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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera o cessar-fogo com o Irã válido até a noite de quarta-feira, no horário de Washington, e disse ser “altamente improvável” que a trégua seja estendida caso não haja um acordo. Com o fim do prazo de duas semanas, iniciado em 8 de abril, se aproximando, cresce a tensão entre os dois países após a apreensão de um cargueiro iraniano pela Marinha americana, enquanto a participação de Teerã nas novas negociações permanece incerta.
Guerra no Oriente Médio: Impasse sobre Ormuz torna públicas as divisões internas no Irã e põe em xeque futuro das negociações de paz
Entrevista: Deficiência conceitual de Trump fica evidente com ameaça de destruir civilização do Irã, avalia historiador
— É altamente improvável que eu estenda — disse Trump à Bloomberg, em entrevista por telefone.
— Não vou ser pressionado a fechar um acordo ruim. Temos todo o tempo do mundo — afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de retomada imediata dos combates, o republicano respondeu que “se não houver acordo, certamente espero que isso aconteça”.
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Nos últimos dias, Trump tem oscilado sobre a extensão da trégua. Em uma sessão com jornalistas na semana passada, ele foi questionado cinco vezes sobre o tema e deu respostas diferentes.
A declaração do líder americano ocorre em meio à escalada de tensões no Golfo Pérsico. O Irã prometeu nesta segunda-feira “responder em breve” à apreensão, pela Marinha dos EUA, de um cargueiro iraniano que tentava driblar o bloqueio imposto por Washington aos portos do país. Ao mesmo tempo, Teerã afirmou que ainda não decidiu se participará da próxima rodada de negociações com os americanos no Paquistão.
Postura nas negociações: Vice-presidente do Irã diz que EUA imploraram por cessar-fogo e que têm posicionamento infantil e contraditório
“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão em breve e tomarão medidas de represália contra este ato de pirataria armada e contra os militares americanos”, escreveu no Telegram o porta-voz do Estado-Maior iraniano, ao acusar os EUA de terem “violado o cessar-fogo”.
Segundo a agência iraniana Tasnim, Teerã chegou a lançar drones na direção de navios militares americanos envolvidos no episódio.
A apreensão do cargueiro foi anunciada no domingo por Trump. Segundo ele, a embarcação, identificada como Touska, tentava escapar do bloqueio naval imposto por Washington a portos iranianos no Estreito de Ormuz.
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Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que um contratorpedeiro dos EUA interceptou o navio e assumiu o controle após a tripulação se recusar a obedecer ordens. Segundo ele, a embarcação está sob sanções do Departamento do Tesouro americano.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA divulgou imagens do momento em que militares dos EUA embarcam no cargueiro iraniano M/V Touska, interceptado no Golfo de Omã.
Trump anuncia apreensão de navio de bandeira iraniana enquanto Teerã deixa incerta nova rodada de negociações
Reprodução: Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos
O episódio ocorre em meio ao bloqueio imposto pelos EUA ao tráfego ligado ao Irã no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, aumentando o risco de escalada militar na região.
O cenário se dá em meio à incerteza diplomática. O Ministério das Relações Exteriores iraniano indicou que o país pode não comparecer às novas negociações com Washington. Segundo o porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baqaei, ainda não há decisão sobre a participação do Irã no próximo encontro.
“Neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito”, afirmou Baqaei durante entrevista coletiva.
Ampliação de ofensiva naval contra o Irã: EUA se preparam para abordar navios em águas internacionais, diz jornal
Ele também criticou a postura americana, dizendo que, apesar do discurso favorável ao diálogo, os EUA não estariam agindo com seriedade.
“Embora se declarem a favor da diplomacia e se mostrem dispostos a negociar, os Estados Unidos estão adotando atitudes que não denotam, em absoluto, seriedade no momento de levar adiante um processo diplomático”, disse.
A imprensa iraniana também aponta que a suspensão do bloqueio naval americano é vista como condição prévia para a retomada das negociações.
Impasse e versões divergentes
Declarações divergentes de autoridades americanas e iranianas ampliam a incerteza sobre a realização de uma nova rodada de negociações nos próximos dias.
Tensão continua: Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado a poucos dias do fim da trégua com EUA
No domingo, Trump afirmou que uma delegação americana estava a caminho de Islamabad, com previsão de chegada na noite desta segunda-feira. O grupo é liderado pelo vice-presidente JD Vance e inclui o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente. O republicano também voltou a ameaçar atacar a infraestrutura civil iraniana caso um acordo não seja alcançado.
Já a mídia estatal do Irã disse que Teerã ainda não concordou com um novo encontro após o fracasso da primeira rodada, em 11 de abril — a reunião presencial de mais alto nível entre os dois países em décadas.
Em artigo, a agência estatal Irna afirmou que as informações divulgadas por Washington fazem parte de uma “estratégia midiática” para pressionar o Irã, citando “exigências excessivas”, “expectativas irreais” e o bloqueio naval como entraves ao diálogo.
Washington: Enviados dos EUA viajam ao Paquistão para negociações com o Irã enquanto Trump ameaça ataques a centrais elétricas se não houver acordo
Apesar do discurso público mais duro, há sinais de que as negociações podem avançar. Segundo a CNN, citando fontes em Teerã, uma delegação iraniana deve chegar a Islamabad na terça-feira. A expectativa é que uma declaração simbólica de extensão do cessar-fogo seja feita na quarta-feira, data prevista para o fim da trégua.
Paralelamente, autoridades paquistanesas seguem com os preparativos para o encontro, segundo a BBC. Em Islamabad, o Serena Hotel, que sediou a primeira rodada, foi novamente isolado, enquanto o esquema de segurança foi ampliado, com dezenas de postos de controle e o fechamento de vias com arames farpados na área diplomática. Policiais, militares e forças paramilitares reforçam o patrulhamento, com milhares de agentes mobilizados da província de Punjab, em uma operação que indica foco no “quando”, e não no “se”, das negociações.
Escritórios do governo foram fechados e algumas universidades passaram a operar com aulas online. Apesar da preparação, autoridades paquistanesas têm evitado declarações públicas, e ainda há dúvidas sobre a realização efetiva das negociações.
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No primeiro encontro, há pouco mais de uma semana, a presença da delegação iraniana também só foi confirmada nos momentos finais, o que levanta questionamentos sobre se o cenário atual se repete ou se as conversas podem nem chegar a ocorrer.
Um eventual avanço nas tratativas poderia abrir caminho para um acordo mais amplo, com a possibilidade de um encontro presencial entre os líderes dos dois países — algo inédito desde a Revolução Islâmica de 1979.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
No domingo, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que houve progresso nas negociações, mas ressaltou que “ainda estamos longe de um acordo final”. Ele também alertou que Teerã está pronto para retomar os combates caso o cessar-fogo seja rompido.
Entre os principais pontos de impasse estão as exigências americanas sobre o programa nuclear iraniano, incluindo a suspensão ou limitação de longo prazo das atividades de enriquecimento de urânio. Autoridades iranianas rejeitam as condições e negam ter concordado com as demandas mencionadas por Trump.
(Com AFP e New York Times)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler alemão Friedrich Merz afirmaram ontem que estão engajados em um esforço conjunto para fazer a reforma da Organização das Nações Unidas. Segundo o líder europeu, o Brasil deu apoio para que a Alemanha tenha um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Lula e Mertz se reuniram na cidade Hanôver, no norte da Alemanha, que sedia a Hannover Messe 2026, a maior feira industrial do mundo, que este nano tem o Brasil como país-parceiro.
– Reafirmamos o engajamento comum em prol da comunidade internacional com base em regras e nos engajamos em esforço conjunto para a reforma das Nações Unidas. Alegro-me que o Brasil nos deu apoio de também ter assento permanente no Conselho das Nações Unidas. A votação vai acontecer em algumas semanas – disse Merz em entrevista ao lado do presidente brasileiro.
Lula voltou a fazer críticas aos cinco países que são os atuais membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido).
– É importante deixar explícito, é preciso renovar o Conselho de Segurança da ONU, ele não é privilégio de cinco pessoas que não estão preocupados com a paz. Ou assumimos a responsabilidade de mudar o estatuto da ONU ou vamos continuar nesta nau vagando pelo mar sem controle. É isso que está em jogo e que me preocupa. Ou renovamos a ONU, ou mudamos o estatuto da ONU, colocando mais países para representar a geopolítica de 2026, ou vamos continuar com guerra sendo decisão unilateral de quem tem armas – disse o presidente brasileiro.
Questionado a respeito de uma possível invasão dos EUA a Cuba, Lula disse que será contra, assim como foi contrário às invasões na Venezuela e em outros países:
– Ninguém pode se meter. É importante saber que Cuba é vítima de bloqueio de 70 anos, o que é uma vergonha mundial. O país não teve a chance depois da revolução de definir seu destin. Sou contra qualquer bloqueio, qualquer intervenção em qualquer país.
O presidente brasileiro também foi questionado a respeito do cenário eleitoral no Brasil:
– Temos quase nove meses para eleição. Não temos turbulência nenhuma. Encaro eleição como a coisa mais democrática possível, mais tranquila possível, não tem turbulência.
(*Do Valor) (Os jornalistas viajaram a convite da Apex Brasil)
A agência policial europeia Europol anunciou nesta segunda-feira ter encontrado o paradeiro de 45 crianças ucranianas deslocadas à força, após uma investigação coordenada com base em fontes públicas de informação. O objetivo da operação era identificar e localizar crianças transferidas ou deportadas para territórios ucranianos temporariamente ocupados pela Rússia, para o próprio território russo e para Belarus.
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A investigação foi coordenada pela Europol com 40 investigadores de 18 países, o Tribunal Penal Internacional (TPI) e outros parceiros não governamentais. Após a investigação, realizada nos dias 16 e 17 de abril, em Haia, foram reunidas informações sobre 45 crianças, que foram transmitidas às autoridades ucranianas para ajudá-las em suas investigações em andamento, indicou a Europol em um comunicado.
As informações incluem “as rotas seguidas durante os deslocamentos forçados”, “as pessoas que facilitaram a deportação” e até “os acampamentos ou centros para os quais as crianças foram levadas”, detalha o comunicado da agência.
Em março, a Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre a Ucrânia afirmou dispor de provas de que “as autoridades russas cometeram crimes contra a humanidade, especificamente deportações e transferências forçadas, assim como desaparecimentos forçados de crianças”.
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A comissão indicou que a Rússia havia deportado ou transferido “milhares” de crianças das zonas ocupadas da Ucrânia, das quais 1.205 casos haviam sido confirmados no momento da declaração.
‘Detidas em campos de reeducação ou hospitais psiquiátricos’
A iniciativa multinacional que confirmou a localização de 45 crianças teve como objetivo auxiliar as investigações em curso pelas autoridades ucranianas, que documentaram a transferência forçada ou deportação de mais de 19.500 crianças dos territórios ocupados para a Federação Russa ou a República da Bielorrússia.
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Segundo a Europol, “algumas das crianças ucranianas foram adotadas por cidadãos russos, enquanto outras estão detidas em campos de reeducação ou hospitais psiquiátricos”.
A Rússia afirma, por sua vez, ter transferido algumas crianças ucranianas de suas casas ou orfanatos com o objetivo de protegê-las das hostilidades.
O ex-presidente da Bulgária Rumen Radev, Pró-Rússia, venceu as eleições parlamentares do país com maioria absoluta com a promessa de acabar com a corrupção e com a instabilidade política do país, que contou com oito eleições em cinco anos. O ex-mandatário deve aproximar a Bulgária, membro da União Europeia (UE) e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), de Moscou.
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Radev renunciou à presidência em janeiro para concorrer às eleições parlamentares da Bulgária. O resultado alcançado superou as previsões das pesquisas de opinião e é um dos melhores em um único partido dos últimos anos, o que pode auxiliar na falta de estabilidade que o país mais pobre da União Europeia enfrenta. Já na política externa, UE e Rússia se agradaram com a vitória de Radev.
— Claro, as palavras de Radev (…) assim como as de outros dirigentes europeus sobre sua disposição de resolver os problemas por meio do diálogo nos agradam — declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em uma coletiva de imprensa.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o felicitou e disse que espera “com interesse trabalhar juntos pela prosperidade e a segurança da Bulgária e da Europa”. A Bulgária “desempenha um papel importante na resolução de nossos desafios comuns”, afirmou.
Horizonte de establidade
O partido de Radev, “Bulgária Progressista”, obteve 44,7% dos votos nas eleições de domingo, segundo resultados oficiais após a apuração de 91,7% das cédulas. Se confirmado, poderá conquistar cerca de 130 assentos dos 240 do Parlamento. Isso permite ao pequeno país dos Bálcãs formar um Executivo estável.
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Radev, presidente entre 2017 e 2026, superou os conservadores (GERB) do ex-primeiro-ministro Boiko Borisov e os liberais do PP-DB, que obtiveram, respectivamente, 13,4% e 13,2% dos votos.
— Superamos a apatia — disse Radev a seus apoiadores no domingo. — É uma vitória da esperança sobre a desconfiança, uma vitória da liberdade sobre o medo.
O ex-general da Força Aérea afirmou que seu país “fará esforços para seguir seu caminho europeu”, mas é necessário “espírito crítico e pragmatismo”. Antes das eleições, declarou ser contrário ao envio de armas à Ucrânia, em guerra contra a Rússia desde que Moscou invadiu seu território, porque não vê que interesse pode ter “seu país, pobre, em pagar”. Mas descarta exercer seu direito de veto para bloquear as decisões da União Europeia.
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Segundo as pesquisas, uma parte dos eleitores pró-ocidentais apostou nele. Em 2021, as manifestações multitudinárias contra a corrupção provocaram a queda de Borisov, que estava há quase 10 anos como primeiro-ministro, e desde então se sucederam coalizões frágeis.
A Bulgária tem “uma oportunidade histórica de romper de uma vez por todas com o modelo oligárquico”, afirmou no domingo.
O Irã prometeu nesta segunda-feira “responder em breve” à apreensão, pela Marinha dos Estados Unidos, de um cargueiro iraniano que tentava driblar o bloqueio imposto por Washington aos portos do país. Ao mesmo tempo, Teerã afirmou que ainda não decidiu se participará da próxima rodada de negociações com os americanos no Paquistão, aumentando a incerteza sobre os esforços diplomáticos em meio à escalada de tensões, a menos de dois dias do fim do cessar-fogo de duas semanas iniciado em 8 de abril.
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“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão em breve e tomarão medidas de represália contra este ato de pirataria armada e contra os militares americanos”, escreveu no Telegram o porta-voz do Estado-Maior iraniano, ao acusar os EUA de terem “violado o cessar-fogo”.
Segundo a agência iraniana Tasnim, Teerã chegou a lançar drones na direção de navios militares americanos envolvidos no episódio.
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A apreensão do cargueiro foi anunciada no domingo pelo presidente americano, Donald Trump. Segundo ele, a embarcação, identificada como Touska, tentava escapar do bloqueio naval imposto por Washington a portos iranianos no Estreito de Ormuz.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que um contratorpedeiro americano interceptou o navio e assumiu o controle após a tripulação se recusar a obedecer ordens. Segundo o presidente, a embarcação está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA.
Postura nas negociações: Vice-presidente do Irã diz que EUA imploraram por cessar-fogo e que têm posicionamento infantil e contraditório
O Comando Central das Forças Armadas americanas divulgou imagens do momento em que militares dos EUA embarcam no cargueiro iraniano M/V Touska, interceptado no Golfo de Omã.
Trump anuncia apreensão de navio de bandeira iraniana enquanto Teerã deixa incerta nova rodada de negociações
Reprodução: Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos
O episódio ocorre em meio ao bloqueio imposto pelos EUA ao tráfego ligado ao Irã no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, aumentando o risco de escalada militar na região.
O cenário se dá em meio à incerteza diplomática. O Ministério das Relações Exteriores iraniano indicou que o país pode não comparecer às novas negociações com Washington. Segundo o porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baqaei, ainda não há decisão sobre a participação do Irã no próximo encontro.
“Neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito”, afirmou Baqaei durante entrevista coletiva.
Ampliação de ofensiva naval contra o Irã: EUA se preparam para abordar navios em águas internacionais, diz jornal
Ele também criticou a postura americana, dizendo que, apesar do discurso favorável ao diálogo, os EUA não estariam agindo com seriedade.
“Embora se declarem a favor da diplomacia e se mostrem dispostos a negociar, os Estados Unidos estão adotando atitudes que não denotam, em absoluto, seriedade no momento de levar adiante um processo diplomático”, disse.
A imprensa iraniana também aponta que a suspensão do bloqueio naval americano é vista como condição prévia para a retomada das negociações.
Conflito de versões
Declarações divergentes de autoridades americanas e iranianas ampliam a incerteza sobre a realização de uma nova rodada de negociações nos próximos dias.
Tensão continua: Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado a poucos dias do fim da trégua com EUA
No domingo, Trump afirmou que uma delegação americana estava a caminho de Islamabad, com previsão de chegada na noite desta segunda-feira. O grupo é liderado pelo vice-presidente JD Vance e inclui o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente. O republicano também voltou a ameaçar atacar a infraestrutura civil iraniana caso um acordo não seja alcançado.
Já a mídia estatal do Irã disse que Teerã ainda não concordou com um novo encontro após o fracasso da primeira rodada, em 11 de abril — a reunião presencial de mais alto nível entre os dois países em décadas.
Em artigo, a agência estatal Irna afirmou que as informações divulgadas por Washington fazem parte de uma “estratégia midiática” para pressionar o Irã, citando “exigências excessivas”, “expectativas irreais” e o bloqueio naval como entraves ao diálogo.
Washington: Enviados dos EUA viajam ao Paquistão para negociações com o Irã enquanto Trump ameaça ataques a centrais elétricas se não houver acordo
Apesar do discurso público mais duro, há sinais de que as negociações podem avançar. Segundo a CNN, citando fontes em Teerã, uma delegação iraniana deve chegar a Islamabad na terça-feira. A expectativa é que uma declaração simbólica de extensão do cessar-fogo seja feita na quarta-feira, data prevista para o fim da trégua.
Paralelamente, autoridades paquistanesas seguem com os preparativos para o encontro, segundo a BBC. Em Islamabad, o Serena Hotel, que sediou a primeira rodada, foi novamente isolado, enquanto o esquema de segurança foi ampliado, com dezenas de postos de controle e o fechamento de vias com arames farpados na área diplomática. Policiais, militares e forças paramilitares reforçam o patrulhamento, com milhares de agentes mobilizados da província de Punjab, em uma operação que indica foco no “quando”, e não no “se”, das negociações.
Escritórios do governo foram fechados e algumas universidades passaram a operar com aulas online. Apesar da preparação, autoridades paquistanesas têm evitado declarações públicas, e ainda há dúvidas sobre a realização efetiva das negociações.
Veja: Irã atualiza número de mortos na guerra para 3.468, em sete semanas
No primeiro encontro, há pouco mais de uma semana, a presença da delegação iraniana também só foi confirmada nos momentos finais, o que levanta questionamentos sobre se o cenário atual se repete ou se as conversas podem nem chegar a ocorrer.
Um eventual avanço nas tratativas poderia abrir caminho para um acordo mais amplo, com a possibilidade de um encontro presencial entre os líderes dos dois países — algo inédito desde a Revolução Islâmica de 1979.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
No domingo, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que houve progresso nas negociações, mas ressaltou que “ainda estamos longe de um acordo final”. Ele também alertou que Teerã está pronto para retomar os combates caso o cessar-fogo seja rompido.
Entre os principais pontos de impasse estão as exigências americanas sobre o programa nuclear iraniano, incluindo a suspensão ou limitação de longo prazo das atividades de enriquecimento de urânio. Autoridades iranianas rejeitam as condições e negam ter concordado com as demandas mencionadas por Trump.
(Com AFP e New York Times)
Uma imagem que circulou nas redes sociais neste domingo mostrando um soldado israelense vandalizando uma estátua de Jesus Cristo em um vilarejo cristão no sul do Líbano provocou forte reação no país e levou o Exército de Israel a abir uma investigação sobre o caso, tratado como de “grande gravidade”, o que deve culminar na prisão e no julgamento do agente em tribunal militar, segundo informações enviadas para O GLOBO.
Análise: Impasse sobre Ormuz torna públicas as divisões internas no Irã e põe em xeque futuro das negociações de paz
Trump: Deficiência conceitual de presidente fica evidente com ameaça de destruir civilização do Irã, avalia historiador
A foto, publicada na rede social X pelo jornalista libanês Younis Tirawi, mostra a imagem de Jesus crucificado invertida — com a cabeça no chão e os braços removidos da cruz — enquanto um soldado a atinge com uma marreta. Embora não tenha data confirmada, o registro teria sido feito na vila cristã de Debel, na região de Nabatiyeh, área que vem sendo alvo de bombardeios e operações terrestres israelenses desde o início da ofensiva recente.
— Nós certamente condenamos esse vergonhoso ato porque ele ofende nossos sentimentos religiosos e é um ataque às nossas crenças sagradas — afirmou Maroun Nassif, vice-administrador da vila, à CNN.
Em comunicado enviado para O GLOBO, o Exército de Israel (IDF, na sigla em inglês) informou que, após uma análise inicial da imagem, foi possível confirmar que ela retrata um soldado atuando no sul do Líbano. A instituição destacou que vê o episódio com “grande severidade”, que a conduta “é totalmente incompatível com os valores esperados de seus soldados” e que esforços estão sendo feitos para restaurar a estátua.
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— Este ato não foi condenado somente pelas autoridades israelenses, como também pela grande maioria da população, que sente vergonha do ocorrido — afirma o comunidado.
Segundo o IDF,, o caso está sendo investigado pelo Comando Norte e está sendo tratado pela cadeia de comando. O Exército afirmou que o militar foi detido e que “medidas apropriadas serão tomadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões”. A corporação acrescentou ainda que trabalha para ajudar a comunidade local a restaurar a estátua.
O país também afirmou que suas operações no sul do Líbano têm como objetivo desmantelar a infraestrutura do Hezbollah e que “não há intenção de prejudicar infraestrutura civil, incluindo edifícios religiosos ou símbolos religiosos”.
A repercussão do caso chegou ao Parlamento israelense. Deputados árabes criticaram o episódio nas redes sociais. Ayman Odeh ironizou, dizendo que “vai esperar para ouvir do porta-voz da polícia a alegação de que ‘o soldado se sentiu ameaçado por Jesus’”. Já Ahmad Tibi questionou se “esses racistas também aprenderam com Donald Trump a insultar Jesus e insultar o Papa Leão [XIV]”, em referência a imagens recentes geradas por inteligência artificial do presidente americano como Cristo e a tensões verbais com o pontífice.
‘Paz como negócio’: Diplomacia de CEO de Trump fragiliza alianças e diminui credibilidade dos EUA
De acordo com a imprensa libanesa, ataques israelenses no sul do país também atingiram outros locais religiosos. Um mausoléu islâmico na região de Tiro teria sido danificado durante a guerra de 2024, e autoridades locais relatam que ao menos outros nove locais de importância religiosa foram destruídos ou sofreram danos. imagem que circulou nas redes sociais mostrando um soldado israelense vandalizando uma estátua de Jesus Cristo em um vilarejo cristão no sul do Líbano provocou forte reação no país e levou o Exército de Israel a abrir uma investigação sobre o caso, tratado como de “grande gravidade”.
A foto, publicada na rede social X pelo jornalista libanês Younis Tirawi, mostra a imagem de Jesus crucificado invertida — com a cabeça no chão e os braços removidos da cruz — enquanto um militar a atinge com uma marreta. Embora não tenha data confirmada, o registro teria sido feito na vila cristã de Debel, na região de Nabatiyeh, área que vem sendo alvo de bombardeios e operações terrestres israelenses desde o início da ofensiva recente.
— Nós certamente condenamos esse vergonhoso ato porque ele ofende nossos sentimentos religiosos e é um ataque às nossas crenças sagradas — afirmou Maroun Nassif, vice-administrador da vila, à CNN.
Em nota, o Exército de Israel (IDF, na sigla em inglês) informou que, após uma análise inicial da imagem, foi possível confirmar que ela retrata um soldado atuando no sul do Líbano. A instituição destacou que vê o episódio com “grande severidade” e que a conduta “é totalmente incompatível com os valores esperados de seus soldados”.
Segundo o comunicado, o caso está sendo investigado pelo Comando Norte e está sendo tratado pela cadeia de comando. “Medidas apropriadas serão tomadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões”, diz a nota. O Exército acrescentou ainda que trabalha para ajudar a comunidade local a restaurar a estátua.
A IDF também afirmou que suas operações no sul do Líbano têm como objetivo desmantelar a infraestrutura do Hezbollah e que “não há intenção de prejudicar infraestrutura civil, incluindo edifícios religiosos ou símbolos religiosos”.
A repercussão do caso chegou ao Parlamento israelense. Deputados árabes criticaram o episódio nas redes sociais. Ayman Odeh ironizou, dizendo que “vai esperar para ouvir do porta-voz da polícia a alegação de que ‘o soldado se sentiu ameaçado por Jesus’”. Já Ahmad Tibi questionou se “esses racistas também aprenderam com Donald Trump a insultar Jesus e insultar o Papa Leão [XIV]”, em referência a imagens recentes geradas por inteligência artificial do presidente americano como Cristo e a tensões verbais com o pontífice.
De acordo com a imprensa libanesa, ataques israelenses no sul do país também atingiram outros locais religiosos. Um mausoléu islâmico na região de Tiro teria sido danificado durante a guerra de 2024, e autoridades locais relatam que ao menos outros nove locais de importância religiosa foram destruídos ou sofreram danos.
A polícia de Shreveport identificou como Shamar Elkins o homem que matou a tiros oito crianças em diferentes casas na cidade, neste domingo. O suspeito era pai de sete das vítimas, que tinham entre 1 e 12 anos. Ele morreu após fugir e ser perseguido por agentes.
O ataque também deixou duas mulheres feridas em estado grave. Entre elas está a mãe das crianças, segundo autoridades locais.
De acordo com a polícia, outras pessoas estavam nas residências no momento dos disparos e conseguiram escapar. Um adolescente de 13 anos e uma mulher fugiram pulando do telhado de uma das casas.
— Havia também uma outra mulher e um adolescente de 13 anos que fugiram da casa e pularam do telhado. Ambos sofreram ferimentos ao fugir do incidente, mas espera-se que se recuperem — disse o porta-voz da polícia, Christopher Bordelon.
Ainda não há informações oficiais sobre o que motivou o crime, que é investigado pelas autoridades locais.A polícia identificou como Shamar Elkins o homem que matou a tiros oito crianças em casas em Shreveport, Louisiana, Estados Unidos, no último domingo (19). O suspeito era pai de sete das vítimas, que tinham entre 1 e 12 anos.
Entenda o caso

Um pai de 31 anos matou a tiros sete filhos e uma outra criança e feriu duas mulheres, que são mães dos menores, durante uma chacina em duas casas perto das 5h locais (7h em Brasília) no centro de Shreveport, no estado americano da Louisiana. O homem foi morto durante perseguição policial após roubar um carro ao fugir da cena do crime, o pior cometido com arma de fogo em mais de dois anos nos Estados Unidos.
Segundo o porta-voz da polícia Chris Bordelon, o assassino disparou primeiro em sua atual mulher, que está em estado crítico, antes de matar em uma segunda residência as crianças, que tinham idades entre 1 e 12 anos. Uma delas foi encontrada no teto da após aparentemente tentar fugir.
Bordelon afirmou que o criminoso havia sido preso em 2019 em um caso sobre posse de armas e que não há conhecimento de outros episódios de violência doméstica.
— Eu simplesmente não sei o que dizer, estou em choque. Não consigo imaginar como um evento como esse pôde acontecer — disse o chefe de polícia de Shreveport, Wayne Smith, citado pela Associated Press.
Tom Arceneaux, prefeito de Shreveport, que tem apenas 180 mil habitantes, classificou o crime como “a pior tragédia que já tiveram”.
— É uma manhã terrível, e todos estamos em luto pelas vítimas — disse Arceneaux em uma entrevista coletiva.
Crystal Brown, que é prima de uma das mulheres feridas, disse à Associated Press que o criminoso e sua mulher, mãe de quatro das vítimas, estavam em processo de separação e que discutiram antes do crime. Segundo ela, três das crianças eram filhas do criminoso com uma antiga parceira, que também está em estado crítico.
Brown relata que todas as crianças eram “felizes, amigáveis, muito doces”. Segundo o vereador de Shreveport Grayson Boucher, mais de 30% dos crimes e 30% dos homicídios em Shreveport são de natureza doméstica.
Neste ano, vários crimes com armas de fogo tiveram relação com casos de violência doméstica nos EUA.
Em janeiro, um ataque a tiros no Mississippi deixou seis pessoas mortas, incluindo uma menina de 7 anos. O atirador tinha como alvo principal membros de sua família. Entre as vítimas estavam seu pai, um irmão e uma menina de 7 anos.
Um mês depois, um atirador matou sua ex-esposa e seu filho adulto em um jogo de hóquei do ensino médio em Rhode Island. Outras três pessoas ficaram feridas, incluindo os pais do suspeito e um amigo da família.

Um menino de 12 anos foi arrastado por mais de 350 metros por um ônibus escolar após ter o braço e a mochila presos na porta do veículo, em um caso ocorrido no subúrbio de Wheelers Hill, em Melbourne, na Austrália.
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O incidente aconteceu na manhã de 16 de março, quando Nathaniel descia do ônibus e acabou ficando preso na porta traseira. Segundo relato da mãe, Grace, o motorista fechou a porta antes que o garoto tivesse desembarcado completamente.
“O motorista do ônibus fechou a porta traseira nele, prendendo sua mochila e o braço direito antes que ele tivesse desembarcado completamente”, disse ela em um vídeo publicado no Instagram.
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Ainda de acordo com a mãe, o veículo seguiu viagem antes que o menino conseguisse se soltar ou pedir ajuda, carregando-o pelo lado de fora por cerca de 350 metros.
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“Nathaniel teve que levantar as pernas da estrada e se segurou com a mão direita no corrimão interno da porta enquanto passava por carros estacionados a poucos centímetros de distância”, relatou Grace.
Imagens de câmeras de segurança divulgadas por ela mostram o menino preso à porta do ônibus, com o braço dentro do veículo e as pernas recolhidas, tentando evitar o contato com a via e outros carros.
O motorista só abriu a porta ao chegar ao ponto seguinte, permitindo que o garoto se soltasse.
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Grace afirmou que o filho, que havia começado a ir sozinho para a escola de ônibus cerca de dois meses antes, agora sofre de ansiedade e não se sente mais seguro para utilizar o transporte desacompanhado. Ele passou a ser acompanhado por um psicólogo.
A mãe também alegou que não recebeu apoio financeiro da Transport Accident Commission nem da empresa responsável pelo ônibus.
Em carta enviada à família, a empresa Ventura pediu desculpas e informou que avaliaria a conduta do motorista. Após investigação interna, o profissional foi demitido.
“Este é um incidente muito angustiante, e continuaremos a apoiar o passageiro e a família neste momento”, afirmou um porta-voz da empresa. “A segurança dos nossos passageiros é nossa prioridade. Reforçamos nossos protocolos de segurança com todos os motoristas e vamos implementar uma revisão para aprimorar os programas de treinamento.”
A polícia de Victoria informou que teve conhecimento das imagens e acredita que o caso ocorreu na Brandon Park Drive, mas destacou que a ocorrência não foi inicialmente registrada. “O caso não foi comunicado à polícia e investigações estão sendo realizadas”, disse um porta-voz.
A primeira-ministra do estado de Victoria, Jacinta Allan, também se manifestou sobre o episódio.
“Todo pai quer garantir que seu filho chegue à escola com segurança, e aquelas imagens foram simplesmente chocantes”, afirmou em comunicado. “Meus pensamentos estão com aquele jovem menino e sua família e cuidadores, que estão claramente angustiados.”
Ela acrescentou que o governo busca formas de apoiar a família. “Pedi ao ministro responsável pela Transport Accident Commission que oriente o órgão a entrar em contato com a família para verificar que apoio adicional pode ser oferecido. É evidente que isso teve um impacto; terá um impacto nele, então queremos oferecer suporte a ele e à sua rede familiar.”
A Transport Accident Commission classificou o episódio como angustiante e informou que entrou em contato com a família para oferecer assistência.
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos divulgou imagens do momento em que militares americanos embarcam no navio cargueiro iraniano M/V Touska, interceptado no Golfo de Omã no domingo (19), após tentar furar um bloqueio naval imposto por Washington. O episódio ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, a poucos dias do prazo para o fim do cessar-fogo entre os dois países.
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As imagens mostram fuzileiros navais descendo de rapel, a partir de helicópteros, diretamente sobre os contêineres do cargueiro. Antes da operação aérea, o navio já havia sido interceptado no Mar Arábico pelo destróier americano USS Spruance, que monitorou a embarcação por horas.
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Segundo o Comando Central, forças americanas emitiram múltiplos avisos ao navio, que navegava a cerca de 17 nós em direção ao porto iraniano de Bandar Abbas. Após seis horas sem resposta da tripulação, os militares ordenaram a evacuação da casa de máquinas e dispararam contra a embarcação.
“O Spruance desativou a propulsão do Touska ao disparar vários projéteis de seu canhão de 5 polegadas contra a casa de máquinas”, informou o comando militar. “Fuzileiros navais dos EUA embarcaram posteriormente no navio não cooperativo, que permanece sob custódia americana.”
O navio de guerra americano USS Spruance
Reprodução: surfpac.navy.mil
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o navio foi atingido após desobedecer à ordem de parada. Segundo ele, um “buraco” foi aberto na casa de máquinas.
“Neste momento, fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação. O TOUSKA está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido a um histórico anterior de atividades ilegais. Temos controle total do navio e estamos verificando o que há a bordo”, disse.
O navio de carga Touska
Reprodução: Hans Rosenkranz / marinetraffic.com
De acordo com dados de rastreamento marítimo, o cargueiro havia partido recentemente da Ásia — com registros de passagem pela China e pela Malásia — e seguia em direção ao Irã. A embarcação pertence a uma empresa com sede em Teerã e está sob sanções americanas há anos.
Espólio de guerra
Especialistas ouvidos pela imprensa internacional afirmam que o destino do navio dependerá do conteúdo transportado. Caso seja comprovado que a embarcação violou o bloqueio, ela poderá ser apreendida definitivamente pelos Estados Unidos.
“De acordo com as leis da guerra naval, é possível apreender uma embarcação nessas circunstâncias, quando ela tenta furar um bloqueio”, disse Jennifer Parker, especialista em segurança marítima, à CNN americana. Segundo ela, o caso pode ser analisado por um tribunal específico.
Outro analista, o ex-capitão da Marinha americana Carl Schuster, afirmou que o navio pode ser tratado como “espólio de guerra”, dependendo da carga e do desdobramento do conflito.
O destino da tripulação também é incerto. Especialistas indicam que marinheiros estrangeiros podem ser repatriados, enquanto cidadãos iranianos — ou eventuais membros da Guarda Revolucionária — podem ser detidos.
Escalada de tensão
O Irã classificou a ação como uma violação do cessar-fogo e prometeu retaliar. Segundo autoridades iranianas, o navio saiu da China com destino a um porto no país.
O incidente ocorre em um momento crítico. O principal ponto de atrito entre Teerã e Washington envolve o controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
Na sexta-feira (17), o Irã anunciou a reabertura da via, mas voltou atrás no dia seguinte, alegando bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. No sábado (18), a Guarda Revolucionária iraniana disparou contra dois petroleiros indianos na região, ação criticada por Trump.
“O Irã decidiu disparar tiros ontem no Estreito de Ormuz — uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo!”, escreveu Trump em publicação na manhã de domingo. “Isso não foi nada legal, foi?”
O presidente americano também voltou a ameaçar o Irã caso não haja um acordo definitivo envolvendo o programa nuclear iraniano e a navegação na região.
“Estamos oferecendo um ACORDO muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã”, escreveu. “CHEGA DE FAZER O BONZINHO!”
Uma nova rodada de negociações está prevista para esta segunda-feira (20), no Paquistão. Trump afirmou ter enviado uma delegação americana, mas a mídia estatal iraniana nega a participação de Teerã no encontro.
Um terremoto de magnitude 7,4 no Oceano Pacífico provocou a chegada das primeiras ondas de tsunami ao norte do Japão nesta segunda-feira, levou autoridades a emitir alertas de evacuação para mais de 120 mil pessoas em áreas costeiras das regiões de Aomori, Iwate e Hokkaido.
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De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, as primeiras ondas atingiram cidades como Kuji, Miyako e Hachinohe, com altura inicial inferior a um metro. O órgão, no entanto, alerta que novas ondas podem chegar com maior intensidade nas próximas horas, com possibilidade de atingir até três metros.
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As autoridades classificaram o aviso de tsunami no segundo nível mais alto e orientaram moradores de áreas litorâneas e próximas a rios a buscarem imediatamente regiões elevadas ou edifícios de evacuação.
— Evacuem imediatamente das zonas costeiras e margens de rios para locais seguros — informou a agência, em comunicado.
O tremor teve epicentro ao largo da costa de Sanriku, a cerca de 10 quilômetros de profundidade, e foi classificado como intensidade “upper 5” na escala sísmica japonesa, nível considerado forte o suficiente para dificultar a locomoção e provocar danos estruturais.
Segundo o governo japonês, há relatos iniciais de danos materiais, e equipes seguem mobilizadas para avaliar possíveis vítimas. O gabinete da primeira-ministra Sanae Takaichi montou uma força-tarefa para gerenciar a crise.
O sistema ferroviário de alta velocidade Shinkansen teve trechos suspensos entre Tóquio e o norte do país, enquanto embarcações deixaram portos para águas mais profundas, onde o impacto das ondas tende a ser menor.
Usinas nucleares nas áreas afetadas, incluindo instalações em Fukushima e Onagawa, passam por inspeções. Até o momento, não há registro de anormalidades.
O Japão está situado no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, região com intensa atividade sísmica. O país registra cerca de 1.500 tremores por ano e concentra uma parcela significativa dos terremotos mais fortes do planeta.

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