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Uma adolescente brasileira de 13 anos foi baleada durante o ataque a tiros que ocorreu na segunda-feira, no México. O Gabinete de Segurança mexicano divulgou que a jovem sofreu um ferimento a bala no sítio arqueológico de Teotihuacán, a 50 quilômetros da Cidade do México, e o Itamaraty confirmou que ela já recebeu alta hospitalar. Nesta terça-feira, autoridades mexicanas indicaram que o ataque ocorrido nas pirâmides turísticas, que deixou um morto e 13 feridos, envolveu um planejado pelo agressor. Vários reféns tiravam fotos e admiravam a vista no limite permitido de subida na Pirâmide da Lua, uma das duas maiores que há no local, quando ouviram os primeiros disparos. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram cenas do ataque de diversos ângulos. Nelas, é possível ver e ouvir um casal de brasileiros sendo diretamente ameaçado pelo atirador durante o incidente.
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O ataque, realizado ao meio-dia por um mexicano que depois cometeu suicídio, “não foi espontâneo”, afirmou o Procurador-Geral do Estado do México, José Luis Cervantes, em uma coletiva de imprensa. O homem “visitou o sítio arqueológico em diversas ocasiões antes do ataque e hospedou-se em hotéis próximos” para planejar o atentado, indicou Cervantes. De acordo com o promotor, uma mochila foi encontrada no local contendo a arma usada pelo atirador para matar os turistas, uma faca e 52 cartuchos de munição.
Segundo as autoridades, a canadense que morreu no local tinha entre 20 e 25 anos, e o agressor, um mexicano, tinha entre 30 e 35 anos. Entre os feridos, que foram levados para diferentes hospitais, estavam um menino de seis anos e duas mulheres colombianas, uma russa, uma canadense, uma holandesa e seis americanos, além da jovem brasileira.
Sheinbaum afirmou que o agressor tinha “problemas psicológicos” e “foi influenciado por eventos ocorridos no exterior”. Portanto, destacou a presidente, “não se trata de algo ligado ao crime organizado”. A líder mexicana pediu o reforço das medidas de segurança para impedir a entrada de armas de fogo em locais turísticos após este episódio e disse que foi a primeira vez que um incidente desse tipo ocorreu em um sítio arqueológico no México.
— Precisamos de mais segurança para impedir que alguém entre em um sítio arqueológico ou em um local turístico armado — declarou.
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Relatos e registros de sobreviventes
Casal de brasileiros Henrique Reis e Marina Beta nas pirâmides de Teotihuacán instantes antes de atirador começar a disparar
Arquivo pessoal
Durante o ataque, além de disparar diversas vezes no local, o agressor chegou a manter cerca de 20 pessoas reféns no alto da pirâmide. Entre elas estava um casal de brasileiros que contou em entrevista ao GLOBO como foram os momentos de terror que viveram sob a mira do atirador. Henrique Reis e Marina Beta, que foram os dois primeiros a serem liberados pelo agressor, estavam curtindo o último dia de férias no México quando foram surpreendidos pelos tiros no ponto turístico.
Enquanto estavam sendo feitos reféns, o atirador chegou a exigir em dado momento que uma das vítimas cortasse uma cerca de plástico que impede a passagem para a parte superior da pirâmide. Nessa hora, relatou Reis, ele pediu a Beta que cortasse a estrutura e arremessou a faca no chão na direção dela. Na sequência, ele disse que, se ela colaborasse, seria liberada. A brasileira então seguiu as orientações do atirador e teve permissão para descer as escadas.
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Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que o homem armado exige que Beta se levante para cortar um pedaço da estrutura de proteção e ela segue as ordens. Além disso, também é possível ver em outro registro o momento em que Reis é libertado pelo atirador e desce as escadas da pirâmide com as mãos para o alto, sob a ordem de avisar aos policiais que havia reféns lá em cima.
Brasileiros são obrigados por atirador a se movimentarem durante ataque
Segundo Reis, durante os cerca de 15 minutos que passaram sob poder do atirador, o homem disparava na direção dos reféns e chegou a atingir alguns deles. Durante esse tempo, o agressor repetia frases um pouco desconexas, xingava os turistas e dizia que eles não deveriam estar ali, num local “que deveria ser sagrado”.
— A maioria dos tiros passavam voando por cima da gente. Ele disparava para baixo também, para a parte onde é a cidade arqueológica, onde estava todo mundo que conseguiu descer e quem já estava lá embaixo — detalhou o brasileiro.
Uma dos reféns conseguiu gravar os momentos de tensão que viveram durante o ataque. No registro, é possível ver várias pessoas deitadas no chão, inclusive o casal de brasileiros. Na sequência, a mulher esconde o telefone e só é possível ouvir as falas do atirador, xingando e ameaçando os turistas de morte, dando ordens a Beta e a Reis, além de um choro contínuo de criança ao fundo.
Pouco após a descida de Reis, quando os policiais já haviam subido a pirâmide até o local onde a cena acontecia, os reféns se levantam e é possível ver a movimentação coletiva das vítimas deixando o local.
Refém gravou ameaças de atirador durante ataque no México
Enquanto o ataque está sendo investigado, ocorrido poucas semanas antes de o México sediar uma das etapas da Copa do Mundo que coorganiza com os Estados Unidos e o Canadá, a presidente Claudia Sheinbaum pediu um controle de armas mais rigoroso em áreas turísticas. A Cidade do México sediará a partida de abertura da Copa do Mundo em 11 de junho.
Outros vídeos compartilhados nas redes sociais mostram registros de longe do momento do ataque. Nas imagens é possível ver várias pessoas agachadas num ponto da pirâmide enquanto um homem armado vestido de camisa xadrez e máscara no rosto anda de um lado para o outro.
Turistas são mantidos reféns durante ataque no México
“O que aconteceu hoje em Teotihuacán nos causa profunda tristeza. Expresso minha mais sincera solidariedade às pessoas afetadas e suas famílias. Estamos em contato com a Embaixada canadense”, publicou a presidente Claudia Sheinbaum ontem nas redes sociais.
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, instou os Estados Unidos e o Irã a prorrogarem o cessar-fogo temporário, previsto para expirar às 21h de hoje (horário de Brasília), e a continuarem trabalhando por uma solução diplomática, enquanto Islamabad se prepara para sediar uma segunda rodada de negociações entre os dois países.
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A posição do Paquistão é de que o diálogo e a diplomacia continuam sendo os únicos meios viáveis para enfrentar os desafios e alcançar uma paz e estabilidade duradouras na região, afirmou o Ministério das Relações Exteriores paquistanês em comunicado.
Os planos para as negociações entre os EUA e o Irã ganham destaque à medida que se aproxima o fim do cessar-fogo de duas semanas, em meio ao endurecimento do discurso público entre os dois países.
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O horário exato do fim da trégua é incerto. A televisão estatal iraniana informou que o cessar-fogo termina à meia-noite no horário de Greenwich (21h de Brasília), enquanto o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a trégua se estenderia um dia além do previsto, ou seja, até a noite de quarta-feira, no horário de Washington.
O Paquistão, que atua como mediador entre as partes, disse que o cessar-fogo permanece em vigor até 23h50 GMT de terça-feira (20h50 de Brasília).
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Na segunda-feira, Trump afirmou que considera “altamente improvável” a extensão da trégua sem um acordo e disse esperar a retomada dos combates caso as negociações fracassem.
Teerã ainda não confirmou publicamente se enviará representantes para as reuniões previstas para quarta-feira, mas indicou a mediadores regionais que pretende enviar negociadores, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
Desde o início da semana, autoridades intensificaram os preparativos para uma possível nova rodada de negociações em Islamabad. O hotel Serena, que sediou o primeiro encontro, voltou a ser isolado, com reforço no esquema de segurança, bloqueios de ruas e aumento do patrulhamento por forças policiais e militares na área diplomática.
(Com AFP)
O rover Curiosity, da Nasa, detectou em Marte a coleção mais diversa de moléculas orgânicas já encontrada no planeta, incluindo sete compostos identificados pela primeira vez em solo marciano. A descoberta, anunciada em estudo publicado nesta terça-feira na revista Nature, reforça a hipótese de que Marte teve, no passado remoto, condições químicas adequadas para abrigar vida microbiana.
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As substâncias foram encontradas em uma amostra de rocha perfurada em 2020 na região do Monte Sharp, dentro da cratera Gale, onde o Curiosity opera desde 2012. Segundo os pesquisadores, o local já foi ocupado por lagos e rios bilhões de anos atrás.
Entre os compostos identificados estão moléculas contendo carbono, enxofre e nitrogênio. Uma delas pertence ao grupo dos heterociclos nitrogenados, estruturas consideradas precursoras de RNA e DNA, moléculas essenciais para o armazenamento de informação genética.
— Essa detecção é bastante significativa porque essas estruturas podem ser precursoras químicas de moléculas nitrogenadas mais complexas — afirmou Amy Williams, professora da Universidade da Flórida e autora principal do estudo. — Mas isso não significa que encontramos vida.
Os cientistas ressaltam que ainda não é possível determinar se os compostos surgiram por processos biológicos ou geológicos. Outra possibilidade é que tenham sido levados a Marte por meteoritos, hipótese já considerada em estudos anteriores.
Apesar disso, a descoberta indica que vestígios químicos complexos podem sobreviver por bilhões de anos no ambiente marciano, mesmo sob intensa radiação e temperaturas extremas. Atualmente, as noites no planeta podem registrar menos de -100°C, e a atmosfera rarefeita oferece pouca proteção contra a radiação solar.
— Durante muito tempo, acreditamos que toda matéria orgânica seria degradada nesse ambiente hostil. É animador ver que materiais complexos podem permanecer preservados no subsolo — disse Williams.
As análises foram realizadas pelo instrumento SAM (Sample Analysis at Mars), laboratório em miniatura instalado no interior do Curiosity. O equipamento aquece amostras coletadas pela broca do rover e analisa os gases liberados para identificar a composição química das rochas.
Os novos resultados se somam a achados anteriores do Curiosity, que já havia detectado hidrocarbonetos de cadeia longa em Marte. Para especialistas, o conjunto de evidências fortalece a visão de que o planeta já reuniu água líquida, atmosfera mais densa e química compatível com o surgimento da vida.
A descoberta também aumenta a expectativa em torno da missão Rosalind Franklin, da Agência Espacial Europeia (ESA), prevista para 2028. O rover europeu será capaz de perfurar até dois metros abaixo da superfície marciana, onde materiais orgânicos podem estar melhor preservados.
O Exército de Israel anunciou que substituiu a imagem de Jesus Cristo crucificado destruída por um soldado no sul do Líbano no domingo e puniu dois militares com 30 dias de detenção, após a repercussão de uma foto que mostrava o ato e levou à abertura de investigação.
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Uma investigação das Forças Armadas de Israel concluiu que, durante operações na vila de Debel, de maioria católica maronita, um soldado danificou a estátua enquanto outro a fotografava. Outros seis militares não tentaram impedir o incidente nem o denunciaram, informou o Exército.
Imagem de soldado israelense vandalizando imagem de Jesus Cristo na vila libanesa de Debel
Reprodução/Redes Sociais
A imagem, que circulou nas redes sociais, mostra a estátua de Jesus na cruz invertida — com a cabeça no chão e os braços removidos da cruz — enquanto um soldado a atinge com uma marreta.
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— Condenamos esse ato vergonhoso porque ele ofende nossos sentimentos religiosos e ataca nossas crenças — disse Maroun Nassif, vice-administrador da vila, à CNN.
O soldado responsável e o militar que fez o registro fotográfico foram afastados de funções de combate e punidos com detenção, enquanto os demais foram convocados para prestar esclarecimentos, a fim de determinar possíveis medidas disciplinares adicionais.
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O Exército israelense classificou o episódio como de “grande gravidade” e afirmou que a conduta é incompatível com os valores da força.
“As Forças Armadas de Israel expressam profundo pesar pelo incidente e estão trabalhando para garantir que isso não volte a acontecer no futuro”, afirmou o Exército em comunicado publicado na rede X, no qual também anunciou a substituição da estátua.
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A vila de Debel, no sul do Líbano, tem sido alvo de bombardeios e operações terrestres israelenses desde o início da ofensiva recente na região.
O caso gerou críticas no Parlamento israelense. O deputado árabe Ayman Odeh ironizou o episódio, enquanto Ahmad Tibi questionou o comportamento dos militares.
Segundo a imprensa libanesa, outros locais religiosos no sul do país também foram danificados desde o início da atual ofensiva na região.
O presidente da China, Xi Jinping, pediu nesta semana a reabertura do Estreito de Ormuz, em seus primeiros comentários desde que o Irã fechou a estratégica rota marítima no mês passado, em resposta a ataques dos Estados Unidos e de Israel em seu território. A declaração foi feita durante uma conversa telefônica, na segunda-feira, com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
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— O Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, o que é do interesse comum dos países da região e da comunidade internacional — disse Xi ao príncipe, de acordo com a Xinhua.
Os comentários refletem o equilíbrio delicado adotado por Xi. O Irã é possivelmente o parceiro estratégico mais próximo de Pequim no Oriente Médio, mas a China também mantém laços econômicos com países do Golfo atingidos por ataques iranianos — que Pequim não condenou.
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— Este é um passo simbólico que reflete a importância do reino aos olhos de Pequim como principal Estado do Golfo e compensa parcialmente a falta de condenação ou de apoio significativo da China a Riad — afirma Tuvia Gering, pesquisador associado do Atlantic Council.
Brian Wong Yue-Shun, especialista em relações internacionais da Universidade de Hong Kong, disse que a mensagem também foi dirigida à República Islâmica.
— Pequim está, sem dúvida, sinalizando de forma sutil, mas importante, aos setores mais duros em Teerã que uma escalada descontrolada adicional não será tolerada — diz.
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A conversa de Xi com o príncipe saudita ocorreu após uma reunião em Pequim, na semana passada, com Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, na qual o líder chinês alertou para um possível retorno do mundo à “lei da selva”. Ele não mencionou diretamente o Estreito de Ormuz naquele encontro, como fez na ligação com Mohammed bin Salman, líder de fato da Arábia Saudita.
Na conversa, Xi afirmou que a China apoia os países da região na construção de “um lar comum de boa vizinhança”, para que possam “tomar em suas próprias mãos seu futuro e destino”, segundo a Xinhua.
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Manoj Kewalramani, chefe de estudos do Indo-Pacífico no Takshashila Institution, na Índia, afirmou que a mensagem de Xi está alinhada com apelos anteriores de Pequim por desescalada.
— Basicamente, Pequim quer que os EUA suspendam seu bloqueio e que o Irã também permita a navegação de navios — ressalta.
Tanto a Arábia Saudita quanto o Irã têm defendido que a China assuma um papel maior como mediadora na crise. Há quase três anos, Pequim ajudou os dois países a restabelecer relações diplomáticas. Ainda não está claro, porém, se Xi está disposto a ampliar o envolvimento chinês e correr o risco de se enredar em uma crise que não provocou.
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Segundo analistas, as principais preocupações de Pequim com a guerra são econômicas. A China importa até 40% de seu petróleo pelo Estreito de Ormuz. Um fechamento prolongado da rota estratégica pode desencadear uma desaceleração da economia global e ameaçar o comércio, principal motor econômico chinês.
A polícia antiterrorista britânica anunciou nesta terça-feira a prisão de oito pessoas em conexão com uma investigação sobre suspeitas de ataques incendiários em Londres, incluindo um plano frustrado para potencialmente atacar um local relacionado à comunidade judaica. Sete das prisões, realizadas nas últimas 48 horas, fazem parte do que a polícia chamou de “investigação proativa sobre suposta conspiração para cometer incêndio criminoso”. No domingo, autoridades policiais afirmaram que investigam “ataques incendiários interligados” no noroeste da capital britânica contra locais e propriedades judaicas com ligações a Israel.
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“Neste momento, embora se acredite que o alvo pretendido desta conspiração seja um local relacionado à comunidade judaica, o alvo ou local específico não é conhecido”, informou a Polícia Metropolitana de Londres em um comunicado.
As prisões foram realizadas nas cidades inglesas de Harpenden e Stevenage, e perto da cidade de Birmingham, bem como no subúrbio de Ealing, no oeste de Londres. Um grupo islâmico que, segundo a polícia, pode ter ligações com o Irã, reivindicou a autoria de vários ataques nos últimos meses, bem como de outros em toda a Europa.
A polícia disse que, desde o ataque incendiário de 23 de março no bairro de Golders Green, na capital britânica, no qual várias ambulâncias pertencentes a uma organização judaica de resgate voluntário foram incendiadas em frente a uma sinagoga, um total de oito pessoas foram acusadas de crimes relacionados a incêndio criminoso e 13 pessoas permanecem sob custódia policial ou em liberdade sob fiança enquanto são investigadas.
— Nossa mensagem é clara: não toleraremos essa intimidação de nossas comunidades e perseguiremos os responsáveis — disse Vicki Evans, coordenadora nacional sênior de policiamento antiterrorista da polícia. — Uma de nossas principais linhas de investigação é se criminosos terceirizados, ou seja, pessoas pagas para cometer um crime, estão sendo usados ​​para realizar esses incêndios criminosos.
A declaração surge após o rabino chefe da Grã-Bretanha, Ephraim Mirvis, ter alertado no domingo que uma “campanha contínua de violência e intimidação contra a comunidade judaica do Reino Unido está ganhando força”, apontando para uma série de incêndios criminosos e tentativas de incêndio criminoso contra a comunidade.
Mirvis afirmou que uma sinagoga em Kenton, no noroeste de Londres, foi alvo de um “covarde ataque incendiário”, mencionando também outro ataque contra uma sinagoga no bairro de Finchley, no norte de Londres, na quarta-feira passada, além de uma tentativa de ataque a outro prédio em Hendon, também no noroeste da capital, na sexta-feira passada.
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Evans já havia afirmado em um comunicado divulgado no domingo que a polícia está investigando “a ameaça de agressão do Estado iraniano no Reino Unido”, observando o conflito em evolução no Oriente Médio, que tomou proporções bélicas no final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A coordenadora identificou o grupo como Ashab al-Yamin, que, segundo ela, se traduz como “Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita”.
O comunicado do fim de semana foi motivado por uma tentativa de incêndio criminoso em uma sinagoga durante a madrugada de sábado para domingo. Este foi o mais recente ataque contra judeus e locais judaicos na Grã-Bretanha nas últimas semanas, a maioria dos quais causou danos materiais menores, mas que geraram grande comoção na comunidade judaica do país. Os ataques ocorrem em meio a uma série de crimes semelhantes na Europa e nos Estados Unidos.
— Estamos testemunhando uma campanha coordenada contra londrinos e, especificamente, contra judeus britânicos — afirmou Matt Jukes, vice-comissário da Polícia Metropolitana, no último domingo em um comunicado.
(Com New York Times)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que a discussão sobre deixar de usar o dólar em transações comerciais é um desejo, mas não cabe ao presidente a decisão.
– Isso não é discutido comigo, isso é discutido entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Esse é um desejo que nós temos de estabelecer, a possibilidade de comercialização nas nossas moedas, sem precisar fazer o câmbio com o dólar. Mas isso é uma discussão que não cabe ao presidente da República, mas sim à economia e ao Banco Central – afirmou Lula.
O brasileiro tem defendido o uso de moedas locais ou alternativas nas trocas internacionais, especialmente no âmbito dos Brics, o bloco que reúne Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul, entre ou.ros países Lula argumenta que o mundo não deve depender de uma única divisa no comércio e que o processo de usar moedas nacionais é um caminho natural.
A ideia foi rechaçada pelo governo Donald Trump, que a viu como uma postura antiamericana.
Guerra no Oriente Médio
Lula voltou a criticar os Estados Unidos pela guerra no Irã.
– Essa guerra é a guerra da insensatez. Ou seja, uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte e não precisam ficar demonstrando força todo dia. Ou seja, muitas das coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentado numa mesa de negociação – disse Lula.
– Eu vou repetir uma coisa que eu estou dizendo há algum tempo. Aquilo que os americanos querem que o Irã faça com o urânio, o Brasil e a Turquia fizeram um acordo com o Irã em 2010. Que os Estados Unidos não aceitou e nem a União Europeia. Então, na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez de um acordo que resolveu o problema. Não quiseram aceitar o acordo, agora estão outra vez discutindo a mesma coisa que teria sido resolvido em 2010 – afirmou o presidente brasileiro, que deixou a Alemanha esta manhã e desembarcou em Lisboa .
*Os jornalistas viajaram a convite da Apex Brasil
Uma delegação sênior do Departamento de Estado dos EUA em Havana instou o governo cubano a abrir a economia estatal e evitar um colapso agravado pelo bloqueio de petróleo imposto pela administração de Donald Trump. Nas conversas de 10 de abril, diplomatas americanos reiteraram que a economia cubana está em forte queda e que os líderes do regime têm uma janela curta para implementar mudanças-chave com apoio dos EUA antes que a situação se deteriore de forma irreversível, segundo um funcionário do governo.
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Os representantes dos EUA afirmaram que Trump está comprometido em buscar uma solução diplomática, se possível, mas não permitirá que Cuba se transforme em uma ameaça à segurança nacional caso seus líderes não estejam dispostos ou sejam incapazes de agir, disse a fonte.
Alejandro García del Toro, diretor-adjunto do Ministério das Relações Exteriores de Cuba responsável por assuntos dos EUA, afirmou ao jornal estatal Granma na segunda-feira que o encontro foi “respeitoso e profissional”. Ele negou que tenham sido feitos ultimatos ou estabelecidos prazos e indicou que o governo cubano está focado em pôr fim ao bloqueio.
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García também acusou Washington de exercer “chantagem” contra países que desejam exportar petróleo para Cuba.
Entre os temas discutidos estiveram planos para disponibilizar o serviço de internet via satélite Starlink na ilha, segundo o funcionário do Departamento de Estado. Outros assuntos incluíram compensações a cidadãos e empresas americanas por bens confiscados, a libertação de presos políticos e preocupações sobre a atuação, em Cuba, de serviços de inteligência estrangeiros, forças militares e organizações terroristas.
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Um representante dos EUA também se reuniu separadamente com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, acrescentou a fonte. Neto do líder revolucionário Raúl Castro, de 94 anos, ele emergiu como uma figura-chave no impasse entre Trump e o governo comunista cubano.
Desde que os EUA ampliaram a pressão sobre a Venezuela, principal aliado de Cuba, no início de janeiro, Washington bloqueou quase todos (exceto um) os petroleiros russos que levavam petróleo à ilha, agravando apagões crônicos e provocando escassez de gasolina, diesel e combustível de aviação.
— O fim do bloqueio energético é uma questão de máxima importância para nossa delegação — disse García del Toro, classificando a medida dos EUA como “um ato de coerção econômica que pune injustificadamente toda a população cubana”.
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Embora os EUA tenham bloqueado o envio de petróleo ao governo cubano, permitiram que empresas forneçam combustível ao pequeno, mas crescente, setor privado da ilha.
A reunião de 10 de abril foi revelada inicialmente pelo site Axios na sexta-feira. O jornal USA Today informou no domingo que autoridades americanas deram a Cuba um prazo de duas semanas para libertar presos políticos de alto perfil.
O acesso ao Starlink, operado pela SpaceX, de Elon Musk, pode não ser visto como um benefício, já que o governo em Havana controla rigidamente as comunicações e proíbe o uso de sistemas de internet via satélite.
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Trump afirma há meses que o regime cubano, no poder há 67 anos, precisa chegar ao fim, e sugeriu que o uso da força pode ser considerado após a resolução da guerra com o Irã.
Nos últimos meses, Havana anunciou a libertação de dezenas de presos como gesto de “boa vontade”, embora organizações de direitos humanos questionem a transparência dessas medidas.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, sustenta que há espaço para negociações entre os antigos rivais, mas insiste que a liderança da ilha e seu sistema de governo não estão em discussão.
Forças americanas abordaram um petroleiro previamente sob sanção de Washington por trabalhar com o Irã, disse o Departamento da Defesa em uma postagem no X, enquanto o Exército americano expande sua repressão naval para a região do Indo-Pacífico.
“Como deixamos claro, vamos adotar esforços de segurança para interromper redes ilícitas e interditar navios sob sanções que ofereçam apoio material ao Irã, em qualquer lugar que eles operem”, disse o departamento em uma declaração postada no X.
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O embarque no navio, M/T Tifani, ocorreu na madrugada, disse o Pentágono. O petroleiro mudou de bandeira frequentemente, mostram registros de navegação. O endereço de seu proprietário é no Suriname, de acordo com a Equasis, com o endereço de seu gerente comercial listado no escritório da WeWork em Mumbai, Índia. A embarcação enviou suas coordenadas pela última vez no Oceano Índico entre Sri Lanka e Malásia, de acordo com o MarineTraffic.
No domingo, as forças dos EUA apreenderam um cargueiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã, perto do Estreito de Ormuz, que frequentemente visitou portos chineses.
O mundo das touradas espanholas está em choque após um grave acidente envolvendo José Antonio Morante Camacho, de 46 anos. Considerado o “rei dos toureiros”, Camacho sofreu ferimentos severos ao ser chifrado durante um evento realizado no último domingo, como parte das celebrações da prestigiada Feira de Abril.
O incidente ocorreu enquanto Camacho enfrentava o quarto touro da tarde. De acordo com relatos locais, o toureiro tentava controlar o animal em uma zona da arena considerada extremamente perigosa. Ao tentar realizar uma manobra ousada, ele não conseguiu levantar os braços a tempo, ficando vulnerável à investida.
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O touro avançou na altura do quadril, atingindo Camacho pelas costas. O impacto foi imediato: o matador caiu ao chão em agonia e foi rapidamente socorrido por colegas, que o carregaram para fora da arena sob aplausos e apreensão do público.
Detalhes Médicos e Cirurgia
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Camacho foi levado às pressas para um hospital próximo, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência de duas horas sob anestesia geral. O relatório médico detalhou a gravidade da lesão interna, descrevendo uma perfuração de 1,5 cm na parede posterior do reto, com uma trajetória de ferimento de aproximadamente 10 cm que danificou parcialmente os músculos do esfíncter anal.
“A intervenção consistiu na lavagem da ferida, reparação da parede retal e do aparelho esfincteriano, com a colocação de um dreno de sucção no espaço pós-anal e retrorretal”, informou a equipe médica.
Até o momento, o estado de saúde de Camacho é descrito como “muito grave”, e ele permanece sob observação rigorosa.
Maré de Tragédias
Este acidente é o segundo episódio grave a atingir a elite da tauromaquia espanhola em pouco tempo. No início deste mês, a comunidade já havia se despedido de Ricardo Ortiz, de 51 anos.
Ortiz, um toureiro reformado de uma linhagem tradicional de Málaga, foi chifrado mortalmente enquanto ajudava na preparação dos animais para o evento Corrida Picassiana, na praça de La Malagueta. A empresa organizadora, Lances de Futuro, emitiu uma nota de pesar lamentando a perda do profissional, que era amplamente respeitado no meio.
A sequência de acidentes reacende o debate sobre os riscos extremos da profissão e a segurança nas arenas espanholas, mesmo para os nomes mais experientes do setor.

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