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Em uma declaração inicial lida pela subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, cobrou respeito pela independência política dos Estados, e pelos princípios que regem as relações internacionais.
— Em situações tão confusas e complexas como a que enfrentamos agora, é importante mantermos a fidelidade aos princípios: respeitar a Carta da ONU e todos os outros marcos aplicáveis para salvaguardar a paz e a segurança — pontuou a mensagem de Guterres. — Respeito aos princípios da soberania, da independência política e da integridade territorial dos Estados. A proibição da ameaça ou do uso da força. O poder da lei deve prevalecer. O direito internacional contém instrumentos para abordar questões como o tráfico ilícito de narcóticos, as disputas por recursos e as preocupações com os direitos humanos. Este é o caminho que devemos seguir”.
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A Colômbia condenou a ação militar americana contra a Venezuela, citando bombardeios contra alvos civis e militares no país. A delegação de Bogotá acusou os EUA de violações diretas à Carta da ONU, e classificou a situação como grave.
— Não existe justificativa alguma, em nenhuma circunstância, para o uso unilateral da força, nem para cometer um ato de agressão — disse a representante venezuelana, criticando o uso e a ameaça do uso da força.
Embora as reações à prisão de Maduro tenham sido variadas, boa parte da comunidade internacional manifestou preocupação com possíveis violações da Carta da ONU. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou sua preocupação com o “respeito ao direito internacional”, ao passo que a União Europeia, maior aliada histórica dos EUA, pediu “calma e moderação” a todas as partes.
Embora não seja membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil pretende pedir para se pronunciar. Segundo interlocutores a par do assunto ouvidos pelo GLOBO, a ideia é reforçar a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que condenou publicamente a ofensiva dos EUA. A participação brasileira, será feita por meio do embaixador brasileiro na ONU, Sergio Danese.
O encontro das representações diplomáticas na sede do principal braço de segurança da ONU ocorre a poucos metros do tribunal federal de Nova York onde Maduro será apresentado a um juiz federal ainda nesta segunda. O presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, serão apresentados às denúncias e deverão se declarar culpados ou inocentes das acusações. Espera-se que o juiz do caso decrete que os dois aguardem o julgamento na prisão.
Maduro chega de helicóptero para a primeira audiência em tribunal de Nova York
Potências com fortes laços com a Venezuela, como China e Rússia, condenaram rapidamente o ataque dos EUA. Na América Latina, além do Brasil, Chile, Colômbia, México e Uruguai rejeitaram “qualquer tentativa de controle” sobre o país sul-americano — algo afirmado pelo presidente americano, Donald Trump, em coletiva de imprensa no sábado.
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Maduro governou a Venezuela com mão de ferro por mais de uma década, por meio de uma série de eleições consideradas fraudulentas. Ele chegou ao poder em 2013, após a morte de seu mentor Hugo Chávez, e passou a liderava com um pequeno grupo de cinco pessoas o chavismo: a esposa, Cilia, a agora presidente interina Delcy Rodríguez, seu irmão Jorge Rodríguez e Diosdado Cabello.
— É como um clube de cinco — disse uma fonte diplomática em Caracas à AFP. — Eles podem falar, têm voz [no governo, mas] Maduro era quem garantia o equilíbrio. Agora que ele se foi, quem sabe. (Com AFP)









