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Rovena Rosa/Agência Brasil
Parlamentares pedem informação sobre relação do banco com instituições financeiras

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve votar nesta quinta-feira (5) uma série de requerimentos, entre eles pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal relacionados ao Banco Master.

Os pedidos de quebra de sigilo foram apresentados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e deputados da bancada do Novo. Os parlamentares solicitam informações sobre contas, investimentos, bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras pelo Banco Master. A medida integra a investigação sobre possíveis irregularidades na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas.

Segundo integrantes da CPMI, mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados vinculados ao banco apresentam indícios de irregularidades, incluindo casos suspeitos de contratação sem autorização dos beneficiários.

Voos e passageiros
A comissão também deve analisar requerimento da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) que solicita à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre histórico de voos e passageiros de aeronaves registradas em nome da empresa Viking Participações Ltda., ligada ao empresário Daniel Vorcaro. A justificativa é apurar possíveis conexões entre a atuação do Banco Master no mercado de consignados e eventuais desvios de recursos.

Pedidos de prisão
Entre as propostas em análise, há requerimentos que pedem a representação por prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, investigado na Operação Sem Desconto. O deputado Rogério Correia (PT-MG) aponta risco de interferência nas investigações e possibilidade de fuga.

Outro pedido se refere a medidas cautelares e prisão preventiva de investigados apontados como responsáveis por associações que teriam aplicado descontos indevidos em benefícios previdenciários, causando prejuízos estimados em cerca de R$ 714 milhões.

Também há proposta de retenção de passaportes e proibição de saída do país de suspeitos. O grupo batizado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) como “golden boys” inclui Felipe Macedo Gomes, Américo Monte Júnior, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Marco Aurélio Gomes Júnior.

Depoimento
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou o adiamento do depoimento de Daniel Vorcaro para o dia 26 de fevereiro, antes previsto para esta quinta (5). A decisão foi tomada após reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator de processos envolvendo o Banco Master.

Com a mudança na agenda, a CPMI ouve nesta quinta-feira apenas o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Ele deve prestar esclarecimentos sobre os contratos de crédito consignado sob investigação e as medidas adotadas pelo instituto diante das suspeitas de fraude.

A reunião será realizada às 9 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal.

A audiência será interativa; mande suas perguntas

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O presidente da China, Xi Jinping, ordenou neste sábado uma intensa operação de resgate no Norte do país, após uma explosão de gás em uma mina ter matado pelo menos 90 pessoas, informou a agência estatal chinesa de notícias. O episódio pode ser um dos desastres de mineração mais letais da China em anos.
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Xi enfatizou “a necessidade de fazer todos os esforços para tratar os feridos, organizar de forma científica as operações de busca e resgate e lidar adequadamente com as consequências”, relatou a agência Xinhua. Ele também pediu uma investigação sobre a explosão, ocorrida na noite de sexta-feira, e destacou a necessidade de “responsabilizar, conforme a lei, os envolvidos”.
A decisão de Xi de emitir rapidamente, e de forma pessoal, uma declaração de mobilização total teve peso político e pode ter indicado que autoridades chinesas esperavam que a situação piorasse. O governo chinês costuma reter detalhes de acidentes enquanto reúne informações e se prepara para responder. Mas, pouco depois da declaração de Xi, o número oficial de mortos começou a subir drasticamente, com novos balanços anunciados a cada poucos minutos.
Inicialmente, a Xinhua informou oito mortes e disse que mais de 200 dos 247 trabalhadores que estavam no subsolo quando a explosão ocorreu, na noite de sexta-feira, haviam sido resgatados com segurança. A agência não explicou o salto no número de mortos.
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Até a manhã de sábado, a causa da explosão ainda era desconhecida, segundo a CCTV, a emissora estatal chinesa. A Xinhua informou que autoridades locais foram alertadas na noite de sexta-feira de que um sensor subterrâneo de monóxido de carbono no local, a mina de carvão Liushenyu, na província de Shanxi, havia disparado um alarme, indicando que os níveis ultrapassaram os limites de segurança.
A cobertura ao vivo da CCTV no sábado mostrou equipes de emergência concentradas no local, retirando macas de ambulâncias ao lado do que pareciam ser trabalhadores empurrando vagonetes da mina.
A mina, operada pelo Shanxi Tongzhou Coal Group, foi incluída em 2024 entre as 1.128 minas apontadas por “graves riscos à segurança” pela Administração Nacional de Segurança de Minas da China. A mina de carvão Liushenyu foi citada especificamente por altos níveis de gás.
“Os departamentos provinciais de supervisão da segurança de minas devem pressionar minas de carvão propensas a desastres graves a implementar medidas de gestão regional de desastres”, afirmou a Administração Nacional de Segurança de Minas em comunicado ao divulgar a lista.
Longa história de desastres
A China tem uma longa história de desastres industriais, embora, nos últimos 10 anos, o governo tenha endurecido as regras de segurança e reduzido o número de acidentes industriais e de mineração.
A explosão em Shanxi parece estar entre as mais letais dos últimos anos e ocorre poucas semanas após uma explosão em uma fábrica de fogos de artifício matar 26 pessoas na província de Hunan. Ela parece ser o desastre de mineração mais fatal desde 2023, quando 53 pessoas morreram depois do desabamento de uma mina de carvão a céu aberto na Mongólia Interior, região no norte da China.
Em 2020, 16 pessoas morreram intoxicadas por monóxido de carbono após ficarem presas em uma mina de carvão no Sudoeste da China.
Ativistas de uma flotilha humanitária com destino a Gaza afirmaram ter sido alvo de agressões, humilhações e violência sexual sob custódia israelense, em um episódio que reacendeu críticas internacionais ao tratamento dado a detidos palestinos e a apoiadores da causa palestina. As denúncias surgiram após a interceptação das embarcações e a deportação de parte dos participantes por Israel.
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Segundo relatos divulgados pela CNN e pela BBC, integrantes da flotilha disseram ter sofrido espancamentos, ameaças e maus-tratos durante o período de detenção em Israel. A organização responsável pela iniciativa, a Global Sumud Flotilla, afirmou que ao menos 15 pessoas relataram violência sexual, inclusive estupro. Algumas pessoas tiveram os ossos fraturados, de acordo com os organizadores da Global Sumud. A flotilha de 37 embarcações levava 430 pessoas, de 40 nacionalidades e foi interceptada por forças de Israel no dia 18.
O governo de Israel nega qualquer abuso e afirma que os presos receberam tratamento adequado. Mas o governo do Canadá disse que recebeu informações detalhadas sobre “terríveis abusos” de seus cidadãos, segundo a BBC. A ministra das Relações Exteriores canadense, Anita Anand declarou que “o Canadá condena de forma inequívoca o grave maltrato infligido a canadenses em Israel. Os responsáveis por esse abuso abominável devem ser responsabilizados.”
Alemanha e Espanha confirmaram que um grupo de seus cidadãos sofreu ferimentos. As acusações ainda não foram verificadas de forma independente, mas tiveram repercussão internacional política e humanitária.
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AFP
A flotilha tinha como objetivo levar ajuda simbólica a Gaza, em meio à guerra e ao agravamento da crise humanitária no território. A interceptação das embarcações por forças israelenses transformou a ação em um novo foco de tensão diplomática, com organizações de direitos humanos e governos estrangeiros pedindo esclarecimentos sobre as condições de custódia e a condução dos detidos.
Jornalista sofreu agressões na prisão
O caso ganhou ainda mais peso ao ser relacionado a outro relato recente. Trata-se do drama do jornalista palestino Ali al-Samoudi, que passou um ano preso em Israel sem acusação formal, segundo reportagem da CNN. Ele descreveu condições extremamente duras na prisão e afirmou ter vivido violência física e psicológica durante a detenção. A história de Samoudi reforça as preocupações sobre o uso da prisão administrativa contra palestinos, inclusive jornalistas.
Os casos expõem a dimensão humana e política do conflito, que se estende para além do campo de batalha e alcança a liberdade de imprensa, a proteção de civis e o cumprimento de normas internacionais de tratamento a detidos. As denúncias envolvendo a flotilha e o testemunho do jornalista ampliam a pressão sobre Israel num momento de forte escrutínio internacional sobre violência contra civis e violações de guerra.
Um agricultor de mais de 80 anos morreu após cair em um silo de grãos em sua fazenda em Burscough, no condado de Lancashire, na Inglaterra. O acidente aconteceu na tarde desta quinta-feira (21), quando equipes de resgate foram acionadas para a propriedade localizada em Orrell Lane.
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Segundo a Polícia de Lancashire, os agentes chegaram ao local às 16h37 após uma chamada relatando um acidente de trabalho na fazenda. Bombeiros e paramédicos atuaram na ocorrência por cerca de quatro horas e 40 minutos. Para tentar acessar a vítima, os bombeiros precisaram abrir a estrutura do silo.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, um veículo havia chegado à fazenda por volta das 15h para recolher grãos armazenados na propriedade. Apesar da operação de resgate, o agricultor foi encontrado morto no local.
Investigação será conduzida por agência de segurança
A polícia informou que a morte não está sendo tratada como suspeita e que o caso foi encaminhado à Health and Safety Executive (HSE), agência britânica responsável por investigações sobre segurança no trabalho. Um relatório também será enviado ao legista.
— Os bombeiros trabalharam com os paramédicos, mas infelizmente a pessoa foi declarada morta no local, e nossos pensamentos estão com sua família e amigos neste momento difícil — afirmou um porta-voz do serviço de bombeiros.
Moradores da região lamentaram a morte do agricultor, descrito como um homem dedicado ao trabalho no campo. Um vizinho relatou ao “Liverpool Echo” que ele havia terminado recentemente a colheita dos grãos da fazenda.
— É muito triste. Ele era um homem bom e tinha colhido todos os grãos dos campos há pouco tempo. Mesmo com a idade que tinha, ainda trabalhava na lavoura — disse.
Outro morador afirmou que o agricultor vivia com a esposa e que o casal “se mantinha reservado”. A HSE confirmou que abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente.
O número de mortos no ataque ucraniano a uma faculdade em Starobelsk, cidade ocupada pela Rússia no leste da Ucrânia, subiu para 10, com 38 feridos e 11 estudantes ainda desaparecidos, informaram neste sábado (23) as autoridades locais apoiadas por Moscou.
“Equipes de resgate trabalharam durante toda a noite removendo os escombros em Starobelsk. Infelizmente, as esperanças não se concretizaram — o número de mortos subiu para 10. O total de vítimas é de 48 pessoas. O paradeiro de 11 estudantes ainda é desconhecido”, disse o governador da região ocupada de Lugansk, Leonid Pasechnik, após o ataque de sexta-feira.
Há 35 anos, em 19 de maio de 1991, o cosmonauta Sergei Krikalev partia rumo à estação espacial Mir para uma missão que entraria para a história da exploração espacial e da geopolítica mundial. Experiente engenheiro de voo, ele embarcou na nave Soyuz TM-12 em meio aos últimos meses da União Soviética, sem imaginar que retornaria a uma Terra completamente diferente da que havia deixado.
Inicialmente, a permanência de Krikalev no espaço seguiria o cronograma habitual das missões soviéticas. No entanto, em julho daquele ano, o cosmonauta aceitou estender sua estadia na estação orbital após mudanças operacionais no programa espacial. Dois voos planejados foram reduzidos a apenas um, o que obrigou o engenheiro a permanecer na Mir até a chegada de uma nova tripulação, prevista apenas para outubro.
Enquanto realizava experimentos científicos e trabalhos de manutenção na estação espacial, a situação política em solo soviético se deteriorava rapidamente. A União Soviética atravessava seu processo de dissolução, acompanhado por uma grave crise econômica e por impasses burocráticos que afetaram diretamente o financiamento e a logística do programa espacial. Com isso, o retorno do cosmonauta foi sucessivamente adiado.
O retorno a um novo mapa político
A missão só terminou em 25 de março de 1992, após 311 dias em órbita. Naquele momento, a União Soviética já havia deixado de existir oficialmente. Krikalev, que partira como cidadão soviético, voltou à Terra representando um país que já não constava mais no mapa político mundial.
Seu retorno foi viabilizado após a Alemanha pagar cerca de US$ 24 milhões à Rússia para enviar o astronauta Klaus-Dietrich Flade à estação Mir. O piloto alemão ocupou a vaga na missão que trouxe Krikalev de volta, episódio que reforçou a imagem do cosmonauta como “o último cidadão soviético”.
Pela atuação durante um dos períodos mais turbulentos da história do programa espacial russo, Krikalev recebeu o título de Herói da Rússia — distinção que se somou à condecoração de Herói da União Soviética, já obtida anteriormente. Ao longo da carreira, acumulou mais de um ano e cinco meses no espaço e participou de missões históricas, como a primeira montagem da Estação Espacial Internacional e o voo inaugural de cooperação espacial entre Estados Unidos e Rússia.
Filas enormes de alpinistas estão se formando na chamada “Zona da Morte” do Monte Everest durante uma temporada recorde de escaladas na montanha mais alta do planeta. Imagens divulgadas nos últimos dias mostram dezenas de pessoas alinhadas nas encostas geladas aguardando espaço para continuar a subida rumo ao cume.
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O congestionamento acontece justamente em uma das áreas mais perigosas do Everest: a faixa acima dos 8 mil metros de altitude, conhecida entre montanhistas como “Zona da Morte”.
O nome não é exagero. Nessa altitude, o nível de oxigênio disponível é insuficiente para o corpo humano funcionar normalmente por períodos prolongados. Mesmo usando cilindros suplementares, os alpinistas enfrentam risco constante de exaustão extrema, hipotermia, edema cerebral, edema pulmonar e morte súbita.
Especialistas explicam que o organismo começa literalmente a entrar em colapso nessa região. O corpo deixa de conseguir se recuperar, as funções cognitivas diminuem e qualquer atraso pode ser fatal.
Ainda assim, centenas de pessoas seguem tentando alcançar o topo do Everest nesta temporada. Apenas na quarta-feira, um recorde foi estabelecido: 274 alpinistas chegaram ao cume pelo lado do Nepal em um único dia, superando a marca anterior de 223 escaladas bem-sucedidas registrada em 2019.
O aumento das filas ocorreu após semanas de atraso causadas por um enorme bloco de gelo de cerca de 30 metros que bloqueou parte da rota tradicional de subida na Cascata de Gelo de Khumbu, um dos trechos mais perigosos da montanha.
Os chamados “médicos da cascata de gelo”, grupo especializado responsável por abrir o caminho na geleira, trabalharam durante semanas até liberar a passagem em 13 de maio. Segundo o Departamento de Turismo do Nepal, quase 500 permissões para escalar o Everest foram emitidas neste ano.
O problema é que a janela climática segura para a subida dura apenas algumas semanas, geralmente entre o fim de abril e o fim de maio. Isso faz com que milhares de pessoas tentem subir praticamente ao mesmo tempo.
Em imagens recentes, os alpinistas aparecem formando filas semelhantes a formigas na neve, muitos deles aguardando por longos períodos justamente dentro da Zona da Morte. E permanecer parado ali é extremamente perigoso.
O reconhecimento diante do espelho reflete uma forma de autoconsciência visual que, durante muito tempo, foi considerada uma característica distintiva da cognição humana, embora também esteja presente em alguns primatas, aves pega-rabuda, elefantes e golfinhos-nariz-de-garrafa. Agora, essa lista pode incluir também as baleias-beluga.
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Um estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, analisou o comportamento de quatro baleias-beluga em cativeiro. Duas delas, em diferentes níveis, demonstraram sinais de reconhecer a própria imagem no espelho.
Os chamados testes de autorreconhecimento no espelho já forneceram evidências comportamentais de um alto nível de autoconsciência em chimpanzés, bonobos, orangotangos, gorilas, golfinhos-nariz-de-garrafa e elefantes asiáticos, dentre outras espécies.
Como isso foi descoberto?
O estudo, publicado na revista Plos One, submeteu quatro baleias que vivem em grupo social no Aquário de Nova York a uma série de testes: três fêmeas adultas — Kathy, de 33 anos; Marina, de 18; e Natasha, de 21 — além de Maris, filhote de Natasha, de 7 anos.
Os animais foram expostos a um espelho de dupla face e a uma superfície transparente de controle durante sessões iniciais e posteriores, para registrar e analisar suas respostas comportamentais em três condições.
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Os indivíduos que demonstram autorreconhecimento diante do espelho normalmente passam por três etapas comportamentais básicas. A primeira consiste em respostas sociais, exploração e inspeção física do espelho, explica o estudo. A segunda envolve testes de contingência, com movimentos incomuns ou repetitivos que parecem verificar a correspondência entre as próprias ações e o comportamento observado no reflexo. Já a terceira etapa é marcada por comportamento autodirigido, quando o animal reconhece a imagem refletida como sendo ele mesmo e utiliza o espelho como ferramenta de observação.
Duas das quatro baleias — a jovem Maris e sua mãe, Natasha — apresentaram ampla variedade de comportamentos autodirigidos diante do espelho. As duas também passaram por testes de marcação, técnica que consiste em aplicar uma marca visível no corpo do animal, perceptível apenas com a ajuda do espelho, para avaliar se ele utiliza o reflexo para investigá-la.
A fêmea adulta conseguiu passar em um dos três testes de marcação, posicionando deliberadamente uma mancha aplicada em sua pele em direção ao espelho para inspecioná-la.
Não apenas as belugas
Os pesquisadores afirmam que os comportamentos autodirigidos observados nas duas baleias e a reação à marca pela fêmea adulta fornecem evidências da capacidade de autorreconhecimento diante do espelho.
Segundo os autores, essa habilidade “pode estar mais disseminada além da família dos delfinídeos e abranger também os monodontídeos”, grupo ao qual pertencem as belugas. O estudo ressalta, porém, que novas pesquisas com mais indivíduos de diferentes idades e sexos ainda são necessárias para aprofundar a compreensão dessa capacidade na espécie.
O artigo lembra ainda que as belugas demonstram capacidades cognitivas avançadas que envolvem tanto o sistema sensorial visual quanto o auditivo em diferentes contextos, de forma semelhante às habilidades descritas em primatas, golfinhos e elefantes.
Além disso, sua destreza cognitiva fica evidente, entre outras capacidades, pelo uso de ferramentas e pela avaliação da eficácia desses objetos em tarefas específicas.
A Nasa deu um passo crucial em uma missão que, além de suas implicações científicas, começou a gerar alarmes nos mercados financeiros globais. Em 15 de maio, a sonda Psyche executou com sucesso uma manobra de assistência gravitacional perto de Marte, usando a força gravitacional do planeta para ajustar sua trajetória em direção ao asteroide 16 Psique.
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Essa rocha, localizada no cinturão principal entre Marte e Júpiter, contém depósitos de metais cujo valor teórico foi estimado em 10 trilhões de dólares, ou seja, centenas de vezes o tamanho da economia mundial, um cálculo que, se concretizado por meio de eventual exploração, poderia alterar irremediavelmente a estrutura dos preços das commodities na Terra.
Segundo a Nasa, a operação de assistência gravitacional permitiu que a espaçonave ganhasse um impulso adicional de 1.600 quilômetros por hora sem gastar combustível, confirmando que a missão atingirá seu objetivo em agosto de 2029.
— Embora estivéssemos confiantes em nossos cálculos, o monitoramento em tempo real foi emocionante — disse Don Han, chefe de navegação da missão no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL).
Embora a agência espacial enfatize que o valor econômico do asteroide é uma cifra hipotética baseada em estimativas teóricas e não em riqueza imediatamente explorável, a comunidade internacional observa com cautela como a tecnologia espacial está se aproximando da possibilidade de extrair recursos escassos e caros em nosso planeta.
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O asteroide 16 Psique, descoberto em 1852, mede 280 quilômetros em seu ponto mais largo e possui uma densidade incomum. Estudos da Nasa indicam que sua composição é predominantemente metálica, com uma mistura de ferro, níquel e outros elementos preciosos. No entanto, o desenvolvimento da tecnologia de propulsão solar-elétrica, que utiliza motores de efeito Hall, demonstra que a humanidade está aprimorando os meios de interação com corpos celestes de grande escala. A espaçonave, aproximadamente do tamanho de uma caminhonete, já demonstrou a capacidade de realizar comunicações ópticas utilizando lasers, superando em muito os sistemas de rádio tradicionais.
A possibilidade de uma fonte externa de metais preciosos saturar o mercado levanta questões sobre a estabilidade dos preços globais. Se o asteroide se revelar, como suspeitam os cientistas, o núcleo exposto de um planeta antigo, sua abundância de materiais industriais e de alto valor agregado poderia desencadear uma deflação massiva nos preços dos metais terrestres. “Psyche pode revelar como o núcleo da Terra e os núcleos dos outros planetas terrestres se formaram”, destaca a Nasa em sua descrição da missão.
Por sua vez, a pesquisadora principal, Lindy Elkins-Tanton, enfatiza a importância desta jornada para a compreensão da formação planetária, embora as implicações econômicas permaneçam uma questão latente para as futuras gerações de analistas financeiros. À medida que a sonda continua sua jornada, os instrumentos a bordo, incluindo magnetômetros e espectrômetros de raios gama e nêutrons, estão sendo preparados para sua tarefa final: mapear a verdadeira composição deste colosso metálico.
A questão que permanece em aberto é o que acontecerá quando a tecnologia permitir à humanidade não apenas estudar esses objetos, mas também incorporá-los ao sistema econômico global. Por ora, o progresso rumo a 2029 continua sendo um importante marco científico, sob o olhar atento daqueles que calculam as repercussões de um mundo onde o metal não é mais uma mercadoria escassa.
Um ataque de drones ucranianos em um depósito de petróleo no porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, deixou duas pessoas feridas, informou o prefeito da cidade, Andrei Kravchenko, neste sábado (23).
“Detritos provenientes de drones causaram um incêndio no depósito de petróleo. Vários edifícios técnicos e administrativos foram incendiados”, escreveu o funcionário na plataforma de mensagens Telegram.
Localizado no final de vários oleodutos provenientes de campos petrolíferos no sul da Rússia, o terminal petrolífero de Novorossiysk é um dos principais pontos de exportação de hidrocarbonetos do país.
Em resposta à campanha de bombardeios de Moscou, que já dura mais de quatro anos, a Ucrânia ataca regularmente alvos que identifica como instalações militares e energéticas, com o objetivo de reduzir a capacidade da Rússia de financiar o conflito.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, 348 drones ucranianos foram interceptados sobre o país na manhã de sábado, incluindo na região de Moscou.
Os ataques com drones em ambos os lados da frente de batalha intensificaram-se consideravelmente desde o ano passado, e tanto Kiev quanto Moscou são agora capazes de lançar centenas desses dispositivos uma contra a outra todas as noites.
O número de mortos na explosão em uma mina de carvão no norte da China subiu drasticamente de oito para “mais de 80 mortos”, informou a mídia estatal neste sábado.
Um total de 247 trabalhadores estavam no subsolo quando o acidente ocorreu no começo da noite de sexta (22). Na manhã deste sábado (23), 201 mineiros haviam sido resgatados em segurança.
“Repórteres no local da explosão de gás na Mina de Carvão de Liushenyu… apuraram que o acidente causou a morte de mais de 80 pessoas”, disse a emissora estatal CCTV, acrescentando que as operações de resgate ainda estão em andamento.

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