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Os Estados Unidos tomaram uma decisão equivocada ao impor novas tarifas comerciais, na semana passada, para parceiros comerciais amigos, incluindo o Brasil, país que tem muito mais coisas em comum com os americanos do que com a China. A avaliação é de Nicholas Burns, ex-embaixador dos EUA na China e na OTAN, professor da Universidade de Harvard e um dos mais experientes diplomatas americano. Para Burns, o livre comércio é benéfico para todos e durante a globalização mais de 2 bilhões de pessoas no mundo saíram da pobreza e ascenderam à classe média. Para ele, é preciso reconstruir a relação entre os EUA e o Brasil e seus líderes precisam falar mais.
— Pessoalmente, eu não me sinto bem sobre isso (tarifas impostas pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais). Fui educado na cartilha do livre comércio. Eu penso que menos tarifas e livre comércio são benéficos a todos: para o Brasil, grande exportador agrícola, e para meu próprio país. Houve muita prosperidade durante a globalização, talvez perto de 2 bilhões de pessoas saíram da pobreza para a classe média. Eu acho que (taxar) não é inteligente e espero que os Estados Unidos voltem ao livre comércio no futuro. É preciso reconstruir as relações entre os dois países e seus líderes precisam falar mais — disse Bruns, que participou nesta terça-feira de um evento organizado pelo Instituto Diálogos, fundado pela senadora e ex-ministra da agricultura Tereza Cristina (PP-MS) e realizado no Teatro do Shopping Iguatemi, em São Paulo.
O encontro discutiu a situação geopolítica mundial e como o Brasil se insere no atual contexto. Participaram empresários, autoridades, diplomatas e representantes do setor produtivo.​ O Instituto Diálogos foi criado com o objetivo de promover o debate com diferentes visões, e difundir conhecimento sobre grandes temas presentes nos cenários nacional e internacional.
Burns lembrou que, além do Brasil, outros países taxados pelos EUA são parceiros comerciais amigos dos americanos, como Japão, Coreia do Sul, Índia.
— Parceiros comerciais crescem mais próximos uns dos outros e não distantes. Eu não acho que nós fazemos um bom trabalho tratando nossos amigos mal, considerando nosso interesse pessoal, e erguendo barreiras ao redor do mundo — avaliou.
O ex-embaixador disse que EUA e Brasil têm muito mais coisas em comum do que Brasil e China.
— Nós somos duas democracias. Espero que isso não pareça arrogante, mas somos as duas nações mais importantes no hemisfério ocidental, o Brasil e os Estados Unidos, pela virtude das nossas economias, pela virtude da nossa população, pela virtude da nossa história. Os dois países competem em algumas áreas, mas ambos têm que ser amigos — defendeu ele, que reconhece, entretanto, que os chineses são os grandes competidores global dos americanos.
— A China produz 33% de todos os bens manufaturados do mundo. E, em 2030, produzirá 40%. Então temos que admirar o fato de que a China construiu essa economia extraordinária. Mas não é sustentável para o Brasil, os Estados Unidos, a União Europeia, o Japão, a Coreia do Sul e a Índia, que a China tenha 40% de toda a fabricação do mundo — ponderou.
Ele defendeu que os Estados Unidos trabalhem em parceria com os chineses, inclusive para reduzir as emissões de CO2, já que a China é responsável por 30% e os EUA por 10%.
— Eu acho que não importa quem seja eleito presidente nos EUA em 2028, republicano ou um democrata, homem ou mulher. O eleito nos levará de volta para a cooperação com a China — previu.
Burns disse que o mundo passou de uma relativa ordem para o estado de desordem.
— Nós tínhamos o Acordo General sobre Terrorismo e Comércio, e nós tínhamos a Organização Mundial de Comércio. Havia disputas de comércio, que são normais e você ganha ou perde. Mas o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está completamente congelado. EUA, a França, o Reino Unido, vetam tudo o que a China e a Rússia querem, e vice-versa. Precisamos da reforma do Conselho e o Brasil precisa fazer como membro permanente. Não podemos ter instituições multilaterais que não podem funcionar — avaliou
Ao mesmo tempo, disse Burns, poderes autoritários como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, estão trabalhando juntos e estão confiantes.
— Nós estamos falhando. Não queremos viver em um mundo onde os poderes autoritários estão em ascendência.
Ricardo Zúñiga, ex-subsecretário do Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, diplomata e ex-cônsul dos EUA em São Paulo, que também participou do evento, concorda que o mundo que existiu antes de janeiro de 2025 (quando o presidente Donald Trump tomou posse) não vai existir mais. Mas é otimista é diz que o mundo atual não vai ser o mesmo em 2030.
— Os Estados Unidos vão mudar de novo. Esta administração é muito diferente de qualquer outra dos últimos 100 anos dos Estados Unidos. E o próximo governo provavelmente vai ser um pouco mais ortodoxo, mais alinhado com a política tradicional — observou.
Zúñiga também defendeu que EUA e Brasil precisam trabalhar juntos, e lembrou que o Brasil é um dos mais produtores do agro mundial e detentor de reservas importantes de terras raras.
— O Brasil pode construir, junto com os Estados Unidos, mas também com a Europa, com a Coreia do Sul, com o Japão, com a Índia uma cadeia da produção de terras raras totalmente independente da China, que domina (o mercado) hoje. O Brasil e os Estados Unidos têm um futuro que precisa ser construído agora e planejado não para os próximos dois anos, mas para 20 ou 30 anos — disse.
Marcos Jank, professor e coordenador do centro Insper Agro Global, disse em sua participação no debate que há muitas oportunidades para o Brasil se inserir nessa nova ordem global através das commodities. Para ele, depois do episódio de fechamento do Estreito de Ormuz na guerra entre EUA e Irã o mundo vai ser diferente e os países vão buscar segurança alimentar e de energia em outras geografias.
Ele lembrou que poucos países dominam o setor de commodities — e o Brasil é um deles, especialmente nos produtos agropecuários.
— É preciso fazer um mapeamento do que está acontecendo no mundo em comodities. Elas são uma grande oportunidades e são poucos os países que dominam petróleo, terras raras, minerais, produto agropecuários. É preciso discutir o valor adicionado que pode ser gerado nas commodities através de parcerias internacionais. Esta poderia ser uma agenda de cooperação entre Estados Unidos e Brasil na questão dos minerais críticos, e não de ataques entre os dois países. É preciso construir valor adicionado nas matérias primas, o Brasil é bom nisso e pode fazer — disse
Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics, afirmou no debate, que mesmo com 200 anos de relações comerciais com os EUA, os próximos cinco anos serão mais importantes. Isso porque o mundo entrou num módulo de operação das relações políticas, econômicas e internacionais, que é muito perigoso, na avaliação do especialista.
— Tem um professor da Universidade de Columbia, o Adam Tooze, que diz que quando você tem uma crise internacional, as pragas vêm uma depois da outra, como se fosse na Bíblia. Veio a Covid, a situação no Oriente Médio, a guerra no coração da Europa, as duas superpotências (China e EUA) numa situação que muita gente chama de Guerra Fria 2. Então, é nessa moldura que o Brasil não apenas tem que se inserir, mas tem que se relacionar também com os Estados Unidos — disse Troyjo.

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Arquivo / Câmara dos Deputados
Pollon diz que está sendo punido por emitir opiniões

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9), por 9 votos a 4, nova suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 60 dias. A punição foi recomendada pelo relator do caso, deputado Ricardo Maia (MDB-BA).

Pollon é alvo da Representação 26/25, apresentada pela Mesa Diretora da Câmara. Ele é acusado de ter feito declarações de cunho ofensivo e depreciativo contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante manifestação em Campo Grande (MS) em agosto do ano passado. Segundo Pollon, na manifestação, ele cobrava o presidente da Câmara para pautar o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Em maio, o deputado de Mato Grosso do Sul já teve outra decisão pela suspensão do mandato por 60 dias aprovada pelo Conselho de Ética, por ter ocupado a Mesa Diretora da Câmara na sessão do Plenário de 5 de agosto de 2025. Pollon recorreu da decisão à CCJ.

Marcos Pollon disse que recorrerá desta decisão também. A decisão final será do Plenário, por maioria absoluta (257 deputados). Leia aqui a defesa de Marcos Pollon

“Estamos caminhando para um novo tipo de democracia, em que o Judiciário modula a lei e pune as pessoas por emitirem opiniões. Isso não pode entrar nesse recinto. Aqui se encontram os votos proporcionais, 100% dos votos válidos. O que é praticado aqui acaba sendo copiado pelas outras Casas legislativas Brasil afora”, afirmou Pollon.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, colocou em dúvida, nesta terça-feira, sua presença no fan fest da Copa do Mundo de 2026 na Praça da Constituição (Zócalo), na Cidade do México, em meio a protestos de milhares de professores que bloqueiam ruas, mantêm um acampamento no centro da capital e prometem novas mobilizações a dois dias da abertura do torneio. A mandatária classificou as manifestações como uma “provocação”, mas afirmou que o início da competição está garantido.
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— Vamos ver como se desenvolve o que está acontecendo com os professores e alguns outros grupos. Tenho que estar atenta a isso — disse Sheinbaum durante sua entrevista coletiva diária.
A presidente, que não comparecerá à cerimônia de abertura no Estádio Azteca após decidir doar seu ingresso a uma menina, havia anunciado que assistiria à partida no Zócalo, principal praça da capital mexicana e sede do maior fan fest organizado pela Fifa no país, onde torcedores podem acompanhar os jogos em telões. O local abriga ainda o Palácio Nacional, residência e local de trabalho de Sheinbaum. No entanto, a área está cercada por um acampamento montado pela Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), grupo dissidente do sindicato dos professores que está em greve desde a semana passada.
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As manifestações ganharam força nesta terça-feira, quando milhares de integrantes da CNTE bloquearam uma das principais avenidas que levam ao Azteca, palco da abertura da Copa do Mundo, marcada para quinta-feira. O protesto ocorreu a menos de 48 horas da cerimônia inaugural.
As autoridades também mobilizaram milhares de agentes e instalaram barreiras de concreto a um quilômetro do estádio para impedir o avanço dos manifestantes, que ainda não haviam chegado ao local.
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— Pretendemos chegar ao estádio — disse Ángel Villalobos, um dos professores que participavam do protesto. — O governo deu algumas respostas, mas elas não são nem favoráveis nem satisfatórias.
— Vamos continuar nossa luta aqui — disse Austreberto Flores, que também participava da manifestação.
— Nós vemos isso como uma provocação, como se fosse para dizer: “olhem como está ruim a situação no México” — afirmou Sheinbaum. — No México há muitos problemas, mas nós os enfrentamos. Não há uma questão relacionada a um descontentamento social.
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A presidente reiterou que a abertura do torneio não corre risco.
— Não há problema, a abertura vai acontecer e não vamos cair em nenhuma provocação. A Copa será aproveitada da mesma forma — declarou, descartando o uso da polícia para reprimir os manifestantes.
É a terceira vez que o México organiza uma Copa do Mundo, desta vez em conjunto com Estados Unidos e Canadá. O torneio começa em 11 de junho e terminará em 19 de julho.
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A CNTE, formada principalmente por professores dos estados de Oaxaca, Guerrero, Michoacán e Chiapas, reivindica o retorno do sistema público de aposentadorias para a categoria e aumentos salariais. Desde o fim da década de 1990, o México substituiu o modelo solidário de previdência por um sistema baseado em contas individuais de poupança privada, mudança que o governo considera inviável de reverter.
O governo afirma que melhorou as condições dos professores, destaca aumentos salariais recentes e defende a continuidade das negociações.
Como forma de pressão, os professores vêm realizando bloqueios diários na capital. Nesta semana, manifestantes chegaram a derrubar um conjunto de esculturas alusivas à Copa do Mundo instalado na avenida Paseo de la Reforma. Em uma marcha realizada nesta terça-feira em direção ao Estádio Azteca, também exibiram uma faixa com a mensagem “Boicote à Copa do Mundo da Fifa 2026”.
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Na tarde de segunda-feira, segundo informações do jornal El País, policiais da Secretaria de Segurança da Cidade do México apreenderam 59 explosivos em um ônibus vindo de Ayotzinapa, no estado de Guerrero, que transportava estudantes e professores para apoiar as manifestações da CNTE.
Segundo o sindicato, cerca de 10 mil pessoas participam do acampamento instalado no centro histórico da Cidade do México. O governo estima a presença de aproximadamente 3 mil manifestantes.
A CNTE ainda não descartou novas ações durante a abertura do Mundial e convocou manifestações para quinta-feira, quando o México enfrentará a África do Sul na partida inaugural. Familiares de pessoas desaparecidas também anunciaram protestos para a mesma data com o objetivo de chamar atenção para os casos de desaparecimento forçado no país.
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Apesar da mobilização, Sheinbaum insistiu que os protestos não refletem um cenário de crise social generalizada.
— Querem fazer parecer que no México temos uma ebulição social muito grande, e isso não é verdade — afirmou.
(Com AFP)
O papa Leão XIV presidiu na tarde de terça-feira uma vigília de oração diante de milhares de pessoas no Estádio Olímpico de Barcelona, onde abordou a saúde mental e os feminicídios, no quarto dia de sua viagem à Espanha.
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Após ouvir o testemunho de uma mulher que havia tentado suicídio, o papa pediu aos sistemas públicos de saúde que transformem o combate à depressão — esse “mal-estar invisível e generalizado” — em uma prioridade.
— É importante tomar consciência de como a saúde mental está cada vez mais ameaçada no contexto de sociedades que se consideram avançadas — afirmou Leão XIV.
— Há algo profundamente errado em uma certa ideia de crescimento que submete as pessoas a pressões, expectativas e tensões que comprometem equilíbrios fundamentais — acrescentou.
Papa Leão XIV acena ao chegar à Catedral de Barcelona para a oração do meio-dia, durante visita à Espanha que inclui Madri, Barcelona e Canárias
LLUIS GENE / AFP.
Durante a vigília, que começou com animadas apresentações musicais e com a multidão entoando cânticos para o pontífice enquanto ele dava uma volta pelo local no papamóvel, Leão XIV também respondeu à preocupação de outra mulher, que contou que seu pai havia tentado matar sua mãe, que depois acabou se envolvendo com drogas.
— Tantas ocorrências policiais, ainda hoje, refletem um clima envenenado nas relações familiares, marcado por abusos e opressões, e particularmente pela violência contra as mulheres, que muitas vezes infelizmente também termina em feminicídios — lamentou Leão XIV, incentivando as sociedades a enfrentarem essa “realidade dramática”.
O papa também pediu aos jovens que aprendam “a parar, a dar valor às coisas importantes” para desenvolver “um pensamento crítico em relação a um sistema social que não coloca a pessoa no centro e provoca situações de injustiça e pobreza existencial”.
Missa na Sagrada Família
Leão XIV chegou a Barcelona pouco depois do meio-dia e participou de um primeiro compromisso na Catedral da cidade, onde, assim como ocorreu durante a tarde, alternou trechos em espanhol e catalão.
O pontífice iniciou assim a segunda etapa de sua viagem à Espanha, que começou no sábado em Madri. Durante sua intensa passagem pela capital, Leão XIV celebrou no domingo uma missa diante de mais de um milhão e meio de fiéis, enquanto na segunda-feira se tornou o primeiro pontífice a discursar no Parlamento espanhol.
Na quarta-feira, o papa terá um breve encontro com presos em uma penitenciária próxima de Barcelona e depois visitará a abadia de Montserrat, antes de celebrar à tarde uma missa na basílica da Sagrada Família, coincidindo com o centenário da morte de seu famoso arquiteto, Antoni Gaudí.
O sumo pontífice encerrará sua viagem à Espanha na quinta e sexta-feira com sua visita às Ilhas Canárias, principal porta de entrada no país para migrantes em situação irregular.
A população de cavalos selvagens no Parque Nacional Kosciuszko, nos Alpes australianos, voltou a crescer após uma pausa no programa de abate aéreo, aumentando a preocupação de autoridades e cientistas com os impactos ambientais causados pelos animais em uma das áreas de conservação mais importantes da Austrália. A operação que reunia atiradores em helicópteros aconteceu entre 2023 e 2024, segundo o site The Conversation, e reduziu a população de 17 mil animais para 3 mil. No entanto, sem o abate em 2025, a estimativa de cavalos no local já estaria entre 6.476 e 16.411. De acordo com o site britânico The Guardian, o governo local retomará os abates aéreos ainda em junho. As medidas, no entanto, encontram forte resistência de grupos de proteção dos animais.
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De acordo com uma pesquisa divulgada pelo governo de Nova Gales do Sul, o número de cavalos selvagens no parque aumentou significativamente em relação ao levantamento anterior. O abate aéreo vinha sendo utilizado para reduzir a população dos chamados “brumbies”, como os cavalos selvagens são conhecidos no país.
A ministra do Meio Ambiente de Nova Gales do Sul, Penny Sharpe, declarou que há a necessidade de “gestão contínua” para atingir a meta e reduzir o número de brumbies até meados de 2027. Ela destacou que outras opções para o controle a população foram estudadas, incluindo a contratação de um especialista independente para elaborar um estudo de controle reprodutivo, evitando que aconteça o mesmo que ocorreu depois dos últimos abates.
“Ninguém quer ter que matar cavalos. Mas ainda há muitos no Parque Nacional de Kosciuszko. Usaremos a melhor ciência disponível e adotaremos uma abordagem cautelosa e baseada em evidências para atingir a meta populacional necessária, a fim de proteger a vegetação nativa, os animais, os cursos d’água e os valores culturais”, afirmou Sharpe, que ressaltou ainda que embora haja sinais iniciais de recuperação da cobertura vegetal, os danos causados ​​pelos animais selvagens ao frágil ecossistema alpino de Kosciuszko são evidentes.
Cavalos selvagens no Parque Nacional Kosciuszko, na Austrália
Reprodução / Instagram / @lost_inlenny
Segundo o The Conversation, a rápida recuperação da população demonstra a capacidade de reprodução e expansão dos animais. A publicação afirma que, uma vez que os rebanhos que estavam no local foram abatidos, é provável que cavalos de regiões vizinhas, como as florestas estaduais adjacentes, tenham migrado para lá. Os cavalos também se reproduziram significativamente, após um verão ameno com chuvas significativas.
Os cavalos selvagens são considerados uma espécie invasora na região e, de acordo com pesquisadores, provocam danos significativos ao ecossistema alpino. Entre os impactos apontados estão a degradação de áreas úmidas, a compactação do solo, a erosão das margens de rios e a destruição da vegetação nativa. Esses danos afetam espécies de plantas e animais que dependem desses habitats para sobreviver.
O debate sobre o controle dos animais é um dos mais sensíveis da política ambiental australiana. Enquanto grupos de proteção dos brumbies defendem métodos alternativos ao abate, como programas de fertilidade e remoção dos cavalos, cientistas argumentam que as medidas adotadas até agora não foram capazes de conter o crescimento populacional em larga escala.
O Parque Nacional Kosciuszko é frequentado por visitantes locais e turistas. Ele conta com 6.900 quilômetros quadrados e tem o o Monte Kosciuszko, pico mais alto da Austrália continental. Nas redes, turistas mostram visuais deslumbrantes do local.
A queda de um helicóptero AH-64 Apache do Exército dos Estados Unidos durante uma patrulha próxima à costa de Omã e ao Estreito de Ormuz, na segunda-feira, chamou a atenção global para uma das aeronaves militares mais conhecidas das Forças Armadas americanas. Nesta terça, o presidente Donald Trump atribuiu ao Irã a derrubada da aeronave e afirmou que Washington “deve, necessariamente, responder”, embora não tenha apresentado detalhes sobre o ocorrido e Teerã não tenha assumido responsabilidade pelo incidente. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança e estão em condição estável.
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O AH-64 Apache é descrito por sua fabricante, a Boeing, como o helicóptero de ataque mais avançado e comprovado em combate do mundo. A aeronave entrou em serviço em 1984 e, desde então, tornou-se a espinha dorsal da frota de helicópteros de ataque do Exército americano. De acordo com a empresa, a família Apache já acumulou mais de 5,3 milhões de horas de voo, sendo mais de 1,3 milhão delas em combate. Atualmente, mais de 1,3 mil unidades estão em operação em diferentes partes do mundo.
O Apache opera com tripulação de duas pessoas e foi projetado para missões de ataque de precisão. Entre seus equipamentos estão sistemas integrados de sensores, compartilhamento de dados em tempo real e recursos de identificação e priorização de múltiplos alvos. A aeronave também é capaz de controlar veículos aéreos não tripulados, ampliando o alcance de seus sensores e sua capacidade operacional no campo de batalha. Outro recurso é a integração ao sistema Link 16, utilizado para compartilhar informações entre plataformas militares.
Equipados com mísseis Hellfire, esses helicópteros são usados em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ataques de precisão, além de patrulhar o Estreito de Ormuz para conter ataques de pequenas embarcações e interceptar drones. Nos últimos meses, as aeronaves passaram a operar mais próximas do território iraniano, incluindo áreas do Golfo Pérsico e ilhas controladas por Teerã. Os EUA intensificaram sua presença militar na região após impor restrições ao tráfego marítimo ligado ao Irã em resposta ao bloqueio iraniano de Ormuz.
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Os helicópteros AH-64 também têm sido utilizados pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) para derrubar drones iranianos. Além dos EUA e EAU, adotaram a aeronave países como Israel, Índia, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Arábia Saudita, Catar, Egito e Reino Unido.
O modelo possui 14,7 metros de comprimento, 4,7 metros de altura e rotor principal com 14,6 metros de diâmetro. Sua velocidade máxima em voo nivelado supera 279 km/h, e seu teto operacional chega a 6.096 metros de altitude. A versão mais moderna da aeronave é o AH-64E, que continuará em produção ao longo da década de 2030. A expectativa é que o modelo permaneça em serviço nos Estados Unidos e em países parceiros até a década de 2060.
Operação de resgate
A queda ocorreu por volta das 3h30 da madrugada desta terça-feira, no horário local (noite de segunda-feira em Brasília), na costa de Omã, enquanto o helicóptero realizava uma patrulha, informou o Comando Central americano (Centcom). Uma embarcação não tripulada localizou os dois aviadores depois que eles passaram cerca de duas horas na água, disse o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom. Segundo ele, foi o primeiro resgate marítimo conhecido realizado por um drone pelas Forças Armadas americanas.
Nesta terça, Trump afirmou que os dois militares estão “seguros e não sofreram ferimentos”, mas que, mesmo assim, Washington deve, “necessariamente, responder a esse ataque”.
Nível máximo: Pentágono vê crescente ameaça de espionagem vinda de Israel
Pouco antes da publicação de Trump, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, escreveu na rede X: “Preferimos a linguagem da diplomacia, mas falamos outras línguas com muito mais fluência. Quebrem seus compromissos, e passaremos a usar aquilo que falamos melhor. Vocês montam o cavalo que selaram!”.
A derrubada do helicóptero aumentou ainda mais a tensão em torno de um cessar-fogo de dois meses, um dia depois de Irã e Israel trocarem disparos pela primeira vez desde a entrada em vigor da frágil trégua. A televisão estatal iraniana informou que os ataques israelenses mataram ao menos dois integrantes das unidades de defesa aérea do país.
Desde que EUA e Israel começaram a atacar o Irã, em 28 de fevereiro, a guerra abalou a economia global, elevou os preços da energia em todo o mundo e encareceu diversos produtos básicos, incluindo alimentos. As autoridades não conseguiram transformar o cessar-fogo firmado em abril em um acordo permanente para o fim da guerra, especialmente porque Israel intensificou e ampliou sua campanha militar no Líbano contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
(Com New York Times)
Enquanto Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, aguarda julgamento preso em Nova York, sua irmã mais velha, MariaSanta Mangione, se prepara para iniciar uma nova etapa na carreira médica em uma das instituições de saúde mais prestigiadas dos Estados Unidos.
Julgamento de Luigi Mangione, acusado de matar CEO nos EUA, terá início em junho
Acusado de matar CEO, Luigi Mangione não será condenado à pena de morte, decreta juiz
A médica de 36 anos foi selecionada para um programa de especialização em doenças cardiovasculares da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Considerado um dos mais concorridos da área, o fellowship (etapa de subespecialização nos EUA) em cardiologia reúne profissionais que passam anos se preparando para conquistar uma vaga.
Além de MariaSanta e o caçula Luigi, de 28 anos, a família conta com Lucia Mangione Giulio, de 34 anos, artista que vive em Baltimore.
Segundo informações divulgadas pela Universidade Johns Hopkins, MariaSanta começará o programa em julho, cerca de dois meses antes da data prevista para o início do julgamento do irmão. Ao longo da última década, ela construiu carreira na medicina e na pesquisa científica. Formou-se em Biologia Celular e Genética Molecular pela Universidade de Maryland e concluiu o concorrido programa combinado de medicina e doutorado da Universidade Vanderbilt, onde pesquisou mecanismos celulares relacionados a doenças.
Após a graduação, realizou residência em clínica médica no UT Southwestern Medical Center, em Dallas, e seguiu especialização em cardiologia. Ela também publicou estudos na área cardiovascular e recebeu financiamentos competitivos para pesquisas acadêmicas.
A família Mangione se manifestou publicamente apenas uma vez desde a prisão de Luigi, afirmando estar “chocada e devastada” com o caso. Em nota, os parentes disseram que tinham conhecimento dos fatos apenas por meio das notícias divulgadas pela imprensa e ofereceram “orações à família de Brian Thompson”.
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Antes da prisão de Luigi, os Mangione já eram conhecidos em Maryland. O patriarca da família, Nicholas Mangione, falecido em 2008, construiu um império imobiliário que incluía empreendimentos como o Turf Valley Resort e o Hayfields Country Club. Os negócios passaram posteriormente para seus filhos, entre eles Louis Mangione, pai do acusado.
O caso que colocou a família sob os holofotes começou em dezembro de 2024, quando Brian Thompson, então CEO da UnitedHealthcare, foi morto a tiros em frente ao Hilton Midtown, em Manhattan, durante um evento corporativo da empresa.
Promotores afirmam que anotações encontradas com Luigi indicariam planejamento prévio do crime. Entre as provas que poderão ser apresentadas aos jurados estão um caderno atribuído ao acusado e uma arma artesanal de calibre 9 mm apreendida durante sua prisão.
Paralelamente ao processo estadual em Nova York, Mangione também responde a acusações federais. Recentemente, parte das denúncias foi retirada por decisão judicial, incluindo uma acusação que poderia torná-lo elegível à pena de morte. Ainda assim, ele segue enfrentando acusações graves que podem resultar em prisão perpétua.
Atualmente, Luigi Mangione permanece detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, enquanto aguarda o andamento dos processos judiciais.
Completando três meses de guerra, o presidente Donald Trump vem tentando desescalar o conflito no Oriente Médio e chegou a orientar que Israel e Irã parassem de “atirar” um contra o outro. Só que a maior dificuldade de qualquer guerra é que, depois que começa, ganha dinâmica própria, salienta o analista Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais pelas universidades de Groningen e Estrasburgo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, confirmou nesta terça-feira (9) que o banco estatal do Distrito Federal BRB precisa de R$ 8,8 bilhões para fazer frente a “possíveis perdas” decorrentes de negócios feitos com o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Souza, o “provisionamento” ou “capitalização” funcionará como uma reserva necessária para preservar o fôlego financeiro da instituição, evitando a quebra do banco.

O valor foi calculado após uma auditoria interna descobrir que, dos R$ 30 bi em títulos comprados do Master, ao menos R$ 8,8 bi podem estar perdidos. Destes, pelo menos R$ 2,6 bi não têm lastro, ou seja, não há nenhuma garantia real do BRB ser reembolsado.

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Para cobrir o rombo e acalmar os correntistas e o mercado, o Governo do Distrito Federal (GDF), principal acionista do banco, com 53,7% das ações, estruturou um projeto de lei que, se aprovado pela Câmara Legislativa do DF, o autorizará a fazer um empréstimo de R$ 6,6 bi ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – uma entidade privada mantida com as contribuições obrigatórias de bancos públicos e privados. A operação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de maio.

“Como vamos completar os R$ 8,8 bi [de provisionamento]? Com a securitização da dívida do GDF”, explicou Souza ao participar, nesta terça-feira (9), de uma audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

A securitização permite ao GDF receber, antecipadamente, créditos a vencer. Na primeira etapa, em 25 de maio, o BRB recebeu R$ 1,17 bi, já integralizados. A expectativa de Souza é que o banco arrecade, com o mecanismo, no mínimo mais R$ 3 bi por meio da operação financeira estruturada com a participação do banco BTG Pactual.

“Precisaremos de apenas R$ 2,2 bi para termos o aporte de R$ 8,8 bi”, disse Souza, destacando que, para levar o plano adiante integralmente, é necessário que a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprove o projeto de lei já homologado pelo STF.

“É um projeto de lei importantíssimo para a sobrevivência do BRB. Fundamental”, comentou Souza ao reconhecer que, hoje, o BRB é “o maior problema” do sistema financeiro nacional e que a recuperação do banco estatal não está sendo fácil.

“Este problema [envolvendo o Master] é muito maior e o BRB é a maior vítima”, o presidente do BRB, referindo-se ao fato do banco administrar cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais recolhidos por determinação de tribunais de justiça de quatro estados (AL; BA; MA e PB) e do Distrito Federal. Além disso, o BRB responde, hoje, por cerca de 64% dos financiamentos imobiliários do Distrito Federal, controlando uma carteira de quase R$ 15 bilhões.

 “Se o BRB desaparecer, for liquidado ou mesmo for sancionado pelo Banco Central com um regime de administração extraordinária temporária [Raet, uma intervenção], será um problema não só para Brasília, mas para todos os locais onde o banco está presente”, comentou Souza.

O presidente do BRB garantiu que, com o provisionamento, o banco tem condições estruturais para seguir operando. “Hoje, ele já é mais saudável do que era em novembro, quando cheguei. Nunca deixou de cumprir uma obrigação e segue operando regularmente.”

O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que um helicóptero militar dos Estados Unidos foi abatido pelo Irã e que os Estados Unidos “devem” responder. Em um comunicado, Trump afirmou ter sido informado de que, “na noite passada, os iranianos derrubaram um de nossos helicópteros Apache, altamente sofisticados, enquanto realizava patrulha sobre o Estreito de Ormuz”.
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Embora os pilotos não tenham sofrido ferimentos, “os Estados Unidos devem, necessariamente, responder a esse ataque”. A queda do helicóptero AH-64 Apache do Exército americano ocorreu durante uma patrulha próxima à costa de Omã e ao Estreito de Ormuz. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança e estão em condição estável.
Mais cedo, em comunicado divulgado nesta terça-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que abriu uma investigação sobre o incidente. Segundo a corporação, a aeronave caiu no mar por volta das 3h30 da madrugada de terça-feira, no horário local, na costa de Omã, enquanto realizava uma missão de patrulha em águas regionais e acabou sendo perdida.
O resgate da tripulação foi concluído em aproximadamente duas horas. De acordo com o Centcom, um drone da Marinha americana localizou os militares na água e auxiliou na operação, que também envolveu efetivos da Marinha, da Força Aérea e da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército.
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Durante a madrugada, Trump havia confirmado que os ocupantes do helicóptero não sofreram ferimentos.
— Os pilotos estão bem. Ninguém ficou ferido — disse a jornalistas em Nova York.
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A queda ocorreu em uma das regiões mais sensíveis do atual conflito no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e tem sido palco de tensões crescentes desde a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
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Os helicópteros AH-64 Apache têm desempenhado papel importante nas operações americanas na região. Equipados com mísseis Hellfire, eles são usados em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ataques de precisão, além de patrulhar o Estreito de Ormuz para conter ataques de pequenas embarcações e interceptar drones.
Nos últimos meses, essas aeronaves passaram a operar mais próximas do território iraniano, incluindo áreas do Golfo Pérsico e ilhas controladas por Teerã. Os EUA também intensificaram sua presença militar na região após impor restrições ao tráfego marítimo ligado ao Irã em resposta ao bloqueio iraniano da passagem estratégica.
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Além dos helicópteros Apache, os militares americanos têm utilizado drones armados MQ-9 Reaper e caças F/A-18 e F-35 como parte de uma estratégia agressiva do Centcom para enfrentar o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.
(Com New York Times e AFP)
A Agência Espacial americana (Nasa) anunciou nesta terça-feira os próximos quatro astronautas que darão um passo importante rumo ao retorno dos humanos à superfície da Lua, como parte da missão Artemis III: Andre Douglas e Frank Rubio, os especialistas da missão; Luca Parmitano, da Agência Espacial Italiana, o piloto; e Randy Bresnik, o comandante.
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A missão testará dois módulos lunares, além de outros dispositivos tecnológicos, que serão utilizados na missão de retorno à Lua, programada para 2028. O voo espacial da Artemis III, previsto para 2027, será realizado em uma órbita mais baixa, perto de onde está a Estação Espacial Internacional, e terá duração de duas semanas.
Um dos objetivos da missão é “reduzir os riscos” do pouso lunar, antes do voo final ser lançado. Parte central do teste na Artemis III será observar como o módulo lunar Orion se acoplará a um módulo lunar.
Parmitano iniciou sua carreira como piloto de testes e depois como coronel da Força Aérea Italiana, tendo passado 367 dias no espaço desde então. Bresnik, por sua vez, ingressou na Nasa em 2004 e é o único que voou em um ônibus espacial antes da aposentadoria dessas naves. Rubio, que esperava ficar na Estação Espacial Internacional por seis meses em 2022, teve que permanecer por 371 dias devido a um vazamento de líquido de arrefecimento, o período mais longo de permanência contínua no espaço por um astronauta da Nasa. Douglas, por fim, era um membro da tripulação reserva da missão Artemis II.
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Jeremy Parsons, gerente do programa Artemis, apresentou uma atualização otimista sobre o progresso do programa e uma descrição da missão. Ele disse que o módulo de pouso da Blue Origin será lançado primeiro, seguido pela tripulação em uma cápsula Orion acoplada ao foguete Space Launch System.
A Orion e o módulo de pouso da Blue Origin ficarão acoplados em órbita por vários dias, enquanto estiverem conectados. Após o desacoplamento, a Starship da SpaceX será lançada e acoplará com a Orion por um dia. A missão terá duração de aproximadamente duas semanas, terminando com o pouso da tripulação na água a bordo da Orion.
Em fevereiro, a Nasa anunciou que, em vez de ir à Lua, como previsto originalmente para a Artemis III, a missão serviria como um voo de teste para demonstrar a capacidade de encontro e acoplamento com pelo menos um módulo de pouso lunar em órbita baixa da Terra. Essa mudança prepara o terreno para duas tentativas de pouso na Lua pela Nasa em 2028, durante as missões Artemis IV e V.
*Matéria em atualização

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