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O diretor e proprietário de uma funerária no Colorado, nos Estados Unidos, foi condenado a 40 anos de prisão na última sexta-feira (6), por abuso de quase 200 corpos ao longo de quatro anos. Segundo as investigações, Jon Hallford, de 46 anos, manteve os cadáveres armazenados de forma inadequada no estabelecimento, o que fez com que estivessem em decomposição, e entregava cinzas falsas às famílias enlutadas.
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Hallford foi preso em novembro de 2023, junto com a mulher, Carie Hallford, de 49 anos, sob suspeita de abuso de cadáver, roubo, lavagem de dinheiro e falsificação. Em dezembro do ano passado, o casal se declarou culpado separadamente em seus casos criminais estaduais, que estão sendo processados no Condado de El Paso. Carie se declarou culpada em agosto no tribunal federal e tem audiência marcada para sua sentença para abril, com estimativa de pena de 25 a 35 anos de prisão. As informações são do New York Times.
O caso começou a ser investigado no final de 2023, após relatos de um cheiro desagradável vindo da instalação da funerária em Penrose. No local onde funcionava a funerária Return to Nature Funeral Home, os detetives encontraram 189 corpos em decomposição e dois corpos enterrados de forma inadequada.
A funerária operava com a proposta de sepultamentos “verdes”, tidos como uma alternativa ambientalmente sensível aos funerais que exigem fluidos de embalsamamento e caixões elaborados. Segundo os promotores, o casal entregava às famílias urnas cheias de poeira ou concreto seco, como acreditam os investigadores, quando eram solicitadas cremações, ou corpos errados para sepultamentos. O caso geral revolta entre as famílias que, em alguns casos, alegaram “violência psicológica” ao verem seus entes queridos tratados como “lixo”.
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Os corpos foram identificados ao longo de meses com impressões digitais, DNA e outros métodos.
— Toda vez que abordo este caso, fico novamente impressionado com a enormidade do dano que foi infligido — disse Eric Bentley, juiz do tribunal distrital do Colorado, durante a sentença, destacou o New York Times. — Isso não é um dano comum.
Parentes dos mortos ainda relataram sofrerem com pesadelos recorrentes sobre carne em decomposição e larvas desde que o caso foi descoberto. Muitos chamaram Jon Hallford de “monstro” durante o julgamento. O pedido era para que fosse aplicada pena máxima de 50 anos, destacou o jornal inglês The Guardian.
Entre as dezenas de corpos, um dos recuperados era de um ex-sargento do exército de primeira classe, que não teve a identidade revelada, que se acreditava ter sido enterrado em um cemitério de veteranos, segundo relatou um agente do FBI. Na exumação do caixão no cemitério foi constatado que, na verdade, foram enterrados restos mortais de uma pessoa de gênero diferente. Posteriormente foi feito um funeral com honras militares completas no cemitério nacional de Pikes Peak, ressaltou a agência AP.
Ainda segundo as investigações, os cuidados com os corpos, como era esperado, como de cremação, não eram feitos para que a verba do pagamento recebido pela famílias fosse desviada. O casal também responde por acusações federais de fraude, em que ambos se declararam culpados. Jon Hallford foi condenado a 20 anos de prisão nesse caso, e a sentença de Carie Hallford está pendente, de acordo com a AP.
Dada as condições do prédio pelo armazenamento errado dos corpos, que estavam em decomposição, e os riscos que oferecem à saúde, foi solicitada a demolição.

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira (19) a análise da admissibilidade proposta de emenda à Constituição (PECs) sobre redução da maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos.

De acordo com o texto, jovens com 16 anos passariam a responder criminalmente por seus atos como adultos, tendo de cumprir pena em presídios. Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas pelo limite de três anos, estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

A análise da proposta foi adiada por causa do início da Ordem do Dia do Plenário. Com isso, demais votações na Casa, como em comissões, devem ser interrompidas.

A proposta (PEC 32/15) é de autoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). Além da redução da maioridade penal, prevê que os jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente. O autor defende que 90% da população são a favor da redução da maioridade penal, conforme pesquisa recente.

Parecer

Antes de a sessão ser interrompida, o relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou parecer favorável à proposta, porém defendeu que a emenda trate apenas da punição criminal, sem abordar os direitos civis. Segundo ele, para evitar “confusão jurídica”.

Não há consenso sobre o tema dentro da comissão.  A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) argumenta que apenas 8% dos atos cometidos por jovens são considerados graves e que esses jovens podem acabar sendo aliciados pelo crime organizado se ingressarem no sistema prisional. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

* Com informações da Agência Câmara de Notícias

O Senado dos Estados Unidos concordou nesta terça-feira em analisar uma medida que obrigaria o presidente Donald Trump a encerrar a guerra com o Irã ou obter autorização do Congresso para continuá-la. O movimento aconteceu depois que alguns republicanos se juntaram aos democratas para impulsionar uma resolução que o Partido Republicano conseguiu bloquear por meses.
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O senador Bill Cassidy, republicano da Louisiana que perdeu as primárias no fim de semana após ser alvo de ataques de Trump, foi o membro mais recente de seu partido a mudar seu voto e se aliar aos democratas em um esforço para limitar os poderes de guerra do presidente. Isso, combinado com a ausência de vários outros republicanos, foi suficiente para aprovar a resolução.
A votação foi de 50 a 47 para aprovar a medida, permitindo que ela seja debatida e votada nas próximas semanas. Esta foi a oitava tentativa dos democratas e de um único republicano de restringir os poderes de guerra de Trump desde que ele iniciou a campanha militar, agora em seu terceiro mês, que a maioria dos americanos diz que ele nunca deveria ter lançado.
O senador John Fetterman, da Pensilvânia, foi novamente o único democrata a votar com os republicanos para derrubar a medida, enquanto Cassidy foi um dos quatro republicanos que se uniram aos democratas para aprová-la. Após a votação, Cassidy disse que o governo Trump havia “deixado o Congresso no escuro sobre a Operação Fúria Épica”, referindo-se ao nome dado pelo governo à operação contra a República Islâmica.
“Na Louisiana, ouvi relatos de pessoas, incluindo apoiadores do presidente Trump, que estão preocupadas com esta guerra”, acrescentou ele em um comunicado. “Até que o governo esclareça a situação, nenhuma autorização ou prorrogação do Congresso pode ser justificada.”
A pequena parcela de ceticismo entre os republicanos em relação à condução do conflito com o Irã pelo presidente aumentou na semana passada, alimentada em parte pelo fato de Trump ter ignorado o prazo legal para solicitar permissão ao Congresso para prosseguir com operações de combate por mais de 60 dias. Tanto na Câmara quanto no Senado, as tentativas de aprovar uma resolução sobre poderes de guerra foram derrotadas por uma pequena margem.
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Na terça-feira, as senadoras Lisa Murkowski, do Alasca, e Susan Collins, do Maine, ambas refutando a alegação do governo de que o frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã teria adiado o prazo de 60 dias, juntaram-se ao senador Rand Paul, do Kentucky, que se opõe à intervenção militar estrangeira, para votar com os democratas a favor de levar a medida ao plenário do Senado.
Não ficou imediatamente claro quando o Senado poderia votar a aprovação da resolução sobre os poderes de guerra, que, mesmo se aprovada por ambas as Casas, ainda estaria sujeita a um veto praticamente certo.
Com a ausência de três senadores republicanos — Tommy Tuberville, do Alabama, Thom Tillis, da Carolina do Norte, e John Cornyn, do Texas — a maioria não conseguiu derrubar a resolução, como já havia feito sete vezes desde o início da guerra. Mesmo assim, a deserção de Cassidy foi o mais recente sinal da crescente resistência republicana à forma como Trump lidou com o conflito e à sua recusa em dialogar com o Congresso sobre o assunto.
— O movimento está avançando lentamente a nosso favor — afirmou o senador Tim Kaine, da Virgínia, o democrata que lidera o esforço de semanas para pressionar os republicanos a votarem pelo fim da guerra.
Os democratas argumentam há meses que a aprovação de tal medida enviaria uma mensagem ao presidente americano de que a opinião pública a favor da operação havia se deteriorado.
— O que importa para o presidente é a sua própria popularidade, e quando o Congresso, incluindo membros do seu próprio partido, começa a votar contra ele — acrescentou Kaine.
A Câmara dos Deputados deverá votar uma medida semelhante nos próximos dias. Na semana passada, os parlamentares dessa Casa rejeitaram por uma margem apertada uma resolução sobre poderes de guerra, em um empate. O episódio aconteceu depois que dois republicanos, frustrados com o fato de o presidente ignorar o prazo legal para solicitar ao Congresso a permissão para continuar os combates após 60 dias, desertaram para se juntar aos democratas e avançar com a medida.
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A votação ocorreu em um momento em que o cessar-fogo parecia cada vez mais instável. Trump afirmou na segunda-feira que suspenderia o lançamento de novos ataques de grande escala contra o Irã para dar mais tempo à diplomacia. Mas ele ameaçou ordenar um “ataque total e em larga escala” caso o Irã não concorde com termos aceitáveis ​​para a Casa Branca.
Desentendimentos entre os Estados Unidos e o Irã sobre o futuro do programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz têm dificultado as negociações. O Irã praticamente proibiu o trânsito pela rota marítima desde os primeiros dias da guerra, elevando o custo do petróleo e do gás e alimentando a frustração nos Estados Unidos com o conflito devido à alta nos preços da energia.
Kaine disse que esperava que o Senado não realizasse a próxima votação processual sobre sua resolução de poderes de guerra até depois do recesso do Memorial Day — feriado que homenageia os militares americanos que morreram em combate, celebrado na próxima segunda-feira (25 de maio). Ele esperava que, ao ouvir a opinião dos eleitores, os republicanos que votaram contra na terça-feira repensassem se continuariam a apoiar a guerra.
— As pessoas vão ouvir muitas reclamações quando chegarem em casa sobre os preços da gasolina — declarou.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados transferiu para esta quarta-feira (20), às 14 horas, a votação de representação da Mesa Diretora contra o deputado Marcos Pollon (PL-MS). A votação estava marcada para esta terça-feira (19), mas foi adiada em razão do início da Ordem do Dia do Plenário.

Pollon é acusado de ter feito declarações de cunho ofensivo e depreciativo contra o presidente da Câmara, Hugo Motta, durante manifestação em Campo Grande, em agosto do ano passado.

O relator da representação, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), mudou seu parecer e reduziu a suspensão do mandato de Marcos Pollon de 90 dias para 60 dias. Ricardo Maia lamentou a postura de lideranças políticas que não reconheceram o resultado das eleições de 2022.

“A política só pode ter razão quando a fazemos para as pessoas. Enquanto fizermos política para partido ou para líder político, nós não falamos, só replicamos o que colocam em grupo de WhatsApp e deixam muitos alienados, na direita e na esquerda.”

Marcos Pollon apresentou sua defesa ao Conselho de Ética nesta terça-feira (19). Ele explicou que, na manifestação, cobrava o presidente da Câmara para pautar o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

“É a dor das pessoas que move todos os políticos, independentemente das diferenças ideológicas. Foi com esta perspectiva que cumpri todo meu mandato”, defendeu-se. “Há um sofrimento sem medida e sem justificativa para estas pessoas.”

O governo federal lançou, nesta terça-feira (19), um kit com orientações sobre privacidade e segurança da informação. A intenção é ajudar na identificação de mensagens falsas, links suspeitos, tentativas de fraude e roubo de senhas. 

A série de materiais educativos inclui gibi, vídeos e sete novas publicações, entre normas, guias e políticas. Todo o material está disponível na página do Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI). 

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A iniciativa é do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Segundo a pasta, a proposta é aproximar o tema da segurança da informação do dia a dia da população, especialmente de públicos que acessam serviços públicos pela internet, usam aplicativos de mensagem e podem ser alvo de golpes digitais.

Revista em quadrinhos

Um dos principais destaques da iniciativa é a revista em quadrinhos Phishing e Golpes Cibernéticos, primeiro gibi lançado pela Secretaria de Governo Digital (SGD) sobre o tema. O ministério deverá lançar ainda outros dez gibis voltados à educação digital. 

A publicação mostra como criminosos atuam para roubar dados de cidadãos por meio de mensagens falsas, links suspeitos e tentativas de fraude. Ao longo das páginas, os leitores também recebem orientações práticas sobre como identificar riscos e se proteger no ambiente digital.

Além dos materiais voltados à população, o MGI também disponibilizou novas publicações destinadas a gestores e servidores públicos que atuam no Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp).

Uma mulher de 42 anos que decidiu escalar o vulcão Llaima, na região chilena de La Araucanía, para comemorar seu aniversário, morreu após sofrer uma queda de aproximadamente 600 metros.
Horas antes do acidente, às 3h de domingo (17), a excursionista, identificada como Ingrid Daniela Vera Figueroa — casada e mãe de dois filhos — compartilhou um vídeo emocionante em suas redes sociais, onde descreveu com entusiasmo os preparativos: “Espero que Deus esteja comigo neste dia maravilhoso… Estou muito feliz. Sim, tenho um pouco de incerteza sobre o que vai acontecer”, disse ela.
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O acidente ocorreu por volta das 15h daquele dia, quando o grupo do qual ela fazia parte estava a uma altitude de aproximadamente 2.000 metros. Por razões ainda sob investigação, a mulher escorregou, caiu pela encosta da montanha e morreu no local. Eles estavam tentando chegar ao cume do Vulcão Llaima (3.125 metros acima do nível do mar) no Parque Nacional Conguillío.
A operação de resgate foi extremamente complexa devido às condições climáticas adversas. Ventos fortes, baixa visibilidade e temperaturas abaixo de zero impediram o helicóptero dos Carabineros de chegar ao local no domingo, forçando a suspensão da operação durante a noite. Finalmente, às 6h30 de segunda-feira (18), equipes especializadas do Grupo de Operações Especiais da Polícia (GOPE) dos Carabineros, do Corpo de Bombeiros de Cherquenco e da Corporação de Resgate de Araucanía recuperaram o corpo com sucesso.
Os restos mortais da turista chilena chegaram a Villarrica, onde ela morava. O velório foi realizado nesta tarde.
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Após a tragédia, a Corporação Nacional Florestal (CONAF) informou que o grupo de excursionistas não havia concluído o processo de registro obrigatório antes de iniciar a subida. Héctor Tillería, diretor regional da agência, enfatizou que esse procedimento é vital para a ativação de medidas preventivas e agilização dos resgates. Ele também alertou que as temperaturas abaixo de zero e as condições adversas persistirão ao longo da semana e, portanto, fez um apelo urgente por comportamento responsável e uso de equipamentos adequados.
Vera Figueroa morava em Villarrica e era representante dos pais na Escola de Artes Graham Bell Bicentennial, naquela cidade. “A Sra. Ingrid era conhecida por ser uma representante dos pais responsável, gentil e dedicada, sempre preocupada em apoiar o desenvolvimento acadêmico e emocional de seus filhos. É com profunda tristeza que estendemos nossas mais sinceras condolências à sua família”, declarou a escola.
Seus amigos e familiares enfatizaram que ela era uma mulher apaixonada pela natureza, aventura e trilhas.
Escalada intensa
Em meados de abril, um turista argentino de 48 anos que tentava escalar o mesmo vulcão ficou desaparecido por várias horas antes de ser encontrado em segurança. Javier Ignacio Álvarez havia se aventurado em uma área não autorizada do vulcão.
A operação de busca foi liderada pela GOPE, uma unidade de elite dos Carabineiros chilenos, após um boletim de ocorrência de pessoa desaparecida registrado pela companheira de Álvarez, que afirmou que ele não havia retornado para casa. A baixa visibilidade, combinada com fendas cobertas de neve e baixas temperaturas, dificultou a operação. De fato, em alguns momentos, a visibilidade zero obrigou a suspensão das buscas.
A subida ao vulcão Llaima exige boa condição física e experiência em montanhismo. Geralmente é feita pela face oeste do maciço, e a caminhada começa na estação de esqui de Las Araucarias, bem perto de Nevados de Vilcún.
Essa trilha leva entre sete e oito horas para ser percorrida. Embora no inverno o percurso seja inteiramente na neve, nesta época do ano apenas alguns trechos estão cobertos de neve.
O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau declarou apoio ao presidente da Bolívia de centro-direita, Rodrigo Paz, nesta terça-feira, após protestos contra seu governo tomarem conta do país. Landau ainda afirmou que as manifestações equivalem a uma tentativa de golpe de Estado contra Paz. Apenas seis meses após assumir o poder, o mandatário enfrenta a pressão de camponeses, operários, mineiros e professores que exigem medidas para enfrentar a pior crise econômica da Bolívia em quatro décadas.
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— Trata-se de um golpe financiado por essa aliança nefasta entre a política e o crime organizado em toda a região — declarou Landau, acrescentando que conversou por telefone com Paz. — Não é possível que tenha havido um processo democrático no qual [Paz] foi eleito de forma esmagadora pelo povo boliviano há menos de um ano, e agora tenhamos manifestantes violentos bloqueando as ruas.
Com a ascensão de Paz ao poder, a Bolívia tornou-se uma nova aliada do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, na América Latina. Em março, os Estados Unidos anunciaram o Escudo das Américas, uma aliança de segurança com 17 países da região, incluindo a Bolívia, para enfrentar o que consideram a maior ameaça ao hemisfério: o crime organizado.
Ao mesmo tempo, Washington reviveu a Doutrina Monroe, nomeada em homenagem ao presidente de mesmo nome que, em meados do século XIX, declarou que nenhuma potência estrangeira poderia ser hegemônica na região, exceto os Estados Unidos.
— Acho que olhar para a região através de uma ótica de esquerda e direita é um erro hoje. A grande linha divisória está entre os países que têm instituições que combatem o crime organizado e os países que são cúmplices do crime organizado — declarou Landau. — Estou muito preocupado com a Bolívia. Acho que todos nós deveríamos estar muito preocupados.
O presidente boliviano está sitiado por bloqueios que cercam a capital política do país, La Paz, há mais de duas semanas. Manifestantes, que exigem sua renúncia, entraram em confronto com as forças policiais bolivianas no fim de semana e na segunda-feira.
Usando explosivos e pedras, manifestantes tentaram entrar na Plaza de Armas, onde fica o Palácio do Governo, por volta do meio-dia de segunda-feira, confirmaram jornalistas da AFP. Protegidos com escudos, coletes e capacetes, os policiais antimotim os confrontaram durante várias horas com gás lacrimogêneo, que cobriu as ruas com uma densa névoa.
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Em meio aos distúrbios, o Ministério Público anunciou que havia ordenado a prisão de um dos líderes dos protestos, Mario Argollo, representante da Central Operária Boliviana, o maior sindicato do país, por supostos crimes de “incitação pública ao crime” e “terrorismo”. No sábado, dezenas de pessoas foram presas após entrarem em confronto com policiais para evitar que as rodovias bloqueadas fossem liberadas pelas autoridades.

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta alternativa aos projetos que visam extinguir a jornada de trabalho no modelo 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). O parlamentar defende a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir o pagamento por hora trabalhada, cabendo ao próprio empregado definir seu período de atuação.

Flávio discutiu a “sugestão”, conforme ele mesmo a classificou, com outros integrantes do PL, durante uma reunião em Brasília, nesta terça-feira (19). Após o encontro, o senador disse a jornalistas que a ideia é ajustar a legislação, levando em conta as mudanças decorrentes dos avanços tecnológicos e preservando os direitos trabalhistas.

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“Foi passada para nossa bancada essa sugestão, essa alternativa, que seria o trabalho remunerado pelas horas de trabalho, com a garantia de todos os direitos trabalhistas, como décimo terceiro, Fundo de Garantia [do Tempo de Serviço – FGTS], férias. Obviamente, proporcionais às horas de trabalho”, explicou o senador.

A manifestação ocorre em meio à tramitação de matérias sobre o tema no Legislativo. Em abril, o governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei em regime de urgência constitucional pelo fim da escala 6×1.

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O texto do Executivo propõe a redução do limite da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Dessa forma, os empregados passariam a trabalhar, no máximo, cinco dias na semana. A proposta conta com o apoio de entidades sindicais e órgãos de representação de classe, mas tem a objeção de entidades patronais, além de dividir especialistas.

Uma pesquisa recente da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados aponta que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário.

Para Flávio Bolsonaro, a proposta do governo federal é inoportuna e eleitoreira. “Tenta vender para a população uma solução fácil que não vai resolver [os problemas de produtividade, empregabilidade e de qualidade de vida]. Vai gerar desemprego em massa, aumento do custo de vida e prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar.”

De acordo com o senador, o pagamento correspondente às horas trabalhadas permitiria aos empregados “escolherem” o quanto querem trabalhar. “Se quiserem, vão trabalhar mais. E,se não puderem trabalhar tanto, se precisarem de mais flexibilidade, isso também estará atendido por esta legislação”, argumentou Flávio, destacando que, a seu ver, a proposta beneficia principalmente as mulheres.

“Vinte e três por cento delas não conseguem, não podem trabalhar por causa desta jornada endurecida, por não terem onde deixar seus filhos. Com esta mudança legislativa, a mulher que tem filhos vai poder trabalhar, por exemplo, quatro horas; deixar seu filho com alguém e voltar para casa para ficar com o filho. Portanto, vai ter oportunidade de trabalho”, disse Flávio, que se negou a responder a perguntas dos jornalistas.

A sugestão do senador vai na contramão do entendimento do governo federal, que considera o fim da escala 6×1 prioritário por, entre outros motivos, promover a equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho e aliviar parte da sobrecarga assumida pelas mulheres, sujeitas à dupla jornada.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. Quando consideradas somente as mulheres pretas e pardas, o trabalho doméstico não remunerado é 1,6 hora a mais por semana, se comparado ao de mulheres brancas.

Para a secretária nacional de Articulação Nacional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, o fim da jornada 6×1 pode impactar positivamente na divisão de tarefas em casa.

“O cuidado tem que ser compartilhado entre homens e mulheres. Isso não é uma questão só cultural. É também de os homens terem mais tempo em casa para compartilharem o cuidado”, afirmou a secretária à Agência Brasil.

O Departamento de Justiça americano ampliou nesta terça-feira o acordo firmado esta semana com o presidente Donald Trump para resolver seu extraordinário processo contra o Serviço de Receita Federal (IRS), incluindo uma cláusula que impediria a agência de prosseguir com ações de cobrança de impostos contra o presidente, sua família ou suas empresas. Em um documento de uma página assinado pelo secretário de Justiça interino Todd Blanche, ex-advogado de Trump, e publicado discretamente no site do departamento, as autoridades prometeram não dar prosseguimento a nenhum assunto, incluindo aqueles relacionados às declarações de imposto de renda de Trump, que estejam atualmente pendentes.
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A nova medida foi divulgada apenas um dia depois de Trump ter concordado em retirar o processo em troca da criação de um fundo de compensação de US$ 1,8 bilhão (R$ 9,1 bilhões) para pessoas que ele acredita terem sido prejudicadas por investigações ou processos federais durante o governo de seu antecessor, Joe Biden. A medida, considerada sem precedentes, poderia permitir ao governo pagar apoiadores com dinheiro público por meio do Departamento de Justiça, que está sob seu controle.
O fundo foi alvo de repetidas críticas por parte dos democratas quando Blanche compareceu perante uma subcomissão de Orçamento do Senado para uma audiência na manhã de terça-feira.
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O jornal New York Times noticiou na semana passada que as negociações de Trump com o Departamento de Justiça e o IRS incluíram uma medida que pedia ao órgão que suspendesse quaisquer auditorias contra o presidente, seus familiares ou empresas. No entanto, essa cláusula não constava do acordo de nove páginas que estabelecia os termos para o arquivamento do processo, divulgado pelo departamento na segunda-feira.
Em janeiro, Trump, juntamente com dois de seus filhos e os negócios da família Trump, processaram o IRS em pelo menos US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões) devido ao vazamento de suas declarações de imposto de renda durante o primeiro mandato do presidente. Os Trumps argumentaram que o IRS deveria ter feito mais para impedir que um funcionário terceirizado divulgasse informações fiscais ao jornal. Reportagens mostraram que Trump pagou apenas US$ 750 (cerca de R$ 3,7 mil) em imposto federal no ano em que assumiu o cargo pela primeira vez, e não pagou nada em outros períodos.
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Nem o Departamento de Justiça nem a Receita Federal responderam imediatamente aos pedidos de comentários. O principal advogado do Tesouro, Brian Morrissey, renunciou na segunda-feira, após o Departamento de Justiça anunciar o acordo com Trump. Em sua carta de renúncia, sete meses após ter sido confirmado pelo Senado, ele disse ser grato por ter trabalhado com Trump e com o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Autoridades do Departamento de Justiça defenderam, em parte, a criação do fundo “anti-instrumentalização” apontando para o fato de que Trump e seus familiares não serão remunerados por ele. Mas a proteção contra auditorias pode ser bastante lucrativa para Trump. Em 2024, o NYT noticiou que uma perda em uma auditoria da Receita Federal poderia custar ao presidente mais de US$ 100 milhões (R$ 504 milhões).
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Não está claro se essa investigação já foi concluída ou se Trump, seus familiares ou entidades afiliadas estão sob outras auditorias. Os procedimentos do IRS exigem a auditoria obrigatória das declarações de imposto de renda do presidente anualmente. A lei federal proíbe o presidente, o vice-presidente e outros funcionários do Executivo de instruírem a Receita Federal a iniciar ou interromper auditorias específicas.
Fortuna em crescimento
Uma análise do NYT, de janeiro, baseada em informações de veículos de imprensa, mostrou que Trump usou o cargo de presidente para lucrar pelo menos US$ 1,4 bilhão (R$ 7 bilhões) em seu segundo mandato. O número, entretanto, é uma estimativa conservadora, pois parte de seus lucros permanece oculta do público.
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Segundo um levantamento feito pela Cidadãos pela Responsabilidade e Ética em Washington (Crew, na sigla em inglês), organização de fiscalização governamental sem fins lucrativos, durante o segundo mandato, a Organização Trump e seus parceiros comerciais estrangeiros estão planejando, construindo e inaugurando ao menos 25 projetos com a marca Trump ao redor do mundo, como hotéis e resorts de luxo. Somente em licenciamento para o uso da marca, os Trumps já ganharam ao menos US$ 23 milhões (R$ 115 milhões) desde que o republicano voltou à Casa Branca, segundo o NYT.
O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou nesta terça-feira que o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) solicitou uma ordem de prisão contra ele e acusou a Autoridade Palestina de impulsionar a medida.
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“Como Estado soberano e independente, não aceitamos imposições hipócritas de organismos parciais que, repetidamente, se posicionam contra o Estado de Israel”, declarou Smotrich durante uma entrevista coletiva transmitida em sua conta no X.
Em seu pronunciamento, Smotrich, do partido Sionismo Religioso, não revelou as acusações que fundamentariam sua prisão. O procurador do TPI disse que seu gabinete “não pode comentar especulações da imprensa nem perguntas relacionadas a qualquer suposta solicitação de ordem de prisão”.
O tribunal de Haia emitiu, em novembro de 2024, ordens de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, pela atuação do país durante a guerra contra o grupo palestino Hamas em Gaza, iniciada em outubro de 2023. Na época, os líderes do Hamas Yahya Sinwar e Ismail Haniyeh também foram citados no pedido de mandados, mas tiveram seus nomes retirados após suas mortes no conflito, assassinados por Israel.
O procurador-chefe do tribunal, Karim Khan, havia solicitado os mandados de prisão em maio do ano passado, quando alegou haver motivos razoáveis para acreditar que Netanyahu e Gallant eram “responsáveis criminalmente” pela causa da fome em massa em Gaza, além dos ataques intencionais contra a população civil palestina e o “extermínio e/ou homicídio” no território, inclusive no contexto de mortes causadas pela fome, o que constituiria crimes de guerra e crimes contra a Humanidade.
Smotrich acusou a Autoridade Palestina de impulsionar o procedimento e classificou as medidas contra ele, Netanyahu e Gallant como “uma declaração de guerra”. O ministro das Finanças ainda ameaçou retaliar contra uma comunidade palestina beduína em Khan al-Ahmar, a leste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada.
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A ONG israelense Paz Agora denunciou essas declarações e afirmou que o ministro busca se vingar de Haia e da comunidade internacional às “custas das comunidades mais vulneráveis”. Smotrich, que vive em um assentamento, é um firme defensor da anexação da Cisjordânia por Israel.
Lior Amihai, diretor executivo da Paz Agora, declarou à AFP que, durante o governo atual, o projeto E1 foi aprovado pela primeira vez com o objetivo de facilitar a expansão de colônias na região próxima a Jerusalém.
— Eles vão avançar com planos para anexar toda a região — denunciou.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (19) que a Organização Mundial da Saúde (OMS), agência da ONU da qual Donald Trump retirou os EUA, demorou a identificar um surto mortal de ebola na África. A agência de saúde da ONU declarou o ressurgimento da febre hemorrágica altamente contagiosa como uma emergência de saúde pública global e convocou uma reunião urgente sobre a crise.
— Obviamente, essa situação será gerenciada pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) e pela OMS, que infelizmente reagiu um pouco tarde — disse Rubio.
Aumento de casos: EUA farão controles de detecção de ebola em aeroportos e restrições de entrada de visitantes que estiveram em países afetados
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Na segunda-feira (18), o país anunciou que reforçará as precauções para prevenir a propagação do ebola por meio da realização de controles sanitários em aeroportos para passageiros das zonas afetadas. Além disso serão implementadas restrições de entrada para portadores de passaportes não americanos que tenham viajado para Uganda, a RDC ou o Sudão do Sul durante os últimos 21 dias.
O secretário de Estado declarou que os Estados Unidos, que destinaram cerca de 13 milhões de dólares (65,4 milhões de reais) em ajuda após cortes drásticos no ano passado, esperam abrir cerca de 50 clínicas para tratar o ebola na República Democrática do Congo, o país que investiga mais casos.
— É um pouco difícil chegar lá porque fica numa área rural… e num local de difícil acesso, num país devastado pela guerra — disse Rubio.
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Ainda na segunda-feira, o diretor da OMS, Matthew Kavanagh, afirmou que a resposta americana até agora havia sido “decepcionante”.
— O governo afirmou que poderia negociar acordos bilaterais e substituir a capacidade da OMS com esforços internos. Este surto demonstra claramente que essa é uma estratégia fracassada — declarou à AFP.
Os Estados Unidos alertaram seus cidadãos para que evitem viajar para a região afetada.
Em uma de suas primeiras decisões ao retornar à presidência no ano passado, Trump iniciou a retirada dos EUA da OMS, que ele criticou duramente por sua resposta à Covid-19. Os Estados Unidos deixaram a agência oficialmente no fim de janeiro deste ano.
Não existe vacina ou tratamento terapêutico para a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo surto declarado no final da semana passada.
O ebola matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos.

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