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Quase sete décadas após ser condenado e executado por um crime que não cometeu, o norte-americano Tommy Lee Walker foi oficialmente inocentado pelas autoridades do condado de Dallas, no Texas. Walker tinha apenas 19 anos quando foi sentenciado à morte pelo assassinato de Venice Parker, uma balconista branca, em um caso marcado por racismo, confissões obtidas sob coação e irregularidades no julgamento.
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Em 1953, Walker foi preso e acusado de matar Parker, que havia sido violentada sexualmente e esfaqueada enquanto aguardava um ônibus após o expediente em uma loja de brinquedos. Ferida, ela conseguiu pedir ajuda a um motorista e foi levada a um hospital local, onde morreu em decorrência dos ferimentos. De acordo com pesquisas do Innocence Project, a vítima não conseguiu falar antes de morrer porque teve a garganta cortada. Ainda assim, o policial que a entrevistou momentos antes da morte alegou que ela identificou o agressor como um homem negro.
Dois indivíduos disseram à polícia que viram Walker na região naquela noite, embora nenhum deles tenha presenciado o crime, segundo cópia da decisão de 1956 do tribunal de apelação que negou o recurso da defesa, obtida pela revista People. A prisão só ocorreu quatro meses depois, efetuada pelo então chefe do Departamento de Homicídios da Polícia de Dallas, Will Fritz — apontado pelo Innocence Project como um membro da Ku Klux Klan, grupo terrorista dedicado à perseguição e assassinato de pessoas negras nos EUA.
Tommy Lee Parker, de 19 anos, em julgamento
Reprodução: Biblioteca Pública de Dallas
Desde o início, Walker declarou inocência e apresentou um álibi: ele estava no hospital acompanhando o nascimento de seu primeiro e único filho. Dez testemunhas confirmaram o fato e depuseram no julgamento. Mesmo assim, após horas de interrogatório intenso — que incluíram ameaças de cadeira elétrica e a apresentação de supostas provas inexistentes — Walker acabou assinando duas declarações confessando o crime.
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A primeira, segundo o Innocence Project, continha inúmeras imprecisões. A segunda foi desmentida pelo próprio Walker poucos instantes depois de assinada. Em nenhum momento, nem mesmo sob pressão, ele confessou o estupro de Parker.
“Hoje sabemos, por meio de décadas de pesquisas e de casos de condenações injustas, que as táticas usadas contra o sr. Walker — ameaças de pena de morte, isolamento e engano, além do racismo flagrante neste caso — aumentam o estresse e a exaustão mental de uma pessoa, colocando-a em risco significativo de fazer uma confissão falsa durante um interrogatório policial”, afirmou Lauren Gottesman, uma das advogadas do filho de Walker, Edward Smith.
O caso foi conduzido no tribunal pelo promotor distrital de Dallas à época, Henry Wade, que, segundo o Innocence Project, supervisionou a condenação de ao menos 20 homens negros inocentes durante sua gestão. No julgamento, Wade teria se recusado a entregar provas favoráveis à defesa, apresentado alegações falsas como se fossem fatos e chegou a depor como sua própria testemunha de acusação, declarando que sabia que Walker era culpado.
Condenado à morte, Walker teve o recurso negado. Apesar de Fritz ter afirmado que a assinatura da confissão o livraria da pena capital, o jovem foi executado na cadeira elétrica em 1956.
A reviravolta histórica veio após uma revisão abrangente do caso conduzida em conjunto pela Unidade de Integridade de Condenações da Promotoria do Condado de Dallas, pelo Innocence Project e pelo Projeto de Direitos Civis e Justiça Restaurativa da Faculdade de Direito da Universidade Northeastern. Em 21 de janeiro, o Conselho de Comissários de Dallas aprovou uma resolução que inocenta Walker e declara que ele foi condenado e executado injustamente pelo assassinato de Parker.
Para Edward Smith, o único filho de Walker, a decisão trouxe alívio tardio e dor renovada. “Foi difícil crescer sem um pai”, disse. “Quando eu estava na escola, as crianças falavam sobre seus pais, e eu não tinha nada a dizer. Isso não vai trazê-lo de volta, mas agora o mundo sabe o que sempre soubemos — que ele era um homem inocente. E isso traz um pouco de paz.”
O Kremlin reiterou nesta sexta-feira que a retirada de tropas ucranianas da região do Donbas — que corresponde às províncias orientais de Donetsk e Luhansk — como uma condição determinante para o fim da guerra no Leste Europeu. A sinalização foi feita antes da primeira reunião trilateral entre equipes de Kiev e Moscou com os mediadores dos EUA, marcada para esta sexta em Abu Dhabi, e após um encontro do enviado especial americano, Steve Witkoff, e do genro de Donald Trump, Jared Kushner, com o líder russo, Vladimir Putin, que durou mais de três horas e meia. Fontes ouvidas pela imprensa internacional afirmam que a reunião desta sexta-feira estava em andamento por volta das 08h (em Brasília).
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— A posição da Rússia é bem conhecida: a Ucrânia e suas Forças Armadas devem deixar o território de Donbas — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. — Esta é uma condição muito importante.
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A disputa pelo território parece ser o ponto central da esperada reunião trilateral, que foi anunciada na quinta-feira, após o encontro das autoridades americanas com Putin. A Rússia, que controla cerca de 20% do território ucraniano, exige a retirada completa das tropas ucranianas da região de Donbas, no leste do país.
O assessor diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, disse na quinta-feira que o encontro trilateral em Abu Dhabi será o primeiro do que chamou de um “grupo de trabalho” para discutir “questões de segurança”. A delegação russa será chefiada pelo general Igor Kostiukov, enquanto a Ucrânia será representada pelo secretário do Conselho de Segurança, Rustem Umerov, pelo chefe do gabinete presidencial, Kirill Budanov, pelo seu vice, Sergi Kislitsya, pelo líder do partido presidencial, David Arakhamia, e pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Andrii Gnatov.
Entre os ucranianos, a expectativa é de que a questão do Donbas seja o tema central da reunião. Em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o futuro do território será uma “questão fundamental”. Ele demonstrou alguma expectativa com o andamento das negociações, após ter discutido com o presidente americano — com quem disse ter finalizado as “garantias de segurança” e discutido o envio de mísseis de defesa aérea adicionais, que interceptem mísseis balísticos russos.
— É um passo, espero que rumo ao fim da guerra, mas outras coisas podem acontecer — afirmou Zelensky sobre as conversas em Abu Dhabi. — Espero um resultado positivo”, acrescentou.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discursa durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos, em 22 de janeiro de 2026
FABRICE COFFRINI / AFP
Garantias de Segurança
Além do encontro trilateral, Ushakov afirmou na quinta-feira que uma segunda reunião ocorrerá em Abu Dhabi, dedicada a questões econômicas, entre Witkoff e o enviado do Kremlin para assuntos econômicos internacionais, Kirill Dmitriev.
— Estamos sinceramente interessados ​​em uma solução para o conflito por meios políticos e diplomáticos — afirmou Ushakov. — [Mas] até que isso aconteça, a Rússia continuará a alcançar seus objetivos (…) no campo de batalha.
Nos últimos meses, Moscou intensificou seus ataques à rede elétrica ucraniana, causando apagões massivos, inclusive no aquecimento, principalmente na capital, em pleno inverno.
Durante a noite, tanto a Ucrânia quanto a Rússia relataram ataques com drones. O Estado-Maior ucraniano relatou ataques aéreos com alvos atingindos em 12 locais. Quatro pessoas, incluindo um menino de cinco anos, morreram em uma área residencial em Cherkaske, no distrito de Kramatorsk, no leste da Ucrânia.
Em meio aos ataques, o prefeito de Kiev, Vitaly Klitschko, reiterou apelos para que moradores evacuem a cidade após repetidos ataques russos ao sistema de aquecimento — que autoridades estimam que tenha cortado o aquecimento de 1.940 prédios residenciais.
“Para ser franco: esta é uma situação extremamente difícil e pode piorar”, escreveu Klitschko em uma mensagem, aconselhando as pessoas a estocarem itens essenciais. “Se alguém puder sair da cidade e se mudar para algum lugar com energia elétrica e aquecimento, não descarte essa opção”. (Com AFP)
A cidade de Faversham, no condado de Kent, no sul da Inglaterra, vive dias de luto após a morte de Eleisha Skinner, aos 21 anos, vítima de um “acidente trágico”. Eleisha havia sido coroada Miss Faversham em 2022 e morreu no dia 8, segundo confirmou o Faversham Carnival Club, entidade responsável pelo tradicional evento local.
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Em comunicado divulgado nesta semana, o clube afirmou, com “profundo pesar e tristeza”, a morte da jovem, sem revelar mais informações sobre as circunstâncias do acidente. Na nota, a organização destacou que Eleisha foi “uma embaixadora fantástica para Faversham” e a descreveu como “uma garota verdadeiramente adorável”, lembrando com carinho do período em que ela representou a cidade.
Homenagens e mobilização solidária
A confirmação da morte provocou uma onda de homenagens nas redes sociais. Amigos e conhecidos ressaltaram a gentileza, o sorriso fácil e a ligação próxima com a família. Caroline Kyaba escreveu que Eleisha era “uma alma linda, com um sorriso contagiante”, enquanto Chanelle Lawrence afirmou que ela era “a alma do carnaval”. Alun Sambrook, que a conheceu durante o ano de reinado, disse ter sido “um prazer” conviver com a jovem.
Em paralelo, familiares e amigos criaram uma campanha no GoFundMe em nome de Eleisha para apoiar o serviço de ambulância aérea Thames Valley Air Ambulance, que atua nas regiões de Berkshire, Buckinghamshire e Oxfordshire. Em mensagem publicada na página da arrecadação, a família afirmou que a atuação da equipe de emergência foi “fantástica” e permitiu que estivessem com Eleisha em seus últimos dias. Até agora, a campanha arrecadou £2.315, de uma meta de £4.000, com 83 doações registradas.
Uma celebração da vida de Eleisha Skinner está marcada para a sexta-feira, 6 de fevereiro, às 14h30, na Igreja de Santa Maria da Caridade, em Faversham. Em seguida, haverá uma cerimônia de despedida em Judd’s Folly, reunindo familiares, amigos e membros da comunidade que ela representou.
Um vídeo que circula nas redes sociais desde a manhã desta quinta-feira (22) mostra o momento em que uma vaca salta o canteiro central da rodovia M6, na Irlanda, e passa a centímetros de veículos que trafegavam em alta velocidade. As imagens foram registradas por uma câmera veicular.
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O registro foi publicado no X por Ciarán Flynn, que dirigia pela M6, nas proximidades de Rochfortbridge, no condado de Westmeath. Na gravação, feita com a pista molhada e tráfego intenso, o bovino atravessa a via contrária e, em seguida, salta a barreira central, surgindo repentinamente à frente do carro. O motorista desvia bruscamente e evita a colisão por poucos centímetros.
Confira o momento:
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Acidente deixou gado solto na rodovia
Nos comentários do vídeo, internautas elogiaram os reflexos do condutor. “Muito bem! Você conseguiu evitar um desastre total”, escreveu um usuário. “Ótimos reflexos”, disse outro. A publicação ajudou a chamar atenção para o risco enfrentado por motoristas naquela manhã.
Segundo informações locais, vários veículos colidiram por volta das 7h em um trecho da M6. O acidente envolveu um carro, um jipe com reboque e um caminhão. Com o impacto, diversas vacas escaparam do reboque e passaram a vagar pela região, invadindo a pista no sentido oeste e surpreendendo quem passava pelo local.
Várias vacas conseguiram entrar na pista
X/@MrFlynnMeath
Um passageiro de um dos veículos envolvidos foi levado ao hospital com ferimentos leves, sem risco de vida. Casos semelhantes já ocorreram no país. Em 2021, uma vaca solta interrompeu o tráfego da rodovia M25 durante o horário de pico por cerca de 90 minutos, após romper uma cerca e circular entre as pistas, segundo registros da imprensa britânica e da Highways England.
Neste mês de janeiro, a NASA viveu um episódio sem precedentes na história da exploração espacial tripulada. Pela primeira vez desde o início das missões humanas, uma tripulação precisou deixar a Estação Espacial Internacional (ISS) antes do prazo por causa de um problema médico envolvendo um de seus integrantes. A decisão levou à evacuação completa da Crew-11 e ao retorno conjunto dos quatro astronautas à Terra, mais de um mês antes do previsto.
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A cápsula Dragon, da SpaceX, amerissou com sucesso no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego. Após o resgate, todos os astronautas foram levados a um hospital na Califórnia para avaliações médicas. A NASA não divulgou a identidade do tripulante afetado nem a natureza do problema de saúde, adotando uma estratégia de sigilo que marcou todo o episódio.
Confira o retorno:
Astronautas da missão Crew-11 fazem pouso de emergência no Pacífico após problema médico
Ultrassom em órbita e reação da tripulação
De acordo com o Infobae, durante a primeira aparição pública após o retorno, os astronautas revelaram que um aparelho de ultrassom portátil foi decisivo na condução da crise. Segundo Mike Fincke, astronauta da NASA, o equipamento foi utilizado assim que o problema surgiu, em 7 de janeiro, um dia antes de uma caminhada espacial que acabou cancelada. O dispositivo já fazia parte da rotina médica da missão, voltada ao monitoramento dos efeitos da microgravidade no corpo humano, o que facilitou a resposta imediata.
A familiaridade com o equipamento permitiu o envio rápido de imagens e dados à equipe médica em solo, possibilitando a avaliação da gravidade do caso. Para Fincke, a experiência deixou uma lição clara: tecnologias compactas como o ultrassom devem integrar todos os futuros voos espaciais, já que, em órbita, não há acesso a equipamentos médicos complexos disponíveis na Terra.
A comandante da missão, Zena Cardman, afirmou que a estação estava preparada para lidar com emergências médicas e defendeu a decisão de cancelar a atividade extraveicular para priorizar a segurança da tripulação. Em declaração pública, destacou o trabalho integrado dos astronautas, das equipes médicas e dos centros de controle da NASA e da SpaceX, ressaltando que “todas as decisões corretas foram tomadas”.
O retorno conjunto dos quatro tripulantes — Fincke, Cardman, o astronauta japonês Kimiya Yui e o cosmonauta russo Oleg Platonov — também fez parte da estratégia de confidencialidade. A transferência coletiva ao hospital evitou qualquer identificação indireta do membro afetado, reforçando uma política que a NASA mantém há décadas, mesmo em incidentes anteriores envolvendo questões de saúde.
Do ponto de vista operacional, o episódio confirmou que a ISS dispõe de meios para detectar e avaliar problemas médicos complexos em um ambiente extremo. A limitação de recursos em órbita torna o treinamento prévio e o uso de tecnologias leves ainda mais estratégicos, especialmente para missões de longa duração. Yui destacou que a preparação antes do voo foi essencial para lidar com a situação de forma eficaz, classificando a experiência como um aprendizado importante para o futuro dos voos tripulados.
Embora a evacuação não tenha alterado o cronograma de missões estratégicas, como a Artemis 2, prevista para levar astronautas de volta à Lua, o episódio já influencia o planejamento da agência.
A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que o hematoma visível na mão esquerda do presidente Donald Trump foi causado por uma batida no canto da mesa durante uma cerimônia de assinatura do Board of Peace, realizada em Davos, na Suíça. A marca chamou atenção após imagens do evento circularem nas redes sociais.
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Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, o ferimento ocorreu de forma acidental. Um assessor acrescentou que Trump tem maior propensão a apresentar hematomas porque faz uso diário de aspirina — informação já divulgada anteriormente por seus médicos.
A repercussão online se intensificou após registros mostrarem o presidente com curativos ou o que aparentava ser maquiagem cobrindo a mão em compromissos públicos recentes. O episódio reacendeu especulações sobre sua saúde, prontamente rebatidas pelo governo.
Em entrevista ao The Wall Street Journal no início do ano, Trump disse tomar uma dose elevada de aspirina por considerar que o medicamento ajuda a “afinar o sangue”, afirmando ser resistente à ideia de reduzir a quantidade por superstição.
No fim de 2025, o presidente anunciou ter realizado uma ressonância magnética como medida preventiva. Em memorando divulgado em 1º de dezembro, o médico da Casa Branca, Sean Barbabella, informou que exames avançados feitos no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed não identificaram anormalidades.
— O objetivo é preventivo: identificar problemas precocemente, confirmar a saúde geral e garantir vitalidade e função a longo prazo — afirmou Barbabella no documento, acrescentando que o sistema cardiovascular do presidente está “perfeitamente normal”, sem sinais de inflamação, estreitamento arterial ou coágulos.
A circulação dos trens de curta distância na Catalunha começou a ser retomada de forma progressiva nesta sexta-feira, após o acidente que causou a morte de um maquinista. A reativação do serviço ocorre poucos dias depois de outra grave tragédia ferroviária no sul da Espanha, aumentando a pressão sobre o sistema de transporte do país.
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“Desde o início do dia de hoje, o serviço de Rodalies da Catalunha está sendo restabelecido”, informou, em comunicado divulgado nas redes sociais, a Rodalies — nome do serviço de trens regionais da comunidade autônoma.
“Os trens estão circulando, mas podem acumular atrasos devido à retomada progressiva do serviço”, acrescentaram os serviços ferroviários catalães.
O governo regional da Catalunha afirmou que “a oferta de trens em cada linha será ampliada progressivamente” e que, paralelamente, “as linhas de ônibus intermunicipais serão reforçadas com cerca de cem novos veículos” para minimizar os impactos aos passageiros.
Na noite de terça-feira, um trem de curta distância colidiu com um muro de contenção que havia desabado sobre os trilhos, na localidade de Gelida. O acidente matou o maquinista e deixou 37 feridos.
Após o episódio, toda a rede de trens de curta distância da Catalunha foi paralisada, afetando cerca de 400 mil passageiros diários e provocando grandes transtornos na região metropolitana de Barcelona.
Tragédia na Andaluzia
O acidente ocorreu 48 horas depois da colisão de dois trens de alta velocidade em Adamuz, no sul da Andaluzia, que deixou 45 mortos. Especialistas ainda investigam as causas do que é considerada a pior tragédia ferroviária do país desde 2013, quando um descarrilamento matou 80 pessoas nas proximidades de Santiago de Compostela, na Galícia.
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AFP
Entre terça e quinta-feira, a Espanha cumpriu três dias de luto nacional em memória das vítimas do desastre no sul do país. Os dois acidentes reacenderam o debate sobre a manutenção da malha ferroviária espanhola — a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, atrás apenas da China.
Diante do cenário, o sindicato dos maquinistas, Semaf, convocou uma greve de três dias, de 9 a 11 de fevereiro, para reivindicar mais segurança no sistema ferroviário.
O número de mortos no incêndio que devastou um centro comercial no Paquistão subiu para 67, segundo novo balanço divulgado nesta sexta-feira por um porta-voz do governo local. A tragédia ocorreu no dia 17 de janeiro, em Karachi, a maior cidade do país.
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Seis dias após o fogo destruir o edifício de três andares do Gul Plaza, as autoridades ainda não informaram a causa da emergência. De acordo com o porta-voz, que preferiu não se identificar, “Foram concluídas as autópsias de 67 corpos”.
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O representante do governo acrescentou que também “foi confirmada a identidade de oito pessoas por meio de análises de DNA”. Familiares de desaparecidos criticam a lentidão das operações de resgate. Mais de 50 pessoas já forneceram amostras de material genético na esperança de localizar parentes.
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Incêndios são frequentes em mercados e fábricas de Karachi, uma megalópole com mais de 20 milhões de habitantes, conhecida por sua infraestrutura deficiente. Casos de grandes proporções, no entanto, são raros.
Segundo o porta-voz, o governo provincial já vinha adotando medidas para assegurar o cumprimento de normas de segurança contra incêndio em centros comerciais e mercados.
As equipes de resgate da Indonésia concluíram nesta sexta-feira a localização dos corpos dos dez ocupantes de uma aeronave de pequeno porte que se chocou contra uma montanha no fim de semana, informaram autoridades locais.
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O avião turboélice da companhia Indonesian Air Transport, fretado pelo Ministério da Pesca, transportava sete tripulantes e três funcionários quando perdeu contato com o controle de tráfego aéreo no sábado. A aeronave seguia para a cidade de Makassar e caiu pouco antes do pouso.
O acidente ocorreu no monte Bulusaraung, na ilha de Celebes. No início da semana, oito corpos haviam sido resgatados, enquanto as buscas prosseguiam em áreas de difícil acesso, prejudicadas pelo relevo íngreme e pelas condições meteorológicas adversas.
Os dois corpos que permaneciam desaparecidos foram localizados nesta sexta-feira e ainda serão retirados do local, segundo Andi Sultan, responsável pelas operações de resgate na região.
A caixa-preta da aeronave foi encontrada na quarta-feira e deverá ajudar a esclarecer as causas do acidente, de acordo com a agência local de busca e salvamento. Os destroços do avião, incluindo partes da fuselagem, da cauda e janelas, haviam sido localizados no domingo, próximo ao cume da montanha.
A Indonésia, um vasto arquipélago no sudeste asiático, depende amplamente do transporte aéreo para a ligação entre suas ilhas, mas enfrenta um histórico de acidentes e falhas na segurança da aviação. Em setembro do ano passado, um helicóptero com oito pessoas a bordo caiu logo após decolar de Bornéu Meridional, sem sobreviventes. Menos de duas semanas depois, outro helicóptero caiu no distrito de Ilaga, na ilha de Papua, deixando quatro mortos.
Um funcionário do McDonald’s foi preso no Texas sob suspeita de aplicar um esquema de cobranças indevidas contra clientes da rede. Giovanni Primo Blount, de 19 anos, morador de Poolville — cidade a cerca de uma hora de Dallas —, foi detido neste domingo (18) após, segundo a polícia, cobrar o dobro do valor das compras realizadas em uma unidade do restaurante em Springtown.
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De acordo com o Departamento de Polícia de Springtown, Blount processava normalmente os pagamentos no caixa, mas, sem o conhecimento dos clientes, utilizava um dispositivo pessoal para passar os cartões novamente, acrescentando cobranças extras que variavam entre US$ 10 e US$ 20. O dinheiro era direcionado para uma conta sob seu controle. As investigações indicam que o prejuízo total chegou a cerca de US$ 680, cerca de R$ 3,6 mil.
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O caso veio à tona depois que um cliente identificou transações suspeitas em seu cartão de débito e acionou as autoridades. Imagens das câmeras de segurança também flagraram o funcionário cobrando valores abusivos enquanto atendia no drive-thru, segundo informou Christina Derr, administradora assistente da cidade, em entrevista à emissora WFAA.
Durante interrogatório, Blount confessou o crime e devolveu imediatamente parte do dinheiro, ainda de acordo com Derr. Inicialmente, ele foi acusado de furto de propriedade avaliada entre US$ 100 e US$ 750 e teve fiança fixada em US$ 30 mil na Cadeia do Condado de Parker. Posteriormente, a polícia informou que a acusação foi agravada para uso ou posse fraudulenta de informações de identificação em mais de 50 itens, classificada como crime de primeiro grau, após a constatação do uso do dispositivo pessoal no golpe. O jovem pagou fiança e responde ao processo em liberdade.
Em comunicado publicado no Facebook, a polícia orientou clientes que possam ter sido afetados a entrarem em contato com o departamento, mesmo que já tenham recebido reembolso. A corporação também destacou que crimes financeiros podem ocorrer rapidamente e passar despercebidos, recomendando a verificação frequente de extratos bancários, o uso de alertas de transações e, sempre que possível, de carteiras digitais.
A proprietária e administradora da unidade, Verônica Ruano, afirmou à WFAA que o restaurante colaborou integralmente com as autoridades e realizou uma revisão interna completa. Segundo ela, todos os clientes prejudicados foram reembolsados integralmente e o funcionário não faz mais parte do quadro da empresa.
A prisão ocorre pouco mais de um mês após outro caso de fraude envolvendo um serviço essencial nos Estados Unidos. Na Califórnia, uma funcionária do Serviço Postal dos EUA, Mary Ann Magdamit, de 31 anos, foi condenada a cinco anos e três meses de prisão federal por roubar cheques e cartões postais ao longo de anos. Segundo promotores, ela atuou entre 2022 e julho de 2025, usando dados pessoais e cartões para fazer compras de alto valor e viagens internacionais, incluindo destinos como Turks e Caicos e Aruba.

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