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A captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante uma rápida operação militar dos Estados Unidos na madrugada do último sábado revelou a fragilidade não apenas das forças de Defesa da Venezuela, mas também da eficiência da inteligência cubana. O governo cubano afirmou que 32 oficiais das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, responsáveis pelos serviços de inteligência, foram mortos em serviço enquanto faziam parte da equipe de segurança de Maduro, um dos alvos mais valiosos sob proteção da inteligência de Cuba. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A operação militar de larga escala dos Estados Unidos na Venezuela que culminou no último fim de semana com a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, contou com semanas de planejamento, inteligência de ponta e a execução controlada por parte das tropas americanas. Como resultado, imagens de satélite e registros audiovisuais mostram áreas com infraestrutura militar seriamente afetada, colunas de fumaça persistentes e danos visíveis em complexos estratégicos de Caracas e estados vizinhos. No país, os dias que se seguiram foram marcados pela tentativa de normalização da vida cotidiana, a reorganização do comando político e militar e por incertezas quanto ao impacto humano e material da ofensiva. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Longe de acreditar que a saída de Nicolás Maduro do poder significará uma abertura política no país que levará, entre outras coisas, à liberação dos 863 presos políticos que vivem em condições de isolamento, em muitos casos sofrendo torturas e adoecendo pelas condições desumanas de reclusão, seus familiares vivem dias de angústia e incerteza na Venezuela chavista. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou nesta terça-feira o líder de sua equipe econômica, uma posição que ela ocupou até a queda de Nicolás Maduro e que é prioridade de sua administração. Este é o primeiro anúncio de mudança feito por Delcy à frente do governo, que designou Calixto Ortega Sánchez como vice-presidente da área econômica.
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Delcy era a vice-presidente do país e primeira na linha de sucessão, mas também atuava como ministra de Hidrocarbonetos e “czar” da economia.
Seu substituto foi presidente do Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025. Antes disso, Ortega Sánchez trabalhou na indústria do petróleo.
— Até o fim de 2026, esperamos consolidar os números de 2025 e crescer ainda mais — disse Delcy Rodríguez na TV estatal, citando a estimativa de crescimento de 6,5% da Cepal para 2025.
O cenário econômico venezuelano é complexo, com uma desvalorização da moeda local de quase 500% que reacende os temores de uma hiperinflação. Não obstante, especialistas melhoraram suas perspectivas para 2026 com Delcy Rodríguez à frente do governo.
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Delcy assumiu as rédeas da política econômica durante os anos da crise mais profunda, quando flexibilizou controles e despenalizou o uso do dólar.
A presidente interina assume o governo sob a lupa do presidente americano, Donald Trump, que ordenou o bombardeio a Caracas que levou à captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcotráfico nos Estados Unidos.
O republicano manifestou especial interesse nas reservas de petróleo da Venezuela, enquanto Delcy defende uma relação equilibrada e de respeito. Especialistas estimam que a nova administração pode levar a uma flexibilização do embargo vigente desde 2019.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que a Venezuela enviará aos EUA até 50 milhões de barris de petróleo. Segundo o republicano, o produto será vendido e a receita obtida beneficiará ambos os países.
“Tenho o prazer de anunciar que as autoridades interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos”, escreveu Trump em uma publicação em sua rede social.
“Este petróleo será vendido ao preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como Presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos!”, acrescentou Trump.
A Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los por causa de um bloqueio imposto pelos EUA, em vigor desde dezembro. Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos já estavam discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos. Um acordo para vender o petróleo parado da Venezuela às refinarias dos EUA redirecionaria embarques que antes seguiriam para a China.
O gigante asiático é o maior comprador da Venezuela na última década, especialmente desde que os americanos impuseram sanções a empresas envolvidas no comércio de petróleo venezuelano em 2020.
Representantes do Departamento de Energia e da Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de mais detalhes sobre o anúncio de Trump. Considerando os níveis de produção anteriores ao bloqueio americano, o volume anunciado pelo presidente representaria o equivalente a cerca de 30 a 50 dias da produção venezuelana de petróleo Os Estados Unidos produzem cerca de 13,8 milhões de barris por dia.
Considerando os preços atuais do petróleo bruto WTI, referência nos EUA, o volume poderia ser avaliado em mais de US$ 2,8 bilhões.
Trump afirmou que o petróleo autorizado “será transportado por navios-tanque e levado diretamente para os cais de descarga nos Estados Unidos”. Na publicação, o presidente disse ter incumbido o Secretário de Energia, Chris Wright, de executar o plano “imediatamente”.
Embora a transferência de petróleo de Trump pareça se concentrar na produção nova e existente, ele também se vangloriou do gigantesco potencial petrolífero da Venezuela. O país é abençoado com vastas reservas de petróleo, mas sua produção caiu em relação aos níveis recordes da década de 1970, após décadas de negligência e a saída de algumas empresas petrolíferas americanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o governo interino da Venezuela entregará até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, e que as receitas serão “controladas” por ele. Em publicação nas redes sociais, Trump esclareceu ainda que o petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos EUA.
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“As autoridades interinas na Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sancionado, aos Estados Unidos”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social. “Este petróleo será vendido a preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos […] para garantir que seja utilizado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos.”
A declaração do presidente americano ocorre três dias após ataques à Venezuela realizados por Forças Especiais dos EUA, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Um dos objetivos do republicano após a operação militar é, segundo ele, reconstruir a combalida indústria petrolífera venezuelana. No entanto, colocar este plano em prática — ainda que sob a liderança dos EUA — pode ser um processo longo, de vários anos, e desafiador, com custo superior a US$ 100 bilhões.
Na segunda-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos podem subsidiar os esforços de empresas de energia para reconstruir a indústria petrolífera da Venezuela, numa tentativa de convencer companhias americanas a investir no país poucos dias após a derrubada de Maduro.
Em entrevista à NBC News, o presidente americano afirmou que o projeto para fazer empresas petrolíferas americanas expandirem suas operações no país poderia estar “em pleno funcionamento” em menos de 18 meses, um prazo que diverge das estimativas de especialistas do setor de energia. A maior parte das petrolíferas têm se mantido em silêncio sobre sua disposição de reinvestir na Venezuela.
(Com AFP e Bloomberg)
O juiz Alvin Hellerstein, do Tribunal do Distrito Sul de Nova York, determinou que o governo americano, na segunda-feira, envie aos representantes legais do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, “informações relevantes tanto para a culpa quanto para a punição” e que sejam conhecidas por órgãos governamentais dos Estados Unidos. 
O despacho é uma praxe em casos penais nos EUA. Maduro e a esposa são acusados de ligação com o narcotráfico e serão julgados após terem sido capturados em Caracas por tropas americanas na madrugada do último sábado. A operação militar autorizada pelo presidente americano Donald Trump não teve aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, nem do Congresso americano.
“Esta obrigação aplica-se independentemente de o réu solicitar essas informações ou se as informações constituiriam, por si mesmas, evidências admissíveis. O governo deverá divulgar tais informações à defesa prontamente após sua existência tornar-se conhecida pelo governo, para que a defesa possa fazer uso eficaz delas na preparação de seu caso”, diz o juiz Hellerstein em seu despacho.
A obrigação inclui a divulgação de informações que possam ser utilizadas pela defesa de Maduro e Cilia para impugnar eventuais testemunhas no caso. 
A denúncia apresentada pelo procurador Jay Clayton no último sábado ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York cita, por exemplo, informações fornecidas pelo ex-diretor da agência militar de inteligência da Venezuela Hugo Armando Carvajal Barrios, apelidado de El Pollo (O Frango).
A decisão ressalta, porém, que o governo americano pode solicitar a restrição de informações que, de alguma forma, possam “comprometer a segurança de testemunhas, direitos das vítimas ou a segurança nacional”, bem como “qualquer outro interesse governamental substancial”. 
O despacho do juiz americano também diz que o governo americano “tem a obrigação afirmativa de buscar todas as informações sujeitas a divulgação sob este despacho por meio de todos os promotores federais, estaduais e locais, atuais ou antigos, agentes da lei e outros oficiais que participaram da acusação ou da investigação que levou à acusação da infração ou infrações pelas quais os réus são acusados”.
Na ordem judicial, que é mandatória em casos do tipo pelo menos desde 2020, o juiz Hellerstein afirma que, caso as autoridades não forneçam as informações de que dispõem, a Justiça poderá impor sanções aos representantes do governo e até mesmo anular as acusações contra Maduro e Flores.
Quem é El Pollo?
Identificado como aliado próximo de Maduro e Cabello na denúncia apresentada no último fim de semana à Justiça dos EUA, Hugo Armando Carvajal Barrios é um militar venezuelano que chegou a general no regime chavista. Ele foi diretor de órgãos de inteligência e contrainteligência do regime de 2004 a 2014.
Carvajal Barrios rompeu com o regime de Maduro e exilou-se em 2019 na Espanha, onde foi preso. O militar foi extraditado em seguida para os Estados Unidos, onde é acusado de envolvimento com o narcotráfico. Em junho de 2025, o militar declarou-se culpado e assinou um acordo de delação premiada.
A denúncia diz que, em 2006, Cabello teria coordenado um despacho de mais de 5,5 toneladas de cocaína da Venezuela para o México, com destino final aos Estados Unidos, em conjunto com Carvajal, mas não cita Maduro nesse caso. 
A carga de droga teria sido transportada a um hangar reservado ao presidente da Venezuela (à época, Hugo Chávez) no aeroporto de Maiquetía, o principal do país. No aeroporto, diz a denúncia, “membros da Guarda Nacional da Venezuela carregaram o avião com a cocaína”. A carga, porém, foi apreendida no aeroporto de Campeche, no México. 
Outro episódio com a participação do delator, ocorrido em 2013, envolve diretamente Maduro. Em setembro daquele ano, oficiais do governo venezuelano, coordenados por Carvajal e o atual Ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, teriam enviado uma carga de 1,3 tonelada de cocaína do aeroporto de Maiquetía para o aeroporto Charles De Gaulle, em Paris. A carga, mais uma vez, foi apreendida pelas autoridades.
De acordo com a denúncia, Maduro teria, então, convocado uma reunião com Cabello e Carvajal Barrios em que teria dito que os dois “não deveriam ter usado o aeroporto de Maiquetía para o tráfico de drogas depois da apreensão de 2006 no México, e que, em vez disso, deveriam usar outros locais e rotas bem estabelecidos para despachar cocaína”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogita vários caminhos para anexar a Groenlândia, e recorrer ao Exército é “sempre uma opção”, informou a Casa Branca nesta terça-feira. O mandatário deixou “claro que adquirir a Groenlândia é uma prioridade para a segurança nacional dos Estados Unidos e que é vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico”, declarou a secretária de imprensa Karoline Leavitt em um comunicado sobre o território semiautônomo pertencente ao reino da Dinamarca. A declaração ocorre em meio ao temor sobre possíveis novos alvos de Washington após os EUA depuserem a força o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no sábado.
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“O presidente e sua equipe estão debatendo várias opções para alcançar esse importante objetivo para a política externa e, obviamente, recorrer ao Exército americano é sempre uma opção à disposição do comandante em chefe”, acrescentou.
Os desejos de anexação do território da Groenlândia já haviam sido alardeados no início do mandato de Trump no ano passado. No domingo, um dia após a captura de Maduro, Trump reiterou publicamente suas intenções sobre o território, considerado estratégico por suas riquezas naturais. A declaração ocorreu apesar dos reiterados apelos das autoridades locais e do governo de Copenhague para que Washington respeite a integridade territorial da ilha.
Além disso, em uma publicação nas redes sociais, a esposa do vice-chefe de Gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, Katie Miller, postou um mapa com o contorno da Groenlândia coberto com a bandeira americana, e os dizeres “em breve”, um incidente internacional entre os EUA e um aliado europeu.
“Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos às discussões. Mas isso deve ser feito pelos canais adequados e com respeito ao direito internacional”, escreveu no Facebook o chefe do governo groenlandês, Jens Frederik Nielsen.
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A postagem de Katie Miller também levou a uma reação do embaixador da Dinamarca nos EUA, Jesper Møller Sørensen: “Um pequeno lembrete amigável sobre os Estados Unidos e o Reino da Dinamarca: somos aliados próximos e devemos continuar a trabalhar juntos como tal. E sim, esperamos o respeito total da integridade territorial do Reino da Dinamarca”.
Embora a Groenlândia não esteja à venda, isso nunca impediu Trump de tratar o território como parte de sua cobiça geopolítica. Ainda em seu primeiro mandato, o presidente expressou várias vezes sua intenção de comprar a ilha, referindo-se a ela como “um grande negócio imobiliário”. Em 2019, o impasse ganhou contornos diplomáticos quando o magnata cancelou uma visita à Dinamarca depois que o país se negou a discutir a venda do território.
Geograficamente parte da América do Norte, a Groenlândia é uma ilha de enorme valor geoestratégico, além de conter abundantes recursos naturais ainda inexplorados (como hidrocarbonetos e terras raras). Com uma área de quase 2,2 milhões de quilômetros quadrados — equivalente a quatro vezes o tamanho da Espanha —, dos quais cerca de 80% estão cobertos por uma camada de gelo, esse vasto território situado entre o Atlântico e o Ártico tem apenas 57 mil habitantes, sendo uma das regiões menos densamente povoadas do planeta.
A ilha desempenha um papel vital na defesa dos EUA. A Base Espacial Pituffik (anteriormente conhecida como Base Aérea de Thule), localizada no noroeste da ilha, a menos de 1.600 quilômetros do Polo Norte, é a base mais ao norte das Forças Armadas dos Estados Unidos, e suas instalações de radar constituem um importante centro de alerta antecipado para o sistema de defesa antimísseis americano, explicam Heather A. Conley e Jon Rahbek-Clemmensen em artigo publicado pelo Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos (CSIS, na sigla em inglês), com base em Washington.
A Groenlândia, a maior ilha do mundo, também está localizada na rota mais curta da América do Norte para a Europa. E a possibilidade de usá-la como rota de navegação devido ao derretimento de suas geleiras reduziria em 40% o tempo de viagem entre a Ásia e a Europa, poupando cerca de 14 dias aos navios, afirma Danilo Marcondes, professor da Escola de Guerra Naval.
Além disso, possui reservas significativas de petróleo e recursos naturais ainda inexplorados, como hidrocarbonetos e terras raras, o que faz com que muitos a chamem de “tesouro do Ártico”. Estima-se que a região abrigue 13% das reservas de petróleo não descobertas do mundo, o que significa que a região pode conter até 90 bilhões de barris de petróleo, 47,2 bilhões de metros cúbicos de gás natural e 44 bilhões de barris de gás natural liquefeito (GNL), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
A União Europeia (UE) ofereceu hoje um incentivo aos agricultores do continente insatisfeitos com o acordo comercial que planeja assinar com o Mercosul e com os planos de reformar os subsídios agrícolas no bloco.
A medida foi anunciada pela Comissão Europeia hoje, às vésperas de uma reunião especial de ministros da Agricultura em Bruxelas, destinada a responder às “preocupações” do setor.
A ideia foi elogiada pela Itália, que, juntamente com a França, impediu a assinatura final do acordo no fim do ano passado.
A Comissão Europeia, braço Executivo do bloco, prevê modificar sua proposta orçamentária para 2028-2034 com o objetivo de permitir que os agricultores tenham acesso antecipado a cerca de 45 bilhões de euros (R$ 286 bilhões, na cotação atual), segundo uma carta assinada por sua presidente, Ursula von der Leyen.
Juntamente com o Mercosul, a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) 2028-2034 é um dos motivos de descontentamento dos agricultores.
A UE mencionou ontem que esperava assinar “em breve” o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Uma reunião estava prevista em dezembro para assinar o pacto, mas as relutâncias da França e da Itália o impediram no último momento.
Meloni elogia
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aplaudiu a iniciativa: “É um passo à frente positivo e importante nas negociações que conduzirão ao novo orçamento da UE”.
Os agricultores de França e Itália, entre outros, temem o impacto da entrada maciça na Europa de carne, arroz, mel e soja sul-americanos, vistos como mais competitivos por suas normas de produção, em troca da exportação de veículos e maquinaria europeia ao Mercosul.
A assinatura do acordo de livre comércio está prevista para 12 de janeiro. No entanto, Von der Leyen precisa primeiro do aval dos Estados-membros, que será votado na sexta-feira.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta terça-feira que nenhum “agente externo” governa o país após a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores em uma operação militar dos Estados Unidos realizada na madrugada de sábado. Desde então, autoridades, especialistas e a imprensa internacional têm levantado especulações sobre quem estaria de fato no comando do país já que, ao detalhar a operação horas após os ataques à capital e três outros estados, o presidente americano, Donald Trump , disse em declaração a jornalistas que os EUA iriam administrar a Venezuela.
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— O governo venezuelano governa o nosso país, ninguém mais. Não há nenhum agente externo governando a Venezuela — declarou Rodríguez em um pronunciamento televisionado.
Delcy ainda prestou homenagem “aos mártires que deram suas vidas defendendo a Venezuela”. Pelo menos 55 militares venezuelanos e cubanos da equipe de segurança de Maduro morreram no ataque de 3 de janeiro, segundo dados oficiais.
— Este é um povo que não se rende, somos um povo que não desiste. Estamos aqui governando ao lado do povo — declarou a líder chavista.
Na noite de domingo, Delcy defendeu em uma publicação nas redes sociais uma relação equilibrada e respeitosa com Trump. Simultaneamente, o republicano afirmou a jornalistas, a bordo do Air Force One, que Washington está “no comando” do país sul-americano.
“Consideramos prioritário avançar rumo a uma relação internacional equilibrada e respeitosa entre os EUA e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseada na igualdade soberana e na não interferência. Esses princípios norteiam nossa diplomacia com o resto do mundo”, escreveu a presidente interina. “Estendemos um convite ao governo dos EUA para trabalharmos juntos em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional, e para fortalecer a coexistência comunitária duradoura”.
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Delcy foi empossada na segunda-feira como presidente interina da Venezuela e se tornou a primeira mulher a governar o país sul-americano. A líder chavista era a vice-presidente de Maduro e a primeira na linha de sucessão. Após a ação militar americana, a Suprema Corte venezuelana lhe ordenou que assumisse o cargo por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado, e as Forças Armadas reconheceram sua nomeação no domingo. A líder chavista afirmou em seu discurso que assume o cargo em “tempos terríveis de ameaça à estabilidade e à paz da nação”.
— Venho com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos — disse Delcy em seu juramento, em referência a Maduro e Flores, detidos em Nova York sob acusação de narcotráfico e terrorismo. — Venho também com honra jurar em nome de todos os venezuelanos.
Ao assumir o poder como presidente interina, Delcy não dá seguimento à sucessão presidencial em si, de vice-presidente para chefe de Estado oficialmente. Isso significa que a líder chavista, aliada de Maduro, ocupa o cargo de forma transitória até que o presidente regresse ao poder. Especialistas jurídicos ressaltam que esse movimento faz parte da estratégia legal para que Maduro possa alegar no tribunal americano que é chefe de Estado de um país, portanto, imune às acusações da Justiça dos EUA.
* Matéria em atualização

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