias delas suspendendo suas operações até sexta-feira, 16 de janeiro”, diz o comunicado. “Os cidadãos dos EUA devem esperar interrupções contínuas na internet, planejar meios alternativos de comunicação e, se for seguro fazê-lo, considerar deixar o Irã por terra rumo à Armênia ou à Turquia.”
Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que o Irã está pronto para “negociações justas” com os EUA, mas também “preparado para uma guerra”.
— A República Islâmica do Irã não busca a guerra, mas está totalmente preparada para ela — afirmou durante um discurso para embaixadores estrangeiros em Teerã, alertando os adversários contra qualquer “erro de cálculo”. — Também estamos prontos para negociações justas, com igualdade de direitos e baseadas no respeito mútuo.
No domingo, a bordo do “Air Force One”, o avião presidencial dos EUA, Trump já havia adiantado sobre uma negociação com Teerã, confirmada pelo chanceler iraniano nesta segunda. O republicano afirmou que representantes do regime procuraram autoridades americanas, mas alertou que Washington “pode ter que agir antes da reunião”.
— Estamos analisando isso com muita seriedade — afirmou o presidente. — Os militares estão analisando isso, e estamos considerando algumas opções muito fortes. Tomaremos uma decisão.
Os protestos no país persa começaram em 28 de dezembro e, desde então, cresceram e evoluíram para um movimento que desafia o regime teocrático da República Islâmica. A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, reportou nesta segunda ao menos 648 manifestantes mortos no Irã desde o início dos protestos contra o governo.
Apesar do bloqueio quase total da internet imposto pelas autoridades na última quinta-feira, que dificulta a comunicação e a verificação das informações, imagens e vídeos que circulam nas redes sociais mostram centenas de pessoas nas ruas, além de incêndios em equipamentos públicos e corpos enfileirados dentro de sacos do lado de fora de hospitais.
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“Os protestos em todo o Irã estão se intensificando e podem se tornar violentos, resultando em prisões e feridos. Medidas de segurança reforçadas, fechamento de estradas, interrupções no transporte público e bloqueios da internet estão em curso. O governo iraniano restringiu o acesso a redes móveis, fixas e à internet nacional. As companhias aéreas continuam limitando ou cancelando voos de e para o Irã, com várias delas suspendendo suas operações até sexta-feira, 16 de janeiro”, diz o comunicado. “Os cidadãos dos EUA devem esperar interrupções contínuas na internet, planejar meios alternativos de comunicação e, se for seguro fazê-lo, considerar deixar o Irã por terra rumo à Armênia ou à Turquia.”
Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que o Irã está pronto para “negociações justas” com os EUA, mas também “preparado para uma guerra”.
— A República Islâmica do Irã não busca a guerra, mas está totalmente preparada para ela — afirmou durante um discurso para embaixadores estrangeiros em Teerã, alertando os adversários contra qualquer “erro de cálculo”. — Também estamos prontos para negociações justas, com igualdade de direitos e baseadas no respeito mútuo.
No domingo, a bordo do “Air Force One”, o avião presidencial dos EUA, Trump já havia adiantado sobre uma negociação com Teerã, confirmada pelo chanceler iraniano nesta segunda. O republicano afirmou que representantes do regime procuraram autoridades americanas, mas alertou que Washington “pode ter que agir antes da reunião”.
— Estamos analisando isso com muita seriedade — afirmou o presidente. — Os militares estão analisando isso, e estamos considerando algumas opções muito fortes. Tomaremos uma decisão.
Os protestos no país persa começaram em 28 de dezembro e, desde então, cresceram e evoluíram para um movimento que desafia o regime teocrático da República Islâmica. A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, reportou nesta segunda ao menos 648 manifestantes mortos no Irã desde o início dos protestos contra o governo.
Apesar do bloqueio quase total da internet imposto pelas autoridades na última quinta-feira, que dificulta a comunicação e a verificação das informações, imagens e vídeos que circulam nas redes sociais mostram centenas de pessoas nas ruas, além de incêndios em equipamentos públicos e corpos enfileirados dentro de sacos do lado de fora de hospitais.










