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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) disse que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados terá, entre seus desafios, o de enfrentar o que classifica como um “sistema organizado de opressão, desigualdade, injustiça e ódio” contra muitos grupos que historicamente viveram à margem da sociedade.

Eleita recentemente presidente da comissão, a deputada participou, nesta segunda-feira (23), do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

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Durante o programa, ela disse ter acionado a Justiça Eleitoral contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), pelo uso de cotas destinadas à população negra em sua campanha, ao se declarar parda, o que, na avaliação de Erika, configura fraude eleitoral.

A deputada federal criticou também o uso de blackface por parte de Fabiana, atitude adotada pela parlamentar estadual para atacar outra parlamentar. 

Blackface é uma prática em que uma pessoa branca pinta o rosto de preto para imitar, de forma caricata, uma pessoa negra.

Segundo Erika Hilton, tal atitude configura prática racista, violenta e grave, que ultrapassa todos os limites do debate político e da convivência social.

Prioridades

Na entrevista, a deputada federal apresentou algumas de suas prioridades à frente da comissão para a qual foi eleita, como o enfrentamento à misoginia alimentada pelo discurso de ódio, algo que, na avaliação da deputada, acabou sendo reforçado por meio dos ambientes digitais, tanto contra mulheres, quanto contra pessoas trans, crianças e minorias que, historicamente, foram colocadas à margem da sociedade.

A deputada Erika Hilton lembrou que, graças a uma série de conquistas, esses grupos conquistaram espaços, mas que tudo foi obtido por meio de muita luta e políticas públicas, algo que, segundo ela, não foi bem recebido por uma camada conservadora da sociedade.

“Há uma guerra de narrativas contra esses grupos cuja presença nesses lugares ainda parece muito incômoda para essas pessoas [conservadoras]”, disse ao defender que democracia pressupõe diversidade e que, por isso, carrega em sua essência maior representação de grupos diversos.

Conceito de mulher

A deputada reiterou seus posicionamentos em favor da ampliação do conceito de mulher, afirmando que essa compreensão não deve estar restrita a questões biológicas. 

Erika Hilton respondeu às críticas de que uma mulher trans não teria condições de presidir adequadamente uma comissão voltada à garantia de direitos para mulheres.

“A biologia não foi importante quando nós olhamos para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo ou para Câmara Municipal, quando só homens ocuparam a Comissão de Defesa do Direito das Mulheres”, argumentou.

“E mulher não é apenas um ser biológico. Mulher é um ser social, cultural, político e material também”, acrescentou.

Ela disse que muitas das parlamentares que a criticaram “estão atreladas ao PDL da Pedofilia e ao PL do Estupro”, referindo-se às proposições legislativas voltadas a garantir atendimento humanizado a crianças e adolescentes vítimas de estupro.

Segundo Erika Hilton, muitas dessas mulheres parlamentares também votaram contra propostas que visavam igualdade salarial entre homens e mulheres.

“Como elas podem se sentir autorizadas a tentar desqualificar minha presidência, quando suas atuações políticas sempre foram contra a dignidade das mulheres e das meninas brasileiras? Isso não tem a ver com o discurso que elas querem colocar. Isso tem a ver com preconceito e com o ódio”, afirmou.

Ambiente digital

Erika Hilton defendeu também que o Legislativo brasileiro avance contra a onda de violência praticada no ambiente digital, mas que acaba sendo estendida para o mundo real, resultando na cultura de estupro, feminicídio e de ódio às mulheres.

“Jovens são cooptados em plataformas que eram para ser de jogos e viram de organizações de torturas e até de assassinatos de animais. Precisamos garantir e avançar legislações, definindo responsabilidades e [criando] mecanismos de controle e segurança para os pais, e de proteção a crianças, adolescentes e mulheres. Caso contrário, esse ambiente vira terra sem lei”, complementou.

A Agência Brasil entrou em contato com o gabinete da deputada Fabiana Bolsonaro, e está aberta à manifestações.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, para passar por uma cirurgia no ombro. O procedimento, para tratar uma lesão no manguito rotador direito, deve durar três horas.

Há uma semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para deixar a prisão domiciliar e fazer uma cirurgia no ombro.

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A autorização foi concedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes – responsável pela execução penal do ex-presidente. 

Na manhã desta sexta-feira, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, publicou em sua rede social, que, de acordo com o médico ortopedista que acompanha o ex-presidente, serão cerca de duas horas de preparação para o procedimento – quando será colocado um cateter de medicação – mais três horas para realização da cirurgia.

Prisão domiciliar

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, de 24 de março, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária, após deixar o mesmo hospital privado da capital federal, onde esteve internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. O local é conhecido como Papudinha.

A polícia britânica anunciou nesta sexta-feira a acusação formal de um homem de 45 anos pelo esfaqueamento de dois judeus no norte de Londres. As vítimas foram atacadas na quarta-feira, em plena luz do dia, em Golders Green, uma área da região norte da cidade com forte presença da comunidade judaica. Os dois homens, de 76 e 34 anos — identificados como Moshe Shine e Shloime Rand — foram socorridos após o ataque. Um dos feridos já recebeu alta, enquanto o outro permanece hospitalizado em estado estável. A Polícia Metropolitana classificou o caso como um incidente terrorista.
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O suspeito, Essa Suleiman, é um cidadão britânico nascido na Somália e que chegou ao Reino Unido ainda criança, no início dos anos 90.
Ele foi formalmente acusado de “duas tentativas de homicídio e posse de objeto perfurante em local público” pelo ataque em Golders Green, informou a polícia em comunicado.
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Suleiman compareceu à Justiça nesta sexta-feira e teve o caso encaminhado ao tribunal criminal Old Bailey. Ele permanece sob custódia e deve voltar a ser ouvido em 15 de maio.
Segundo a rede britânica BBC, ele também é acusado de tentar matar um terceiro homem, identificado como Ishmail Hussein, em um ataque com faca em um apartamento no bairro de Southwark, no sul de Londres, horas antes, no mesmo dia. Segundo a polícia, a vítima conhecia o agressor.
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Na quinta-feira, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, prometeu reforçar a segurança da comunidade judaica, enquanto o Ministério do Interior elevou o nível de ameaça terrorista do país para “grave”, o segundo mais alto em uma escala de cinco. Isso indica que um novo ataque é “muito provável nos próximos seis meses”.
A polícia contém manifestantes que seguram cartazes enquanto um carro (não visível na imagem) que transporta o primeiro-ministro britânico Keir Starmer passa, durante a sua visita a um centro de ambulâncias que presta assistência à comunidade judaica no bairro de Golders Green, no norte de Londres, em 30 de abril de 2026, um dia após dois homens terem sido esfaqueados num ataque
CARLOS JASSO / AFP
Cerca de 30 pessoas foram presas recentemente em investigações sobre incêndios criminosos contra locais ligados à comunidade judaica em Londres.
Representantes da comunidade judaica afirmam que o novo ataque intensificou o clima de insegurança. O diretor de assuntos públicos do Conselho de Liderança Judaica, Russell Langer, disse que a comunidade está “novamente abalada” e teme novos episódios de violência.
Um grupo até então pouco conhecido, “Harakat Ashab al Yamin al Islamiyya” (Hayi), descrito como pró-Irã, reivindicou vários desses ataques, além de outros ocorridos na Europa.
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Na quarta-feira, o grupo elogiou o ataque com faca em Golders Green e afirmou que a ação foi realizada por seus “lobos solitários”.
Em entrevista à BBC, Rand, que recebeu alta e se recupera em casa, relatou que foi esfaqueado no peito ao sair de uma sinagoga e classificou a sobrevivência como “um grande milagre”.
— Sinto que Deus me deu minha vida de volta — afirmou.
(Com AFP)
Um tubarão mako foi espancado até a morte no porto de Rabo de Peixe, na Ilha de São Miguel, nos Açores, em Portugal, na última quarta-feira. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o animal sendo retirado da água por uma corda presa à cauda, arrastado sobre pedras e atingido por golpes desferidos por homens no local.
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Atenção: imagens fortes.
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A Organização Não Governamental (ONG) Animal solicitou ao Ministério Público português a investigação do caso e a responsabilização dos envolvidos. Segundo a ONG, as cenas são “muito chocantes” e incluem “indiferença perante o sofrimento e até gozo por parte dos indivíduos que mataram o animal”. O episódio também gerou manifestações públicas de repúdio por parte de representantes políticos da região autônoma dos Açores.
Os agressores não foram identificados. Ao portal português Notícias ao Minuto, o diretor regional de Políticas Marítimas do arquipélago, Rui Martins, afirmou que o episódio configura crime e informou que o caso já foi encaminhado às autoridades competentes.
“Fomos informados ontem durante a noite que estava um tubarão no porto de Rabo de Peixe. De imediato, um elemento da Inspeção Regional das Pescas e dos Usos Marítimos foi para o local, mas quando lá chegou o animal já estava morto”, disse. Martins reiterou que a espécie de tubarão vítima da agressão tem sua pesca e comercialização proibidas.
Rabo de Peixe fica na ilha de São Miguel e é uma das principais comunidades pesqueiras do arquipélago dos Açores. Nas redes sociais, internautas defenderam a necessidade de reforço do policiamento no local.
Uma ocorrência de violência doméstica terminou em uma explosão de grandes proporções na madrugada desta quinta-feira (30), no bairro do Queens, em Nova York, deixando policiais feridos, civis hospitalizados e um morto ainda não identificado. Imagens registradas por câmeras corporais dos agentes mostram o momento em que policiais do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) são lançados ao chão pela força da detonação, segundos após chegarem à residência.
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Segundo a polícia, a equipe foi acionada às 2h42 da manhã após uma denúncia de violência doméstica em uma casa da região. A pessoa que fez a ligação relatou que um homem de 50 anos, aparentando estar embriagado, havia chegado ao imóvel, entrado à força e ameaçado familiares.
Confira:
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Imagens de segurança da residência, divulgadas pelas autoridades, mostram o suspeito carregando uma faca e duas sacolas contendo uma substância ainda não identificada. De acordo com o NYPD, ele teria intimidado os moradores após entrar no imóvel.
A filha do suspeito e dois netos conseguiram fugir da casa antes da explosão, mas uma outra vítima permaneceu presa no local e não conseguiu sair imediatamente.
Cerca de 16 minutos após o primeiro chamado, quando os policiais já estavam na porta da frente da residência tentando contato, uma forte explosão ocorreu dentro da casa. As imagens mostram o impacto rompendo a entrada e arremessando violentamente os agentes para trás.
Apesar da explosão, o NYPD informou que os policiais se levantaram e retornaram imediatamente ao imóvel em chamas para verificar se ainda havia moradores presos. Registros posteriores mostram agentes ajudando várias pessoas a deixarem o prédio destruído, incluindo crianças em estado de choque.
Sete policiais e um sargento foram levados a hospitais da região com ferimentos como queimaduras e um corte na cabeça. Segundo a corporação, todos já receberam alta.
A comissária de polícia de Nova York, Jessica Tisch, classificou a atuação dos agentes como “heroica”. Em publicação na rede social X, ela afirmou que, mesmo feridos e sem saber o que ainda encontrariam no interior da casa, os policiais decidiram seguir em frente.
“Eles ficaram feridos. Tinham acabado de ser atirados ao chão por uma explosão. E naquele momento, sem ter uma ideia clara do que mais poderiam encontrar pela frente, eles tomaram a decisão de continuar avançando”, escreveu.
Além dos agentes, vários civis também foram levados ao hospital com ferimentos leves, segundo autoridades locais. A vítima que havia permanecido presa na residência conseguiu deixar o imóvel com segurança.
Investigação sobre a causa da explosão
Quase 300 bombeiros foram mobilizados para controlar o incêndio e evitar que as chamas atingissem imóveis vizinhos. Como medida de segurança, prédios próximos também precisaram ser evacuados.
Horas depois da explosão, equipes de resgate encontraram um corpo entre os escombros. A vítima ainda não foi identificada oficialmente. O homem de 50 anos apontado como principal suspeito permanece desaparecido.
De acordo com o NYPD, ele possuía três ordens de proteção já vencidas, emitidas por integrantes da própria família.
Diversas agências participam da investigação para determinar o que causou a explosão e se a substância levada pelo suspeito teve relação com o incidente. As autoridades informaram que as diligências continuam.
Um menino venezuelano de 10 anos compareceu sozinho, no final do mês de abril, a um tribunal de imigração em Houston, no Texas, após sua mãe ser detida por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Sem advogado e sem familiares próximos no país, Wilfredo Gomez passou a enfrentar de forma independente um processo de deportação para o Equador, país onde, segundo aliados da família, ele nunca esteve e não conhece ninguém.
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O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos após o congressista democrata Joaquin Castro denunciar a situação nas redes sociais e cobrar a libertação da mãe do garoto, Nexoli, além da suspensão imediata da deportação.
Segundo relato de Wilfredo à emissora Univision, a ida ao tribunal foi marcada por medo e insegurança.
— Eu estava com muito medo porque era a minha primeira vez no tribunal — afirmou o menino.
De acordo com informações da Fox San Antonio e da Chron, Nexoli foi detida em dezembro durante uma blitz policial em Houston e permanece presa desde então. Ela possui autorização de trabalho e, segundo Castro, tentava regularizar sua situação migratória enquanto mantinha um pedido de asilo em andamento junto com o filho.
Sem outros parentes nos Estados Unidos, a antiga chefe de Nexoli, Marife Mosquera, assumiu a tutela legal de Wilfredo. Foi ela quem recebeu uma notificação do Departamento de Segurança Interna informando que o governo federal havia iniciado o processo de deportação da criança.
Mosquera também relatou que foi informada de que, com a prisão da mãe, o processo migratório de Wilfredo passou a tramitar separadamente. Desde então, ela tenta obter mais informações junto às autoridades sobre o caso e busca assistência jurídica para o menino.
Impactos emocionais
Desde a detenção da mãe, Wilfredo tem apresentado sinais de abalo emocional. Segundo sua tutora, ele perdeu peso e seu desempenho escolar caiu.
Ao falar sobre a ausência de Nexoli, o menino destacou a mudança na rotina e no apoio emocional que recebia.
— Ela costumava me encorajar muito. Ela ainda me encoraja, mas não é a mesma coisa — disse à Univision.
A situação levou Joaquin Castro a fazer um apelo público ao Departamento de Segurança Interna. Em publicação na rede X, o parlamentar afirmou que o menino não deveria estar sendo tratado como um infrator.
“Wilfredo tem 10 anos. Na semana passada, ele se representou no tribunal de imigração. Sua mãe, Nexoli, foi detida em Houston e está presa, longe do filho, desde dezembro”, escreveu o congressista.
Castro afirmou ainda que o governo pretende deportar o garoto para o Equador, embora ele nunca tenha vivido no país.
“Ele deveria ser tratado como uma criança, não como um criminoso”, acrescentou.
A publicação foi compartilhada posteriormente por Aaron Reichlin-Melnick, pesquisador sênior do Conselho Americano de Imigração, que afirmou que situações como essa não são incomuns no sistema migratório americano.
“Dizer que uma criança de 10 anos se representou sozinha em um tribunal de imigração parece uma afirmação distópica, mas isso é relativamente comum em nosso sistema”, escreveu.
Ele também criticou medidas adotadas durante o governo de Donald Trump, afirmando que uma das primeiras ações da administração foi retirar financiamento da assistência jurídica gratuita para crianças imigrantes.
O Departamento de Segurança Interna ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso até a publicação das reportagens locais.
O Irã enviou uma proposta de negociação aos Estados Unidos por meio de mediadores do Paquistão, informou a agência estatal Irna nesta sexta-feira. No mesmo dia, o chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, afirmou que Teerã está aberto a dialogar com Washington, mas não aceitará “imposições” sob ameaça.
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— A República Islâmica nunca renunciou às negociações (…) mas, de fato, não aceitamos imposições — declarou em um vídeo publicado no site do Judiciário, Mizan Online.
— Não queremos a guerra; não queremos que ela continue — enfatizou. — [No entanto, o Irã] não vai, de forma alguma, abandonar seus princípios e valores diante desse inimigo malicioso, com o objetivo de evitar a guerra ou impedir sua continuidade — ponderou.
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Irã e EUA realizaram apenas uma rodada de conversas após a instauração, em abril, de uma frágil trégua, depois de quase 40 dias de conflito, iniciado com os bombardeios norte-americanos e israelenses em 28 de fevereiro.
A Casa Branca, no entanto, tem sustentado que o cessar-fogo em vigor representa o fim das hostilidades. O governo do presidente Donald Trump argumenta que não há confrontos desde 7 de abril, o que, na prática, encerraria o conflito do ponto de vista legal.
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Nos últimos dias, as negociações estagnaram, e os EUA impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos. Teerã, por sua vez, mantém quase fechado o Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte de hidrocarbonetos extraídos do Golfo.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta semana retomar as operações contra o Irã.
Trump deveria ser informado por comandantes militares sobre as opções disponíveis, segundo o site Axios.
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Ejei insistiu que Washington não obteve “nada” com essa guerra, acrescentando que Teerã não vai “se intimidar” nas negociações.
Em uma mensagem escrita divulgada na quinta-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os EUA sofreram uma “derrota vergonhosa” no conflito.
Ele acrescentou que os iranianos manterão sua capacidade nuclear e de mísseis como parte de seu “patrimônio nacional”.
Apesar da trégua, o impasse nas negociações mantém o cenário instável. Sem avanço em um acordo, cresce o risco de retomada dos confrontos, diante da troca de ameaças e da pressão econômica exercida por Washington sobre Teerã.
O chefe do Poder Judiciário do Irã, Gholamhossein Mohseni Ejei, afirmou nesta sexta-feira que Teerã está aberto a dialogar com os Estados Unidos, mas não aceitará “imposições” sob ameaça.
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Em uma mensagem escrita divulgada na quinta-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os EUA sofreram uma “derrota vergonhosa” no conflito.
Ele acrescentou que os iranianos manterão sua capacidade nuclear e de mísseis como parte de seu “patrimônio nacional”.
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O rabino nova-iorquino Nachum Yisrael Eber, de 51 anos, que havia sido dado como desaparecido após ser visto pela última vez saindo de um imóvel no norte de Bogotá, na Colômbia, teve a morte confirmada pela polícia local. O caso agora é investigado como homicídio.
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De acordo com o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, o corpo foi encontrado em 22 de abril na Direção Regional de Bogotá, um dia depois de o desaparecimento ter sido comunicado. Após análises forenses, o órgão conseguiu confirmar a identidade do homem por meio de registros odontológicos fornecidos pelos familiares, por intermédio da Embaixada dos Estados Unidos.
— O Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses informa que (…) foi possível estabelecer a identidade no dia de hoje — afirmou a entidade em comunicado oficial divulgado em 28 de abril, no qual também manifestou condolências à família.
Câmeras de segurança registraram Eber saindo de uma residência no norte de Bogotá por volta das 21h no dia 21 de abril. Desde então, ele não foi mais visto. O corpo foi encontrado abandonado na capital colombiana e com sinais de violência, informação confirmada pelo jornal El Tiempo. Comentários nas redes sociais afirmam que o corpo teria sido encontrado esquartejado, mas autoridades informaram ao jornal que essa informação é falsa.
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A identificação não foi imediata, já que o cidadão não portava passaporte, o que exigiu verificações adicionais antes da notificação à família.
Embora as autoridades colombianas não tenham detalhado publicamente as circunstâncias exatas do homicídio, versões preliminares apontam para um possível roubo.
O veículo Yeshiva World News informou que Eber teria sido vítima de um ataque cometido por um grupo criminoso, versão também mencionada em reportagens do The Jewish Weekly, segundo as quais o rabino foi roubado e posteriormente assassinado, sendo abandonado em uma área isolada.
Por enquanto, a investigação segue em andamento, e as autoridades buscam esclarecer com precisão o que ocorreu e identificar os responsáveis.
Segundo a Polícia Metropolitana, o corpo foi encontrado dentro de um armário após uma ligação para a linha de emergência 123, na qual foi relatado que “aparentemente dentro de um closet ou armário se encontra uma pessoa de aproximadamente 45 anos”. Ao chegar ao local, as autoridades verificaram a situação e constataram que a vítima não apresentava sinais de esquartejamento, como havia sido especulado inicialmente, mas tinha marcas de violência, com “múltiplos golpes”, o que levou ao início imediato das investigações.
O caso começou a ganhar contornos a partir dessa denúncia feita por um cidadão, o que permitiu a atuação da Polícia Judiciária para realizar as primeiras apurações sobre tempo, modo e lugar dos fatos.
De acordo com o tenente-coronel Óscar Chauta, comandante da Estação de Polícia de Bosa, desde aquele momento foi iniciado um trabalho coordenado entre diferentes departamentos para esclarecer o ocorrido e determinar as circunstâncias da morte.
Apesar de o avanço do Instituto Médico-Legal na identificação do corpo ter sido decisivo, fontes da Procuradoria-Geral da Nação informaram que o caso continua em fase de investigação e que, por enquanto, não há conclusões definitivas sobre o que aconteceu.
Nesse sentido, afirmaram que “não podemos confirmar nem descartar, por ora, nenhuma hipótese”, embora entre as linhas investigadas esteja a possibilidade de roubo, ainda sem confirmação oficial.
A polícia turca lançou gás lacrimogêneo e prendeu dezenas de pessoas que participavam de manifestações do Dia do Trabalho em Istambul, nesta sexta-feira, enquanto milhares se reuniam em diferentes partes do país.
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Segundo a Associação de Advogados CHD, quase 200 pessoas foram presas em Istambul, onde a polícia disparou gás lacrimogêneo de veículos antimotim contra a multidão, conforme observaram jornalistas da AFP.
Imagens exibidas pelo canal de oposição HALK TV também mostraram o presidente do Partido dos Trabalhadores da Turquia, Erkan Bas, envolto em spray de pimenta.
— Quem está no poder já fala 365 dias por ano, então que os trabalhadores falem sobre as dificuldades que enfrentam pelo menos um dia por ano — disse ele.
Dois grupos foram especialmente identificados no lado europeu da cidade após sinalizarem a intenção de marchar até a Praça Taksim — palco de diversos protestos antigovernamentais no passado —, que foi isolada pela polícia durante a noite.
Um dirigente sindical, Basaran Aksu, foi preso logo após denunciar o bloqueio de Taksim.
— Não se pode fechar uma praça para os trabalhadores da Turquia. Todos usam a Praça Taksim para cerimônias oficiais, para comemorações. Só os operários, os trabalhadores, os pobres encontram a praça fechada para eles — esbravejou.
No dia 1º de maio, data que celebra os trabalhadores e a classe trabalhadora, a Turquia mobiliza todos os anos um grande contingente policial, com o isolamento de uma vasta área no centro de Istambul, ao redor da Praça Taksim.
No ano passado, os protestos foram deslocados para a região de Kadikoy, e mais de 400 pessoas foram presas.
Nesta sexta-feira, um grande contingente policial, com muitos agentes equipados para controle de distúrbios, além de barricadas metálicas, foi visto bloqueando o acesso aos bairros centrais de Istambul.
Confrontos e tensão durante os protestos
No distrito de Mecidiyekoy, a AFP viu a polícia usar gás lacrimogêneo contra a multidão, que incluía integrantes de um partido marxista, o HKP, que tentavam avançar enquanto gritavam: “Assassino dos EUA, cúmplice do AKP (partido governista da Turquia)”.
A polícia que cercava o bairro de Besiktas intervinha — por vezes de forma violenta — sempre que os manifestantes entoavam algum cântico. A AFP viu vários manifestantes sendo jogados ao chão.
Sindicatos e associações da sociedade civil convocaram as manifestações de 1º de maio sob o lema “Pão. Paz. Liberdade”.
A inflação na Turquia está oficialmente fixada em 30%, mas, segundo estimativas independentes, estaria mais próxima de 40%.
Em Ancara, cerca de 100 mineiros de carvão, que realizaram uma greve de fome de nove dias para exigir o pagamento de salários atrasados, foram ovacionados ao se juntarem à marcha do Dia do Trabalho, que foi especialmente numerosa e formada por muitos jovens, além de contar com forte presença policial, segundo um jornalista da AFP.
No início desta semana, as autoridades turcas emitiram mandados de prisão e de busca contra 62 pessoas, das quais consideraram 46 — entre jornalistas, sindicalistas e figuras da oposição — como “prováveis autoras de ataques”.
Um homem de 36 anos foi preso pela polícia israelense suspeito de agredir e derrubar uma freira francesa em Jerusalém, em um ataque registrado por câmeras de segurança e divulgado nesta quinta-feira. O ataque ocorreu na terça-feira nas proximidades do Cenáculo, tradicionalmente apontado como o local da Última Ceia de Jesus, no Monte Sião.
As imagens mostram o agressor se aproximando da religiosa e a empurrando violentamente ao chão. Segundo autoridades israelenses, a vítima sofreu ferimentos e hematomas no rosto. Após buscas, o suspeito foi localizado e detido, e a polícia informou que pediria a prorrogação da prisão preventiva.
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Em comunicado, a polícia de Israel afirmou tratar ataques contra membros do clero e comunidades religiosas com “máxima seriedade” e disse adotar política de “tolerância zero” para atos de violência.
— A Polícia de Israel trata qualquer ataque a membros do clero e comunidades religiosas com o máximo de seriedade e aplica uma política de tolerância zero a todos os atos de violência. Em uma cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, permanecemos comprometidos em proteger todas as comunidades e garantir que os responsáveis por violência sejam responsabilizados — afirmou o órgão em publicação.
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O nome do agressor não foi divulgado. A freira trabalha como pesquisadora ligada à Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém, revelou à AFP O padre Olivier Poquillon, diretor da Escola. Ele afirma que ela não deseja se manifestar publicamente.
— Ontem, por volta das 17h45 (horário local) … ela sentiu alguém se aproximar por trás e arremessá-la com toda a força contra uma pedra — descreveu Poquillon.
Imagens mostram momento em que freira é agredida
Polícia de Israel

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