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Quatro pessoas, entre elas três crianças, ficaram feridas na madrugada desta quarta-feira (hora local) em ataques russos no porto de Odessa, no sul de Ucrânia, informou, no Telegram, Serguii Lisak, chefe da administração militar da cidade.
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“Drones atacaram infraestruturas residenciais, logísticas e energéticas em nossa região”, afirmou, também no Telegram, Oleg Kiper, chefe da administração militar regional, ao especificar que os ataques danificaram edifícios e provocaram incêndios.
Duas crianças de 8 e 14 anos, assim como um bebê de 7 meses, ficaram feridas. Um homem de 42 anos encontra-se em estado grave, segundo Lisak.
Os ataques ocorrem em meio à intensificação das tensões entre Kiev e Moscou, apesar de declarações de Estados Unidos e de Ucrânia que apontaram avanços nas discussões em busca de um acordo para deter a invasão russa de Ucrânia.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou na terça-feira uma reunião em 6 de janeiro, em Paris, com governantes de países aliados de seu país, após outro encontro, em 3 de janeiro, na Ucrânia, com assessores de segurança de países que apoiam Kiev.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que os EUA bombardearam uma instalação usada por traficantes para a produção de drogas na Venezuela, sem dar detalhes, mostar evidências ou dizer quando a ação aconteceu. As declarações foram feitas em meio a relatos sobre um ataque dos americanos contra um porto supostamente usado por narcotraficantes na Venezuela. Até o momento, Washington e Caracas não se pronunciaram de maneira oficial.
“Sabemos que Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo; tememos que lá misturem pasta de coca para produzir cocaína e se aproveitem da localização de Maracaibo à beira-mar”, disse Petro na rede social X, em uma publicação na qual também acusava o Exército de Libertação Nacional (ELN), uma guerrilha que atua na Colômbia, de incentivar os americanos a invadir a Venezuela.
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De acordo com a imprensa venezuelana, uma grande explosão foi registrada em uma unidade da empresa de produtos químicos Primazol, nos arredores de Maracaibo, no dia 24 de dezembro. Mas a empresa prontamente negou os relatos de que teria sido atacada pelos EUA, como insinuaram publicações nas redes sociais, dizendo se tratar de um acidente em sua linha de produção. A Primazol apontou ainda que não há registro de feridos ou danos mais graves.
Petro parece ter ignorado as alegações da empresa: além de reiterar que se tratou de um ataque contra um laboratório de produção de drogas, sugeriu que o local era operado pelo ELN, e que o grupo “por meio de suas maquinações e sua mentalidade dogmática, está permitindo a invasão da Venezuela”. Há décadas o ELN é acusado de associação com o tráfico de drogas na Colômbia e na porosa fronteira com a Venezuela.
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Na sexta-feira, Trump afirmou que os EUA atacaram uma instalação usada por narcotraficantes para o transporte de drogas na Venezuela, uma alegação reiterada por ele na segunda-feira, ao lado do premier de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo a imprensa americana, a operação foi realizada pela principal agência de inteligência dos EUA, a CIA, com o uso de drones — há anos, ações do tipo são conduzidas pelas Forças Armadas, e não por agentes de inteligência. O ataque teria ocorrido no começo de dezembro.
Washington não se manifestou sobre as alegações de Petro. Já o governo venezuelano não se pronunciou sobre o ataque citado por Trump e sobre o mencionado por Petro. Uma fonte do partido do governo em Caracas, disse ao jornal colombiano El Tiempo que se trata de “uma mentira”.
Desde meados de setembro, quando os EUA intensificaram sua presença militar no Caribe e passaram a atacar barcos acusados de transportar drogas para o narcotráfico — sem que tenham sido apresentadas evidências — Trump ameaça realizar ataques contra instalações dos cartéis, e deixou claro suas ações não estariam restritas à Venezuela. Em reunião de Gabinete, no começo do mês, citou a Colômbia, acendendo alertas em Bogotá devido às péssimas relações entre Trump e Petro, que lhe renderam a inclusão na lista de sanções dos americanos.
Na publicação no X, Petro disse que que não é “testa de ferro” do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e que não tem provas de que o chavista seja um narcotraficante, ou tampouco que tenha “retirado ilegalmente riquezas da Venezuela” — Caracas afirma que o objetivo da pressão americana é derrubar Maduro, algo também repetido nos corredores da Casa Branca. E destinou algumas críticas ao governo americano.
“Pensei que a inteligência americana era mais profissional, ou que, mesmo que fosse, o presidente dos EUA não a ouve e se cerca de tipos gananciosos da extrema direita que não buscam a verdade”, escreveu Petro, antes de fazer uma promessa. “Alguns dias depois do Ano Novo, relatarei os detalhes da minha relação com o movimento progressista de [Hugo] Chávez [ex-presidente da Venezuela e morto em 2013] e minhas frustrações com o que restou de seu governo após sua morte.”
O chefe da junta militar que comanda a Guiné desde o golpe de Estado de 2021, Mamadi Doumbouya, foi eleito presidente, em uma votação contestada pela oposição, que diz ter sido impedida de concorrer. Há quatro anos, Doumbouya disse que não tentaria se eleger, e que entregaria o poder a um civil.
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De acordo com a Direção Geral de Eleições, Mamadi Doumbouya teve 86,75% dos votos válidos, e o comparecimento foi de 80,95%. Os resultados devem ser confirmados pelo Tribunal Supremo, mas foram reconhecidos por apenas quatro dos oito candidatos nas cédulas. Segundo a agência AFP, não houve comemoração nas ruas da capital, Conacri.
Em 2021, após derrubar o presidente Alpha Condé (acusado de tentar se perpetuar no poder) em um golpe, Doumbouya criou a junta militar para comandar o país no oeste africano, mas prometeu, na época, que “nem eu, nem qualquer outro membro desta equipe de transição, seremos candidatos a nada”.
— Como soldados, valorizamos muito a nossa palavra — prometeu há quatro anos.
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Sem dar datas, disse que realizaria eleições, e que o poder seria entregue a um civil. A votação aconteceu no domingo, quatro anos após o golpe, mas os principais nomes de oposição dizem ter sido impedidos de concorrer — as cédulas traziam candidatos de pouca expressão. Segundo a organização de monitoramento de tráfego de internet NetBlocks, plataformas como o TikTok, o Facebook e o YouTube sofreram restrições durante a campanha e a apuração dos votos.
Em comunicado, a União Africana, que ao lado da Comunidade Econômica dos Estados do Oeste Africano (Ecowas) enviou observadores à votação, disse que o processo ocorreu de forma calma e que passou credibilidade. A organização deixou no ar a possibilidade de levantar as sanções impostas após o golpe, mas destacou a necessidade de “combater de forma mais eficaz o fenómeno dos raptos e desaparecimentos de pessoas”.
Quarenta pessoas ficaram feridas nesta terça-feira em uma colisão frontal entre dois trens turísticos na via para Machu Picchu, no sudeste do Peru, informou a polícia local. Uma pessoa, indentificada como Roberto Cárdenas, maquinista de um dos trens, teve a morte confirmada.
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O acidente ocorreu por volta das 13h20 locais (15h20 de Brasília), na rota ferroviária de via única que liga a localidade de Ollantaytambo a Machupicchu, na região de Cusco.
Um trem da empresa PeruRail colidiu com um da Inca Rail, por razões desconhecidas. A nacionalidade dos feridos não foi divulgada.
Causas do acidente não foram confirmadas
Reprodução | X @cuscopost
Vídeos enviados por passageiros à emissora RPP mostram turistas deitados em um dos lados da via e os trens danificados. Citado pela agência estatal Andina, o comandante da polícia de Cusco informou que 15 pessoas ficaram feridas, uma delas gravemente.
A empresa Ferrocarril Transandino, concessionária que opera a ferrovia, confirmou a colisão e citou “danos pessoais e materiais”. O governo regional de Cusco e o Ministério da Saúde enviaram ambulâncias ao local.
Declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1983, a cidadela inca de Machu Picchu é a principal atração turística do Peru e recebe, em média, 4,5 mil visitantes por dia.
A Rússia divulgou um vídeo nesta terça-feira do que alega ser a implantação na Bielorússia de seu sistema de mísseis Oreshnik, ativos hipersônicos com capacidade nuclear. O movimento busca aumentar a capacidade de Moscou de atingir alvos em toda a Europa em caso de guerra. Segundo o presidente russo, Vladimir Putin, esses mísseis são impossíveis de interceptar porque possuem velocidades superiores a dez vezes a velocidade do som.
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O anúncio russo de que os mísseis entraram em serviço ativo em um país que faz fronteira com a Ucrânia e países-membros da OTAN, como Polônia, Lituânia e Letônia, ocorre em meio a um aumento da tensão na região e apreensão entre os europeus de que a Rússia decida expandir o conflito para a Europa Central. O posicionamento destas armas no país aliado de Moscou permitiria que os mísseis nucleares russos alcançassem alvos europeus um pouco mais rápido em qualquer conflito.
A agência de notícias estatal TASS afirmou que esta foi a primeira vez que o Ministério da Defesa russo exibiu os sistemas móveis de mísseis Oreshnik. Apesar de a localização exata de onde eles foram implantados não ter sido revelada, as imagens divulgadas mostram lançadores móveis e suas equipes dirigindo por estradas em meio a uma floresta e tropas especializadas camuflando os sistemas com redes.
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Putin afirma que o poder destrutivo do Oreshnik é comparável ao de uma arma nuclear, mesmo quando equipado com uma ogiva convencional. Mísseis intermediários têm um alcance de até 5.500 quilômetros, o que lhes permitiria atacar em qualquer lugar da Europa ou do oeste dos Estados Unidos a partir da Rússia.
O presidente da Bielorússia, Alexander Lukaschenko, aliado próximo de Putin, já havia anunciado no início do mês que Moscou enviaria os mísseis para seu território. Em fevereiro de 2022, Lukashenko permitiu que as tropas russas usassem seu país para invadir a Ucrânia, dando início à guerra atual. O presidente, no entanto, não enviou tropas bielorrussas para lutar ao lado das forças russas no país vizinho.
Um trem de carga da empresa CSX descarrilou na manhã desta terça-feira perto da fronteira entre os estados de Kentucky e Tennessee, nos Estados Unidos, espalhando ao menos 30 vagões fora dos trilhos. Um dos carros transportava enxofre derretido, que pegou fogo e liberou gases tóxicos, levando as autoridades a decretarem uma ordem de confinamento temporário para moradores da região. Não houve registro de feridos.
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O acidente ocorreu por volta das 7h (horário local) em Trenton, pequena cidade rural do condado de Todd, no Kentucky, com cerca de 350 habitantes e localizada a aproximadamente 100 quilômetros de Nashville, no Tennessee. As causas do descarrilamento ainda estão sob investigação, segundo a CSX e autoridades locais de emergência, reportaram veículos americanos.
De acordo com os serviços de emergência, o vagão que transportava enxofre líquido, um material amplamente utilizado em aplicações industriais, como na produção de fertilizantes, incendiou-se após o acidente. A queima do produto liberou gases tóxicos presentes na fumaça, como dióxido de enxofre e sulfeto de hidrogênio, o que motivou a emissão de uma ordem de abrigo no local em um raio de cerca de 800 metros.
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O incêndio foi controlado por volta do meio-dia, informou a Defesa Civil do condado de Todd. Testes de qualidade do ar realizados após o controle das chamas indicaram que não havia mais risco para a população, permitindo a suspensão da ordem de confinamento ainda pela manhã.
Imagens aéreas divulgadas por autoridades mostram vagões empilhados e tombados ao longo da linha férrea, com destroços espalhados por campos próximos. Apesar da gravidade do acidente, nenhuma residência foi diretamente atingida.
Equipes de emergência de várias cidades e órgãos estaduais foram mobilizadas para atender a ocorrência. O governador do Kentucky, Andy Beshear, confirmou que a ordem de confinamento foi adotada como medida preventiva e orientou os moradores a seguirem as recomendações das autoridades locais.
Até o momento, não foi divulgado o número total de vagões que compunham o trem, já que parte da composição permaneceu nos trilhos sem descarrilar.
A tripulação de um petroleiro que fugia das forças americanas no Oceano Atlântico pintou recentemente uma bandeira russa na lateral da embarcação, numa aparente tentativa de reivindicar proteção russa, disseram dois oficiais americanos nesta terça-feira. Este é o mais recente capítulo de uma odisseia bizarra que começou em 21 de dezembro, quando a Guarda Costeira dos EUA tentou interceptar o navio, Bella 1, no Mar do Caribe, enquanto navegava em direção à Venezuela para carregar petróleo, colocando-o na mira do quase-bloqueio do presidente americano, Donald Trump, à principal fonte de renda do governo venezuelano.
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Desde então, os tripulantes do Bella 1 pintaram uma bandeira russa no petroleiro durante a fuga e agora reivindicam status russo, de acordo com os oficiais americanos, que foram informados sobre o assunto e falaram sob condição de anonimato para discutir uma operação delicada. O petroleiro está sob sanções dos EUA desde o ano passado por transportar petróleo iraniano, que, segundo as autoridades federais, é vendido para financiar o terrorismo.
O navio também parece ter mudado recentemente sua rota para noroeste, afastando-se do Mar Mediterrâneo, possivelmente rumo à Groenlândia ou Islândia, disseram as autoridades. Acredita-se que não esteja transportando carga.
O transponder de localização do Bella 1 está desligado desde 17 de dezembro, o que significa que o New York Times não conseguiu rastrear a embarcação enquanto ela foge das forças americanas. A Casa Branca e o Departamento de Segurança Interna não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. A Embaixada da Rússia em Washington também não se manifestou.
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Autoridades americanas disseram que a Guarda Costeira tentou interceptar o Bella 1 no Caribe depois de constatar que ele não ostentava uma bandeira nacional válida, o que o sujeitaria a abordagem de acordo com o direito internacional. Mas o navio não acatou a ordem e continuou navegando. Desde então, vem sendo perseguido pelas forças americanas.
As autoridades disseram que obtiveram um mandado de apreensão com base no envolvimento anterior da embarcação no comércio de petróleo iraniano. O navio Bella 1 faz parte de uma chamada frota fantasma de petroleiros que transportam petróleo da Rússia, Irã e Venezuela, violando as sanções impostas pelos Estados Unidos e outros países.
A Guarda Costeira abordou com sucesso outro petroleiro no Caribe no início do mês, e os Estados Unidos tomaram posse de um terceiro petroleiro em 10 de dezembro. Ele agora está em um porto no Texas. Autoridades federais afirmam que planejam apreender mais petroleiros envolvidos no comércio de petróleo da Venezuela, que fornece ao país receitas muito necessárias.
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O Departamento do Tesouro anunciou na terça-feira sanções contra 10 indivíduos e entidades com sede na Venezuela e no Irã por seu envolvimento na produção e venda de drones. Entre os alvos está a Empresa Aeronáutica Nacional e seu presidente, José Jesús Urdaneta González, que, segundo o Departamento do Tesouro, trabalhou com as forças armadas venezuelanas e iranianas para montar drones na Venezuela.
— O Tesouro está responsabilizando o Irã e a Venezuela por sua proliferação agressiva e imprudente de armas letais em todo o mundo — disse John K. Hurley, subsecretário do Tesouro para terrorismo e inteligência financeira, em um comunicado. — Continuaremos a tomar medidas rápidas para impedir aqueles que permitem o acesso do complexo militar-industrial do Irã ao sistema financeiro dos EUA.
Quatro pessoas ficaram feridas e quase cem impedidas de descer de uma montanha após um acidente com um teleférico no noroeste da Itália nesta terça-feira (30), informaram autoridades.
Ninguém ficou gravemente ferido após o incidente no veículo que liga Macugnaga a Monte Moro, a 2.800 metros de altitude, perto da fronteira com a Suíça, declarou à AFP um porta-voz dos serviços de resgate alpinos italianos.
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“Ao que parece, a cabine chegou à estação superior em alta velocidade, o que provocou o acidente”, informou uma nota do órgão de socorro.
Segundo os bombeiros, o acidente envolveu duas cabines do teleférico, que “colidiram com as estruturas das estações superior e inferior”, diz seu comunicado.
Três dos 15 passageiros da cabine superior ficaram feridos, além do operador da estação inferior, assinalaram.
Quase cem pessoas ficaram no topo da montanha, já que o teleférico não pôde ser utilizado para a descida após o acidente ocorrido às 11h30 locais (7h30 em Brasília). Cerca de três horas mais tarde, todos haviam sido evacuados de helicóptero.
“As primeiras informações indicam que o módulo não desacelerou corretamente ao entrar na estação e bateu contra a barreira”, explicou Filippo Besozzi, administrador da empresa que explora o teleférico.
Ele acrescentou que o veículo, restaurado em 2023, não sofreu danos importantes, mas estava sendo inspecionado.
O acidente ocorreu em plena temporada de esqui nos Alpes, quando muitos italianos e turistas frequentam a região devido às festas de Natal e Ano Novo.
O Ministério dos Transportes da Malásia anunciou que as buscas pelo voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de uma década, foram retomadas nesta terça-feira. Essa não será a primeira vez que são feitos esforços para encontrar a aeronave que, segundo investigações, pode ter caído no mar. O caso é considerado o maior mistério da aviação internacional. Além de nunca ter sido recuperado, não há indícios, até agora, que o avião apresentasse problemas e nem está claro porque a rota foi alterada. Confira o que se sabe até agora e os principais pontos sobre o caso.
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O que aconteceu?
O Boeing 777, com 239 pessoas a bordo, perdeu contato por radar em 8 de março de 2014, entre Kuala Lumpur e Pequim. A aeronave não pôde ser localizada, apesar da busca mais extensa da história da aviação.
Dois terços dos passageiros eram chineses, enquanto os demais eram da Malásia, Indonésia, Austrália e outros países.
Mistério da aviação
O desaparecimento do avião tem sido alvo de diversas teorias — desde as mais plausíveis até as mais absurdas — incluindo a hipótese de que o piloto veterano Zaharie Ahmad Shah teria assumido o controle do avião de forma intencional.
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Um relatório final sobre a tragédia, divulgado em 2018, apontou falhas no controle de tráfego aéreo e indicou que a rota da aeronave foi alterada manualmente. Os investigadores afirmaram no relatório de 495 páginas que ainda não sabem por que o avião desapareceu e não descartaram a possibilidade de que alguém além dos pilotos tenha desviado o jato.
Infográfico mostra informações sobre o voo MH370
Editoria de Arte/New York Times
Quando foi o último contato do avião?
Depois de ser instruído a entrar em contato com o controle de tráfego do Vietnã às 1h19 (hora local), o comandante respondeu: “Boa noite, Malaysia três sete zero”. Esta foi a última mensagem recebida do avião.
Minutos depois, o dispositivo de comunicação foi desligado, e o voo desapareceu do radar. O controle de tráfego chinês jamais recebeu contato do Boeing 777. Durante a investigação aberta sobre o caso, a leitura de radares militares indicou que o avião, não se sabe por quê, desviou da rota para a China indo para Oeste, sobrevoando a Malásia em direção ao Mar de Adaman, no Sul da Ásia. Outros dados, extraídos da comunicação de satélite com o MH370, informaram que o voo depois virou para o Sul, indo para o Oceano Índico a Oeste da Austrália.
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Já foram encontradas partes do avião?
Apenas pequenos destroços do Boeing foram encontrados. Nunca foi encontrada a aeronave e nem corpos ou sobreviventes de passageiros e tripulação.
Quem vai realizar as novas buscas?
As buscas serão conduzidas pela empresa de exploração marítima Ocean Infinity “em uma área específica avaliada como tendo a maior probabilidade de localizar a aeronave”, informou o ministério.
As ações anteriores no sul do Oceano Índico foram suspensas em abril, conduzidas sob o princípio de que o governo não pagaria à empresa caso os destroços não fossem encontrados.
A Ocean Infinity liderou uma operação inicial de buscas sem sucesso em 2018, antes de concordar com uma nova tentativa neste ano.
Foram feitas buscas anteriores?
Sim. Além das ações realizadas pela Ocean Infinity, sediada no Reino Unido e nos Estados Unidos, que ocorrem desde 2018, uma busca inicial, liderada pela Austrália, vasculhou 120 mil quilômetros quadrados do Oceano Índico ao longo de três anos, mas encontrou poucos vestígios do avião.
O governo israelense anunciou nesta terça-feira que revogará a licença de 37 organizações humanitárias para operar em Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF), Caritas e ActionAid, por não cumprirem as novas regras para a verificação de organizações internacionais que atuam no enclave palestino. O Ministério da Diáspora afirmou que as organizações que enfrentarão a suspensão em 1º de janeiro teriam cometido supostas violações dos padrões de segurança e transparência exigidos por Israel para atuar na região ao não compartilharem informações sobre funcionários, financiamento e operações.
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“A principal falha identificada foi a recusa em fornecer informações completas e verificáveis ​​sobre seus funcionários”, diz um comunicado do Ministério da Diáspora, que acusa membros de Médicos Sem Fronteiras de cooperar com o Hamas e outros grupos palestinos armados. “Análises de segurança revelaram que funcionários de certas organizações estavam envolvidos em atividades terroristas”.
Por sua vez, Médicos Sem Fronteiras declarou que se recusava a cooperar com a política israelense porque a lei francesa a impedia de fornecer informações sobre seus funcionários. Em 2024, Israel já havia acusado funcionários da organização de envolvimento com grupos armados em Gaza. Na época, o grupo afirmou que jamais empregaria, conscientemente, pessoas envolvidas em atividades militares.
A decisão significa que escritórios de diversas organizações em Israel e Jerusalém Oriental serão fechados e que elas não poderão enviar funcionários ou ajuda humanitária internacional para Gaza. Apesar da mudança, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que o fluxo de ajuda para o enclave não será afetado pela mudança, visto que mais de 20 organizações receberam permissão para operar em Gaza e continuarão atuando na região. Segundo o COGAT, órgão de defesa israelense responsável pela supervisão da ajuda humanitária a Gaza, as organizações listadas contribuem com menos de 1% do total da ajuda destinada ao enclave palestino.
“O processo de registro visa impedir a exploração da ajuda pelo Hamas, que no passado operou sob o disfarce de certas organizações internacionais de ajuda, consciente ou inconscientemente”, afirmou o COGAT em comunicado.
No início de 2025, Israel alterou seu processo de registro para organizações humanitárias, passando a exigir o envio de uma lista de funcionários que atuam em Gaza, incluindo palestinos que no enclave. Algumas organizações já haviam declarado que não enviaram a lista de funcionários palestinos por medo de que eles se tornassem alvos de Israel e devido às leis de proteção de dados na Europa.
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Omar Al-Qattaa / AFP
Autoridades que representam as organizações humanitárias expressaram preocupação com o uso que Israel poderia fazer dos dados solicitados — para fins de auxiliar medidas de inteligência ou militares —, visto que Tel Aviv não se confirmou publicamente que não usaria as informações para estes objetivos.
— A questão é legal e de segurança. Em Gaza, vimos centenas de trabalhadores humanitários serem mortos — afirmou Shaina Low, assessora de comunicação do Conselho Norueguês para Refugiados, à AP.
Essas organizações humanitárias prestam diversos serviços sociais na Faixa de Gaza, incluindo distribuição de alimentos, assistência médica, serviços para pessoas com deficiência, educação e saúde mental. Centenas de trabalhadores humanitários patrocinados por essas organizações estão atualmente em Gaza e precisarão deixar o território até 1º de março.
Autoridades israelenses afirmam estar cumprindo os compromissos de ajuda humanitária estabelecidos no acordo de cessar-fogo firmado com o Hamas, que entrou em vigor em 10 de outubro. No entanto, organizações humanitárias contestam os números apresentados por Israel e afirmam que mais ajuda é urgentemente necessária para seguir salvando vidas no território palestino, que atualmente abriga mais de 2 milhões de pessoas e ainda sofre com as graves consequências da devastação provocada pela guerra, como a destruição de estruturas hospitalares e escassez de recursos básicos.
— A mensagem é clara: a assistência humanitária é bem-vinda — a exploração de mecanismos humanitários para fins terroristas, não — afirmou Amichai Chikli, ministro dos Assuntos da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo.
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Preocupação internacional
Enquanto isso, ministros das Relações Exteriores de dez países expressaram, nesta terça-feira, sua “grave preocupação” com a “deterioração ainda maior da situação humanitária” na Faixa de Gaza, classificando-a como “catastrófica”.
“Com a chegada do inverno, a população civil de Gaza enfrenta condições terríveis, com fortes chuvas e temperaturas em queda livre”, afirmaram os ministros das Relações Exteriores de Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Japão, Noruega, Suécia, Suíça e Reino Unido em uma declaração conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores britânico.
Os chanceleres acrescentaram que “1,3 milhão de pessoas ainda precisam urgentemente de abrigo” e que “mais da metade das instalações de saúde estão operando apenas parcialmente e enfrentam escassez de equipamentos e suprimentos médicos essenciais”.
(Com AFP)

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