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Um terremoto de magnitude 6,5, com epicentro em Guerrero, no sudoeste do México, atingiu nesta sexta-feira a turística região da costa do Pacífico e a vizinha Cidade do México, causando ao menos um morto na capital, mas sem deixar “danos graves”.
O tremor foi registrado pouco antes das 8h e teve magnitude de 6,5, segundo dados do Serviço Sismológico Nacional do México. Autoridades da capital relataram a morte acidental de um homem de 60 anos que caiu enquanto evacuava sua residência durante o tremor.
“O homem deixou seu apartamento no segundo andar, tropeçou e perdeu a consciência”, informou a prefeitura. Com a chegada dos paramédicos, “ele já não apresentava sinais vitais”. Além disso, 12 pessoas ficaram feridas, informou a prefeita da capital, Clara Brugada, na rede social X.
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O tremor foi precedido, um minuto antes, pelos alarmes de alerta, que, em um longo fim de semana de início de ano, despertaram muitos mexicanos e turistas, alguns dos quais saíram às ruas ainda de pijama. Fotos mostram uma mulher enrolada em uma toalha.
Um turista fala ao celular após ser evacuado de um hotel durante um terremoto de magnitude 6,5 em Acapulco, no estado de Guerrero, no México
FRANCISCO ROBLES / AFP
O sismo também obrigou a suspender a habitual coletiva de imprensa que a presidente Claudia Sheinbaum concede todas as manhãs no Palácio Nacional da Cidade do México.
O terremoto teve epicentro a 15 quilômetros de San Marcos, perto da turística Acapulco, no estado de Guerrero, informou Sheinbaum ao retornar minutos depois do tremor. A presidente assegurou que, de forma preliminar, não há relatos de “danos graves” nem na capital nem em Guerrero.
Funcionários e hóspedes de um hotel usam seus celulares na rua após evacuarem o estabelecimento durante terremoto
DAVID GANNON / AFP
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nomeou nesta sexta-feira o então diretor do serviço de inteligência militar, Kyrylo Budanov, como seu novo chefe de Gabinete, em substituição ao ex-titular da pasta Andriy Yermak, que renunciou em novembro em meio a denúncias de corrupção — provocando uma reformulação há muito esperada na cúpula do governo de Kiev.
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Um dos generais mais importantes da Ucrânia, Budanov, de 39 anos, é conhecido por estar vinculado a uma série de operações complexas e ousadas contra a Rússia desde o início do conflito, incluindo um ataque que resultou na explosão da ponte construída por Moscou, ligando o território russo à Crimeia.
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“Eu tive uma reunião com Kyrylo Budanov e ofereci-lhe o cargo de Chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia. Neste momento, a Ucrânia precisa de maior foco em questões de segurança, no desenvolvimento das Forças de Defesa e Segurança da Ucrânia, bem como na via diplomática das negociações, e o Gabinete da Presidência servirá principalmente para o cumprimento dessas tarefas do nosso Estado”, afirmou Zelensky em um anúncio via redes sociais, acrescentando que o jovem general teria a “experiência especializada” nas ditas áreas de atenção.
Considerado uma lenda entre as fileiras ucranianos — e um criminoso procurado na Rússia —, o militar é chamado pela imprensa ucraniana de “homem sem sorriso”. Ele revela pouco sobre suas origens e vida pessoal, e mantém um perfil discreto. Ainda assim, vinha sendo cotado como um candidato à sucessão de Zelensky, em um momento que tanto Rússia quanto EUA exigem eleições no país como parte de uma transição para a paz.
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Em sua própria publicação on-line, Budanov aceitou o novo cargo, dizendo ser “uma honra e uma responsabilidade em um momento histórico para a Ucrânia”.
“Vamos continuar fazendo nosso trabalho: derrotar o inimigo, defender a Ucrânia e trabalhar para alcançar uma paz justa”, declarou.
A nomeação do general pode ser um desdobramento inquietante para a Rússia, uma vez que seu antecessor exercia um papel central nas negociações de paz mediadas pelo EUA. Em sentido contrário, a entrada do militar pode ser bem vista por Washington, com quem Budanov mantém uma forte relação — ele foi treinado em um programa apoiado pela CIA e, após ser ferido em combate no leste da Ucrânia, recebeu tratamento no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, em Maryland, em uma concessão rara para um soldado ucraniano.
Histórico operacional
Budanov foi nomeado chefe da inteligência militar em 2020, pelo próprio Zelensky. Na época, com apenas 34 anos, ele já tinha reputação por operações secretas audaciosas que, ocasionalmente, ultrapassavam os limites do que era aceitável para a liderança da Ucrânia e seus aliados ocidentais. Sob sua liderança, o serviço de inteligência militar ucraniano realizou missões de assassinato e sabotagem atrás das linhas inimigas, inclusive em território russo.
Em 2016, ele liderou uma equipe na península da Crimeia, ocupada pela Rússia, onde planejavam plantar explosivos em um aeródromo. Quando combatentes russos os interceptaram, a unidade de Budanov revidou, matando vários russos, incluindo o filho de um general. Os ucranianos tiveram que nadar de volta para o território controlado pela Ucrânia, mas não sofreram baixas.
A operação enfureceu a Casa Branca, que temia provocar a Rússia, e provocou uma dura repreensão de Joe Biden, então vice-presidente.
Repercussão política
A transição de um renomado chefe de espionagem para um cargo político traz incertezas tanto no plano operacional quanto para o futuro governo. Além de não estar claro quem vai substitui-lo como chefe dos serviços de inteligência, a aproximação com Zelensky pode ter repercussão nas pretensões eleitorais.
Analistas apontam que a participação no Gabinete pode pesar contra Budanov em uma futura candidatura presidencial, sobretudo após os escândalos recentes de corrupção no governo, que criaram uma importante frente de pressão interna contra o atual presidente.
As acusações de corrupção que ameaçam a popularidade de Zelensky por dentro atingiram o antigo ocupante do cargo de Budanov. A residência de Yermak foi alvo de uma operação de busca em uma investigação. Ele também era acusado por opositores controlar o acesso ao presidente e afastar vozes críticas, sendo questionado pelo acumulo de poder dentro do governo.
Outra função que Budanov pode ter que exercer, a julgar as ocupações de Yermak, é o de negociador de paz com mediadores americanos — e, eventualmente, com representantes russos. O general manteve contato com o lado russo como parte de seu mandato para negociar trocas de prisioneiros — algo incomum entre a alta liderança ucraniana. (Com AFP e NYT)
O governo da Rússia fez um pedido diplomático formal para que os Estados Unidos parem de perseguir um petroleiro que navegava para a Venezuela e agora está fugindo da Guarda Costeira americana no Oceano Atlântico, de acordo com duas pessoas com conhecimento do assunto. O pedido foi entregue na véspera de Ano Novo ao Departamento de Estado dos EUA, disseram as fontes, que comentaram sobre a mensagem diplomática sob condição de anonimato. Segundo uma delas, o documento também foi enviado ao Conselho de Segurança Interna da Casa Branca.
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A disputa sobre o petroleiro surge num momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenta negociar um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia e se queixa repetidamente da sua incapacidade de pôr fim à guerra. Esta semana, Trump recebeu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Mar-a-Lago, seu clube privado e residência na Flórida, e os dois líderes expressaram otimismo quanto ao fim do conflito, mesmo parecendo ter feito poucos progressos nas questões espinhosas das garantias de segurança e trocas de território.
No entanto, o pedido da Rússia para que os Estados Unidos parem de perseguir o navio pode adicionar uma nova complicação às negociações e aumentar as tensões entre as duas nações em relação à Venezuela.
Os EUA têm rastreado o petroleiro, conhecido como Bella 1, há quase duas semanas. O navio, que iniciou a sua viagem no Irã, estava a caminho para recolher petróleo na Venezuela quando as forças americanas tentaram detê-lo e abordá-lo no Mar do Caribe. As autoridades americanas afirmaram que o navio não arvorava uma bandeira nacional válida, tornando-o um navio apátrida suscetível de ser abordado ao abrigo do direito internacional, e afirmaram que possuíam um mandado de apreensão. Mas a tripulação do Bella 1 recusou-se a obedecer e navegou de volta para o Atlântico.
Nos dias seguintes, o navio tentou reivindicar a proteção da Rússia, com a tripulação pintando uma bandeira russa na lateral e comunicando por rádio à Guarda Costeira que navegavam sob a autoridade russa. O Bella 1 apareceu recentemente no registo oficial de navios da Rússia, com um novo nome, Marinera, e com porto de origem em Sochi, no Mar Negro.
A Casa Branca recusou-se a comentar oficialmente. Mas um funcionário americano, que falou sob condição de anonimato, disse que o governo Trump continuava a considerar o petroleiro como “apátrida”, porque ele navegava sob bandeira falsa quando foi abordado pela primeira vez pela Guarda Costeira. O Departamento de Estado e a Embaixada da Rússia em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
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Embora garantir a proteção russa possa ser uma possibilidade remota para o Bella 1 sob o direito internacional, a intervenção diplomática da Rússia pode complicar a tentativa dos EUA de apreender o petroleiro, que decorre do conflito contínuo dos Estados Unidos com a Venezuela.
David Tannenbaum, ex-diretor de conformidade com sanções do Departamento do Tesouro, disse esta semana que não estava claro se o fornecimento de “registro de bandeira durante a noite” pela Rússia ao navio seria válido.
Trump instituiu em dezembro um quase bloqueio a petroleiros que transportam petróleo da Venezuela, numa tentativa de pressionar o governo do presidente Nicolás Maduro. A exportação de petróleo, principalmente para a China, tem mantido a economia da Venezuela em funcionamento. Até agora, os Estados Unidos abordaram e tomaram posse de outros dois petroleiros no Caribe e autoridades americanas afirmaram que planejam apreender mais navios.
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Maduro ordenou que a Marinha venezuelana acompanhasse alguns petroleiros que saem do seu país e considerou colocar tropas a bordo, aumentando potencialmente as chances de um confronto armado com as forças americanas em alto mar.
Na semana passada, numa chamada entre os ministros das Relações Exteriores da Venezuela e da Rússia, a Rússia “reafirmou o seu total apoio e solidariedade aos líderes e ao povo da Venezuela”, de acordo com um resumo da chamada do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
A causa do incêndio que deixou dezenas de mortos em um bar na vila de Crans-Montana, nos Alpes suíços, na madrugada de quinta-feira ainda está sendo investigada. Mas as autoridades suíças afirmaram que é provável que a explosão relatada no local tenha sido causada por uma ignição súbita generalizada (flashover, em inglês). Este é um fenômeno comum e mortal no qual um incêndio em um espaço fechado se alastra rapidamente, fazendo com que quase tudo no ambiente pegue fogo quase simultaneamente, de acordo com especialistas em incêndio.
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As autoridades disseram que isso provavelmente aconteceu no Le Constellation, bar na cidade turística de Crans-Montana, onde as chamas consumiram o prédio, causaram pelo menos uma explosão e mataram cerca de 40 pessoas.
A procuradora-geral do cantão de Valais, no sudoeste da Suíça, Béatrice Pilloud, afirmou nesta sexta-feira que a principal linha de investigação sobre o trágico incêndio é de que velas de aniversário do tipo “estrela” afixadas a garrafas de champanhe tenham dado início às chamas.
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Quando uma chama em um ambiente não é rapidamente extinta, gases quentes sobem até o teto e espalham o calor por todo o espaço, dizem os especialistas em incêndio. As temperaturas podem subir rapidamente para até 538 graus Celsius, ponto em que tudo no ambiente pode começar a queimar ao mesmo tempo, de acordo com a Associação Nacional de Proteção contra Incêndios (NFPA), dos Estados Unidos.
Primeira vítima: Jovem italiano de 16 anos está entre os mortos em tragédia
— Toda a madeira, todos os assentos, todas as decorações e tudo o mais na sala seriam aquecidos à temperatura de ignição (combustão) — disse Steve Kerber, diretor executivo do Instituto de Pesquisa de Segurança contra Incêndios em Maryland. — Se você tiver materiais altamente combustíveis, como plásticos, isso acontece muito rápido.
Em um incêndio instantâneo, uma chama pode se alastrar de uma vela para um sofá, depois para o tapete e para o resto do cômodo em três a cinco minutos, dependendo do tipo de materiais envolvidos, explicou Kerber. As pessoas dentro do cômodo também seriam queimadas.
‘Meu rosto ficou queimado, meu cabelo também’: Sobrevivente descreve pânico durante incêndio em bar na Suíça
Mesmo um bombeiro com equipamento de proteção completo dificilmente sobreviveria a uma ignição súbita generalizada, de acordo com a NFPA.
— Essas temperaturas estão muito além do que seria possível respirar sem ser afetado — destacou o especialista.
Ignições súbitas generalizadas ocorrem com frequência. Segundo Kerber, há casos como esse acontecendo todos os dias em todo o mundo.
— Todo grande incêndio tem um ou mais cômodos que sofrem uma ignição súbita generalizada — explicou.
Entenda: Velas de aniversário ‘estrela’ em garrafas de champanhe são provável causa de incêndio em bar na Suíça, dizem autoridades
Um incêndio deste tipo esteve envolvido no incêndio da boate Station, em Rhode Island, em 2003, que matou 100 pessoas, um desastre que, segundo Kerber, pareceu se assemelhar à tragédia na Suíça. Nesse caso, fogos de artifício acionados por uma banda que tocava na boate, a Station, incendiaram a espuma de isolamento acústico que revestia as paredes e o teto.
No entanto, as ignições súbitas generalizadas são evitáveis. Os sprinklers, dispositivo de segurança contra incêndios que detectam calor e liberam água automaticamente, podem impedir que o fogo chegue a esse ponto, esclareceu Kerber. Além disso, a observância das normas de segurança contra incêndio, incluindo a proibição de materiais inflamáveis ​​em tetos de espaços fechados, também é essencial na prevenção destes incidentes.
O português Orlando Ferreira, que vive na Suíça há 14 anos, relembrou o momento em que seu enteado escapou do incêndio que atingiu um bar da estação de esqui de Crans-Montana, nesta quinta-feira. Em depoimento à CNN Portugal, o homem contou que o jovem deixou o local 15 minutos antes do fogo se alastrar.
Segundo autoridades: Velas de aniversário ‘estrela’ em garrafas de champanhe são provável causa de incêndio em bar na Suíça
Tragédia na Suíça: Quem era Emanuele Galeppini, jovem italiano morto em incêndio nos Alpes suíços
— Ele havia estado no bar para uma confraternização com os amigos, mas deixou o local antes das 1h. Eu cheguei a enviar mensagens às 1h26, perguntando se ele ainda estava no bar, mas ele me respondeu minutos depois dizendo que já estava no carro, a caminho de casa. Ele saiu um quarto de hora antes de tudo acontecer — disse Orlando.
De acordo com o português, o enteado começou a inteirar-se da tragédia ainda durante o trajeto de volta para casa. — Os amigos começaram a se comunicar com ele, perguntar se estava tudo bem… Ele também leu as notícias, viu vídeos de colegas, e descobriu o que tinha acontecido
O que se sabe
A primeira vítima da tragédia provocada por um incêndio na estância de esqui de Crans-Montana, foi identificada nesta sexta-feira. Trata-se de Emanuele Galeppini, um jovem italiano de 16 anos, cuja morte foi confirmada nesta quinta-feira pela Federação Italiana de Golfe, entidade à qual o atleta era filiado.
Segundo as autoridades locais, 40 pessoas morreram no incêndio, mas o número pode aumentar nas próximas horas ou dias. Há ainda vários feridos em estado grave, o que mantém as equipes de resgate e de saúde em alerta máximo.
O fogo começou por volta de 1h30 desta quinta-feira, pelo horário local (noite de quarta-feira no Brasil), e inicialmente foi reportado como uma explosão. Contudo, Stephane Ganze, chefe de segurança do cantão (região) de Valais, onde fica o resort de Crans-Montana, descartou essa hipótese. Beatrice Pilloud, procuradora-geral da região, disse que o foco da investigação é descobrir as causas do desastre, e não achar culpados, ao menos por agora. O uso de sinalizadores em garrafas é tratado como possível causa da tragédia.
Quando Noa Bersier, de 20 anos, chegou com vários amigos ao “Le Constellation”, na vila de Crans-Montana, nos Alpes suíços, pouco depois da meia-noite de quinta-feira, encontrou o bar cheio, mas não lotado, de jovens comemorando o Ano Novo. No porão, as pessoas dançavam ao som de música pop. Bersier, coordenador de marketing de um time de hóquei suíço, jogava bilhar com os amigos.
Entenda: Velas de aniversário ‘estrela’ em garrafas de champanhe são provável causa de incêndio em bar na Suíça, dizem autoridades
Primeira vítima: Jovem italiano de 16 anos está entre os mortos em tragédia nos Alpes suíços
Segundo ele, garçons corriam de um lado para o outro, alguns carregando garrafas de vinho com velas e sinalizadores acesos. A celebração, de repente, transformou-se em tragédia: Bersier percebeu que o teto estava em chamas. Ele disse não ter visto a causa, mas em poucos minutos as chamas se espalharam por todo o cômodo.
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A procuradora-geral do cantão de Valais, no sudoeste da Suíça, Béatrice Pilloud, afirmou nesta sexta-feira que a principal linha de investigação sobre o trágico incêndio é de que os sinalizadores afixados a garrafas de champanhe tenham dado início às chamas.
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Depois que viu as primeiras chamas, Bersier pegou o casaco e correu para a única saída que conhecia — a escada que levava ao térreo. Muitos outros fizeram o mesmo, resultando em uma aglomeração de pessoas na escada, todas presas no subsolo. Ele sentiu, então, uma onda de calor percorrer seu corpo, embora, segundo ele, não tenha visto nenhum fogo por perto.
— Eu vi minhas mãos se desfazendo — contou o jovem. — Senti como se estivesse em chamas, mas não havia fogo ao meu redor.
Ao chegar à varanda, no topo da escadaria, Bersier se viu em meio a uma confusão de pessoas em pânico e agitadas.
— Você via pânico nos olhos de todos. Quando consegui sair, vi minhas mãos, a pele pendurada por todos os lados — disse ele. — Meu rosto estava meio queimado, dava para perceber que meu cabelo também. Eu cheirava a queimado.
Policiais fazem a segurança do local do incêndio que atingiu um bar em Crans-Montana, na Suíça
Sergey Ponomarev / The New York Times
Segundo ele, seus amigos o levaram de carro até o hospital mais próximo, a meia hora de distância, na cidade de Sion. Os médicos informaram que ele sofreu queimaduras na cabeça, nas mãos, na parte inferior das costas e em uma perna.
Veja: Fogos de artifício podem ter causado incêndio em festa de Ano Novo nos Alpes Suíços, que deixou 40 mortos e 100 feridos
Bersier acabou sendo vítima também do azar: tinha ingressos para outra boate próxima, mas decidiu ir embora ao perceber que o local ainda não estava cheio. Por outro lado, como ele próprio afirmou, considera-se sortudo por ter sobrevivido.
— Sou muito grato por ainda estar aqui hoje — concluiu o jovem.
Velas de aniversário ‘estrela’
— Tudo nos leva a crer que o incêndio começou a partir de sinalizadores afixados em garrafas de champanhe, que ficaram muito perto do teto. A partir disso, as chamas começaram [a se espalhar] rapidamente — disse Pilloud, a procuradora-geral do cantão de Valais, durante a coletiva de imprensa nesta sexta-feira. — Para chegar a essa conclusão inicial, há vídeos que foram analisados, entrevistas com várias pessoas e relatos de testemunhas.
Ainda de acordo com a procuradora, a investigação está analisando a espuma acústica usada no teto do porão do local do evento, a fim de verificar se ela estava em conformidade com as diretrizes de segurança. Ela também afirmou que a possibilidade de abertura de processos criminais relacionados a incêndio culposo, homicídio culposo e danos materiais causados ​​por negligência será avaliada com o avançar da apuração sobre responsabilidade.
Leia também: Papa Leão XIV expressa compaixão por famílias de vítimas de incêndio na Suíça
O chefe da polícia local, Frédéric Gisler, afirmou que 119 pessoas ficaram feridas, incluindo 71 suíço, 14 franceses e 11 italianos. As outras nacionalidades incluem pessoas da Bélgica, Polônia, Portugal e Luxemburgo, Sérvia e Bósnia. Catorze pessoas seguem sem identificação — o que ele disse ser uma prioridade neste momento.
Autoridades ainda trabalhavam no local do incêndio na manhã desta sexta-feira, enquanto se dava início ao processo de identificação dos corpos — que políticos e técnicos afirmaram que deve ser demorado, em razão da condição em que parte dos corpos foram encontrados.
O trágico incêndio que deixou 40 mortos e 115 feridos durante uma festa de ano novo na estação de esqui Crans-Montana, na Suíça, tem dois jovens atletas entre as vítimas. Tahirys dos Santos, de 19 anos, é reserva do Metz e teve 30% do corpo queimado. Já Emanuele Galeppini, promessa do golfe italiano de 16 anos, está entre os desaparecidos.
O treinador do Metz, Stéphane Le Mignan, falou sobre a situação de Tahirys, que faz parte da terceira equipe do Metz e tem ganhado espaço entre os reservas do time principal, em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira. O jogador foi socorrido na madrugada de 1º de janeiro e está internado em um hospital de Stuttgart, na Alemanha, onde passa por tratamento intensivo.
— Ficamos em choque quando soubemos. Nossos sentimentos estão com ele e sua família, é algo muito difícil de lidar. Sabemos que ele está sofrendo e estamos monitorando de perto sua condição, esperando por boas notícias nas próximas horas. Ele está passando por algo trágico — lamentou.
A situação do adolescente Emanuele Gappini é ainda mais delicada. A Federação Italiana de Golfe, à qual ele era filiado, publicou uma mensagem de despedida. “Neste momento de grande consternação, os nossos pensamentos estão com a sua família e todos os que gostavam dele [Galeppini]”, escreveu o perfil, lamentando a perda do jovem e manifestando solidariedade à família e aos amigos do jovem, descrito como um “atleta apaixonado e com valores autênticos”.
A família de Emanuele, no entanto, ainda não confirma a morte do adolescente. Segundo a Sky Sports italiana, um tio do jovem atleta afirmou que ainda é preciso esperar o resultado do teste de DNA para identificá-lo, ou não, como um dos vitimados pela tragédia.
Uma mulher foi encontrada morta após ser atacada por um puma enquanto caminhava por uma região montanhosa do Colorado, nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico Daily Mail, o corpo da vítima foi localizado por outros dois excursionistas, que faziam trilha no local.
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De acordo com o Departamento de Parques e Vida Selvagem do Colorado (CPW, na sigla em inglês), os caminhantes se depararam com o animal em pé sobre o corpo da mulher, no Ano Novo, pouco após o meio-dia.
A dupla atirou pedras para espantar o puma e, logo depois, prestaram socorro à mulher. No entanto, esta já estava sem vida. Representantes do CPW acreditam que vários pumas podem estar envolvidos no ataque.
As autoridades do Colorado não divulgaram a identidade da vítima. Câmeras de segurança têm sido utilizadas para auxiliar na investigação da morte.
Um puma foi baleado na região, após o ataque, e, posteriormente, sacrificado. Um segundo puma também foi encontrado nas proximidades e morto a tiros. Segundo as regras do CPW, no entanto, animais selvagens que atacam e matam humanos devem ser eutanasiados.
A procuradora-geral do cantão de Valais, no sudoeste da Suíça, Béatrice Pilloud, afirmou nesta sexta-feira que a principal linha de investigação sobre o trágico incêndio em um bar na vila de Crans-Montana, nos Alpes suíços, é de que velas de aniversário do tipo “estrela” afixadas a garrafas de champanhe tenham dado início às chamas. A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa com autoridades locais, em que foi confirmado que pessoas de várias nacionalidades estão entre os feridos, e que as investigações podem levar a um indiciamento criminal.
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— Tudo nos leva a crer que o incêndio começou a partir de sinalizadores afixados em garrafas de champanhe, que ficaram muito perto do teto. A partir disso, as chamas começaram [a se espalhar] rapidamente — disse a procuradora durante a coletiva de imprensa. — Para chegar a essa conclusão inicial, há vídeos que foram analisados, entrevistas com várias pessoas e relatos de testemunhas.
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Ainda de acordo com a procuradora, a investigação está analisando a espuma acústica usada no teto do porão do local do evento, a fim de verificar se ela estava em conformidade com as diretrizes de segurança. Ela também afirmou que a possibilidade de abertura de processos criminais relacionados a incêndio culposo, homicídio culposo e danos materiais causados ​​por negligência será avaliada com o avançar da apuração sobre responsabilidade.
Questionada ao fim da introdução inicial feita pelas autoridades sobre a necessidade de autorização para as velas utilizadas no interior do bar, a procuradora pontuou que os dispositivos pirotécnicos eram “velas de aniversário que se compram numa loja”, ressaltando que “qualquer pessoa pode ter acesso a elas”.
Ao abrir a coletiva, o presidente do governo regional de Valais, Mathias Reynard, afirmou que o número confirmado de mortos no incidente é de 40 — número inferior ao anunciado mais cedo por autoridades italianas em depoimento à imprensa, que confirmaram que 47 corpos tinham sido retirados do local do incêndio. As autoridades suíças destacaram que, por se tratar de uma situação de em andamento, as informações ainda não são definitivas.
O chefe da polícia local, Frédéric Gisler, afirmou que 119 pessoas ficaram feridas, incluindo 71 suíço, 14 franceses e 11 italianos. As outras nacionalidades incluem pessoas da Bélgica, Polônia, Portugal e Luxemburgo, Sérvia e Bósnia. Catorze pessoas seguem sem identificação — o que ele disse ser uma prioridade neste momento.
Autoridades ainda trabalhavam no local do incêndio na manhã desta sexta-feira, enquanto se dava início ao processo de identificação dos corpos — que políticos e técnicos afirmaram que deve ser demorado, em razão da condição em que parte dos corpos foram encontrados. A agência de notícias francesa AFP noticiou que corpos começaram a ser transportados para um centro funerário na cidade de Sion por volta das 11h (07h em Brasília).
O chefe da polícia criminal de Valais, Pierre Antoine Lengen, afirmou que policiais estiveram no local do incêndio para examinar os corpos das vítimas e ajudar na identificação. O departamento está reunindo dados como registros dentários, amostras de DNA e informações como as roupas que as vítimas estavam vestindo.
— Isso é complexo e precisa ser muito meticuloso. Nós não podemos cometer erros nesta área, mesmo que a espera seja uma experiência muito difícil — disse o oficial.
Mais cedo, a primeira vítima da tragédia foi identificada como Emanuele Galeppini, um jovem atleta de 16 anos, filiado à Federação Italiana de Golfe. A morte de Galeppini foi confirmada pela entidade em uma publicação nas redes sociais, por meio da qual expressaram solidariedade à família do jovem.
Um gabinete de crise foi instalada no centro de convenções de Crans-Montana para receber e orientar as famílias, à medida que sobreviventes foram distribuídos entre vários hospitais em Lausanne, Genebra e Zurique. Há confirmação de que algumas das vítimas foram transferidas para França e Itália. Governos de diferentes países estão em cooperação direta para prestar apoio aos sobreviventes.
As paredes dos edifícios adjacentes ao bar não apresentavam marcas nesta sexta-feira, e mesmo a placa do bar parecia intacta, assim como a estrutura de madeira da varanda — o que leva a crer que o incêndio se concentrou sobretudo no subsolo. Testemunhas descreveram cenas de horror, com pessoas tentando quebrar as janelas para escapar, enquanto outras, cobertas de queimaduras, corriam para a rua.
O presidente suíço, Guy Parmelin, que assumiu o cargo na quinta-feira, classificou o incidente como “uma calamidade de proporções sem precedentes e aterrorizantes”, e anunciou que as bandeiras permanecerão hasteadas a meio mastro por cinco dias. O Papa Leão XIV enviou uma mensagem ao bispo de Sion, expressando compaixão e solidariedade às famílias das vítimas.
‘Atmosfera pesada’
Nas ruas do centro da localidade, algumas famílias com crianças vestidas com roupas de esqui se preparavam para um dia na neve nesta sexta-feira. Enquanto isso, em frente ao bar, várias pessoas depositaram flores, e familiares e amigos tentam usar as redes sociais para tentar encontrar pessoas desaparecidas.
— Tentamos localizar os nossos amigos. Tiramos muitas fotos e postamos no Instagram, no Facebook e em todas as redes sociais possíveis para tentar encontrá-los — afirmou Eleonore, uma jovem de 17 anos. — Mas não há nada. Sem resposta. Ligamos para os pais, nada, nem mesmo os pais sabem de nada.
Pessoas levam flores ao local onde ocorreu incêndio que matou mais de 40 pessoas na Suíça
MAXIME SCHMID / AFP
Nos poucos cafés abertos no início da manhã, a tragédia era o assunto de todas as conversas.
— A atmosfera está pesada — disse Dejan Bajic, um turista de 56 anos de Genebra, que frequenta a estação de esqui desde 1974. — É como um pequeno vilarejo, todos nós conhecemos alguém que conhece alguém afetado.
A procuradora-geral do cantão de Valais, no sudoeste da Suíça, Béatrice Pilloud, disse que foram mobilizados grandes recursos para identificar as vítimas e devolver seus corpos às famílias o mais rápido possível. (Com AFP)
A procuradora-geral do cantão de Valais, no sudoeste da Suíça, Béatrice Pilloud, afirmou nesta sexta-feira que a principal linha de investigação sobre o trágico incêndio em um bar na vila de Crans-Montana, Alpes suíços, é de que sinalizadores afixados a garrafas de champanhe tenham dado início às chamas. A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa com autoridades locais, em que foi confirmado que há pessoas de ao menos nove nacionalidades entre os feridos.
Primeira vítima: Jovem italiano de 16 anos está entre os mortos em tragédia nos Alpes suíços
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A procuradora citou imagens compartilhadas nas redes sociais que mostram o interior do bar — uma estrutura de dois andares —, que registraram o que parece ser o momento inicial do incêndio. Segundo várias pessoas, o uso de pirotecnia era algo habitual no estabelecimento.
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Autoridades suíças ainda trabalhavam no local do incêndio na manhã desta sexta-feira, enquanto se dava início ao processo de identificação dos corpos — que políticos e técnicos afirmaram que deve ser demorado, em razão da condição em que parte dos corpos foram encontrados. A agência de notícias francesa AFP noticiou que corpos começaram a ser transportados para um centro funerário na cidade de Sion por volta das 11h (07h em Brasília).
Um gabinete de crise foi instalada no centro de convenções de Crans-Montana para receber e orientar as famílias, à medida que sobreviventes foram distribuídos entre vários hospitais em Lausanne, Genebra e Zurique. Há confirmação de que algumas das vítimas foram transferidas para França e Itália. Governos de diferentes países estão em cooperação direta para prestar apoio aos sobreviventes.
Mais cedo, a primeira vítima da tragédia foi identificada como Emanuele Galeppini, um jovem atleta de 16 anos, filiado à Federação Italiana de Golfe. A morte de Galeppini foi confirmada pela entidade em uma publicação nas redes sociais, por meio da qual expressaram solidariedade à família do jovem. As autoridades confirmaram que grande parte das vítimas eram turistas, incluindo italianos e franceses, de acordo com autoridades dos dois países..
As paredes dos edifícios adjacentes ao bar não apresentavam marcas nesta sexta-feira, e mesmo a placa do bar parecia intacta, assim como a estrutura de madeira da varanda — o que leva a crer que o incêndio se concentrou sobretudo no subsolo. Testemunhas descreveram cenas de horror, com pessoas tentando quebrar as janelas para escapar, enquanto outras, cobertas de queimaduras, corriam para a rua.
O presidente suíço, Guy Parmelin, que assumiu o cargo na quinta-feira, classificou o incidente como “uma calamidade de proporções sem precedentes e aterrorizantes”, e anunciou que as bandeiras permanecerão hasteadas a meio mastro por cinco dias. O Papa Leão XIV enviou uma mensagem ao bispo de Sion, expressando compaixão e solidariedade às famílias das vítimas.
‘Atmosfera pesada’
Nas ruas do centro da localidade, algumas famílias com crianças vestidas com roupas de esqui se preparavam para um dia na neve nesta sexta-feira. Enquanto isso, em frente ao bar, várias pessoas depositaram flores, e familiares e amigos tentam usar as redes sociais para tentar encontrar pessoas desaparecidas.
— Tentamos localizar os nossos amigos. Tiramos muitas fotos e postamos no Instagram, no Facebook e em todas as redes sociais possíveis para tentar encontrá-los — afirmou Eleonore, uma jovem de 17 anos. — Mas não há nada. Sem resposta. Ligamos para os pais, nada, nem mesmo os pais sabem de nada.
Pessoas levam flores ao local onde ocorreu incêndio que matou mais de 40 pessoas na Suíça
MAXIME SCHMID / AFP
Nos poucos cafés abertos no início da manhã, a tragédia era o assunto de todas as conversas.
— A atmosfera está pesada — disse Dejan Bajic, um turista de 56 anos de Genebra, que frequenta a estação de esqui desde 1974. — É como um pequeno vilarejo, todos nós conhecemos alguém que conhece alguém afetado.
A procuradora-geral do cantão de Valais, no sudoeste da Suíça, Béatrice Pilloud, disse que foram mobilizados grandes recursos para identificar as vítimas e devolver seus corpos às famílias o mais rápido possível. (Com AFP)

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