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Já é Ano Novo na Nova Zelândia! O país é o segundo a Oceania a celebrar a chegada de 2026. O primeiro foi Kiribati, país formado por 33 ilhas no Pacífico, às 7h (no horário de Brasília) desta quarta-feira.
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A segunda virada ocorreu às 7h15, nas Ilhas Chatham, na costa leste da Nova Zelândia. Às 8h já havia celebração na maior parte do país. Em Auckland, o espetáculo de fogos de artíficio durou cinco minutos, sendo lançados mais de 500 quilos de pirotecnia a partir da torre Sky Tower. Antes da meia-noite, foram projetadas imagens de momentos especiais de 2025 — enviadas pelos cidadãos — na estrutura do edifício.
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O país foi seguido pelo aquipélago de Tokelau, Samoa e Tonga.
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7h – Kiritimati, ilha que faz parte da nação insular de Kiribati, na Oceania;
7h15 – Ilhas Chatham, na costa leste da Nova Zelândia;
8h – A maior parte da Nova Zelândia e Tokelau, Samoa e Tonga;
9h – Fiji, uma pequena parte do leste da Rússia e várias outras ilhas do Pacífico, incluindo as Ilhas Marshall e Tuvalu;
10h – Grande parte da Austrália, incluindo Melbourne e Sydney;
12h – Japão, Coreia do Sul, uma pequena parte da Rússia, Coreia do Norte, uma pequena parte da Indonésia, Timor-Leste e Palau;
13h – China, Filipinas, Malásia, partes da Indonésia, grande parte da Mongólia, Taiwan, Brunei, região russa de Irkutsk, algumas partes da Antártica, Hong Kong, Singapura e Macau;
14h – Grande parte da Indonésia, Tailândia, Vietnã, Camboja, Laos, algumas partes da Rússia, algumas partes da Mongólia e uma pequena região da Antártica;
14h30 – Mianmar e as Ilhas Cocos, um território australiano.
15h – Bangladesh, partes do Cazaquistão, Quirguistão, Butão, Território Britânico do Oceano Índico, a cidade de Omsk na Rússia e uma pequena parte da Antártida.
15h15 – Nepal;
15h30 – Índia e Sri Lanka;
16h – Paquistão, algumas partes da Rússia, grande parte do Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão, Maldivas, Tajiquistão, territórios do sul da França, ilhas Kerguelen da França e uma pequena região da Antártica;
16h30 – Afeganistão;
17h – Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Armênia, uma pequena região da Rússia, Omã, grande parte da Geórgia, Ilha da Reunião francesa, Ilhas Maurício e Seichele;
17h30 – Irã;
18h – Moscou, na Rússia, Turquia, Arábia Saudita, Iraque, Etiópia, Somália e Quênia, além de outros 17 locais;
19h – Grécia, Egito, Líbano, Ruanda, Romênia e 26 outros locais;
20h – Alemanha, Nigéria, Argélia, Itália, Bélgica, Marrocos, Albânia, França e 38 outros locais;
21h – Reino Unido, Portugal, Islândia, Burkina Faso, Senegal, Gana, Serra Leoa e 18 outros locais;
22h – Cabo Verde, os Açores – que são formados por nove ilhas no Atlântico, mas que fazem parte de Portugal – e uma pequena região da Groenlândia;
23h – A maior parte da Groenlândia, do estado de Pernambuco, da Geórgia do Sul e das Ilhas Sandwich do Sul;
00h – A maior parte do Brasil, Argentina, Chile com algumas exceções, Uruguai, partes da Antártica, Paraguai, Guiana Francesa, Suriname, São Pedro e Miquelon e Ilhas Malvinas;
00h30 – Província de Terra Nova e Labrador do Canadá;
1h – Algumas regiões do Canadá, Venezuela, Bolívia, Porto Rico, República Dominicana, Aruba, Guiana e 23 outros locais;
2h – Costa Leste dos EUA (incluindo Nova York, Washington, D.C. e Detroit), partes do Canadá, Colômbia, Equador, Peru, Cuba, Acre no Brasil, Panamá, uma pequena parte do México, Haiti, Bahamas, Ilhas Turks e Caicos, Jamaica, uma pequena região do Chile e Ilhas Cayman;
3h – Região central dos EUA (incluindo Chicago), grande parte do México (incluindo Cidade do México), partes do Canadá, Honduras, Belize, Nicarágua, Costa Rica, El Salvador, Guatemala e uma pequena parte do Equador;
4h – EUA (fuso horário das montanhas, incluindo Denver e Phoenix), partes do Canadá (incluindo Edmonton e Calgary) e partes do México;
5h – EUA (fuso horário do Pacífico, incluindo Los Angeles e São Francisco), Colúmbia Britânica no Canadá, Baixa Califórnia no México, Ilhas Pitcairn e Ilha Clipperton;
6h – Alasca nos EUA e regiões da Polinésia Francesa;
6h30 – Ilhas Marquesas na Polinésia Francesa;
7h – Havaí nos EUA, Taiti na Polinésia Francesa e Ilhas Cook;
8h – Samoa Americana, partes das ilhas menores periféricas dos EUA (incluindo o Atol de Midway) e Niue, uma nação insular no sul do Oceano Pacífico;
9h – Grande parte das ilhas menores periféricas dos EUA (territórios não incorporados dos EUA no Pacífico), incluindo a Ilha Baker e a Ilha Howland;
O Ministério da Defesa da Rússia divulgou nesta quarta-feira um vídeo de um drone abatido durante o suposto ataque ucraniano contra uma residência pertencente ao líder russo, Vladimir Putin, elevando as tensões em torno do caso, que o governo ucraniano classifica como uma mentira.
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As imagens, filmadas à noite, foram divulgadas após alegações ucranianas de que Moscou não havia apresentado nenhuma prova do suposto ataque depois que o chanceler russo, Sergei Lavrov, referiu-se ao caso publicamente. O Kremlin chegou a apontar, na terça-feira, não haver necessidade de provas do ataque, afirmando ter sido uma ofensiva massiva.
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A gravação mostra um drone danificado sobre a neve em uma área arborizada. O Ministério assegura que o ataque foi “direcionado, cuidadosamente planejado e realizado em fases”. Também publicou um vídeo de uma suposta testemunha do ataque, um morador de uma aldeia próxima à residência.
O incidente coloca dúvida sobre o futuro das negociações de paz entre Kiev e Moscou, mediadas pelos EUA — que o presidente americano, Donald Trump, havia dito estarem 95% concluídas, após a última reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Flórida. Autoridades russas já alertaram que irão endurecer sua postura nas negociações para pôr fim à guerra, apontando o caso como um ataque “terrorista” e “pessoal”.
Dirigentes ucranianos denunciaram o caso como uma acusação “inventada” para dificultar os esforços de paz, narrativa acompanhada por aliados na Europa. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, acusou a Rússia, nesta quarta-feira, de divulgar “alegações infundadas” sobre o suposto ataque, classificando a acusação como uma “distração deliberada” dos esforços de paz.
“Moscou pretende sabotar o progresso real rumo à paz por parte da Ucrânia e seus parceiros ocidentais”, escreveu Kallas no X.
Moscou afirma que a ofensiva teria começado às 19h (13h em Brasília) do dia 28 de dezembro, com um lançamento “massivo” de drones contra uma residência de Putin na região de Novgorod , entre Moscou e São Petersburgo. As autoridades russas não informaram se o presidente estava no local no momento, mas destacaram que a casa não sofreu danos. (antigo Twitter). (Com AFP)
Os incêndios no oeste e sul de La Pampa já devastaram pelo menos 83 mil hectares e causaram sérias perdas de vegetação e animais. A informação foi confirmada pelo diretor provincial da Defesa Civil, David García, que alertou, no entanto, que esse número não é “definitivo, pois algumas imagens não puderam ser capturadas, seja por causa da cobertura de nuvens ou da visibilidade obstruída”, portanto a área afetada pode ser ainda maior.
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Os incêndios mais complexos estão queimando desde sexta-feira em Jacinto Arauz e Santa Isabel, onde uma mudança na direção do vento reacendeu áreas que estavam sob controle. Também foram relatados focos de incêndio em Rucanelo e na estrada de acesso norte a Santa Rosa, ao longo da Rodovia 35. Nesta tarde, outro incêndio começou entre Quehué e Utracán, onde bombeiros de General Acha já estão atuando. Moradores também relataram outro foco de incêndio em Guatraché.
— Na noite passada, tínhamos conseguido conter um dos maiores incêndios na região de Arauz, mas o vento mudou repentinamente e fez com que o fogo se alastrasse para outra área. Estamos trabalhando nisso. Infelizmente, estamos enfrentando uma onda de calor que já dura uma semana, o que complica a situação e dificulta o trabalho — explicou García ontem em entrevista ao programa El Aire de la Mañana, da Rádio Noticias.
— Hoje, aqui nesta região, é um caos. Quase 5 mil hectares de nossas terras foram queimados. E bem aqui ao redor, devem haver cerca de 40.000 ou 50.000 hectares queimados. Um novo campo acabou de pegar fogo — descreveu Alejandro Delfino, que trabalha há 28 anos em uma fazenda no sul de La Pampa, na fronteira com a província de Buenos Aires, a cerca de 25 quilômetros ao sul de Jacinto Arauz.
— O incêndio começou na sexta-feira. Ele irrompe todos os dias. O primeiro foco estava a 40 quilômetros de distância. O vento mudou de direção e, em três horas, o fogo atingiu os campos e consumiu 4 mil hectares sem que ninguém pudesse fazer nada. A voracidade é impressionante. Tivemos a sorte de salvar a fazenda. Quando o fogo se apaga em um lugar, ele recomeça em outro — disse ele ao jornal La Nacion.
Bombeiros voluntários estão no combate às chamas de incêndio na Argentina
Bombeiros Argentina / Reprodução / X
Ele elogiou o trabalho dos bombeiros voluntários e sugeriu que a província deveria ter mais aviões-tanque.
— La Pampa é devastada por incêndios todos os anos; é muito estranho que a província não tenha nada preparado. É inacreditável que ainda não tenha as ferramentas para combatê-los — disse ele.
— Estamos cercados pelo fogo. Só existe um avião-tanque. Os bombeiros voluntários estão tentando apagá-lo há uma semana, sem nenhuma ajuda do governador — disse um morador de Jacinto Arauz, que pediu para não ser identificado.
Os porta-vozes do governo provincial, chefiados por Sergio Ziliotto, não responderam à solicitação do jornal La Nacion.
A vizinha acrescentou que há um incêndio ao longo da Rodovia 1 que eles não conseguem conter: “Está queimando sem parar. Não sobrou nenhum animal”. Ela também disse que não conseguem avaliar a verdadeira extensão do problema.
— Não sabemos quantos hectares estão sendo afetados porque não estão divulgando os dados. Há quatro dias, eram 83 mil hectares — alertou.
Ontem, por volta das 18h, um avião-tanque do Plano Nacional de Gestão de Incêndios (PNMF), baseado em Pigüé, província de Buenos Aires, juntou-se aos esforços de combate aos incêndios. A aeronave iniciou suas operações a partir da pista do aeroclube de Arauz, onde foi reabastecida por um caminhão-tanque da prefeitura local. Ela se junta ao avião de observação baseado em Santa Rosa, que está alocado permanentemente à província desde o início dos incêndios, fornecendo informações essenciais para a tomada de decisões operacionais e o planejamento do combate ao fogo.
A aeronave iniciou suas operações na pista do aeroclube de Arauz, onde é abastecida com água por um caminhão-tanque da prefeitura local, com o auxílio de bombeiros posicionados no local para realizar o reabastecimento.
Segundo relatos da mídia local, o incêndio que havia sido controlado na noite passada na área de Traicó reacendeu por volta das 14h de hoje devido às altas temperaturas e ao vento. Equipes da Defesa Civil e bombeiros voluntários de Jacinto Arauz, General San Martín e Bernasconi estão atuando no local.
A combinação de altas temperaturas — pelo menos sete localidades em La Pampa ultrapassaram os 40 graus Celsius hoje — seca e vento mantém o risco em níveis críticos. La Pampa é uma das províncias que o Serviço Nacional de Gestão de Incêndios colocou em alerta de perigo de incêndio, juntamente com o sul de Buenos Aires, Mendoza, San Luis, Neuquén, Río Negro e Chubut.
Durante o fim de semana, surtos também foram registrados em Rucanelo e no acesso norte de Santa Rosa, na Rodovia Nacional 35, em uma propriedade do Ministério da Produção, uma área com pinheiros e pastagens próxima à Universidade Nacional de La Pampa (Unlpam).
Segundo o último relatório da Agência Federal de Emergências (AFE), subordinada ao Ministério da Segurança Nacional, há focos de incêndio ativos e equipes de combate a incêndios estão trabalhando em La Blanca Grande, cidade localizada a 28 km a sudoeste de Jacinto Arauz. “Continuamos monitorando a situação em conjunto com as autoridades locais e provinciais e as equipes de emergência”, afirmaram.
Enquanto registram como “contidos” os incêndios em La Aguara, La Marielita Wolf, La Travesía, quilômetro 122 da rota 10 e Granizo.
A Direção-Geral da Defesa Civil pede que comportamentos de risco na província sejam comunicados através do número 101.
García alertou que vários campos não possuem aceiros, o que agrava a situação.
— Muitas vezes, nesses casos, encontramos campos sem aceiros construídos adequadamente e agricultores que ficam irritados com os incêndios. Não são todos, mas muitos campos não têm aceiros, então, quando os incêndios começam, eles percebem a gravidade da situação. Ter aceiros ajuda muito os bombeiros a extinguir ou conter o fogo; eu diria que isso ajuda em cerca de 50% do trabalho — afirmou.
La Pampa não é a única província onde foram relatados incêndios. De acordo com o relatório da AFE, há incêndios ativos em Villarino, Dorrego e Marisol (província de Buenos Aires), além de outros sob controle em Chubut (dois), Río Negro (um) e Mendoza (um), juntamente com outro que foi extinto nesta última província.
A França irá endurecer os requisitos para estrangeiros não europeus que buscam residência a partir de 1º de janeiro, com dois novos exames: um de conhecimentos cívicos e outro de francês. Esses testes fazem parte do chamado Contrato Republicano de Integração (CIR), aprovado em janeiro de 2024.
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A partir de 2026, ambos os exames serão obrigatórios para qualquer estrangeiro não europeu que resida legalmente na França e solicite pela primeira vez uma autorização de residência plurianual (entre 2 e 4 anos) ou residência permanente.
Candidatos à naturalização também deverão fazer os exames, além da entrevista pessoal, que permanece em vigor.
O exame de conhecimentos cívicos, que exige pagamento e tem duração de quarenta e cinco minutos, será realizado digitalmente em centros de teste autorizados.
Os candidatos deverão responder a 40 questões de múltipla escolha sobre cinco temas: “Princípios e Valores da República”, “Direitos e Deveres na Vida na França”, “Sistema Institucional e Político”, “História, Geografia e Cultura” e “Vida na Sociedade Francesa”.
Para serem aprovados no exame, os candidatos devem acertar 80% das questões, e a aprovação será essencial para a obtenção da autorização de residência de longa duração, sem limite de tentativas.
Em relação ao idioma, estrangeiros que desejam residir na França por vários anos agora precisarão apresentar comprovante de proficiência em francês, enquanto anteriormente bastava comprovar a frequência em aulas de francês. Além disso, o nível de proficiência exigido é mais elevado.
O Estado não financiará mais o exame, cujo custo varia entre US$ 100 e mais de US$ 200.
Ela teria antecipado o 11 de Setembro, o desastre de Chernobyl e até o fim do mundo. A cada virada de ano, Baba Vanga retorna ao debate público como uma espécie de “oráculo informal” das redes sociais, reapresentada em listas de previsões sobre o que estaria por vir. Mas, diante de uma sequência de profecias atribuídas a ela que nunca se concretizaram, cresce o questionamento: há algo de real nessas visões ou o mito se sustenta mais em desinformação do que em fatos?
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Morta em 1996, Baba Vanga — nome popular de Vangelia Pandeva Dimitrova — segue sendo citada como autora de previsões que atravessariam décadas e até séculos. Guerras globais, contatos com extraterrestres e colapsos ambientais costumam reaparecer em posts e vídeos sempre que um novo ano se aproxima, como se a mística búlgara tivesse deixado pistas sobre o futuro da humanidade.
Parte desse fascínio está ligada à própria história de vida. Nascida em 1911, em uma região que hoje integra a Macedônia do Norte, Vanga perdeu a visão aos 12 anos após um episódio atribuído a um tornado. A partir desse evento, passou a ser vista como clarividente e ganhou notoriedade ao receber visitantes em busca de previsões, conselhos espirituais e supostas curas, sobretudo durante e após a Segunda Guerra Mundial.
O ponto central, porém, é que Baba Vanga nunca deixou registros escritos. Analfabeta, todas as previsões que lhe são atribuídas foram reunidas por terceiros — principalmente familiares e seguidores — após sua morte. Não existe um conjunto oficial, validado ou consensual de profecias, o que abre espaço para versões contraditórias, leituras retrospectivas e até criações sem lastro histórico.
O que Baba Vanga teria previsto — e não aconteceu
Entre as previsões mais citadas como falhas está a da Terceira Guerra Mundial. Segundo relatos recorrentes, Baba Vanga teria dito que um conflito global começaria em novembro de 2010 e se estenderia até outubro de 2014. O período transcorreu sem que a guerra anunciada ocorresse, apesar de crises regionais e tensões diplomáticas.
Outra profecia atribuída à vidente envolve a Copa do Mundo de 1994. Ela teria previsto uma final entre “duas seleções que começam com a letra B”, interpretação que alimentou expectativas na Bulgária — eliminada antes da decisão do torneio disputado nos Estados Unidos.
Também não se confirmou a previsão de que o 45º presidente dos Estados Unidos seria o último do país. Donald Trump governou entre 2017 e 2021 e foi sucedido por Joe Biden, desmontando a narrativa que circula há anos em fóruns e redes sociais.
Mais recentemente, previsões atribuídas a Baba Vanga para 2023 tampouco se concretizaram. Entre elas estavam uma grande explosão nuclear em uma usina, uma mudança na órbita da Terra, uma tempestade solar devastadora, o uso de uma arma biológica por uma grande potência e até o fim das gestações naturais. Nenhum desses cenários ocorreu.
Especialistas e pesquisadores apontam fragilidade na origem dessas narrativas. Um artigo publicado pelo Washington Post, em 2012, indicou que muitas das previsões associadas a Baba Vanga surgiram ou se disseminaram em fóruns conspiracionistas russos, sem base documental que comprove ligação direta com a mística.
Outro ponto levantado por estudiosos é o padrão da linguagem atribuída à vidente, semelhante ao de outros clarividentes famosos, como Nostradamus: frases vagas, simbólicas e abertas a interpretações amplas. Esse tipo de discurso facilita associações feitas apenas depois que os fatos já ocorreram, mesmo sem correspondência objetiva.
Isso não impede que seguidores atribuam a Baba Vanga alguns “acertos”, como interpretações sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, o desastre de Chernobyl, a eleição de Barack Obama e a queda da União Soviética. Em todos esses casos, porém, não há registros contemporâneos que comprovem que as previsões tenham sido feitas antes dos acontecimentos.
E o que se diz sobre 2026?
Para 2026, voltam a circular previsões sobre contato com extraterrestres, grandes desastres naturais, conflitos globais e avanços tecnológicos radicais. Nenhuma delas tem respaldo científico ou institucional, e não existe evidência de que Baba Vanga tenha antecipado qualquer evento futuro com precisão comprovável.
Sem provas, sem registros diretos e com um histórico de erros significativos, Baba Vanga permanece menos como uma profetisa confiável e mais como um fenômeno cultural recorrente — popular nas redes, mas que, diante dos fatos, deve ser encarado com cautela.
Um bloco gigantesco de gordura e resíduos, apelidado de “iceberg de gordura” pelos trabalhadores de esgoto, foi encontrado e removido de uma tubulação em Londres, na Inglaterra, na última semana, informaram as equipes de manutenção e as autoridades locais. Estimado em cerca de 100 toneladas, o acúmulo de resíduos provocou obstruções significativas e voltou a chamar atenção para o problema de despejo inadequado de gordura no sistema de esgoto da capital britânica.
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O bloco de gordura, composto por óleos, gorduras alimentares e outros detritos sólidos que se acumulam nas redes de esgoto, foi descoberto por equipes da Thames Water, a companhia responsável pelo tratamento de água e esgoto na região, durante trabalhos de rotina em uma tubulação principal. A estimativa de peso foi feita por técnicos envolvidos na operação de remoção. Segundo relatos, o conglomerado de resíduos tinha o equivalente a cerca de 14 ônibus escolares em massa, um dos maiores já registrados na cidade.
Especialistas e autoridades ambientais explicam que o fenômeno não é isolado, mas tem se intensificado nos últimos anos devido ao acúmulo de óleos e gorduras despejados de forma irregular por residências e estabelecimentos comerciais. Quando esses resíduos são descartados pela pia da cozinha sem passagem por recipientes adequados, eles se solidificam e se aderem às paredes internas dos canos, formando obstruções conhecidas coloquialmente como “fatbergs”, termo que mistura as palavras em inglês fat (gordura) e iceberg.
A Thames Water enfatizou que a remoção do bloco exigiu trabalho especializado com equipamentos pesados e limpeza intensiva, sendo necessário interditar temporariamente parte da tubulação para garantir a segurança dos trabalhadores e o funcionamento adequado do sistema. A empresa alertou que esse tipo de entupimento pode causar transbordamentos, cheiros fortes e até impactos ambientais, caso não seja tratado adequadamente.
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Autoridades de saúde pública e ambientais têm reforçado campanhas de conscientização para evitar o despejo de gordura na rede de esgoto. A orientação é separar óleos e gorduras usados em recipientes adequados e descartá-los em pontos específicos de coleta, sempre que disponíveis, em vez de simplesmente jogá-los pela pia.
Embora não tenha causado interrupções no abastecimento, o episódio em Londres serve de alerta para o impacto cumulativo de resíduos urbanísticos e a necessidade de práticas de descarte mais responsáveis por parte da população e do setor de serviços.
O presidente eleito de Honduras, Nasry Asfura, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, governará com uma frágil maioria no Congresso, o que o obrigará a tecer alianças, segundo a composição definitiva do Legislativo anunciada nesta terça-feira.
O empresário conservador foi proclamado vencedor no último 24 de dezembro, mais de três semanas após uma eleição acirrada, marcada pela intervenção de Trump e por denúncias de fraude feitas por seu adversário, Salvador Nasralla, a quem superou por menos de um ponto percentual.
Nasry Asfura, apoiado por Trump, foi assessorado por ex-gerente de campanha do republicano
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O Partido Nacional (PN), de Asfura, conquistou 49 cadeiras, frente a 41 do Partido Liberal, que lançou Nasralla, um popular apresentador de televisão. O Congresso hondurenho é composto por 128 deputados.
Já a esquerda governista, representada pelo partido Liberdade e Refundação (Libre), terá 35 deputados. As demais cadeiras serão distribuídas entre partidos minoritários, detalhou a declaração oficial de resultados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
Segundo essa distribuição, Asfura, construtor de 67 anos, precisará de 16 votos adicionais para alcançar maioria qualificada, o que abre cenários de negociação com as demais forças políticas.
O presidente tomará posse em 27 de janeiro.
A declaração dos resultados foi realizada sem que tivesse sido concluída a revisão de todas as atas de votação, assim como ocorreu na eleição presidencial, cuja apuração foi interrompida várias vezes por falhas informáticas.
Era dezembro de 2024 e o então presidente eleito dos EUA, Donald Trump, sequer tinha retornado oficialmente à Casa Branca quando uma declaração em um evento conservador provocou a primeira tensão internacional de seu futuro segundo mandato. O republicano disse a uma plateia repleta de apoiadores que pretendia retomar o controle do Canal do Panamá — uma afirmação que soou desconexa com a política externa americana nas últimas décadas, mas que antecipou a nova abordagem americana no plano global. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma poderosa explosão ecoou pelo ar da tarde. Segundos depois, a fumaça começou a surgir no mar como se o horizonte estivesse em chamas. Observando a cena de uma praia na costa da Colômbia, no dia 6 de novembro, Erika Palácio Fernández sacou seu telefone e gravou o único vídeo verificado e independente de um ataque aéreo do governo Trump contra o que ele chama de “narcoterroristas” no Caribe.
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Dois dias depois, na mesma área, um barco chamuscado com cerca de 10 metros de comprimento apareceu na praia. Depois, dois corpos mutilados, coletes salva-vidas e dezenas de pacotes que foram observados pelo New York Times e similares aos encontrados após operações contra o narcotráfico na região. Na maior parte, estavam vazios, mas havia traços de uma substância que parecia e cheirava como maconha em alguns.
Esses itens parecem ser as primeiras evidências físicas da ofensiva americana, que destruiu mais de 30 barcos e matou mais de 100 pessoas no Caribe e no Oceano Pacífico. Os demais barcos provavelmente afundaram com sua tripulação e carga, e os militares dos EUA não apresentaram provas de que estivessem transportando substâncias ilícitas ou que pertenciam a organizações criminosas.
Pacotes encontrados perto de barco que teria sido atingido por mísseis americanos na costa da Colômbia
Federico Rios/The New York Times
A análise dos destroços feita pelo NYT se encaixou nas imagens dos destroços de um barco que aparece em vídeo publicado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, na noite do dia 6 de novembro, horas depois de Palácio gravar seu vídeo. Hegseth disse que o ataque atingiu uma embarcação no Caribe operada por uma “organização criminosa”, sem dizer qual. Na ocasião, afirmou que três pessoas morreram, e que a ação ocorreu em águas internacionais.
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A análise do vídeo indica que o barco foi atingido no Golfo da Venezuela, uma área há tempos disputada por colombianos e venezuelanos, mas não foi possível determinar o ponto exato do bombardeio.
O formato dos destroços, similar ao de barcos rápidos, é o mesmo da embarcação que aparece no vídeo do Departamento de Defesa, e os danos no casco e estrutura interior são compatíveis com os causados pelo impacto de um ataque aéreo. O vídeo mostra o barco explodindo, seguido por uma coluna de fumaça.
Essa prova tão rara e tangível surgindo quase dois meses após o ataque é uma prova do quão remota é a Península de Guajira, onde os destroços foram encontrados, e da ausência do Estado colombiano na área. A região é governada de maneira semiautônoma por uma comunidade indígena, os Wayuu, cujos quase meio milhão de membros se espalham pela fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.
Destroços de barco que provavelmente foi atingido por mísseis americanos na costa da Colômbia
Federico Rios/The New York Times
A ofensiva militar do governo Trump contra navios que afirma transportarem drogas mudou seu foco para o Pacífico desde novembro, O ataque na Península de Guajira ocorreu em uma fase anterior, quando a prioridade parecia ser atingir barcos venezuelanos, e não colombianos.
Especialistas afirmam que os ataques americanos são ilegais, uma vez que os militares dos EUA são proibidos de atacar deliberadamente civis, mesmo se acreditarem que cometeram algum crime, e apenas podem fazê-lo caso sejam uma ameaça imediata. A Venezuela tem um papel minoritário no tráfico global de drogas, e reservadamente integrantes do governo Trump dizem que o objetivo é derrubar o líder venezuelano, Nicolás Maduro.
A árida Península de Guajira é o pedaço mais ao norte da América do Sul, e há tempos é conhecida como um ponto de partida para toda sorte de contrabando, desde café, passando por eletrônicos, até drogas. Chegar até lá por terra exige atravessar um labirinto de estradas de terra, algo impossível sem um guia local. Abutres povoam os céus, e cascavéis se escondem no mato.
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Os escombros do barco e os corpos foram encontrados no dia 8 de novembro por pescadores que ligaram para Aristótele Palmar García, um Wayuu que trabalha como inspetor da polícia e é responsável pela área. Palmar afirmou que não tem muito treinamento ou ferramentas, e que quando chegou ao local, só tinha luvas porque sua irmã trabalha em uma clínica médica.
Arostótele ristótele Palmar García, inspetor de polícia em La Guajira que inspecionou os destroços de barco que teria sido atingido pelos americanos
Federico Rios/The New York Times
Palmar disse que ele e pescadores usaram pedaços de pau para levar os corpos às covas que cavaram na praia. De acordo com a tradição Wayuu, jogaram churrinchi, um aguardente local destilado de cana, sobre os túmulos. Depois, plantaram cactos para evitar que cães cavassem ali.
A diretora regional do Medicina Legal, a rede estatal de laboratórios forenses da Colômbia, Erika Patrícia Vargas Sánchez, disse que os restos mortais das duas pessoas foram exumados e depois transferidos para Barranquilla nos dias 16 e 17 de dezembro, cinco semanas depois de aparecerem na costa. Ela disse que os corpos ainda não foram examinados.
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Especialistas nas atividades do tráfico na região disseram que o contrabando conjunto de maconha e cocaína era comum na Península de Guajira e outras áreas costeiras colombianas. Transportar as duas drogas no mesmo carregamento, afirmam, indicava que a operação era de pequeno porte, distante dos grandes carregamentos dos cartéis.
— O mercado de maconha e cocaína em La Guajira é operado por pequenos traficantes locais, assim como grupos armados — disse Estefania Ciro, que comanda um instituto de pesquisa que estuda o tráfifco de drogas na Colômbia. — Essa narrativa dos cartéis, de Pablo Escobar, não nos permite ver que em muitos lugares esse é o cotidiano. Um dia levam maconha, no outro cocaína, no outro peixe.
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Muitas pessoas em La Guajira, no entanto, não têm ligação com o tráfico, e trabalham com a pesca e a criação de animais. Mexi Misael Rincón, um pescador, usa um barco quase idêntico ao atingido no dia 6 de novembro, e que estava ancorado a poucos metros de onde os destroços apareceram na praia. Desde o ataque, navega apenas em águas rasas, onde captura lagostas.
A mãe de Rincón, Carmelena González, disse que desde o ataque, quatro de seus filhos, que também pescam, deixaram a cidade rumo a outros centros urbanos para ganhar dinheiro.
— Em tempos normais, nós avançamos 10, 15 quilômetros em alto mar para pescar atum de maior qualidade, que tem um preço maior — disse Vicente Fernández, outro pescador da área. — Nossas redes estão lá há semanas, uma vez que temos medo de ir buscá-las.
Repetindo um enredo da complexa crise econômica do Irã, protestos estouraram ao redor do país desde o fim de semana, centrados na deterioração das condições de vida e que começam a ganhar contornos incômodos ao regime. Gritos de “morte ao ditador”, voltados ao líder supremo, Ali Khamenei, são ouvidos nas ruas, mas o governo tem cada vez menos ferramentas à disposição.
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O estopim desta vez foi a queda recorde da moeda local, o rial, que atingiu no domingo a marca de 1,42 milhão por dólar americano — comerciantes, uma classe social que desempenha grande influência no Irã, fecharam suas portas e saíram às ruas nos arredores do Grande Bazar de Teerã, um dos epicentros políticos do país. Há um ano, US$ 1 comprava 820 mil riais.
Os atos se espalharam por outras grandes cidades, como Mashad, Esfahã, Shiraz e a ilha de Qeshm, onde há uma importante zona franca. Vídeos distribuídos em redes sociais mostram policiais lançando bombas de gás para tentar conter os manifestantes, mas não há relatos de prisões em massa.
Nesta terça, o movimento ganhou o apoio dos estudantes universitários, que levaram às ruas slogans contra o governo — incluindo o “morte ao ditador” —, e brados de “liberdade”, direcionados às restrições de costumes impostas pelo regime, como sobre o véu, um dos temas mais discutidos pela sociedade local. Alguns vídeos mostram gritos a favor do herdeiro do último monarca iraniano, Reza Pahlevi, que vive nos EUA e que não é uma unanimidade no país. Na rede social X, ele disse que está ao lado dos manifestantes.
— As pessoas sentem que foram abandonadas, que a liderança não se importa com elas — disse Omid Memarian, analista sênior na Dawn, uma organização sem fins lucrativos com que promove os direitos humanos no Oriente Médio, à NBC News.
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Desde o desmoronamento do acordo sobre o programa nuclear iraniano, em 2018, quando os EUA deixaram o plano e retomaram sanções, a economia local vive uma sucessão sem fim de crises, agravadas pela corrupção no Estado, por efeitos das mudanças climáticas e por escolhas erradas de lideranças locais e nacionais.
A inflação oficial foi de 42,2% ao ano em dezembro, alta de 1,8% em relação ao mês anterior. Mas os preços dos alimentos, ainda segundo os números oficiais, tiveram um salto de 70% em relação a 2024. Para os medicamentos, a alta foi de 50%.
— A inflação e o aumento dos preços estão impactando todas as nossas decisões como consumidores —disse Saeed, um empresário de Teerã ouvido pelo New York Times. — Parei de pensar em comprar uma casa, um carro ou qualquer outra coisa.
Até o momento, chama a atenção o tom das autoridades. Em protestos recentes, como os de 2021, centrados na falta de água, ou de 2022, contra a alta dos preços de itens como pão e arroz, a opção foi a violência, deixando dezenas de mortos e centenas de presos. Em 2023, as manifestações não tiveram a economia como protagonista, mas sim a morte da jovem Mahsa Amini, e foram igualmente reprimidas com sangue: segundo a Human Rights Watch, 551 pessoas morreram.
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Agora, o governo do presidente Masoud Pezeshkian parece ter escolhido o caminho do diálogo, até porque nem o mais hábil dos propagandistas conseguiria esconder uma crise de tal proporção. A imprensa estatal destacou os protestos, apontando que os manifestantes querem uma intervenção imediata do governo sobre o câmbio, além de medidas claras para ajustar a economia.
Na rede social X, Pezeshkian disse ter pedido ao ministro do Interior para que “escute as demandas legítimas dos manifestantes e abra diálogo com seus representantes, de forma que o governo possa fazer tudo em seu poder para resolver os problemas e agir de forma responsável”. Ele ainda aceitou a demissão do presidente do Banco Central, Mohammad Reza Farzin, “escolhido” como um dos culpados pela desvalorização sem freio do rial.
— Muitos líderes iranianos finalmente entenderam que sua falha em ouvir e atender às demandas de grande parte da sociedade iraniana minou sua legitimidade e até mesmo sua autoridade — disse Esfandyar Batmanghelidj, diretor do centro de estudos Bourse and Bazaar Foundation, focado na economia do Irã, ao New York Times. — Eles estão começando a lidar com esse fato de forma desordenada e tardia.
Pessoas fazem compras no Bazar Tajrish, em Teerã
ATTA KENARE / AFP
A questão é se o diálogo será suficiente. Sob sanções e um embargo econômico que impede o uso de canais habituais de comércio exterior e que restringe suas exportações de petróleo, o país tem dificuldade para manter as contas em dia. A corrupção endêmica, exemplificada em fraudes recorrentes no setor bancário, drena bilhões de dólares do erário. E uma economia engessada e dominada pela Guarda Revolucionária impede adequações necessárias em momentos de crise.
— Atualmente, o risco de inflação alta sustentada e de repetição de experiências recentes, como as da Venezuela e da Argentina, está aumentando cada vez mais — disse Amir Hossein Mahdavi, pesquisador na Universidade de Connecticut, ao New York Times.
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Além dos números, o Irã enfrenta a ameaça de uma nova guerra: na segunda-feira, ao lado do premier israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que poderia bombardear o país se encontrar indícios de avanços no programa de mísseis balísticos. Em junho, Israel travou uma guerra aérea de 12 dias contra os iranianos, eliminando parte de sua elite militar e cientistas nucleares, e o conflito chegou ao fim com um ataque inédito dos EUA contra instalações de enriquecimento de urânio. A facilidade com que as defesas foram sobrepujadas minou a credibilidade no regime, que tem como pilar o discurso de que é o único capaz de proteger a nação.
— Após a guerra, havia uma expectativa de grande abertura, mas, na realidade, vemos que a liderança do Irã se tornou ainda mais intransigente e as pessoas não enxergam nenhuma saída para o impasse em que se encontram — disse Memarian à NBC News.
Neste cenário, o governo apresentou no domingo a proposta de orçamento para o ano que vem. O plano prevê um reajuste nos salários de 20% caso a inflação se mantenha acima de 50% ao ano — o gatilho inflacionário, velho conhecido dos brasileiros no século passado —, aumento dos combustíveis (estopim de protestos em outros anos) e a expectativa de aumento de 62% na arrecadação de impostos. Aos deputados, Pezeshkian tentou se defender.
— Me dizem que estou cobrando impostos demais, e também dizem que é preciso aumentar os salários — disse Pezeshkian. — Bem, alguém me diga, de onde vou tirar esse dinheiro?

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