Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Uma poderosa explosão ecoou pelo ar da tarde. Segundos depois, a fumaça começou a surgir no mar como se o horizonte estivesse em chamas. Observando a cena de uma praia na costa da Colômbia, no dia 6 de novembro, Erika Palácio Fernández sacou seu telefone e gravou o único vídeo verificado e independente de um ataque aéreo do governo Trump contra o que ele chama de “narcoterroristas” no Caribe.
‘Signalgate’ e ataques no Caribe: Secretário de Defesa dos EUA está pressionado por sucessão de escândalos
Frente econômica: Venezuela acusa Trinidad e Tobago de ajudar EUA em ‘roubo’ de petroleiro no Caribe
Dois dias depois, na mesma área, um barco chamuscado com cerca de 10 metros de comprimento apareceu na praia. Depois, dois corpos mutilados, coletes salva-vidas e dezenas de pacotes que foram observados pelo New York Times e similares aos encontrados após operações contra o narcotráfico na região. Na maior parte, estavam vazios, mas havia traços de uma substância que parecia e cheirava como maconha em alguns.
Esses itens parecem ser as primeiras evidências físicas da ofensiva americana, que destruiu mais de 30 barcos e matou mais de 100 pessoas no Caribe e no Oceano Pacífico. Os demais barcos provavelmente afundaram com sua tripulação e carga, e os militares dos EUA não apresentaram provas de que estivessem transportando substâncias ilícitas ou que pertenciam a organizações criminosas.
Pacotes encontrados perto de barco que teria sido atingido por mísseis americanos na costa da Colômbia
Federico Rios/The New York Times
A análise dos destroços feita pelo NYT se encaixou nas imagens dos destroços de um barco que aparece em vídeo publicado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, na noite do dia 6 de novembro, horas depois de Palácio gravar seu vídeo. Hegseth disse que o ataque atingiu uma embarcação no Caribe operada por uma “organização criminosa”, sem dizer qual. Na ocasião, afirmou que três pessoas morreram, e que a ação ocorreu em águas internacionais.
Entenda: Como os EUA decidem quais barcos atacar no Caribe e no Pacífico? Veja o que sabemos sobre as operações
A análise do vídeo indica que o barco foi atingido no Golfo da Venezuela, uma área há tempos disputada por colombianos e venezuelanos, mas não foi possível determinar o ponto exato do bombardeio.
O formato dos destroços, similar ao de barcos rápidos, é o mesmo da embarcação que aparece no vídeo do Departamento de Defesa, e os danos no casco e estrutura interior são compatíveis com os causados pelo impacto de um ataque aéreo. O vídeo mostra o barco explodindo, seguido por uma coluna de fumaça.
Essa prova tão rara e tangível surgindo quase dois meses após o ataque é uma prova do quão remota é a Península de Guajira, onde os destroços foram encontrados, e da ausência do Estado colombiano na área. A região é governada de maneira semiautônoma por uma comunidade indígena, os Wayuu, cujos quase meio milhão de membros se espalham pela fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.
Destroços de barco que provavelmente foi atingido por mísseis americanos na costa da Colômbia
Federico Rios/The New York Times
A ofensiva militar do governo Trump contra navios que afirma transportarem drogas mudou seu foco para o Pacífico desde novembro, O ataque na Península de Guajira ocorreu em uma fase anterior, quando a prioridade parecia ser atingir barcos venezuelanos, e não colombianos.
Especialistas afirmam que os ataques americanos são ilegais, uma vez que os militares dos EUA são proibidos de atacar deliberadamente civis, mesmo se acreditarem que cometeram algum crime, e apenas podem fazê-lo caso sejam uma ameaça imediata. A Venezuela tem um papel minoritário no tráfico global de drogas, e reservadamente integrantes do governo Trump dizem que o objetivo é derrubar o líder venezuelano, Nicolás Maduro.
A árida Península de Guajira é o pedaço mais ao norte da América do Sul, e há tempos é conhecida como um ponto de partida para toda sorte de contrabando, desde café, passando por eletrônicos, até drogas. Chegar até lá por terra exige atravessar um labirinto de estradas de terra, algo impossível sem um guia local. Abutres povoam os céus, e cascavéis se escondem no mato.
Ameaça: Trump diz que qualquer país que venda drogas para os EUA, ‘não apenas a Venezuela’, poderá ser atacado
Os escombros do barco e os corpos foram encontrados no dia 8 de novembro por pescadores que ligaram para Aristótele Palmar García, um Wayuu que trabalha como inspetor da polícia e é responsável pela área. Palmar afirmou que não tem muito treinamento ou ferramentas, e que quando chegou ao local, só tinha luvas porque sua irmã trabalha em uma clínica médica.
Arostótele ristótele Palmar García, inspetor de polícia em La Guajira que inspecionou os destroços de barco que teria sido atingido pelos americanos
Federico Rios/The New York Times
Palmar disse que ele e pescadores usaram pedaços de pau para levar os corpos às covas que cavaram na praia. De acordo com a tradição Wayuu, jogaram churrinchi, um aguardente local destilado de cana, sobre os túmulos. Depois, plantaram cactos para evitar que cães cavassem ali.
A diretora regional do Medicina Legal, a rede estatal de laboratórios forenses da Colômbia, Erika Patrícia Vargas Sánchez, disse que os restos mortais das duas pessoas foram exumados e depois transferidos para Barranquilla nos dias 16 e 17 de dezembro, cinco semanas depois de aparecerem na costa. Ela disse que os corpos ainda não foram examinados.
Mostra vídeo: Sobreviventes de ataque dos EUA se agarraram por uma hora a barco destruído antes de segundo bombardeio
Especialistas nas atividades do tráfico na região disseram que o contrabando conjunto de maconha e cocaína era comum na Península de Guajira e outras áreas costeiras colombianas. Transportar as duas drogas no mesmo carregamento, afirmam, indicava que a operação era de pequeno porte, distante dos grandes carregamentos dos cartéis.
— O mercado de maconha e cocaína em La Guajira é operado por pequenos traficantes locais, assim como grupos armados — disse Estefania Ciro, que comanda um instituto de pesquisa que estuda o tráfifco de drogas na Colômbia. — Essa narrativa dos cartéis, de Pablo Escobar, não nos permite ver que em muitos lugares esse é o cotidiano. Um dia levam maconha, no outro cocaína, no outro peixe.
Diz jornal: Secretário de Defesa dos EUA disse que ‘ordem era matar todo mundo’ em ação no Caribe
Muitas pessoas em La Guajira, no entanto, não têm ligação com o tráfico, e trabalham com a pesca e a criação de animais. Mexi Misael Rincón, um pescador, usa um barco quase idêntico ao atingido no dia 6 de novembro, e que estava ancorado a poucos metros de onde os destroços apareceram na praia. Desde o ataque, navega apenas em águas rasas, onde captura lagostas.
A mãe de Rincón, Carmelena González, disse que desde o ataque, quatro de seus filhos, que também pescam, deixaram a cidade rumo a outros centros urbanos para ganhar dinheiro.
— Em tempos normais, nós avançamos 10, 15 quilômetros em alto mar para pescar atum de maior qualidade, que tem um preço maior — disse Vicente Fernández, outro pescador da área. — Nossas redes estão lá há semanas, uma vez que temos medo de ir buscá-las.

Veja outras postagens

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para o Senado onde serão necessários os votos de no mínimo 49 senadores.

Notícias relacionadas:

O texto da PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, das quais uma preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.

“Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta. 

“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.

Transição

De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

>> Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias); 
– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses). 

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na ordem do dia da Casa.

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em primeiro turno, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que a acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 472 votos favoráveis e 22 contrários.

Os deputados federais precisam votar a proposta em segundo turno da proposta, em que são necessários no mínimo 308 votos dos 513 deputados. Após a aprovação, o texto segue para o Senado onde serão necessários os votos de no mínimo 49 senadores.

O texto da PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e sem redução salarial. Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, das quais uma preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

 

O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto de Lei (PL) 1049/2026 que institui a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD), para dar atendimento especializado e desenvolver esses alunos. O projeto  passará por análise presidencial para sanção.

A AH/SD é uma condição do neurodesenvolvimento que inclui potencial intelectual e capacidade de aprendizagem elevados. 

Notícias relacionadas:

Pelas regras aprovadas, esses estudantes deverão receber atendimento especializado que pode incluir aceleração de estudos, agrupamentos de estudantes pares ou grupos de interesse, e acesso a programas de enriquecimento, diferenciação ou aprofundamento curricular.

O texto prevê ainda a criação de centros de referência em altas habilidades ou superdotação em colaboração com estados e municípios. Os recursos devem vir do Fundo Social do Pré-sal, de loterias por quota fixa (bets), do salário-educação direcionado ao Fundeb,  e d recursos públicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Subnotificação

Dados do Censo Escolar de 2025 registraram cerca de 56 mil estudantes formalmente identificados com AH/SD. Os números, entretanto podem ser maiores, segundo entidades como a Associação Mensa Internacional.

Para tratar a subidentificação nos censos escolares, o projeto cria um mecanismo de triagem anual de estudantes com instrumentos pedagógicos como o estudo de caso, de caráter exclusivamente pedagógico e indicativo. Ou seja, a triagem não poderá ser usada como laudo, parecer clínico ou comprovação diagnóstica.

Os resultados da triagem educacional terão caráter confidencial para subsidiar o planejamento pedagógico e encaminhamentos subsequentes.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o Projeto de Lei (PL) 5228/19, que cria o contrato de primeiro emprego. Pela proposta, jovens com idades entre 18 e 29 anos que nunca tiveram carteira assinada terão acesso facilitado ao mercado de trabalho. O texto segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto determina a criação de incentivos para as empresas contratarem pessoas sem experiência profissional formal, entre elas a redução da alíquota do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da contribuição à Previdência Social.

Notícias relacionadas:

No caso do FGTS, a alíquota incidente cairá de 8% para 2% no caso das microempresas; 4% para empresas de pequeno porte, entidades sem fins lucrativos, entidades filantrópicas, associações e sindicatos; e 6% para as demais empresas.

Além disso, o texto prevê que a contribuição patronal à Seguridade Social será reduzida de 20% para 10% do salário.

Quem pode participar

Estão aptos a participar do programa os jovens que estiverem matriculados na educação superior, educação profissional e tecnológica ou educação de jovens e adultos. Também poderão ser contratados aqueles que já concluíram o ensino superior ou a educação profissional e tecnológica.

Os contratos terão prazo mínimo de seis meses, com possibilidade de até três prorrogações, respeitado o limite máximo de 24 meses. O projeto prevê a possibilidade de tornar a contratação permanente a qualquer momento.

O relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou do texto encaminhado da Câmara dos Deputados dispositivos que previam incentivos à contratação de trabalhadores com mais de 50 anos que estão desempregados há mais de 12 meses. Para eles, estava prevista a modalidade de contrato de recolocação profissional.

O senador argumentou que a matéria foi incluída durante a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados e desviava o foco do projeto original.

“Essa disposição não diz respeito ao mérito da criação de tal contrato ou à sua necessidade e adequação constitucional e jurídica. Outrossim, trata-se da percepção de que é matéria alheia ao projeto original e que não passou pela adequada discussão no âmbito do Senado Federal”, argumentou.

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) por 34 votos favoráveis e quatro contrários o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6X1.

O texto prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Notícias relacionadas:

O texto segue agora para o plenário da Casa para votação em dois turnos, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares. A expectativa é que a proposta seja votada ainda nesta quarta-feira.

O relatório foi apresentado na segunda-feira (25), mas um pedido de vista da oposição adiou a votação da proposta para hoje. A Câmara dos Deputados realizou uma sessão protocolar de oito minutos, pela manhã, para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial.

O texto aprovado é a versão do relator para duas propostas de emenda à Constituição que previam a redução de jornada: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de dez anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

O parecer apresentado por Prates modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

O texto também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

O relatório aprovado prevê uma transição em dois períodos para a implementação da nova jornada de trabalho. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

  • O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais.
  • Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

 

 

Em atualização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que falta pouco para a Petrobras anunciar se na Margem Equatorial há a quantidade de petróleo ou de gás estimadas preliminarmente.

“Temos, obviamente, muita responsabilidade para extrair petróleo lá, e temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras, a melhor empresa do mundo para fazer prospecção em águas profundas. Portanto, nós estamos tranquilos com relação à possibilidade”, disse o presidente nesta quarta-feira (27), em entrevista ao Jornal do Amazonas, em Manaus.

Notícias relacionadas:

A expectativa do Ministério de Minas e Energia, anunciada em 2025, é de que a Margem Equatorial se torne um novo pré-sal. As reservas estimadas são de pelo menos 30 bilhões de barris de petróleo, segundo a Petrobras, citando dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

O presidente acrescentou que a presença de petróleo na região seria positiva para o desenvolvimento da Região Norte como um todo, e não apenas do Amapá.


Brasília (DF) 02/10/2023 – Ibama renova licença da Petrobras para perfuração na Margem Equatorial.Trata-se da 21ª licença concedida para perfuração na região desde 2004
Arte Petrobras/Divulgação

Arte Petrobras/Divulgação

Outros poços

Lula anunciou também na entrevista que a estatal voltará a explorar petróleo em outras localidades abandonadas nos últimos anos e que outros poços, como o de Urucu, no interior da floresta amazônica, podem ser ampliados.

De acordo com o presidente, a estatal voltará a perfurar o poço de Urucu, uma das principais áreas petrolíferas terrestres (onshore) do país, localizada na Bacia do Solimões.

“Vamos fazer 18 novos poços ali para ver se a gente consegue encontrar mais coisa. Voltaremos a prospectar em lugares que tinham sido abandonados. Não vamos perder tempo”, completou.

O ex-presidente dos EUA Joe Biden entrou com uma ação contra o Departamento de Justiça para impedir a divulgação de conversas realizadas com o escritor responsável por um de seus livros de memórias, e que estão prestes a serem entregues a uma comissão da Câmara e a uma organização conservadora. O democrata alega que os diálogos contêm “informações privadas” e potencialmente embaraçosas.
Forma ‘agressiva’ da doença: Ex-presidente dos EUA Joe Biden se submete a radioterapia e tratamento hormonal para combater câncer
Ex-primeira dama dos EUA: Jill Biden anuncia lançamento de livro de memórias sobre anos na Casa Branca e desistência de reeleição do marido
Nos últimos meses de seu mandato como vice-presidente, Biden foi entrevistado em diversas ocasiões por Mark Zwonitzer, que trabalhou como “ghostwriter” (autor contratado para escrever em nome de outra pessoa) na elaboração do livro “Promessa de Pai”, lançado em 2017. As conversas giravam em torno de seu filho Beau, morto em 2015 vítima de um câncer, afirmam os advogados, e eventos dos tempos na Casa Branca.
“Todo americano, incluindo um vice-presidente em exercício ou ex-vice-presidente, tem direito à privacidade nas conversas pessoais que mantém dentro de sua própria casa. E quando o Departamento de Justiça dos EUA obtém essas informações privadas por meio de uma investigação criminal, o Departamento tem a responsabilidade específica de protegê-las contra divulgação”, escreveram os advogados de Biden na petição.
Em 2023, as gravações foram entregues ao promotor Robert Hur como parte de uma investigação sobre o possível mau uso de informações e documentos confidenciais por parte do então presidente — em paralelo a um inquérito similar contra Donald Trump, à época um ex-presidente que tentava desesperadamente voltar ao poder, e hoje arquivado.
US President Joe Biden and US Vice President Kamala Harris attend an event on gun violence in the East Room of the White House in Washington, DC on September 26, 2024. Former US vice president Kamala Harris said it was “recklessness” to let Joe Biden run for a second term as president, in an excerpt released on September 10, from her upcoming memoir.
SAUL LOEB / AFP
Hur conversou com Biden por mais de cinco horas em 2023, e em relatório divulgado no ano seguinte afirmou que não havia evidências de que o democrata tenha feito uso indevido das informações, ao mesmo tempo em que o descreveu como um “senhor idoso, simpático e bem-intencionado, com problemas de memória”. O documento foi divulgado em fevereiro, e serviu de argumento adicional para os que queriam que desistisse de concorrer à reeleição, o que ele fez em julho, cedendo o lugar à sua vice, Kamala Harris.
Até o começo do ano, o Departamento de Justiça vinha negando todos os pedidos para a divulgação das gravações, mas em fevereiro anunciou que cederia “certas gravações de áudio e transcrições, com redações limitadas” à Heritage Foundation, uma organização conservadora por trás do ideário conhecido como Projeto 2025, que guia o governo Trump. No mês seguinte, os advogados do ex-presidente receberam a notícia de que a Comissão do Judiciário da Câmara também pediu as gravações e transcrições, incluindo do depoimento a Hur, e que o departamento pretende liberá-las. Se não houver decisão contrárias, elas serão entregues em junho.
“O Departamento de Justiça de Joe Biden tentou esconder gravações de áudio que demonstram claramente um declínio significativo em suas capacidades cognitivas já em 2016”, disse a porta-voz do Departamento de Justiça, Natalie Baldassarre, em um comunicado. “Lutaremos para garantir que o povo americano possa ouvir essas gravações e tirar suas próprias conclusões sobre a acuidade mental do ex-presidente antes de ele se candidatar à presidência.”
Ex-procuradora-geral dos EUA está com câncer, diz site: Entenda condição de Pam Bondi após ser demitida por Trump
Os advogados de Biden acusam o Departamento de Justiça de se recusar a censurar as gravações e transcrições, alegando que “eram necessárias para proteger adequadamente os interesses de privacidade do presidente Biden e de terceiros”. A Heritage Foundation e o Partido Republicano afirmam que a divulgação completa é necessária para comprovar o “declínio mental” do democrata antes mesmo de chegar à Presidência.
— Acho importante que o povo americano saiba exatamente onde o Presidente dos Estados Unidos esteve. Gostaríamos de ver todas essas informações, para deixar claro o que os democratas estavam tentando esconder há poucos anos — disse o deputado republicano Jim Jordan, citado pela rede CNN.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a melhora do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, constatada por pesquisa recentemente divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Em entrevista nesta quarta-feira (27) ao Jornal do Amazonas, em Manaus, Lula se disse orgulhoso com o feito e projetou um cenário ainda melhor, com os empregos que serão gerados por investimentos externos de empresas interessadas no potencial do país para a geração de energia limpa.

Notícias relacionadas:

“A luta para melhorar a vida do povo não é fácil, uma vez que pobres nesse país sempre foram tratados como invisíveis. No meu governo, eles são visíveis. É por isso que eu estou feliz”, disse o presidente.

Calculado pelo PNUD, o IDH leva em consideração indicadores de renda, educação e expectativa de vida.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Mais avanços

De acordo com o presidente, esses avanços poderão ser ampliados nos próximos anos, uma vez que o país reúne vantagens competitivas que o colocam em posição de destaque na chamada transição energética — processo de substituição de fontes fósseis por energias limpas.

“O Brasil tem um potencial muito grande com eólica, com solar. O Brasil tem um potencial muito grande com o hidrogênio verde. Nós estamos começando agora essa nova matriz energética”, afirmou.

Segundo ele, a mudança da matriz energética representa uma “revolução” para o país, com potencial de impulsionar o crescimento econômico e gerar novas oportunidades de desenvolvimento.

“Nenhum país é capaz de competir com o Brasil nessa transição energética que vai acontecer no mundo”, disse.

Interesse estrangeiro

Por esse motivo, acrescentou, há muitos países querendo instalar seus data centers (centro de dados onde funcionam as infraestruturas físicas da internet) no Brasil. Como armazenam e processam grande quantidade de dados, os data centers consomem muita energia.

“Se eles quiserem vir para cá, podem vir. Mas têm de saber que não vão utilizar a energia que a gente tem para o povo brasileiro apenas para fazer data center. Não podemos permitir que venham aqui ganhar dinheiro, deixando o Brasil sem ganhar nada”, argumentou, ao defender que esses investimentos resultem em benefícios para a população do país.

Ainda segundo o presidente, esse “potencial invejável” do Brasil desperta interesse dos chineses, que, inclusive, estão se instalando no Ceará.

“Tem também empresas norte-americanas que estão vindo para cá; e uma indiana querendo vir. Vamos fazer com que o Brasil se transforme numa opção invejável para investimentos estrangeiros. Eu estou muito otimista”, concluiu.

Uma onda de calor precoce que atinge partes da Europa Ocidental levou o chefe climático da ONU, Simon Stiell, a classificar nesta quarta-feira os eventos como “um lembrete brutal dos impactos crescentes da crise climática”. França e Reino Unido registraram nesta semana os dias mais quentes já observados no mês de maio, enquanto temperaturas escaldantes, normalmente associadas ao auge do verão, se espalharam por países da região.
Contexto: Recorde no Reino Unido, alerta na França e onda de calor na Espanha: Europa enfrenta altas temperaturas
Alerta no clima: Cientistas projetam Super El Niño em 2026 e acendem alerta global para pobreza, desnutrição e conflitos
Com temperaturas persistentemente acima dos 30°C em grande parte do norte da Europa e previsão de nova alta na quinta-feira, Stiell, que é secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, afirmou que o “principal culpado” pelas ondas de calor extremas é a queima de carvão, petróleo e gás — amplamente reconhecidos como os principais motores das mudanças climáticas.
“A ciência é clara ao mostrar que as mudanças climáticas causadas pela ação humana estão tornando essas ondas de calor mais frequentes e extremas”, afirmou ele em nota, destacando as condições extremas que a atingem a Índia, onde equipes combatem incêndios florestais e autoridades locais relataram mortes por insolação.
A plataforma de monitoramento de qualidade do ar AQI registrou que as 45 cidades mais quentes do mundo nesta quarta estavam todas na Índia — e todas acima de 43°C.
“Proteger vidas humanas, empresas e economias do calor extremo e dos muitos outros custos crescentes das mudanças climáticas é uma tarefa central para todas as nações”, continuou Stiell, enfatizando, ainda, que a guerra no Irã expôs os custos da dependência de combustíveis fósseis e a necessidade de migrar para fontes de energia mais limpas.
Temperaturas elevadas
Na Europa, as temperaturas permaneceram acima de 30°C em grande parte do norte do continente, com previsão de nova alta na quinta-feira. França, Espanha e Reino Unido enfrentaram temperaturas normalmente registradas em julho ou agosto.
Assembleia Geral: ONU adota resolução que obriga países a cumprirem metas climáticas; EUA, Irã, Israel e Rússia se opõem
Na França, o serviço meteorológico Météo-France informou que uma “cúpula de calor” — fenômeno em que uma massa de alta pressão aprisiona o ar quente — estava produzindo temperaturas entre 10°C e 13°C acima do normal para esta época do ano. A previsão era de máximas de até 39°C no sul do país nesta quinta-feira.
Treze dos 96 departamentos administrativos franceses foram colocados sob alerta laranja para altas temperaturas, o segundo nível mais elevado, enquanto outros 29 ficaram sob alerta amarelo.
O país também registrou nesta semana a maior temperatura média nacional já observada para o mês de maio. Na terça, o índice térmico médio nacional atingiu 24,9°C, superando os 24,6°C registrados na segunda, que já tinham estabelecido um recorde.
As autoridades francesas relataram ao menos sete mortes relacionadas à onda de calor. Cinco delas ocorreram por afogamento, enquanto muitas pessoas buscavam alívio em áreas de banho. Outras duas mortes foram de participantes de eventos esportivos.
Níveis recordes: Centro de clima europeu teme que o retorno do El Niño faça de 2027 o ano mais quente já registrado
No Reino Unido, uma temperatura de 35,1°C foi registrada em Kew Gardens, em Londres, na terça-feira, segundo o Met Office, o serviço meteorológico britânico. O número superou o recorde de 34,8°C registrado um dia antes e ultrapassou com folga a marca anterior de 32,8°C, observada em 1922 e igualada em 1944.
O país ainda teve outra “noite tropical” recordista na Cornualha, no sudoeste da Inglaterra, onde a temperatura durante a madrugada não caiu abaixo de 21,4°C. Pelo menos quatro adolescentes morreram afogados desde domingo.
Na Espanha, onde as temperaturas podem chegar a 40°C nesta semana, foi emitido um alerta laranja para o País Basco diante da previsão de máximas de até 37°C na região norte nesta quarta-feira. Temperaturas entre 36°C e 38°C também eram esperadas em regiões do sul do país.
A agência meteorológica estatal espanhola, Aemet, disse que temperaturas normalmente observadas em julho já haviam sido registradas em diversas partes do país e que o calor era “mais característico da canícula, o período mais quente do ano”.
— Tanto este episódio quanto o padrão atmosférico que o está provocando fazem parte das mudanças climáticas e do que vem sendo observado nos últimos anos — afirmou o porta-voz da Aemet, Rubén del Campo.
Relatório: Terra acumulou calor recorde em 2025, e consequências podem durar milhares de anos
A Irlanda também registrou temperaturas recordes para maio, incluindo uma máxima de 28,8°C na segunda-feira.
Recordes ‘impressionantes’
Cientistas afirmam que, à medida que a Terra aquece, eventos de calor extremo historicamente restritos ao auge do verão estão se tornando mais frequentes e intensos, além de ocorrerem mais cedo e mais tarde ao longo do ano, colocando mais pessoas em risco.
O diretor de pesquisa climática da Universidade Maynooth, Peter Thorne, afirmou que os recordes observados no Reino Unido e na França eram “absurdamente impressionantes”.
— Sabemos, sem qualquer sombra de dúvida, que eventos como este se tornaram mais prováveis e mais severos devido às mudanças climáticas provocadas pelas emissões de gases de efeito estufa que retêm calor — disse ele ao jornal britânico The Guardian. — Ainda assim, muitos dos recordes que estão sendo estabelecidos, particularmente no Reino Unido e na França, são absurdamente impressionantes. (Com AFP)
Em um momento em que equipes de negociadores de EUA e Irã estão envolvidos em tratativas de um acordo para por fim à guerra no Oriente Médio, a TV estatal iraniana divulgou a versão de uma suposta minuta do memorando de entendimento entre os dois países, com previsão de reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo de 30 dias após a assinatura, e a retirada das forças navais americanas da região. A versão, que a própria emissora afirmou se tratar de um texto não-oficial, elevou a expectativa em torno de um acordo e afetou imediatamente o preço do petróleo. A Casa Branca se manifestou horas após a divulgação, afirmando se tratar de uma “total invenção”.
Contexto: Trump reúne gabinete em Washington em meio a negociações com o Irã e disputa sobre Ormuz
Em meio a disputa por inclusão em cessar-fogo: Israel e Hezbollah entram em confronto além de zona no sul do Líbano
O canal IRIB News apresentou a versão da minuta nesta quarta. De acordo com os termos descritos, o Irã se comprometeria em garantir a retomada do fluxo naval por Ormuz ao patamar anterior à guerra — quando circulava pelo estreito o equivalente a 1/5 da produção de petróleo e gás do mundo. Os EUA, por sua vez, retirariam suas forças navais da região, encerrando o bloqueio aos portos iranianos, que Washington manteve em vigor mesmo com a trégua entre os dois países.
Initial plugin text
Ainda segundo o descrito no documento, o trânsito de embarcações militares não estaria incluído nos termos. A gestão da navegação pela rota ficaria compartilhada entre Irã e Omã, que negociam a parte um formato de co-gestão. EUA, Israel e países do Golfo Pérsico, incluindo o Catar, manifestaram-se anteriormente contra a ideia de Teerã ter reconhecidamente poder sobre o trânsito naval.
O preço do petróleo caiu após a divulgação da notícia, com o barril Brent — uma das referências do mercado internacional — recuando quase 4%, para menos de US$ 96. Horas mais tarde, a Casa Branca classificou a versão iraniana como “total invenção”, com um comunicado emitido via redes sociais acusando a “mídia controlada pelo Irã” de mentir, aconselhando que ninguém acredite “no que a mídia estatal iraniana está publicando”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou no fim de semana contra comentários sobre os supostos elementos de um acordo, afirmando que um texto final ainda não estava pronto. O diálogo entre Teerã e Washington acontece de forma indireta, mediado pelo Paquistão. Em momentos anteriores, essas tratativas foram descritas como um envio de proposições — sem necessariamente incluir nos termos apenas as questões pré-aprovados pelos dois lados.
O cenário de um acordo amplo, porém, permanece incerto. Embora Trump tenha sinalizado progressos no fim de semana, e uma reunião de gabinete nesta quarta-feira tenha elevado as expectativas de uma definição sobre o Oriente Médio, o Comando Central dos EUA (Centcom) voltou a atacar posições no Irã no começo da semana — levando a Guarda Revolucionária iraniana a prometer retaliações.
Em paralelo, Teerã também deu sinais de algum tipo de normalização. Autoridades iranianas disseram nesta quarta-feira que 25 embarcações, incluindo navios petroleiros e cargueiros, cruzaram Ormuz nas últimas 24 horas, após aceitarem coordenar a passagem com os organismos responsáveis do país. A Guarda Revolucionária afirmou que embarcações de “países hostis” continuam proibidas de passar por Ormuz. (Com NYT e AFP)

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress