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— Estamos analisando tudo o que possa lançar luz sobre aquele dia — afirmou na sexta-feira o vice-procurador-geral Todd Blanche.
A mudança ocorre após o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) confirmar que o FBI assumiria a liderança da investigação. Até então, a apuração estava a cargo da Homeland Security Investigations (HSI), divisão interna do próprio DHS.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, revelou a transferência do inquérito durante entrevista à Fox News, na noite de quinta-feira. Mais cedo na semana, o departamento havia informado que a HSI conduziria o caso.
— Vamos continuar acompanhando a investigação que o FBI está liderando e fornecer a eles todas as informações de que precisam para levá-la à conclusão, garantindo que o povo americano saiba a verdade sobre a situação e como podemos seguir em frente e continuar a proteger os americanos — disse Noem, em entrevista ao apresentador Sean Hannity.
Na sexta-feira, a porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, confirmou que o FBI liderará a investigação sobre a morte de Pretti, com apoio da HSI. Paralelamente, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), órgão vinculado ao DHS, conduz uma investigação interna sobre o tiroteio, no qual dois agentes dispararam contra Pretti.
O DHS não respondeu a questionamentos da imprensa americana sobre quando a mudança foi formalizada ou os motivos da decisão. O FBI também não comentou o caso até o momento. Ainda não está claro se o FBI compartilhará informações e provas com investigadores do estado de Minnesota, que, até agora, não tiveram acesso à investigação federal.
Durante a mesma entrevista, Noem se distanciou de declarações feitas logo após o episódio, quando afirmou que Pretti teria exibido uma arma de fogo e avançado de forma agressiva contra os agentes. Vídeos divulgados posteriormente mostram que o enfermeiro de UTI segurava apenas um telefone celular no momento em que foi derrubado no chão pelos agentes. As imagens registram um policial retirando uma arma da parte de trás da calça de Pretti enquanto outro efetua disparos em suas costas.
Pretti possuía autorização estadual para portar legalmente uma arma de fogo de forma oculta. Os vídeos não mostram, em nenhum momento, que ele tenha tentado alcançar a arma.
— A situação foi muito caótica, e estávamos recebendo informações do local, repassadas por agentes e oficiais da CBP que estavam presentes — afirmou Noem. — Usamos as melhores informações disponíveis naquele momento, buscando transparência com o povo americano e repassando o que acreditávamos ser verdadeiro no terreno.
A decisão de transferir a investigação ocorre após a divulgação, na quarta-feira, de dois vídeos que mostram um confronto anterior entre Pretti e agentes federais de imigração, ocorrido 11 dias antes de sua morte. As imagens, datadas de 13 de janeiro, mostram Pretti vestindo um casaco de inverno, gritando contra veículos federais e, em determinado momento, aparentando cuspir antes de chutar a lanterna traseira de um dos carros. Em seguida, há uma luta corporal, durante a qual ele é imobilizado no chão. O casaco se solta, e Pretti se afasta rapidamente.
Quando vira as costas para a câmera, o que parece ser uma arma de fogo pode ser visto em sua cintura. As imagens não mostram Pretti tentando pegar a arma, nem indicam se os agentes perceberam sua presença. Steve Schleicher, advogado de Minneapolis que representa os pais de Pretti, afirmou que o confronto anterior não justificava o uso de força letal dias depois.
— O episódio anterior de forma alguma justifica que os agentes tenham atirado fatalmente em Pretti mais de uma semana depois — disse.
Na manhã desta sexta-feira, o presidente Donald Trump comentou o caso em uma publicação na plataforma Truth Social, afirmando que os vídeos do confronto anterior enfraqueciam a narrativa de que Pretti teria sido um manifestante pacífico no momento em que foi morto.
“Agitador e, talvez, insurrecionista, o valor de Alex Pretti despencou com o vídeo recém-divulgado em que ele aparece gritando e cuspindo no rosto de um agente do ICE muito calmo e sob controle, e depois chutando de forma insana um veículo novo e muito caro do governo, com tanta força e violência que a lanterna traseira se quebrou em pedaços”, escreveu Trump. “Foi uma verdadeira demonstração de abuso e raiva, fora de controle. O agente do ICE estava calmo e sereno, algo nada fácil nessas circunstâncias.”
Em atualização.






