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Com o restabelecimento gradual das comunicações no Irã, após dias de bloqueio da internet durante os protestos contra o regime, começam a vir à tona os perfis de algumas das vítimas da repressão conduzida pelas autoridades. De acordo com a mídia estatal iraniana, 3.117 pessoas morreram desde o início das manifestações, deflagradas no mês passado em meio à crise econômica e reprimidas com violência letal, segundo ativistas.
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Um comunicado da Fundação de Veteranos e Mártires do Irã, citado pela televisão estatal, afirmou que 2.427 pessoas do total de mortos, incluindo integrantes das forças de segurança, são consideradas “mártires” segundo o islamismo e descritos como vítimas “inocentes”.
As autoridades iranianas classificaram o movimento de contestação como um incidente “terrorista”, marcado por “distúrbios” supostamente incentivados pelos Estados Unidos.
Por outro lado, grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que milhares de manifestantes foram mortos a tiros pelas forças de segurança.
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A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, diz ter verificado a morte de 3.428 manifestantes pelas mãos das forças de segurança, mas alerta que o número real pode ser maior. Segundo a entidade, algumas estimativas indicam que “entre 5 mil e 20 mil manifestantes podem ter sido assassinados”.
De acordo com a instituição, a maioria dos mortos era formada por homens jovens, embora mulheres e menores de idade também estejam entre as vítimas.
As organizações que monitoram o número de vítimas afirmam que os esforços para determinar uma cifra precisa foram seriamente prejudicados pelo bloqueio da internet imposto pelas autoridades iranianas.
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A Netblocks, organização especializada em cibersegurança, afirma que essa obstrução das comunicações já dura mais de 300 horas.
A Fundação de Veteranos e Mártires, organização financiada pelo Estado, afirma ainda que muitos dos mortos “eram transeuntes” que morreram baleados durante os protestos.
O texto também sustenta que “alguns eram manifestantes que foram atingidos por tiros disparados por elementos terroristas organizados infiltrados na multidão”, sem apresentar provas ou detalhes.
Perfil das vítimas
Com a suspensão parcial do bloqueio da internet no país, histórias individuais começam a circular, revelando a diversidade de perfis atingidos pela repressão: profissionais liberais, artistas, trabalhadores autônomos e estudantes.
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Uma dessas vítimas é Negin Ghadimi, de 28 anos, formada em engenharia biotecnológica. Segundo relato de uma fonte próxima da família à IHR, Negin participava de uma manifestação em Tonekabon, na província de Mazandaran, quando foi baleada pelas forças de segurança.
Durante a dispersão do protesto, após o uso de gás lacrimogêneo, ela se separou do pai, que tentou convencê-la a deixar o local. “Por que deveríamos voltar? Do que você tem medo?”, teria respondido antes de ser atingida por um disparo. Ferida no lado do corpo, morreu antes de conseguir chegar a um hospital.
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Outro caso é o de Reza Eskandarpour, carpinteiro de 37 anos e dono de uma oficina em Teerã. Segundo a IHR, ele foi morto no dia 8 de janeiro, no oeste da capital, ao tentar socorrer um amigo baleado durante um protesto. Reza foi atingido por seis tiros disparados por um atirador posicionado no topo de um prédio próximo.
No enterro, realizado no cemitério Behesht Zahra, familiares entoaram slogans contra o governo. De acordo com uma fonte, agentes de segurança apagaram imagens da cerimônia dos celulares da família.
Entre as mulheres mortas, está Sara Behboodi, de 45 anos, montanhista experiente que havia escalado alguns dos principais picos do Irã. Ela morreu baleada na cidade de Rasht, uma das regiões que concentraram protestos mais intensos, segundo a IHR.
Imagens divulgadas pelo site IranWire mostram Sara sorrindo no topo do monte Kamal, no noroeste do país, dias antes de sua morte.
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Na cidade vizinha de Lahijan, Sanam Pourbabayi, professora de violino, também foi morta durante a repressão, de acordo com a ONG Hengaw, igualmente sediada na Noruega. Após sua morte, um vídeo em que ela aparece tocando violino ao lado de um guitarrista passou a circular nas redes sociais.
A ONG Hengaw afirma que ao menos 33 mulheres foram mortas desde o início das manifestações, entre elas uma mulher grávida e mães de crianças pequenas.
Apesar dos números divulgados oficialmente, entidades de direitos humanos alertam que a dimensão real da repressão pode ser significativamente maior, dificultada pelo controle estatal da informação e pelo bloqueio prolongado da internet no país.
(Com AFP)
Moradores da Groenlândia passaram a usar o humor ácido nas redes sociais para provocar o governo dos Estados Unidos usando o que chamam de “cultura americana”. Em vídeos que circulam principalmente no TikTok, groenlandeses encenam o comportamento associado a dependentes de fentanil, droga sintética que está no centro da crise de overdoses nos EUA. As postagens ocorrem em meio à tensão crescente no território ártico diante das declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de o país assumir o controle da ilha.
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Um dos conteúdos que ganhou repercussão foi publicado por Inunnguaq Christian Poulsen, morador de Nuuk, capital da Groenlândia. No vídeo, ele aparece ao lado de uma mulher reproduzindo, na neve, a chamada “postura do fentanil” — também conhecida como fenty lean ou “posição zumbi”. Ambos ficam curvados para frente, com os braços soltos, a cabeça baixa e os joelhos dobrados, simulando o estado semiconsciente frequentemente associado ao uso da droga.
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A gravação foi legendada como “Levando a cultura americana para a Groenlândia”, numa referência direta à crise de opioides que afeta os Estados Unidos e às imagens que se tornaram comuns nas redes sociais, mostrando grupos de usuários em vias públicas, inclinados para frente e aparentemente desorientados.
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Em dezembro, a droga foi classificada por Trump como uma “arma de destruição em massa”, o que estimulou ações de combate a organizações criminosas e narcotraficantes internacionais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em publicação nas redes sociais que está abandonando sua ameaça de impor tarifas a aliados europeus como parte de uma campanha de pressão para obter o controle da Groenlândia. Trump escreveu nas redes sociais que havia chegado a um “esboço” não especificado de um acordo envolvendo a Groenlândia e a região ártica em geral durante uma reunião com Mark Rutte, secretário-geral da Otan. O líder republicano havia anunciado a imposição de uma tarifa adicional de até 35% sobre os países contrários ao seu projeto de anexação da ilha semiautônoma ligada à Dinamarca.
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O anúncio de Trump ocorreu horas depois de ele ter dito a líderes europeus em Davos, na Suíça, que não aceitaria nada menos do que a posse da Groenlândia pelos Estados Unidos — ao mesmo tempo em que retirava a ameaça de invasão. O presidente americano havia prometido graves consequências econômicas e de segurança para a Europa caso não conseguisse o que queria.
Na terça-feira, o republicano havia aumentado suas ameaças e provocações às vésperas de sua participação do Fórum Econômico Mundial, em Davos, e o Parlamento Europeu reagiu com o anúncio de suspensão da ratificação do acordo de comércio assinado com Washington em julho passado, que removeria tarifas sobre produtos industriais dos EUA.
Aplicando forte pressão sobre oponentes à anexação da Groenlândia, Trump anunciou dias atrás tarifas de 10% a oito países europeus a partir de 1º de fevereiro — e que podem aumentar para 25% em junho, até que aceitem a anexação — o que levou a reações fortes na Europa. Além da suspensão da ratificação, a União Europeia discute a imposição de tarifas retaliatórias aos EUA no valor de 93 bilhões de euros (R$ 580 bilhões), assim como restrições ao acesso de empresas americanas ao bloco europeu.
Ao chegar a Davos nesta quarta-feira, Trump descartou o uso da força para incorporar a Groenlândia, mas reiterou que apenas Washington teria condições de garantir a segurança da ilha. Na publicação realizada em sua rede social Truth Social, o presidente americano afirmou ainda que o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros funcionários continuariam liderando as negociações sobre a Groenlândia. Rutte e os líderes da Dinamarca também não divulgaram detalhes. A Otan não respondeu imediatamente a um pedido de comentário no New York Times.
Em entrevista à CNBC, Trump afirmou ter chegado a um “conceito de acordo” envolvendo a Groenlândia, mas ofereceu poucos detalhes, além de descrever a duração do acordo como “eterna”. Questionado por um repórter da CNN se o acordo que ele estava negociando com os líderes europeus ainda envolvia a posse da Groenlândia pelos EUA, Trump hesitou, olhando para cima enquanto pensava no que dizer, antes de afirmar:
— É um acordo de longo prazo. É o acordo de longo prazo definitivo. (…) Não há prazo limite. É um acordo para sempre — respondeu.
A declaração do líder republicano indica que Rutte teria conseguido diminuir a tensão com Trump após dias de ameaças e insultos contra líderes europeus que resistiam à sua expansão territorial. Independentemente dos detalhes de qualquer acordo, a decisão do presidente de recuar na imposição de novas tarifas elevadas sobre países europeus ocorreu dias depois de os mercados financeiros reagirem negativamente à perspectiva de uma escalada comercial de retaliação entre os dois países. Alguns analistas acreditavam que uma batalha prolongada ameaçava prejudicar a economia dos EUA, e não apenas os países que Trump vinha pressionando em relação à Groenlândia.
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No entanto, não foi a primeira vez que o presidente recuou de seus planos tarifários, especialmente após uma forte reação do mercado. Desde o início de sua guerra comercial, ele tem adotado uma postura intermitente em relação a algumas de suas tarifas mais punitivas.
Em discurso que reacendeu tensões com aliados europeus, o líder republicano evocou a Segunda Guerra Mundial para afirmar que Copenhague foi incapaz de defender o território no passado e insistiu na abertura imediata de negociações para a compra da região, que classificou como estratégica em um cenário global de crescentes ameaças militares. O americano não poupou palavras ao classificar a Dinamarca como “ingrata” e declarar que sua ambição em relação à ilha é “pequena” se comparada a “tudo o que os EUA fizeram” pela aliança militar do Ocidente (Otan).
Mais cedo, dirigindo-se a uma sala repleta de chefes de Estado, bilionários e outros líderes mundiais, Trump afirmou repetidamente que os Estados Unidos precisavam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ele declarou que somente os EUA são fortes o suficiente para defender a Groenlândia de ameaças externas e que defendê-la só faria sentido se os Estados Unidos fossem os donos da ilha.
Ele pediu “negociações imediatas” para discutir a transferência da propriedade do território para os EUA e ridicularizou os países europeus, dizendo que eles estão irreconhecíveis em relação à sua antiga beleza e dependentes dos Estados Unidos.
— Sem nós, a maioria dos países nem funciona — disse Trump.
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Coação para conquistar
O dia sintetizou a abordagem do presidente americano em seu segundo mandato em relação ao poder global e à formulação de políticas: alternando entre coagir e humilhar aliados outrora próximos na busca de um objetivo que ele parece considerar uma peça fundamental de seu legado.
— Provavelmente não conseguiremos nada a menos que eu decida usar força excessiva, onde seríamos, francamente, imparáveis — afirmou Trump. — Mas eu não farei isso. Essa é provavelmente a declaração mais importante, porque as pessoas pensavam que eu usaria a força. Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia.
Poucos instantes depois, porém, Trump fez ameaças explícitas e implícitas aos líderes europeus caso não atendessem aos seus desejos. Ele lembrou à plateia que havia imposto unilateralmente taxas sobre as importações para os Estados Unidos provenientes de países da Europa e de outros continentes, tendo já ameaçado aumentar as tarifas sobre a Dinamarca e outros países europeus que defendem a soberania dinamarquesa sobre a ilha.
Como costuma acontecer em suas delicadas relações com Trump, alguns líderes europeus reagiram ao que consideraram o ponto mais positivo do discurso — sua promessa de não enviar tropas — e expressaram esperança de que pudessem chegar a um acordo sobre o futuro da Groenlândia.
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Rasmus Jarlov, presidente da comissão de Defesa do Parlamento dinamarquês, disse em entrevista que “já ouvimos coisas muito piores” de Trump.
— Fico feliz que ele esteja descartando o uso da força militar — disse Jarlov. — Não vi em seu discurso de hoje uma escalada. Ele insiste que quer a Groenlândia, mas isso não é novidade. É claro que continuamos insistindo que não vamos entregar a Groenlândia.
O discurso do presidente americano, no entanto, deixou pouca margem para concessões. Muitos líderes europeus têm afirmado que não podem aceitar ceder a Groenlândia aos Estados Unidos, mas também dizem estar abertos a quase qualquer outro acordo que expanda a presença americana na região. Na quarta-feira, Trump disse, novamente, que isso não seria suficiente.
— É preciso que os proprietários defendam isso — afirmou. Um instante depois, acrescentou: — Quem diabos quer defender um contrato de licença ou um arrendamento?
(Com New York Times)
A Noruega não participará do “Conselho de Paz” proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que está frustrado com o país nórdico por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, anunciou o gabinete do primeiro-ministro norueguês nesta quarta-feira. O “Conselho de Paz” idealizado por Trump tinha inicialmente o objetivo declarado de supervisionar a reconstrução de Gaza após a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
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Mas o esboço da “carta”, que concede amplos poderes a Donald Trump, revela uma iniciativa muito mais abrangente: contribuir para a resolução de conflitos armados em todo o mundo. Isso o tornaria um substituto da ONU.
“A proposta dos EUA levanta uma série de questões que exigem um diálogo mais profundo com os Estados Unidos”, disse Kristoffer Thoner, secretário de Estado vinculado ao gabinete do primeiro-ministro norueguês, em mensagem transmitida à AFP. “Portanto, a Noruega não aderirá às disposições propostas para o Conselho de Paz e, consequentemente, não participará da cerimônia de assinatura em Davos”, acrescentou.
A Noruega é defensora do multilateralismo, especialmente dentro das estruturas da ONU, e frequentemente intervém como mediadora em conflitos.
“Para a Noruega, é importante que esta proposta seja enquadrada em estruturas já existentes, como a ONU, e dentro dos nossos compromissos internacionais”, afirmou Thoner.
O secretário de Estado enfatizou, contudo, que o seu país “compartilha o objetivo do presidente Trump de estabelecer uma paz duradoura na Ucrânia, em Gaza e outras situações”.
“A Noruega continuará a sua estreita cooperação com os Estados Unidos e outros parceiros em prol da paz”, afirmou.
A decisão norueguesa surge depois de Trump ter afirmado, no início desta semana, que não se sente mais obrigado a pensar “apenas na paz” porque não recebeu o Nobel da Paz, que foi atribuído à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. O primeiro-ministro do país nórdico, Jonas Gahr Støre, lembrou a Trump que não é o governo norueguês que atribui o Prêmio Nobel da Paz, mas sim um comitê independente.
Pelo menos 11 palestinos, incluindo três jornalistas e dois adolescentes, foram mortos nesta quarta-feira em uma série de ataques de forças israelenses na Faixa de Gaza, informou o Ministério da Saúde palestino, em mais um episódio de violência que desafia um cessar-fogo frágil mediado pelos Estados Unidos desde outubro de 2025.
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Munir al-Bursh, diretor-geral do ministério, disse ao jornal Al Jazeera que os jornalistas que foram mortos quando o veículo em que estavam foi atingido por um ataque aéreo israelense trabalhavam para o Comitê Egípcio de Ajuda a Gaza, responsável por supervisionar as ações de socorro do Egito no território. Eles documentavam a situação de um acampamento de deslocados.
Os mortos foram identificados como Anas Ghunaim, Abdul Ra’ouf Shaath e Mohammad Qeshta. Shaat, segundo relatos, colaborava regularmente com a Agence France-Presse, embora no momento do ataque não estivesse em missão oficial da agência.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) alegaram ter identificado “elementos que operavam um drone afiliado ao Hamas” na área do ataque que matou os jornalistas, e afirmaram que o ataque foi preciso. A declaração, contudo, não apresentou evidências públicas detalhadas e foi contestada pela mídia local e pelo Sindicato de jornalistas palestinos.
O episódio ocorre enquanto o cessar-fogo mediado pelos EUA se mostra cada vez mais instável, com frequentes relatos de disparos e confrontos isolados que violam os termos de trégua negociados em outubro. Desde o início da trégua, centenas de civis continuaram a morrer em incidentes variados, inclusive em confrontos e ataques aéreos, segundo balanços de autoridades de Gaza.
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Grupos de defesa da liberdade de imprensa alertam para o alto número de jornalistas mortos na guerra em Gaza desde outubro de 2023, ressaltando os riscos enfrentados por repórteres que cobrem o conflito. Relatórios de organizações internacionais colocam o número de profissionais de mídia mortos na região em níveis elevados, com dezenas registrados apenas nos últimos anos de conflito.
Adolescentes entre as vítimas
Em outra frente da violência, dois adolescentes de 13 anos também morreram. Em um dos casos, em um ataque com drone na região de Bureij, que também matou mais dois homens, sendo um deles, seu pai.
O outro jovem foi morto por disparos de tropas israelenses enquanto recolhia lenha na cidade oriental de Bani Suheila, informou o Hospital Nasser ao receber o corpo. Em vídeo que circula nas redes sociais, o pai de Moatsem al-Sharafy aparece chorando sobre o corpo do filho em uma cama de hospital.
A mãe do menino, Safaa al-Sharafy, disse à Associated Press que ele saiu para buscar lenha para que ela pudesse cozinhar.
— Ele saiu de manhã, com fome — afirmou, com lágrimas escorrendo pelo rosto. — Disse que iria rápido e voltaria.
Durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Venezuela quis um acordo após o ataque americano em Caracas, no início do ano, que capturou e depôs o líder chavista Nicolás Maduro. O presidente acrescentou que este caminho deveria ser escolhidos por “mais pessoas”.
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— A Venezuela vai se sair fantasticamente bem, nós agradecemos toda a cooperação. Assim que o ataque terminou, eles disseram: “vamos fazer um acordo” — afirmou Trump. — Mais pessoas deveriam fazer isso.
Trump também mencionou a venda do petróleo venezuelano, sugerindo que o país vai “gerar mais dinheiro em seis meses do que nos últimos 20 anos” e previu bons tempos para a economia do país sul-americano.
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— Todas as grandes empresas estão vindo conosco, é incrível de ver. A liderança tem sido muito boa — disse o presidente, acrescentando que está recebendo cooperação de autoridades venezuelanas desde a deposição de Maduro.
Também nesta quarta-feira, apesar das projeções de Trump, a Agência Internacional de Energia (AIE) colocou em dúvida a possibilidade de a produção petrolífera do país retornar a níveis históricos, lembrando que o petróleo venezuelano é extrapesado e, portanto, complexo e caro de extrair.
Desde a captura e deposição de Maduro, os Estados Unidos passaram a controlar as vendas do petróleo venezuelano. Na terça-feira, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou a entrada dos primeiros US$ 300 milhões (mais de R$ 1 bilhão) provenientes da venda de petróleo venezuelano pelos Estados Unidos.
Na esteira do otimismo com a Venezuela, Trump afirmou que o governo interino tem sido “muito bom” e que os líderes são “muito inteligentes”.
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O discurso de Trump, que reafirma seu apoio ao governo interino liderado por Rodríguez, ocorre no momento em que o presidente americano aumenta a pressão sobre a Groenlândia, com objetivo de conquistar o “controle total e completo” da ilha. Antes de embarcar para Davos, na terça-feira, o republicano, encorajado pela operação bem-sucedida em Caracas, disse que “não há volta atrás” em sua ameaças de anexação do território autônomo da Dinamarca.
Já em Davos, durante o discurso, Trump descartou “usar a força para obter a Groenlândia”, mas insistiu em adquirir a ilha.
— São apenas os Estados Unidos que podem proteger essa enorme massa de terra, esse gigantesco pedaço de gelo, desenvolvê-lo, melhorá-lo e torná-lo bom para a Europa, seguro para a Europa e bom para nós. E é por isso que estou buscando negociações imediatas para, mais uma vez, discutir a aquisição da Groenlândia pelos EUA, assim como adquirimos muitos outros territórios ao longo da nossa história, assim como muitas nações europeias adquiriram — disse o presidente.
O Papa Leão XIV foi convidado a participar do “Conselho da Paz” que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está tentando formar, disse o secretário de Estado do Vaticano nesta quarta-feira, segundo a imprensa italiana.
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“Nós também recebemos este convite, e o Papa o recebeu, e estamos refletindo sobre o que devemos fazer”, disse o cardeal Pietro Parolin, número dois do Vaticano, a jornalistas. “Estamos considerando isso a fundo, e acho que é um assunto que requer tempo para reflexão e resposta”, acrescentou.
A Casa Branca convidou vários líderes mundiais para fazerem parte deste conselho, presidido pelo próprio Trump, incluindo o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney.
Este “Conselho da Paz” foi inicialmente concebido por Trump para supervisionar a reconstrução pós-guerra de Gaza, mas sua carta constitutiva, vista pela AFP, não parece limitar sua função ao território palestino.
“Nós também recebemos este convite, e o Papa o recebeu, e estamos refletindo sobre o que devemos fazer”, disse o cardeal Pietro Parolin a jornalistas. Para ingressar permanentemente neste grupo, que, segundo ele, promoverá a “estabilidade global”, os membros terão que pagar até US$ 1 bilhão.
Ele será presidido pelo próprio Trump, que também atuará “separadamente” como representante dos Estados Unidos. Trump afirmou ainda ter convidado seu homólogo russo, Vladimir Putin, para participar do grupo.
O exército dinamarquês enviou, nesta quarta-feira, unidades de elite para a Groenlândia, um território autônomo dinamarquês cobiçado por Donald Trump, para onde também estão sendo enviados pessoal e equipamento de outras nações europeias, anunciaram as Forças Armadas.
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“Pela primeira vez, especialistas do Jaegerkorpset [unidade de elite das forças especiais do exército dinamarquês] foram mobilizados para o terreno mais agreste da Groenlândia, na costa de Blosseville”, declarou o Comando Ártico Dinamarquês nesta quarta-feira.
O objetivo desta mobilização, explicou, é “reforçar a presença no Ártico”. Enquanto isso, segundo a emissora dinamarquesa DR, a fragata “Peter Willemoes” se juntou ao Arctic Endurance, um exercício dinamarquês que reúne militares de vários países europeus e que começou na Groenlândia na semana passada.
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Segundo o Comando Ártico, a fragata francesa “Bretagne” também está realizando exercícios com o navio dinamarquês “Thetis”, no Atlântico Norte. Enquanto isso, o governo da Groenlândia divulgou, nesta quarta-feira, suas orientações para a população em caso de crise. O documento foi classificado pelo ministro da Autossuficiência, Peter Borg, como uma “apólice de seguro” à qual “esperamos não ter que recorrer”.
O presidente americano afirmou, nesta quarta-feira, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que não usaria a força para se apoderar da Groenlândia, enquanto exigiu negociações imediatas para adquirir a ilha.
Um helicóptero do modelo Bell 206 caiu no condado de Wasatch, no estado de Utah, nos Estados Unidos, deixando uma pessoa gravemente ferida. O acidente ocorreu por volta das 15h de domingo a cerca de 90 metros de uma rodovia estadual, nas proximidades de uma área de acampamentos.
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De acordo com o centro de emergências do condado, o alerta foi recebido por meio do sistema de mensagens de texto para serviços de emergência. Equipes de resgate foram imediatamente deslocadas ao local e encontraram a aeronave fora da pista, após colidir com árvores.
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Quatro pessoas estavam a bordo do helicóptero no momento da queda. Uma delas sofreu ferimentos graves, incluindo um trauma na cabeça, e foi socorrida por uma equipe de paramédicos, sendo transportada de helicóptero para um hospital da região. Os outros três ocupantes foram avaliados ainda no local e não tiveram ferimentos graves divulgados pelas autoridades.
Imagens registradas por pessoas que estavam na região mostram o helicóptero entrando em um giro rápido e descontrolado antes de atingir as árvores. Segundo relatos preliminares, o acidente pode ter sido provocado por uma falha conhecida como Loss of Tail Rotor Effectiveness (LTE), ou perda de efetividade do rotor de cauda — uma condição de baixa altitude em que o rotor de cauda perde a capacidade de neutralizar o torque do rotor principal, fazendo a aeronave girar de forma incontrolável.
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O ator americano David Sparks afirmou que um de seus amigos estava entre os ocupantes da aeronave. “Este é o meu amigo Derek, e sou imensamente grato por ele e pelas outras três pessoas a bordo terem sobrevivido ao que foi um acidente realmente aterrador”, disse. Sparks também explicou o que, em sua avaliação, ocorreu com o helicóptero: “O que vocês estão vendo aqui parece consistente com LTE (Loss of Tail Rotor Effectiveness), quando o rotor de cauda não consegue produzir autoridade suficiente (empuxo) para neutralizar o torque do rotor principal, e a aeronave pode entrar em uma guinada ou giro rápido e incontrolável”.
Segundo ele, Derek estava em “um cenário de pior caso, com quase nenhum tempo para reagir”. A queda teria sido parcialmente amortecida pelo impacto do helicóptero nas árvores, que reduziram a energia da colisão. “A aeronave ficou presa na vegetação, o que aparentemente desacelerou a queda e absorveu parte do impacto. Acredita-se que isso tenha sido o motivo pelo qual o acidente não foi fatal”, afirmou.
As autoridades locais informaram que as causas do acidente ainda estão sendo investigadas. Novas informações deverão ser divulgadas assim que os trabalhos de apuração avançarem.
autoridades chilenas prenderam um homem de 63 anos acusado de iniciar um incêndio na mesma área onde os bombeiros combatem as chamas em uma das áreas florestais desde o fim de semana. Os grandes incêndios já causaram a morte de 20 pessoas, segundo o governo.
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O homem estava em Perquenco, em La Araucania, uma das regiões devastadas pelo fogo, assim como Ñuble e Biobío. Nessas áreas, vilas inteiras foram arrasadas. Cerca de 7.237 pessoas foram afetadas, e o número deve aumentar.
Na madrugada, o ministro da Segurança Pública, Luis Cordero, descreveu os incêndios como “um dos incidentes mais graves do ponto de vista da segurança”, e que foi constatado que “diversos focos de incêndio foram iniciados com o uso de acelerantes em uma plantação de trigo”.
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Raul Bravo / AFP
Segundo as autoridades, o homem foi preso por volta das 2h30, enquanto bombeiros e moradores locais combatiam um incêndio em um campo de trigo localizado no início da Rodovia S-119, na região. Neste momento, dois vizinhos perceberam um novo foco de incêndio no centro do campo, e viram um suspeito fugindo do local. Eles então começaram uma perseguição. As informações são do jornal chileno Emol.
— A pessoa que iniciou esses incêndios foi presa e um recipiente de cinco litros de combustível foi apreendido com ela — disse Luis Cordero.
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— Ele carregava um recipiente com um líquido, supostamente um acelerante, e uma caixa de fósforos foi encontrada em sua posse durante a revista de suas roupas — disse a promotora Nelly Maraboli, da Procuradoria de La Araucania, destacou o Emol.
O suspeito foi levado para o Tribunal de Garantia de Lautaro na manhã desta quarta-feira. O Ministério Público deve solicitar a prorrogação da prisão preventiva, segundo o jornal chileno.
Na terça-feira (20), em outra denúncia, o ministro Cordero afirmou que foram encontrados vestígios de materiais usados para iniciar os incêndios em Concepción, na região de Biobío.
Entre os objetos encontrados estavam “recipientes plásticos parcialmente consumidos pelo fogo, que continham líquido acelerante que, à primeira vista, parecia ser destinado a iniciar incêndios”, descreveu ele, lembra a agência de notícias AFP.
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Os incêndios começaram no sábado em vários locais simultâneos na região de Biobío, a cerca de 500 km ao sul de Santiago. Em apenas algumas horas, em meio às altas temperaturas do verão do Hemisfério Sul e aos fortes ventos, as chamas devastaram povoados inteiros.
Em um relatório oficial recente, destaca a AFP, o Ministro do Interior, Álvaro Elizalde, indicou que alguns incêndios na região de Biobío foram provocados intencionalmente.
— Passaram-se apenas algumas horas, portanto, não há informações suficientes para tirar conclusões definitivas, mas as evidências (…) sugerem que alguns desses incêndios, infelizmente, foram provocados intencionalmente — disse Elizalde.
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