Um ataque com arma branca dentro de uma fábrica da Yokohama Rubber deixou ao menos 14 pessoas feridas nesta sexta-feira, na cidade de Mishima, na província de Shizuoka, no Japão. O suspeito, um homem de cerca de 30 anos que seria funcionário da própria unidade, foi preso em flagrante sob suspeita de tentativa de homicídio.
Incêndio em Hong Kong: Um mês depois, dor e culpa pesam sobre os sobreviventes da tragédia que deixou ao menos 160 mortos na China
‘Canal de Suez sobre trilho’: Trem de alta velocidade ligará Mar Vermelho ao Mediterrâneo
Por volta das 16h30 (horário local, madrugada no Brasil), o Corpo de Bombeiros recebeu uma ligação informando que cinco ou seis funcionários haviam sido esfaqueados dentro da fábrica de Mishima. O número de vítimas confirmadas aumentou ao longo das horas seguintes, chegando a 14 feridos até as 18h, todos encaminhados ou em processo de encaminhamento para hospitais da região. Pelo menos uma pessoa estava em estado grave e não conseguia se comunicar durante o atendimento.
— Quatorze pessoas foram levadas pelos serviços de emergência — afirmou à AFP Tomoharu Sugiyama, responsável pelo departamento de bombeiros da cidade de Mishima.
Segundo informações preliminares da investigação, divulgadas pelo jornal japonês Asahi Shimbun, o agressor utilizou um objeto descrito como “semelhante a uma faca de sobrevivência” e usava algo parecido com uma máscara de gás. Há indícios de que um produto à base de cloro, possivelmente água sanitária, tenha sido espalhado no local, o que levantou a suspeita de um risco químico adicional, embora as autoridades não tenham detalhado os efeitos ou a extensão desse material.
A Polícia da Província de Shizuoka assumiu rapidamente o controle da ocorrência, isolando o entorno da fábrica e estabelecendo um perímetro de segurança. Viaturas policiais e ambulâncias circularam de forma contínua na área, enquanto o Corpo de Bombeiros da região sudeste do Monte Fuji coordenava o resgate e o transporte das vítimas.
O episódio causou forte impacto na vizinhança, descrita por moradores como geralmente tranquila. Comerciantes e trabalhadores relataram sensação de caos, com sirenes constantes e intensa movimentação de veículos de emergência. Uma loja próxima ficou dentro da área isolada e precisou interromper suas atividades. Um morador idoso manifestou frustração pela falta de informações oficiais transmitidas pelos alto-falantes da prefeitura, apesar da gravidade do incidente.
— É uma área tranquila. Dá medo, o choque de algo assim acontecer aqui é enorme — disse ao Asahi Shimbun a funcionária de uma concessionária a 150 metros do local.
Fundada em 1917 e com sede em Hiratsuka, na província de Kanagawa, a Yokohama Rubber atua principalmente na fabricação de pneus para automóveis de passeio, veículos de construção e máquinas agrícolas. A fábrica de Mishima produz pneus para carros de passeio, ocupa uma área de 112 mil metros quadrados e contava, em dezembro de 2024, com 987 funcionários. Um representante da empresa afirmou que ainda não poderia comentar o caso.
O suspeito já está sob custódia policial, a área foi isolada e as autoridades apuram as circunstâncias do ataque.
Incêndio em Hong Kong: Um mês depois, dor e culpa pesam sobre os sobreviventes da tragédia que deixou ao menos 160 mortos na China
‘Canal de Suez sobre trilho’: Trem de alta velocidade ligará Mar Vermelho ao Mediterrâneo
Por volta das 16h30 (horário local, madrugada no Brasil), o Corpo de Bombeiros recebeu uma ligação informando que cinco ou seis funcionários haviam sido esfaqueados dentro da fábrica de Mishima. O número de vítimas confirmadas aumentou ao longo das horas seguintes, chegando a 14 feridos até as 18h, todos encaminhados ou em processo de encaminhamento para hospitais da região. Pelo menos uma pessoa estava em estado grave e não conseguia se comunicar durante o atendimento.
— Quatorze pessoas foram levadas pelos serviços de emergência — afirmou à AFP Tomoharu Sugiyama, responsável pelo departamento de bombeiros da cidade de Mishima.
Segundo informações preliminares da investigação, divulgadas pelo jornal japonês Asahi Shimbun, o agressor utilizou um objeto descrito como “semelhante a uma faca de sobrevivência” e usava algo parecido com uma máscara de gás. Há indícios de que um produto à base de cloro, possivelmente água sanitária, tenha sido espalhado no local, o que levantou a suspeita de um risco químico adicional, embora as autoridades não tenham detalhado os efeitos ou a extensão desse material.
A Polícia da Província de Shizuoka assumiu rapidamente o controle da ocorrência, isolando o entorno da fábrica e estabelecendo um perímetro de segurança. Viaturas policiais e ambulâncias circularam de forma contínua na área, enquanto o Corpo de Bombeiros da região sudeste do Monte Fuji coordenava o resgate e o transporte das vítimas.
O episódio causou forte impacto na vizinhança, descrita por moradores como geralmente tranquila. Comerciantes e trabalhadores relataram sensação de caos, com sirenes constantes e intensa movimentação de veículos de emergência. Uma loja próxima ficou dentro da área isolada e precisou interromper suas atividades. Um morador idoso manifestou frustração pela falta de informações oficiais transmitidas pelos alto-falantes da prefeitura, apesar da gravidade do incidente.
— É uma área tranquila. Dá medo, o choque de algo assim acontecer aqui é enorme — disse ao Asahi Shimbun a funcionária de uma concessionária a 150 metros do local.
Fundada em 1917 e com sede em Hiratsuka, na província de Kanagawa, a Yokohama Rubber atua principalmente na fabricação de pneus para automóveis de passeio, veículos de construção e máquinas agrícolas. A fábrica de Mishima produz pneus para carros de passeio, ocupa uma área de 112 mil metros quadrados e contava, em dezembro de 2024, com 987 funcionários. Um representante da empresa afirmou que ainda não poderia comentar o caso.
O suspeito já está sob custódia policial, a área foi isolada e as autoridades apuram as circunstâncias do ataque.









