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Manifestantes iranianos desafiaram novamente as forças de segurança na noite de sábado e na madrugada deste domingo, incendiando mesquitas, ônibus e barricadas em Teerã, Mashhad e mais de 100 cidades. Já o Parlamento do Irã elevou o tom contra Donald Trump, alertando que ataques americanos tornariam Israel e todas as bases militares e navais dos EUA na região “alvos legítimos”.
Entenda: Por que o Irã enfrenta a sua maior crise em anos
‘Atingiremos muito duramente’: Trump volta a ameaçar o Irã com ataque se regime ‘matar pessoas’
Os protestos, os maiores em anos e espalhados por todas as 31 províncias desde 28 de dezembro, já custaram pelo menos 116 vidas segundo ativistas de direitos humanos, com hospitais sobrecarregados relatando dezenas de corpos em apenas dois dias – incluindo 70 em um centro de Rasht e 38 em Teerã, conforme verificado pela BBC.
Manifestações contra o regime iraniano também aconteceram em outras cidades do mundo, como em Londres e em Haia, na Holanda.
Trump respondeu com ameaças de retaliação “muito dura” e declarações de que os EUA estão “prontos para ajudar” o povo iraniano rumo à “liberdade”, sem detalhar, em um confronto verbal que acirra temores de intervenção militar após os ataques americanos a instalações nucleares iranianas em 2025.
O procurador-geral iraniano rotulou manifestantes como “inimigos de Deus”, crime passível de pena de morte, e a TV estatal estendeu a acusação a quem os auxiliar. O chefe da polícia anunciou prisões de “figuras-chave” e uso de munição real, culpando “indivíduos treinados” por parte das mortes, enquanto mais de 2.600 pessoas foram detidas desde o início dos atos, conforme grupos de direitos humanos.
Vídeos verificados por BBC, AFP e ativistas mostram cenas caóticas: em Mashhad, jovens mascarados atrás de fogueiras e latas de lixo, com tiros e um ônibus em chamas; em Teerã, fogos sobre a Praça Punak, panelaços e marchas nos bairros Gisha, Heravi e Tajrish, onde franco-atiradores foram reportados. Um militante conectado via Starlink descreveu “centenas de corpos” e violência extrema, ecoando relatos de tiros à queima-roupa e ferimentos oculares em massa.
Blecaute digital sem precedente
O regime impôs um blecaute digital sem precedentes, cortando internet internacional e intranet doméstica – mais rigoroso que em 2022 –, dificultando organização e documentação de abusos. Ativistas usam Starlink com cautela, temendo rastreamento, e apelam ao mundo para não desviar o olhar do que chamam de possível “massacre sob o manto da escuridão digital”, como alertou a Nobel da Paz Shirin Ebadi.
Khamenei chama os manifestantes de “vândalos” que “agradam Trump”, enquanto o Exército promete frustrar “planos inimigos”. Autoridades tentam dividir “protestos econômicos legítimos” de “agitadores” estrangeiros, mas enfrentam um levante alimentado por inflação galopante, sanções e trauma da guerra de 12 dias com Israel.
Trump multiplicou posts: “Irã olha para a LIBERDADE como nunca antes. EUA prontos para ajudar!!!”. Fontes como WSJ e NYT reportam briefings preliminares sobre opções militares, sem ameaça iminente. Marco Rubio, secretário de Estado americano, reforçou apoio aos “bravos iranianos”.
Reza Pahlavi, filho do último xá exilado nos EUA, emergiu como ícone: convocou ocupação de centros urbanos, erguimento da bandeira pré-1979 e prometeu retorno iminente, alegando deserções nas forças repressoras – sem verificação independente.
Com economia do Irã em ruínas e o regime acuado, os protestos – os quintos em uma década – desafiam o governo como nunca, mas o aparato de segurança e a disposição para violência letal deixam o futuro incerto.

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O Papa Leão XIV apresentou nesta segunda-feira uma encíclica sobre os riscos da Inteligência Artificial (IA) e fez um alerta a líderes políticos e empresariais para que protejam a Humanidade dos efeitos mais disruptivos da tecnologia. O documento, uma carta aberta a “todas as pessoas de boa vontade” com cerca de 42.300 palavras, expõe a preocupação do Pontífice com a preservação da dignidade e da autonomia humanas em uma era em que sistemas digitais podem substituir pessoas em diversos papéis profissionais e sociais.
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O texto foi apresentado ao lado de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, uma importante empresa de IA, em um gesto simbólico de diálogo entre os mundos religioso e tecnológico.
Embora ressalte que “a tecnologia não deve ser considerada, em si mesma, como uma força contrária à Humanidade”, o Papa afirma que “a busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrificam sistematicamente empregos”.
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Entre as propostas, Leão defende: a regulamentação das empresas que lideram o desenvolvimento da IA, a proteção e requalificação de trabalhadores ameaçados pela automação, a educação para o uso crítico da tecnologia e medidas para proteger crianças de conteúdos violentos, sexualizados ou falsos. Também pede garantias de que decisões sobre o uso de armas permaneçam sob controle humano.
O Pontífice enfatiza ainda a necessidade de preservar um papel social para todos.
“Uma sociedade que garante emprego a apenas uma pequena parcela da população, apesar de alto nível de desenvolvimento técnico, corre o risco de levar muitos à inatividade forçada, à falta de responsabilidades e de estímulos cotidianos, resultando em empobrecimento humano e cultural”, afirma. “Isso cria um paradoxo de progresso material e regressão antropológica que mina as bases de uma paz social justa e estável”.
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A encíclica era aguardada há meses por religiosos, acadêmicos e especialistas em tecnologia, e já é vista como um dos alertas morais mais contundentes até agora sobre o uso excessivo ou indevido da Inteligência Artificial.
Desde o início de seu pontificado, Leão tem destacado os riscos da tecnologia. Em seu segundo dia como Papa, afirmou ao Colégio de Cardeais que a Igreja abordaria os impactos da IA sobre “dignidade humana, justiça e trabalho”. Desde então, voltou ao tema em viagens internacionais, encontros com universidades católicas e até em celebrações do Dia Internacional da Matemática.
Na semana passada, o Vaticano anunciou a criação de uma comissão de alto nível para discutir os desafios impostos pela IA. O antecessor de Leão, o Papa Francisco, também havia alertado para os perigos da tecnologia e defendido seu uso ético.
Embora tenha sido apresentada agora, a encíclica foi assinada em 15 de maio, data que marca os 135 anos de “Rerum Novarum”, texto de Leão XIII que estabeleceu bases da doutrina social da Igreja ao tratar dos impactos da Revolução Industrial sobre os trabalhadores.
Mais de 900 casos suspeitos de ebola foram identificados na República Democrática do Congo (RDC), um país assolado por um grande conflito, segundo informou no domingo (24) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). “À medida que intensificamos os esforços de vigilância na resposta ao ebola na RDC, mais de 900 casos suspeitos foram identificados até o momento, incluindo 101 casos confirmados”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma publicação nas redes sociais. O diretor, no entanto, não apresentou números atualizados de mortes provocadas pela doença.
O ebola é uma doença viral letal que se propaga por contato direto com fluidos corporais. A enfermidade pode provocar hemorragias graves e falência de múltiplos órgãos. O país declarou um surto em 15 de maio provocado pela cepa Bundibugyo, para a qual não existem vacinas nem tratamentos aprovados. Em uma atualização anterior publicada no sábado, o Ministério da Saúde da RDC informou que 204 mortes foram registradas em três províncias do país da África Central, a partir de 867 casos suspeitos.
O ebola matou mais de 15.000 pessoas no continente africano nos últimos 50 anos.
O Irã anunciou na segunda-feira que começará a cobrar taxas de navegação de navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz, em meio às negociações em curso com os Estados Unidos para encerrar a Guerra do Golfo.
“Os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, bem como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã, exigem a cobrança de certas taxas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, durante sua coletiva de imprensa semanal. No entanto, ele assegurou que o Irã “não pretende cobrar pedágio”.
O desabamento de um edifício de nove andares em construção em Angeles, ao norte de Manila, nas Filipinas, deixou quatro mortos e ao menos 17 desaparecidos, informaram autoridades nesta segunda-feira. A estrutura cedeu no domingo, atingiu um hotel próximo e matou um hóspede de origem malaia.
Até 70 pessoas trabalhavam na obra, segundo autoridades locais, embora a maior parte tivesse deixado o local por causa do fim de semana. Entre os desaparecidos estão principalmente operários que dormiam no canteiro quando ocorreu o desastre.
Resgate enfrenta dificuldades entre os escombros
Dois operários que ficaram presos sob os escombros foram encontrados com vida após o colapso, mas morreram apesar dos esforços de resgate.
— O primeiro dos dois foi retirado com vida, mas infelizmente seu corpo não resistiu e ele não sobreviveu. Os médicos não conseguiram reanimá-lo — declarou à AFP a porta-voz regional do corpo de bombeiros, Maria Leah Sajili: — O outro sofreu uma parada cardíaca por volta das 3h da madrugada (19h GMT de domingo). Os médicos não puderam atendê-lo porque ele continuava preso.
As equipes de socorro também localizaram outro corpo entre os escombros nesta segunda-feira. No entanto, ainda não estava claro se o cadáver não identificado pertence a uma das pessoas registradas entre os desaparecidos, segundo balanço atualizado divulgado pelos socorristas.
Diante da incerteza sobre a identidade da vítima, as autoridades mantêm a estimativa de 17 desaparecidos.
Sajili destacou a complexidade da operação de resgate em estruturas colapsadas. Segundo ela, “o resgate em um desabamento de edifício é muito complicado, já que qualquer movimento brusco provocado pelas ações de nossos socorristas pode fazer com que algumas áreas se desloquem e as pessoas que estão embaixo acabem esmagadas”.
Agora, as equipes utilizarão escâneres térmicos “para verificar se há possíveis sinais de vida”, afirmou a porta-voz.
Caso não sejam encontrados mais sobreviventes, as autoridades planejam empregar escavadeiras mecânicas e outras máquinas pesadas para remover os escombros e recuperar os corpos. Não há prazo definido para a conclusão dos trabalhos.
A causa do desabamento ainda é desconhecida e será investigada pelas autoridades filipinas.
Cerca de 20 pessoas ficaram feridas em um shopping center de luxo no centro de Tóquio depois que um homem borrifou uma substância no interior do estabelecimento, informaram a polícia e os bombeiros nesta segunda-feira. O porta-voz da polícia de Tóquio, Yusuke Koide, disse à AFP que um homem borrifou uma substância em um caixa eletrônico no térreo do prédio, enquanto um oficial do corpo de bombeiros afirmou que “cerca de 20 pessoas ficaram feridas” após receberem uma denúncia de “cheiro” forte na área turística da cidade.
As ruas ao redor do prédio, no distrito comercial de Ginza, onde o shopping está localizado, foram bloqueadas após o incidente, e caminhões de bombeiros formaram uma fila na rua. No entanto, os clientes continuaram entrando e saindo do prédio por entradas laterais.
Um repórter da AFP no local viu duas pessoas em macas sendo colocadas em uma ambulância, enquanto bombeiros e paramédicos com trajes de proteção transferiam pessoas do shopping para caminhões especializados para exame.
A emissora pública NHK informou que os ferimentos pareciam ser leves. Uma mulher de 70 anos que estava no shopping contou à emissora que sua garganta começou a coçar e doer quando se aproximou do caixa eletrônico. “Quando cheguei, a confusão já havia começado e pensei que talvez houvesse um pequeno incêndio ou algo assim. Assim que entrei na área dos caixas eletrônicos, minha garganta ficou áspera, quase dormente.”
A polícia está investigando a causa, disse um oficial do corpo de bombeiros no local.
O exército israelense alertou, nesta segunda-feira, os moradores de 10 vilarejos, a maioria no sul do Líbano, para que evacuem suas casas devido a ataques esperados contra supostos alvos do Hezbollah.
“Em vista da violação do acordo de cessar-fogo pelo Hezbollah, as Forças de Defesa de Israel são obrigadas a operar contra o grupo com o uso da força”, afirmou o porta-voz do exército em árabe, Coronel Avichay Adraee, em uma publicação nas redes sociais, listando os nomes dos vilarejos.
“Para sua segurança, vocês devem evacuar suas casas imediatamente e se deslocar para áreas abertas a pelo menos 1 mil metros dessas cidades e vilarejos.”
O dia 25 de maio, Dia Mundial do Futebol, nos lembra de algo que os brasileiros já sabem instintivamente: o futebol é muito mais do que um esporte. É identidade, cultura e conexão. Em 2026, essa linguagem compartilhada estará em plena evidência quando o Canadá, ao lado dos Estados Unidos e do México, sediar a maior Copa do Mundo da FIFA™ da História.
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Esse esforço trinacional sem precedentes demonstra o que é possível quando países trabalham juntos em torno de um objetivo comum. Da coordenação em segurança ao planejamento conjunto, o torneio já está promovendo uma cooperação prática entre fronteiras. Mais do que só sobre esporte, ele oferece um modelo de como abertura, confiança e responsabilidade compartilhada podem gerar resultados em um mundo interconectado.
O Canadá encara a Copa do Mundo da FIFA 2026™ com clareza de propósito. Como um dos poucos países a ter sediado tanto a Copa do Mundo Feminina quanto a Masculina, o país traz experiência e um forte compromisso com uma organização inclusiva e responsável. O torneio será também uma oportunidade de apresentar a diversidade do Canadá e o respeito aos povos indígenas — parceiros essenciais na realização do evento neste território—, garantindo uma experiência segura e acolhedora para todos.
Canadá BC Place, Vancouver.
Divulgação
Para o Brasil, essa conexão é imediata. De Pelé a Marta, o futebol brasileiro ajudou a moldar o futebol mundial. O Canadá também vem registrando um rápido crescimento esportivo — do sucesso olímpico no futebol feminino ao aumento dos investimentos no desenvolvimento de jovens atletas. Essas forças compartilhadas criam oportunidades: avançar a igualdade de gênero no esporte, ampliar o engajamento da juventude e aprofundar os intercâmbios entre nossas comunidades futebolísticas. Sem mencionar a Copa do Mundo Feminina da FIFA™ no Brasil, em 2027, na qual a seleção canadense estará entre as fortes concorrentes.
Os vínculos construídos por meio do esporte entre nossos países refletem uma parceria mais ampla. Canadá e Brasil trabalham juntos para fortalecer o comércio, impulsionar a inovação e promover o crescimento sustentável, ao mesmo tempo em que aprofundam os laços entre suas populações. A diplomacia esportiva acrescenta uma dimensão importante a essa relação: conectando novas gerações, abrindo oportunidades de cooperação e reforçando valores compartilhados e inclusão de maneiras que ressoam muito além dos estádios.
BMO Field, Toronto.
Divulgação
Enquanto o Canadá se prepara para receber o mundo — especialmente em Toronto e Vancouver — o faz em um espírito que os brasileiros reconhecem: celebração, diversidade e profundo respeito pelo poder unificador do futebol. O objetivo não é apenas realizar um torneio bem-sucedido, mas deixar um legado de inclusão, cooperação e respeito mútuo.
A lição de 2026 é simples: quando países constroem confiança, a cooperação se aprofunda — e o sucesso compartilhado se torna possível. Nos vemos em Toronto e Vancouver!
*Embaixador do Canadá no Brasil
No calendário político americano, as eleições de 2028, quando, pela primeira vez em 12 anos, o eleitor não terá a opção de votar em Donald Trump, começam em pouco mais de cinco meses. Não se trata de queimar a largada. É com o mapa do novo Congresso, dos governos e dos legislativos estaduais nas mãos, a partir dos resultados do pleito de meio de mandato, em novembro, que republicanos e democratas iniciam a construção das coalizões com potencial de levá-los à Casa Branca. Para a direita, além do desgaste com um governo extremamente impopular, há dor de cabeça extra este ano com a migração ideológica da barulhenta militância do Faça os Estados Unidos Grandes Novamente (Maga, na sigla em inglês) ainda mais para o extremo. A defesa aberta de pautas antidemocráticas, ente elas o fim do voto das mulheres e a supressão da representação dos negros no Legislativo, embaralha os cenários pós-Trump e oferece oportunidade a uma oposição ainda acéfala, em busca de mensagem unificadora para derrotar o trumpismo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Muito antes de ser compreendido, o fenômeno El Niño já deixava marcas na Humanidade. El Niño é o nome dado a mudanças intensas nos ventos e nas temperaturas das águas do Oceano Pacífico, que podem transformar drasticamente os padrões climáticos globais. Ao longo dos séculos, esses padrões naturais provocaram secas épicas e ondas de calor, além de intensificarem epidemias. Alguns acadêmicos chegaram a apontar marcas do El Niño em crises políticas e econômicas no Egito Antigo ou na queda da civilização Moche, no atual Peru, há mais de mil anos. E, em 1877 e 1878, uma fome agravada pelo fenômeno matou milhões de pessoas em regiões tropicais, acentuando desigualdades. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Centenas de agentes da polícia de choque da Turquia dispararam gás lacrimogêneo e forçaram a entrada, neste domingo, na sede do Partido Republicano do Povo (CHP), principal legenda a fazer oposição ao presidente Recep Tayyip Erdogan. A legenda, alvo de uma repressão coordenada pelo atual mandatário, é alvo de uma disputa interna por sua liderança.
Entenda: Tribunal destitui liderança do principal partido de oposição da Turquia
Oriente Médio: Rússia lança maior ataque contra a Ucrânia desde 2024, com 600 drones e 90 mísseis, incluindo projétil hipersônico
Membros do partido montaram barricadas para bloquear as entradas do prédio, desafiando a tropa de choque, dando início a um confronto dramático — o episódio mais recente de truculência contra a sigla por autoridades subordinadas ao governo Erdogan. O envio de tropas, porém, não partiu diretamente do presidente turco.
Polícia de choque da Turquia invade sede do principal partido de oposição 
Um tribunal de apelações turco decidiu na quinta-feira pela destituição do líder do partido, Özgür Özel, que venceu eleições internas do partido em 2023. A decisão judicial anulou a votação, estabelecendo como líder interino Kemal Kilicdaroglu, ex-presidente da sigla, atualmente com 77 anos, que perdeu as eleições passadas para Erdogan e não dispõe de popularidade alta entre os eleitores.
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A imprensa turca noticiou que representantes de Kilicdaroglu solicitaram à polícia que realizasse os “procedimentos necessários” para entregar a sede do partido à nova liderança. O governo de Ancara instruiu a polícia a “cumprir a decisão judicial”. Özel, por sua vez, condenou a ação policial e culpou Erdogan por perseguir o partido.
— Eles [policiais] invadiram nossa sede, usaram gás lacrimogêneo, nos espancaram com cassetetes, vandalizaram o prédio do partido e nos expulsaram — disse a liderança de facto da sigla na noite de domingo, acrescentando que Erdogan havia “perdido o juízo” e que o ataque fazia parte de manobras “para vencer as próximas eleições”, previstas para 2028.
A polícia de choque turca bloqueia a marcha de apoiadores do Partido Republicano do Povo (CHP) até a sede do partido em Ancara
Adem Altan/AFP
Özel não é o único líder do CHP a denunciar o presidente e homem forte da Turquia de perseguição. No ano passado, o prefeito de Istambul e principal rival de Erdogan, Ekrem Imamoglu, foi preso sob acusações de corrupção, em denúncias de classificou como politicamente motivadas. Inicialmente, Imamoglu era o nome projetado pelo partido para disputar as eleições em 2028.
— Assim como ele [Erdogan] prendeu o candidato presidencial que poderia derrotá-lo, agora fechou oficialmente o partido político que poderia vencê-lo — disse Özel à AFP.
Özgur Özel, líder do CHP, em cima de caminhão durante marcha até Parlamento da Turquia
Partido Republicano do Povo/AFP
Expulso do prédio do partido, a liderança opositora caminhou vários quilômetros sob chuva em direção ao Parlamento, cercado por apoiadores. Ele declarou que o partido e a militância não ficariam inertes à ofensiva institucional.
— O Partido Republicano do Povo estará de agora em diante nas ruas ou nas praças — afirmou ao ser forçado a deixar o edifício, acrescentando posteriormente à AFP. — A Turquia deixou de ser uma república democrática moderna e se transformou em um regime autoritário.
A ONG internacional Human Rights Watch alertou no sábado que o governo Erdogan estava minando a democracia turca com “táticas abusivas” contra o CHP. A organização classificou a decisão judicial como “o mais recente golpe profundamente prejudicial ao Estado de direito, à democracia e aos direitos humanos” na Turquia. (Com AFP)

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