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Autoridades australianas temem o agravamento dos incêndios florestais que afetam vastas áreas no sul do país. No fim de semana uma pessoa morreu e cerca de 300 propriedades foram destruídas em incêndios florestais que devastam o sudeste da Austrália há vários dias, principalmente em Victoria, mas também em Nova Gales do Sul, consumindo uma área quase duas vezes maior que a região metropolitana de Londres.
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Bússolas são reajustadas: entenda o motivo
Restos mortais humanos foram encontrados no domingo na área do incêndio de Longwood, em Victoria, a cerca de 100 metros de um veículo na estrada Yarck Road, em Gobur, segundo a polícia estadual; a vítima ainda não foi identificada formalmente. O chefe de bombeiros da Forest Fire Management Victoria, Chris Hardman, chamou de “piores temores realizados”, com “primazia pela vida” como prioridade.
Estado de emergência e milhares de bombeiros em ação
Victoria declarou estado de emergência e desastre, com milhares de bombeiros e mais de 70 aeronaves combatendo 32 incêndios ativos, 11 com alertas de emergência extrema às 15h30m de domingo (hora local), ordenando evacuação imediata ou abrigo em locais seguros.
Cidades como Harcourt (central highlands), Ravenswood, Natimuk, Longwood e Mount Mercer sofreram perdas graves: mais de 47 casas e três negócios destruídos em Ravenswood e Harcourt; 30 casas e 40 galpões em Natimuk; 150 estruturas em Longwood; uma casa e 12 galpões em Mount Mercer.
O bombeiro Tyrone Rice perdeu sua própria casa em Harcourt enquanto combatia outro foco, descrevendo como “um soco no estômago”, mas “não sou o primeiro nem o último”. Um repórter da 9 News, Jack Ward, viu em várias cidades do oeste de Victoria “telhados de zinco no chão como único resquício de casas”.
O primeiro-ministro Anthony Albanese prometeu apoio federal, anunciando cerca de R$ 70 milhões (US$ 19,5 milhões australianos) em fundos de recuperação conjunta com o estado de Victoria para os afetados.
Condições extremas e alertas de saúde
O fogo já consomiu 350 mil hectares, alimentado por calor escaldante, seca e ventos fortes que podem durar semanas, segundo autoridades. Treze centros de socorro estão abertos, com distribuição de comida e feno para gado sobrevivente, mas áreas ainda são perigosas para avaliações de danos.
O comissário de emergência Tim Wiebusch criticou espectadores em zonas de risco, alertando para galhos caindo mesmo após a passagem do fogo. A qualidade do ar é de “ruim a muito ruim” em Wangaratta, Beechworth e outras cidades devido à fumaça, com alertas para idosos, crianças, grávidas, asmáticos e cardíacos ficarem em casa. Em Harcourt, água da torneira está contaminada; moradores devem evitar consumo.
Meteorologistas preveem alívio do calor após três dias de temperaturas recordes, mas sem chuva significativa até quinta ou sexta-feira, limitada ao sul e Gippsland. No norte, o ciclone tropical Koji causa inundações na Queensland.
Cientistas ligam eventos como esses à mudança climática, que torna ondas de calor secas e ventosas mais frequentes e intensas, agravando incêndios apesar de fatores como gestão de terras. A Austrália registrou seu quarto ano mais quente em 2025, com média 1,23°C acima da normal.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou Cuba neste domingo (11) a “fazer um acordo” ou enfrentará consequências não especificadas, alertando que o fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos para Havana seria interrompido.
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“NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO INDO PARA CUBA – ZERO!”, disse Trump em sua plataforma Truth Social. “Sugiro fortemente que eles façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.”
Essas declarações de Trump surgem uma semana depois de os Estados Unidos terem capturado o presidente venezuelano Nicolás Maduro, agora deposto. A operação militar noturna em Caracas resultou na morte de dezenas de membros das forças de segurança venezuelanas e cubanas.
Pouco antes, Trump republicou a mensagem de um usuário da rede social X sugerindo que o secretário de Estado, Marco Rubio, se tornaria presidente de Cuba, e acrescentou o comentário: “Parece bom para mim!”.
Em sua própria publicação logo em seguida, Trump disse que “Cuba viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de PETRÓLEO E DINHEIRO da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu ‘Serviços de Segurança’ aos dois últimos ditadores venezuelanos, MAS NÃO MAIS!”.
“A maioria desses cubanos está MORTA por causa do ataque dos Estados Unidos na semana passada, e a Venezuela não precisa mais da proteção dos bandidos e extorsionários que os mantiveram reféns por tantos anos”, acrescentou.
Sob embargo dos Estados Unidos, Havana tem dependido cada vez mais do petróleo venezuelano fornecido como parte de um acordo firmado com Hugo Chávez, antecessor de Maduro.
Familiares e grupos de direitos humanos da Venezuela reportaram neste domingo a morte do preso político Edison Torres Fernández, de 52 anos, funcionário da Polícia do Estado de Portuguesa com mais de 20 anos de serviço, detido em 9 de dezembro de 2025 por motivos políticos e acusado de traição à pátria e associação para delinquir.
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Ele faleceu na Zona 7 da Polícia Nacional, em Boleita, estado de Miranda, conforme denúncia do Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos nas redes sociais.
A morte ocorre em meio a um processo lento de libertação de presos políticos anunciado pelo governo venezuelano sob pressão dos Estados Unidos, após a captura de Nicolás Maduro no sábado retrasado. A principal coalizão opositora, Plataforma Unitária, informou que 22 presos foram soltos até ontem, sem listar nomes, enquanto ONGs relatam 12 em um total estimado de 800 a 1.200 detidos.
Ontem, sites venezuelanos citaram mais três libertações: Luis Rojas, Diogenes Angulo e Luis Fernando Sánchez, sem esclarecer se entravam na contagem anterior. Dezenas de famílias acampam há dois dias em frente a centros como El Rodeo I, nos arredores de Caracas, mas guardas dizem não saber de nada.
“Exigimos aceleração dos processos para acabar com o sofrimento de presos e famílias”, declarou a Plataforma Unitária.
Entre os primeiros soltos estão o ex-candidato presidencial Enrique Márquez (com o ativista Biagio Pilieri), Rocío San Miguel (dupla cidadania, com outros quatro espanhóis para Madri), o Dr. Virgilio Valverde (coordenador da juventude de María Corina Machado, em Bolívar) e Didelis Corredor (preso desde julho de 2023, segundo Foro Penal).
A ONG Justiça, Encontro e Perdão cobra lista completa com nomes, locais de detenção e condições de soltura, para evitar falsas expectativas.
O governo anunciou quinta-feira a liberação de um “número significativo”, incluindo estrangeiros, mas 48 horas depois pouco avançou e ignora questionamentos da imprensa internacional.
Manifestantes iranianos desafiaram novamente as forças de segurança na noite de sábado e na madrugada deste domingo, incendiando mesquitas, ônibus e barricadas em Teerã, Mashhad e mais de 100 cidades. Já o Parlamento do Irã elevou o tom contra Donald Trump, alertando que ataques americanos tornariam Israel e todas as bases militares e navais dos EUA na região “alvos legítimos”.
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Os protestos, os maiores em anos e espalhados por todas as 31 províncias desde 28 de dezembro, já custaram pelo menos 116 vidas segundo ativistas de direitos humanos, com hospitais sobrecarregados relatando dezenas de corpos em apenas dois dias – incluindo 70 em um centro de Rasht e 38 em Teerã, conforme verificado pela BBC.
Manifestações contra o regime iraniano também aconteceram em outras cidades do mundo, como em Londres e em Haia, na Holanda.
Trump respondeu com ameaças de retaliação “muito dura” e declarações de que os EUA estão “prontos para ajudar” o povo iraniano rumo à “liberdade”, sem detalhar, em um confronto verbal que acirra temores de intervenção militar após os ataques americanos a instalações nucleares iranianas em 2025.
O procurador-geral iraniano rotulou manifestantes como “inimigos de Deus”, crime passível de pena de morte, e a TV estatal estendeu a acusação a quem os auxiliar. O chefe da polícia anunciou prisões de “figuras-chave” e uso de munição real, culpando “indivíduos treinados” por parte das mortes, enquanto mais de 2.600 pessoas foram detidas desde o início dos atos, conforme grupos de direitos humanos.
Vídeos verificados por BBC, AFP e ativistas mostram cenas caóticas: em Mashhad, jovens mascarados atrás de fogueiras e latas de lixo, com tiros e um ônibus em chamas; em Teerã, fogos sobre a Praça Punak, panelaços e marchas nos bairros Gisha, Heravi e Tajrish, onde franco-atiradores foram reportados. Um militante conectado via Starlink descreveu “centenas de corpos” e violência extrema, ecoando relatos de tiros à queima-roupa e ferimentos oculares em massa.
Blecaute digital sem precedente
O regime impôs um blecaute digital sem precedentes, cortando internet internacional e intranet doméstica – mais rigoroso que em 2022 –, dificultando organização e documentação de abusos. Ativistas usam Starlink com cautela, temendo rastreamento, e apelam ao mundo para não desviar o olhar do que chamam de possível “massacre sob o manto da escuridão digital”, como alertou a Nobel da Paz Shirin Ebadi.
Khamenei chama os manifestantes de “vândalos” que “agradam Trump”, enquanto o Exército promete frustrar “planos inimigos”. Autoridades tentam dividir “protestos econômicos legítimos” de “agitadores” estrangeiros, mas enfrentam um levante alimentado por inflação galopante, sanções e trauma da guerra de 12 dias com Israel.
Trump multiplicou posts: “Irã olha para a LIBERDADE como nunca antes. EUA prontos para ajudar!!!”. Fontes como WSJ e NYT reportam briefings preliminares sobre opções militares, sem ameaça iminente. Marco Rubio, secretário de Estado americano, reforçou apoio aos “bravos iranianos”.
Reza Pahlavi, filho do último xá exilado nos EUA, emergiu como ícone: convocou ocupação de centros urbanos, erguimento da bandeira pré-1979 e prometeu retorno iminente, alegando deserções nas forças repressoras – sem verificação independente.
Com economia do Irã em ruínas e o regime acuado, os protestos – os quintos em uma década – desafiam o governo como nunca, mas o aparato de segurança e a disposição para violência letal deixam o futuro incerto.
O polo norte magnético da Terra voltou a se deslocar de forma significativa, o que obrigou os cientistas a atualizar o World Magnetic Model 2025 (WMM2025). Este modelo, desenvolvido pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) em conjunto com o British Geological Survey, é uma referência indispensável para a navegação aérea e marítima, bem como para o funcionamento dos sistemas de posicionamento global e das bússolas digitais de milhões de dispositivos.
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Atualmente, o ponto para onde as bússolas apontam está mais próximo da Sibéria do que do Ártico canadense, tendo percorrido mais de 2.200 quilômetros desde sua primeira identificação oficial em 1831. Embora o deslocamento do polo magnético seja um fenômeno natural conhecido, as últimas décadas mostraram variações notáveis tanto em sua direção quanto em sua velocidade.
Um dos dados mais recentes que chamou a atenção dos especialistas é uma desaceleração em seu ritmo de movimento. Após avançar durante anos a uma velocidade entre 50 e 60 quilômetros anuais, o polo norte magnético reduziu sua velocidade para cerca de 35 quilômetros por ano. Especialistas o qualificam como “a maior desaceleração registrada”, um comportamento que, embora gradual, tem implicações técnicas significativas.
Diferentemente do polo norte geográfico, um ponto fixo que marca o eixo de rotação do planeta, o polo norte magnético não permanece imóvel. É o lugar para onde as bússolas se orientam e sua posição varia constantemente como resultado dos movimentos do ferro líquido no núcleo externo da Terra. Este processo é o responsável por gerar o campo magnético terrestre, um escudo invisível e massivo que protege o planeta da prejudicial radiação solar, além de permitir a orientação mediante bússolas desde tempos ancestrais.
Desde sua descoberta no século XIX, a localização do polo magnético é revisada periodicamente por meio de modelos científicos que integram dados de satélites, medições terrestres e estudos geofísicos. A aceleração inicial e a posterior desaceleração de seu deslocamento geraram um interesse crescente na comunidade científica internacional.
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Centros Nacionais de Informação Ambiental
O World Magnetic Model é publicado a cada cinco anos e constitui a referência oficial utilizada por governos, forças armadas e empresas de tecnologia em nível global. A versão WMM2025, lançada em dezembro de 2024, terá validade até o final de 2029, a menos que ocorram mudanças abruptas e inesperadas no campo magnético terrestre.
Seu alcance é extenso: é empregado pela aviação civil, pelas marinhas comerciais e militares, pelos sistemas de navegação submarina e por organismos internacionais como a OTAN e a Organização Hidrográfica Internacional. Além disso, seus dados são incorporados por fabricantes de telefones celulares e automóveis para calibrar as bússolas digitais e os mapas de navegação integrados em seus produtos.
Uma novidade crucial desta atualização é a introdução de uma versão de alta resolução (HR), conhecida como WMMHR2025. Graças a esta melhoria, a precisão do modelo passa de cerca de 3.300 quilômetros para aproximadamente 300 quilômetros no equador, o que otimiza de forma notável o cálculo de rumos em áreas complexas, especialmente nas regiões polares. Para os deslocamentos cotidianos, como ir ao trabalho em transporte público ou o uso habitual do celular, o impacto do movimento do polo magnético é praticamente nulo e imperceptível.
No entanto, em trajetos longos e em ambientes sensíveis, como voos transcontinentais ou navegação oceânica e polar, um modelo desatualizado pode resultar em erros de várias dezenas de quilômetros em relação à rota planejada, com potenciais consequências críticas.
Finalmente, o WMM2025 atualiza a informação referente às “zonas de apagões magnéticos” próximas aos polos, regiões onde o comportamento do campo magnético dificulta a confiabilidade das bússolas. Esta informação é vital para o planejamento de rotas aéreas polares e para missões científicas que dependem de uma navegação magnética de alta precisão e segurança.
Um número desconhecido de macacos — até quatro, mas certamente mais de um — está à solta em St. Louis, de acordo com autoridades locais, que pediram a qualquer pessoa que avistasse um dos primatas para relatar sua localização ao departamento de controle de animais da cidade.
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A cidade tomou conhecimento dos macacos soltos na quinta-feira, disse Erin Ford, porta-voz do Departamento de Saúde da cidade. Os macacos, que um especialista em primatas do Zoológico de St. Louis identificou como macacos-vervet, foram vistos perto do O’Fallon Park, no norte de St. Louis, informou o Departamento de Saúde em um comunicado.
“Relatos iniciais sugeriam que havia quatro animais, mas não podemos confirmar um número real neste momento, apenas que há mais de um”, disse Justen Hauser, chefe do escritório de saúde ambiental do Departamento de Saúde, em comunicado.
Um oficial de controle de animais vasculhou a área ao redor do O’Fallon Park na quinta-feira, mas não encontrou nenhum dos macacos, disse Hauser. Mais avistamentos foram relatados e os oficiais continuaram as buscas na sexta-feira, mas sem sucesso, disse ele.
“Estamos trabalhando para ter uma ideia de onde eles podem estar se escondendo ou procurando comida”, disse Hauser. “Uma vez capturados, os macacos serão transportados para uma instalação certificada para cuidar de animais exóticos.”
Não ficou imediatamente claro de onde vieram os macacos. É contra a legislação municipal possuir animais exóticos, disse Hauser.
Os macacos-vervet são comuns na África Oriental e pesam cerca de 2,7 a 5 quilos, de acordo com a African Wildlife Foundation. Os macacos às vezes são vistos como pragas porque roubam comida e outros itens, segundo a fundação.
“Eles são muito inteligentes e sociais, mas podem ser imprevisíveis ou agressivos sob estresse”, disse Hauser.
É incomum, mas não sem precedentes, que macacos-vervet circulem livremente nos Estados Unidos, que não possuem uma população nativa de macacos. Uma colônia selvagem desses macacos vive em Dania Beach, na Flórida, ao sul de Fort Lauderdale, desde o final da década de 1940, depois que uma dúzia deles, trazidos da África Ocidental, fugiu de uma instalação de reprodução e de um zoológico de beira de estrada, de acordo com a Associated Press. Um censo de 2020 constatou que 40 descendentes desses macacos permaneciam em Dania Beach, informou o The Daytona Beach News-Journal.
Ocasionalmente, macacos escapam de zoológicos, instalações de pesquisa e caminhões de transporte. Em outubro, 21 macacos-rhesus escaparam de uma carreta que tombou no Mississippi. Policiais atiraram e mataram cinco dos macacos depois que o motorista do caminhão lhes disse, erroneamente, que os primatas estavam infectados com Covid-19, hepatite C e herpes, quando na verdade não estavam, disseram as autoridades na época.
Reza Pahlavi tinha apenas 16 anos quando a Revolução Islâmica de 1979 derrubou o regime secular de seu pai, o xá Mohammad Reza Pahlavi, que governou o Irã por 40 anos com uma monarquia pró-Ocidente, modernização acelerada e controvérsias sobre repressão política e desigualdade social. Filho mais velho do xá, ele era o herdeiro do império milenar rico em petróleo, que se estendia por uma nação estratégica no Oriente Médio, mas exilado desde então, vive nos EUA sem poder formal.
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Agora, aos 65 anos, quase meio século após perder seu direito de nascimento para a República Islâmica xiita liderada por aiatolás, ele tem esperança que sua longa espera possa estar perto do fim.
“Esta é a batalha final. Pahlavi vai voltar!” foi um dos cânticos mais marcantes nos protestos nacionais que explodiram no Irã nesta semana, paralisando dezenas de cidades como Teerã, Tabriz, Mashhad, Isfahan, Karaj e Yazd desde há quase duas semanas.
Iniciados por queixas econômicas no Grande Bazar de Teerã – inflação galopante, desemprego e crise causada por sanções e corrupção –, os atos evoluíram para um levante anti-regime, com greves de comerciantes, incêndios em veículos e mesquitas, panelaços e confrontos violentos com a Guarda Revolucionária. Na quinta-feira, milhares desafiaram o blecaute total de internet imposto pelo governo, gritando “Morte ao ditador!” e “Morte a Khomeini!”, enquanto Reza Pahlavi, exilado nos EUA, convocou via vídeo os compatriotas às ruas, pedindo união sob a bandeira pré-revolucionária do leão e sol.
“Javid Shah (viva o rei)!” bradavam os manifestantes. “Reza Shah, Deus abençoe sua alma!”
Os protestos desta semana, os maiores em anos e os quintos em uma década contra o regime desde 2017, já duram quase duas semanas, com mais de 100 cidades envolvidas, incluindo áreas curdas como Ilam e Lorestan, onde etnias e pobreza alimentam a fúria.
Autoridades cortaram internet, telefonia e alertaram por “inimigos de Deus”, enquanto Trump ameaçou retaliação “muito dura” se houver repressão violenta, elevando a tensão.
Apoiar a monarquia é crime
Pahlavi, que se posiciona como líder de transição, tem se tornado o rosto da oposição externa. Apoiar a monarquia deposta é tabu no Irã, crime punível com prisão ou morte, e um sentimento há muito rejeitado por uma sociedade que liderou a revolta popular de 1979 contra a ditadura do xá, acusada de corrupção, repressão pela SAVAK (polícia secreta) e desigualdades apesar do boom petrolífero.
Analistas questionam: os iranianos querem mesmo restaurar a monarquia ou só estão exaustos da teocracia repressiva do aiatolá Ali Khamenei, que controla eleições, censura e esmaga dissidentes?
“Reza Pahlavi indubitavelmente aumentou sua influência na oposição iraniana”, disse à CNN Arash Azizi, acadêmico e autor de “What Iranians Want”. “Mas ele é divisivo, não unificador.”
Já Pahlavi explora uma espécie nostalgia pré-islâmica: “Os mais idosos lembram meu nascimento com festa nacional; jovens me chamam pai”, disse a jornais americanos.
Uma fantástica escada em caracol dá as boas-vindas aos visitantes de uma gigantesca livraria em Tianjin, no norte da China, cujo interior chamativo atrai mais os entusiastas de selfies do que os compradores de livros.
Com o auge do comércio eletrônico e apesar dos esforços das autoridades para impulsionar o consumo interno, as vendas de livros em papel não conseguiram se recuperar aos níveis anteriores à pandemia.
No entanto, o número de livrarias físicas “manteve um crescimento estável” nos últimos anos, segundo Ai Limin, responsável por um grupo do setor editorial. “Surgiu uma onda de livrarias com características únicas”.
Esta foto, tirada em 9 de dezembro de 2025, mostra pessoas visitando uma livraria em Tianjin
ADEK BERRY / AFP
É o caso da livraria Zhongshuge, em Tianjin, inaugurada em setembro de 2024, que faz sucesso nas redes sociais com seu estilo gótico que lembra Harry Potter.
“As fotos ficam realmente bonitas”, diz Li Mengting, uma estudante de pós-graduação que entrou para tirar algumas fotografias aproveitando uma visita à cidade com uma amiga.
A jovem de 24 anos teve dificuldades para encontrar o lugar perfeito porque “havia muita gente lá dentro”.
A escada central da livraria, que se prolonga em enormes colunas, está lotada de turistas com paus de selfie e tripés. No chão, há adesivos desbotados com o texto “O melhor lugar para tirar fotos”.
Segundo o arquiteto Zheng Shiwei, algumas livrarias estão investindo na criação de interiores pensados para serem fotografados.
“Tornou-se algo relativamente generalizado”, afirma Zheng, cuja empresa, China Architecture Design and Research Group, participa de projetos desse tipo.
No entanto, ele teme que “muita gente não vá apenas com o propósito de ler, com consequências indesejadas”.
Esta foto, tirada em 18 de dezembro de 2025, mostra uma mulher lendo um livro em uma livraria em Pequim
ADEK BERRY / AFP
No ano passado, a Librairie Avant-Garde de Nanquim proibiu a fotografia com flash, os tripés e as sessões fotográficas sem permissão que “interferiam na leitura”, disse Yuan Jia, um leitor assíduo desta cidade.
No coração de Pequim, em um antigo templo taoísta reconvertido em livraria, dezenas de turistas pedem chá ou passeiam entre as mesas com artigos de decoração à venda.
“Os livros proporcionam uma margem de lucro relativamente baixa”, afirma sua fundadora Juli Hu, que abriu a loja em 2024.
A livraria dá as boas-vindas a quem tira fotos para publicá-las na internet e organiza frequentemente exposições culturais.
“Vender livros definitivamente não pode ser o núcleo que sustenta uma livraria inteira”, assinala Hu. “Tem que haver outras coisas”.
Um policial preso em dezembro sob acusações de traição à pátria morreu no sábado sob custódia do Estado na Venezuela, denunciaram a oposição e ONGs de direitos humanos, em meio à espera por libertações em massa de presos políticos.
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A Venezuela anunciou na quinta-feira a libertação de um “número importante” de detidos, incluindo estrangeiros. No entanto, familiares e defensores dos direitos humanos apontam que apenas cerca de vinte detidos por razões políticas foram libertados desde então.
O governo interino de Delcy Rodríguez defende esta medida como um gesto de “convivência pacífica”. Mas a Casa Branca insiste que isso faz parte da influência de Donald Trump na Venezuela, após bombardear o país para capturar o presidente deposto Nicolás Maduro.
“O Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos denuncia a morte sob custódia do Estado de Edison José Torres Fernández, de 52 anos, ocorrida em 10 de janeiro de 2026 (…) 62 horas após o anúncio oficial das libertações”, indicou essa organização em uma mensagem no X divulgada na madrugada de domingo. Outras organizações venezuelanas de direitos humanos também divulgaram a morte do policial.
Torres Fernández era funcionário da Polícia do estado de Portuguesa, a cerca de 400 quilômetros de Caracas, com mais de 20 anos de serviço, segundo o Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP).
“Foi detido em 9 de dezembro de 2025 por compartilhar mensagens críticas contra o regime e o governador do estado”, acrescentou esta organização que defende os direitos dos presos políticos.
Indicou que “foram imputados a ele crimes de traição à pátria e associação criminosa”.
“Até o momento, não há informações oficiais sobre as circunstâncias ou causas de sua morte, nem sobre o atendimento médico que teria recebido enquanto permanecia sob custódia. Essa falta de informação e de transparência torna o Estado responsável por sua vida e integridade”, acrescentou o CLIPP.
O partido de oposição Primeiro Justiça, do dirigente preso Juan Pablo Guanipa, também noticiou o falecimento e exigiu a “liberdade imediata, plena e incondicional para TODOS os presos políticos, civis e militares”.
Desde 2014, 18 presos políticos morreram sob a custódia do Estado venezuelano, segundo organizações de direitos humanos.
Segundo a ONG Foro Penal, até a data atual há mais de 800 presos políticos na Venezuela.
O presidente do Parlamento iraniano afirmou no domingo (11) que, caso os Estados Unidos lancem um novo ataque durante a atual onda de protestos no país, o Irã retaliaria mirando alvos militares e navais americanos, além de instalações israelenses.
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“In the event of a military attack by the United States, both the occupied territories [referindo-se a Israel] and American military centers and ships will be our legitimate targets,” declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Legislativo iraniano, em comentários transmitidos pela televisão estatal.
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A declaração ocorre em um momento de forte escalada retórica entre Teerã e Washington, enquanto líderes iranianos enfrentam protestos em várias cidades e o presidente dos EUA tem ameaçado intervir.

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