Um pequeno fragmento de meteorito originário de Marte revelou supreendeu um grupo de cientistas. Ao analisar a rocha, pesquisadores identificaram grãos de granada, mineral nunca antes encontrado em amostras marcianas. A descoberta, publicada na revista científica Geochemical Perspectives Letters, pode oferecer novas pistas sobre os processos geológicos que moldaram o planeta vermelho ao longo de seus 4,5 bilhões de anos de história.
Figurinhas repetidas? De Ancelotti a Neymar, relembre estreias de craques da seleção em álbuns oficiais da Copa do Mundo
Raridade olímpica: medalha de ouro dos Jogos de Paris de 1924 vai a leilão com lance inicial de R$ 70 mil
Os minerais foram encontrados em um fragmento de apenas 0,8 milímetro por 0,5 milímetro, menor que uma semente de papoula. Apesar do tamanho reduzido, a amostra pode funcionar como uma espécie de cápsula do tempo geológica, preservando informações sobre temperaturas, pressões e eventos que ocorreram em Marte há bilhões de anos.
Na Terra, a granada é conhecida tanto por seu uso em joias quanto por sua importância para a geologia. O mineral costuma se formar em ambientes submetidos a altas temperaturas e pressões, sendo utilizado por pesquisadores para entender a evolução da crosta e do interior dos planetas.
Segundo a pesquisadora Tanya Kizovski, da Universidade Brock, no Canadá, e uma das autoras do estudo, a presença da granada sugere que a rocha p”assou por processos geológicos complexos”. Na Terra, minerais desse tipo são frequentemente associados ao metamorfismo, fenômeno que transforma rochas sob condições extremas de calor, pressão ou ação de fluidos quentes.
Na Terra, granadas são frequentemente associadas ao metamorfismo, fenômeno que transforma rochas sob condições extremas de calor, pressão ou ação de fluidos quentes.
Banco de Imagens/Magnific (antiga Freepik)
A amostra analisada faz parte do meteorito marciano NWA 8171, atualmente preservado no Museu Real de Ontário, no Canadá. O mineral identificado não é a variedade vermelha popular em joias, mas sim a andradita, um tipo de granada rico em ferro que apresenta tonalidades amarelo-esverdeadas.
Inicialmente, os cientistas acreditavam que os grãos correspondiam a um mineral muito mais comum, o piroxênio. Uma análise mais detalhada, porém, revelou que sua composição química era diferente do esperado, levando à identificação inédita.
Agora, os pesquisadores tentam responder uma questão central: a granada se formou em Marte ou chegou ao planeta após o impacto de outro corpo celeste? Uma das hipóteses é que o mineral tenha surgido em decorrência de impactos de meteoritos na superfície marciana ou da atividade de magma no interior do planeta.
Pais acusam negligência: o que se sabe sobre a morte de uma criança de 10 anos em academia do Benfica na Ucrânia
Para esclarecer a origem da granada, a equipe pretende analisar a composição isotópica da rocha. O problema é que esse procedimento exige destruir parte da amostra, algo que os cientistas relutam em fazer devido à raridade do material.
Ainda segundo o estudo, a descoberta amplia significativamente o conhecimento sobre a evolução geológica de Marte, já que a identificação desse novo tipo de rocha “acrescenta uma peça inesperada ao quebra-cabeça da história marciana” e pode ajudar a compreender melhor os ambientes que existiam no planeta em seus primeiros bilhões de anos.
Os pesquisadores acreditam que futuras análises poderão revelar se a granada é um caso isolado ou se existem outros depósitos semelhantes espalhados pelo planeta vermelho. Se confirmada sua origem marciana, a descoberta poderá obrigar cientistas a revisar parte do que se sabe hoje sobre a formação e a evolução geológica de Marte.
Figurinhas repetidas? De Ancelotti a Neymar, relembre estreias de craques da seleção em álbuns oficiais da Copa do Mundo
Raridade olímpica: medalha de ouro dos Jogos de Paris de 1924 vai a leilão com lance inicial de R$ 70 mil
Os minerais foram encontrados em um fragmento de apenas 0,8 milímetro por 0,5 milímetro, menor que uma semente de papoula. Apesar do tamanho reduzido, a amostra pode funcionar como uma espécie de cápsula do tempo geológica, preservando informações sobre temperaturas, pressões e eventos que ocorreram em Marte há bilhões de anos.
Na Terra, a granada é conhecida tanto por seu uso em joias quanto por sua importância para a geologia. O mineral costuma se formar em ambientes submetidos a altas temperaturas e pressões, sendo utilizado por pesquisadores para entender a evolução da crosta e do interior dos planetas.
Segundo a pesquisadora Tanya Kizovski, da Universidade Brock, no Canadá, e uma das autoras do estudo, a presença da granada sugere que a rocha p”assou por processos geológicos complexos”. Na Terra, minerais desse tipo são frequentemente associados ao metamorfismo, fenômeno que transforma rochas sob condições extremas de calor, pressão ou ação de fluidos quentes.
Na Terra, granadas são frequentemente associadas ao metamorfismo, fenômeno que transforma rochas sob condições extremas de calor, pressão ou ação de fluidos quentes.
Banco de Imagens/Magnific (antiga Freepik)
A amostra analisada faz parte do meteorito marciano NWA 8171, atualmente preservado no Museu Real de Ontário, no Canadá. O mineral identificado não é a variedade vermelha popular em joias, mas sim a andradita, um tipo de granada rico em ferro que apresenta tonalidades amarelo-esverdeadas.
Inicialmente, os cientistas acreditavam que os grãos correspondiam a um mineral muito mais comum, o piroxênio. Uma análise mais detalhada, porém, revelou que sua composição química era diferente do esperado, levando à identificação inédita.
Agora, os pesquisadores tentam responder uma questão central: a granada se formou em Marte ou chegou ao planeta após o impacto de outro corpo celeste? Uma das hipóteses é que o mineral tenha surgido em decorrência de impactos de meteoritos na superfície marciana ou da atividade de magma no interior do planeta.
Pais acusam negligência: o que se sabe sobre a morte de uma criança de 10 anos em academia do Benfica na Ucrânia
Para esclarecer a origem da granada, a equipe pretende analisar a composição isotópica da rocha. O problema é que esse procedimento exige destruir parte da amostra, algo que os cientistas relutam em fazer devido à raridade do material.
Ainda segundo o estudo, a descoberta amplia significativamente o conhecimento sobre a evolução geológica de Marte, já que a identificação desse novo tipo de rocha “acrescenta uma peça inesperada ao quebra-cabeça da história marciana” e pode ajudar a compreender melhor os ambientes que existiam no planeta em seus primeiros bilhões de anos.
Os pesquisadores acreditam que futuras análises poderão revelar se a granada é um caso isolado ou se existem outros depósitos semelhantes espalhados pelo planeta vermelho. Se confirmada sua origem marciana, a descoberta poderá obrigar cientistas a revisar parte do que se sabe hoje sobre a formação e a evolução geológica de Marte.








