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Um agressor da Cisjordânia ocupada por Israel matou duas pessoas em um ataque com carro e facadas no norte de Israel nesta sexta-feira, informaram as autoridades israelenses. A polícia disse que uma investigação preliminar definiu a ação, na região da Galileia, em Israel, como um ato terrorista. O episódio de violência ocorre em meio à escalada das tensões entre israelenses e palestinos na Cisjordânia, enquanto o governo do premier israelense, Benjamin Netanyahu, investe há meses na repressão contra militantes locais, que resultou no deslocamento de dezenas de milhares de pessoas.
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As forças policiais disseram que um homem de 68 anos foi atropelado em Beit Shean, perto da fronteira de Israel com a Jordânia. Mais tarde, uma jovem de 20 anos foi esfaqueada nas proximidades. O Magen David Adom, serviço de resgate de emergência israelense, confirmou a morte das duas pessoas. Segundo o serviço, outras duas pessoas sofreram ferimentos leves.
Um civil atirou no agressor, que foi levado a um hospital com ferimentos moderados, informou a polícia.
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Após o incidente, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou ter determinado que as tropas israelenses adotem uma resposta dura em Qabatiya, na Cisjordânia, cidade que, segundo ele, seria a origem do autor do ataque. O Exército informou ainda que “se prepara para uma operação” na região.
O ataque ocorreu um dia depois de um reservista das forças armadas de Israel, que estava à paisana, atropelar com seu veículo um palestino que rezava à beira de uma estrada na Cisjordânia, após ter feito disparos na região.
“Foram recebidas imagens que mostram um homem armado atropelando um palestino”, informou o Exército israelense, em comunicado sobre o ataque de quinta-feira, acrescentando que o reservista já havia sido desligado do serviço militar. O palestino foi levado a um hospital para exames e, depois, recebeu alta e voltou para casa.
Desde 7 de outubro de 2023 — data que marcou o início da guerra em Gaza — mais de 1.000 palestinos foram mortos na Cisjordânia, a maioria em operações das forças de segurança israelenses e parte em episódios de violência envolvendo colonos, segundo as Nações Unidas. No mesmo período, 57 israelenses morreram em ataques cometidos por palestinos. (Com AFP e New York Times)
A violência persistente na Nigéria, alimentada por extremismo armado, tensões étnicas e disputas por recursos, voltou ao centro do debate internacional após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que ordenou um ataque militar contra terroristas do Estado Islâmico no país africano. A ofensiva, realizada no dia de Natal no estado de Sokoto, no noroeste da Nigéria, foi apresentada pelo governo americano como uma resposta direta a ataques contra cristãos. Autoridades nigerianas e especialistas, porém, ressaltam que o conflito no país é mais amplo e atinge comunidades de diferentes religiões e origens.
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Segundo o Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM), os ataques foram conduzidos “em coordenação com as autoridades nigerianas” e tiveram como alvo acampamentos do Estado Islâmico, resultando na morte de “vários terroristas”. Um funcionário americano afirmou à CNN que a operação incluiu o lançamento de mísseis Tomahawk a partir de um navio da Marinha dos EUA, atingindo dois acampamentos jihadistas. O ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Yusuf Tuggar, confirmou que o presidente Bola Tinubu autorizou a ação após consultas com Washington.
O anúncio do ataque ocorreu após meses de declarações de Trump alertando para a situação dos cristãos na Nigéria. Em publicações nas redes sociais, o presidente americano afirmou que grupos terroristas vinham promovendo o “massacre de cristãos” e disse que os EUA não permitiriam a expansão do terrorismo islâmico radical. Em novembro, Trump chegou a classificar a Nigéria como “País de Preocupação Particular” sob a Lei Internacional de Liberdade Religiosa dos EUA, alegando violações sistemáticas da liberdade religiosa.
Autoridades nigerianas reagiram ao enquadramento do conflito como essencialmente religioso. Tuggar afirmou que a prioridade do país é combater o terrorismo e proteger civis, “sejam muçulmanos, cristãos, ateus, qualquer que seja a religião”. Ao comentar a ameaça extremista no Sahel — região que concentra o crescimento mais rápido da violência jihadista na África —, o chanceler destacou que a maioria das vítimas e da população local é muçulmana.
Entenda o cenário
A Nigéria, o país mais populoso da África, com mais de 230 milhões de habitantes, é quase igualmente dividida entre cristãos, concentrados sobretudo no sul, e muçulmanos, majoritários no norte. Há mais de uma década, o país convive com ataques de grupos como Boko Haram e sua dissidência, o ISWAP (Província do Estado Islâmico na África Ocidental), além de organizações armadas menos conhecidas. Analistas de segurança apontam que o alvo do ataque americano pode ter sido o Lakurawa, grupo atuante no noroeste que se tornou mais letal em 2025 e foi oficialmente designado organização terrorista pelas autoridades nigerianas em janeiro.
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Em 2012, o grupo islamista Boko Haram emitiu um ultimato ordenando que cristãos deixassem o norte do país, ao mesmo tempo em que convocava muçulmanos que viviam no sul a “retornar” à região. Desde então, a maioria dos assassinatos seletivos e ataques de grande escala tem ocorrido no norte, epicentro da atuação de grupos jihadistas e de organizações armadas criminosas.
Além do extremismo jihadista, a violência na Nigéria é impulsionada por conflitos étnicos e comunitários, frequentemente associados a disputas entre agricultores e pastores por acesso à terra e à água, sobretudo em regiões afetadas pelas mudanças climáticas e pela pressão demográfica. Para analistas, esse mosaico de fatores torna o conflito difícil de reduzir a uma narrativa única.
À CNN americana, o analista de segurança africano Oluwole Oyewale afirmou que tratar a crise nigeriana como um embate exclusivamente contra cristãos “não corresponde à realidade no terreno” e pode aprofundar divisões já existentes em um país marcado por fraturas políticas, étnicas e religiosas. Na mesma linha, o ex-senador Shehu Sani declarou que a ideia de que terroristas atacam apenas uma fé é “falsa e enganosa”, defendendo que a segurança do país depende principalmente de soluções internas.
Assassinatos sistemáticos
A violência de longa duração também atingiu comunidades cristãs. John Joseph Hayab, pastor e líder da Associação Cristã da Nigéria (CAN) no norte do país, concorda com a afirmação de Trump sobre “assassinatos sistemáticos de cristãos” na região. Segundo ele, a escala das mortes diminuiu nos últimos dois anos, mas 2025 foi marcado por ataques de grande repercussão em áreas predominantemente cristãs do norte, o que atraiu atenção e condenação internacionais.
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Em abril, homens armados, supostamente pastores muçulmanos, mataram ao menos 40 pessoas em uma vila agrícola majoritariamente cristã. Dois meses depois, mais de 100 pessoas foram massacradas em Yelwata, uma comunidade em grande parte cristã no estado de Benue, no sudeste do país, segundo a Anistia Internacional. Esses episódios foram explorados por setores da direita evangélica nos Estados Unidos. Em agosto, o senador Ted Cruz, do Texas, apresentou um projeto de lei defendendo sanções contra a Nigéria por supostas violações da liberdade religiosa, alegando que o governo local não estaria fazendo o suficiente para proteger cristãos.
Os poucos dados disponíveis, porém, não sustentam a alegação de que cristãos sejam alvo de forma desproporcional. De mais de 20,4 mil civis mortos em ataques entre janeiro de 2020 e setembro de 2025, 317 mortes ocorreram em ataques direcionados a cristãos, enquanto 417 foram resultado de ataques contra muçulmanos, segundo o grupo Armed Conflict Location & Event Data. A filiação religiosa da maioria das vítimas não foi identificada.
O presidente Bola Tinubu ainda não comentou publicamente o ataque americano, mas reiterou, em mensagem de Natal, seu compromisso com a liberdade religiosa e com a proteção de todos os nigerianos, independentemente da fé. Enquanto isso, a ofensiva dos EUA reacende o debate sobre o papel de atores externos em um conflito complexo, no qual a violência étnica e religiosa segue sendo um dos maiores desafios à estabilidade da Nigéria.
— [O ataque americano] pode interromper as operações do Estado Islâmico no curto prazo, mas as questões de longo prazo que envolvem a violência na Nigéria são extremamente complexas — disse o analista militar da CNN e coronel aposentado da Força Aérea dos EUA, Cedric Leighton, apontando para os fatores econômicos em jogo. — A maioria desses ataques precisa fazer parte de uma campanha maior, e o que não estamos vendo aqui é essa campanha maior.
O ex-primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, de 72 anos, foi condenado a 15 anos de prisão nesta sexta-feira por abuso de poder e lavagem de dinheiro no escândalo de corrupção do fundo soberano 1Malaysia Development Berhad (1MDB). A nova sentença aumenta a pena inicial de seis anos que ele já está cumprindo por um caso separado relacionado ao veículo de investimento estatal agora extinto.
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O juiz Collin Lawrence Sequerah condenou o ex-líder por todas as quatro acusações de abuso de poder, bem como por todas as 21 acusações de lavagem de dinheiro, envolvendo cerca de US$ 554 milhões (mais de R$ 3 bilhões, na cotação atual) do fundo.
Najib, vestido com um terno azul-marinho e camisa branca, foi visto olhando para baixo, encurvado em sua cadeira, enquanto o juiz lia o veredicto. Embora o político, filho de um dos fundadores do país, tenha sido preparado para a liderança desde jovem, ele sofreu uma queda espetacular do poder à medida que a indignação pública aumentava em relação ao escândalo de corrupção.
Desde sua derrota nas eleições de 2018, investigações realizadas por governos sucessivos envolveram ele e sua esposa, Rosmah Mansor, em acusações de corrupção.
Os promotores afirmam que Najib abusou de seus cargos como premier, ministro das Finanças e presidente do conselho consultivo da 1MDB para transferir grandes somas do fundo para suas contas pessoais há mais de uma década. De acordo com os investigadores, os rendimentos do fundo foram usados para financiar imóveis de alto padrão, um iate de luxo e obras de arte valiosas.
Ao proferir o veredicto na manhã de sexta-feira, o juiz Sequerah rejeitou vários dos argumentos dos advogados de defesa, incluindo o de que Najib havia sido enganado por seu colaborador próximo, o obscuro empresário Low Taek Jho, mais conhecido como Jho Low.
— As provas apontam claramente para o fato de que isso não foi uma coincidência, mas sim uma evidência de uma relação na qual Jho Low atuava como representante ou agente do acusado [Najib] no que diz respeito à gestão dos negócios da 1MDB — afirmou Sequerah. — O argumento da defesa de que Najib foi enganado e ludibriado pela administração e por Jho Low é sem mérito.
A 1Malaysia Development Berhad era um fundo de investimento estatal lançado por Najib em 2009, logo após ele se tornar primeiro-ministro. Denunciantes afirmaram que Jho Low, um financista malaio com boas conexões, mas sem cargo oficial, ajudou a criar o fundo e tomou decisões financeiras importantes.
Estima-se que mais de US$ 4,5 bilhões (R$ 24,9 bilhões, na cotação atual) foram desviados da 1MDB entre 2009 e 2015 por funcionários e associados do fundo, incluindo Low, que atualmente está foragido.
O juiz Sequerah também rejeitou as alegações de que doadores do Oriente Médio eram responsáveis pelo dinheiro que fluía para as contas de Najib, chamando isso de “uma história que superava até mesmo as das Mil e Uma Noites”.
A acusação apresentou registros bancários, depoimentos de mais de 50 testemunhas e provas documentais.
— [Najib] se apresenta como vítima de subordinados desonestos, quando, na verdade, ele era o único tomador de decisões mais poderoso — disse o promotor público adjunto Ahmad Akram Gharib ao tribunal durante as alegações finais, antes de concluir: — O acusado exercia controle financeiro, executivo e político absoluto.
Imagem maculada
Os advogados de Najib afirmaram anteriormente que o político não tinha conhecimento de que a administração da 1MDB estava trabalhando em conjunto com Low para desviar grandes remessas de dinheiro do fundo, aparentemente criado para promover o crescimento econômico na Malásia.
O advogado de Najib, Muhammad Shafee Abdullah, disse aos jornalistas na semana passada que seu cliente “nunca teve um julgamento justo”. Ele voltou a culpar Low pelo escândalo, que desencadeou investigações em vários países, de Cingapura aos EUA, e manchou a imagem da Malásia no exterior.
Najib pediu desculpas por permitir que o escândalo da 1MDB acontecesse durante seu mandato, mas negou consistentemente qualquer irregularidade, afirmando que não sabia nada sobre transferências ilegais do fundo.
Sua batalha judicial sofreu mais um revés na segunda-feira, depois que ele perdeu uma tentativa de cumprir o restante de sua pena atual em casa, em vez da prisão de Kajang, nos arredores de Kuala Lumpur, capital da Malásia. Cada acusação de abuso de poder é punível com até 20 anos de prisão e multa de até cinco vezes o valor do suborno.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que deverá se reunir “em um futuro próximo” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e avaliou como positiva a rodada mais recente de contatos com enviados americanos sobre uma possível saída negociada para a guerra iniciada pela invasão russa em fevereiro de 2022. Segundo Zelensky, as conversas renderam “novas ideias” sobre formatos, encontros e prazos para aproximar o que chamou de “uma paz real”.
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A declaração foi feita após uma ligação, na quinta-feira, que durou quase uma hora, com o enviado especial dos EUA Steve Witkoff e com Jared Kushner, genro de Trump. Em mensagem publicada na sexta-feira na rede social X, Zelensky disse que os dois lados concordaram com uma reunião “no mais alto nível”, acrescentando que “muita coisa pode ser decidida antes do Ano-Novo”.
Os contatos fazem parte de uma ofensiva diplomática liderada por Trump e sua equipe, que vêm mantendo conversas tanto com a Ucrânia quanto com a Rússia em busca de um acordo para encerrar o conflito. De acordo com Zelensky, foi um “dia ativo” para a diplomacia ucraniana, embora ele tenha reconhecido que ainda há “trabalho a ser feito em questões sensíveis”. O presidente afirmou, no entanto, que há um entendimento conjunto com a equipe americana sobre como avançar. O principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, continuará as discussões com os Estados Unidos.
Plano de paz
No início da semana, Zelensky detalhou um plano de paz atualizado com 20 pontos, acertado entre enviados americanos e ucranianos durante reuniões na Flórida. O texto é visto como uma revisão de um rascunho anterior preparado por Witkoff semanas atrás, que havia sido criticado em Kiev e por aliados europeus por se alinhar excessivamente às exigências maximalistas da Rússia antes da invasão.
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Segundo Zelensky, a proposta atualizada prevê a possibilidade de retirada de tropas ucranianas do leste do país e a criação de uma zona desmilitarizada, desde que haja também um recuo russo. O plano incluiria garantias de segurança oferecidas pelos EUA, pela Otan e por países europeus, com previsão de uma resposta militar coordenada caso a Rússia volte a invadir a Ucrânia.
Sobre a região industrial de Donetsk, no leste, Zelensky afirmou que a criação de uma “zona econômica livre” é uma das opções em discussão. Ele ressaltou que quaisquer áreas das quais as tropas ucranianas se retirem teriam de continuar sob policiamento da própria Ucrânia. Atualmente, a Rússia controla cerca de 75% de Donetsk e aproximadamente 99% da vizinha Luhansk; juntas, as duas regiões formam o Donbass.
Apesar das negociações, Zelensky tem sido pressionado por Trump a ceder todo o Donbass à Rússia — algo que o líder ucraniano rejeita. Até agora, Kiev descarta concessões territoriais e condiciona qualquer acordo a garantias de segurança consideradas inabaláveis. Moscou, por sua vez, insiste que a Ucrânia entregue o território que ainda controla na região. O presidente russo, Vladimir Putin, já advertiu que, caso as tropas ucranianas não deixem o Donbass, a Rússia irá tomá-lo.
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Na quinta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou está analisando as propostas levadas dos Estados Unidos pelo enviado russo Kirill Dmitriev. Segundo ele, a continuidade do diálogo com Washington dependerá das decisões do presidente russo. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, chegou a dizer que há um “progresso lento, porém constante” nas negociações, embora Moscou não tenha indicado disposição para se retirar das áreas ocupadas.
Ataques continuam
Enquanto os esforços diplomáticos avançam lentamente, os combates seguem intensos. Na Ucrânia, uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas após uma bomba aérea guiada atingir uma casa na região de Zaporizhzhia. Seis pessoas ficaram feridas em um ataque com mísseis à cidade de Uman. Ataques com drones russos contra Mykolaiv e seus arredores deixaram parte da cidade sem energia elétrica, e drones também danificaram infraestruturas de energia e do porto em Odesa, no mar Negro.
Do lado ucraniano, o Exército afirmou ter atingido, na quinta-feira, a refinaria de Novoshakhtinsk, na região russa de Rostov, considerada estratégica para o fornecimento de combustível às operações militares russas no leste ocupado da Ucrânia. Segundo o Estado-Maior ucraniano, múltiplas explosões foram registradas após o ataque, realizado com mísseis Storm Shadow fornecidos pelo Reino Unido. O governador regional, Yuri Slyusar, disse que um bombeiro ficou ferido ao combater o incêndio.
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Ataques ucranianos de longo alcance contra refinarias russas buscam reduzir a receita de exportação de petróleo de Moscou, enquanto a Rússia tenta atingir a rede elétrica da Ucrânia, em uma estratégia que autoridades de Kiev descrevem como a tentativa de “transformar o inverno em arma”, ao restringir o acesso da população civil a aquecimento, luz e água.
O governo do presidente argentino, Javier Milei, já traçou alguns objetivos para o ano que vem. Em evento realizado na última segunda-feira em Buenos Aires, o embaixador argentino Rafael Grossi, desde 2019 à frente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) lançou sua candidatura à Secretária-Geral das Nações Unidas para o período 2027-2031. Reiterando o que disse o chanceler argentino, Pablo Quirno, em seu discurso, Grossi assegurou que “em 2026 vamos jogar duas Copas, e acredito que vamos ganhar ambas”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um ataque com arma branca dentro de uma fábrica da Yokohama Rubber deixou ao menos 14 pessoas feridas nesta sexta-feira, na cidade de Mishima, na província de Shizuoka, no Japão. O suspeito, um homem de cerca de 30 anos que seria funcionário da própria unidade, foi preso em flagrante sob suspeita de tentativa de homicídio.
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Por volta das 16h30 (horário local, madrugada no Brasil), o Corpo de Bombeiros recebeu uma ligação informando que cinco ou seis funcionários haviam sido esfaqueados dentro da fábrica de Mishima. O número de vítimas confirmadas aumentou ao longo das horas seguintes, chegando a 14 feridos até as 18h, todos encaminhados ou em processo de encaminhamento para hospitais da região. Pelo menos uma pessoa estava em estado grave e não conseguia se comunicar durante o atendimento.
— Quatorze pessoas foram levadas pelos serviços de emergência — afirmou à AFP Tomoharu Sugiyama, responsável pelo departamento de bombeiros da cidade de Mishima.
Segundo informações preliminares da investigação, divulgadas pelo jornal japonês Asahi Shimbun, o agressor utilizou um objeto descrito como “semelhante a uma faca de sobrevivência” e usava algo parecido com uma máscara de gás. Há indícios de que um produto à base de cloro, possivelmente água sanitária, tenha sido espalhado no local, o que levantou a suspeita de um risco químico adicional, embora as autoridades não tenham detalhado os efeitos ou a extensão desse material.
A Polícia da Província de Shizuoka assumiu rapidamente o controle da ocorrência, isolando o entorno da fábrica e estabelecendo um perímetro de segurança. Viaturas policiais e ambulâncias circularam de forma contínua na área, enquanto o Corpo de Bombeiros da região sudeste do Monte Fuji coordenava o resgate e o transporte das vítimas.
O episódio causou forte impacto na vizinhança, descrita por moradores como geralmente tranquila. Comerciantes e trabalhadores relataram sensação de caos, com sirenes constantes e intensa movimentação de veículos de emergência. Uma loja próxima ficou dentro da área isolada e precisou interromper suas atividades. Um morador idoso manifestou frustração pela falta de informações oficiais transmitidas pelos alto-falantes da prefeitura, apesar da gravidade do incidente.
— É uma área tranquila. Dá medo, o choque de algo assim acontecer aqui é enorme — disse ao Asahi Shimbun a funcionária de uma concessionária a 150 metros do local.
Fundada em 1917 e com sede em Hiratsuka, na província de Kanagawa, a Yokohama Rubber atua principalmente na fabricação de pneus para automóveis de passeio, veículos de construção e máquinas agrícolas. A fábrica de Mishima produz pneus para carros de passeio, ocupa uma área de 112 mil metros quadrados e contava, em dezembro de 2024, com 987 funcionários. Um representante da empresa afirmou que ainda não poderia comentar o caso.
O suspeito já está sob custódia policial, a área foi isolada e as autoridades apuram as circunstâncias do ataque.
Juntos diante das pirâmides do Egito, da Torre Eiffel ou do Taj Mahal. Yip Ka-kui percorre no telefone as fotos que guardam lembranças felizes com a esposa, Pak Shui-lin, morta há um mês no incêndio mais letal de Hong Kong em várias décadas.
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Aos 68 anos, Yip integra o grupo de milhares de pessoas que perderam parentes e amigos na catástrofe do complexo residencial Wang Fuk Court — um choque para uma das cidades consideradas mais seguras e desenvolvidas da Ásia.
Enquanto o governo segue com investigações e operações de emergência, especialistas em saúde mental alertam que as consequências psicológicas serão profundas e difíceis de tratar, tanto para os sobreviventes quanto para familiares enlutados, além de testemunhas da tragédia que deixou mais de 160 mortos.
— Sinto-me culpado, continuo tendo a impressão de que avisei tarde demais e que, por isso, ela não conseguiu escapar a tempo — confessa Yip.
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AFP
O incêndio ocorreu no dia 26 de novembro e se espalhou rapidamente por sete das oito torres do complexo, que passava por obras e estava envolto por telas plásticas de proteção de baixa qualidade — material que pode ter contribuído para a propagação das chamas.
Yip conseguiu fugir primeiro. Sem o acionamento dos alarmes de incêndio, sua esposa teria saído batendo de porta em porta para alertar vizinhos, segundo relato de um sobrevivente.
— Foram apenas alguns minutos de diferença entre nós, e nunca mais a verei. Não consigo aceitar — lamenta.
Danos psicológicos
Pouco depois do início do incêndio, o psicólogo Isaac Yu mobilizou dezenas de colegas para prestar apoio aos moradores afetados.
— A magnitude, a rapidez e o grau de impacto superavam tudo aquilo para o qual ele e seus colegas haviam sido treinados — ressalta.
Segundo Yu, muitas das pessoas que perderam tudo conseguiram manter a calma nos primeiros momentos. No entanto, ele teme que, com o passar do tempo, surjam crises mais graves, incluindo quadros de estresse pós-traumático.
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Organizações não governamentais, como a Samaritan Befrienders, passaram a oferecer serviços gratuitos de saúde mental às famílias enlutadas, além do suporte disponível nos abrigos temporários.
Em uma cidade semiautônoma de 7,5 milhões de habitantes, muitos moradores acompanharam de forma obsessiva a cobertura do incêndio, o que pode ter provocado uma sobrecarga emocional significativa, avalia o psicólogo.
— Para aqueles que não buscam ajuda ativamente, temo que se perca a oportunidade de intervenção, o que poderia resultar em problemas de saúde mental mais graves e em tragédias — adverte.
Tempo para se acalmar
O diretor comercial Johnson Wong, de 51 anos, relata à AFP a dificuldade da família em lidar com a dor, já que dois parentes permaneciam desaparecidos.
Embora a maioria dos corpos tenha sido identificada, alguns restos mortais foram reduzidos a cinzas, exigindo exames de DNA, um processo demorado, segundo informou a polícia.
A esposa de Wong aguardava notícias da irmã e da mãe. Os temores quase se confirmaram quando autoridades lhe mostraram fotos de dois corpos carbonizados no apartamento das vítimas.
— Se o teste de DNA for conclusivo, esse será o fim. Mas, se não for, o que podemos fazer? — questiona Wong, que teme pelo futuro da sobrinha universitária, possivelmente privada de seu único familiar vivo: — Levará muito tempo para acalmar a família.
Aspectos ‘incompreensíveis’
Após mudar-se com os filhos, Yip diz desejar que seu apartamento seja reconstruído exatamente como era. O governo ainda não definiu se o complexo será reformado ou demolido, e especialistas do setor imobiliário estimam que a realocação dos moradores poderá levar anos.
Na terça-feira, um comitê presidido por um juiz visitou o local como parte de uma investigação oficial, cujo relatório deve ser apresentado em até nove meses.
No início de dezembro, a polícia anunciou a prisão de 21 pessoas ligadas a empresas de construção e subcontratação, a maioria sob acusação de homicídio culposo e algumas por fraude. Desde então, os números não foram atualizados.
Yip espera que as autoridades esclareçam os diversos aspectos “incompreensíveis” da tragédia. Já Wong demonstra ceticismo diante do processo:
— Obter uma resposta é melhor do que nada, mas isso pode reparar o que perdemos? — questiona.
Uma única aposta faturou o prêmio principal de US$ 1,81 bilhão da loteria Powerball nos Estados Unidos, após o sorteio realizado na véspera de Natal, informou a organização responsável pela loteria.
O bilhete vencedor foi vendido na cidade de Cabot, no estado do Arkansas, e corresponde ao segundo maior prêmio já pago na história das loterias norte-americanas.
Os números sorteados foram 4, 25, 31, 52 e 59, com a Powerball 19.
O ganhador poderá optar entre um pagamento único de US$ 834,9 milhões ou o recebimento do valor total em parcelas ao longo de cerca de 30 anos. Ambas as modalidades estão sujeitas à incidência de impostos.
O maior prêmio já registrado na loteria dos Estados Unidos foi de US$ 2,04 bilhões, sorteado em novembro de 2022, para um bilhete vendido no estado da Califórnia.
As chances de acertar o prêmio máximo da Powerball são de 1 em 292,2 milhões. Para o próximo sorteio, marcado para sábado (27) à noite, o jackpot será reiniciado em US$ 20 milhões.
Operários começaram a instalar os trilhos no deserto a leste do Cairo para construir o primeiro trem de alta velocidade do Egito, que ligará o Mar Vermelho ao Mediterrâneo. O projeto, descrito pelo Ministro dos Transportes, Kamel al-Wazir, como um “novo Canal de Suez sobre trilhos”, tem previsão de conclusão para 2026 e transportará passageiros e cargas por 660 km em cerca de três horas.
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A Linha Verde, como é chamada, é o mais recente de uma série de megaprojetos realizados na última década pelo governo do presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi. A joia da coroa deste projeto de infraestrutura é a ainda pouco povoada Nova Capital Administrativa, a leste do Cairo, construída a um custo de US$ 58 bilhões (cerca de R$ 320 bilhões).
Em 2021, o Egito assinou um contrato de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 24,8 bilhões) com um consórcio que inclui a alemã Siemens para construir a Linha Verde, a primeira das três linhas ferroviárias de alta velocidade planejadas para o país. As autoridades esperam que a rede de quase 2.000 km transporte 1,5 milhão de pessoas diariamente.
Linha Verde, como é chamada, é o mais recente de uma série de megaprojetos realizados na última década pelo governo do presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi
Khaled Desouki/AFP
A atual rede ferroviária do Egito, utilizada por um milhão de pessoas diariamente, sofre com deficiências de infraestrutura e manutenção que causaram quase 200 acidentes em 2024, segundo dados oficiais.
A Linha Verde atravessará o norte do país, de Ain Sokhna, no Mar Vermelho, a Marsa Matrouh, no Mediterrâneo, passando por duas cidades satélites do Cairo: a Nova Capital Administrativa, a leste, e a Cidade 6 de Outubro, a oeste, onde se encontra o único porto seco do Egito.
Planejamento Urbano
De acordo com Tarek Goueili, chefe da Autoridade de Túneis, a rede ferroviária modernizada do Egito transportará 15 milhões de toneladas de carga por ano, 3% do volume que passa anualmente pelo Canal de Suez. A Linha Verde também é uma importante iniciativa de planejamento urbano.
“A linha de alta velocidade aliviará a pressão sobre a Grande Cairo e incentivará o surgimento de novos polos de crescimento”, comentou Faical Chaabane, da empresa francesa Systra, responsável pela construção da ferrovia.
Projeto tem previsão de conclusão para 2026 e transportará passageiros e cargas por 660 km em cerca de três horas
Khaled Desouki/AFP
Em uma estação deserta que a Systra mostrou a jornalistas, operários ergueram um imponente teto geométrico sobre seis trilhos. Grande parte da Nova Capital Administrativa ainda está em construção, e os trabalhadores chegam diariamente de ônibus.
“Ninguém vai morar aqui. Construímos todo esse projeto, mas ele só servirá para turistas e carga”, disse Mohamed, um operário da construção na estação, à AFP.
O deserto cobre a maior parte dos 8 milhões de quilômetros quadrados do país, e a maioria de seus 108 milhões de habitantes vive em construções às margens do Rio Nilo e seu delta. Após a inauguração da Linha Verde, serão inauguradas a Linha Azul, que percorrerá o Nilo ligando Cairo a Aswan, e a Linha Vermelha, que conectará as cidades de Hurghada, Safaga e Luxor.
Pequena nação insular do Pacífico, o Palau concordou em acolher até 75 migrantes deportados pelos Estados Unidos, em um acordo de US$ 7,5 milhões (cerca de R$ 41,3 milhões), anunciaram os dois governos. Desde que retornou à Casa Branca em janeiro, o presidente Donald Trump acelerou as deportações de imigrantes indocumentados, conforme prometido durante sua campanha.
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De acordo com um novo memorando de entendimento, Palau permitirá que até 75 cidadãos de países terceiros, incluindo os Estados Unidos, vivam e trabalhem no arquipélago pouco povoado, explicaram as autoridades nesta quarta-feira. Em troca, Washington fornecerá a Palau US$ 7,5 milhões para serviços públicos e infraestrutura.
Com aproximadamente 20 mil habitantes espalhados por centenas de ilhas vulcânicas e atóis de coral, Palau é um dos menores países do mundo em termos de população. Os migrantes que chegam dos Estados Unidos, que não foram acusados ​​de nenhum crime, ajudarão a preencher vagas de emprego muito necessárias em Palau, acrescentaram ambas as partes.
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O acordo foi anunciado após uma ligação telefônica entre o presidente de Palau, Surangel Whipps, e o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau. Este afirmou que os Estados Unidos estão comprometidos em construir um novo hospital, melhorar a capacidade de Palau de responder a desastres naturais e fornecer mais recursos ao país insular.
O arquipélago de Palau, uma cadeia de ilhas calcárias e atóis de coral, fica a cerca de 800 quilômetros a leste das Filipinas. O país conquistou a independência em 1994, mas permite que as forças armadas dos EUA usem seu território sob um acordo de longa data. O governo Trump assinou acordos semelhantes com países africanos e latino-americanos neste ano.

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