Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O ex-presidente colombiano Andrés Pastrana negou neste domingo ter qualquer vínculo com os crimes sexuais de Jeffrey Epstein, após ser citado em documentos desclassificados dos Estados Unidos que o mencionam em viagens com o financista nova-iorquino.
Caso Epstein: Ex-príncipe Andrew devolve imóvel histórico arrendado da Coroa; entenda
Novos documentos: Mulher diz ter sido violentada por Trump na adolescência
Nos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça sobre os crimes de Epstein, o ex-mandatário colombiano aparece citado em diversas ocasiões. Pastrana manteve estreita relação com Washington durante seu governo, entre 1998 e 2002. Seu nome figura como passageiro em voos privados de Epstein e em e-mails que sugerem uma relação de confiança com ele e com sua cúmplice, Ghislaine Maxwell.
Pastrana, de 71 anos, afirmou neste domingo que “não há absolutamente nada” ilegal em seus encontros, que, segundo os documentos, teriam ocorrido em Cuba, nos Estados Unidos e na Irlanda.
— Quem não deve, não teme — disse à emissora Caracol Radio.
Os arquivos não mencionam explicitamente se Pastrana visitou propriedades privadas de Epstein, como sua famosa ilha particular no Caribe, onde o financista supostamente traficava mulheres e menores de idade para colocá-las à disposição de empresários poderosos e figuras políticas.
— Nunca fui à ilha — acrescentou o ex-governante colombiano.
Pastrana afirma que seus encontros com Epstein sempre tiveram caráter formal e que as acusações contra ele são motivadas por interesses políticos.
O líder de direita reconheceu que intermediou um encontro em 2003 entre Epstein e Fidel Castro, em Havana (Cuba), reunião da qual há registro fotográfico. Pastrana foi o principal articulador do Plano Colômbia, um acordo bilionário firmado com o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton (1993–2001) para combater o narcotráfico.
Clinton também enfrenta questionamentos por supostos vínculos com o caso. Na última segunda-feira, ele afirmou a congressistas dos Estados Unidos que não tinha conhecimento das atividades de Epstein. Meios de comunicação colombianos publicaram recentemente fotografias em que Maxwell aparece vestindo um uniforme da Força Aérea Colombiana em 2002.
Segundo a imprensa, ela chegou a pilotar um helicóptero Black Hawk e há e-mails desclassificados nos quais afirma ter disparado do ar contra um “grupo guerrilheiro” na Amazônia. Pastrana reconheceu que Maxwell realizou um breve voo, mas negou que ela tenha feito ataques a partir da aeronave.
Epstein mantinha relações antigas com elites políticas e empresariais ao redor do mundo. Em 2008, declarou-se culpado por solicitar serviços de prostituição de uma menor de idade e morreu na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento.

Veja outras postagens

Nesta semana, a atenção do mundo estava voltada para a química entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em um encontro de alta tensão na China. Mas, nas redes sociais chinesas, o maior destaque foi um encontro constrangedor entre outros dois homens: Elon Musk e seu rival, o bilionário chinês Lei Jun.
Encontro histórico: Sem um grande acordo, Trump sai menor do que entrou na China
Instabilidade? Xi alerta Trump para risco de conflito se China e EUA não atuarem juntos: ‘O mundo está numa nova encruzilhada’
Uma interação breve e tensa entre Musk, há muito tempo um ídolo da tecnologia na China, e Lei, um dos empresários mais proeminentes do país, viralizou com o público transformando poucos segundos de vídeo em um drama pessoal entre dois rivais dos negócios.
Selfie de Elon Musk com bilionário chinês viraliza nas redes sociais da China
Musk estava em Pequim com a delegação de líderes empresariais que acompanhou Trump no Air Force One. Na quinta-feira, ele se juntou a autoridades americanas chinesas em um banquete no Grande Salão do Povo, onde permaneceu sentado sozinho enquanto uma série de executivos se revezava para tirar fotos em um assento vazio ao seu lado.
Ele já fazia caretas e soltava suspiros visíveis quando Lei, o bilionário fundador da Xiaomi, uma das maiores empresas de eletrônicos da China, se aproximou e fez um gesto pedindo uma selfie. Musk fez algumas expressões faciais, lançou um olhar de indiferença e depois exagerou na pose para a câmera antes de voltar ao celular e fingir estar ocupado.
Initial plugin text
O vídeo, de apenas alguns segundos, viralizou quase imediatamente. Musk chegou a republicá-lo no X, a plataforma de mídia social que comprou em 2022 e que é proibida na China, onde o governo controla rigidamente a informação. Alguns usuários criticaram Lei por incomodar Musk, outros disseram que ele havia “passado vergonha” ao parecer bajulador, enquanto outros saíram em sua defesa.
Até a tarde desta sexta-feira, a hashtag #leijunelonmuskselfie acumulava 75 milhões de visualizações no Weibo, uma rede social chinesa.
— É como um macaco subindo numa árvore — escreveu Liujishou, influenciador do Weibo com 13 milhões de seguidores, retratando o pedido de Lei como um ato oportunista.
Selfie de trilhões
Musk é amplamente creditado por impulsionar a concorrência acirrada na indústria chinesa de veículos elétricos. Sua empresa, Tesla, produz metade de seus carros na China, mas os concorrentes locais estão alcançando a companhia rapidamente.
Maior doador: Participação de Musk na comitiva de Trump à China indica reaproximação com a Casa Branca após ruptura
A Xiaomi é um deles. A empresa de Lei começou vendendo produtos domésticos e smartphones baratos antes de entrar no mercado de veículos elétricos nos últimos anos. Em abril, o modelo SU7 da Xiaomi superou o Model Y da Tesla e se tornou o segundo carro mais vendido da China, segundo a Dcar, plataforma de informações e comércio automotivo.
A internet não perdeu tempo em gerar imagens de inteligência artificial da selfie sob todos os ângulos: uma trocava os rostos dos dois homens, deixando Musk sorrindo e Lei com expressão entediada; outra, fotografada por trás, mostrava os dois olhando para o celular de Lei enquanto ele exibia rankings de vendas de veículos elétricos.
Nem todos consideraram justa a enxurrada de críticas a Lei. Li Ji, outro influenciador conhecido nas redes sociais chinesas, escreveu que Lei não precisava idolatrar ninguém.
— Num banquete de Estado desse nível, ele precisava provar alguma coisa — questionou.
Mercado: Xi diz a empresários americanos, como Musk e Tim Cook, que vai abrir ainda mais a economia da China
Selfies com Musk, observou ele, já eram rotina para Lei, que havia posado ao lado do empresário em 2013, durante uma visita a uma fábrica da Tesla nos Estados Unidos. “Elon Musk faz coisas incrivelmente legais”, escreveu Lei após a visita em 2013 e ainda descreveu o empresário como “tão impressionante que quase desafia o senso comum.”
Tirar a foto, acrescentou Li Ji, foi uma jogada inteligente para “pegar carona na fama de um dos maiores influenciadores globais” em um momento em que o mundo inteiro estava assistindo.
Agenda dos Estados Unidos na China
O encontro dos empresários ocorreu durante a visita de Donald Trump à China, em meio a um cenário de instabilidade entre os dois países. Foram dois dias de reuniões com Xi Jinping, em conversas que envolveram temas como negócios em agricultura, aviação e inteligência artificial, além de questões geopolíticas como a guerra no Oriente Médio e Taiwan.
Desencontro: Trump diz ter alcançado ‘acordos comerciais fantásticos’ com Xi em viagem à China, que não confirma
Autoridades americanas mencionaram acordos comerciais como um compromisso para a compra de 200 aviões da Boeing pela China e a criação de um conselho para supervisionar a redução das tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias. Pelo lado chinês, os comentários foram mais brandos, com Xi fazendo deferências a Trump, chamando a visita de “histórica” e que as partes estabeleceram “uma nova relação bilateral” para uma “relação de estabilidade estratégica construtiva”.
Apesar disso, tópicos centrais ficaram sem uma resposta definitiva. No caminho de volta para os EUA, Trump disse a repórteres a bordo do avião presidencial que tinha “conversado bastante” sobre Taiwan com Xi, mas não se referiu a nenhum acerto entre ambos para o futuro da ilha.
Antes da cúpula, Trump havia dito que discutiria com Xi a venda de armas americanas para Taiwan, declarações que se afastaram da postura histórica de Washington de não consultar Pequim sobre o assunto. Na volta para casa, o presidente disse que tomaria uma decisão “em um período relativamente curto de tempo”.
Em uma entrevista à rede americana NBC na véspera, o secretário de Estado Marco Rubio declarou que “a política dos EUA sobre a questão de Taiwan não mudou”, descrevendo que essa foi a mensagem passada durante os encontros, que não foram interrompidos para aprofundar a questão. Taipé agradeceu a Washington nesta sexta-feira “por expressar repetidamente seu apoio”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira que suas tropas controlam 60% da Faixa de Gaza, o que sugere que avançaram para uma zona do território palestino mais ampla do que previsto no plano de cessar-fogo de outubro. A Faixa de Gaza permanece mergulhada em violência, e os esforços para pôr fim à guerra parecem ter estagnado.
Entrevista: ‘Se nos esquecermos de Gaza, abandonaremos parte de nós mesmos’, diz escritor
‘Fomos jogados na rua, como cachorros’, contam palestinos de Gaza que vivem desde começo da guerra em vestiário de estádio na Cisjordânia
— Houve quem dissesse: vão embora, vão embora! Não fomos. Hoje controlamos 60%; amanhã veremos — declarou Netanyahu em uma cerimônia por ocasião do Dia de Jerusalém.
Segundo os termos do cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos entre Israel e o grupo palestino Hamas, em vigor desde outubro, as forças israelenses deveriam retirar-se até uma chamada “Linha Amarela” em Gaza, o que deixava sob seu controle mais de 50% do território palestino.
No entanto, vários meios de comunicação noticiaram recentemente o avanço das tropas em direção a uma nova “Linha Laranja”. As declarações de Netanyahu parecem corroborar essa informação.
Em meio às tratativas políticas, fontes palestinas e organizações internacionais denunciam agressões reiteradas ao enclave, enquanto militares israelenses estabelecem novas bases e alteram a realidade no terreno — o que ativistas temem ser o indício de uma ocupação permanente.
Análises divulgadas em janeiro a partir de imagens de satélite apontam violações territoriais, tanto observando a localização dos blocos de concreto posicionados por Israel para servir como uma demarcação física da linha, quanto por meio da análise de zonas destruídas desde o cessar-fogo.
Uma das análises, realizada pela iniciativa BBC Verify, da rede britânica, indica que o Exército israelense posicionou um total de 16 blocos de concreto para demarcar a linha e posteriormente voltaram para alterar as posições em Beit Lahia, Jabalyia e al-Tuffah. A análise ainda aponta que cada bloco foi movido em média 300 metros para o interior da faixa.
Em outra averiguação, feita pelo jornal israelense Haaretz, com base em imagens do PlanetLab, observou-se a destruição de infraestrutura em áreas dentro e fora dos limites da linha amarela. As imagens mostram que tanto em Jabalyia quanto no bairro de Shujaiyeh, na Cidade de Gaza, áreas dentro e fora da área de atuação foram atingidas.
Cessar-fogo não interrompe mudanças no terreno
Arte/O GLOBO
Em resposta a um pedido de esclarecimento feito pela publicação israelense, as Forças Armadas de Israel (FDI, na sigla em inglês) disseram seguir o formato estabelecido pelo cessar-fogo e que as operações realizadas na Faixa de Gaza desde então respondem a ações de organizações que classificam como terroristas em Gaza, a quem culparam por “violar repetidamente” o acordo. Não houve menção à mudança de posição dos blocos de concreto ou sobre a destruição de construções dentro e fora da linha amarela. À BBC, as FDI rejeitaram as alegações de que estariam alterando a linha e que “atuavam de acordo com as condições no terreno e a avaliação operacional atualizada”.
A primeira fase da trégua permitiu a libertação dos últimos reféns capturados nos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 em solo israelense, que desencadearam a guerra em Gaza, em troca de palestinos detidos por Israel.
Initial plugin text
A segunda fase inclui o desarmamento do Hamas e a retirada gradual do Exército israelense da Faixa de Gaza. Segundo a imprensa israelense, se o Hamas se recusar a desarmar-se, os militares podem retomar os combates.
Netanyahu tem insinuado repetidamente que Israel concluirá o trabalho se o movimento islâmico palestino não se desarmar. Mais de 850 palestinos foram mortos desde o início do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. A ONU considera esses números confiáveis. Durante o mesmo período, o Exército israelense relatou a morte de cinco soldados em Gaza.
(Com AFP)
Uma investigação internacional identificou 13 vítimas de ataques realizados pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico oriental, em uma operação que já deixou 194 mortos, segundo informações do jornal britânico Guardian. Até então, apenas três nomes haviam sido revelados — todos após ações judiciais movidas por familiares contra a Casa Branca. O levantamento, conduzido ao longo de cinco meses por um grupo de 20 jornalistas liderados pelo Centro Latino-Americano de Investigação Jornalística (CLIP), aponta que parte dos mortos não apresentava indícios claros de envolvimento com o narcotráfico.
Ataques na Venezuela: Infográficos mostram mobilização militar dos EUA no Caribe e rede de bases no exterior
Contexto: EUA matam 11 pessoas em ataque a embarcações no Caribe e no Pacífico; veja vídeos
Segundo o relatório, todas as vítimas identificadas até agora eram oriundas de comunidades extremamente pobres da América Latina e do Caribe, incluindo pessoas que, mesmo quando envolvidas no transporte de drogas, recorriam à atividade como forma de sobrevivência.
Os ataques começaram durante o reforço da presença militar dos EUA na região, no ano passado, em meio à escalada de tensões com a Venezuela. Desde então, o governo do presidente Donald Trump sustenta que as ações têm como alvo “narco-terroristas” responsáveis por levar drogas ao território americano.
Initial plugin text
Para María Teresa Ronderos, diretora e cofundadora do CLIP, a realidade encontrada pela investigação é diferente.
— O que estamos vendo são jovens em condições extremamente precárias, fazendo qualquer trabalho possível para sustentar suas famílias, sendo alvos — diz. — Os EUA não estão derrubando nenhum Pablo Escobar ou Joaquín “El Chapo” Guzmán.
Relembre: ONU pede que EUA interrompam ataques contra embarcações no Caribe e cita ‘execuções extrajudiciais’
Além de mapear as vítimas, a investigação reforça avaliações já feitas por analistas de segurança: as operações não reduziram o fluxo de drogas para os EUA e, em contrapartida, agravaram a vulnerabilidade de comunidades já afetadas pelo crime organizado e pela ausência do Estado.
Em algumas regiões, o impacto foi imediato. Segundo Ronderos, pescadores chegaram a interromper suas atividades por semanas por medo de novos bombardeios, o que comprometeu a subsistência local.
— Se não pescam, as pessoas passam fome — afirma.
América Latina: Presidente interina da Venezuela considera negociações com a Guiana sobre o Essequibo ‘indispensáveis’
O trabalho também destacou a dificuldade em obter informações. De acordo com a jornalista, familiares, autoridades locais e até promotores evitam falar por receio de represálias ou de prejudicar relações com os EUA.
Entre os 16 mortos agora identificados — incluindo três já conhecidos anteriormente — há oito venezuelanos, três colombianos, dois equatorianos, dois cidadãos de Trinidad e Tobago e um de Santa Lúcia.
Os venezuelanos são Juan Carlos Fuentes, 43; Luis Ramón Amundarain, 36; Eduard Hidalgo, 46; Dushak Milovcic, 24; e Robert Sánchez, Jesús Carreño, Eduardo Jaime e Luis Alí Martínez, com idades desconhecidas. Também foram identificados os colombianos Alejandro Andrés Carranza Medina, 42, Ronald Arregocés e Adrián Lubo, com idades desconhecidas; os equatorianos Pedro Ramón Holguín Holguín, 40, e Carlos Manuel Rodríguez Solórzano, 34; os trinitários Chad Joseph, 26, e Rishi Samaroo, de idade desconhecida; e o cidadão de Santa Lúcia Ricky Joseph, também de idade desconhecida.
Entenda: Sob pressão dos EUA, Venezuela volta a divulgar dados após uma década de sigilo
Dois dos casos detalhados pela investigação são os dos venezuelanos Amundarain e Fuentes. Motoristas da cidade de Güiria, eles viajaram até Trinidad e Tobago após promessa de emprego em um lava-jato. Dias depois, aceitaram trabalhar em uma pequena embarcação. O barco foi atingido por um ataque em 3 de outubro.
Familiares afirmam que eles não tinham envolvimento com o tráfico, embora o relatório indique que há indícios de que poderiam participar de uma operação de transporte de carga ilícita. Ainda assim, o trajeto da embarcação levantou dúvidas, já que rotas do tráfico costumam seguir da América do Sul para o norte — e não o contrário.
Em outros casos, as vítimas eram pescadores sem qualquer ligação aparente com o narcotráfico. Há também ações judiciais em curso contra o governo americano movidas por familiares.
Initial plugin text
Mesmo após oito meses de operações, os EUA não apresentaram provas públicas de que os 194 mortos estivessem envolvidos com o transporte de drogas.
Em nota, o Comando Sul dos EUA afirmou que os ataques são “deliberados, legais e precisos”, direcionados a “narco-terroristas e seus facilitadores”, e disse confiar nas informações de inteligência utilizadas nas operações.
Para Ronderos, no entanto, a questão vai além do perfil das vítimas.
— Ainda que todos estivessem transportando drogas, não existe pena de morte para esse crime — ressalta. — Eles foram mortos sem qualquer chance de defesa.
‘Signalgate’ e ataques no Caribe: Secretário de Defesa dos EUA está pressionado por sucessão de escândalos
A avaliação é compartilhada por Brian Finucane, conselheiro do International Crisis Group e ex-advogado do Departamento de Estado dos EUA. Para ele, a operação não configura uma política efetiva de combate às drogas.
— Isso tem, em parte, um caráter de espetáculo militar, para passar a impressão de uma ação dura contra o narcotráfico — diz.
Organizações internacionais e a ONU classificam os ataques como execuções extrajudiciais. Ainda assim, as operações continuam.
Presidente da Colômbia: Petro denuncia descoberta de corpos no Caribe que ‘podem ser’ vítimas de ataques dos EUA
Finucane alerta para o risco de normalização das mortes, que podem passar a ser vistas como “ruído de fundo” diante de outros conflitos envolvendo os EUA, como a guerra em curso com o Irã.
Enquanto isso, segundo Ronderos, o impacto recai diretamente sobre as famílias das vítimas.
— Independentemente do que esses homens faziam, havia crianças que dependiam deles para comer — afirma. — E essas famílias já viviam em condições extremamente precárias.
A polícia da República Tcheca anunciou nesta sexta-feira a recuperação do crânio da santa Zdislava de Lemberk, roubado dias antes de uma basílica no norte do país. Um suspeito foi preso e confessou o crime, segundo as autoridades.
Tragédia: Jovem morre ao cair de torre de 45 metros horas antes de completar 21 anos na Inglaterra
7 mil metros de altitude: Alpinista morre nos braços do marido após avalanche durante escalada no Nepal
De acordo com a investigação, o homem retirou na terça-feira o crânio de um relicário de vidro da basílica de São Lourenço e Santa Zdislava, localizada na cidade de Jablonné v Podještědí.
Segundo a polícia, o suspeito pretendia enterrar a relíquia em um rio após cobri-la com concreto.
Zdislava de Lemberk, que viveu entre aproximadamente 1220 e 1252, era uma aristocrata conhecida por obras de caridade e atos de misericórdia. Ela foi canonizada pelo Papa João Paulo II em 1995.
— A relíquia era objeto de veneração por parte dos peregrinos que iam a Jablonné, onde Zdislava viveu e trabalhou há mais de 750 anos — afirmou o arcebispo de Praga, Stanislav Přibyl.
Suspeito aproveitou momento em que alarme estava desligado
O chefe da polícia local, Petr Rajt, afirmou que o suspeito foi detido na quinta-feira em Mladá Boleslav, na região central da República Tcheca, após uma investigação conduzida pelas autoridades.
Segundo Rajt, o homem discordava da exposição da relíquia em uma capela lateral da basílica e aproveitou um momento em que o sistema de alarme estava desligado para cometer o furto e fugir.
Quando a polícia encontrou o crânio, a peça já havia sido coberta com concreto. De acordo com as autoridades, a relíquia precisará passar por um processo de restauração.
Donald Trump deixou a China nesta sexta depois de uma visita que durou menos de 48 horas e, pelo visto, produziu resultados muito abaixo das expectativas criadas pelo próprio presidente dos Estados Unidos nos meses que a antecederam. No lado positivo, foi mantida a frágil trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, e a viagem parece ter pavimentado o caminho para estabilizar as relações. Se um dos lados pode ser considerado vitorioso é a China, que tinha esses desfechos como metas.
Advertência: Xi alerta Trump para risco de conflito se China e EUA não atuarem juntos: ‘O mundo está numa nova encruzilhada’
‘Armadilha de Tucídides’: O que é o termo usado por Xi Jinping ao falar do futuro de EUA e China com Trump?
Sem ter obtido dos chineses grandes acordos comerciais nem compromissos políticos relevantes, a impressão é de que Trump sai de Pequim menor do que chegou. Depois de ter sido obrigado a recuar em sua ofensiva tarifária no ano passado, ao reconhecer que o domínio da produção de minerais críticos permitia a Pequim desferir um contra-ataque letal, Trump viu seu principal instrumento de pressão murchar. Pior, empacado num impasse na guerra com o Irã, fortaleceu ainda mais a posição da China na negociação.
Prevista inicialmente para o mês de abril, a visita foi adiada sob o argumento de Trump de que não poderia viajar à China por causa da guerra. Mas a guerra não acabou, e ele decidiu vir assim mesmo, algo considerado um erro por muitos analistas. Sua ideia, especulou-se, era que a imagem de estadista numa viagem internacional importante lhe renderia pontos políticos, para reverter o descrédito e os índices de desaprovação recorde nos EUA. Acertou quem achou que sua fragilidade prevaleceria.
Primeiro dia do encontro: Trump e Xi concordam que Estreito de Ormuz ‘deve seguir aberto’, diz Casa Branca enquanto Irã permite passagem de navios chineses
Trump convida Xi Jinping para visita em setembro e diz que o espera ansioso
Durante a visita, o contraste entre posturas chamou a atenção. Trump cobriu de elogios o presidente chinês, Xi Jinping, chamando-o várias vezes de “grande líder”. Em partes da visita, Trump parecia mais um turista deslumbrado do que o presidente da maior potência do planeta. Embora cordial, Xi foi direto ao ponto, para marcar posição. Endureceu o tom sobre Taiwan. Logo em seu pronunciamento inicial, repetiu uma frase que tem sido constante nos seus discursos, sobre a “transformação” que o mundo não vivia há um século.
É um referência geralmente associada à transição do centro de gravidade político e econômico mundial que estaria ocorrendo, do Ocidente para o Oriente. Diante de Trump, porém, ele adicionou um detalhe que tornou mais significativa e urgente essa visão, ao dizer que a transformação “está se acelerando”. Em seguida, Xi alertou para os riscos de conflito em transições desse tipo ao longo da história, e Trump mordeu a isca. Em vez de negar o suposto declínio americano, preferiu confirmá-la, só para poder culpar o antecessor, Joe Biden.
Pequim não confirma: Trump afirma ter feito ‘acordos comerciais fantásticos’ com Xi em último dia de viagem à China
“O negócio de Trump são os negócios”, me disse, poucos dias antes da chegada do presidente americano a Pequim, um respeitado analista chinês, sugerindo que o sucesso da visita seria medido em dólares. A julgar pelo que foi anunciado, o balanço foi magro. Na quinta, Trump disse à rede de TV Fox que a China havia se comprometido a comprar 200 aviões da Boeing, mas não houve confirmação do lado chinês.
Sentado ao lado de Xi nesta sexta, no complexo governamental de Zhongnanhai, Trump considerou a visita um sucesso e contou que foram fechados “acordos comerciais fantásticos”. Além do suposto negócio com a Boeing, a imprensa americana citou fontes de Washington para relatar um acordo agrícola que chegaria a US$ 10 bilhões. Mas, de novo, não houve confirmação do lado chinês — que, é preciso dizer, não costuma se pautar pela transparência.
Entenda: Sob sanção de Pequim, secretário de Estado americano visita a China pela primeira vez graças a artifício linguístico
Como já aconteceu em outros contatos entre os dois presidentes, os relatos oficiais apresentaram diferenças de tom e omissões sintomáticas. Na versão americana, não há menção a Taiwan, o tema mais importante para os chineses. Xi foi duro ao alertar que a questão pode resultar em conflito. Abordado sobre o assunto na quinta, Trump fingiu ignorar a pergunta de um repórter. Já no relato oficial chinês, o Irã não aparece, embora Trump tenha afirmado que os dois países têm visões parecidas sobre o conflito. Os próximos dias talvez revelem se Trump conseguiu convencer Xi a ter um papel mais ativo para pressionar o Irã a não bloquear o Estreito de Ormuz.
Nas entrelinhas, quem acompanha a política chinesa chamou a atenção para o motivo principal pelo qual os chineses consideram histórica essa visita. No comunicado oficial e no pronunciamento de Xi Jinping, o termo usado para resumir a visita tem o timbre típico da diplomacia chinesa: “relação construtiva de estabilidade estratégica entre China e Estados Unidos”. Ou seja, de igual para igual. A fragilidade política de Trump e a urgência em fechar acordos para apresentar resultados criou oportunidades estratégicas para a China, que, ao contrário do presidente americano, não precisa se preocupar com ciclos eleitorais.
Yaqi Li, analista da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam, de Cingapura, resumiu bem a discrepância: “Enquanto Trump buscou fechar negócios, Pequim se preparou para redefinir as relações China-EUA.”
Um jovem de 20 anos morreu após cair do topo de uma torre de telefonia celular de aproximadamente 45 metros de altura, poucas horas antes de completar 21 anos, na Inglaterra. O caso aconteceu na noite de domingo (10), em Black Dyke, na localidade de Newton-In-The-Isle, na Inglaterra, segundo informações publicadas pelo jornal EDP.
Alpinista morre nos braços do marido após avalanche durante escalada no Nepal
Moradora da Inglaterra enfrenta prefeitura para manter estátua de gorila na fachada e pode ser multada em até R$ 135 mil
Oskar Bialon estava no local, conhecido como “Torre Newton”, acompanhado de dois amigos, enquanto planejavam como comemorariam seu aniversário no dia seguinte. De acordo com relatos, ele subiu até o topo do mastro, mas acabou escorregando por causa das condições climáticas adversas e caiu de uma altura de cerca de 150 pés, equivalente a aproximadamente 45 metros.
Equipes de emergência, incluindo uma ambulância aérea, foram acionadas por volta das 23h e chegaram rapidamente ao local, mas o jovem, cidadão polonês, foi declarado morto ainda na cena do acidente. A torre é considerada um ponto popular entre jovens da região e já teria sido escalada diversas vezes anteriormente.
Homenagens e campanha para o funeral
Abalados pela perda, familiares e amigos prestaram homenagens nas redes sociais e organizaram uma campanha de arrecadação para custear o funeral e ajudar a família. A companheira de Oskar, Ruby Ashton, descreveu o relacionamento dos dois e lamentou a morte precoce.
— Estávamos namorando há um ano e tínhamos toda a vida pela frente. Tudo o que ele fazia era me fazer rir todos os dias e me fazer sentir que minha vida valia muito a pena ser vivida — disse.
— Ele era mais feliz na companhia de seus amigos e familiares, e será sempre lembrado por nós. Eu te amo Oskar, para sempre em meu coração, jamais esquecido — completou.
Os amigos Leo e Bill também afirmaram que Oskar era um “bom amigo que sempre os fazia sorrir” e destacaram que ele estava sempre presente quando alguém precisava de ajuda. Outro amigo, identificado como JK, afirmou que, durante os anos em que cresceram juntos, Oskar demonstrava “o maior potencial para se tornar alguém grandioso”.
Uma página no GoFundMe foi criada por Lucas Harvey, amigo próximo da vítima, para arrecadar recursos e garantir “a melhor despedida possível”. Segundo o texto da campanha, Oskar não tinha familiares por perto, e a mãe havia se mudado recentemente para a região, com pouco apoio e sem condições financeiras para arcar com os custos.
— Nosso objetivo é cobrir os custos para trazê-lo de volta para sua família, ou organizar tudo aqui, se a mãe dele preferir. Queremos garantir que ele seja homenageado adequadamente — escreveu Lucas.
Até o momento, a campanha havia arrecadado 806 libras, cerca de R$ 6 mil, de uma meta de 3.500 libras. Na mensagem final, amigos resumiram o sentimento de despedida: “Descanse em paz, Oskar — para sempre com 21 anos, para sempre amado, jamais esquecido.”
O governo dos Estados Unidos quer indiciar o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, em meio à crescente pressão de Washington sobre o governo comunista da ilha, informou a imprensa americana. O canal CBS News, que citou funcionários do governo americano que acompanham o tema, informou que a possível acusação se concentraria na derrubada, em 1996, de dois aviões civis pilotados por opositores ao regime castrista. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não respondeu ao pedido de comentários da AFP.
Uma acusação contra Castro, irmão do falecido líder cubano Fidel Castro, representaria uma guinada inesperada na crise cada vez mais profunda nas relações entre Estados Unidos e Cuba. O país sofre constantes cortes de energia elétrica provocados pelo bloqueio de combustível imposto pelo governo de Donald Trump. O presidente americano afirmou em diversas ocasiões que deseja derrubar o governo comunista em Cuba.
Raúl Castro, que sucedeu ao irmão como presidente, supervisionou a histórica retomada de relações com os Estados Unidos em 2015, durante o governo de Barack Obama, que Trump revogou durante seu primeiro mandato. Em plena crise bilateral, o diretor da CIA, John Ratcliffe, viajou na quinta-feira a Havana para uma reunião excepcional com funcionários de alto escalão do governo cubano, segundo as autoridades da ilha. As autoridades afirmaram que o encontro deve ajudar o diálogo político entre as partes.
A alpinista americana Shelley Johannesen, de 53 anos, morreu, nesta segunda-feira (11), após ser atingida por uma avalanche enquanto descia o Monte Makalu, no Nepal, considerado o quinto pico mais alto do mundo e uma das montanhas mais desafiadoras para escalada. A tragédia aconteceu apenas dois dias depois de ela alcançar com sucesso o cume de 8.485 metros de altitude ao lado do companheiro, David Ashley, e de dois guias nepaleses.
Moradora da Inglaterra enfrenta prefeitura para manter estátua de gorila na fachada e pode ser multada em até R$ 135 mil
Herói de guerra que ajudou a libertar campo de concentração nazista morre aos 103 anos no Reino Unido
Natural do estado do Oregon, Shelley era mãe de três filhos e uma montanhista experiente. Ela e Ashley eram cofundadores da empresa de expedições Dash Adventures e participavam juntos da escalada no Himalaia. O grupo chegou ao topo da montanha em 9 de maio, mas, durante a descida, em 11 de maio, uma corda fixada na encosta teria se rompido, provocando a avalanche fatal. Shelley morreu em consequência dos ferimentos a cerca de 7.200 metros de altitude.
Relato emocionado do companheiro
Em uma publicação nas redes sociais, David Ashley descreveu os últimos momentos ao lado da companheira e afirmou que ela morreu em seus braços.
— Shelley não era apenas uma pessoa incrível, mas viveu sua vida sem limites, perseguindo suas paixões pelo mundo todo — escreveu.
— Ela morreu nos meus braços, no alto da montanha. Ainda estou tentando assimilar essa perda, e meus sentimentos estão com a família dela neste momento — acrescentou.
O Monte Makalu é conhecido pelas condições climáticas severas e imprevisíveis, além da dificuldade técnica da subida, fatores que o colocam entre os picos mais exigentes do planeta para alpinistas profissionais.
Dias antes da tragédia, Shelley havia compartilhado nas redes sociais sua expectativa pela expedição. Em uma de suas últimas postagens, afirmou que sabia que enfrentaria um grande desafio.
— Será uma escalada difícil. Estou entusiasmada para ver, experimentar e sentir o que tenho para oferecer a esta montanha — escreveu.
Em sua última publicação, ela também disse estar “muito grata por estar aqui no Nepal”. Após a confirmação da morte, seguidores deixaram mensagens de despedida. Um deles comentou que não conseguia mais olhar para a postagem sem chorar. Outro escreveu que Shelley era “um ícone” e destacou sua paixão pela aventura e pela forma intensa como vivia.
A morte da alpinista ocorreu um dia depois da repercussão de outro acidente fatal envolvendo um escalador profissional. O canadense Will Stanhope, de 39 anos, morreu após sofrer um grave traumatismo craniano ao cair de cerca de 20 metros de uma montanha no Canadá no mês passado.
Cinco italianos morreram após um acidente durante uma expedição de mergulho em cavernas submersas nas Maldivas, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália nesta semana. O grupo desapareceu no atol de Vaavu, a cerca de 50 metros de profundidade, em uma área localizada ao sul da capital Malé.
Peso de nove elefantes: Cientistas identificam nova espécie de dinossauro gigante na Tailândia, o maior do sudeste asiático
Em fuga: Homem despenca do quarto andar e cai em cima de viatura policial, na Argentina
De acordo com o ministério, quatro das vítimas integravam uma equipe ligada à Universidade de Gênova. Entre elas estavam a professora de ecologia Monica Montefalcone, a filha dela e dois pesquisadores.
As Forças Armadas das Maldivas informaram que um dos corpos foi localizado dentro de uma caverna a cerca de 60 metros de profundidade. Segundo os militares, há indícios de que os outros quatro mergulhadores também estejam no mesmo local.
A operação de busca foi classificada pelas autoridades como de “altíssimo risco”. Mergulhadores especializados e equipamentos específicos foram mobilizados para atuar na região.
Segundo a rede BBC, este pode ser o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, país do Oceano Índico conhecido internacionalmente pelo turismo de luxo e pelas ilhas de coral.
Grupo desapareceu após não retornar à superfície
De acordo com a imprensa local, os cinco italianos entraram na água na manhã de quinta-feira. O desaparecimento foi comunicado pela tripulação da embarcação de mergulho depois que o grupo não retornou à superfície.
A polícia informou que o clima estava severo na região no momento do acidente. A área fica cerca de 100 quilômetros ao sul de Malé.
Um alerta amarelo chegou a ser emitido para embarcações de passageiros e pescadores.
A Universidade de Gênova identificou as vítimas ligadas à instituição como Monica Montefalcone; Giorgia Sommacal, filha da professora e estudante; Muriel Oddenino, pesquisadora; e Federico Gualtieri, graduado em biologia marinha.
A quinta vítima foi identificada como Gianluca Benedetti, gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho.
Em comunicado publicado na rede social X, a Universidade de Gênova expressou “as mais profundas condolências” às vítimas.
Ainda de acordo com a BBC, acidentes de mergulho e snorkel são relativamente raros nas Maldivas, embora mortes tenham sido registradas nos últimos anos.
Em dezembro do ano anterior, uma mergulhadora britânica experiente morreu afogada próximo ao resort insular de Ellaidhoo. O marido dela morreu cinco dias depois após passar mal.
Em 2024, um parlamentar japonês morreu enquanto praticava snorkel no atol de Lhaviyani.
Cientistas identificaram uma nova espécie de dinossauro gigante a partir de restos fósseis encontrados na Tailândia. Segundo pesquisadores, o animal herbívoro de pescoço longo media cerca de 27 metros, pesava aproximadamente 27 toneladas — o equivalente a nove elefantes adultos — e viveu entre 100 milhões e 120 milhões de anos atrás.
Em fuga: Homem despenca do quarto andar e cai em cima de viatura policial, na Argentina
Veja também: Espanha lidera ranking europeu de direitos LGBTQIAPN+ pela primeira vez em 10 anos
A descoberta foi descrita em estudo publicado na revista Scientific Reports. De acordo com os autores, trata-se do maior dinossauro já encontrado no sudeste asiático.
— Nosso dinossauro é grande pelos padrões da maioria das pessoas; provavelmente pesava pelo menos 10 toneladas a mais que Dippy, o Diplodocus — afirmou o pesquisador principal Thitiwoot Sethapanichsakul, em referência ao famoso esqueleto antes exibido no Museu de História Natural de Londres.
Peso de nove elefantes: cientistas identificam nova espécie de dinossauro gigante na Tailândia, o maior do sudeste asiático
AFP
O estudante de doutorado tailandês apelidou o saurópode recém-descoberto de “o último titã”. Segundo o University College London, o nome faz referência ao fato de os fósseis terem sido encontrados em uma das formações rochosas mais recentes já associadas a dinossauros na Tailândia.
A região teria se transformado posteriormente em um mar raso.
— Então este pode ser o último ou o mais recente saurópode de grande porte que encontraremos no sudeste asiático — acrescentou o pesquisador.
Fósseis foram encontrados por moradores locais
Os primeiros restos da criatura foram descobertos há cerca de dez anos por moradores do nordeste da Tailândia. A escavação, porém, só foi concluída em 2024, segundo o estudo publicado nesta quinta-feira.
Peso de nove elefantes: cientistas identificam nova espécie de dinossauro gigante na Tailândia, o maior do sudeste asiático
AFP
Os pesquisadores afirmam que os fósseis apresentavam semelhanças com outros saurópodes já conhecidos, mas tinham características anatômicas suficientes para classificar o animal como uma nova espécie.
O dinossauro recebeu o nome de “Nagatitan chaiyaphumensis”, em referência a uma serpente do folclore do sudeste asiático, a um gigante da mitologia grega e à província de Chaiyaphum, onde os restos foram encontrados.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress