Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A violência persistente na Nigéria, alimentada por extremismo armado, tensões étnicas e disputas por recursos, voltou ao centro do debate internacional após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que ordenou um ataque militar contra terroristas do Estado Islâmico no país africano. A ofensiva, realizada no dia de Natal no estado de Sokoto, no noroeste da Nigéria, foi apresentada pelo governo americano como uma resposta direta a ataques contra cristãos. Autoridades nigerianas e especialistas, porém, ressaltam que o conflito no país é mais amplo e atinge comunidades de diferentes religiões e origens.
Contexto: Trump afirma que os EUA lançaram ‘numerosos’ ataques contra o Estado Islâmico na Nigéria
Em nova onda: Estado Islâmico usa inteligência artificial para recrutar jihadistas no Reino Unido
Segundo o Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM), os ataques foram conduzidos “em coordenação com as autoridades nigerianas” e tiveram como alvo acampamentos do Estado Islâmico, resultando na morte de “vários terroristas”. Um funcionário americano afirmou à CNN que a operação incluiu o lançamento de mísseis Tomahawk a partir de um navio da Marinha dos EUA, atingindo dois acampamentos jihadistas. O ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Yusuf Tuggar, confirmou que o presidente Bola Tinubu autorizou a ação após consultas com Washington.
O anúncio do ataque ocorreu após meses de declarações de Trump alertando para a situação dos cristãos na Nigéria. Em publicações nas redes sociais, o presidente americano afirmou que grupos terroristas vinham promovendo o “massacre de cristãos” e disse que os EUA não permitiriam a expansão do terrorismo islâmico radical. Em novembro, Trump chegou a classificar a Nigéria como “País de Preocupação Particular” sob a Lei Internacional de Liberdade Religiosa dos EUA, alegando violações sistemáticas da liberdade religiosa.
Autoridades nigerianas reagiram ao enquadramento do conflito como essencialmente religioso. Tuggar afirmou que a prioridade do país é combater o terrorismo e proteger civis, “sejam muçulmanos, cristãos, ateus, qualquer que seja a religião”. Ao comentar a ameaça extremista no Sahel — região que concentra o crescimento mais rápido da violência jihadista na África —, o chanceler destacou que a maioria das vítimas e da população local é muçulmana.
Entenda o cenário
A Nigéria, o país mais populoso da África, com mais de 230 milhões de habitantes, é quase igualmente dividida entre cristãos, concentrados sobretudo no sul, e muçulmanos, majoritários no norte. Há mais de uma década, o país convive com ataques de grupos como Boko Haram e sua dissidência, o ISWAP (Província do Estado Islâmico na África Ocidental), além de organizações armadas menos conhecidas. Analistas de segurança apontam que o alvo do ataque americano pode ter sido o Lakurawa, grupo atuante no noroeste que se tornou mais letal em 2025 e foi oficialmente designado organização terrorista pelas autoridades nigerianas em janeiro.
Sob o véu da incerteza: Europa enfrenta dilema de repatriar mulheres jihadistas do Estado Islâmico
Em 2012, o grupo islamista Boko Haram emitiu um ultimato ordenando que cristãos deixassem o norte do país, ao mesmo tempo em que convocava muçulmanos que viviam no sul a “retornar” à região. Desde então, a maioria dos assassinatos seletivos e ataques de grande escala tem ocorrido no norte, epicentro da atuação de grupos jihadistas e de organizações armadas criminosas.
Além do extremismo jihadista, a violência na Nigéria é impulsionada por conflitos étnicos e comunitários, frequentemente associados a disputas entre agricultores e pastores por acesso à terra e à água, sobretudo em regiões afetadas pelas mudanças climáticas e pela pressão demográfica. Para analistas, esse mosaico de fatores torna o conflito difícil de reduzir a uma narrativa única.
À CNN americana, o analista de segurança africano Oluwole Oyewale afirmou que tratar a crise nigeriana como um embate exclusivamente contra cristãos “não corresponde à realidade no terreno” e pode aprofundar divisões já existentes em um país marcado por fraturas políticas, étnicas e religiosas. Na mesma linha, o ex-senador Shehu Sani declarou que a ideia de que terroristas atacam apenas uma fé é “falsa e enganosa”, defendendo que a segurança do país depende principalmente de soluções internas.
Assassinatos sistemáticos
A violência de longa duração também atingiu comunidades cristãs. John Joseph Hayab, pastor e líder da Associação Cristã da Nigéria (CAN) no norte do país, concorda com a afirmação de Trump sobre “assassinatos sistemáticos de cristãos” na região. Segundo ele, a escala das mortes diminuiu nos últimos dois anos, mas 2025 foi marcado por ataques de grande repercussão em áreas predominantemente cristãs do norte, o que atraiu atenção e condenação internacionais.
Initial plugin text
Em abril, homens armados, supostamente pastores muçulmanos, mataram ao menos 40 pessoas em uma vila agrícola majoritariamente cristã. Dois meses depois, mais de 100 pessoas foram massacradas em Yelwata, uma comunidade em grande parte cristã no estado de Benue, no sudeste do país, segundo a Anistia Internacional. Esses episódios foram explorados por setores da direita evangélica nos Estados Unidos. Em agosto, o senador Ted Cruz, do Texas, apresentou um projeto de lei defendendo sanções contra a Nigéria por supostas violações da liberdade religiosa, alegando que o governo local não estaria fazendo o suficiente para proteger cristãos.
Os poucos dados disponíveis, porém, não sustentam a alegação de que cristãos sejam alvo de forma desproporcional. De mais de 20,4 mil civis mortos em ataques entre janeiro de 2020 e setembro de 2025, 317 mortes ocorreram em ataques direcionados a cristãos, enquanto 417 foram resultado de ataques contra muçulmanos, segundo o grupo Armed Conflict Location & Event Data. A filiação religiosa da maioria das vítimas não foi identificada.
O presidente Bola Tinubu ainda não comentou publicamente o ataque americano, mas reiterou, em mensagem de Natal, seu compromisso com a liberdade religiosa e com a proteção de todos os nigerianos, independentemente da fé. Enquanto isso, a ofensiva dos EUA reacende o debate sobre o papel de atores externos em um conflito complexo, no qual a violência étnica e religiosa segue sendo um dos maiores desafios à estabilidade da Nigéria.
— [O ataque americano] pode interromper as operações do Estado Islâmico no curto prazo, mas as questões de longo prazo que envolvem a violência na Nigéria são extremamente complexas — disse o analista militar da CNN e coronel aposentado da Força Aérea dos EUA, Cedric Leighton, apontando para os fatores econômicos em jogo. — A maioria desses ataques precisa fazer parte de uma campanha maior, e o que não estamos vendo aqui é essa campanha maior.

Veja outras postagens

Um dia após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar “terminar o trabalho” caso o Irã não aceite um acordo para encerrar a guerra, os Estados Unidos e a República Islâmica trocaram novos ataques — ameaçando um já frágil cessar-fogo entre os dois países —, enquanto Israel ampliou sua ofensiva no sul do Líbano contra o Hezbollah.
Três meses depois: Guerra de Trump no Irã move peças no Oriente Médio e expõe desafios globais de segurança
Diálogo em curso: Trump reúne gabinete em Washington em meio a negociações com o Irã e disputa sobre Ormuz
Em comunicado, as Forças Armadas americanas anunciaram ter derrubado quatro drones iranianos de ataque na região do Estreito de Ormuz e atingido uma instalação militar em Bandar Abbas, cidade portuária estratégica no sul do Irã. Segundo autoridades americanas, o alvo incluía uma estação de controle terrestre que estaria prestes a lançar um quinto drone.
O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que as ações foram “medidas puramente defensivas e destinadas a manter o cessar-fogo”. Autoridades americanas disseram ainda que os drones representavam ameaça à navegação e às forças dos EUA na região.
Horas depois, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado uma base aérea americana “que serviu como origem do ataque” contra Bandar Abbas. O Irã não informou qual instalação havia sido atingida, mas o Kuwait — que abriga bases militares americanas — disse ter interceptado “ameaças hostis de mísseis e drones”. A emissora estatal iraniana IRIB informou que o ataque foi uma retaliação aos bombardeios dos EUA.
Entraves no Estreito de Ormuz
É a segunda vez em três dias que os EUA atacam alvos no Irã. Washington descreve as operações como “legítima defesa”, feitas contra plataformas de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam instalar minas no estreito. O Centcom afirmou que esses ataques foram planejados para “proteger nossas tropas das ameaças” do Irã.
Retórica bélica: Líder supremo do Irã afirma que países do Golfo não serão mais ‘escudo’ para os EUA
A Guarda Revolucionária, por sua vez, afirmou que forças iranianas dispararam contra quatro embarcações que tentavam atravessar o estreito sem coordenação com as autoridades locais. Na segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã estava cobrando taxas por “serviços de navegação” e continuaria administrando o tráfego da rota, essencial para o comércio de petróleo e gás natural.
Em resposta, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, descreveu a medida como “a mais recente tentativa das Forças Armadas iranianas de extorquir o comércio marítimo global” e uma “prova” de que o Irã está “desesperado por dinheiro”. Os Estados Unidos também impuseram sanções à “Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico”, órgão iraniano encarregado de cobrar pagamentos de navios que atravessem o Estreito de Ormuz.
Negociações prolongadas vêm sendo realizadas para encerrar a guerra, iniciada em fevereiro e que, desde então, fez disparar os preços globais da energia. Embora tenha dado sinais positivos de avanço nas tratativas desde o fim de semana, Trump afirmou, em reunião de Gabinete na quarta-feira, que Teerã está “negociando no limite” — e insistiu que sua estratégia de guerra não será impactada pelas eleições de meio de mandato.
Diz jornal: EUA subestimaram eficiência militar do Irã, que atingiu 228 bases e equipamentos americanos na região
O presidente declarou que um acordo de paz com o Irã havia sido “amplamente negociado”, mas que os EUA ainda “não estão satisfeitos”. Ele também disse que o Irã está “empenhado” em chegar a um acordo, mas que “até agora eles não chegaram lá”, repetindo a disposição de Washington de retomar os ataques caso um acordo não seja alcançado.
Trump ainda afirmou que o estreito de Ormuz estará “aberto para todos” e sugeriu que Omã, aliado dos EUA e citado em discussões sobre uma eventual administração conjunta da hidrovia com o Irã, “vai se comportar como todo mundo ou teremos de explodi-los”. A Casa Branca não esclareceu posteriormente se o presidente havia se expressado mal.
Ataques no Líbano
Enquanto isso, no Líbano, Israel intensificou ataques aéreos e operações terrestres contra o Hezbollah. As Forças Armadas israelenses afirmaram ter atingido mais de 135 alvos do grupo nas regiões de Tiro, Vale do Bekaa e sul do país nas últimas 24 horas, incluindo plataformas de lançamento de foguetes, campos de treinamento e instalações militares. Ao todo, o Exército disse ter bombardeado 550 alvos desde o início da semana.
Entenda: Israel pede que EUA incluam liberdade de ação no Líbano em acordo de paz com o Irã, diz jornal
Na madrugada desta quinta-feira, ondas de ataques atingiram Tiro, uma das maiores cidades libanesas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram explosões, incêndios e edifícios destruídos, enquanto moradores cobertos de poeira se reuniam nas ruas. Segundo o Ministério da Saúde do Líbano e a agência estatal NNA, ao menos 14 pessoas morreram e 37 ficaram feridas no sul do país, incluindo mulheres, crianças e um soldado libanês.
Em Sidon, um drone israelense atingiu um prédio residencial que abrigava famílias deslocadas, matando cinco pessoas e ferindo outras 21. Entre os mortos estava Hossan Zeidan, ex-correspondente da emissora iraniana al-Aalam. Na cidade costeira de Adloun, outro ataque de drone atingiu um carro que transportava uma família que tentava fugir da região, matando seis pessoas, entre elas duas crianças e seus pais.
Antes da ofensiva, os militares israelenses emitiram ordens de evacuação em larga escala para moradores do sul do Líbano, instruindo a população a seguir para o norte do rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira israelense. A medida abrange aproximadamente 14% do território libanês e cerca de 300 cidades e vilarejos, tornando-se a maior ordem de retirada desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em meados de abril.
Em meio a disputa por inclusão em cessar-fogo entre EUA e Irã: Israel e Hezbollah entram em confronto além de zona no sul do Líbano
Abrigos em Sidon já atingiram a capacidade máxima, segundo autoridades locais, enquanto moradores de Tiro foram orientados a seguir até Beirute. O Hezbollah afirmou que seus combatentes entraram em confronto “à queima-roupa” com forças israelenses em Zawtar al-Sharqiyeh, ao norte do rio Litani. O grupo também reivindicou dezenas de ataques com drones e foguetes contra tropas israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel.
Os militares israelenses disseram que um soldado morreu em um ataque de drone do Hezbollah no norte do país e que dois reservistas ficaram feridos. A intensificação da ofensiva ocorreu após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar a ampliação das operações militares no Líbano, citando ataques do Hezbollah com drones explosivos de fibra óptica contra tropas israelenses e cidades próximas da fronteira.
Autoridades militares israelenses e libanesas devem realizar nesta sexta-feira, em Washington, suas primeiras negociações de segurança desde o início do conflito. O Hezbollah rejeitou as conversas e declarou apoio às negociações conduzidas pelo Irã com os EUA, insistindo que qualquer acordo precisa incluir o Líbano.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 3,2 mil pessoas morreram desde o início da guerra, enquanto mais de 1 milhão foram deslocadas. Israel afirma que ao menos 23 soldados e quatro civis israelenses morreram no mesmo período. (Com AFP)
Um touro que escapou do dono invadiu uma barbearia em Istambul, na Turquia, nesta quarta-feira (27), derrubou objetos no interior do estabelecimento e provocou correria entre clientes e funcionários. O caso foi registrado por câmeras de segurança e repercutiu nas redes sociais.
Menina de quase 2 anos morre atropelada em praia da Flórida onde circulação de carros é permitida; entenda
Itália confisca mais de R$ 1 bilhão em bens ligados a chefão morto da máfia siciliana
O animal corria por ruas da cidade quando atingiu a entrada do salão e entrou no local. Nas imagens que circulam online, pessoas deixam o estabelecimento às pressas enquanto o touro atravessa o espaço e esbarra em móveis e equipamentos.
Initial plugin text
Depois de sair da barbearia, o animal continuou circulando por vias da região, o que levou agentes de segurança e equipes da prefeitura a iniciarem uma perseguição. Vídeos gravados por moradores mostram o touro correndo entre carros e pedestres em ruas movimentadas de Istambul.
Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, o animal foi interceptado após vários minutos e devolvido ao dono. Até o momento, não há informações sobre feridos graves, mas houve danos materiais no estabelecimento atingido.
Os vídeos da invasão passaram a acumular milhares de visualizações nas plataformas digitais ao longo do dia.
O alpinista americano Tyler Andrews bateu nesta quinta-feira o recorde de ascensão mais rápida ao Monte Everest com uso de oxigênio ao percorrer em menos de dez horas a rota entre o acampamento-base, a 5.364 metros de altitude, e o cume da montanha mais alta do mundo, a 8.848 metros.
Entenda: Menina de quase 2 anos morre atropelada em praia da Flórida onde circulação de carros é permitida
Vídeo: Incêndio em internato feminino no Quênia mata ao menos 16 estudantes e deixa dezenas de feridos
Segundo integrantes de sua equipe, Andrews completou o trajeto em 9 horas.
— Ele alcançou o cume em apenas 9 horas e 55 minutos — afirmou à AFP David Stephen Sherpa, responsável pela empresa Asia Trekking, organizadora da expedição.
Initial plugin text
O recorde homologado anterior nessa categoria pertencia ao escalador nepalês Lhakpa Gelu Sherpa, que em 2003 havia concluído o mesmo percurso em 10 horas e 56 minutos.
De acordo com a Asia Trekking, Tyler Andrews, de 36 anos, realizou a ascensão sozinho, mas contou com apoio logístico de dois guias, responsáveis pelo fornecimento de oxigênio, água e equipamentos ao longo do caminho.
Temporada histórica no Everest já registra outros recordes
A conquista ocorre em uma temporada considerada histórica nas encostas do Everest.
Segundo autoridades do Nepal, mais de 950 escaladores chegaram ao topo durante a temporada de primavera, aberta em 13 de maio e marcada por condições climáticas favoráveis.
O volume supera o recorde anterior registrado pelo Livro Guinness, de 872 ascensões em uma única temporada, marca estabelecida em 2019.
Outros recordes também foram registrados neste ano, incluindo o maior número de ascensões em um único dia — 275, em 21 de maio — e o total de permissões concedidas a estrangeiros, que chegou a 494.
Apesar do movimento intenso e das condições favoráveis, a temporada também registrou mortes na montanha.
Cinco escaladores — dois indianos e três nepaleses — morreram neste ano nas encostas do Everest.
Como comparação, 2023 continua sendo a temporada mais mortal já registrada, com 18 mortes.
Uma menina de quase 2 anos morreu após ser atropelada em uma praia da Flórida, nos Estados Unidos, onde a circulação de veículos é autorizada em determinadas áreas. O caso aconteceu no sábado (23), durante o feriado de Memorial Day, em New Smyrna Beach, no condado de Volusia.
Vídeo: Incêndio em internato feminino no Quênia mata ao menos 16 estudantes e deixa dezenas de feridos
Mulher morre após guarda-sol ser arrancado por tempestade e atingi-la em restaurante nos EUA
Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Volusia, Avery Lynn Sexton estava na praia com a família quando correu em direção à via e acabou atingida por um carro. A criança foi socorrida e levada para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
As autoridades afirmaram que, até o momento, não há indícios de excesso de velocidade ou embriaguez por parte do motorista, que permaneceu no local até a chegada das equipes de emergência. Em algumas faixas da praia, a circulação de veículos é permitida.
Testemunhas relataram momentos de desespero logo após o acidente. À emissora WESH 2, Mia Lepore descreveu a reação das pessoas que estavam no local.
— Houve gritos, choro. Obviamente foi um evento muito traumático — afirmou.
Mãe faz apelo após pai desaparecer com dois filhos pequenos nos EUA; polícia teme fuga para o México
Família pede mudanças nas regras da praia
Abalado, o pai da menina, Dante Sexton, lembrou da filha como uma criança alegre e carinhosa. Em entrevista à Fox 35 Orlando, ele disse que a família jamais imaginou enfrentar uma tragédia semelhante e passou a defender o fim da circulação de carros na praia.
— Ela era a luz do dia de qualquer pessoa que a conhecesse. A garotinha mais feliz que você poderia encontrar — declarou.
A tia da criança, Alyssa Jasmine, também sugeriu mudanças nas regras de tráfego no local, como a criação de faixas de mão única e a redução do limite de velocidade de 10 para 5 milhas por hora.
— Não há espaço suficiente para dois carros seguirem em direções opostas — disse à WESH 2.
Familiares afirmaram que Avery gostava da praia, da água e da cor rosa. Um memorial improvisado foi montado próximo ao local do atropelamento, com flores, um laço rosa e uma fotografia da menina.
Uma campanha de arrecadação criada na plataforma GoFundMe ultrapassou US$ 16 mil. O valor será utilizado para custear o funeral e a cerimônia em homenagem à criança. Segundo a mãe de Avery, Felicity Dionisi, a menina será cremada, e uma cerimônia privada está prevista para este domingo.
A Itália anunciou nesta quinta-feira o confisco de bens avaliados em mais de 200 milhões de euros ligados ao já falecido chefe mafioso Matteo Messina Denaro, em uma operação que alcançou diversos territórios fora do país.
Vídeo: Incêndio em internato feminino no Quênia mata ao menos 16 estudantes e deixa dezenas de feridos
Segundo comunicado da polícia italiana, os ativos haviam sido acumulados desde a década de 1980 “em benefício de Matteo Messina Denaro”, capturado em 2023 após três décadas foragido e morto na prisão no mesmo ano.
A apreensão ocorreu em Andorra, Ilhas Cayman, Gibraltar, Líbano, Luxemburgo, Mônaco, Espanha e Suíça, além da própria Itália. Três pessoas também foram presas durante a investigação.
Chefão da Cosa Nostra ficou 30 anos foragido
Messina Denaro foi um dos chefes mais implacáveis da Cosa Nostra, a máfia siciliana retratada nos filmes da saga O Poderoso Chefão.
Ele foi condenado por participação no assassinato dos juízes antimáfia Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, em 1992, e pelos atentados a bomba realizados em Roma, Florença e Milão, em 1993.
Uma de suas seis penas de prisão perpétua estava ligada ao sequestro e assassinato do filho de 12 anos de uma testemunha no caso Falcone.
O mafioso desapareceu em 1993 e passou os 30 anos seguintes foragido, enquanto o Estado italiano ampliava a ofensiva contra a máfia siciliana.
Durante esse período, permaneceu no topo da lista dos criminosos mais procurados do país e se transformou em uma figura cercada de notoriedade.
Tratamento contra câncer levou à captura
A longa fuga terminou por causa da busca por tratamento médico.
Messina Denaro foi preso em 16 de janeiro de 2023 ao comparecer a uma clínica de saúde em Palermo, na Sicília, para tratar um câncer.
As investigações revelaram depois que ele vivia perto de sua cidade natal, Castelvetrano, no oeste da ilha.
Após a prisão, o mafioso foi interrogado sob custódia e chegou a negar ligação com a Cosa Nostra.
Ele cumpriu pena inicialmente em uma penitenciária na cidade de L’Aquila, onde continuou o tratamento contra o câncer, mas acabou transferido para um hospital em agosto daquele ano sob forte esquema de segurança.
Messina Denaro morreu meses depois, ainda sob custódia do Estado italiano.
As autoridades dos Estados Unidos prenderam David Rush, descrito em documentos judiciais como ex-alto funcionário de uma agência do governo americano com acesso a informações ultrassecretas, após agentes do FBI encontrarem lingotes de ouro avaliados em mais de US$ 40 milhões em sua residência, no estado da Virgínia.
Segundo o jornal The New York Times, que cita pessoas ligadas à investigação, Rush era um ex-alto funcionário da CIA.
Durante a operação, agentes apreenderam cerca de 303 lingotes de ouro, além de US$ 2 milhões em dinheiro vivo e aproximadamente 35 relógios de luxo.
Rush foi preso em 19 de maio e acusado de roubo de recursos governamentais. Um advogado do investigado se recusou a comentar o caso ao New York Times.
Investigação aponta fraudes e desaparecimento de ouro
Segundo a declaração juramentada apresentada pelo FBI, Rush teria mentido sobre sua formação acadêmica e experiência militar ao se candidatar ao cargo.
A investigação concluiu que ele forneceu informações falsas sobre diplomas universitários e alegou, indevidamente, ter atuado como piloto da Marinha americana.
Os investigadores também afirmam que Rush fraudou registros de horas trabalhadas e recebeu cerca de US$ 77 mil relacionados a licenças militares ao declarar falsamente ser integrante da reserva da Marinha.
O documento descreve o acusado como um ex-funcionário com autorização de segurança de nível ultrassecreto e acesso a informações classificadas.
Entre novembro do ano passado e março deste ano, segundo a investigação, Rush apresentou pedidos ao empregador para receber “uma quantidade significativa de moeda estrangeira e dezenas de milhões de dólares em lingotes de ouro para despesas relacionadas ao trabalho”.
A declaração afirma que ele recebeu o dinheiro e o ouro, embora não detalhe quais atividades justificariam a solicitação.
Posteriormente, as autoridades descobriram que o ouro e a maior parte do dinheiro haviam desaparecido de um depósito ligado ao local de trabalho do funcionário.
A suspeita levou agentes federais a realizarem buscas na residência de Rush, onde foram encontrados os lingotes avaliados em mais de US$ 40 milhões, além do dinheiro em espécie e dos itens de luxo apreendidos.
Pelo menos 16 pessoas, a maioria estudantes, morreram e outras 73 ficaram feridas após um incêndio atingir o dormitório de um internato feminino no Quênia, comunicou nesta quinta-feira uma fonte policial à Agência France-Presse (AFP).
Até o momento, as autoridades não divulgaram balanço oficial nem detalhes sobre a idade das meninas alojadas na instituição.
O incêndio começou por volta das 3h30 da madrugada desta quinta-feira (21h30 da noite de quinta-feira, no Brasil), na escola feminina Utumishi, em Gilgil, cidade localizada a cerca de 100 quilômetros ao norte de Nairóbi.
Initial plugin text
A Cruz Vermelha informou ter mobilizado equipes de emergência para o local, mas não apresentou números próprios de vítimas.
Gilgil abriga um importante quartel do Exército queniano.
Segundo um correspondente que acompanhava a situação, pais chegaram em estado de desespero à escola em busca de informações sobre as filhas e se concentraram no pátio da instituição.
O ministro do Interior do Quênia, Kipchumba Murkomen, e o vice-chefe da polícia, Eliud Lagat, estiveram no local, segundo a polícia queniana em publicação na rede X.
O chefe do Departamento de Investigações Criminais (DCI), Mohammed Amin, supervisiona em Gilgil os trabalhos iniciais para apurar as causas do incêndio.
Quênia acumula histórico de incêndios fatais em escolas
Internatos femininos e masculinos são comuns no sistema educacional queniano, e incêndios em dormitórios escolares já provocaram tragédias no país nos últimos anos.
Em setembro de 2024, um incêndio destruiu durante a noite o dormitório de uma escola próxima à cidade de Nyeri, cerca de 160 quilômetros ao norte de Nairóbi, deixando 21 estudantes mortos.
O episódio mais fatal ocorreu em 2001, quando 67 alunos do ensino médio morreram em um incêndio em uma escola no distrito de Machakos, no sul do Quênia.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, elogiou a resistência de Cuba à pressão dos EUA durante uma reunião com seu homólogo, Bruno Rodríguez Parrilla, em Nova York, informou seu gabinete na quinta-feira.
Cuba, sob embargo dos EUA desde 1962, tem enfrentado pressão adicional do governo Trump nos últimos meses.
Washington impôs um embargo total ao petróleo em janeiro e, em 1º de maio, o presidente republicano assinou uma ordem executiva endurecendo as sanções contra a ilha caribenha, que ele alega representar “uma ameaça extraordinária” à segurança dos EUA.
O Departamento de Justiça dos EUA também indiciou o ex-presidente Raúl Castro, irmão mais novo do falecido Fidel Castro, em maio, pelo assassinato de americanos em 1996, quando dois aviões pertencentes a um grupo anticastrista foram abatidos, resultando na morte de quatro cidadãos americanos.
O povo cubano “conquistou o respeito da comunidade internacional ao demonstrar uma vontade inabalável de resistir ao bloqueio e à interferência externa”, disse Wang a seu homólogo nas Nações Unidas na quarta-feira. Ele reafirmou o compromisso da China com um sistema internacional centrado na ONU e sua oposição a “qualquer forma de política de poder e intimidação”.
O gigante asiático demonstra frequentemente seu apoio à ilha latino-americana. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou no fim de semana o recebimento de um carregamento inicial de 15 mil toneladas de arroz enviado por Pequim, que, segundo ele, prometeu um total de 60 mil toneladas.
“A China continuará a defender a justiça e a se manifestar em favor de Cuba, apoiando a justa causa do povo cubano e contribuindo para o desenvolvimento da economia cubana, bem como para a melhoria das condições de vida de seu povo”, acrescentou Wang.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na quarta-feira (27), sanções contra a agência recém-criada pelo Irã para controlar o fluxo pelo Estreito de Ormuz.
“A mais recente tentativa das forças armadas iranianas de extorquir o comércio marítimo global é prova de que [a operação] Fúria Econômica deixou o regime desesperado por dinheiro em espécie”, disse em comunicado o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Teerã criou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para cobrar taxas pela passagem por esse estratégico corredor marítimo. O comunicado estendeu a ameaça de sanções a qualquer um que pagar, porque “poderia estar oferecendo apoio e recebendo serviços” da Guarda Revolucionária do Irã.
Na televisão, em murais de rua, em cartazes de obras em andamento e até em brinquedos distribuídos em bairros pobres. O rosto de Nicolás Maduro reinou na Venezuela por anos. Mas agora, meses depois de sua queda, o novo governo o apaga pouco a pouco. “O início de uma nova etapa” foi o sugestivo slogan escolhido pela máquina de propaganda da presidente interina, Delcy Rodríguez, para celebrar, em abril, seus primeiros 100 dias de gestão. Ficaram para trás os apelos pela libertação de Maduro lançados imediatamente depois de ser capturado, em 3 de janeiro, por forças americanas junto com sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram transferidos para uma prisão em Nova York, acusados de narcotráfico. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress