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De acordo com uma pesquisa divulgada pelo governo de Nova Gales do Sul, o número de cavalos selvagens no parque aumentou significativamente em relação ao levantamento anterior. O abate aéreo vinha sendo utilizado para reduzir a população dos chamados “brumbies”, como os cavalos selvagens são conhecidos no país.
A ministra do Meio Ambiente de Nova Gales do Sul, Penny Sharpe, declarou que há a necessidade de “gestão contínua” para atingir a meta e reduzir o número de brumbies até meados de 2027. Ela destacou que outras opções para o controle a população foram estudadas, incluindo a contratação de um especialista independente para elaborar um estudo de controle reprodutivo, evitando que aconteça o mesmo que ocorreu depois dos últimos abates.
“Ninguém quer ter que matar cavalos. Mas ainda há muitos no Parque Nacional de Kosciuszko. Usaremos a melhor ciência disponível e adotaremos uma abordagem cautelosa e baseada em evidências para atingir a meta populacional necessária, a fim de proteger a vegetação nativa, os animais, os cursos d’água e os valores culturais”, afirmou Sharpe, que ressaltou ainda que embora haja sinais iniciais de recuperação da cobertura vegetal, os danos causados pelos animais selvagens ao frágil ecossistema alpino de Kosciuszko são evidentes.
Cavalos selvagens no Parque Nacional Kosciuszko, na Austrália
Reprodução / Instagram / @lost_inlenny
Segundo o The Conversation, a rápida recuperação da população demonstra a capacidade de reprodução e expansão dos animais. A publicação afirma que, uma vez que os rebanhos que estavam no local foram abatidos, é provável que cavalos de regiões vizinhas, como as florestas estaduais adjacentes, tenham migrado para lá. Os cavalos também se reproduziram significativamente, após um verão ameno com chuvas significativas.
Os cavalos selvagens são considerados uma espécie invasora na região e, de acordo com pesquisadores, provocam danos significativos ao ecossistema alpino. Entre os impactos apontados estão a degradação de áreas úmidas, a compactação do solo, a erosão das margens de rios e a destruição da vegetação nativa. Esses danos afetam espécies de plantas e animais que dependem desses habitats para sobreviver.
O debate sobre o controle dos animais é um dos mais sensíveis da política ambiental australiana. Enquanto grupos de proteção dos brumbies defendem métodos alternativos ao abate, como programas de fertilidade e remoção dos cavalos, cientistas argumentam que as medidas adotadas até agora não foram capazes de conter o crescimento populacional em larga escala.
O Parque Nacional Kosciuszko é frequentado por visitantes locais e turistas. Ele conta com 6.900 quilômetros quadrados e tem o o Monte Kosciuszko, pico mais alto da Austrália continental. Nas redes, turistas mostram visuais deslumbrantes do local.








