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A população de cavalos selvagens no Parque Nacional Kosciuszko, nos Alpes australianos, voltou a crescer após uma pausa no programa de abate aéreo, aumentando a preocupação de autoridades e cientistas com os impactos ambientais causados pelos animais em uma das áreas de conservação mais importantes da Austrália. A operação que reunia atiradores em helicópteros aconteceu entre 2023 e 2024, segundo o site The Conversation, e reduziu a população de 17 mil animais para 3 mil. No entanto, sem o abate em 2025, a estimativa de cavalos no local já estaria entre 6.476 e 16.411. De acordo com o site britânico The Guardian, o governo local retomará os abates aéreos ainda em junho. As medidas, no entanto, encontram forte resistência de grupos de proteção dos animais.
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De acordo com uma pesquisa divulgada pelo governo de Nova Gales do Sul, o número de cavalos selvagens no parque aumentou significativamente em relação ao levantamento anterior. O abate aéreo vinha sendo utilizado para reduzir a população dos chamados “brumbies”, como os cavalos selvagens são conhecidos no país.
A ministra do Meio Ambiente de Nova Gales do Sul, Penny Sharpe, declarou que há a necessidade de “gestão contínua” para atingir a meta e reduzir o número de brumbies até meados de 2027. Ela destacou que outras opções para o controle a população foram estudadas, incluindo a contratação de um especialista independente para elaborar um estudo de controle reprodutivo, evitando que aconteça o mesmo que ocorreu depois dos últimos abates.
“Ninguém quer ter que matar cavalos. Mas ainda há muitos no Parque Nacional de Kosciuszko. Usaremos a melhor ciência disponível e adotaremos uma abordagem cautelosa e baseada em evidências para atingir a meta populacional necessária, a fim de proteger a vegetação nativa, os animais, os cursos d’água e os valores culturais”, afirmou Sharpe, que ressaltou ainda que embora haja sinais iniciais de recuperação da cobertura vegetal, os danos causados ​​pelos animais selvagens ao frágil ecossistema alpino de Kosciuszko são evidentes.
Cavalos selvagens no Parque Nacional Kosciuszko, na Austrália
Reprodução / Instagram / @lost_inlenny
Segundo o The Conversation, a rápida recuperação da população demonstra a capacidade de reprodução e expansão dos animais. A publicação afirma que, uma vez que os rebanhos que estavam no local foram abatidos, é provável que cavalos de regiões vizinhas, como as florestas estaduais adjacentes, tenham migrado para lá. Os cavalos também se reproduziram significativamente, após um verão ameno com chuvas significativas.
Os cavalos selvagens são considerados uma espécie invasora na região e, de acordo com pesquisadores, provocam danos significativos ao ecossistema alpino. Entre os impactos apontados estão a degradação de áreas úmidas, a compactação do solo, a erosão das margens de rios e a destruição da vegetação nativa. Esses danos afetam espécies de plantas e animais que dependem desses habitats para sobreviver.
O debate sobre o controle dos animais é um dos mais sensíveis da política ambiental australiana. Enquanto grupos de proteção dos brumbies defendem métodos alternativos ao abate, como programas de fertilidade e remoção dos cavalos, cientistas argumentam que as medidas adotadas até agora não foram capazes de conter o crescimento populacional em larga escala.
O Parque Nacional Kosciuszko é frequentado por visitantes locais e turistas. Ele conta com 6.900 quilômetros quadrados e tem o o Monte Kosciuszko, pico mais alto da Austrália continental. Nas redes, turistas mostram visuais deslumbrantes do local.
A queda de um helicóptero AH-64 Apache do Exército dos Estados Unidos durante uma patrulha próxima à costa de Omã e ao Estreito de Ormuz, na segunda-feira, chamou a atenção global para uma das aeronaves militares mais conhecidas das Forças Armadas americanas. Nesta terça, o presidente Donald Trump atribuiu ao Irã a derrubada da aeronave e afirmou que Washington “deve, necessariamente, responder”, embora não tenha apresentado detalhes sobre o ocorrido e Teerã não tenha assumido responsabilidade pelo incidente. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança e estão em condição estável.
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O AH-64 Apache é descrito por sua fabricante, a Boeing, como o helicóptero de ataque mais avançado e comprovado em combate do mundo. A aeronave entrou em serviço em 1984 e, desde então, tornou-se a espinha dorsal da frota de helicópteros de ataque do Exército americano. De acordo com a empresa, a família Apache já acumulou mais de 5,3 milhões de horas de voo, sendo mais de 1,3 milhão delas em combate. Atualmente, mais de 1,3 mil unidades estão em operação em diferentes partes do mundo.
O Apache opera com tripulação de duas pessoas e foi projetado para missões de ataque de precisão. Entre seus equipamentos estão sistemas integrados de sensores, compartilhamento de dados em tempo real e recursos de identificação e priorização de múltiplos alvos. A aeronave também é capaz de controlar veículos aéreos não tripulados, ampliando o alcance de seus sensores e sua capacidade operacional no campo de batalha. Outro recurso é a integração ao sistema Link 16, utilizado para compartilhar informações entre plataformas militares.
Equipados com mísseis Hellfire, esses helicópteros são usados em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ataques de precisão, além de patrulhar o Estreito de Ormuz para conter ataques de pequenas embarcações e interceptar drones. Nos últimos meses, as aeronaves passaram a operar mais próximas do território iraniano, incluindo áreas do Golfo Pérsico e ilhas controladas por Teerã. Os EUA intensificaram sua presença militar na região após impor restrições ao tráfego marítimo ligado ao Irã em resposta ao bloqueio iraniano de Ormuz.
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Os helicópteros AH-64 também têm sido utilizados pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) para derrubar drones iranianos. Além dos EUA e EAU, adotaram a aeronave países como Israel, Índia, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Arábia Saudita, Catar, Egito e Reino Unido.
O modelo possui 14,7 metros de comprimento, 4,7 metros de altura e rotor principal com 14,6 metros de diâmetro. Sua velocidade máxima em voo nivelado supera 279 km/h, e seu teto operacional chega a 6.096 metros de altitude. A versão mais moderna da aeronave é o AH-64E, que continuará em produção ao longo da década de 2030. A expectativa é que o modelo permaneça em serviço nos Estados Unidos e em países parceiros até a década de 2060.
Operação de resgate
A queda ocorreu por volta das 3h30 da madrugada desta terça-feira, no horário local (noite de segunda-feira em Brasília), na costa de Omã, enquanto o helicóptero realizava uma patrulha, informou o Comando Central americano (Centcom). Uma embarcação não tripulada localizou os dois aviadores depois que eles passaram cerca de duas horas na água, disse o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom. Segundo ele, foi o primeiro resgate marítimo conhecido realizado por um drone pelas Forças Armadas americanas.
Nesta terça, Trump afirmou que os dois militares estão “seguros e não sofreram ferimentos”, mas que, mesmo assim, Washington deve, “necessariamente, responder a esse ataque”.
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Pouco antes da publicação de Trump, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, escreveu na rede X: “Preferimos a linguagem da diplomacia, mas falamos outras línguas com muito mais fluência. Quebrem seus compromissos, e passaremos a usar aquilo que falamos melhor. Vocês montam o cavalo que selaram!”.
A derrubada do helicóptero aumentou ainda mais a tensão em torno de um cessar-fogo de dois meses, um dia depois de Irã e Israel trocarem disparos pela primeira vez desde a entrada em vigor da frágil trégua. A televisão estatal iraniana informou que os ataques israelenses mataram ao menos dois integrantes das unidades de defesa aérea do país.
Desde que EUA e Israel começaram a atacar o Irã, em 28 de fevereiro, a guerra abalou a economia global, elevou os preços da energia em todo o mundo e encareceu diversos produtos básicos, incluindo alimentos. As autoridades não conseguiram transformar o cessar-fogo firmado em abril em um acordo permanente para o fim da guerra, especialmente porque Israel intensificou e ampliou sua campanha militar no Líbano contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
(Com New York Times)
Enquanto Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, aguarda julgamento preso em Nova York, sua irmã mais velha, MariaSanta Mangione, se prepara para iniciar uma nova etapa na carreira médica em uma das instituições de saúde mais prestigiadas dos Estados Unidos.
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A médica de 36 anos foi selecionada para um programa de especialização em doenças cardiovasculares da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Considerado um dos mais concorridos da área, o fellowship (etapa de subespecialização nos EUA) em cardiologia reúne profissionais que passam anos se preparando para conquistar uma vaga.
Além de MariaSanta e o caçula Luigi, de 28 anos, a família conta com Lucia Mangione Giulio, de 34 anos, artista que vive em Baltimore.
Segundo informações divulgadas pela Universidade Johns Hopkins, MariaSanta começará o programa em julho, cerca de dois meses antes da data prevista para o início do julgamento do irmão. Ao longo da última década, ela construiu carreira na medicina e na pesquisa científica. Formou-se em Biologia Celular e Genética Molecular pela Universidade de Maryland e concluiu o concorrido programa combinado de medicina e doutorado da Universidade Vanderbilt, onde pesquisou mecanismos celulares relacionados a doenças.
Após a graduação, realizou residência em clínica médica no UT Southwestern Medical Center, em Dallas, e seguiu especialização em cardiologia. Ela também publicou estudos na área cardiovascular e recebeu financiamentos competitivos para pesquisas acadêmicas.
A família Mangione se manifestou publicamente apenas uma vez desde a prisão de Luigi, afirmando estar “chocada e devastada” com o caso. Em nota, os parentes disseram que tinham conhecimento dos fatos apenas por meio das notícias divulgadas pela imprensa e ofereceram “orações à família de Brian Thompson”.
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Antes da prisão de Luigi, os Mangione já eram conhecidos em Maryland. O patriarca da família, Nicholas Mangione, falecido em 2008, construiu um império imobiliário que incluía empreendimentos como o Turf Valley Resort e o Hayfields Country Club. Os negócios passaram posteriormente para seus filhos, entre eles Louis Mangione, pai do acusado.
O caso que colocou a família sob os holofotes começou em dezembro de 2024, quando Brian Thompson, então CEO da UnitedHealthcare, foi morto a tiros em frente ao Hilton Midtown, em Manhattan, durante um evento corporativo da empresa.
Promotores afirmam que anotações encontradas com Luigi indicariam planejamento prévio do crime. Entre as provas que poderão ser apresentadas aos jurados estão um caderno atribuído ao acusado e uma arma artesanal de calibre 9 mm apreendida durante sua prisão.
Paralelamente ao processo estadual em Nova York, Mangione também responde a acusações federais. Recentemente, parte das denúncias foi retirada por decisão judicial, incluindo uma acusação que poderia torná-lo elegível à pena de morte. Ainda assim, ele segue enfrentando acusações graves que podem resultar em prisão perpétua.
Atualmente, Luigi Mangione permanece detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, enquanto aguarda o andamento dos processos judiciais.
Completando três meses de guerra, o presidente Donald Trump vem tentando desescalar o conflito no Oriente Médio e chegou a orientar que Israel e Irã parassem de “atirar” um contra o outro. Só que a maior dificuldade de qualquer guerra é que, depois que começa, ganha dinâmica própria, salienta o analista Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais pelas universidades de Groningen e Estrasburgo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os Estados Unidos tomaram uma decisão equivocada ao impor novas tarifas comerciais, na semana passada, para parceiros comerciais amigos, incluindo o Brasil, país que tem muito mais coisas em comum com os americanos do que com a China. A avaliação é de Nicholas Burns, ex-embaixador dos EUA na China e na OTAN, professor da Universidade de Harvard e um dos mais experientes diplomatas americano. Para Burns, o livre comércio é benéfico para todos e durante a globalização mais de 2 bilhões de pessoas no mundo saíram da pobreza e ascenderam à classe média. Para ele, é preciso reconstruir a relação entre os EUA e o Brasil e seus líderes precisam falar mais.
— Pessoalmente, eu não me sinto bem sobre isso (tarifas impostas pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais). Fui educado na cartilha do livre comércio. Eu penso que menos tarifas e livre comércio são benéficos a todos: para o Brasil, grande exportador agrícola, e para meu próprio país. Houve muita prosperidade durante a globalização, talvez perto de 2 bilhões de pessoas saíram da pobreza para a classe média. Eu acho que (taxar) não é inteligente e espero que os Estados Unidos voltem ao livre comércio no futuro. É preciso reconstruir as relações entre os dois países e seus líderes precisam falar mais — disse Bruns, que participou nesta terça-feira de um evento organizado pelo Instituto Diálogos, fundado pela senadora e ex-ministra da agricultura Tereza Cristina (PP-MS) e realizado no Teatro do Shopping Iguatemi, em São Paulo.
O encontro discutiu a situação geopolítica mundial e como o Brasil se insere no atual contexto. Participaram empresários, autoridades, diplomatas e representantes do setor produtivo.​ O Instituto Diálogos foi criado com o objetivo de promover o debate com diferentes visões, e difundir conhecimento sobre grandes temas presentes nos cenários nacional e internacional.
Burns lembrou que, além do Brasil, outros países taxados pelos EUA são parceiros comerciais amigos dos americanos, como Japão, Coreia do Sul, Índia.
— Parceiros comerciais crescem mais próximos uns dos outros e não distantes. Eu não acho que nós fazemos um bom trabalho tratando nossos amigos mal, considerando nosso interesse pessoal, e erguendo barreiras ao redor do mundo — avaliou.
O ex-embaixador disse que EUA e Brasil têm muito mais coisas em comum do que Brasil e China.
— Nós somos duas democracias. Espero que isso não pareça arrogante, mas somos as duas nações mais importantes no hemisfério ocidental, o Brasil e os Estados Unidos, pela virtude das nossas economias, pela virtude da nossa população, pela virtude da nossa história. Os dois países competem em algumas áreas, mas ambos têm que ser amigos — defendeu ele, que reconhece, entretanto, que os chineses são os grandes competidores global dos americanos.
— A China produz 33% de todos os bens manufaturados do mundo. E, em 2030, produzirá 40%. Então temos que admirar o fato de que a China construiu essa economia extraordinária. Mas não é sustentável para o Brasil, os Estados Unidos, a União Europeia, o Japão, a Coreia do Sul e a Índia, que a China tenha 40% de toda a fabricação do mundo — ponderou.
Ele defendeu que os Estados Unidos trabalhem em parceria com os chineses, inclusive para reduzir as emissões de CO2, já que a China é responsável por 30% e os EUA por 10%.
— Eu acho que não importa quem seja eleito presidente nos EUA em 2028, republicano ou um democrata, homem ou mulher. O eleito nos levará de volta para a cooperação com a China — previu.
Burns disse que o mundo passou de uma relativa ordem para o estado de desordem.
— Nós tínhamos o Acordo General sobre Terrorismo e Comércio, e nós tínhamos a Organização Mundial de Comércio. Havia disputas de comércio, que são normais e você ganha ou perde. Mas o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está completamente congelado. EUA, a França, o Reino Unido, vetam tudo o que a China e a Rússia querem, e vice-versa. Precisamos da reforma do Conselho e o Brasil precisa fazer como membro permanente. Não podemos ter instituições multilaterais que não podem funcionar — avaliou
Ao mesmo tempo, disse Burns, poderes autoritários como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, estão trabalhando juntos e estão confiantes.
— Nós estamos falhando. Não queremos viver em um mundo onde os poderes autoritários estão em ascendência.
Ricardo Zúñiga, ex-subsecretário do Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, diplomata e ex-cônsul dos EUA em São Paulo, que também participou do evento, concorda que o mundo que existiu antes de janeiro de 2025 (quando o presidente Donald Trump tomou posse) não vai existir mais. Mas é otimista é diz que o mundo atual não vai ser o mesmo em 2030.
— Os Estados Unidos vão mudar de novo. Esta administração é muito diferente de qualquer outra dos últimos 100 anos dos Estados Unidos. E o próximo governo provavelmente vai ser um pouco mais ortodoxo, mais alinhado com a política tradicional — observou.
Zúñiga também defendeu que EUA e Brasil precisam trabalhar juntos, e lembrou que o Brasil é um dos mais produtores do agro mundial e detentor de reservas importantes de terras raras.
— O Brasil pode construir, junto com os Estados Unidos, mas também com a Europa, com a Coreia do Sul, com o Japão, com a Índia uma cadeia da produção de terras raras totalmente independente da China, que domina (o mercado) hoje. O Brasil e os Estados Unidos têm um futuro que precisa ser construído agora e planejado não para os próximos dois anos, mas para 20 ou 30 anos — disse.
Marcos Jank, professor e coordenador do centro Insper Agro Global, disse em sua participação no debate que há muitas oportunidades para o Brasil se inserir nessa nova ordem global através das commodities. Para ele, depois do episódio de fechamento do Estreito de Ormuz na guerra entre EUA e Irã o mundo vai ser diferente e os países vão buscar segurança alimentar e de energia em outras geografias.
Ele lembrou que poucos países dominam o setor de commodities — e o Brasil é um deles, especialmente nos produtos agropecuários.
— É preciso fazer um mapeamento do que está acontecendo no mundo em comodities. Elas são uma grande oportunidades e são poucos os países que dominam petróleo, terras raras, minerais, produto agropecuários. É preciso discutir o valor adicionado que pode ser gerado nas commodities através de parcerias internacionais. Esta poderia ser uma agenda de cooperação entre Estados Unidos e Brasil na questão dos minerais críticos, e não de ataques entre os dois países. É preciso construir valor adicionado nas matérias primas, o Brasil é bom nisso e pode fazer — disse
Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics, afirmou no debate, que mesmo com 200 anos de relações comerciais com os EUA, os próximos cinco anos serão mais importantes. Isso porque o mundo entrou num módulo de operação das relações políticas, econômicas e internacionais, que é muito perigoso, na avaliação do especialista.
— Tem um professor da Universidade de Columbia, o Adam Tooze, que diz que quando você tem uma crise internacional, as pragas vêm uma depois da outra, como se fosse na Bíblia. Veio a Covid, a situação no Oriente Médio, a guerra no coração da Europa, as duas superpotências (China e EUA) numa situação que muita gente chama de Guerra Fria 2. Então, é nessa moldura que o Brasil não apenas tem que se inserir, mas tem que se relacionar também com os Estados Unidos — disse Troyjo.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que um helicóptero militar dos Estados Unidos foi abatido pelo Irã e que os Estados Unidos “devem” responder. Em um comunicado, Trump afirmou ter sido informado de que, “na noite passada, os iranianos derrubaram um de nossos helicópteros Apache, altamente sofisticados, enquanto realizava patrulha sobre o Estreito de Ormuz”.
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Embora os pilotos não tenham sofrido ferimentos, “os Estados Unidos devem, necessariamente, responder a esse ataque”. A queda do helicóptero AH-64 Apache do Exército americano ocorreu durante uma patrulha próxima à costa de Omã e ao Estreito de Ormuz. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança e estão em condição estável.
Mais cedo, em comunicado divulgado nesta terça-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que abriu uma investigação sobre o incidente. Segundo a corporação, a aeronave caiu no mar por volta das 3h30 da madrugada de terça-feira, no horário local, na costa de Omã, enquanto realizava uma missão de patrulha em águas regionais e acabou sendo perdida.
O resgate da tripulação foi concluído em aproximadamente duas horas. De acordo com o Centcom, um drone da Marinha americana localizou os militares na água e auxiliou na operação, que também envolveu efetivos da Marinha, da Força Aérea e da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército.
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Durante a madrugada, Trump havia confirmado que os ocupantes do helicóptero não sofreram ferimentos.
— Os pilotos estão bem. Ninguém ficou ferido — disse a jornalistas em Nova York.
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A queda ocorreu em uma das regiões mais sensíveis do atual conflito no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e tem sido palco de tensões crescentes desde a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
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Os helicópteros AH-64 Apache têm desempenhado papel importante nas operações americanas na região. Equipados com mísseis Hellfire, eles são usados em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ataques de precisão, além de patrulhar o Estreito de Ormuz para conter ataques de pequenas embarcações e interceptar drones.
Nos últimos meses, essas aeronaves passaram a operar mais próximas do território iraniano, incluindo áreas do Golfo Pérsico e ilhas controladas por Teerã. Os EUA também intensificaram sua presença militar na região após impor restrições ao tráfego marítimo ligado ao Irã em resposta ao bloqueio iraniano da passagem estratégica.
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Além dos helicópteros Apache, os militares americanos têm utilizado drones armados MQ-9 Reaper e caças F/A-18 e F-35 como parte de uma estratégia agressiva do Centcom para enfrentar o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.
(Com New York Times e AFP)
A Agência Espacial americana (Nasa) anunciou nesta terça-feira os próximos quatro astronautas que darão um passo importante rumo ao retorno dos humanos à superfície da Lua, como parte da missão Artemis III: Andre Douglas e Frank Rubio, os especialistas da missão; Luca Parmitano, da Agência Espacial Italiana, o piloto; e Randy Bresnik, o comandante.
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A missão testará dois módulos lunares, além de outros dispositivos tecnológicos, que serão utilizados na missão de retorno à Lua, programada para 2028. O voo espacial da Artemis III, previsto para 2027, será realizado em uma órbita mais baixa, perto de onde está a Estação Espacial Internacional, e terá duração de duas semanas.
Um dos objetivos da missão é “reduzir os riscos” do pouso lunar, antes do voo final ser lançado. Parte central do teste na Artemis III será observar como o módulo lunar Orion se acoplará a um módulo lunar.
Parmitano iniciou sua carreira como piloto de testes e depois como coronel da Força Aérea Italiana, tendo passado 367 dias no espaço desde então. Bresnik, por sua vez, ingressou na Nasa em 2004 e é o único que voou em um ônibus espacial antes da aposentadoria dessas naves. Rubio, que esperava ficar na Estação Espacial Internacional por seis meses em 2022, teve que permanecer por 371 dias devido a um vazamento de líquido de arrefecimento, o período mais longo de permanência contínua no espaço por um astronauta da Nasa. Douglas, por fim, era um membro da tripulação reserva da missão Artemis II.
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Jeremy Parsons, gerente do programa Artemis, apresentou uma atualização otimista sobre o progresso do programa e uma descrição da missão. Ele disse que o módulo de pouso da Blue Origin será lançado primeiro, seguido pela tripulação em uma cápsula Orion acoplada ao foguete Space Launch System.
A Orion e o módulo de pouso da Blue Origin ficarão acoplados em órbita por vários dias, enquanto estiverem conectados. Após o desacoplamento, a Starship da SpaceX será lançada e acoplará com a Orion por um dia. A missão terá duração de aproximadamente duas semanas, terminando com o pouso da tripulação na água a bordo da Orion.
Em fevereiro, a Nasa anunciou que, em vez de ir à Lua, como previsto originalmente para a Artemis III, a missão serviria como um voo de teste para demonstrar a capacidade de encontro e acoplamento com pelo menos um módulo de pouso lunar em órbita baixa da Terra. Essa mudança prepara o terreno para duas tentativas de pouso na Lua pela Nasa em 2028, durante as missões Artemis IV e V.
*Matéria em atualização
O Papa Leão XIV teve um encontro surpresa com o astro da música porto-riquenho Bad Bunny no estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, na segunda-feira, informou o Vaticano nesta terça-feira. O Pontífice chegou hoje à Barcelona para a etapa catalã de sua visita de sete dias à Espanha, marcada pela celebração de uma missa na Basílica da Sagrada Família e pela bênção da nova Torre de Jesus Cristo, estrutura que transformou o templo na igreja mais alta do mundo.
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— Sim… confirmo. Ele (Bad Bunny) estava com a família e algumas outras pessoas (e Leão) os cumprimentou brevemente antes de deixar o estádio — disse o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, a jornalistas.
A possibilidade de um encontro entre o Papa, que esteve em Madri de sábado a terça-feira, e o astro porto-riquenho, que se apresenta na capital espanhola nestes dias, foi tema de discussão na imprensa espanhola.
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De fato, o Papa mencionou os shows do cantor no voo que o levou a Madri, ao ser questionado sobre as notícias que falam de um maior interesse dos jovens pela religião.
— Se você tiver que escolher entre ver Bad Bunny ou ver o Papa, acho que muitos irão ver Bad Bunny. Mas também acho que haverá alguns que virão ver o Papa. E isso diz muito — disse Leão XIV, de 70 anos, na ocasião.
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O Papa, que nasceu nos Estados Unidos, e Bad Bunny têm em comum o fato de ambos terem sido alvo de críticas do presidente americano Donald Trump.
Os Estados Unidos investigam a queda de um helicóptero AH-64 Apache do Exército americano, ocorrida durante uma patrulha próxima à costa de Omã e ao Estreito de Ormuz na segunda-feira. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança e estão em condição estável, mas as autoridades ainda não determinaram se a aeronave foi atingida por disparos iranianos, sofreu uma falha mecânica ou enfrentou outro tipo de problema, informaram o jornal New York Times, a rede BBC e a emissora CNN.
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Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que abriu uma investigação sobre o incidente. Segundo a corporação, a aeronave caiu no mar por volta das 3h30 da madrugada de terça-feira, no horário local, na costa de Omã, enquanto realizava uma missão de patrulha em águas regionais e acabou sendo perdida.
O resgate da tripulação foi concluído em aproximadamente duas horas. De acordo com o Centcom, um drone da Marinha americana localizou os militares na água e auxiliou na operação, que também envolveu efetivos da Marinha, da Força Aérea e da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército.
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O presidente americano, Donald Trump, comentou o caso durante a madrugada de terça-feira e afirmou que os ocupantes do helicóptero não sofreram ferimentos.
— Os pilotos estão bem. Ninguém ficou ferido — disse a jornalistas em Nova York.
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Sem fornecer mais detalhes, ele afirmou que um relatório sobre o incidente será divulgado em breve.
A queda ocorreu em uma das regiões mais sensíveis do atual conflito no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e tem sido palco de tensões crescentes desde a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
Segundo informações divulgadas pelo New York Times, ainda não está claro se o Apache foi derrubado por fogo inimigo ou se o acidente teve origem em problemas técnicos.
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Os helicópteros AH-64 Apache têm desempenhado papel importante nas operações americanas na região. Equipados com mísseis Hellfire, eles são usados em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ataques de precisão, além de patrulhar o Estreito de Ormuz para conter ataques de pequenas embarcações e interceptar drones.
Nos últimos meses, essas aeronaves passaram a operar mais próximas do território iraniano, incluindo áreas do Golfo Pérsico e ilhas controladas por Teerã. Os EUA também intensificaram sua presença militar na região após impor restrições ao tráfego marítimo ligado ao Irã em resposta ao bloqueio iraniano da passagem estratégica.
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Caso seja confirmado que a queda teve relação com as hostilidades na região, esta será a primeira perda de um helicóptero Apache pelos EUA desde o início do conflito com o Irã.
(Com New York Times e AFP)
Uma pessoa foi atingida por um tiro na cabeça durante confrontos entre a polícia queniana e manifestantes contrários à construção de um centro de quarentena para cidadãos americanos em uma cidade turística.
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O centro médico, instalado em uma base aérea na cidade de Nanyuki, perto do Monte Quênia, será utilizado para isolar americanos procedentes da República Democrática do Congo (RDC), país que enfrenta um surto de Ebola.
O Quênia nunca registrou um caso de Ebola e muitos se opõem à ideia de transportar ao país possíveis portadores dessa doença altamente contagiosa.
Confrontos foram registrados em diferentes pontos de Nanyuki. Os manifestantes estabeleceram barricadas e atiraram pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e jatos de água.
Tiros foram disparados e correspondentes da AFP observaram um homem caído, imóvel, depois de ser atingido na cabeça. A Cruz Vermelha informou que outra pessoa ficou ferida devido ao gás lacrimogêneo.
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Dezenas de pessoas foram detidas, inclusive por policiais à paisana. “Laikipia não é um lixão… Não estou feliz com a decisão dos Estados Unidos de construir um centro de quarentena em nosso país”, declarou Priscilla Waimani, 47 anos, enrolada em uma bandeira queniana.
Policiais quenianos carregam um manifestante gravemente ferido em confronto com manifestantes em protesto contra um controverso centro de quarentena para Ebola construído pelos EUA na cidade turística de Nanyuki
Luis Tato / AFP
O centro, que estava quase concluído no fim da semana passada, deve ter 50 leitos de isolamento e será administrado por americanos.
O governo do presidente William Ruto insiste que tem uma dívida com Washington por anos de ajuda econômica.
Os Estados Unidos, por sua vez, prometeram 13,5 milhões de dólares para os esforços de prevenção do Quênia contra o Ebola.

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