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Um homem foi preso na manhã, deste sábado (11), após supostamente danificar a machadadas uma aeronave militar americana no Aeroporto de Shannon, na Irlanda. O suspeito teria subido na asa da aeronave e aplicado os golpes contra a região e a fuselagem da aeronave. Os danos foram extensos, de acordo com uma fonte ao jornal The Journal.
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O Irã não tem ampliado o tráfego de navios no Estreito de Ormuz porque não consegue localizar todas as minas que instalou na via marítima e não tem capacidade para removê-las, segundo autoridades dos Estados Unidos. O problema é uma das razões pelas quais Teerã não conseguiu atender rapidamente às exigências do governo do presidente Donald Trump para permitir a passagem de mais navios pelo estreito. A situação também pode complicar as negociações de paz que ocorrem neste fim de semana no Paquistão, com a participação de uma delegação americana liderada pelo vice-presidente JD Vance.
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O Irã utilizou pequenas embarcações para instalar minas no estreito no mês passado, pouco depois de os EUA e Israel iniciarem uma guerra contra o país. Os explosivos, somados à ameaça de ataques com drones e mísseis, reduziram drasticamente o número de petroleiros e outros navios que cruzam a região, elevando os preços da energia e oferecendo ao Irã um importante instrumento de pressão no conflito.
Arsenal iraniano inclui minas navais projetadas para flutuar na água ou permanecer ancoradas no fundo raso do Golfo Pérsico
Arte / O Globo
Teerã manteve um corredor aberto, permitindo a passagem de embarcações mediante pagamento de pedágio.
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A Guarda Revolucionária Islâmica alertou que navios podem colidir com minas marítimas, enquanto veículos de comunicação semioficiais divulgaram mapas com rotas consideradas seguras.
Essas rotas são limitadas, em grande parte, porque as minas foram posicionadas de forma desordenada, segundo autoridades americanas. Não está claro se o Irã registrou a localização de todos os dispositivos. Mesmo quando houve registro, algumas minas foram colocadas de maneira a permitir que se deslocassem com as correntes.
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Assim como as minas terrestres, as minas navais são muito mais difíceis de remover do que de instalar. As Forças Armadas dos EUA não dispõem de grande capacidade para esse tipo de operação, dependendo de navios equipados com sistemas de varredura. O Irã também não possui meios para retirar rapidamente as minas, nem mesmo aquelas que instalou.
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Em publicação nas redes sociais na terça-feira, ao comentar uma pausa no conflito entre EUA, Israel e Irã, Trump afirmou que um cessar-fogo de duas semanas dependeria da “abertura COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA” do Estreito de Ormuz.
Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o estreito seria aberto ao tráfego “com a devida consideração às limitações técnicas”. Autoridades americanas interpretaram a declaração como uma referência à dificuldade do país em localizar e remover as minas.
Tipos de minas
Editoria de Arte O Globo
Araghchi está em Islamabad para reuniões neste sábado com Vance. Diante da pressão americana para reabrir a rota, o ritmo com que será possível restabelecer a passagem segura de navios deve ser um dos principais temas das conversas.
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Os EUA tentaram enfraquecer a capacidade naval iraniana, afundando navios e atacando bases marítimas. Ainda assim, o Irã mantém centenas de barcos de pequeno porte, que podem ser usados para assediar navios ou instalar novas minas e que são praticamente impossíveis de eliminar por completo.
Modelos de minas
Editoria de Arte O Globo
Mesmo antes da instalação dos explosivos, ameaças de autoridades iranianas já haviam afetado o transporte marítimo global e impulsionado os preços do petróleo. Em 2 de março, um alto integrante da Guarda Revolucionária anunciou o fechamento do estreito e afirmou, segundo a mídia estatal, que petroleiros seriam “incendiados” caso entrassem na área.
Nos dias seguintes, o Irã iniciou a colocação das minas, enquanto os EUA intensificavam ataques a alvos navais iranianos. À época, autoridades americanas já avaliavam que o processo era lento e pouco eficiente.
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Devido à dificuldade de monitorar as pequenas embarcações responsáveis pela operação, os EUA ainda não sabem quantas minas foram instaladas nem onde estão localizadas.
Um homem portando um facão atacou e esfaqueou duas pessoas no metrô da icônica Grand Station, em Nova York, na manhã deste sábado. Ele foi contido por policiais com um tiro.
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As duas pessoas esfaqueadas foram levadas a um hospital em estado crítico, segundo o Corpo de Bombeiros de Nova York. O estado do homem que as atacou não foi divulgado pelas autoridades, que investigam as possíveis motivações do ataque.
Uma testemunha ouvida pela “PIX11 News” disse ter visto pelo menos uma pessoa ser atacada com um facão. Quando chegou à plataforma norte, viu policiais armados, gritando ordens para que o homem largasse a faca.
Vídeos do local do crime mostram locais ensanguentados no chão.
Os metrôs de número 4, 5 e 6 (a plataforma em que o crime ocorreu) não estão parando na estação Grand Station.
Os dois sorriem tranquilos a bordo do navio anfíbio USS John P. Murtha. É assim que a especialista de missão Christina Koch e o piloto Victor Glover aparecem em um vídeo da Agência Espacial Americana (Nasa), publicado na noite de sexta-feira, logo após o pouso da cápsula Orion no Oceano Pacífico, dando fim à Missão Artemis II, que durou dez dias.
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Os astronautas aparecem ainda vestidos com os trajes de sobrevivência laranja, sentados em um helicóptero e rodeados por militares americanos, enquanto aguardavam escolta para a realização dos exames médicos.
Ao perceber que estão sendo gravados, Christina acena intensamente para a câmera e depois faz gestos de agradecimento e vitória. A astronauta bate palmas e celebra, sendo acompanhada prontamente por Victor e o restante dos agentes.
“Olá, vocês dois. Bem-vindos de volta. Sejam muito, muito bem-vindos de volta em casa”, diz a narradora.
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‘Que jornada’
Embora não tenha chegado ao solo lunar, a missão Artemis II era considerada uma das mais importantes das últimas décadas ao dar fim a um jejum de 50 anos desde a última missão tripulada em direção à Lua. Ela marca um importante passo para retorno humano a nosso satélite natural e para sua potencial ocupação permanente.
— Que jornada. Estamos estáveis. Quatro tripulantes “verdes” (nomenclatura que indica que todos estão bem) — disse o comandante da Missão Artemis II, Reid Wiseman, logo depois da espaçonave tocar o oceano.
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A Orion pousou no Oceano Pacífico às 21h07 , pelo horário de Brasília, perto da costa de San Diego, no estado americano da Califórnia, e os quatro foram resgatados por equipes da Nasa e da Marinha dos EUA. Após um atendimento inicial no interior da própria cápsula Integrity, todos foram retirados e esperaram em barcos menores uma transferência em helicópteros para o USS John P. Murtha, onde passam por um período de recuperação e exames médicos antes de serem liberados.
“Os Estados Unidos estão de volta à ativa, enviando astronautas à Lua e trazendo-os de volta em segurança”, escreveu, na rede social X, o chefe da Nasa, Jared Isaacman. “Esses talentosos astronautas inspiraram o mundo e representaram suas agências espaciais e nações como embaixadores da Humanidade junto às estrelas.”
De acordo com os planos atuais da Nasa, a Missão Artemis III, que também não pousará, tem lançamento previsto para 2027, enquanto a Artemis IV, que deve levar os primeiros astronautas à Lua desde 1972, tem como meta ganhar o espaço em 2028.
A importância da missão
Tal como sua missão preparatória, a Artemis I, lançada sem tripulantes no final de 2022, a Artemis II conviveu com atrasos, alterações nos planos e uma troca na Casa Branca que pôs novamente a Lua no centro das prioridades espaciais. O presidente dos EUA, Donald Trump, que em seu primeiro mandato queria astronautas no satélite natural até 2024, estabeleceu como nova meta 2028, seu último ano na Presidência. Até 2032, deseja ver uma base permanente. Por isso, demonstrar que os EUA tinham capacidade para recolocar humanos na Lua era crucial, em uma corrida contra um programa espacial chinês que também quer as pegadas de seus taikonautas ali até 2030.
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Antes da data inicial de lançamento, em março, foram detectados problemas como um vazamento de hidrogênio, e o consenso foi pelo adiamento para o dia 1º de abril. Desta vez, sem sustos, imprevistos ou questões técnicas: às 19h35, pelo horário de Brasília, o foguete levando a cápsula Orion e seus quatro tripulantes — Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen — rompeu a atmosfera rumo à órbita lunar.
— Gostaria de começar parabenizando a equipe da Nasa e nossos bravos astronautas pelo lançamento bem-sucedido da Artemis II. Foi algo realmente extraordinário — disse Trump, no dia 1º de abril, no mesmo pronunciamento em que exaltou a guerra contra o Irã.
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Fora da atmosfera, os astronautas tinham diante de si o planeta azul onde todos os seres humanos, desde o início da História, nasceram, viveram e construíram suas trajetória. A primeira imagem, feita por Wiseman, foi batizada de “Olá, Mundo”. A bordo, os quatro “brigavam” pelos melhores lugares da Orion: as janelas.
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— Fenomenal. Nenhum de nós consegue almoçar porque estamos grudados na janela. Estamos tirando fotos. Reid disse que não aguenta mais — disse Jeremy Hansen, durante uma entrevista a veículos de comunicação, por videoconferência.
‘Uma visão belíssima’
A queima de injeção translunar direcionou a espaçonave em uma rota que não era usada por humanos desde 1972. A Lua crescia nas janelas, ao mesmo tempo em que a Terra ficava mais distante. Além dos exercícios, obrigatórios para enfrentar os impactos da ausência da gravidade nos músculos, a tripulação revisava ordens e preparava equipamentos da etapa mais aguardada da missão: fotografar e filmar de perto a Lua, inclusive seu lado oculto.
— É uma visão belíssima — disse Christina Koch, especialista da missão, ao controle da missão na Terra. — Estamos vendo cada vez mais do lado distante [da Lua], e é simplesmente emocionante estar aqui.
O astronauta da NASA e comandante da missão Artemis II, Reid Wiseman, tirou esta foto da Terra da janela da espaçonave Orion em 2 de abril
NASA/Divulgação
Mas nem só de sorrisos se fez a aproximação lunar. Na noite de sexta-feira, a Nasa revelou problemas com o banheiro da Orion, um equipamento de US$ 23 milhões que parou de funcionar logo depois do lançamento. A função de “encanador espacial” ficou com Koch, e no sábado a Nasa confirmou que tudo funcionava perfeitamente — até então, os dejetos produzidos foram armazenados em sacolas próprias, como as usadas nos anos 1960.
— Acho que essa fixação com o banheiro é meio que da natureza humana —disse John Honeycutt, líder da equipe de gerenciamento da missão da Nasa. — E é mais difícil de administrar no espaço.
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Nasa
Com todos equipamentos a bordo funcionando, na segunda-feira a Orion entrou na esfera de influência lunar, quando a espaçonave passou a ser “puxada”, e bateu o recorde de mais longa distância viajada no espaço — 400.771 km —, um feito que pertencia à Apollo 13, em 1970. Àquela altura, detalhes reservados a poucos mortais começaram a se apresentar.
— A Lua que estamos vendo não é a mesma Lua que você vê da Terra — disse Koch ao comando da missão. — A Lua é realmente um corpo celeste com seu próprio propósito no Universo. Não é apenas um cartaz no céu que passa despercebido.
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No ponto máximo de aproximação, a Orion chegou a 6,5 mil km de distância da superfície. Contrastes de luz e sombra nas crateras foram notados em suas nuances mais sensíveis. O “terminador”, limite entre as partes clara e escura da Lua, foi descrito como “visualmente fascinante” pelo piloto da missão, Victor Glover. Em um dos momentos mais emocionantes da jornada, Hansen pediu, em nome da tripulação, que uma das crateras observadas recebesse o nome de Carroll, em homenagem à mulher de Wiseman, que morreu de câncer em 2020.
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O aguardado e temido blecaute de comunicações durante a passagem pelo lado oculto da Lua, anunciado pelo “pôr da Terra” no horizonte lunar, durou cerca de 40 minutos, sem sustos. Neste período, a tripulação conseguiu observar o impacto de meteoritos no solo, um fenômeno raro que rendeu alguns gritos de comemoração na Orion e no centro de comando de terra.
— [O fenômeno é] algo que não testemunhamos com frequência — disse a astronauta reserva da missão, Jenni Gibbons. — Eles eram uma prioridade científica muito alta para nós, então o fato de terem visto quatro ou cinco foi simplesmente extraordinário.
Em um presente de despedida, os quatro testemunharam um eclipse solar visto apenas para quem estava a bordo da Missão Artemis II. Era hora de aproveitar o impulso do nosso satélite natural de volta à Terra, na etapa considerada a mais arriscada da jornada.
A calmaria do espaço foi substituída pelo caos da reentrada, quando a cápsula que percorreu 1,1 milhão de quilômetros desde a semana passada foi envolta por uma bola de plasma, a uma temperatura no escudo térmico de 3.000ºC e voando 30 vezes mais rápido do que a velocidade do som. A bordo, ficaram sem comunicação por seis minutos, sem controle direto e sem banheiro, desativado cerca de três horas antes do pouso. Em novembro de 2022, a cápsula da Artemis I – um voo de teste não tripulado – sofreu uma perda inesperada de carbono no escudo térmico, mas os engenheiros garantiram ter encontrado as causas e sanado o problema para o voo seguinte.
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— Estamos voltando à Lua. E vamos ficar. Estamos construindo uma presença duradoura. Vamos dominar as habilidades necessárias na superfície lunar para que um dia possamos realizar missões a Marte. É um momento emocionante, incrivelmente empolgante. E não estamos fazendo isso sozinhos. Estamos levando todos conosco — disse Isaacman a jornalistas, a bordo do USS John P. Murtha.
Dois contratorpedeiros de mísseis guiados da Marinha dos EUA atravessaram neste sábado o Estreito de Ormuz, de acordo com três funcionários americanos ouvidos pelo jornal Wall Street Journal, marcando a primeira vez que embarcações do país transitaram pela via desde o início da guerra, há seis semanas. Não foram relatados problemas, e a operação foi descrita como uma missão de navegação livre. Os navios não escoltavam embarcações comerciais, disseram as autoridades. Sem mencionar a operação, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os EUA haviam iniciado “o processo de desbloqueio de Ormuz” em uma postagem em sua plataforma Truth Social.
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A medida foi tomada enquanto equipes de negociação americanas e iranianas se reúnem no Paquistão para discutir o fim da guerra. A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás mundial, é uma das reivindicações dos EUA para o cessar-fogo.
De acordo com o portal Axios, a operação não foi coordenada com o Irã e teve o objetivo de aumentar a confiança de navios comerciais de que é possível cruzar a passagem.
— Esta foi uma operação centrada na liberdade de navegação em águas internacionais — disse o oficial americano ao portal.
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Em sua postagem, o presidente americano também reiterou suas críticas aos países que, segundo avalia, não fizeram nada para garantir a segurança na via, cujo bloqueio pelo Irã elevou os preços dos combustíveis.
“Agora iniciamos o processo para desbloquear o estreito de Ormuz como um favor para países de todo o mundo, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros”, escreveu o republicano naTruth Social. “Incrivelmente, não têm o valor nem a vontade de fazer o trabalho eles mesmos”, acrescentou.
Trump também criticou os meios de comunicação que asseguram que o Irã está ganhando a guerra contra os Estados Unidos, “quando na realidade todo o mundo sabe que está PERDENDO E PERDENDO FEIO”.
“A única coisa que tem em seu favor é a ameaça de que um barco possa ‘chocar’ contra uma de suas minas navais” no estreito, disse, acrescentando que toda a frota de 28 barcos que disseminam minas no local “estão no fundo do mar” pelos ataques americanos.
A missão Artemis II, que levou quatro astronautas a orbitar a Lua e retornou com sucesso à Terra, foi planejada como um marco científico. A bordo da cápsula Orion, a tripulação coletou dados, registrou imagens e testou sistemas de suporte à vida durante a jornada de dez dias ao redor do satélite natural. Mas, para os astronautas, e para milhões de pessoas que acompanharam a missão a centenas de milhares de quilômetros de distância, a experiência foi além da ciência, despertando também reflexões sobre o lugar da Humanidade no universo.
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— Você olha para cima e sente, ao mesmo tempo, admiração, grandeza e pequenez — diz Jim Davis, pastor em Orlando, na Flórida. Ele jantava com um grupo de sua igreja quando o foguete foi lançado, em 1º de abril. Eles deixaram o restaurante para observar a decolagem no céu do início da noite.
Terra se pondo sobre a borda da Lua, vista da espaçonave Orion
NASA / AFP
Durante a missão, o fascínio com a Lua e a vastidão do espaço reacendeu uma sensação antiga: a de que a Humanidade é, ao mesmo tempo, insignificante e extraordinária.
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— Tive uma sensação avassaladora ao olhar para a Lua — relatou a astronauta Christina Koch ao controle da Nasa. — Durou apenas um ou dois segundos, e nem consegui reproduzir aquilo depois, mas algo me lançou de repente para a paisagem lunar e tudo se tornou real.
Christina Koch observa através de uma das janelas principais da cabine da espaçonave Orion, olhando de volta para a Terra, enquanto a tripulação viaja em direção à Lua em 4 de abril de 2026
NASA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Para muitos na Terra, a missão funcionou como um lembrete da dimensão do universo e como um convite à contemplação. Foi como voltar a ser criança, deitado sob o céu noturno, encarando as estrelas e formulando perguntas imensas.
Esse paradoxo, de pequenez e grandeza, acompanha a Humanidade há séculos. Um trecho do Livro dos Salmos questiona: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a Lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem para que dele te lembres?”. Já um texto atribuído ao astrônomo Ptolomeu, do século II, afirma: “Quando observo os movimentos das estrelas, já não tenho os pés na Terra”.
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Para o teólogo Andrew Davison, da Universidade de Oxford, essa é uma das grandes provocações do cosmos: “os seres humanos parecem incrivelmente pequenos, mas também testemunham sua própria grandeza”.
— Somos o tipo de ser capaz de carregar todo o universo dentro de si, em seus pensamentos — afirma.
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
Para muitos astronautas, o que começa como uma missão científica se transforma em algo espiritual. O filósofo Frank White cunhou, em 1987, o termo “efeito visão geral” (overview effect) para descrever a mudança de perspectiva relatada por quem vê a Terra como uma pequena esfera em meio ao infinito.
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O ex-astronauta Ron Garan lembra que assistiu ao pouso da Apollo 11, em 1969, ainda criança, com a sensação de que a Humanidade havia se transformado. Décadas depois, ao passar seis meses na Estação Espacial Internacional, teve outra percepção marcante: a de que todos nós já estamos, de certa forma, no espaço — juntos.
De volta à Terra, ele atribui parte do impacto emocional da experiência à ausência de gravidade.
— Pela primeira vez na minha vida, eu estava fora da moldura da obra-prima, olhando para ela. Isso muda tudo — ressalta.
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Garan compara a experiência espacial a um estado psicodélico. Ao longo dos anos, astronautas relataram ter chorado, rezado e vivenciado sensações inéditas de assombro.
O astronauta da NASA e comandante da missão Artemis II, Reid Wiseman, tirou esta foto da Terra da janela da espaçonave Orion em 2 de abril
NASA/Divulgação
Ao retornar da Lua em 1971, o astronauta Edgar Mitchell afirmou ter sido tomado pela ideia de que “as moléculas do meu corpo e da nave foram formadas em uma antiga geração de estrelas”. Mais tarde, descreveu a experiência como um estado de êxtase.
Os tripulantes da Artemis II também demonstraram percepções semelhantes.
— Vocês estão falando com a gente porque estamos em uma nave muito distante da Terra — disse o piloto Victor Glover, em entrevista à CBS News. — Mas vocês também estão em uma nave chamada Terra.
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Apesar disso, há quem questione se o chamado “efeito visão geral” vai além de uma emoção passageira.
Viagens espaciais continuam sendo experiências raras. Empresas privadas já levaram turistas a voos suborbitais, acima da chamada linha de Kármán, considerada o limite do espaço. Missões mais longas, no entanto, ainda estão restritas a astronautas e a uma elite de viajantes.
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Entre os nomes que já foram ao espaço estão o bilionário Jeff Bezos, a cantora Katy Perry e o ator William Shatner, que descreveu a experiência como marcada por uma “tristeza avassaladora” diante do contraste entre o frio do espaço e o calor da Terra.
Ainda assim, experiências transformadoras ligadas ao cosmos não dependem de deixar o planeta.
— Desde o surgimento da nossa espécie, todas as sociedades humanas olharam para as estrelas — diz Jo Marchant, autora de “The Human Cosmos: Civilization and the Stars”.
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A observação do céu influenciou religiões, filosofias, artes e até a política. Segundo a autora, as descobertas de Isaac Newton sobre movimento e gravidade ajudaram a moldar ideias democráticas, ao sugerirem que todos estão sujeitos às mesmas leis.
Hoje, porém, a poluição luminosa e as distrações digitais fazem com que as pessoas passem menos tempo olhando para o céu noturno.
Astronautas observaram um eclipse solar ao emergirem do outro lado da Lua.
Divulgação / Nasa
O ex-capelão militar Troy D. Allan descobriu o poder dessa contemplação durante uma missão no Afeganistão, ao passar noites observando as estrelas como forma de encontrar paz em meio ao caos. Hoje, ele coordena um programa na Universidade Estadual de Utah que leva jovens a acampamentos voltados à observação do céu.
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No início, os participantes, acostumados ao ritmo acelerado das redes sociais, se mostram inquietos. Aos poucos, porém, se conectam com a experiência.
— O que acontece com os seres humanos quando encontram vastidão, silêncio, beleza e mistério? — questiona Allan. — É um reajuste da nossa vida.
Depois que as estrelas aparecem, o grupo segue em caminhada sob a Via Láctea. Em seguida, para novamente e permanece ali, por longos minutos, apenas olhando para o céu.
A inteligência americana apura informações de que a China está se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã, segundo afirmaram à rede CNN três fontes familiarizadas com relatórios recentes da inteligência americana. Pequim nega. As fontes acrescentam que, ainda de acordo com as avaliações, Teerã estaria usando o cessar-fogo para reabastecer alguns sistemas de armas com ajudas de parceiros estrangeiros. A trégua foi instituída como parte das negociações do Irã com os EUA, que têm início neste sábado, no Paquistão.
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Duas fontes também afirmaram à rede CNN de que há indícios de que Pequim também estaria trabalhando para desviar os carregamentos por meio de outros países, com objetivo de mascarar sua origem.
Os sistemas de defesa aérea que supostamente estão sendo avaliados para envio são sistemas de mísseis portáteis de defesa aérea (MANPADS), disparados por indivíduos e capazes de abater aviões e helicópteros, explicaram as fontes. Os americanos afirmam que esses sistemas representam uma ameaça ao transporte aéreo de passageiros, à aviação comercial e às aeronaves militares.
Fontes afirmaram à CNN que Pequim continua vendendo tecnologia de dupla utilização ao Irã, o que permitiria a Teerã continuar construindo armas — o que é alvo de sanções. A transferência direta de armas pelo governo chinês, porém, representaria um novo nível de ajuda e colaboração. As fontes destacam que os chineses podem argumentar que o sistema tem caráter defensivo, não ofensivo.
A China é a maior compradora de petróleo iraniano, embora tenha se antecipado a uma crise como a provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
‘Informação é falsa’
Um porta-voz da Embaixada chinesa em Washington disse à CNN que a informação “é falsa”. “A China nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito. Como uma grande potência responsável, a China cumpre consistentemente suas obrigações internacionais”, explicou, advertindo:
“Instamos os EUA a se absterem de fazer alegações infundadas, estabelecer conexões maliciosas e se envolver em sensacionalismo; esperamos que as partes relevantes façam mais para ajudar a reduzir as tensões.”
Análise publicada recentemente pelo Jornal O GLOBO mostra que especialistas apontam a China como a grande vitoriosa do conflito, independente do desfecho. Eles elencam não apenas a consolidação de sua reputação como potência responsável e estável, mas também a procura por energias renováveis — indústria em que é dominante—, e a necessidade de reconstrução de infraestruturas destruídas na guerra.
O país também teria tido papel crucial para as negociações por um cessar-fogo no conflito: sua intervenção e empurrão teriam sido essenciais para a entrada do Irã nas conversas, o que foi corroborado inclusive pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Na segunda-feira (6), o republicano disse que um caça abatido sobre o Irã foi atingido por um “míssil portátil de ombro, um míssil teleguiado por calor”. O Irã, por sua vez, informou que usou um “novo” sistema de defesa aérea para atingir o caça, mas sem entrar em mais detalhes.
Um resumo preparado em 2023 pela Arms Control Association sobre os MANPADS explica que há três tipos gerais desse sistema, um de linha de visão controlada, os guiados a laser e os com buscadores infravermelhos. Os mais comuns, afirma, são os teleguiados por calor, como são frequentemente chamados os buscadores infravermelho, considerados os mais fáceis de operar. Eles identificam o alvo detectando o calor do motor da aeronave.
Também no início da semana, um porta-voz da Embaixada chinesa disse à rede americana que o país asiático tem “trabalhado para ajudar a alcançar um cessar-fogo e o fim do conflito” entre Israel e EUA contra o Irã.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ficou ferido no bombardeio que matou o pai dele, Ali Khamenei, o antigo líder do país, no final de fevereiro. É o que revela a agência Reuters. Ele está lúcido, apesar de ter tido o rosto desfigurado.
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AFP
Segundo as fontes ouvidas pela agência (três, todas próximas do círculo do atual líder iraniano), Khamenei também sofreu uma lesão significativa em uma ou nas duas pernas. Desde então, participa ativamente de reuniões, negociações e decisões do governo, mas sempre via áudio, acrescenta a agência.
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A notícia sobre Khamenei, que tem 56 anos, chega em meio ao momento de negociações do Irã com os EUA. Representantes dos dois países estão reunidos no Paquistão, neste fim de semana, para debater o futuro da guerra.
Também segundo a Reuters, os EUA concordaram em desbloquear fundos iranianos congelados mantidos no Catar e em outros países. Com isso, segundo essa mesma fonte, Teerã poderá finalmente permitir a passagem segura de petroleiros no Estreito de Ormuz. Este vai ser um dos principais temas das próximas negociações em Islamabad.
A delegação americana é liderada pelo vice-presidente JD Vance, que se reúne com autoridades iranianas ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner. Pelo lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o chanceler Abbas Araghchi participam das negociações. Ambos os países têm como desafio fechar acordos limitados em um prazo de duas semanas, estabelecido pela trégua intermediada pelo Paquistão na terça-feira.
A cápsula Integrity, da missão Artemis II, ficou cerca de seis minutos sem comunicação com o centro de controle da Nasa durante a reentrada na atmosfera da Terra, o momento mais crítico da viagem de volta da Lua. O silêncio, causado pelo calor extremo ao redor da nave, terminou com aplausos quando a voz do comandante Reid Wiseman voltou a ser ouvida: “Houston, aqui é a Integrity. Ouvimos vocês alto e claro”.
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NASA/Bill Ingalls/Divulgação
A perda de sinal, conhecida como “blackout”, é um fenômeno esperado. Ao atravessar as camadas mais densas da atmosfera a mais de 38 mil km/h, a cápsula fica envolta por um plasma superaquecido que bloqueia as comunicações, segundo a BBC. Ainda assim, o momento concentra a maior tensão da missão.
Após a retomada do contato, o trecho mais arriscado já havia sido superado. Pouco depois, os paraquedas principais, em vermelho e branco, se abriram com sucesso, desacelerando a nave até a amerissagem no Oceano Pacífico.
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A tripulação, formada por Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista de missão Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen, foi retirada da cápsula e levada de helicóptero ao navio de resgate USS John P. Murtha. Segundo a Nasa, os astronautas passam bem após a viagem de nove dias.
Mergulhadores da Marinha dos EUA e astronautas da Artemis II a bordo de uma balsa inflável são abordados por helicópteros e levados para o navio de recuperação após saírem da espaçonave Orion da NASA, que transportava o comandante da Artemis II, Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e a especialista de missão Christina Koch, da NASA, juntamente com o especialista de missão Jeremy Hansen, da CSA (Agência Espacial Canadense)
NASA James Blair/Divulgação
Antes da reentrada, a espaçonave Orion havia se separado do módulo de serviço, responsável por fornecer energia e propulsão durante a missão, iniciando a descida final rumo à Terra.
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O sucesso do retorno também ajuda a responder uma das principais preocupações dos engenheiros: o desempenho do escudo térmico. Em 2022, durante a missão não tripulada Artemis I, o revestimento apresentou desgaste inesperado, levantando dúvidas sobre sua eficácia em voos com astronautas.
Para esta missão, a agência alterou a trajetória de reentrada, reduzindo a carga térmica sobre a estrutura. Embora os dados completos ainda não tenham sido divulgados, o pouso seguro indica que a solução funcionou como previsto.
Tripulação da Artemis II retorna à Terra após missão espacial
Outro ponto crítico foi o ângulo de entrada na atmosfera. Se fosse muito raso, a cápsula poderia “quicar” de volta ao espaço; se muito íngreme, correria risco de superaquecimento. De acordo com a transmissão oficial, a Orion seguiu a trajetória ideal até atingir uma área pré-determinada no Pacífico.
— Isso não é sorte. São milhares de pessoas fazendo seu trabalho com precisão — afirmou o administrador associado da Nasa, Anit Kshatriya, ao comentar a manobra.
Artemis II, imagens da operação para reentrada na terra
Reprodução / NASA
A missão Artemis II levou humanos mais longe da Terra do que qualquer outro voo da história, em um trajeto de cerca de 400 mil quilômetros até a órbita lunar e de volta.
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O feito marca um passo importante no programa Artemis, que pretende retomar a presença humana na Lua mais de cinco décadas após as missões Apollo, encerradas em 1972.
Os próximos passos, no entanto, ainda enfrentam ajustes. A missão Artemis III foi reformulada e deve testar, em órbita terrestre, o acoplamento com módulos lunares desenvolvidos por empresas privadas. Já o primeiro pouso tripulado do programa, agora previsto para a Artemis IV, tem como meta 2028, embora haja incertezas sobre o cronograma.
Artemis II: veja imagens da missão tripulada à órbita da Lua
O retorno da Artemis II não levou astronautas à superfície lunar, mas cumpriu um objetivo essencial: demonstrar que a nave, a trajetória e os sistemas funcionam em conjunto — e que é possível levar humanos até a Lua e trazê-los de volta com segurança.
O desaparecimento na quinta-feira de um drone de vigilância da Marinha dos Estados Unidos MQ-4C Triton, considerado o mais caro da frota americana, não foi o primeiro incidente a ser registrado com o modelo sobre o Estreito de Ormuz. Um outro MQ-4C Triton também teria desaparecido sobre a região em fevereiro, após emitir um sinal de socorro. A ação ocorreu poucos dias antes do ataque surpresa dos EUA e Israel contra o Irã.
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Em 22 de fevereiro, segundo informações do portal ucraniano Defense Express, um MQ-4C Triton havia decolado de uma base aérea dos Emirados Árabes Unidos e voava sobre o Estreito de Ormuz, quando de repente emitiu o código de emergência 7700. Pouco tempo depois, ele desapareceu dos serviços de observação.
O sumiço alimentou especulações de que o Irã pudesse ter abatido o drone. Mas, como registrado posteriormente, o MQ-4C Triton conseguiu retornar à base aérea dos Emirados Árabes Unidos.
Em junho 2019, um protótipo do MQ-4C Triton — um RQ-4A Global Hawk BAMS-D — desapareceu quase exatamente sobre o mesmo ponto do MQ-4C Triton que sumiu em fevereiro. Naquela ocasião, porém, ele teria sido de fato abatido pelo sistema de mísseis Sevom Khordad, conforme informou o governo iraniano.
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Teerã disse na época que o protótipo havia entrado em seu espaço aéreo, perto de Kuhmobarak, na província de Hormozgan, acompanhado de uma aeronave americana. Os iranianos argumentaram ter emitido dois alertas antes de abater o equipamento americano e que evitaram atirar na aeronave tripulada.
Washington, porém, informou que a aeronave estava em espaço aéreo internacional. O presidente Donald Trump estava em seu primeiro mandato e, segundo o New York Times na época, teria aprovado uma ação militar em retaliação, mas desistiu no último minuto.
A derrubada do protótipo do MQ-4C Triton aconteceu em meio à escalada de atritos nas relações entre Irã e EUA. No ano anterior, em maio de 2018, Trump retirou Washington do acordo nuclear assinado em 2015 e retornou com as sanções a Teerã.
Quanto ao drone que desapareceu no dia 9 de abril, ainda não há informações atualizadas.
Entenda o desaparecimento mais recente
De acordo com relatos, no dia 9 de abril, a aeronave não tripulada, que pode chegar a custar US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), havia concluído cerca de três horas de monitoramento no Golfo Pérsico e na região do estreito e aparentava estar retornando à sua base, a Estação Aérea Naval de Sigonella, na Itália.
Dados do site de rastreamento aéreo Flightradar24 indicam que o drone fez uma leve curva em direção ao Irã no momento em que transmitiu o código 7700, usado para emergências gerais, e iniciou uma descida. Em seguida, perdeu altitude rapidamente até desaparecer.
Mapa de ação do drone americano MQ 4C desaparecido no golfo pérsico
Reprodução: FlightRadar
Ainda não está claro se o equipamento caiu ou foi abatido, algo nunca antes registrado com o modelo.
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O incidente ocorre dois dias após Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo de cessar-fogo, com a expectativa de que Teerã reabra o Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo, algo que ainda não aconteceu.
Um modelo do MQ-4C da Força Aérea Australiana
Reprodução: Northrop Gumman
Criado pela americana Northrop Grumman, o MQ-4C Triton é projetado para missões estratégicas de vigilância de longa duração, especialmente em áreas sensíveis como rotas marítimas. Diferentemente de aeronaves convencionais, o modelo é capaz de operar por mais de 24 horas a altitudes superiores a 15 mil metros, com alcance de aproximadamente 13,7 mil quilômetros.
O equipamento também atua em conjunto com aeronaves de patrulha P-8A Poseidon, funcionando como plataforma de observação de grande altitude. Até 2025, a Marinha dos EUA contava com cerca de 20 unidades do Triton, com planos de ampliar a frota.
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