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O governo da Índia convocou o representante dos EUA no país depois que três marinheiros indianos foram dados como desaparecidos após um ataque americano contra o petroleiro onde eles trabalhavam no Golfo de Omã, na noite de terça-feira. Segundo com o Pentágono, o navio tentava romper o bloqueio imposto aos portos iranianos, e “não cumpriu as ordens das forças americanas”.
“Dos 24 tripulantes indianos a bordo, 21 foram resgatados até o momento e 3 estão desaparecidos”, afirmou a Chancelaria em nota, na qual também criticou a ação contra o petroleiro M/T Settebello, de bandeira de Palau. “Reiteramos nosso apelo pela imediata redução das tensões e pela conclusão das negociações em andamento para uma solução diplomática, de modo que a paz e a estabilidade possam retornar à região.”
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O encarregado de negócios da Embaixada dos EUA na Índia, Jason Meeks, também foi convocado pela Chancelaria indiana em protesto, embora não tenha ocorrido uma queixa formal pelos canais diplomáticos.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA, responsável pelas operações no Oriente Médio, relatou que, na noite de terça-feira, o Settebello foi atingido por “munições de precisão na casa de máquinas do navio, depois que a tripulação falhou repetidamente em cumprir as instruções das forças americanas” perto da costa de Omã.
Pouco depois, a embarcação emitiu um alerta pelo rádio, relatando um incêndio a bordo. A Marinha omanense ajudou no resgate dos tripulantes. As primeiras informações diziam que duas pessoas estavam mortas, enquanto uma terceira estava desaparecida, números atualizados por Nova Délhi. A bordo havia 28 tripulantes, sendo que 24 eram indianos.
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Embora não figure em listas internacionais de sanções, o M/T Settebello — que também navegou sob o nome Hana — é citado como uma das embarcações da “frota fantasma” usada pelos iranianos para transportar burlar bloqueios e embargos ao petróleo e gás. De acordo com o portal Maritime Executive, responsáveis pelo navio dizem que ele estava parado perto da costa de Omã, aguardando instruções, mas os militares dos EUA rejeitam a versão. Dentre as centenas de navios parados nos arredores de Ormuz devido ao fechamento, um número considerável carrega petróleo iraniano aguardando compradores.
Desde a imposição do bloqueio aos portos e navios iranianos, em abril, o Comando Central dos EUA afirma ter “desabilitado” oito embarcações que, garantem os militares, descumpriram ordens para mudar de rota. A medida é uma das apostas do Pentágono para impor custos elevados a Teerã, e forçar um acerto mais palatável ao governo do presidente Donald Trump. Mas até agora, não há qualquer sinal de fissura na cúpula do regime.
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O ataque ao Settebello foi o segundo em menos de 24 horas na região do Golfo de Omã. Na noite de segunda-feira, o M/T Marivex, também de bandeira de Palau e presente na lista de sanções dos EUA, foi atacado em águas internacionais, sob alegação de que estava a caminho do Irã. A bordo havia 24 tripulantes indianos, resgatados pela Marinha de Omã e repetindo o roteiro da terça-feira.
Os bloqueios na região do Estreito de Ormuz — pelos EUA e pelo Irã —, ligados à guerra lançada por Trump em fevereiro, produziram um dos maiores choques do setor de energia em décadas. Até agora, os esforços internacionais pela liberação da passagem, por onde transitavam 20% das exportações globais de petróleo e gás, foram ineficazes, e parecem depender de um complicado acerto entre Teerã e Washington. Neste contexto, os ataques a navios civis são um complicador difícil de ignorar.
“Condeno veementemente qualquer ato de qualquer parte que coloque em risco a vida dos marítimos e a segurança da navegação internacional. Isso é simplesmente inaceitável”, disse, em comunicado, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional, ligada à ONU, nesta quarta-feira. “Todas as ações que afetam a navegação internacional devem respeitar integralmente o direito internacional e a segurança da vida no mar. A proteção dos marítimos é uma responsabilidade compartilhada que deve permanecer primordial.”
Mais conhecido pela Sagrada Família, o arquiteto espanhol Antoni Gaudí pode se tornar santo da Igreja Católica. Enquanto seu processo de canonização avança no Vaticano, o catalão é homenageado nesta quarta-feira, data que marca os 100 anos de sua morte, com uma missa celebrada pelo Papa Leão XIV na basílica de Barcelona — na qual ele dedicou grande parte da vida e que, apesar da grande fama, ainda não terminou de ser construída.
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Atualmente, Gaudí está na etapa de “Venerável”, um dos estágios iniciais do processo de canonização da Igreja Católica. Em abril de 2025, o Papa Francisco, que morreu dias depois, reconheceu oficialmente suas “virtudes heroicas”, concedendo-lhe esse título e colocando o arquiteto catalão formalmente no caminho para a santidade.
A causa de Gaudí é antiga. Movimentos em favor de sua beatificação existem desde a década de 1990, e o processo formal avançou ao longo dos anos com a análise de sua vida espiritual, de seus escritos e de testemunhos sobre sua devoção religiosa. O Vaticano considera que o arquiteto transformou sua atividade profissional em uma forma de testemunho de fé, especialmente nos últimos anos de vida, quando se dedicou quase exclusivamente à construção da Sagrada Família.
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Nascido em 1852 em uma família católica de caldeireiros no sul da Catalunha, Gaudí tornou-se um dos arquitetos mais requisitados da Barcelona de sua época. Importantes burgueses e empresários logo passaram a encomendar projetos ao jovem de temperamento forte e fascinado pela natureza, que já havia chamado atenção durante seus anos de universidade. Mas uma série de mortes de pessoas próximas levou o arquiteto a realizar um jejum extremo em 1894.
Sua fé saiu fortalecida daquela crise e, a partir de então, Gaudí adotou um estilo de vida austero, quase místico, no qual alguns seguidores acreditaram reconhecer traços de santidade.
— Não é que Gaudí fosse um bon vivant, mas ainda vivia ligado a coisas muito humanas, como a vaidade e a ambição. E então, naquele momento, ele começa a colocar o próprio eu depois de Deus — disse Armand Puig Tàrrech, sacerdote e teólogo que participou da elaboração do documento de 1,7 mil páginas entregue ao Vaticano para solicitar sua beatificação.
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Dono de um temperamento difícil que nunca conseguiu domar, Gaudí, que permaneceu solteiro durante toda a vida, detestava bajuladores e até mesmo se recusava a posar para fotografias, segundo relatam seus biógrafos — um contraste enorme com os milhões de pessoas que visitam suas obras todos os anos e transformaram seu nome em uma marca altamente lucrativa para o turismo de massa em Barcelona.
— O milagre mais evidente para mim é que ele criou um edifício que todo mundo quer conhecer — avaliou Gijs van Hensbergen, autor de uma das biografias de Gaudí. — Ateus, budistas e pessoas de todo o mundo vêm a Barcelona para ver esse edifício milagroso.

Vista geral da Basílica da Sagrada Família, obra de Antoni Gaudí, em Barcelona, antes da visita do Papa Leão XIV à Espanha
Lluis Gene/AFP

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Mais de um século de história
Em 19 de março de 1882, o bispo Urquinaona lançou a pedra fundamental do templo em Barcelona. O projeto, inicialmente concebido pelo arquiteto diocesano Francisco de Paula del Villar, seguia as diretrizes neogóticas da época: janelas ogivais, contrafortes, arcobotantes e uma torre sineira pontiaguda. Divergências sobre o custo dos materiais, no entanto, levaram à substituição de del Villar, em 1883, por um jovem que começava a se destacar em seu tempo.
Profundamente ambicioso e devoto católico, Gaudí tinha dois objetivos declarados ao assumir o projeto, segundo o historiador da arte e biógrafo Gijs van Hensbergen:
— Criar, antes de tudo, uma Bíblia em pedra, que é a Sagrada Família. Mas também corrigir todos os erros dos estilos arquitetônicos anteriores — disse Hensbergen à BBC.
Para isso, Gaudí voltou os olhos a uma das maravilhas do mundo antigo: o Arco de Taq-i Kisra, construído entre os séculos III e VI d.C. na antiga Ctesifonte, região do atual Iraque. A estrutura é um dos primeiros exemplos do chamado arco catenário, que distribui por igual o peso e as tensões de tração da construção. Com esse princípio, projetou as colunas da nave principal, que se ramificam como árvores e sustentam tanto o próprio peso quanto o das 18 torres do edifício.
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As grandes igrejas neogóticas da época dependiam de arcobotantes, estruturas de pedra projetadas das paredes superiores para níveis mais baixos, para sustentar seus tetos abobadados. Gaudí as considerava “muletas” para edifícios incapazes de suportar seu próprio peso. Sua alternativa exigiu décadas de pesquisa e domínio matemático:
tenárias para encontrar as formas mais eficientes. É uma forma extremamente elegante e, ao mesmo tempo, funcional. Ela se sustenta sozinha — explicou à rede britânica Liam Duff, engenheiro estrutural da empresa Arup, hoje envolvido nas obras da basílica.
Invenções divinas
Para Gaudí, a solução não era apenas técnica. Ele acreditava que a gravidade e o arco catenário eram invenções divinas e, por isso, via na estrutura um motivo recorrente de homenagem a Deus como o grande arquiteto. Em 1914, passou a dedicar-se exclusivamente ao templo e, quase dez anos depois, em 1925, viu concluída a única torre que terminaria em vida: a sineira de São Barnabé, na Fachada da Natividade. No ano seguinte, morreu atropelado enquanto se dirigia à igreja.
A obra continuou sob a direção de seu discípulo Domènec Sugranyes, mas passou por sobressaltos. Em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola, a Sagrada Família foi vandalizada. Plantas e fotografias foram queimadas, e os modelos de gesso de Gaudí, destruídos. A reconstrução foi possível graças ao material salvo da oficina do arquiteto e ao que havia sido publicado anteriormente em plantas e fotografias.
Foi somente a partir de 1939, sob a direção de Francesc de Paula Quintana, que as obras foram retomadas. Cinco gerações já haviam acompanhado o avanço da construção quando, em 2005, a Fachada da Natividade e a cripta foram declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco. Em 2010, o Papa Bento XVI (1927-2022) consagrou a basílica para o culto religioso e a elevou à categoria de basílica menor.
Sagrada Família de Barcelona é considerada a igreja mais alta do mundo, tendo recentemente tomado o recorde da Catedral de Ulm, na Alemanha
Lluis Gene/AFP

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, advertiu nesta quarta-feira Cuba para que não adquira nem busque acesso a armamentos que possam representar uma ameaça ao território americano. A declaração foi feita durante visita à base militar dos EUA na Baía de Guantánamo. A viagem, anunciada de forma inesperada na véspera, ocorre em meio ao aumento da pressão de Washington sobre Havana, com a imposição de sanções a dirigentes cubanos e medidas que restringem o acesso do país ao petróleo.
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— Seria imprudente que o governo de Cuba tentasse adquirir ou obter acesso a tipos de armas que pudessem alcançar esta base ou o território dos Estados Unidos — declarou Hegseth aos militares, acrescentando que uma iniciativa desse tipo significaria que Cuba estaria “abrindo a porta para um confronto” que não teria condições de sustentar.
Nas últimas semanas, veículos de imprensa americanos divulgaram informações sobre uma suposta compra, por parte de Havana, de 300 drones militares. Os equipamentos poderiam ser utilizados contra a base de Guantánamo ou até mesmo contra a Flórida, situada a cerca de 150 quilômetros da costa cubana. Autoridades americanas disseram ao site Axios que Cuba adquiriu drones de ataque da Rússia e do Irã desde 2023 e busca ampliar esse arsenal.
O governo cubano rejeitou as acusações, com o chanceler Bruno Rodríguez afirmando que Washington está construindo “um dossiê fraudulento para justificar a guerra econômica impiedosa contra o povo cubano e uma eventual agressão militar”.
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A visita de Hegseth ocorre após uma série de contatos entre autoridades dos dois países. No fim de maio, o principal general americano responsável pelas operações na América Latina esteve em Guantánamo, onde se reuniu com comandantes militares cubanos. Duas semanas antes, o diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Havana para encontros com autoridades locais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também tem buscado utilizar a base de Guantánamo como centro de detenção para migrantes deportados.
Discurso às tropas
Vestindo uniforme camuflado, Hegseth fez um discurso aos soldados da base, instalada em 1903 e transformada em um dos principais pontos de atrito entre Washington e Havana após a Revolução Cubana de 1959.
— O que acontecer no futuro de Cuba está nas mãos do presidente dos Estados Unidos — afirmou, destacando que espera que os dois países possam desenvolver uma relação mais próxima no futuro. — Esperamos muito em breve nos tornar amigos da liderança de Cuba. Por enquanto, vamos ver o que acontece.
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As declarações foram recebidas com aplausos em diversos momentos pelos militares presentes. Hegseth afirmou ainda que cabe ao governo cubano decidir quais reformas pretende implementar.
— Cuba tem que tomar decisões sobre que tipo de reformas quer empreender. Não cabe a mim tomar essa decisão por eles.
Operações contra o narcotráfico
Durante a visita, o secretário de Defesa também mencionou as operações conduzidas pelo Pentágono no Caribe e no Pacífico contra embarcações suspeitas de envolvimento com o narcotráfico. Segundo o texto original, essas ações resultaram na morte de cerca de 210 pessoas desde setembro.
— Estamos caçando essas pessoas da mesma forma que caçamos a al-Qaeda e o ISIS no Oriente Médio: as mesmas redes, a mesma inteligência e as mesmas capacidades — afirmou.
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Especialistas e representantes da ONU têm criticado essas operações, classificando-as como execuções extrajudiciais.
O governo Trump, por sua vez, não apresentou provas que demonstrem que todas as embarcações atingidas estavam efetivamente envolvidas em atividades de tráfico. Ainda assim, Washington sustenta perante o Congresso que possui autoridade para agir preventivamente, utilizando procedimentos semelhantes aos empregados por administrações anteriores em países como Iêmen e Somália contra suspeitos de terrorismo.
Todos os animais de um pequeno zoológico e centro de recreação infantil morreram após um incêndio de grandes proporções destruir o Jungle Box, atração familiar localizada na cidade de Buntingford, no condado de Hertfordshire, na Inglaterra, na madrugada de quarta-feira. As informações foram publicadas pelo site britânico The Sun. As causas do incêndio ainda são desconhecidas. Uma investigação foi aberta para determinar o que provocou o fogo.
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Entre os animais que não sobreviveram estavam suricatas, corujas, iguanas, tartarugas gigantes e uma cobra de 4,8 metros de comprimento. O espaço também funcionava como área de interação com animais exóticos para crianças e famílias.
O incêndio começou por volta das 3h da manhã no Parque Industrial Watermill, onde fica o estabelecimento. Dez caminhões do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para combater as chamas, que consumiram grande parte do prédio.
Imagens divulgadas pelos bombeiros locais mostram a destruição causada pelo fogo. Uma densa coluna de fumaça preta podia ser vista à distância. Inaugurado em junho do ano passado, o Jungle Box reunia um parque infantil com brinquedos macios, um mini zoológico e áreas destinadas ao contato próximo entre visitantes e animais.
Incêndio no pequeno zoológico na cidade de Buntingford, na Inglaterra
Divulgação / Bombeiros de Hertfordshire
Apesar dos esforços das equipes de emergência, nenhum dos animais que estavam dentro do prédio conseguiu sobreviver. Não houve registro de feridos entre funcionários, visitantes ou moradores da região.
Em comunicado, o chefe assistente do Corpo de Bombeiros de Hertfordshire, Darren Cook, lamentou a tragédia.
— Durante a madrugada, recebemos chamados para um incêndio de grandes proporções no Jungle Box, em Buntingford. As equipes trabalharam arduamente para conter o fogo e impedir que ele se espalhasse para unidades vizinhas. Gostaria de agradecer a todos os bombeiros pelo profissionalismo e dedicação, assim como aos colegas da central de atendimento pela calma e eficiência. Podemos confirmar que vários animais estavam dentro do prédio no momento do incêndio e não sobreviveram — afirmou ao The Sun .
A tragédia também gerou comoção entre comerciantes da região. Em uma publicação nas redes sociais, o estabelecimento vizinho The Spud Twins lamentou a perda.
— Estamos absolutamente devastados pelos nossos amigos do Jungle Box Soft Play. Se alguém tinha uma visita ou festa agendada, entraremos em contato em breve — publicou a empresa.
Nas redes sociais, moradores e frequentadores do local também manifestaram tristeza pela morte dos animais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta quarta-feira a onda de protestos que ocorrem no momento no México com os atos que atingiram o Brasil em junho de 2013 e sugeriu que pode haver interferência estrangeira nas mobilizações.
Durante discurso em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, Lula falou sobre a influência das “narrativas” na disputa política.
— Agora mesmo no México está acontecendo um pouco daquilo que aconteceu aqui em 2013. Todo mundo está lembrando que a reivindicação de R$ 0,20 de aumento do transporte foi o pretexto para extrema direita tomar conta das ruas utilizando verde e amarelo. Às vezes, acho que tem o dedo de alguém, às vezes nem é mexicano.
Lula revelou que vai conversar por telefone na tarde desta quarta-feira com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
O Papa Leão XIV abençoa, nesta quarta-feira, a enorme nova torre da basílica da Sagrada Família, em Barcelona, a igreja mais alta do mundo e um dos monumentos mais famosos da Espanha, após visitar uma prisão e a Abadia de Montserrat, símbolo da identidade religiosa catalã. O Pontífice chegou à obra-prima modernista ainda inacabada de Antoni Gaudí exatamente um século após a morte do venerado arquiteto, um católico devoto cujo processo de canonização está em andamento no Vaticano.
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Ao chegar ao monumento, por volta das 14h15 (horário de Brasília), o Pontífice foi recebido pelo rei da Espanha, Felipe VI, e pela rainha consorte, Letizia Ortiz Rocasolano. Uma jovem cega detalhou a construção da nova torre, inaugurada durante a cerimônia de hoje, para o Papa por meio de uma experiência tátil, tocando uma maquete do projeto.
Na sequência, Leão XIV foi apresentado ao interior da basílica, e se pôs de joelhos na cripta, onde estão os restos mortais de Gaudí. O arquiteto foi enterrado na capela dedicada a Nossa Senhora do Carmem
Leão XIV, de 70 anos, americano com cidadania peruana, visitou esta manhã a prisão de Brians, a 40 km de Barcelona, onde disse aos detentos que “o passado não condena o futuro” e recebeu presentes de dois deles, um dos quais quebrou o protocolo e o abraçou.
Mais tarde, o Papa chegou de helicóptero à espetacular Abadia de Montserrat, na montanha de mesmo nome, onde foi recebido por uma multidão entusiasmada, como tem sido costume em toda a sua viagem à Espanha, que começou no sábado.
Assim como fez na terça-feira em Barcelona, Leão XIV misturou catalão e espanhol em seu discurso em Montserrat, um local emblemático da cultura e da história desta região do nordeste da Espanha, onde o sentimento nacionalista é forte.
Na noite de terça-feira, o Papa recebeu uma calorosa recepção ao participar de uma vigília no Estádio Olímpico de Barcelona, onde manteve sua tradição de abençoar bebês trazidos pelo público.
O Pontífice, líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos do mundo, tem buscado revitalizar a Igreja na Espanha, um tradicional reduto católico onde a prática religiosa tem declinado drasticamente nas últimas décadas.
Em Madri, onde esteve de sábado a terça-feira, ele fez um discurso inédito ao Parlamento espanhol, celebrou uma missa no coração da capital para 1,5 milhão de pessoas e teve um breve encontro com o astro porto-riquenho Bad Bunny.
Quase 20 mil pessoas ficaram sem acesso à água potável no Irã após ataques dos Estados Unidos contra o país na terça-feira. O bombardeio, segundo autoridades locais, destruiu dois reservatórios de concreto na província de Hormozgan, interrompendo o fornecimento de água para moradores da região e de outras dez aldeias vizinhas. Em mais um sinal de escalada, horas depois da operação, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a República Islâmica está demorando “tempo demais” para negociar um acordo e que agora terá de “pagar o preço”. Na sequência, em entrevista à rede conservadora Fox News, disse que Washington pode retomar ataques contra infraestrutura crítica iraniana ainda hoje.
— Posso continuar. Eles tiveram a chance de assinar um acordo e sobreviver — declarou.
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Os ataques protagonizados pelos EUA e pelo Irã foram alguns dos mais intensos desde o início da trégua, em 8 de abril. Depois de uma série de escaladas menores, forças americanas atacaram a República Islâmica em resposta à queda do helicóptero Apache, supostamente derrubado por forças iranianas na madrugada de terça-feira (noite de segunda-feira em Brasília). Embora uma investigação oficial dos EUA sobre as causas do incidente ainda não tenha sido concluída, Trump rapidamente responsabilizou o Irã:
“Acabo de ser informado por nossos grandes militares que, na noite passada, os iranianos derrubaram um de nossos helicópteros Apache altamente sofisticados enquanto patrulhava o Estreito de Ormuz. Havia dois pilotos a bordo, ambos estão seguros e sem ferimentos”, escreveu Trump nas redes sociais, acrescentando: “No entanto, os Estados Unidos precisam, necessariamente, responder a este ataque”.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que os bombardeios americanos, que atingiram alvos em Sirik, Jask, Minab, a Ilha de Qeshm e o porto de Bandar Abbas, causaram grandes danos a uma torre de telecomunicações e destruíram dois reservatórios de água. Em resposta, as forças iranianas atacaram bases militares dos EUA em Bahrein, Kuwait e Jordânia.
Período de escassez
A agência iraniana WANA afirmou que os reservatórios atingidos estavam localizados no distrito de Bamani, no condado de Sirik, a cerca de mil quilômetros de Teerã. Segundo a agência, os prejuízos iniciais foram estimados entre US$ 780 mil e US$ 830 mil. Abdolhamid Hamzehpour, diretor-executivo da companhia de abastecimento de água de Hormozgan, disse que os dois reservatórios tinham capacidade combinada de 2,5 milhões de litros.
Os ataques foram especialmente significativos porque ocorreram em um momento de forte escassez hídrica no Irã. O país já enfrentava uma seca prolongada antes mesmo do início da guerra atual. Após anos de práticas agrícolas inadequadas e má gestão dos recursos hídricos, as principais fontes de água do país continuam secando, publicou a al-Jazeera.
Segundo dados do Instituto Mundial de Recursos (WRI, em inglês), o estresse hídrico iraniano é classificado como “extremamente alto”, o que significa que mais de 80% dos recursos hídricos renováveis do país são consumidos anualmente. Em novembro de 2025, a crise hídrica era tão grave no país que a represa Amir Kabir, próxima a Teerã, operava com apenas 8% de sua capacidade. Ao todo, 19 barragens já haviam secado.
O porta-voz da indústria de água do Irã, Isa Bozorgzadeh, classificou o ataque como um crime de guerra. Pelo direito internacional humanitário, instalações de abastecimento de água são consideradas infraestrutura civil e não constituem alvos militares legítimos. As Regras de Berlim sobre Recursos Hídricos, adotadas em 2004 pela Associação de Direito Internacional, proíbem a destruição de instalações de água quando isso provocar sofrimento desproporcional à população civil.
Em atualização.
Um oficial militar russo de alta patente morreu na manhã de terça-feira após o carro que dirigia explodir perto de um prédio residencial, na cidade de Balashikha, a leste de Moscou. As autoridades russas abriram uma investigação sobre o caso que, segundo um funcionário ucraniano e veículos de imprensa da Rússia e da Ucrânia, teve como vítima Damir R. Davydov, oficial do departamento de suprimentos da Diretoria Principal de Mísseis e Artilharia das Forças Armadas russas.
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O episódio parece ser o mais recente de uma série de assassinatos seletivos de figuras militares e apoiadores da guerra na Ucrânia em território russo. O caso ocorre em um momento em que Kiev tem ampliado ataques contra alvos dentro da Rússia, incluindo ofensivas de longo alcance contra Moscou e instalações petrolíferas em diferentes regiões do país.
Investigadores russos informaram que abriram um processo criminal relacionado à explosão. Segundo eles, o motorista morreu no local.
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A identidade da vítima não foi divulgada oficialmente pelas autoridades da Rússia. No entanto, veículos de imprensa russos e ucranianos identificaram o militar como Damir R. Davydov. Sob anonimato, um alto funcionário ucraniano confirmou a informação e afirmou que ele atuava no departamento de suprimentos da Diretoria Principal de Mísseis e Artilharia das Forças Armadas russas.
Questionado sobre o caso nesta quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri S. Peskov, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, foi informado sobre o episódio. Ele acrescentou que os detalhes da investigação “não estão sujeitos à divulgação pública devido ao andamento das apurações”.
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Série de atentados
A explosão ocorreu no mesmo bairro onde, em abril de 2025, o major-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, foi morto em um ataque com carro-bomba.
Os serviços especiais ucranianos têm como alvo diversas figuras militares russas de alto escalão em operações que expuseram vulnerabilidades nos serviços de segurança do Kremlin.
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No fim de dezembro, o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe da diretoria de treinamento operacional do Exército ligada ao Estado-Maior, morreu em um atentado com carro-bomba. Já no ano anterior, em dezembro de 2024, Igor Kirillov, comandante das forças de proteção nuclear, química e biológica do Exército russo, morreu após a explosão de um artefato instalado em uma scooter perto da entrada de um prédio residencial.
Na época, após a morte de Kirillov, Putin classificou o atentado como uma “falha grave” e disse que os serviços de segurança russos deveriam impedir novos ataques desse tipo.
Mais de 140 anos após o lançamento de sua pedra fundamental, a Sagrada Família atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos — e, em fevereiro, tornou-se a igreja mais alta do mundo, com a Torre de Jesus Cristo atingindo o marco de 172,5 metros. Nesta quarta-feira, exatos 100 anos após a morte do arquiteto que deu vida a este projeto ambicioso, o Papa Leão XIV celebra uma missa na balística de Barcelona, que, apesar da grande fama, ainda não terminou de ser construída. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Papa Leão XIV abençoará, nesta quarta-feira, a enorme nova torre da basílica da Sagrada Família, em Barcelona, a igreja mais alta do mundo e um dos monumentos mais famosos da Espanha, após visitar uma prisão e a Abadia de Montserrat, símbolo da identidade religiosa catalã. O Pontífice chegará à obra-prima modernista ainda inacabada de Antoni Gaudí exatamente um século após a morte do venerado arquiteto, um católico devoto cujo processo de canonização está em andamento no Vaticano.
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O Pontífice, líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos do mundo, tem buscado revitalizar a Igreja na Espanha, um tradicional reduto católico onde a prática religiosa tem declinado drasticamente nas últimas décadas.
Em Madri, onde esteve de sábado a terça-feira, ele fez um discurso inédito ao Parlamento espanhol, celebrou uma missa no coração da capital para 1,5 milhão de pessoas e teve um breve encontro com o astro porto-riquenho Bad Bunny.
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Na tarde desta quarta-feira, após se reunir com membros de organizações que trabalham com pessoas carentes no centro de Barcelona, o Papa visitará a Sagrada Família, o monumento pago mais visitado da Espanha, um dos pontos altos de sua viagem ao país.
Para concluir sua viagem, o Papa visitará as Ilhas Canárias na quinta e sexta-feira.
Neste arquipélago atlântico, ao largo da costa da África, porta de entrada para a Europa, o Pontífice reiterará outra mensagem fundamental de sua jornada: o acolhimento dos imigrantes.

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