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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o Papa Leão XIV está certo na crítica que fez ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por causa da guerra do Irã. O brasileiro também acrescentou que o americano “não precisa ficar ameaçando o mundo”.
— (Ele) Está correto na crítica que fez ao presidente Trump, ninguém precisa ter medo de ninguém —dise Lula, em entrevista aos portais 247, Revista Fórum e DCM.
O papa havia afirmado que não teme o governo americano e que busca promover o valor evangélico da paz. Horas depois, Trump chamou o Pontífice — o primeiro nascido nos EUA — de “fraco” e “liberal demais”e ainda compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial que o retratava como uma figura semelhante a Jesus Cristo. A imagem foi apagada horas depois.
Lula criticou também criticou a postagem de Trump.
— Aquela imagem de Jesus Cristo, aquilo não contribui, com acredita no sistema multilateral, que acredita na democracia.
Para o presidente brasileiro, Trump não precisa ficar ameaçando o mundo.
— Eu acho que o presidente Trump faz um jogo eminentemente na tentativa de agradar o povo americano para tentar passar a ideia do país potência, preponderante, daquele povo superior. Obviamente que somos admiradores dos Estados Unidos, mas isso não é pelo autoritarismo do presidente, é pela conjuntura econômica, importância do país, academia deles. Então o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo. Eu disse para ele, a gente tem que escolher se a gente quer ser temido ou amado.
Lula também afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é um “político fora de linha” e que não há “nada de humanismo nele”.
Os resultados das eleições de 2026 no Peru continuam em andamento, e ainda não há certeza sobre qual candidato avançará para o segundo turno ao lado de Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos. A contagem rápida realizada pela Ipsos-Transparência, com 95,7% das atas processadas, coloca Fujimori na liderança com 17,1% dos votos. Na sequência aparecem Roberto Sánchez, com 12,4%, Rafael López Aliaga, com 11,3%, e Jorge Nieto, com 10,4%. Segundo a consultoria, os três últimos estão em empate técnico.
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De acordo com a Ipsos, a ordem entre o segundo, terceiro e quarto lugares pode variar nas próximas horas. Os resultados têm nível de confiança de 95%. O presidente da Transparência, Álvaro Henzler, afirmou que o primeiro lugar está definido e que Fujimori teria assegurada sua vaga no segundo turno. Já a definição do segundo colocado depende da margem de erro.
Sánchez apresenta margem de erro de cerca de 1,3%, enquanto López Aliaga tem 1,2% e Nieto 0,9%. Ricardo Belmont aparece em quinto lugar, com 10,2% e margem de erro de 0,5%, sendo descartado para uma eventual segunda rodada. Henzler destacou que, com os dados disponíveis, não é possível determinar qual candidato avançará e pediu à população que aguarde “com tranquilidade os resultados finais”.
Ele reiterou que se trata de uma “amostra estabilizada”, o que garante confiança nos números, e explicou que os resultados não coincidem, por ora, com a apuração da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), pois o sistema oficial prioriza atas provenientes de Lima, Callao e províncias próximas. O diretor da Ipsos, Alfredo Torres, reforçou que será necessário aguardar o cálculo oficial.
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Os resultados oficiais da ONPE também seguem em atualização constante. Até o fechamento da apuração, 57,078% das atas haviam sido processadas, com Fujimori em primeiro lugar, com 16,927%, seguida por López Aliaga, com 14,163%, e Nieto, com 12,631%.
Nos cortes divulgados pela ONPE a cada 15 minutos, cerca de 130 votos separavam López Aliaga e Nieto, com vantagem momentânea de Aliaga, ex-prefeito de Lima, na disputa pelo segundo lugar. Ao mesmo tempo, atas observadas e encaminhadas aos Jurados Eleitorais Especiais (JEE) poderiam alterar o cenário. Até 53,596% das atas processadas, 137 haviam sido enviadas para revisão e possível nova contagem.
A abstenção também tem papel relevante. Segundo a ONPE, com 56,318% das atas processadas, 3.372.990 peruanos não votaram, enquanto 11.987.400 participaram do pleito. No Peru, 3.282.766 pessoas deixaram de comparecer às urnas, e no exterior foram 90.224. Até o momento, 43,8% dos eleitores votaram, enquanto 12% não o fizeram, restando ainda mais de 46% das atas a serem processadas.
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Apesar dos resultados apertados, representantes da Transparência descartaram fraude eleitoral. Henzler afirmou que não foram encontradas irregularidades significativas e que não há evidências de manipulação nas mesas de votação. Segundo ele, tanto a contagem dos votos quanto o traslado das atas ocorreram normalmente. Observadores, afirmou, não relataram problemas, embora tenha havido atrasos.
A votação continuou na segunda-feira em 13 centros eleitorais de Lima, devido à falta de material eleitoral. As 187 mesas que não foram instaladas no domingo foram abertas no dia seguinte. A jornada teve longas filas, de até quatro quarteirões, no colégio San Luis Gonzaga, em San Juan de Miraflores, onde cerca de 8 mil eleitores deveriam votar. Houve denúncias de atraso no início do processo, apesar de as mesas estarem instaladas, devido à ausência de fiscais.
Em meio às críticas à ONPE, a Diretoria contra a Corrupção da Polícia Nacional do Peru prendeu José Samané Blas, gerente de Gestão Eleitoral da ONPE. Horas depois, o Júri Nacional de Eleições (JNE) anunciou que apresentará denúncia penal contra o chefe da ONPE, quatro funcionários da entidade e o representante da empresa Galaga, por supostos crimes contra o direito ao voto.
Pessoas votam em uma escola em Lima em 13 de abril de 2026, após falhas logísticas impedirem dezenas de milhares de pessoas de votar nas eleições no dia anterior
ERNESTO BENAVIDES / AFP
O JNE também denunciou criminalmente o chefe da ONPE, Piero Corvetto, e outros quatro funcionários pelos graves problemas que surgiram ontem durante o processo eleitoral. A denúncia contra Corvetto propõe investigar supostos crimes de abuso de autoridade, atentado contra o direito de sufrágio, omissão de atos funcionais e obstrução do processo eleitoral. Segundo o documento, Corvetto teria tido conhecimento prévio da crise logística e tecnológica, mas não teria informado oportunamente o plenário do JNE.
O próximo presidente do Peru enfrentará o desafio de lidar com o aumento da criminalidade e a instabilidade política que levou o país a ter oito presidentes na última década. Embora nada esteja certo sobre seu próximo adversário, Fujimori, de 50 anos, comemorou a suposta derrota de seus detratores na segunda, afirmando que “o inimigo é a esquerda”.
Se esse cenário se confirmar, o Peru se juntaria à onda de governos de direita na América Latina alinhados com o governo de Donald Trump. Em entrevista à AFP, Fujimori, líder do Fuerza Popular, prometeu expulsar imigrantes ilegais e atrair investimentos dos EUA para seu país.
Instabilidade nacional
O Peru está mergulhado em uma onda de violência e criminalidade, a principal preocupação dos eleitores peruanos. Desde 2018, os homicídios dobraram e a extorsão aumentou oito vezes. A campanha eleitoral focou em promessas de uma postura firme no combate ao crime, com algumas propostas radicais vindas dos próprios candidatos.
Fujimori promete retirar o Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos para reinstaurar juízes “sem rosto” (anônimos) no combate ao crime, uma política implementada por seu pai na década de 1990, mas cujo fracasso o obrigou a perdoar centenas de presos posteriormente. Ela também planeja militarizar as prisões e fazer os detentos trabalharem “em troca de comida”.
López Aliaga, que se autodenomina “Porky” por sua semelhança com o porco dos desenhos animados, oferece prisões isoladas na Amazônia e afirma que irá “caçar, um por um”, os imigrantes venezuelanos sem documentos para devolvê-los ao seu país.
Uma francesa de 86 anos foi detida pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE) no estado da Louisiana após se mudar para o país para viver com o companheiro americano, em um caso que envolve disputa familiar, processo migratório e questionamentos sobre a atuação das autoridades.
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Marie-Thérèse, natural de Nantes, foi presa no início de abril em Anniston, no Alabama, e transferida para um centro de detenção. Segundo o filho, “eles algemaram suas mãos e pés como se ela fosse uma criminosa perigosa”.
A idosa havia se mudado para os Estados Unidos após retomar um relacionamento com Billy, um ex-soldado americano que conheceu nos anos 1960, quando ele estava baseado em Saint-Nazaire, pela OTAN. Na época, ela era secretária. Os dois perderam contato, casaram-se com outras pessoas e tiveram filhos.
Eles voltaram a se encontrar em 2010 e, após ficarem viúvos em 2022, iniciaram um relacionamento descrito pelo filho como “como adolescentes”. Ele também definiu Billy como um “homem encantador, adorável”. O casal se casou no ano passado, e Marie-Thérèse se mudou para o Alabama, onde solicitou um green card.
Disputa por herança e prisão
A situação mudou após a morte repentina de Billy, em janeiro, quando teve início uma disputa pela herança entre Marie-Thérèse e o filho dele. Segundo o filho da francesa, o herdeiro “a ameaçou, a intimidou e chegou até a cortar sua água, internet e eletricidade”.
Marie-Thérèse contratou um advogado para lidar com o caso, mas foi presa pelo ICE um dia antes de uma audiência agendada. A família foi alertada por vizinhos. Não há provas de que o filho de Billy tenha denunciado a idosa às autoridades migratórias.
O Ministério das Relações Exteriores da França acompanha o caso e realizou uma visita consular, segundo a BBC.
De acordo com o filho, Marie-Thérèse tem problemas cardíacos e nas costas, mas segue “lutadora” e “aguentando bem”. A família afirma que a prioridade é retirá-la do centro de detenção.
— Nossa prioridade é tirá-la desse centro de detenção e repatriá-la para a França. Dado seu estado de saúde, ela não vai aguentar um mês nessas condições de detenção — afirmou
Ele descreveu a situação como “um filme americano ruim”.
— Todas as manhãs acordo e digo a mim mesmo que nada disso é verdade, que foi apenas um pesadelo.
O caso ocorre em meio ao endurecimento da política migratória nos Estados Unidos, com maior atuação do ICE em detenções e deportações. Procurado pela rede BBC, o Departamento de Segurança Interna dos EUA não respondeu.
Há uma boa notícia em meio à confusão que marcou a eleição presidencial no Peru: não foram observados indícios de fraude no processo. Essa informação deve constar do relatório sobre o pleito que deve ser publicado hoje pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que enviou observadores ao país. Apesar da grande desorganização que deixou mais de 60 mil pessoas impedidas de votar, não se acredita que o processo eleitoral possa vir a ser invalidado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, de extrema direita, anunciou nesta terça-feira a suspensão do acordo de defesa entre seu país e Israel, que envolve o intercâmbio de equipamentos militares e pesquisa tecnológica. A decisão ocorre momentos depois do chanceler italiano classificar como “inaceitáveis” o ataques ocorridos no Líbano na última semana e da condenação de Meloni às críticas de Trump ao Papa Leão XIV.
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“Diante da situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel”, disse Meloni aos jornalistas à margem de um evento em Verona, segundo declarações ouvidas pelas agências de notícias italianas ANSA e ANI.
Uma fonte diplomática italiana confirmou à AFP que o acordo foi suspenso e destacou que “teria sido politicamente difícil mantê-lo”. O tratado de defesa, ratificado em 2006 e renovado tacitamente a cada cinco anos, estava próximo do fim. Entre outras áreas, o acordo regulamenta a cooperação entre os dois países na indústria de defesa, formação de militares, pesquisa e tecnologias de informação. A oposição italiana pedia há vários meses ao governo que não renovasse o acordo.
Desgaste com Israel e EUA
As tensões entre Itália e Israel aumentaram na semana passada, depois que o governo italiano acusou as forças israelenses de atirarem para o alto perto de um comboio de soldados italianos da ONU no Líbano. A Itália convocou o embaixador de Israel para protestar contra o incidente, que não deixou feridos, mas danificou pelo menos um veículo. Além disso, o chanceler italiano, Antonio Tajani, condenou na segunda-feira os “ataques inaceitáveis” de Israel contra civis no Líbano, durante uma visita a Beirute.
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Giorgia Meloni, também na última segunda, classificou como “inaceitáveis” as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Papa Leão XIV. O primeiro Pontífice nascido nos EUA, que lidera os 1,4 bilhão de católicos do mundo, manifestou-se contra a guerra no Irã, iniciada por Washington e Israel, condenando a “violência absurda e desumana” desencadeada pelos combates.
— Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump sobre o Santo Padre. O Papa é o chefe da Igreja católica e é justo e normal que ele peça a paz e condene todas as formas de guerra — afirmou Meloni, em comunicado.
A China elevou o tom nesta terça-feira contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos e advertiu que poderá adotar “contramedidas” caso o presidente Donald Trump leve adiante ameaças de novas tarifas comerciais. Pequim, que é o principal comprador de petróleo do Irã e está entre os países autorizados por Teerã a atravessar o Estreito de Ormuz, é diretamente afetada pela escalada, que ocorre após o fracasso das negociações de paz entre Washington e Teerã no fim de semana.
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Com o bloqueio, iniciado às 11h (no horário de Brasília) de segunda-feira, Trump ameaçou afundar navios que entrem ou saiam de portos e áreas costeiras iranianas no Golfo, apesar de EUA e Irã terem concordado dias antes com um frágil cessar-fogo de duas semanas. Diante das iniciativas de Washington, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que a medida americana “apenas agravará as tensões”, minará o cessar-fogo e colocará em risco a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz.
— Os EUA aumentaram seus desdobramentos militares e adotaram uma ação de bloqueio direcionada, o que apenas agravará as tensões, minará o já frágil acordo de cessar-fogo e colocará ainda mais em risco a segurança da passagem pelo estreito — disse Guo em entrevista coletiva. — Trata-se de um comportamento perigoso e irresponsável.
O Irã fechou, na prática, o estratégico Estreito de Ormuz, permitindo apenas a passagem de embarcações que atendam países considerados amigos, como a própria China, ou que paguem uma taxa na faixa de US$ 2 milhões. O bloqueio americano, segundo analistas, busca cortar essas fontes de financiamento do Irã e pressionar Pequim a convencer Teerã a reabrir a via marítima, por onde transita um quinto do petróleo global em tempos de paz. Segundo dados de navegação analisados pela BBC, no entanto, pelo menos quatro navios ligados ao Irã cruzaram o estreito nesta terça.
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O embaixador iraniano nas Nações Unidas classificou a medida de Trump como uma “grave violação” da soberania do país. Na segunda-feira, o Irã chamou a decisão de “ato de pirataria” e afirmou que atingirá todos os portos dentro e próximos ao Golfo Pérsico caso seus próprios centros de navegação sejam ameaçados. A segurança dos portos da região é “ou para todos ou para ninguém”, disseram as forças armadas iranianas em comunicado.
Falando publicamente sobre a guerra pela primeira vez, o presidente chinês, Xi Jinping, ecoou esses alertas e pediu que a soberania dos países do Oriente Médio e do Golfo seja “respeitada”. Ele fez as declarações durante encontro em Pequim com o príncipe de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed al-Nahyan, e afirmou que a China continuará a desempenhar um “papel construtivo” na promoção de negociações de paz.
Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, já havia afirmado que a prioridade atual deve ser manter o cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos e evitar que o conflito volte a se intensificar no Oriente Médio. O principal diplomata chinês fez os comentários em uma conversa telefônica com seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
Ameaça tarifária
Trump, que deve visitar a capital chinesa no próximo mês para conversas com Xi, disse no domingo que aplicaria uma tarifa de 50% sobre produtos chineses caso o país ofereça assistência militar ao Irã. As declarações coincidiram com informações divulgadas pela rede CNN, segundo as quais a inteligência americana avalia que Pequim pretende entregar novos sistemas de defesa aérea a Teerã nas próximas semanas, citando três fontes.
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No fim de semana, o New York Times também afirmou que autoridades dos EUA indicaram que a China já teria enviado um carregamento de mísseis ao Irã, uma alegação que Pequim nega. Guo afirmou que essas informações são “completamente inventadas” e advertiu que a China reagirá caso Washington use as alegações como justificativa para novas tarifas.
— Se os Estados Unidos insistirem em usar isso como pretexto para impor mais tarifas à China, a China indubitavelmente tomará contramedidas firmes — disse o porta-voz.
Enquanto principal comprador de petróleo do Irã, a China é um parceiro econômico importante para o país. Apesar disso, Pequim e Teerã não possuem um pacto militar formal, e muitos analistas consideram a relação entre ambos como essencialmente transacional. A China também mantém fortes laços com países do Golfo, por exemplo, e criticou ataques iranianos contra eles no contexto da guerra atual.
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A escalada ocorre enquanto Pequim recebe uma série de líderes de países afetados pelo conflito no Oriente Médio. O líder vietnamita To Lam e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, chegaram à capital chinesa nesta terça-feira, com o objetivo de reforçar a cooperação sobre o conflito e tratar de questões bilaterais.
Segundo a chancelaria russa, Lavrov e o principal diplomata chinês, Wang Yi, discutiriam a situação no Oriente Médio, após uma ligação neste mês na qual os dois concordaram em trabalhar juntos para reduzir as tensões.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, também visita Pequim nesta semana em uma viagem amplamente focada nas relações comerciais. Ele afirmou a jornalistas que a China pode desempenhar um “papel importante” no Oriente Médio, enquanto Xi alertou contra um retorno à “lei da selva” nas relações internacionais.
— Tanto a China quanto a Espanha são países com princípios que defendem a justiça. Devem fortalecer a comunicação, consolidar a confiança mútua e cooperar estreitamente para se opor à regressão do mundo à lei da selva — disse Xi durante encontro no Grande Salão do Povo, em Pequim. (Com AFP)
À medida que novos bombardeios lançados pelas Forças Armadas de Israel atingem o sul do Líbano nesta terça-feira, autoridades dos dois países se preparam para o primeiro encontro diplomático direto em décadas nos EUA, na tentativa de encontrar um acordo para interromper uma frente de guerra que opõe militares israelenses e o movimento libanês Hezbollah — e afeta amplamente milhões de civis, entre mortos, feridos e deslocados, além daqueles que moram em áreas urbanas perto de locais atingidos. Confrontos corpo a corpo entre soldados israelenses e homens do grupo armado recrudesceram nos últimos dias, segundo o Exército israelense.
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A rodada diplomática foi descrita por autoridades como um primeiro encontro, de caráter preparatório. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, participará da mediação, enquanto os embaixadores de Israel e Líbano nos EUA são esperados como parte das equipes no diálogo. Não há uma expectativa de acordo nesta terça, incluindo pelos renovados ataques no front e as declarações dos governos envolvidos e do Hezbollah, que não participam da negociação.
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O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse na segunda-feira ao ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, que o governo espera um cessar-fogo para que negociações diretas sobre uma solução de longo prazo para os dois países, que não mantêm relações diplomáticas seja diretamente negociada. Enquanto um fim das hostilidades é apontado por Beirute como ponto central, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, descartou uma trégua e afirmou que não interromperá os ataques. Ele disse que o objetivo das discussões em Washington é o desarmamento do o Hezbollah, além da paz duradoura.
Se a tratativa bilateral já apresenta gargalos importantes, o cenário se torna ainda mais complexo com a oposição do Hezbollah ao início dos diálogos. O líder do grupo, Naim Qassem, afirmou em um discurso televisionado na segunda-feira que rejeita categoricamente as conversas, pedindo às autoridades libanesas que cancelem as negociações para não se tornarem “uma ferramenta de Israel”, apontando a tratativa como uma “capitulação e rendição” a um país que pretenderia “ocupar o Líbano”.
Além da disputa histórica sobre o traçado da fronteira entre os dois países, autoridades libanesas já demonstraram preocupação com os avanços israelenses sobre o sul do território, onde os militares israelenses atuam ativamente desde o início da guerra. O governo israelense declarou publicamente que deseja criar uma nova realidade de segurança regional, o que incluiria uma espécie de zona-tampão entre o norte de Israel e o sul do Líbano. Não está claro se há pretensão de um ganho territorial na área.
Pressão internacional
As negociações foram convocadas em um momento em que o apelo internacional por um cessar-fogo no Líbano atingiram um alto patamar, sobretudo após um ataque israelense na quarta-feira, um dia após o estabelecimento de um cessar-fogo com o Irã, que matou ao menos 357 pessoas — uma ação que o governo libanês denunciou ter atingido áreas densamente povoadas.
As condenações aos últimos ataques israelenses se espalharam pelo mundo. O Papa Leão XIV assumiu um discurso abertamente crítico contra a manutenção da guerra, enquanto muitos dos líderes europeus exigiram um cessar-fogo ou ações limitadas à autodefesa. Citando o contexto atual, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta terça-feira que suspenderia um acordo de defesa que envolve o intercâmbio de equipamentos militares e pesquisa tecnológica com Israel.
ATAQUE AO LÍBANO
— Diante da situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel — disse Meloni aos jornalistas à margem de um evento em Verona.
O Líbano enfrenta semanas de bombardeios israelenses que já deslocaram mais de um milhão de residentes e, segundo o Ministério da Saúde libanês, mataram mais de 2 mil pessoas e feriram mais de 6,7 mil até segunda-feira.
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A guerra entre Hezbollah e Israel reacendeu no mês passado depois que o Hezbollah atacou Israel em solidariedade ao Irã. Desde então, o grupo lançou mais de 6,5 mil foguetes, mísseis e drones contra Israel, de acordo com o Exército israelense.
As Forças Armadas do Estado judeu também informaram nesta terça-feira que confrontos noturnos entre soldados israelenses e homens do Hezbollah deixaram 10 soldados feridos na cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano, cercada pelas forças do país. De acordo com o Exército, os combates nos últimos dias envolveram confrontos corpo a corpo, e ao menos três soldados teriam ficado gravemente feridos. (Com NYT e AFP)
A baleia jubarte encalhada no Mar Báltico, no norte da Alemanha, entrou em fase terminal após semanas de tentativas de resgate e agora é acompanhada apenas com medidas paliativas. Segundo a cobertura ao vivo da emissora alemã NDR e informações do jornal Frankfurter Rundschau, autoridades e especialistas decidiram interromper qualquer intervenção direta e permitir que o animal “morra em paz”.
Veja vídeo: Autoridades mobilizam força-tarefa de escavadeiras para resgatar baleia-jubarte encalhada na Alemanha
Depois de 10 dias de tentativas, baleia jubarte na Alemanha volta a nadar, mas encalha novamente e preocupa autoridades
De acordo com o ministro do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Till Backhaus, a baleia apresenta sinais claros de agravamento, nesta terça-feira (14), incluindo respiração cada vez mais fraca e água nos pulmões. Especialistas apontam que o animal já não responde a estímulos e está em estado extremamente comprometido.
Por que a baleia não foi salva
Relatórios técnicos elaborados por especialistas do Museu Oceanográfico Alemão e do Instituto de Pesquisa da Vida Selvagem Terrestre e Aquática (ITAW) concluíram que não havia possibilidade realista de resgate. Segundo esses estudos, qualquer tentativa adicional apenas aumentaria o sofrimento do animal, sem garantir sua sobrevivência.
A baleia, debilitada e presa em águas rasas, sofreu sucessivos encalhes, um indicativo de problemas graves de saúde. Além disso, o ambiente do Mar Báltico, com baixa salinidade e pouca profundidade, agravou seu estado físico. Tentativas como estímulos sonoros com cantos de baleias e propostas de escavação foram testadas ou avaliadas, mas sem sucesso.
Especialistas também descartaram transporte ou retirada do animal com vida, alertando que isso causaria dor extrema e alto risco de novo encalhe.
Após quase duas semanas, baleia jubarte segue encalhada e debilitada na Alemanha
Pressão pública e controvérsias
O caso gerou forte comoção na Alemanha e mobilizou protestos, ações judiciais e até tentativas individuais de resgate. Segundo o Frankfurter Rundschau, uma ativista chegou a nadar até a baleia, sendo posteriormente retirada do mar pela polícia.
Pedidos na Justiça para obrigar novas tentativas de salvamento foram apresentados, mas rejeitados por falta de base legal. Um dos grupos chegou a propor o uso de escavadeiras e até aplicação de antibióticos, mas as autoridades consideraram as medidas inviáveis e potencialmente prejudiciais.
A decisão de interromper o resgate também recebeu apoio de especialistas internacionais, incluindo o painel da Comissão Baleeira Internacional, que reforçou que novas intervenções apenas prolongariam o sofrimento do animal.
O que vai acontecer agora
Com o prognóstico considerado irreversível, o foco das autoridades passou a ser o monitoramento até os últimos momentos do animal. Segundo a NDR, a baleia segue respirando, mas com movimentos cada vez mais fracos.
Após a morte, a carcaça deverá ser retirada e levada para Stralsund, onde será submetida a autópsia por cientistas do Museu Oceanográfico Alemão. O objetivo é identificar causas do encalhe, possíveis doenças e os impactos ambientais envolvidos.
O esqueleto poderá ser preservado para fins científicos, contribuindo para pesquisas sobre encalhes e conservação de mamíferos marinhos.
Linha do tempo: do primeiro avistamento ao desfecho iminente
A baleia foi vista pela primeira vez no porto de Wismar no início de março e, desde então, percorreu diferentes pontos do litoral alemão. Em 23 de março, encalhou pela primeira vez em um banco de areia próximo a Niendorf, sendo posteriormente libertada após escavação de um canal.
Nos dias seguintes, voltou a encalhar em diferentes pontos da baía de Wismar, conseguindo se mover em alguns momentos, mas sem encontrar saída para o mar aberto. No fim de março, ficou presa definitivamente na região do lago Kirchsee, perto da ilha de Poel, onde permanece desde então.
O que se sabe até agora
Especialistas afirmam que a baleia não pertence ao Mar Báltico e provavelmente se perdeu ao seguir cardumes de peixes ou devido à desorientação causada por ruídos subaquáticos. O ambiente da região, com baixa salinidade e pouca profundidade, é considerado inadequado para a espécie.
Há indícios de que o animal tenha sofrido ferimentos por hélice de embarcação e também se envolvido com redes, o que pode ter agravado seu estado.
Apesar das tentativas iniciais de resgate, o quadro evoluiu para um estágio irreversível. A decisão de interromper as ações foi baseada em critérios científicos e no princípio de evitar sofrimento adicional.
Neste momento, segundo a cobertura da NDR e do Frankfurter Rundschau, resta apenas acompanhar os últimos momentos do animal, em um caso que se transformou em símbolo de comoção pública, e também dos limites do resgate de grandes mamíferos marinhos em condições extremas.
Um menino de 9 anos foi encontrado em Hagenbach, na região de Haut-Rhin, após mais de um ano fora do sistema escolar e vivendo em condições precárias dentro de uma van.
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A descoberta ocorreu após uma vizinha ouvir gritos e acionar as autoridades. Segundo os investigadores, a criança foi localizada “deitado em posição fetal, nu, coberto por uma manta sobre um monte de lixo e próximo a excrementos”.
Como o menino desapareceu?
O menino havia sido matriculado no primeiro ano do ensino fundamental em Mulhouse no ano letivo de 2023-2024.
Após a mudança da família para Hagenbach, deixou de frequentar a escola. O pai declarou à prefeitura que as três crianças da casa estavam escolarizadas, sem que houvesse verificação efetiva da informação.
De acordo com o reitorado de Estrasburgo, os pais têm “prazo de oito dias” para matricular os filhos em uma nova escola após mudança.
O que dizem as investigações?
O pai, de 43 anos, foi colocado em prisão preventiva e reconheceu os fatos. A companheira, de 37 anos, nega saber que o menino estava mantido no veículo.
O casal vivia com duas meninas, de 12 e 10 anos, a poucos metros do local onde a criança foi encontrada.
Falhas no sistema
O caso levou o Ministério da Educação a abrir uma investigação administrativa.
— Precisamos explicar por que ninguém foi capaz de identificá-lo — afirmou o ministro Édouard Geffray, que determinou apuração de seis semanas, ao jornal francês L’Humanité.
Segundo ele, será necessário avaliar se é preciso “mudar as práticas”.
O ministro afirmou que o prefeito é “responsável pela verificação da matrícula de todas as crianças de seu município na escola”, mas reconheceu que o ministério realiza “um acompanhamento mínimo”.
Já o ex-prefeito Guy Bach disse que os municípios não são “habilitados nem autorizados a verificar além do que é declarado” e que não há troca de informações com a Educação Nacional.
Especialistas apontam falhas na circulação de informações.
A alta-comissária para a Infância, Sarah El Haïry, afirmou “que um certo número de crianças infelizmente escapará à vigilância e que pais violentos irão se aproveitar disso”.
Uma criança de 10 anos morreu e duas pessoas ficaram feridas após um trem colidir com a caminhonete em que estavam na tarde de domingo (12), na comuna de Loan, no Vietnã. O acidente aconteceu por volta das 15h, quando o veículo atravessava uma linha férrea e foi atingido lateralmente por uma composição com 13 vagões.
Vídeo do caos: multidão de jovens causa correria, brigas e intervenção policial em bairro nobre nos EUA
Famoso ‘túnel de árvores’ nos EUA desaba após chuvas e vira cratera; barragem sob risco mobiliza moradores
Com a força do impacto, os três ocupantes foram arremessados para fora do automóvel. A criança foi lançada a cerca de sete metros e morreu ainda no local.
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O motorista, identificado como Tran Quang Man, de 60 anos, e o outro passageiro, um menino de 7 anos, sobreviveram. O idoso sofreu uma fratura no pé, enquanto a criança teve ferimentos em um dos braços. Ambos foram socorridos e levados para um hospital da região.
A caminhonete, utilizada também para transporte de mercadorias rurais, ficou destruída após ser arrastada pelo trem.
Segundo relatos de testemunhas e informações da imprensa local, o motorista não teria percebido a aproximação da locomotiva ao cruzar os trilhos. O maquinista acionou a buzina, e pessoas que estavam nas proximidades tentaram alertar o condutor, sem sucesso.
Equipes policiais e peritos foram acionados e estiveram no local para os procedimentos de investigação. O trem sofreu danos na parte dianteira e nas tubulações, mas foi liberado para seguir viagem após a conclusão da perícia.

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