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O governo da Espanha aprovou nesta terça-feira (14) a regularização extraordinária de “quase meio milhão” de imigrantes sem documentos, anunciou o primeiro-ministro Pedro Sánchez.
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“O Conselho de Ministros aprovará hoje o Real Decreto que dá início ao processo de regularização extraordinária de pessoas em situação irregular no nosso país”, anunciou Sánchez em uma mensagem na rede social X, acompanhada de uma carta aos cidadãos, sobre uma medida que não precisa de aprovação parlamentar.
Na carta, Sánchez justifica a medida afirmando que “é, antes de mais nada, um ato de normalização. De refletir a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte da nossa vida cotidiana”.
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Reprodução
“Que aqueles que já fazem parte da nossa vida cotidiana o fazem em igualdade de condições, contribuindo para a sustentação do nosso país e do nosso modelo de convivência”, acrescenta no texto.
A medida será aprovada no Conselho de Ministros desta terça-feira.
A ministra das Migrações, Elma Saiz, explicou em entrevista à rádio Cadena Ser os prazos do processo de regularização: “Vai começar nesta semana e será concluído em 30 de junho”.
“Amanhã, previsivelmente, será publicado no Diário Oficial do Estado e, a partir do dia 16, começa o trâmite digital. Também será possível agendar atendimento presencial, que será retomado a partir do dia 20”, disse.
Dois dias depois da maratona diplomática entre EUA e Irã, que terminou sem um acordo preliminar no Paquistão, o presidente americano, Donald Trump, disse que uma nova rodada de negociações pode acontecer “nos próximos dois dias” no país asiático, sem dar detalhes. Ao jornal New York Post, ele relatou não ter ficado satisfeito com a discussão sobre uma moratória de 20 anos às atividades nucleares iranianas, relatada por diplomatas que estiveram nas conversas.
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Segundo o Post, em um primeiro telefonema, Trump disse que as discussões entre os dois lados “estão acontecendo”, e que uma nova reunião poderia acontecer em breve, possivelmente na Europa. Em novo telefonema, conta o jornal, o presidente disse que os repórteres deveriam permanecer no Paquistão “porque algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá”, antes de fazer elogios ao marechal Asif Munir, de quem se aproximou no ano passado.
O Departamento de Estado não se pronunciou, assim como o governo do Irã.
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Na semana passada, a menos de duas horas antes do fim de um prazo dado por Trump para que o Estreito de Ormuz fosse aberto— que contou com ameaças existenciais à civilização iraniana —, o americano anunciou uma trégua de duas semanas e uma reunião bilateral com o Irã, no fim de semana, no Paquistão.
Os dois lados enviaram representantes de alto escalão, como o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher-Ghalibaf, mas havia pouca expectativa de um acordo nesta etapa das conversas. Após 21 horas de reuniões, os americanos deixaram Islamabad sem um acerto, e Trump anunciou que iria impor seu próprio bloqueio ao Estreito de Ormuz (já fechado pelos iranianos) e aos portos do Irã.
Nos bastidores, diplomatas dizem que dois pontos travaram as negociações. O primeiro era a demanda iraniana para ter algum tipo de controle sobre Ormuz — um projeto no Parlamento estabelece a cobrança de um pedágio na passagem, por onde trafegavam, antes da guerra, 20% das exportações globais de petróleo e gás, e alguns navios chegaram a pagar US$ 2 milhões de taxa. A ideia esbarra na lei internacional e na pouca disposição dos países para desembolsar a quantia.
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O segundo, e mais importante, era sobre o programa nuclear iraniano. EUA e Israel acusam o país de buscar uma arma atômica, e de acelerar suas atividades de enriquecimento de urânio para obter material suficiente para tal. Teerã nega, e garante que tem apenas objetivos civis e pacíficos. Um dos objetivos anunciados pelos americanos para a guerra era impedir que o Irã obtenha uma bomba.
De acordo com a imprensa americana, citando fontes que acompanharam as conversas, os EUA sugeriram uma pausa de 20 anos no enriquecimento de urânio pelo Irã, além do envio de todo material enriquecido (cerca de 440 kg) para outros países, como a Rússia. A demanda soa grandiosa, mas analistas veem como uma pequena concessão de Washington, que até agora exigia publicamente o fim de todas atividades nucleares. Os iranianos fizeram uma contraproposta: a suspensãio por cinco anos do enriquecimento e a diluição do material enriquecido (sem enviá-lo ao exterior). Washington rejeitou.
Ao Post, Trump disse que “não gosta da ideia [da moratória] de 20 anos”, e que “não quer que eles [o Irã] sintam que saíram vitoriosos”. Contudo, negociadores acreditam que o processo de negociação deve permitir que os dois lados tenham algo para oferecer a seus públicos internos, sem que um dos lados saia como totalmente derrotado.
A Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo, aprovou em primeira votação um projeto patrocinado pelo Kremlin que prevê o uso das Forças Armadas para proteger cidadãos russos presos e processados no exterior. Para juristas, além de limitar ações judiciais, inclusive por tribunais internacionais, o texto tenta criar um arcabouço legal para blindar os navios da chamada “frota fantasma”, crucial para a venda de petróleo e gás, da aplicação de sanções.
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Segundo o projeto, apresentado em março pelo Ministério da Defesa, o presidente (Vladimir Putin) poderá determinar a adoção de medidas para proteger russos presos ou processados por tribunais de outros países ou cortes internacionais que não contem com a participação da Rússia. Entre as ações cabíveis, o projeto prevê o uso das Forças Armadas.
— Estamos falando de órgãos judiciais que receberam poderes de Justiça Criminal de outros Estados sem a participação da Rússia, ou cuja jurisdição não se baseia em tratados internacionais com participação da Rússia ou em resoluções do Conselho de Segurança da ONU — explicou Vladimir Gruzdev, presidente do conselho da Associação de Advogados da Rússia, ao jornal russo Kommersant.
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Citado pela agência RIA, o presidente da Duma, Vyacheslav Volodin, acusou a “Justiça ocidental” de se tornar um “um instrumento de repressão contra aqueles considerados indesejáveis”, de “interferir nos assuntos de outros Estados” e de perseguir ilegalmente seus cidadãos. O projeto é similar a uma lei aprovada em 2002 pelo Congresso dos EUA, a Lei de Proteção dos Militares Americanos, apelidada de “Lei de Invasão de Haia”.
A Rússia não reconhece alguns dos principais tribunais, como o Tribunal Penal Internacional (TPI) ou a Corte Internacional de Justiça (CIJ), onde estão sendo analisadas denúncias relacionadas à guerra na Ucrânia. Em 2023, o TPI emitiu um mandado internacional de prisão contra Putin e contra a comissária dos Direitos da Criança, Maria Lvova-Belova, em um caso relacionado à transferência ilegal de centrenas de menores ucranianos para a Rússia, ato considerado crime de guerra. Apesar de não reconhecer a jurisdição do tribunal, a decisãoirestringiu severamente as viagens de Putin, e o afastou de visitas oficiais e de cúpulas de organizações como o G20 e o Brics.
Juristas russos apontam que Putin já tem poder de usar a força para proteger russos no exterior, e empregou esse argumento em um passado recente, como na invasão e anexação da Crimeia, em 2014, e nos primeiros momentos da atual guerra na Ucrânia, quando listou a suposta política russofóbica de Kiev entre as justificativas para o conflito.
Ao Kommersant, o advogado Ilya Rachkov nota que o projeto não estabelece como o Ministério da Defesa poderia usar tropas para resgatar seus cidadãos de centros de detenções ou tribunais. Em seu canal no Telegram, a jornalista Farida Rustamova acredita que o objetivo do Kremlin seja intimidar países ”hostis”, como as nações no Báltico, que analistas veem como os próximos alvos de Putin (apesar de integrarem a Otan).
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Mas o texto não é apenas sobre pessoas. De acordo com os juristas, ele pode legitimar ações para proteger os navios da chamada “frota fantasma” da Rússia, formada por centenas de embarcações usadas para burlar as sanções internacionais e levar o petróleo russo e outros produtos alvos de restrições a seus compradores.
— Imaginemos que guardas de fronteira estrangeiros abordem esses navios e prendam as embarcações e suas tripulações. Nesse caso, nossas Forças Armadas provavelmente teriam o direito de impedir tais tentativas se recebessem uma ordem correspondente do presidente — explicou Rachkov.
Apesar de, em tese, fornecer um arcabouço legal para a proteção dos navios, o projeto não traz soluções para alguns problemas do plano. A começar pela incapacidade da Marinha russa em fornecer escolta a todas as embarcações comerciais. Ulyan Baizert, ex-oficial da Marinha russa, disse ao Kommersant que hoje não há navios suficientes. Ele destaca que a maior parte das embarcações usadas na “frota fantasma” é registrada em outros países, como Libéria e Panamá, criando um novo conflito legal, desta vez interno.
O texto será submetido em outras duas votações antes de seguir para o Conselho da Federação, a Câmara Alta do Parlamento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou, em entrevista, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, antiga aliada, ao questionar sua disposição em apoiar a guerra contra o Irã. “Fiquei surpreso. Achei que ela tinha coragem, mas me enganei”, disse ele ao jornal italiano Corriere della Sera.
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A líder da extrema direita, que governa a Itália desde outubro de 2022, foi uma das aliadas mais próximas de Trump na Europa e frequentemente tenta atuar como mediadora entre posições divergentes dos Estados Unidos e do continente europeu.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni
Bloomberg
Trump afirmou que Meloni não quer que a Itália se envolva diretamente na guerra contra o Irã, iniciada após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica — mesmo com o país europeu dependendo, em grande parte, do petróleo da região.
A entrevista foi publicada menos de um dia depois de Meloni classificar como “inaceitáveis” as críticas de Trump ao papa Leão XIV, após os reiterados apelos do pontífice pelo fim da guerra no Oriente Médio.
Presidente Donald Trump e Papa Leão XIV
Alex Brandon e Filippo Monteforte/AFP
O presidente americano declarou ao Corriere que é Meloni que é “inaceitável”, alegando que ela não se preocupa com a possibilidade de o Irã desenvolver uma arma nuclear.
O Irã está considerando uma pausa de curto prazo nos envios pelo Estreito de Ormuz para evitar testar um bloqueio dos Estados Unidos e comprometer uma nova rodada de negociações de paz, segundo relato de uma pessoa familiarizada com as deliberações de Teerã à Bloomberg. A possível pausa reflete o desejo de evitar uma escalada imediata em um momento diplomático sensível, enquanto Washington e Teerã acertam a logística para outra reunião presencial, disse a fonte, pedindo para não ser identificada porque as discussões são privadas.
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— Se o Irã de fato pausar os envios, seria um sinal de que seu governo também busca desescalar e evitar a retomada da guerra aberta — afirmou Rachel Ziemba, pesquisadora sênior do Center for a New American Security. — Pausar o transporte acrescentaria interrupções temporárias ao mercado de petróleo, embora os mercados globais provavelmente se concentrassem na possibilidade de acordo, e não na interrupção de curto prazo.
A embaixada iraniana no Reino Unido e o Ministério das Relações Exteriores em Teerã não responderam aos pedidos de comentário.
Os Estados Unidos e o Irã avaliam novas negociações para estender um cessar-fogo, informou a Bloomberg na segunda-feira, enquanto o presidente Donald Trump avança com um bloqueio naval para restringir as exportações de petróleo da República Islâmica. O objetivo é realizar novas conversas antes que a trégua expire na próxima semana.
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Conter a atividade marítima por vários dias é visto como uma possível medida pragmática para evitar um incidente que possa minar os esforços frágeis para retomar as discussões, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Os cálculos do Irã permanecem em aberto, afirmaram. A Guarda Revolucionária Islâmica poderia mudar rapidamente de curso, por exemplo, tentando demonstrar que o bloqueio dos EUA pode ser desafiado sem consequências — um movimento que correria o risco de enfraquecer a via diplomática.
Operadores de petróleo estão atentos a qualquer trânsito pelo crucial Estreito de Ormuz, com Teerã bloqueando quase todos os navios não iranianos e os EUA agora conduzindo seu próprio bloqueio. Os contratos futuros do petróleo caíram com a notícia, com o Brent recuando cerca de US$ 1,20 por barril, para ser negociado em torno de US$ 98.
Uma pausa nos envios ressaltaria a corda bamba que o Irã percorre ao tentar demonstrar firmeza sem provocar uma confrontação que possa fechar uma abertura diplomática.
— Não acho que seja uma grande concessão do lado iraniano, mas poderia servir como uma medida de construção de confiança antes da próxima rodada de negociações — disse Aniseh Bassiri Tabrizi, analista sênior da Control Risks, baseada em Abu Dhabi. — Nesse sentido, provavelmente há mais a ganhar do que a perder para Teerã se eles apenas interromperem os envios por alguns dias.
Quatro embarcações cruzaram com sucesso o estreito de Ormuz mesmo após o anúncio do bloqueio pelos Estados Unidos. Depois de navegarem próximas à costa iraniana, seguiram para águas abertas. Enquanto isso, a medida já começa a dissuadir outras embarcações, com pelo menos dois navios desistindo das viagens planejadas.
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As travessias bem-sucedidas começaram a se deslocar para nordeste no início da segunda-feira a partir de águas ao largo dos Emirados Árabes Unidos, mostram dados de rastreamento de navios. Os petroleiros de médio porte parecem ter seguido uma rota logo ao sul da ilha iraniana de Larak, uma passagem que Teerã disse nos últimos dias que embarcações que tentam uma travessia rumo ao leste deveriam seguir.
Um navio transportador de gás liquefeito de petróleo, de bandeira e propriedade vietnamita, aproximou-se do estreito na direção oposta para entrar no Golfo Pérsico. O NV Sunshine começou a navegar para o norte a partir de águas ao largo de Sohar, no Golfo de Omã, no final de domingo, e agora está dentro do golfo, sinalizando que segue para Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos.
Bloqueio dos EUA
As travessias ocorrem poucas horas antes de os Estados Unidos implementarem um bloqueio nas áreas ao redor do estreito de Ormuz, após as negociações entre Teerã e Washington terem fracassado no fim de semana. As restrições — que se aplicam a todas as embarcações que entram ou saem de portos ou áreas costeiras iranianas e passaram a valer às 10h de Nova York (12h00 em Brasília) na segunda-feira — seguem o endurecimento do controle da República Islâmica sobre a vital hidrovia desde o início da guerra, o que fez o tráfego marítimo despencar.
O petroleiro de produtos de petróleo Rich Starry, sancionado pelos EUA, recuou durante sua travessia de saída perto da ilha iraniana de Qeshm, enquanto o graneleiro Guan Yuan Fu Xing, ligado à China, fez uma súbita meia-volta em sua travessia de entrada no lado oposto da hidrovia.
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As travessias de navios estão sendo observadas de perto enquanto EUA e Irã disputam o controle do ponto de estrangulamento, por onde cerca de um quinto do petróleo mundial costumava passar. Embarcações têm sido alvo ou atacadas por Teerã nas últimas semanas por seus vínculos com países ocidentais ou por sua propriedade. A mais recente medida de Trump busca desafiar o controle da República Islâmica sobre o estreito e privá-la de receita energética.
Os embaixadores do Líbano e de Israel negociarão diretamente nesta terça-feira em Washington um acordo para tentar colocar um fim ao conflito que atinge os dois países, apesar de na prática ser derivado da guerra dos israelenses e dos EUA contra o Irã. O encontro não deve levar a um acordo de paz, ao menos por enquanto. Neste momento, o objetivo libanês seria o fim dos ataques ao seu território e da ocupação israelense em áreas no sul do país. Os dois lados concordam que o Hezbollah, alvo da operação de Israel, deve ser desarmado. Mas divergem sobre como atingir este objetivo. Entenda os principais pontos da tratativa e o histórico das disputas entre os países: Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Agentes da brigada financeira anticorrupção da França realizaram nesta terça-feira uma busca no Palácio do Eliseu, sede da presidência do país, no âmbito de uma investigação sobre a organização das homenagens a grandes personalidades no Panteão, segundo fonte próxima ao caso.
A operação, revelada pelo semanário Le Canard Enchaîné, faz parte de uma apuração sobre as condições de adjudicação das cerimônias de entrada no Panteão, atribuídas há 22 anos à empresa Shortcut Events.
A busca ocorreu na terça-feira, confirmou a fonte.
O Panteão, conhecido como o “templo dos imortais”, abriga desde o fim do século XVIII os restos de homens e mulheres que marcaram a história da França. Atualmente, cabe ao presidente decidir quais personalidades serão homenageadas.
Segundo o Le Canard Enchaîné, cada “panteonização” custa “cerca de dois milhões de euros” (2,36 milhões de dólares).
Investigação abrange mais de duas décadas
A investigação inclui cerimônias realizadas desde 2002 até a entrada, em 2024, dos restos do resistente comunista armênio Missak Manouchian, poeta e figura da luta contra a ocupação nazista na França durante a Segunda Guerra Mundial.
O último a ser homenageado, em outubro, foi o ex-ministro Robert Badinter, responsável pela abolição da pena de morte e falecido em 2024.
A próxima “panteonização” prevista é a do historiador e resistente judeu Marc Bloch, executado pelos nazistas, marcada para junho.
Quase 700 civis foram mortos em ataques de drones no Sudão desde janeiro, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, ao detalhar a devastação e a catástrofe humanitária provocadas pela guerra civil no país.
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Agora entrando no quarto ano, o conflito entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF) já matou dezenas de milhares de pessoas, deslocou mais de 11 milhões e levou várias regiões à fome.
“Nos primeiros três meses deste ano, quase 700 civis foram mortos em ataques de drones”, afirmou o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, em comunicado divulgado na véspera do terceiro aniversário do início da guerra.
Ataques de drones quase diários têm desorganizado a vida em todo o Sudão, especialmente no sul de Kordofan — atual principal frente de batalha — e em áreas do oeste sob controle das RSF, incluindo Darfur.
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A agência da ONU para a infância, UNICEF, afirmou que drones foram “responsáveis por quase 80%” das ao menos 245 crianças mortas ou feridas nos três primeiros meses do ano.
A porta-voz do UNICEF no Sudão, Eva Hinds, disse: “Drones estão matando e ferindo meninas e meninos em suas casas, em mercados, nas estradas, perto de escolas e unidades de saúde”.
19 milhões enfrentam fome aguda
“Milhões foram forçados a deixar suas casas em todo o Sudão e além de suas fronteiras”, afirmou Fletcher, acrescentando: “O risco de uma instabilidade regional mais ampla é alto.”
Segundo ele, cerca de 34 milhões de pessoas — quase dois em cada três habitantes — precisam de ajuda humanitária, enquanto a fome avança com a aproximação do período de escassez.
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AFP
De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (WFP), mais de 19 milhões de pessoas enfrentam fome aguda, enquanto a fome extrema atinge grandes áreas de Darfur e Kordofan.
O chefe de preparação e resposta a emergências do WFP, Ross Smith, alertou que a situação está sendo “perigosamente agravada” pela guerra no Oriente Médio, que tem interrompido rotas de transporte e elevado os custos de alimentos, combustível e fertilizantes.
“Isso terá um efeito em cadeia sobre tudo, com o aumento dos preços de bens essenciais e alimentos empurrando mais pessoas para a fome”, disse.
Violência sexual brutal
Enquanto isso, mulheres e meninas enfrentam um aumento acentuado e sistemático da violência sexual, alertou a ONU Mulheres.
“A violência sexual como tática de guerra está sendo usada para infligir terror, humilhação, dor e controle sobre mulheres e meninas e para oprimir populações inteiras”, afirmou Anna Mutavati, diretora regional da ONU Mulheres para o leste e sul da África.
Segundo ela, o número de mulheres e meninas que necessitam de apoio por violência de gênero quadruplicou desde o início da guerra.
A ONU pede um aumento urgente no financiamento da ajuda. Fletcher afirmou que trabalhadores humanitários alcançaram 17 milhões de pessoas no Sudão e que, neste ano, pretendem atender 20 milhões.
No entanto, “a resposta está criticamente subfinanciada”, disse.
“Precisamos de ação agora — para parar a violência, proteger civis, garantir acesso às comunidades em maior risco e financiar a resposta.”
A coordenadora residente da ONU no Sudão, Denise Brown, afirmou na segunda-feira que o apelo da organização para arrecadar US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões) neste ano está apenas 16% financiado, em meio à queda nas contribuições internacionais.
Doadores devem se reunir em Berlim na quarta-feira para uma conferência sobre o conflito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o Papa Leão XIV está certo na crítica que fez ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por causa da guerra do Irã. O brasileiro também acrescentou que o americano “não precisa ficar ameaçando o mundo”.
— (Ele) Está correto na crítica que fez ao presidente Trump, ninguém precisa ter medo de ninguém —dise Lula, em entrevista aos portais 247, Revista Fórum e DCM.
O papa havia afirmado que não teme o governo americano e que busca promover o valor evangélico da paz. Horas depois, Trump chamou o Pontífice — o primeiro nascido nos EUA — de “fraco” e “liberal demais”e ainda compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial que o retratava como uma figura semelhante a Jesus Cristo. A imagem foi apagada horas depois.
Lula criticou também criticou a postagem de Trump.
— Aquela imagem de Jesus Cristo, aquilo não contribui, com acredita no sistema multilateral, que acredita na democracia.
Para o presidente brasileiro, Trump não precisa ficar ameaçando o mundo.
— Eu acho que o presidente Trump faz um jogo eminentemente na tentativa de agradar o povo americano para tentar passar a ideia do país potência, preponderante, daquele povo superior. Obviamente que somos admiradores dos Estados Unidos, mas isso não é pelo autoritarismo do presidente, é pela conjuntura econômica, importância do país, academia deles. Então o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo. Eu disse para ele, a gente tem que escolher se a gente quer ser temido ou amado.
Lula também afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é um “político fora de linha” e que não há “nada de humanismo nele”.

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