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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta quarta-feira a onda de protestos que ocorrem no momento no México com os atos que atingiram o Brasil em junho de 2013 e sugeriu que pode haver interferência estrangeira nas mobilizações.
Durante discurso em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, Lula falou sobre a influência das “narrativas” na disputa política.
— Agora mesmo no México está acontecendo um pouco daquilo que aconteceu aqui em 2013. Todo mundo está lembrando que a reivindicação de R$ 0,20 de aumento do transporte foi o pretexto para extrema direita tomar conta das ruas utilizando verde e amarelo. Às vezes, acho que tem o dedo de alguém, às vezes nem é mexicano.
Lula revelou que vai conversar por telefone na tarde desta quarta-feira com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
O Papa Leão XIV abençoa, nesta quarta-feira, a enorme nova torre da basílica da Sagrada Família, em Barcelona, a igreja mais alta do mundo e um dos monumentos mais famosos da Espanha, após visitar uma prisão e a Abadia de Montserrat, símbolo da identidade religiosa catalã. O Pontífice chegou à obra-prima modernista ainda inacabada de Antoni Gaudí exatamente um século após a morte do venerado arquiteto, um católico devoto cujo processo de canonização está em andamento no Vaticano.
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Ao chegar ao monumento, por volta das 14h15 (horário de Brasília), o Pontífice foi recebido pelo rei da Espanha, Felipe VI, e pela rainha consorte, Letizia Ortiz Rocasolano. Uma jovem cega detalhou a construção da nova torre, inaugurada durante a cerimônia de hoje, para o Papa por meio de uma experiência tátil, tocando uma maquete do projeto.
Na sequência, Leão XIV foi apresentado ao interior da basílica, e se pôs de joelhos na cripta, onde estão os restos mortais de Gaudí. O arquiteto foi enterrado na capela dedicada a Nossa Senhora do Carmem
Leão XIV, de 70 anos, americano com cidadania peruana, visitou esta manhã a prisão de Brians, a 40 km de Barcelona, onde disse aos detentos que “o passado não condena o futuro” e recebeu presentes de dois deles, um dos quais quebrou o protocolo e o abraçou.
Mais tarde, o Papa chegou de helicóptero à espetacular Abadia de Montserrat, na montanha de mesmo nome, onde foi recebido por uma multidão entusiasmada, como tem sido costume em toda a sua viagem à Espanha, que começou no sábado.
Assim como fez na terça-feira em Barcelona, Leão XIV misturou catalão e espanhol em seu discurso em Montserrat, um local emblemático da cultura e da história desta região do nordeste da Espanha, onde o sentimento nacionalista é forte.
Na noite de terça-feira, o Papa recebeu uma calorosa recepção ao participar de uma vigília no Estádio Olímpico de Barcelona, onde manteve sua tradição de abençoar bebês trazidos pelo público.
O Pontífice, líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos do mundo, tem buscado revitalizar a Igreja na Espanha, um tradicional reduto católico onde a prática religiosa tem declinado drasticamente nas últimas décadas.
Em Madri, onde esteve de sábado a terça-feira, ele fez um discurso inédito ao Parlamento espanhol, celebrou uma missa no coração da capital para 1,5 milhão de pessoas e teve um breve encontro com o astro porto-riquenho Bad Bunny.
Quase 20 mil pessoas ficaram sem acesso à água potável no Irã após ataques dos Estados Unidos contra o país na terça-feira. O bombardeio, segundo autoridades locais, destruiu dois reservatórios de concreto na província de Hormozgan, interrompendo o fornecimento de água para moradores da região e de outras dez aldeias vizinhas. Em mais um sinal de escalada, horas depois da operação, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a República Islâmica está demorando “tempo demais” para negociar um acordo e que agora terá de “pagar o preço”. Na sequência, em entrevista à rede conservadora Fox News, disse que Washington pode retomar ataques contra infraestrutura crítica iraniana ainda hoje.
— Posso continuar. Eles tiveram a chance de assinar um acordo e sobreviver — declarou.
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Os ataques protagonizados pelos EUA e pelo Irã foram alguns dos mais intensos desde o início da trégua, em 8 de abril. Depois de uma série de escaladas menores, forças americanas atacaram a República Islâmica em resposta à queda do helicóptero Apache, supostamente derrubado por forças iranianas na madrugada de terça-feira (noite de segunda-feira em Brasília). Embora uma investigação oficial dos EUA sobre as causas do incidente ainda não tenha sido concluída, Trump rapidamente responsabilizou o Irã:
“Acabo de ser informado por nossos grandes militares que, na noite passada, os iranianos derrubaram um de nossos helicópteros Apache altamente sofisticados enquanto patrulhava o Estreito de Ormuz. Havia dois pilotos a bordo, ambos estão seguros e sem ferimentos”, escreveu Trump nas redes sociais, acrescentando: “No entanto, os Estados Unidos precisam, necessariamente, responder a este ataque”.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que os bombardeios americanos, que atingiram alvos em Sirik, Jask, Minab, a Ilha de Qeshm e o porto de Bandar Abbas, causaram grandes danos a uma torre de telecomunicações e destruíram dois reservatórios de água. Em resposta, as forças iranianas atacaram bases militares dos EUA em Bahrein, Kuwait e Jordânia.
Período de escassez
A agência iraniana WANA afirmou que os reservatórios atingidos estavam localizados no distrito de Bamani, no condado de Sirik, a cerca de mil quilômetros de Teerã. Segundo a agência, os prejuízos iniciais foram estimados entre US$ 780 mil e US$ 830 mil. Abdolhamid Hamzehpour, diretor-executivo da companhia de abastecimento de água de Hormozgan, disse que os dois reservatórios tinham capacidade combinada de 2,5 milhões de litros.
Os ataques foram especialmente significativos porque ocorreram em um momento de forte escassez hídrica no Irã. O país já enfrentava uma seca prolongada antes mesmo do início da guerra atual. Após anos de práticas agrícolas inadequadas e má gestão dos recursos hídricos, as principais fontes de água do país continuam secando, publicou a al-Jazeera.
Segundo dados do Instituto Mundial de Recursos (WRI, em inglês), o estresse hídrico iraniano é classificado como “extremamente alto”, o que significa que mais de 80% dos recursos hídricos renováveis do país são consumidos anualmente. Em novembro de 2025, a crise hídrica era tão grave no país que a represa Amir Kabir, próxima a Teerã, operava com apenas 8% de sua capacidade. Ao todo, 19 barragens já haviam secado.
O porta-voz da indústria de água do Irã, Isa Bozorgzadeh, classificou o ataque como um crime de guerra. Pelo direito internacional humanitário, instalações de abastecimento de água são consideradas infraestrutura civil e não constituem alvos militares legítimos. As Regras de Berlim sobre Recursos Hídricos, adotadas em 2004 pela Associação de Direito Internacional, proíbem a destruição de instalações de água quando isso provocar sofrimento desproporcional à população civil.
Em atualização.
Um oficial militar russo de alta patente morreu na manhã de terça-feira após o carro que dirigia explodir perto de um prédio residencial, na cidade de Balashikha, a leste de Moscou. As autoridades russas abriram uma investigação sobre o caso que, segundo um funcionário ucraniano e veículos de imprensa da Rússia e da Ucrânia, teve como vítima Damir R. Davydov, oficial do departamento de suprimentos da Diretoria Principal de Mísseis e Artilharia das Forças Armadas russas.
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O episódio parece ser o mais recente de uma série de assassinatos seletivos de figuras militares e apoiadores da guerra na Ucrânia em território russo. O caso ocorre em um momento em que Kiev tem ampliado ataques contra alvos dentro da Rússia, incluindo ofensivas de longo alcance contra Moscou e instalações petrolíferas em diferentes regiões do país.
Investigadores russos informaram que abriram um processo criminal relacionado à explosão. Segundo eles, o motorista morreu no local.
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A identidade da vítima não foi divulgada oficialmente pelas autoridades da Rússia. No entanto, veículos de imprensa russos e ucranianos identificaram o militar como Damir R. Davydov. Sob anonimato, um alto funcionário ucraniano confirmou a informação e afirmou que ele atuava no departamento de suprimentos da Diretoria Principal de Mísseis e Artilharia das Forças Armadas russas.
Questionado sobre o caso nesta quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri S. Peskov, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, foi informado sobre o episódio. Ele acrescentou que os detalhes da investigação “não estão sujeitos à divulgação pública devido ao andamento das apurações”.
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Série de atentados
A explosão ocorreu no mesmo bairro onde, em abril de 2025, o major-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, foi morto em um ataque com carro-bomba.
Os serviços especiais ucranianos têm como alvo diversas figuras militares russas de alto escalão em operações que expuseram vulnerabilidades nos serviços de segurança do Kremlin.
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No fim de dezembro, o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe da diretoria de treinamento operacional do Exército ligada ao Estado-Maior, morreu em um atentado com carro-bomba. Já no ano anterior, em dezembro de 2024, Igor Kirillov, comandante das forças de proteção nuclear, química e biológica do Exército russo, morreu após a explosão de um artefato instalado em uma scooter perto da entrada de um prédio residencial.
Na época, após a morte de Kirillov, Putin classificou o atentado como uma “falha grave” e disse que os serviços de segurança russos deveriam impedir novos ataques desse tipo.
Mais de 140 anos após o lançamento de sua pedra fundamental, a Sagrada Família atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos — e, em fevereiro, tornou-se a igreja mais alta do mundo, com a Torre de Jesus Cristo atingindo o marco de 172,5 metros. Nesta quarta-feira, exatos 100 anos após a morte do arquiteto que deu vida a este projeto ambicioso, o Papa Leão XIV celebra uma missa na balística de Barcelona, que, apesar da grande fama, ainda não terminou de ser construída. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Papa Leão XIV abençoará, nesta quarta-feira, a enorme nova torre da basílica da Sagrada Família, em Barcelona, a igreja mais alta do mundo e um dos monumentos mais famosos da Espanha, após visitar uma prisão e a Abadia de Montserrat, símbolo da identidade religiosa catalã. O Pontífice chegará à obra-prima modernista ainda inacabada de Antoni Gaudí exatamente um século após a morte do venerado arquiteto, um católico devoto cujo processo de canonização está em andamento no Vaticano.
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Vista geral da Basílica da Sagrada Família, obra de Antoni Gaudí, em Barcelona, antes da visita do Papa Leão XIV à Espanha
Lluis Gene/AFP
Leão XIV, de 70 anos, americano com cidadania peruana, visitou esta manhã a prisão de Brians, a 40 km de Barcelona, onde disse aos detentos que “o passado não condena o futuro” e recebeu presentes de dois deles, um dos quais quebrou o protocolo e o abraçou.
Mais tarde, o Papa chegou de helicóptero à espetacular Abadia de Montserrat, na montanha de mesmo nome, onde foi recebido por uma multidão entusiasmada, como tem sido costume em toda a sua viagem à Espanha, que começou no sábado.
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Assim como fez na terça-feira em Barcelona, Leão XIV misturou catalão e espanhol em seu discurso em Montserrat, um local emblemático da cultura e da história desta região do nordeste da Espanha, onde o sentimento nacionalista é forte.
Na noite de terça-feira, o Papa recebeu uma calorosa recepção ao participar de uma vigília no Estádio Olímpico de Barcelona, onde manteve sua tradição de abençoar bebês trazidos pelo público.
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O Pontífice, líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos do mundo, tem buscado revitalizar a Igreja na Espanha, um tradicional reduto católico onde a prática religiosa tem declinado drasticamente nas últimas décadas.
Em Madri, onde esteve de sábado a terça-feira, ele fez um discurso inédito ao Parlamento espanhol, celebrou uma missa no coração da capital para 1,5 milhão de pessoas e teve um breve encontro com o astro porto-riquenho Bad Bunny.
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Na tarde desta quarta-feira, após se reunir com membros de organizações que trabalham com pessoas carentes no centro de Barcelona, o Papa visitará a Sagrada Família, o monumento pago mais visitado da Espanha, um dos pontos altos de sua viagem ao país.
Para concluir sua viagem, o Papa visitará as Ilhas Canárias na quinta e sexta-feira.
Neste arquipélago atlântico, ao largo da costa da África, porta de entrada para a Europa, o Pontífice reiterará outra mensagem fundamental de sua jornada: o acolhimento dos imigrantes.
Líderes políticos condenaram a onda de violência anti-imigração que tomou as ruas de Belfast e outras localidades da Irlanda do Norte após um ataque a faca ocorrido na noite de segunda-feira. Veículos foram incendiados, famílias foram retiradas de suas casas sob escolta policial e diversos imóveis sofreram danos em meio aos distúrbios que tomaram as ruas do país. Os episódios ocorreram após a acusação de um refugiado sudanês de 30 anos pelo ataque que deixou um homem gravemente ferido.
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O suspeito, identificado como Hadi Alodid, foi acusado de tentativa de homicídio, porte de faca em local público e ameaças de morte contra um funcionário do sistema público de saúde britânico. Em audiência nesta quarta-feira no Tribunal de Magistrados de Belfast, ele teve a prisão preventiva mantida por quatro semanas. Alodid participou da sessão por videoconferência e contou com a assistência de um intérprete de árabe.
A vítima, identificada em tribunal como Steven Ogilvy, permanece hospitalizada. Segundo informações citadas na audiência, ele perdeu o olho esquerdo, sofreu danos no olho direito e teve ferimentos no pescoço e nas costas. O ataque ocorreu na área da Kinnaird Avenue, no norte de Belfast, na noite de segunda-feira. Um vídeo que mostra a agressão circulou amplamente nas redes sociais nas horas seguintes ao incidente.
Após o ataque, uma onda de violência se espalhou por diferentes áreas de Belfast. No leste da cidade, um ônibus foi tomado por manifestantes e incendiado. Veículos foram queimados em vias públicas, enquanto lixeiras em chamas foram usadas para bloquear ruas. O Serviço de Bombeiros do país informou ter atendido 62 ocorrências.
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Diversas famílias precisaram deixar suas casas sob proteção policial. O chefe da polícia local, Jon Boutcher, afirmou que entre os resgatados havia um bebê de apenas dois meses. Policiais retiraram famílias de diferentes comunidades para levá-las a locais seguros, disse, ressaltando que “não há justificativa” para os episódios registrados e insistindo que os responsáveis pelos distúrbios serão tratados de acordo com a lei.
— Resgatamos muitas famílias. E, alías, não eram apenas famílias de comunidades étnicas minoritárias; [mas] de diversas comunidades que acabaram envolvidas nesse comportamento repugnante da noite passada — disse, antes de ser questionado sobre este ser o terceiro ano consecutivo de episódios de violência no país. — Isso vai passar.
Uma das residências atingidas pelo fogo pertence a Jamie Corrie, morador do leste de Belfast há 13 anos. À BBC, ele disse que sua casa foi destruída após um carro estacionado do lado de fora ser incendiado. Segundo Corrie, o veículo pertencia a estrangeiros que viviam ao lado. Ele afirmou que tentou alertar os responsáveis antes que o incêndio começasse, mas não conseguiu evitar a destruição do imóvel.
— Ficar ali vendo sua casa queimar é uma sensação da qual nunca vou me recuperar. — disse. — O que isso resolve? O que isso realmente faz? Incendiar carros, destruir a própria comunidade, e agora um dos seus próprios moradores acabou de perder a casa. A ruazinha era tranquila. Sei que há pessoas de várias nacionalidades ali, estrangeiros, eu entendo isso, mas… eu cuido da minha vida. Tudo naquela casa foi destruído, de cima a baixo. Havia coisas de valor sentimental que não podem ser substituídas e que nunca mais vou recuperar.
Jamie Corrie diante de sua casa destruída pelo fogo em Belfast após uma noite de violência anti-imigrante que incendiou veículos e imóveis
Paul Faith / AFP
A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, condenou os ataques contra famílias que nada tinham a ver com o esfaqueamento, destacando que crianças e jovens famílias ficaram sem casa após os episódios de violência. Long também declarou que o debate sobre o status migratório do suspeito era irrelevante para a avaliação do crime e afirmou que o homem possuía situação migratória regularizada e autorização para permanecer no Reino Unido por cinco anos.
‘Holofote perigoso’
A primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, classificou os ataques contra residências como “covardia repugnante” e afirmou que não existe justificativa para os episódios. Ela também descreveu o ataque a faca como “hediondo e errado”, mas alertou para tentativas de usar o caso para atacar pessoas inocentes que vivem e trabalham na região.
Já o premier britânico, Keir Starmer, afirmou que as cenas registradas em Belfast foram “chocantes e completamente inaceitáveis”. No X, ele disse que estava claro que pessoas foram alvo por causa de sua origem e afirmou que os responsáveis pelos atos de violência sentirão “todo o peso da lei”. Starmer acrescentou que conversou com líderes locais, além de representantes da polícia e dos serviços de emergência.
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A deputada Claire Hanna, líder do Partido Social-Democrata e Trabalhista, comparou os acontecimentos a uma “perseguição baseada em raça”. Segundo ela, houve relatos de homens percorrendo bairros para identificar e expulsar estrangeiros. A parlamentar do Sinn Féin Deirdre Hargey afirmou que mensagens divulgadas nas redes sociais incentivaram protestos e ajudaram a mobilizar pessoas para as ruas.
Entre os que repercutiram o caso nas redes sociais esteve Tommy Robinson, ativista britânico de extrema direita cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon. Ele teria convocado manifestações após o ataque. O bilionário Elon Musk também compartilhou publicações e informações sobre locais de encontro para manifestantes.
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A polícia enfrentou críticas após inicialmente informar que o suspeito seria originário da Somália. Posteriormente, as autoridades corrigiram a informação e esclareceram que ele é sudanês. Suleiman Abdulahi, líder comunitário que trabalha com refugiados na Irlanda do Norte, afirmou que o erro colocou a comunidade somali sob um “holofote muito perigoso” e contribuiu para alimentar a violência contra inocentes.
A família da vítima, por sua vez, divulgou um comunicado pedindo privacidade e agradecendo às pessoas que prestaram socorro durante o ataque. Os familiares afirmaram que a rápida intervenção de moradores ajudou a salvar a vida de Ogilvy e agradeceram aos profissionais dos serviços de emergência e aos médicos e enfermeiros envolvidos. E pediram, por fim, que a população rejeite a violência:
“Estamos cientes das tensões e das discussões sobre protestos após este incidente. Queremos deixar absolutamente claro que os distúrbios ocorridos durante a noite não são bem-vindos, e que o protesto pacífico é o único caminho a seguir”, escreveram. “Temos muitos migrantes que dão uma contribuição valiosa ao nosso país, inclusive em nosso sistema de saúde e no setor de hospitalidade, e dependemos deles para o funcionamento do país. Não queremos que esta terrível tragédia seja usada para dividir as pessoas ou alimentar a hostilidade”.
(Com Bloomberg e New York Times)
Com 97% das urnas apuradas, a eleição presidencial no Peru continua totalmente indefinida, com o candidato de esquerda Roberto Sánchez (Juntos pelo Peru) a frente com uma vantagem de pouco menos de 27 mil votos em comparação à candidata de direita Keiko Fujimori (Força Popular). Com a margem mínima definindo a vitória momentânea, a contagem de cada voto ganhou um peso ainda mais decisivo — um processo que, segundo autoridades eleitorais, pode durar um mês.
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O porta-voz do Jurado Nacional de Eleições (JNE) — autoridade equivalente à Justiça Eleitoral no país sul-americano —, Pedro Valdívia, estimou na terça-feira que o resultado final só seria proclamado em meados de julho. O período, disse o funcionário, seria necessário para o processamento das “atas observadas” — documentos com os registros de atos e ocorrências das mesas de votação, enviados para a JNE para revisão e possível recontagem (saiba mais abaixo).
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— Temos mais ou menos um prazo de 30 dias, até meados de julho, porque ainda precisamos verificar como concluiremos o processamento das atas observadas e de outros pedidos das organizações políticas — disse Valdívia. — Esse é, aproximadamente, o prazo estimado para a proclamação dos resultados.
Cerca de 1.500 atas observadas permanecem sujeitas ao processo de revisão, que tem por objetivo sanar vícios formais e garantir a contagem correta dos votos. Fora da apuração oficial no momento, a pequena quantidade de votos pode fazer a diferença em uma eleição que está sendo decidida por uma vantagem de menos de 0,1% até o momento.
O jornal peruano El Comércio apurou que 37 processos teriam sido encaminhados para recontagem já nesta quinta-feira. Até o momento, ainda não se chegou a 100% das atas processadas, pois continua o retorno do material eleitoral proveniente de diferentes regiões do país e do exterior. Analistas apontam que os votos no estrangeiro e na região metropolitana de Lima tendem a favorecer Keiko, enquanto os votos de áreas remotas e rurais tendem a Sánchez, seguindo o padrão de apuração momentâneo e o registrado no primeiro turno.
Eleitores conferem as listas de eleitores do lado de fora de uma seção eleitoral durante o segundo turno das eleições em Lima, em 7 de junho
Marco Garro/Bloomberg
Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Peru, estima-se que os consulados de Paterson e Los Angeles (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina) e Roma (Itália), importantes centros eleitorais no exterior, enviem seu material ao longo desta quarta. O mesmo ocorrerá com Moscou (Rússia), Bilbao (Espanha), Montreal (Canadá), Paris (França) e Tóquio (Japão).
A Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol) informou que, devido a fatores climáticos, envelopes contendo atas provenientes de áreas de difícil acesso ainda não haviam podido ser transportados para os centros de apuração de Alto Amazonas, Atalaya, Coronel Portillo, Huanta, La Convención, Maynas e Requena.
Enquanto o processo avança lentamente, os candidatos mantêm apelos à contenção e à calma. Tanto Keiko quanto Sánchez afirmaram que os resultados eleitorais devem ser respeitados, e mostraram, até o momento, prudência quanto a alegações de fraude eleitoral.
O que são as atas observadas?
Uma ata eleitoral é o documento no qual são registrados todos os atos e ocorrências de cada mesa de votação, desde sua instalação até o encerramento da votação. Ela é composta por três seções: ata de instalação, ata de votação e ata de apuração.
Considera-se uma ata observada aquela que não pode ser contabilizada imediatamente no sistema de apuração porque apresenta erros materiais, como equívocos numéricos, inconsistências ou erros de transcrição detectados durante o processamento dos resultados.
Essas atas não são incorporadas à contagem oficial até que a observação seja resolvida pela autoridade eleitoral competente. Uma vez sanada a observação, os votos registrados na ata podem ser incluídos nos resultados do processo eleitoral.
Funcionários eleitorais contam votos logo após fechamento das urnas no domingo
Anthony Nino de Guzman / AFP
A Oficina Descentralizada de Processos Eleitorais (ODPE) é responsável por encaminhar as atas observadas ao respectivo órgão da jurisdição eleitoral, acompanhadas de um relatório e da cópia da ata destinada ao próprio órgão. Com isso, o órgão deverá emitir uma decisão — em primeira instância — comparando a ata observada pela ODPE com o exemplar sob sua responsabilidade.
A decisão pode ser objeto de recurso ao Plenário do JNE no prazo de três dias, contados a partir do dia seguinte à sua publicação. O JNE analisará a ata observada em audiência pública e, posteriormente, se pronunciará em última e definitiva instância no prazo de três dias a partir do dia seguinte ao recebimento do processo. Por fim, uma vez resolvida a situação da ata, ela é devolvida à ODPE para ser incorporada à apuração dos resultados.
O que é a recontagem de votos?
A recontagem de votos é o procedimento pelo qual o Jurado Eleitoral Especial realiza uma nova contagem dos votos físicos utilizando as cédulas armazenadas nos envelopes lacrados enviados pela Oficina Descentralizada de Processos Eleitorais. Segundo o JNE, esse procedimento é realizado para evitar que erros nas atas acabem anulando injustamente a própria ata ou a votação de um partido ou candidato.
Em quais casos a recontagem de votos é aplicada?
Quando há informações incompletas ou ilegíveis, ou seja, atas sem assinaturas, com dados faltantes ou que não podem ser corrigidos por meio da conferência documental. Quando os números não fecham, isto é, quando a quantidade de votos (de partidos, nulos ou em branco) supera o número total de votantes ou de eleitores habilitados.
Quem participa da recontagem de votos?
A presença é obrigatória para os integrantes do plenário do órgão judicial de primeira instância: o presidente, o segundo e o terceiro membro. Também é obrigatória para o secretário da autoridade, o especialista em tecnologia da informação e o operador multimídia. Opcionalmente, podem estar presentes os representantes legais das organizações políticas e um representante do Ministério Público.
Como funciona o procedimento de recontagem de votos?
O presidente do JEE abre o envelope lacrado que contém as cédulas de votação. Em seguida, realiza-se a nova contagem dos votos. Além disso, as cédulas são exibidas aos presentes, uma a uma, por meio de recursos tecnológicos.
O conteúdo de cada cédula deve ser lido em voz alta pelo presidente e, posteriormente, a cédula deve ser apresentada aos demais membros. O segundo e o terceiro membro, por sua vez e individualmente, confirmam o conteúdo do voto.
Os representantes legais das organizações políticas presentes na audiência têm o direito de examinar o conteúdo das cédulas por meio dos recursos tecnológicos disponibilizados.
Concluída a recontagem de todas as cédulas, é lavrada a ata correspondente com os resultados finais. O documento é assinado pelos membros da justiça, pelo secretário, pelo representante do Ministério Público e pelos representantes das organizações políticas que desejarem fazê-lo.
Durante a recontagem, os representantes partidários não podem impugnar as cédulas de votação nem questionar a identidade dos eleitores que emitiram os votos no dia da eleição e cujos votos estão sendo recontados. (Com El Comércio)
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que os EUA comprometeram os esforços diplomáticos para um cessar-fogo definitivo no Oriente Médio com os ataques lançados na noite de terça contra Teerã, em resposta ao abate de um helicóptero militar americano Apache pelas forças iranianas. A condenação diplomática ocorre em meio a uma campanha de retaliação que os militares da nação persa dizem ter alcançado instalações americanas em Bahrein, Jordânia e Kuwait — enquanto, internamente, autoridades tentam conter os danos provocados pela ofensiva americana.
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— Infelizmente, os EUA estão prejudicando o processo diplomático com as mensagens contraditórias que estão enviando, com suas reiteradas mudanças de posição e de demandas e, o pior de tudo, com suas repetidas violações do cessar-fogo — afirmou em vídeo o principal porta-voz da chancelaria do Irã, Esmaeil Baghaei. — Qualquer processo diplomático é prejudicado pelo uso da força e pelo recurso a ações ilegais no terreno.
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A condenação no campo diplomático ocorre em meio a uma campanha retaliatória que voltou a afetar toda a região do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã disse ter “atingido e destruído quatro grandes alvos” na Jordânia, segundo um comunicado transmitido pela na rede estatal IRNA. Um vídeo obtido pela rede americana CNN mostrou o que parece ser uma explosão nos arredores de uma base americana em Manama, capital do Bahrein.
Ao todo, o Corpo da Guarda Revolucionária disse ter lançado 21 ataques contra bases dos EUA na região, além de ter abatido um drone MQ-9 sobre a região iraniana de Jam. Uma fonte americana ouvida pelo New York Times afirmou que o relato iraniano é falso.
O Exército jordaniano informou que derrubou cinco mísseis iranianos, sem relatar vítimas ou danos materiais, enquanto as Forças Armadas do Kuwait afirmaram que suas defesas aéreas repeliram “alvos aéreos hostis”, sem mencionar inicialmente a origem do ataque. Militares do Bahrein afirmaram ter interceptado projéteis iranianos nesta quarta e acusaram Teerã de violar o direito internacional humanitário com os ataques.
A diplomacia iraniana afirmou nesta quarta-feira que países vizinhos do Golfo têm a “responsabilidade legal e moral” de impedir os ataques americanos e israelenses a partir de seus territórios. O regime dos aiatolás já afirmaram que qualquer meio militar americano na região será visto como alvo lícito.
20 mil pessoas sem água
O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou na terça-feira que os ataques contra o Irã eram uma “resposta proporcional” ao abate de um helicóptero americano no litoral de Omã. O presidente Donald Trump afirmou que os ataques foram “muito fortes”, em meio aos relatos de alvos atingidos em Sirik, Minab e na ilha de Qeshm, segundo fontes iranianas, que confirmaram danos a infraestrutura civil.
Quase 20 mil pessoas ficaram sem acesso a água potável na cidade portuária de Sirik, no sul do Irã, em consequência dos ataques americanos, que atingiram dois reservatórios. Em entrevista à rede de TV estatal do país, o diretor de uma empresa local de abastecimento afirmou que as temperaturas na região “variam entre 45 e 50°C”, e que as condições são “extremamente difíceis”.
— Os recursos de água subterrânea são insuficientes para substituir os reservatórios danificados — afirmou. (Com AFP e NYT)
Uma americana que estava desaparecida desde fevereiro foi encontrada morta no sul do México, e as autoridades investigam o caso como possível feminicídio. Makala Pendley, de 30 anos, foi localizada nesta segunda-feira (8) perto da cidade de Zinacantán, no estado de Chiapas, com ferimentos na cabeça. Segundo o promotor Jorge Luis Llaven Abarca, a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico. A identificação foi confirmada pela família na terça-feira, que informou ainda que a vítima estava grávida.
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De acordo com o promotor de Chiapas, Jorge Luis Llaven Abarca, o corpo apresentava ferimentos contundentes na cabeça, e a causa da morte foi determinada como traumatismo cranioencefálico. Em entrevista coletiva transmitida ao vivo, o promotor afirmou que os investigadores acreditam que a vítima já estava morta entre oito e 12 horas antes de ser encontrada. A família informou à emissora FOX59 que Pendley foi localizada nua em uma vala. As autoridades mexicanas buscam um ou mais suspeitos e, segundo Abarca, trabalham sob uma política de “tolerância zero à violência feminicida”.
Os sete filhos de Pendley também foram encontrados no México e estão em segurança. Eles foram colocados sob custódia das autoridades mexicanas. O desaparecimento da mulher havia sido comunicado em fevereiro por uma assistente social do Departamento de Serviços Infantis de Indiana. Posteriormente, a polícia de Indianápolis informou ao jornal Indianapolis Star que Pendley e as crianças haviam sido localizados no México no mês passado, encerrando formalmente o status de desaparecimento.
Disputa pela guarda e investigação
Um familiar afirmou ao Indianapolis Star que Joseph Jude Butler Jr., pai das crianças, foi detido pela polícia mexicana. A irmã da vítima, Maurica Lambert, relatou ao jornal que o casal mantinha um relacionamento “tóxico e intermitente” desde a adolescência. Registros judiciais consultados pelo veículo mostram que os dois estavam envolvidos em disputas relacionadas ao reconhecimento de paternidade e à guarda dos filhos.
O pai dos filhos de Pendley, Joseph Jude Butler Jr., foi detido pela polícia mexicana
Facebook/Maurica Michelle Lambert
Apesar da detenção, Lambert demonstrou surpresa com a informação. À FOX59, ela declarou:
— Pensei que fosse outra pessoa. Ainda acho que é outra pessoa. Jamais me passaria pela cabeça que pudesse ser ele. Nunca tive esse tipo de sensação vinda dele.
A prima da vítima, Jami Dowdy, afirmou à emissora News13 que a família não sabe como Pendley chegou ao México e que vinha procurando por ela havia meses. Já Lambert descreveu a irmã como uma mãe dedicada.
— Como mães, todas nós temos nossos dias ruins, sabe o que quero dizer? E ela era uma boa mãe, no entanto. Ela colocava os filhos acima de tudo.
Abalada, a irmã também comentou a descoberta do corpo:
— É o pior dia da minha vida. Sinto como se uma parte de mim tivesse morrido.
Segundo a família, as crianças deverão retornar em breve a Indianápolis, juntamente com o corpo da mãe. O gabinete do senador americano Todd Young informou ao Indianapolis Star que poderá auxiliar nos procedimentos de repatriação.

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