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O México enviou 37 pessoas acusadas de serem membros de organizações criminosas aos Estados Unidos na terça-feira, na mais recente tentativa aparente de aliviar a pressão do presidente Trump para que o país intensifique o combate aos poderosos grupos que contrabandeiam drogas pela fronteira.
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Essa foi a primeira transferência desse tipo neste ano, em que as ameaças de ação militar de Trump contra o México se tornaram mais diretas, mas a terceira desde que ele assumiu o cargo. As autoridades mexicanas já enviaram aos Estados Unidos quase 100 pessoas acusadas de serem criminosos importantes.
As transferências fazem parte de um esforço maior das autoridades mexicanas para apaziguar o Sr. Trump, que ameaça realizar ataques unilaterais em território mexicano — um ato que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou ser uma violação da soberania de seu país.
Em meio a essas ameaças, a Sra. Sheinbaum lançou uma campanha agressiva contra os cartéis, reforçou o policiamento na fronteira, cedeu às exigências econômicas do Sr. Trump e enviou dezenas de criminosos acusados ​​para o norte.
Muitos especialistas no México questionaram os fundamentos legais e as manobras políticas das transferências, uma vez que foram realizadas fora do processo normal de extradição. Omar García Harfuch, chefe de segurança do México , afirmou na terça-feira que as transferências eram legais e que, em acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, a pena de morte não seria solicitada. (A pena capital é proibida no México.)
“Esses indivíduos representavam uma ameaça real à segurança do país”, publicou ele online.
Harfuch acrescentou que os detidos foram enviados para várias cidades dos EUA em aviões militares mexicanos. A Casa Branca não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.
Durante um ano, Trump ameaçou com medidas militares e tarifas para tentar forçar as autoridades mexicanas a tomarem medidas mais enérgicas contra os cartéis e a imigração ilegal. Após o ataque dos EUA à Venezuela, as ameaças do Sr. Trump tornaram-se mais severas. Ele afirmou, em entrevista à Fox News em 8 de janeiro, que os Estados Unidos “começariam agora a atacar em terra, no que diz respeito aos cartéis” no México.
Esses comentários preocuparam muito as autoridades mexicanas, que acreditavam que os laços econômicos profundos entre os dois países e a cooperação aprimorada em segurança protegeriam o México de ações unilaterais.
Na semana passada, o The New York Times noticiou que os Estados Unidos estavam intensificando a pressão sobre o México para que este permitisse que as forças militares americanas realizassem operações conjuntas para desmantelar laboratórios de fentanil dentro do país.
A França deseja que um exercício da Otan seja realizado na Groenlândia e está “disposta a contribuir com ele”, anunciou a Presidência francesa nesta quarta-feira, em meio às tensões sobre as tentativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar o território autônomo dinamarquês.
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Desde que retornou à Casa Branca há um ano, o líder republicano argumenta que “precisa” da ilha rica em minerais e terras raras por razões de segurança nacional, para impedir que Rússia e China imponham sua hegemonia.
“A França está solicitando um exercício da Otan na Groenlândia e está preparada para contribuir com ele”, declarou o Palácio do Eliseu.
Nuuk, capital da Groenlândia
AFP
Diversos países europeus, incluindo França, Alemanha e Reino Unido, enviaram na semana passada uma pequena equipe de soldados em uma missão de reconhecimento, em preparação para um exercício dinamarquês organizado com aliados da Otan, mas fora da estrutura da aliança atlântica e, portanto, sem o envolvimento dos EUA.
A ação provocou a ira de Trump, que ameaçou impor tarifas de até 25% a oito países europeus que se opõem aos seus planos para a Groenlândia. A França acredita que um exercício da Otan permitiria envolver Washington e demonstrar que os europeus levam a segurança do Ártico a sério.
Os primeiros instantes do acidente envolvendo o trem de alta velocidade da Iryo, em Adamuz, no sul da Espanha, começaram com incerteza. A dúvida que marcou aqueles segundos iniciais — o que, afinal, havia acontecido — é agora parcialmente esclarecida por gravações da chamada feita pelo maquinista à central de controle da Adif, em Atocha, registradas pela caixa-preta do trem e obtidas com exclusividade pelo portal Cordópolis, e divulgadas nesta terça-feira (20).
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Os áudios, extraídos dos registros telefônicos do Iryo 6189, permitirão às autoridades reconstruir os minutos posteriores ao descarrilamento ocorrido por volta das 19h45 (horário local) deste domingo (18). O acidente vitimou 42 pessoas e, até o momento, deixou 45 desaparecidas. As vítimas viajavam na linha Málaga-Madri ou no trem Alvia, que fazia o trajeto Madri-Huelva.
Confira a colisão:
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Falha técnica, descarrilamento e incêndio
Na primeira comunicação, o maquinista do trem Iryo 6189 mencionou problemas técnicos e informou que o trem estava bloqueado. A central da Adif orientou a redução dos pantógrafos — dispositivos responsáveis por captar energia da rede aérea —, mas o condutor respondeu que eles já estavam totalmente abaixados e que o comboio permanecia imobilizado. Ao fundo, segundo os áudios, o sistema da cabine indicava a ativação do freio de emergência.
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AFP
As gravações sugerem que, naquele momento, o maquinista ainda não tinha consciência de que havia ocorrido uma colisão com outro trem. As hipóteses sobre a sensação inicial de “congestionamento” seguem em aberto: investigadores avaliam se ela foi causada pelo impacto com o Alvia, por um objeto desprendido do próprio Iryo, por um defeito na via férrea ou por uma combinação desses fatores.
Poucos segundos depois, em uma segunda ligação, o tom muda. O maquinista informa de forma explícita que houve um descarrilamento e que o trem havia invadido a linha férrea adjacente, ressaltando a gravidade da situação. Ele solicita, com urgência, a interrupção do tráfego nos trilhos e comunica a presença de um incêndio em um dos vagões, além de feridos a bordo. Ainda assim, a central de controle informou não ter registro da aproximação de outro trem naquele trecho.
Apesar da gravidade das informações transmitidas, nem o maquinista nem a central mencionaram, nesse momento, a colisão direta entre o Iryo e o Alvia. A confirmação plena do choque entre os dois trens só seria estabelecida posteriormente, com o avanço das investigações e a análise do cenário no local.
As gravações, extraídas da caixa-preta do Iryo, são consideradas fundamentais para a apuração conduzida pela Guarda Civil e pela Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF). Fontes ligadas ao inquérito destacam que o caso é tecnicamente complexo e que o cenário mais provável aponta para a falha simultânea de vários elementos, e não de um único fator isolado. Entre as medidas já solicitadas está a imobilização do vagão número seis do Iryo, o primeiro a descarrilar, peça-chave para esclarecer como se iniciou a sequência que levou à colisão.
Um helicóptero de turismo com três pessoas a bordo desapareceu nesta terça-feira nas proximidades do Monte Aso, um dos vulcões mais ativos do Japão. A aeronave decolou de um zoológico na cidade de Aso às 10h52 (horário local) para um passeio de cerca de dez minutos, mas não retornou, segundo a polícia local.
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Horas depois, por volta das 16h, um helicóptero da polícia avistou um objeto semelhante a uma aeronave dentro da cratera do Nakadake, um dos cinco picos do complexo vulcânico. As autoridades ainda não confirmaram se o objeto é o helicóptero desaparecido.
O piloto, de 64 anos, era um veterano com cerca de 40 anos de experiência, de acordo com a imprensa japonesa. Os passageiros eram um homem e uma mulher, ambos de Taiwan. A aeronave — um Robinson R44, de fabricação americana — realizava seu terceiro voo turístico do dia. Os dois passeios anteriores ocorreram sem intercorrências, informou a operadora Takumi Enterprise.
A região do Nakadake registrava tempo nublado na terça-feira. As buscas foram interrompidas no início da noite por questões de segurança e retomadas na manhã desta quarta-feira. Após o incidente, a Takumi Enterprise decidiu suspender todas as operações de helicópteros, segundo a agência Jiji.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a líderes europeus que “não há volta atrás” em suas ameaças de assumir o controle da Groenlândia, elevando o grau de tensão às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A declaração ocorreu, segundo o periódico inglês Daily Mail, pouco antes de sua viagem à Europa, marcada por um contratempo: o Air Force One precisou retornar à base após uma falha elétrica, atrasando a chegada da delegação americana.
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O Boeing 747 que transportava Trump decolou na noite de terça-feira, mas, cerca de uma hora após iniciar a travessia do Atlântico, a tripulação decidiu regressar à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, devido ao que autoridades descreveram como um “pequeno problema elétrico”.
Segundo a Casa Branca, a decisão foi tomada “por excesso de cautela”. O presidente seguiu viagem em outra aeronave e deve chegar a Davos com cerca de três horas de atraso, de acordo com o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Apesar do episódio, Trump manteve o tom desafiador. Ao embarcar, disse aos repórteres que esperava uma viagem “interessante” e “bem-sucedida”, mesmo após semanas de atritos com aliados da Otan por suas declarações sobre a Groenlândia.
A insistência do republicano em adquirir a ilha estratégica do Ártico — território autônomo sob soberania da Dinamarca — rendeu críticas de autoridades europeias, que alertam para o risco de uma deterioração nas relações entre Estados Unidos e União Europeia.
Em coletiva na Casa Branca, ao ser questionado até onde estaria disposto a ir para alcançar seus objetivos, Trump respondeu: “Vocês vão descobrir”. Em Davos, o presidente deve usar o palco internacional para reforçar sua agenda e pressionar parceiros europeus.
O confronto verbal se estendeu a líderes do continente. Trump afirmou que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, precisa “colocar a casa em ordem” e criticou a situação de imigração e energia no Reino Unido. Também atacou o presidente francês Emmanuel Macron, dizendo que Paris enfrenta “muitos problemas”. O americano voltou a defender que Londres interrompa o uso de turbinas eólicas e explore gás e petróleo do Mar do Norte.
Nas redes sociais, Trump reiterou o recado ao desembarcar para a segunda tentativa de voo. “Os Estados Unidos estarão bem representados em Davos — por mim”, escreveu na Truth Social. O presidente também relacionou sua ofensiva sobre a Groenlândia a decisões recentes do Reino Unido no cenário internacional, classificadas por ele como sinais de “fraqueza” estratégica.
Um novo acidente ferroviário na Espanha, desta vez na região da Catalunha, causou uma morte e cerca de 30 feridos na noite de terça-feira, enquanto o país atravessava o segundo dia de luto pela colisão de dois trens que deixou 42 mortos na Andaluzia.
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Às 21h00 locais (20h00 GMT), “um muro de contenção desabou sobre os trilhos, provocando um acidente no qual esteve envolvido” um trem de cercanias no município de Gelida, a 40 quilômetros a oeste de Barcelona, informou a agência de Proteção Civil catalã nas redes sociais.
A conselheira de Interior e Segurança Pública da Catalunha, Núria Parlon, explicou que uma pessoa morreu e 37 ficaram feridas, das quais “cinco estão em estado grave”.
Integrantes dos serviços de emergência usaram lanternas na escuridão para inspecionar os restos do vagão descarrilado, que havia se transformado em uma massa de metal amassado, segundo constatou um repórter da AFP na noite de terça-feira.
A operadora espanhola de infraestruturas ferroviárias Adif afirmou que uma tempestade provocou a queda do muro, gerando os escombros contra os quais o trem se chocou. Os trens de cercanias da Catalunha permanecerão suspensos, acrescentou o órgão.
Esse novo acidente ocorreu poucas horas depois de os reis da Espanha visitarem a região da Andaluzia, onde a colisão de dois trens com 500 passageiros a bordo deixou ao menos 42 mortos no domingo, em uma das piores tragédias ferroviárias do país.
Os últimos carros de um trem da operadora privada italiana Iryo descarrilaram na rota de Málaga a Madri. Dois vagões acabaram sobre a via contígua justamente quando passava um trem da empresa pública espanhola Renfe, que seguia no sentido contrário, de Madri a Huelva, e acabou colidindo com eles.
Vestidos de preto, Felipe VI e Letizia foram à localidade de Adamuz, ponto zero desse acidente, na província meridional de Córdoba. Ali, aproximaram-se do local onde ainda se encontram os restos dos dois trens e onde continuam os trabalhos de busca por corpos.
Em seguida, visitaram um hospital de Córdoba para conversar com feridos e suas famílias “com a vontade de transmitir-lhes o carinho de todo o país, porque foi um impacto muito forte (…), foi um golpe”, indicou o monarca à imprensa.
Segundo as autoridades regionais, 37 pessoas continuam internadas nos diversos hospitais andaluzes.
Trilho danificado no foco da investigação
Em Adamuz, as equipes de resgate tentam, em especial, levantar os vagões de um dos trens, que caíram em um barranco a partir de uma altura de 4 metros. Para isso, contarão com a ajuda de vários guindastes.
Descartados inicialmente o excesso de velocidade dos trens — que, além disso, colidiram em um trecho reto — e um erro humano, as explicações agora são buscadas nos trilhos e nos próprios trens.
Em particular, uma foto da Guarda Civil em que se pode ver agentes inspecionando um trilho ao qual falta um trecho concentrou muitas das especulações.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que ainda era cedo para saber se a ausência desse segmento da via foi “causa ou consequência” do acidente.
Por sua vez, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, rejeitou categoricamente a hipótese de sabotagem.
“Nunca se considerou a possibilidade de sabotagem, mas, em todo momento e em todas as circunstâncias, questões técnicas e relativas ao que é o transporte ferroviário”, explicou em entrevista coletiva após uma reunião do Conselho de Ministros.
‘Tudo se quebrou’
Emil Jonsson, um sueco que vive na Espanha, contou emocionado à imprensa a experiência do acidente, após receber alta do hospital em Córdoba.
“Havia uma mulher inconsciente ao meu lado, e eu e outro homem tentamos ajudá-la. Ela tinha o rosto coberto de sangue”, contou Jonsson. Segundo ele, telefonou para a mãe desde o trem. “Tudo se quebrou em 2–3 segundos”, concluiu.
Santiago Salvador, um cidadão português ferido no acidente, explicou em um vídeo no Instagram que a cena do sinistro era “um inferno”.
“Saí andando por conta própria”, contou, com o rosto cheio de arranhões e a perna quebrada. É “um milagre estar vivo”, afirmou.
Em julho de 2013, a Espanha já havia sofrido uma grave tragédia ferroviária com o descarrilamento de um trem pouco antes de chegar à cidade de Santiago de Compostela, que deixou 80 mortos.
A Europol anunciou nesta quarta-feira o desmantelamento de uma rede internacional de produção e distribuição de drogas sintéticas que atuava em diversos países europeus, na que classificou como a “maior operação” desse tipo já realizada no continente.
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A ofensiva levou ao fechamento de 24 laboratórios que operavam em escala industrial e à apreensão de cerca de mil toneladas de produtos químicos usados na fabricação de substâncias como MDMA, anfetamina e metanfetamina.
— Trabalho nisso há bastante tempo. Esta é, de longe, a maior operação que já realizamos contra a produção e distribuição de drogas sintéticas — afirmou à AFP Andy Kraag, diretor do Centro Europeu de Combate ao Crime Organizado da Europol: — Acredito que se trata de um golpe realmente duro para os grupos do crime organizado envolvidos no tráfico de drogas, em especial as drogas sintéticas.
A investigação durou cerca de um ano e contou com a atuação conjunta das polícias da Bélgica, República Tcheca, Alemanha, Países Baixos, Polônia e Espanha.
Ao todo, mais de 85 pessoas foram presas, incluindo dois supostos líderes da organização, ambos de nacionalidade polonesa.
Investigação
As suspeitas surgiram em 2024, quando autoridades da Polônia identificaram uma rede que importava grandes volumes de produtos químicos legais da China e da Índia.
Segundo a investigação, o material era posteriormente redistribuído pela Europa com rotulagem enganosa e destinado a laboratórios clandestinos de drogas sintéticas.
A maioria dos detidos é polonesa, mas a organização também contava com a participação de cidadãos belgas e neerlandeses.
De acordo com Kraag, a operação integra uma estratégia mais ampla de desmantelamento da “cadeia de suprimentos” para enfraquecer a indústria das drogas sintéticas.
— Esses grupos criminosos já não têm fornecimento — disse à AFP.
O diretor da Europol destacou ainda que esse tipo de droga representa não apenas graves riscos à saúde pública, mas também está associado à violência, à corrupção, à lavagem de dinheiro e a danos ambientais.
Durante a operação, foram apreendidos mais de 120 mil litros de resíduos químicos tóxicos, normalmente descartados de forma ilegal em terrenos ou cursos d’água.
— Hoje é lucro para os criminosos, amanhã será contaminação — resumiu Kraag.
A maior usina nuclear do mundo voltará a entrar em operação nesta quarta-feira no Japão, anunciou a empresa responsável pela instalação.
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A usina de Kashiwazaki-Kariwa estava paralisada, assim como os demais reatores do país, desde que um terremoto seguido de tsunami provocou o desastre nuclear de Fukushima Daiichi, em 2011.
“Estamos realizando os preparativos para a entrada em operação do reator” da instalação, localizada ao norte de Tóquio, e “prevemos (…) colocá-lo em funcionamento após as 19h00” no horário local (10h00 GMT), informou a Tokyo Electric Power (Tepco) em comunicado.
O Japão, país com escassez de recursos naturais, busca agora reativar a energia nuclear como forma de reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.
Até o momento, 14 reatores — a maioria localizada nas regiões leste e sul do arquipélago — já retomaram as atividades, após a adoção de rigorosas normas de segurança.
Kashiwazaki-Kariwa será a primeira usina que a Tepco, operadora também da central de Fukushima, colocará novamente em funcionamento desde o desastre.
O complexo passou por uma série de reforços, incluindo a construção de um dique de 15 metros de altura contra tsunamis, a instalação de novos sistemas elétricos de emergência em áreas elevadas e a adoção de outros dispositivos de segurança.
Um tribunal da Coreia do Sul condenou nesta quinta-feira o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo a 23 anos de prisão por ajudar e instigar a declaração de lei marcial que, no fim de 2024, suspendeu brevemente o comando civil no país.
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Ao proferir a sentença no Tribunal do Distrito Central de Seul, o juiz Lee Jin-gwan afirmou que a medida, decretada pelo então presidente Yoon Suk Yeol em dezembro daquele ano, teve o “propósito de subverter a ordem constitucional” e configurou uma insurreição.
Segundo o magistrado, Han “negligenciou até o fim seu dever e responsabilidade como primeiro-ministro”.
A pena imposta foi oito anos superior à solicitada pela promotoria.
Após a decisão, o tecnocrata de 76 anos recebeu ordem de se apresentar imediatamente à prisão.
Durante a crise, Yoon enviou soldados à sede do Parlamento e à Comissão Nacional Eleitoral, mas o Legislativo, dominado pela oposição, conseguiu se reunir e revogar a lei marcial.
Posteriormente, o presidente foi destituído pelo Parlamento, decisão confirmada em abril pelo Tribunal Constitucional, e o país realizou uma nova eleição em junho.
Segundo o juiz, Han “teria desempenhado um papel significativo nos atos de insurreição de Yoon e de outros ao assegurar, ao menos formalmente, o cumprimento do requisito procedimental”.
Ele observou que, embora Han “tenha expressado sua preocupação” a Yoon em relação à medida, não se opôs explicitamente nem instou outros membros do gabinete a dissuadir o então presidente.
Han negou ter cometido ilegalidades e insistiu que nunca apoiou nem ajudou na declaração da lei marcial.
Após o afastamento de Yoon, Han assumiu como presidente interino e chegou a ser visto como um forte aspirante conservador na eleição antecipada.
Em maio, ele renunciou ao cargo para promover sua candidatura presidencial, mas esta entrou em colapso quando o partido de Yoon se recusou a indicá-lo.
Como um fragmento achado no chão virou tesouro imperial? Foi essa a pergunta que passou a ecoar em janeiro de 1905, quando um brilho fora do comum interrompeu a rotina da Mina Premier, perto de Pretória, na África do Sul. O mineiro Thomas Evan Powell recolheu do solo uma pedra translúcida que, à primeira vista, parecia vidro. Minutos depois, no escritório do gerente Frederick Wells, ficava claro: tratava-se de um diamante sem precedentes, com 3.106 quilates — cerca de 620 gramas — e pureza excepcional.
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De acordo com reportagem do Infobae, batizado de Cullinan, em referência ao empresário Thomas Cullinan, dono da mina, o achado superava em mais de três vezes o maior diamante conhecido até então. Estudos posteriores revelaram sua origem extraordinária: formado há cerca de 1,18 bilhão de anos nas profundezas do manto terrestre, entre 410 e 660 quilômetros de profundidade, o cristal chegou intacto à superfície após uma violenta erupção vulcânica, algo considerado geologicamente raro.
As nove pedras principais. Acima: Cullinan II, I e III. Abaixo: Cullinan VIII, VI, IV, V, VII e IX
Reprodução/Wikimedia Commons
A descoberta rapidamente ultrapassou os limites da mineração e ganhou contornos políticos. Exibido ao público em Joanesburgo, o diamante passou a ser tratado como ativo estratégico pela Colônia do Transvaal. Em 1907, o governo local decidiu comprá-lo por 150 mil libras esterlinas e oferecê-lo como presente ao rei Eduardo VII, numa tentativa de estreitar laços com o Império Britânico. A aceitação só ocorreu após articulações políticas — entre elas, a intervenção de Winston Churchill, então subsecretário para as Colônias.
Uma viagem cercada de estratégias
O transporte do Cullinan tornou-se um capítulo à parte. Enquanto jornais noticiavam que a pedra cruzaria o oceano escoltada em um navio fortemente vigiado, o verdadeiro diamante seguia discretamente pelo correio comum, escondido dentro de uma simples lata de biscoitos. O cofre a bordo do navio serviu apenas como distração.
O diamante bruto Cullinan
Reprodução
Apresentado oficialmente ao rei em novembro de 1907, o diamante iniciou então sua etapa mais delicada: a lapidação. A tarefa foi confiada aos irmãos Asscher, de Amsterdã. Após semanas de estudo, Joseph Asscher conseguiu dividir a pedra com precisão. O processo resultou em nove grandes diamantes e dezenas de gemas menores.
A rainha Mary usa os diamantes Cullinan I e II como broche, o III como pingente em seu colar de coroação e o IV na base de sua coroa, sob o Koh-i-Noor
Divulgação/Coleção Real
As duas maiores peças tornaram-se símbolos do poder monárquico. O Cullinan I, com 530 quilates, passou a ornamentar o cetro real; o Cullinan II, com 317 quilates, foi incrustado na Coroa Imperial do Estado. Ambos seguem expostos na Torre de Londres como parte das Joias da Coroa Britânica. As demais gemas foram distribuídas entre membros da família real e incorporadas a broches, colares e tiaras usados ao longo de gerações.
Mais de um século depois, o Cullinan transcende seu valor material. Da profundidade da Terra à vitrine do império, o diamante que viajou escondido em uma lata tornou-se um dos maiores símbolos históricos da monarquia britânica — e uma prova de como natureza, poder e narrativa podem se fundir em uma única joia.

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