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Sem trabalho, sem compras, sem jantares fora. Centenas de empresas em todo o estado americano de Minnesota fecharam as portas e muitas pessoas suspenderam suas atividades cotidianas nesta sexta-feira como parte de uma greve geral contra as políticas de imigração restritivas do governo de Donald Trump. Com o aumento das tensões e a disseminação do medo de detenção por agentes da Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no estado, vendedores, sindicatos e moradores disseram que participariam de um apagão econômico e se reuniriam em orações e protestos no que os organizadores chamaram de “Dia da Verdade e da Liberdade”. O protesto surge na sequência do assassinato de Renee Good, uma mulher morta por um agente do ICE em Minneapolis no início do mês, e após a detenção de um menino de cinco anos durante uma operação contra imigrantes na última terça-feira.
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— A situação está tensa e emocional, e as pessoas estão sofrendo — disse o bispo Dwayne Royster, diretor executivo da organização Faith in Action, que ajudou nos esforços de organização.
Os moradores de Minnesota, disse ele, estão demonstrando “uma resiliência profunda e uma disposição para se unirem de maneiras que eu não via há muito tempo”. O dia da greve, que incluiu manifestações ao ar livre, amanheceu com grande parte da região do Meio-Oeste, incluindo todo o estado de Minnesota, sob um alerta de frio extremo emitido pelo Serviço Nacional de Meteorologia. O frio era particularmente intenso em Minneapolis, com temperaturas previstas para até -20°C durante boa parte do dia, e sensação térmica ainda mais baixa. Mas isso não parou os manifestantes, que marcharam em um protesto no centro da cidade, apesar das temperaturas congelantes.
Além disso, centenas de pessoas também protestaram no Aeroporto de Minneapolis-St. Paul, algumas vindas de tão longe quanto Nova York, entrando e saindo de um dos terminais, tentando se aquecer. Segundo a rede americana CNN, “várias pessoas” foram detidas, citando a polícia aeroportuária, mas sem especificar quantas. Também há relatos de detenções no centro da cidade, ainda sem números oficiais.
A notícia da greve e dos protestos se espalhou “como fogo em palha seca”, disse Jake Anderson, membro do conselho executivo da Federação de Educadores de St. Paul, um sindicato que representa professores e profissionais de apoio à educação.
— Há um momento certo para defender nossas convicções, e este é o momento — disse Alison Kirwin, proprietária do Al’s Breakfast, um restaurante em Minneapolis que fechou na sexta-feira. — Se isso significar perder um dia de renda, já vale a pena.
A greve ocorre em meio a semanas de confrontos entre moradores de Minnesota e agentes federais, principalmente nas áreas de Minneapolis e St. Paul. A operação de imigração, iniciada no final do ano passado com a mobilização de mais de 3 mil agentes, resultou em cerca de 3 mil prisões, pelo menos dois tiroteios em Minneapolis e cenas caóticas nas ruas.
Manifestantes protestam em Minneapolis, em dia marcado por atos e greve geral contra operações de fiscalização da imigração
Stephen Maturen / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
‘Falta de cooperação’
Nas últimas semanas, cresceram os apelos pela expulsão de agentes federais por parte de moradores e autoridades locais, especialmente após um agente do ICE ter matado a tiros Good, cidadã americana, em Minneapolis, no dia 7 de janeiro. Manifestantes e autoridades estaduais também entraram com ações judiciais para restringir a conduta dos agentes em relação aos manifestantes e para impedir o aumento do número de agentes de imigração no estado.
Mas as autoridades federais afirmaram que a repressão é necessária para erradicar a fraude no sistema de assistência social do estado e defenderam as ações do agente do ICE que matou Good. O policial que disparou o tiro, Jonathan Ross, não foi suspenso nem acusado de qualquer crime.
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Na quinta-feira, o vice-presidente JD Vance afirmou que o governo Trump queria “acalmar os ânimos” em Minneapolis após semanas de confrontos. Vance, que disse ter viajado à cidade para entender as tensões, chamou os manifestantes de Minneapolis de “agitadores de extrema esquerda” que haviam assediado agentes federais.
Vance também confirmou que Liam Conejo Ramos, de 5 anos, foi detido em uma dessas operações do ICE, mas afirmou que os agentes tentaram protegê-lo depois que o pai do menino “fugiu” durante a ação.
— O que acham que deveria acontecer? Deveriam deixar um menino de cinco anos morrendo de frio? — questionou Vance, acrescentando que “a falta de cooperação” das autoridades locais dificulta os esforços do ICE e aumenta as tensões.
Liam Conejo Ramos, de 5 anos, foi detido por um agente do ICE em Minneapolis, Minnesota
Divulgação / Escolas Públicas de Columbia Heights / AFP
Em um e-mail enviado na quinta-feira, um funcionário do Departamento de Segurança Interna classificou a greve como “completamente insana”, questionando: “Por que esses chefes sindicais não querem essas ameaças à segurança pública fora de suas comunidades?” O funcionário então incluiu uma lista de imigrantes sem documentos que aparentemente haviam sido condenados por crimes graves.
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‘Não podemos ficar de braços cruzados’
Minnesota é um polo para sedes corporativas, com 17 empresas da lista Fortune 500 sediadas no estado. Mas essas organizações não se pronunciaram publicamente sobre a atividade federal de imigração, e nenhum dos 15 maiores empregadores de Minnesota, incluindo Target, UnitedHealth Group e Xcel Energy, respondeu aos pedidos de comentários na quinta-feira.
Ainda assim, a sexta-feira pode ter sido a maior manifestação operária da História do estado, afirmou Christa Sarrack, presidente de um sindicato que representa cerca de 6 mil trabalhadores do setor de hotelaria e alimentação de Minnesota. Sarrack disse que alguns dos empregadores dos membros do sindicato decidiram fechar as portas, enquanto outros permitiram que os funcionários não comparecessem ao trabalho.
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ROBERTO SCHMIDT / AFP
— Não podemos simplesmente ficar de braços cruzados e deixar isso continuar — disse Sarrack. — Precisamos usar todas as ferramentas que temos para lutar contra isso.
Mas nem todos os empregadores aderiram à greve. Para alguns, a decisão de participar ou não não foi fácil, pois simplesmente não podem se dar ao luxo de perder um dia de faturamento.
Andrew Schoenzeit, proprietário da Zipps Liquors em Minneapolis, disse que seu estabelecimento permaneceria aberto na sexta-feira. Ele afirmou, porém, que apoiava a greve e não tinha problemas com o único funcionário que, segundo ele, pediu folga para participar do protesto.
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Mike Logan, presidente da Câmara de Comércio Regional de Minneapolis, disse que também apoiava o fechamento de empresas em protesto, mas não as incentivaria a fazê-lo.
— A última coisa que precisamos é de uma desaceleração do comércio — afirmou.
Para alguns líderes de sindicatos locais e estaduais, a decisão de incentivar ou não seus membros a participar da greve geral foi difícil, pois ela não estava organizada de acordo com as leis estaduais e federais sobre greves e não era considerada um “dia de paralisação” oficial. Mas a pressão pelo boicote se espalhou tanto que se tornou difícil ignorá-la.
Chris Rubesch, presidente da Associação de Enfermeiros de Minnesota, um sindicato que representa mais de 22 mil enfermeiros e outros profissionais de saúde em todo o estado, disse que ele e outros líderes estavam desencorajando seus membros a faltarem ao trabalho devido às cláusulas de “não greve” em seu contrato. Mas ele afirmou que o sindicato estava incentivando os membros a participarem de outras maneiras, inclusive abstendo-se de qualquer atividade econômica.
Anderson, membro do conselho da Federação de Educadores de St. Paul, disse que seu sindicato aderiu ao dia de ação após muito debate e enviou cartas aos membros pedindo-lhes que “decidam o que esse chamado à ação significa para eles”.
— Decidimos que era hora de tomar uma posição — disse. — Era hora de declarar com ousadia que basta. Não vamos mais tolerar isso.
Com agências internacionais.
Cauteloso em relação ao convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Brasil participe do Conselho da Paz, o governo brasileiro avalia que a proposta só poderia ser aceita caso a iniciativa se restrinja à Faixa de Gaza. Embora o território palestino tenha sido citado por Trump como foco central do novo órgão, Gaza não aparece explicitamente no texto do estatuto.
Se o escopo fosse reduzido à situação em Gaza, as chances de o Brasil aderir aumentariam, afirmam auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas palavras de um interlocutor, o Brasil não quer dar um “cheque em branco” a Trump, o que poderia contribuir para agravar o quadro de debilidade da Organização das Nações Unidas.
A concentração de decisões na figura de Trump, como presidente do conselho, e a impossibilidade de apresentação de reservas individuais tornam ainda mais difícil que o Brasil aceite integrar a iniciativa, segundo interlocutores a par do assunto. Não há prazo definido para uma resposta a Washington, e a avaliação é que a adesão entre os países convidados tem sido baixa.
Em entrevista ao GLOBO, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou que ainda não há clareza suficiente sobre a natureza e as implicações do convite. Segundo ele, o texto da carta é confuso, “porque começa a falar de uma coisa e depois vai se alargando no documento anexo”, e representa, na prática, uma revogação da ONU — sobretudo na área de paz e segurança — o que seria “inaceitável”.
Reforma da ONU
Em Brasília, a avaliação é que a proposta de Trump reacende o debate sobre a necessidade de reforma das Nações Unidas, em especial do Conselho de Segurança. Segundo interlocutores, ou mudanças na ONU são implementadas, ou iniciativas como as do presidente americano tendem a ganhar ainda mais espaço em um mundo no qual o multilateralismo está em xeque.
De acordo com um importante integrante do governo Lula, o novo conselho anunciado por Trump expôs limites da atual governança internacional, reforçando uma posição histórica da diplomacia brasileira: a ampliação do número de membros permanentes do órgão responsável pela paz e a segurança globais.
Atualmente, apenas cinco países são membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia, Estados Unidos, França, China e Reino Unido. O Brasil defende a ampliação da participação de nações emergentes nesse colegiado.
Para esses interlocutores, apenas um sistema multilateral fortalecido, representativo e legítimo é capaz de responder de forma eficaz aos conflitos contemporâneos — objetivo que, na avaliação do Palácio do Planalto, não é alcançado por iniciativas unilaterais ou pouco flexíveis.
Segundo pessoas próximas à Presidência, o convite para que o Brasil integre o novo conselho foi acompanhado de reconhecimento político, mas sem abertura para negociação. Caso o país opte por recusar formalmente a participação, a resposta deverá explicitar os motivos e poderá vir acompanhada da sugestão de alternativas multilaterais.
Ainda assim, a avaliação predominante em Brasília é que a discussão seria mais apropriada em um fórum multilateral já existente, como a ONU, onde haveria espaço para negociação, ajustes institucionais e construção de consensos. Para esse interlocutor, a própria emergência do Conselho da Paz expõe o enfraquecimento das Nações Unidas nos últimos anos.
A comissão de investigação do acidente ferroviário que deixou 45 mortos no sul da Espanha no domingo acredita que existe a possibilidade de que um trilho apresentasse uma fratura na altura de uma solda, revelou um relatório publicado nesta sexta-feira (23).
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A hipótese decorre do fato de que as rodas de vários trens de alta velocidade que passaram pela estação de Adamuz pouco antes do descarrilamento inicial que desencadeou a tragédia apresentavam “entalhes”.
“Esses entalhes nas rodas e a deformação observada no trilho são compatíveis com o fato de que o trilho estivesse fraturado”, afirmou a Ciaf (Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários), vinculada ao Ministério dos Transportes.
“De acordo com as informações disponíveis neste momento, pode-se levantar a hipótese de que a fratura do trilho ocorreu antes da passagem do trem da Iryo envolvido no acidente e, portanto, antes do descarrilamento”, acrescentou a Ciaf.
Essa fratura estaria na altura de “uma solda”.
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Trata-se de uma “hipótese de trabalho” que deverá ser “corroborada por cálculos e análises detalhadas posteriores”, concluiu.
Os entalhes nas rodas do lado direito foram observados em três trens que passaram por Adamuz antes da passagem do trem da companhia italiana Iryo, cujos últimos vagões descarrilaram justamente quando vinha outro trem em sentido contrário, que não conseguiu evitá-los e também descarrilou.
Ambos os trens, que transportavam um total de 480 pessoas, trafegavam a uma velocidade superior a 200 km/h, dentro do permitido para esse trecho, e foi descartado erro humano por parte dos maquinistas.
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Hipótese traz ‘certa tranquilidade’
O balanço final da tragédia, que abalou a Espanha e levantou questionamentos sobre a segurança do sistema ferroviário do país, foi confirmado em 45 mortos.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, considerou que a hipótese dos investigadores traz “uma certa tranquilidade”.
— As conclusões não são definitivas, mas lançam luz sobre a tese que, neste momento, os técnicos da Comissão consideram mais plausível — explicou Puente em uma coletiva de imprensa em Madri.
— Em quatro dias temos respostas (…), e tenho de dizer que isto é uma novidade importante — acrescentou.
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Sobre a fratura no trilho, o ministro disse que “deve ser de um caráter tão leve e tão pequeno (…) que em nenhum momento houve interrupção da corrente que percorre o trilho e que teria acionado automaticamente os sistemas de alarme” e parado a circulação.
— Ou seja, no momento em que um trilho se parte e entre uma extremidade e a outra do trilho partido circula ar, o fluxo de corrente no trilho é cortado (e automaticamente), o tráfego ferroviário teria sido interrompido — detalhou Puente.
Tráfego é retomado na Catalunha
A semana caótica do transporte ferroviário espanhol teve seu capítulo na Catalunha, com a morte de um maquinista de um trem de curta distância na noite de terça-feira, quando um muro de contenção desabou sobre sua cabine, presumivelmente por causa das fortes chuvas que caíram na região no dia anterior.
Após um dia de paralisação na quarta-feira para examinar toda a rede de trens de proximidade da Catalunha, os maquinistas se recusaram a retomar o serviço na quinta-feira até que lhes fosse permitido participar da inspeção da rede.
Nesta sexta-feira, finalmente, os 400 mil usuários diários da rede catalã puderam voltar aos trens, não sem problemas: em duas ocasiões o tráfego foi interrompido em pontos específicos, uma vez por um roubo de cabos e outra por um deslizamento de terra sobre a via.
Os maquinistas convocaram uma greve em protesto pela falta de segurança na rede nos dias 9, 10 e 11 de fevereiro.
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O príncipe Harry afirmou que os sacrifícios feitos por tropas da Otan no Afeganistão “merecem ser tratados com verdade e respeito”, ao comentar as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que minimizaram a atuação de forças aliadas no conflito. Após afirmar que tropas da Otan teriam ficado “um pouco afastadas da linha de frente” durante a guerra no país, o americano vem sendo criticado por líderes britânicos e veteranos europeus.
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Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o duque de Sussex, que serviu no Afeganistão, lembrou que a Otan acionou o Artigo 5º do tratado pela primeira e única vez após os ataques de 11 de setembro de 2001, o que obrigou os países-membros a apoiar militarmente os Estados Unidos.
— Isso significou que todas as nações aliadas estavam comprometidas a se unir aos Estados Unidos no Afeganistão, em defesa da nossa segurança comum. Os aliados atenderam a esse chamado — afirmou.
Segundo informações da BBC, Harry destacou sua experiência pessoal no conflito e lembrou as perdas sofridas pelo Reino Unido, que teve 457 militares mortos ao longo da guerra.
— Eu servi lá. Fiz amigos para a vida inteira. E perdi amigos lá. Milhares de vidas foram transformadas para sempre. Mães e pais enterraram filhos e filhas. Crianças ficaram sem um dos pais. Famílias seguem carregando esse custo — disse.
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Segundo ele, esses sacrifícios devem ser reconhecidos em nome da união em torno da diplomacia e da paz.
O príncipe Harry foi enviado duas vezes ao Afeganistão durante seus dez anos de carreira militar. Ele concluiu o treinamento em 2006, tornando-se segundo-tenente em um regimento da Cavalaria da Guarda do Exército britânico. No ano seguinte, treinou como controlador aéreo avançado conjunto da Força Aérea Real (RAF) e, posteriormente, tornou-se piloto de helicóptero Apache.
Em 2008, foi deslocado secretamente para o Afeganistão por dez semanas, mas acabou retirado da missão após reportagens da imprensa revelarem sua localização. Em 2012, voltou ao país como copiloto e artilheiro de um helicóptero Apache.
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Em seu livro Spare, Harry relatou ter matado 25 combatentes do Talibã durante o conflito.
“Não foi um número que me encheu de orgulho, mas também não me causou vergonha”, relata na obra.
Mesmo após deixar o serviço ativo, o príncipe segue atuando em iniciativas de apoio a veteranos de guerra.
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira sanções contra nove navios da chamada “frota fantasma” do Irã, acusada por Washington de sustentar as exportações ilegais de petróleo do país e de financiar a repressão aos protestos que sacudiram Teerã nas últimas semanas. A medida ocorre em paralelo ao aumento da presença militar americana no Golfo Pérsico e a ameaças reiteradas do presidente americano, Donald Trump, que diz acompanhar a situação “de perto”.
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O Departamento do Tesouro mirou nove navios e seus respectivos proprietários que, de acordo com autoridades americanas, “transportaram, em conjunto, petróleo e derivados iranianos no valor de centenas de milhões de dólares para mercados estrangeiros”. Algumas das empresas sancionadas têm sede nos Emirados Árabes Unidos, na Índia e em Omã.
“As sanções miram um componente crucial de como o Irã gera os recursos que utiliza para reprimir o próprio povo”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em comunicado.
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Ainda segundo o Tesouro, as receitas dessas vendas são desviadas para financiar grupos “terroristas regionais”, programas de armamentos e serviços de segurança.
A medida ocorre no momento em que um grupo de direitos humanos com sede nos Estados Unidos afirmou ter confirmado a morte de mais de 5 mil pessoas durante a repressão aos protestos que abalaram o Irã, acrescentando que a maioria das vítimas eram manifestantes mortos pelas forças de segurança. Na última quarta-feira, Teerã, no seu primeiro balanço oficial, afirmou que 3.117 pessoas morreram.
As manifestações eclodiram no final do ano passado contra a crise econômica, mas rapidamente se transformaram em um grande movimento contra o regime teocrático no poder desde a Revolução Islâmica, em 1979. A mobilização, no entanto, perdeu força diante da repressão do governo, que também determinou um apagão de internet sem precedentes.
Trump ainda não ordenou ataques contra o Irã, e sua decisão final permanece incerta. Mas as discussões em Washington mostram que Trump não descartou punir Teerã pelo assassinato de manifestantes. Na última terça-feira, quando foi perguntado se os EUA ainda poderiam atacar o Irã, Trump observou que o regime acatou os alertas de Washington e cancelou os planos de enforcar 837 pessoas na semana passada.
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— Teremos que ver o que acontece com o Irã — afirmo o presidente, na ocasião.
O conselheiro de segurança nacional e secretário de Estado, Marco Rubio, conversou na segunda-feira sobre o Irã com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, cujo apoio seria necessário em uma campanha aérea contra o Irã.
A Casa Branca também precisa lidar com a questão de se o governo está preparado para realizar uma campanha militar prolongada que pode durar semanas ou meses, caso os manifestantes no Irã voltem às ruas e peçam proteção a Trump.
Pressão financeira ou militar?
Alguns funcionários levantaram questões internas sobre o objetivo político de ataques ao Irã neste momento. Trump está ciente de que qualquer ação militar ocorreria muito depois de ele ter prometido aos manifestantes que “a ajuda está a caminho” e que provavelmente não seria tão rápida quanto a operação que depôs o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro .
Alguns assessores sugeriram o uso de meios não militares para repreender o Irã, como ajudar os manifestantes a coordenar ações online ou anunciar novas sanções contra o regime.
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A pressão financeira dos EUA “funcionou porque, em dezembro, a economia deles entrou em colapso”, disse o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, na terça-feira, no Fórum Econômico Mundial, na Suíça.
— É por isso que as pessoas foram às ruas. Isso é estratégia econômica, sem confrontos armados, e as coisas estão caminhando de forma muito positiva por aqui — afirmou Bessent.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reagiu com indignação às declarações de Donald Trump de que tropas da Otan teriam ficado “um pouco afastadas da linha de frente” durante a guerra no Afeganistão. A fala do presidente dos Estados Unidos provocou forte reação no Reino Unido e entre veteranos que serviram no conflito, além de críticas de familiares de militares mortos, que veem as afirmações como uma tentativa de minimizar o sacrifício de forças aliadas.
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Segundo o jornal The Guardian, em entrevista à Fox News na última quinta-feira, Trump questionou a utilidade da aliança militar, sugerindo que países da Otan não estariam dispostos a responder caso os Estados Unidos precisassem de assistência militar.
— Nunca precisamos deles. Eles vão dizer que enviaram algumas tropas ao Afeganistão… e enviaram, sim, mas ficaram um pouco atrás, um pouco fora da linha de frente — afirmou.
A reação política no Reino Unido foi rápida. O porta-voz oficial de Starmer disse que Trump “errou ao minimizar o papel das tropas da OTAN, incluindo as forças britânicas, no Afeganistão após os ataques de 11 de setembro aos EUA”.
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O porta-voz ainda acrescentou que 457 militares britânicos morreram no Afeganistão, ao longo dos 20 anos de conflito, e que muitos outros ficaram feridos, com “centenas” sofrendo “ferimentos que mudaram suas vidas em decorrência do serviço prestado ao lado dos EUA e de nossos aliados”. O país foi o aliado com o segundo maior número de mortes depois dos Estados Unidos.
— Estamos extremamente orgulhosos de nossas forças armadas, e seu serviço e sacrifício jamais serão esquecidos — ressaltou.
De acordo com o jornal britânico, ao todo, 3.486 soldados da Otan morreram ao longo dos 20 anos de conflito no Afeganistão, sendo 2.461 militares americanos. O Canadá registrou 165 mortes, incluindo civis.
‘Insulto’ às famílias
Para críticos, a declaração de Trump foi incômoda não apenas por desconsiderar esse histórico, mas também por reviver questionamentos sobre sua própria história: durante a guerra do Vietnã, ele evitou o serviço militar, sob a justificativa de ter sido diagnosticado com esporões ósseos nos calcanhares, alegação que sempre gerou dúvidas.
No Parlamento, Emily Thornberry, presidente da comissão de Relações Exteriores, descreveu as palavras de Trump como “muito mais do que um erro” e “um insulto” às famílias dos mortos, lembrando em entrevistas que tropas britânicas sempre estiveram ao lado dos americanos quando convocadas.
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Segundo a BBC, outros membros do Parlamento falaram sobre as condições reais de combate enfrentadas pelas forças aliadas, ressaltando que não havia uma linha de frente tradicional e que os riscos e sacrifícios foram substanciais e contínuos.
O Ministro da Saúde e Assistência Social, Stephen Kinnock, considera os comentários do presidente americano como “decepcionantes” e “errados”.
— Muitos soldados britânicos e muitos soldados de outros aliados europeus da OTAN deram suas vidas em apoio às missões americanas, missões lideradas pelos Estados Unidos em lugares como o Afeganistão e o Iraque — disse ele à Sky News.
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A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, também condenou as falas de Trump e as classificou como “um completo absurdo”.
— Tropas britânicas, canadenses e da OTAN lutaram e morreram ao lado dos EUA durante 20 anos. Isso é um fato, não uma opinião. Seu sacrifício merece respeito, não descrédito — afirmou Badenoch.
Lucy, a mãe do soldado britânico mais jovem a ser morto no Afeganistão, diz que a declaração do presidente “remove a crosta de feridas que nunca cicatrizaram”. O fuzileiro William Aldridge, de Bromyard, Herefordshire, tinha 18 anos quando morreu em uma explosão de bomba enquanto tentava salvar seus companheiros em 2009.
— As famílias daqueles que foram perdidos nesse conflito vivem o trauma todos os dias. Não estou apenas profundamente ofendida, estou profundamente enojada — disse ela à BBC.
‘Pagamos com sangue’
A cobertura da BBC também aponta que, além do Reino Unido, outros aliados da Otan e veteranos que serviram no conflito reagiram negativamente às declarações. Vale lembrar que a aliança respondeu de forma coletiva após o 11 de setembro, com milhares de tropas de diversos países atuando no Afeganistão até a retirada em 2021.
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Em entrevista à Reuters, Roman Polko, general polonês aposentado e ex-comandante das forças especiais que serviu no Afeganistão e no Iraque, disse esperar um pedido de desculpas pela declaração de Trump, que teria cruzado “uma linha vermelha”.
— Pagamos com sangue por essa aliança. Sacrificamos verdadeiramente nossas próprias vidas — acrescentou o ex-comandante.
O veterano Andy Reid afirma que é “muito desrespeitoso” dizer que os soldados da OTAN não estavam na linha de frente do conflito. O cabo, que perdeu as pernas e o braço direito ao pisar num dispositivo explosivo improvisado (IED) enquanto servia no Afeganistão em 2009, afirma que os soldados britânicos “fizeram o sacrifício supremo”.
— Não passa um dia sem que sintamos algum tipo de dor física ou mental, refletindo sobre esse conflito — disse à BBC.
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O ministro das forças armadas e deputado trabalhista, Al Carns, que serviu em várias missões no Afeganistão, afirma que os comentários de Trump sobre as tropas da OTAN são uma “verdadeira vergonha” e “completamente ridículos”.
— O mundo se uniu em apoio aos EUA. Nossas agências, nossas forças, nossos políticos, todos nós nos unimos, ombro a ombro, e respondemos — afirma ele em um vídeo postado no X na sexta-feira, acrescentando que derramou sangue, suor e lágrimas com seus colegas americanos e que “nem todos voltaram para casa”.
Outro veterano, que esteve 36 anos nas forças armadas, incluindo 22 anos nas forças especiais, e preferiu ser identificado como Vic, diz estar “bastante revoltado” com os comentários de Trump. Segundo ele, o serviço no Afeganistão incluiu “coordenar ações com os americanos”.
— Dizer que não estávamos na linha de frente é uma mentira completa — afirma ele à BBC.
A Unicef anunciou, nesta sexta-feira (23), à AFP que conseguiu levar para a Faixa de Gaza cadernos, lápis, marcadores e outros utensílios de desenho, no primeiro fornecimento de material recreativo para crianças, em mais de dois anos neste território palestino.
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“Desde 15 de janeiro, 5.168 kits de atividade recreativa foram autorizados a entrar, destinados a mais de 375 mil crianças, entre elas, mil crianças com deficiência”, informa o Fundo das Nações Unidas para a Infância em um comunicado.
Estes fornecimentos ocorrem em momentos em que as autoridades israelenses impõem restrições à entrada de bens no território palestino devido, segundo elas, a preocupações com a segurança.
Desde o início da guerra, desencadeada pelo ataque do movimento islamista palestino Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, as organizações humanitárias presentes em Gaza denunciam obstáculos maiores ao transporte dos bens necessários às suas operações de ajuda, inclusive material destinado a atividades para crianças.
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Questionado pela AFP, o órgão do Ministério de Defesa israelense que supervisiona as atividades civis nos territórios palestinos (Cogat) disse que, por enquanto, não pode comentar.
O anúncio da Unicef ocorre após os Estados Unidos anunciarem, em meados de janeiro, o lançamento da fase 2 do plano de paz do presidente americano Donald Trump para Gaza, em meio a uma frágil trégua, em vigor desde outubro.
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Milhares de agentes do ICE estão destacados em Minneapolis como parte da campanha do presidente Donald Trump contra a imigrantes em situação irregular. A cidade tem sido palco de protestos cada vez mais intensos desde o último dia 7, quando Renee Good foi morta a tiros por um agente do ICE durante uma operação na cidade. O policial que disparou, Jonathan Ross, não foi suspenso nem acusado de qualquer crime. Trump e integrantes de seu governo defenderam a ação como legítima defesa.
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Nesta sexta-feira, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com o que chamou de “abusos rotineiros” das autoridades americanas contra imigrantes e refugiados e instou o governo dos EUA a “encerrar práticas que estão destruindo famílias”.
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Diversos políticos do Partido Democrata também criticaram a operação que resultou na detenção de uma criança na última terça-feira. O vice-presidente JD Vance confirmou na quinta que Liam Conejo Ramos, de 5 anos, foi detido, mas afirmou que os agentes tentaram protegê-lo depois que o pai do menino “fugiu” durante a ação.
— O que acham que deveria acontecer? Deveriam deixar um menino de cinco anos morrendo de frio? — questionou Vance, acrescentando que “a falta de cooperação” das autoridades locais dificulta os esforços do ICE e aumenta as tensões.
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Acusado pela oposição de ter “jogado lenha na fogueira” ao defender o agente envolvido na morte de Renee Good, Vance viajou a Minneapolis para se reunir com agentes do ICE e, segundo ele, “baixar a temperatura”. O vice-presidente atribuiu a escalada da violência durante as operações à falta de cooperação da polícia local.
Montagem com Renee Nicole Good ao lado do momento em que os disparos ocorreram
Divulgação/GoFundMe / Captura de tela/Redes sociais
— Sim, vocês podem se manifestar, mas façam isso de forma pacífica — disse Vance aos moradores da cidade, que protestam diariamente contra as ações do ICE.
Governado por democratas, Minnesota entrou com um pedido judicial para restringir as operações do ICE no estado. Uma audiência sobre o tema está marcada para a próxima segunda-feira. Na última terça-feira, o governador de Minnesota, Tim Walz, e outras seis autoridades estaduais foram intimados pela Justiça como parte de uma investigação sobre possível obstrução da aplicação da lei federal durante os protestos contra a presença de agentes de imigração. A investigação, que marcou uma escalada no confronto entre o governo Trump e líderes democratas locais, teve início após declarações de Walz criticando a atuação do ICE e da Patrulha de Fronteira no estado.
‘Mentirosos compulsivos’
O congressista democrata Joaquín Castro rejeitou a explicação de Vance e classificou as autoridades de Segurança Interna dos EUA como “mentirosos compulsivos”. Ele afirmou que sua equipe não conseguiu localizar o menino, que, segundo relatos, foi levado com o pai para um centro de detenção em San Antonio, no Texas.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também criticou o governo federal, acusando-o de tratar crianças “como criminosos”.
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A ex-vice-presidente Kamala Harris se somou às críticas. “Liam Ramos é apenas uma criança. Deveria estar em casa com sua família, não sendo usado como isca pelo ICE e mantido em um centro de detenção no Texas”, escreveu Harris no X.
Imagem manipulada
Também na quinta-feira, três pessoas foram detidas durante um protesto contra o ICE em uma igreja de Minnesota. A procuradora-geral dos Estados Unidos informou que entre os presos está a advogada Nekima Levy Armstrong, acusada de interromper um culto religioso enquanto protestava contra a ofensiva migratória. Em entrevista à rede americana CNN, Armstrong afirmou que o governo Trump tenta “transformar uma manifestação pacífica e não violenta em crime”.
Foto modificada foi publicada no perfil da Casa Branca
Reprodução | X
A prisão ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de imagens manipuladas da advogada nas redes sociais. Na manhã de quinta, a secretária de Segurança Nacional dos EUA, Kristi Noem, publicou uma foto de Armstrong com expressão serena. Cerca de 30 minutos depois, a Casa Branca compartilhou a mesma imagem, desta vez alterada digitalmente para mostrá-la chorando, com a boca aberta e lágrimas escorrendo pelo rosto.
Questionada pela rede britânica BBC sobre a publicação, a Casa Branca direcionou pedidos de esclarecimento a uma postagem no LinkedIn do vice-diretor de comunicações, Kaelan Dorr. “A aplicação da lei continuará. Os memes continuarão. Agradeço a atenção ao assunto” escreveu Door, em uma aparente defesa da manipulação.
(Com AFP)
Uma tempestade de inverno com “temperaturas congelantes”, que começa a se formar nesta sexta-feira, deve levar uma combinação de granizo, chuva congelante e neve a cerca de dois terços dos Estados Unidos continentais nos próximos dias, do Texas e das Grandes Planícies, no centro do país, até os estados do Meio-Atlântico e do nordeste. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês), mais de 160 milhões de pessoas podem ser afetadas pelos riscos típicos do clima, como estradas cobertas de neve e interrupções no fornecimento de energia provocadas pelo acúmulo de gelo nas redes elétricas.
Contexto: Tempestade Fern pode atingir metade da população dos EUA, com temperaturas de até -46°C
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A tempestade, apelidada de Fern, está emergindo das Montanhas Rochosas do Sul e levará neve esparsa para o Colorado e o Novo México, antes de seguir sobre as Planícies do Sul, abrangendo áreas como Kansas, Oklahoma e o Panhandle do Texas, que já decretou estado de emergência. A cidade de Nova York, capital financeira dos Estados Unidos e a área urbana mais populosa do país, pode receber até 30 centímetros de neve, informou o The Weather Channel.
“Essa onda de frio ártico será acompanhada por ventos fortes, criando sensações térmicas perigosas, com temperaturas potencialmente caindo abaixo de -46°C nas Planícies do Norte”, segundo o NWS.
No sábado, a tempestade deve se espalhar ainda mais pelo Texas e pelos estados de Arkansas e Tennessee, antes de avançar para o Centro-Oeste. Ainda no mesmo dia, espera-se que chegue ao norte do Alabama, Geórgia e Carolinas. Locais mais ao norte vão enfrentar a neve, enquanto áreas ao sul devem receber uma mistura de chuva congelante e granizo.
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Já no próximo domingo, as temperaturas extremamente baixas se deslocarão ao Vale do Ohio e ao nordeste, acrescentou o NWS. Meteorologistas também alertaram que mais de 30 centímetros de neve podem cair na região do Atlântico Médio. Canais meteorológicos dos EUA transmitiram previsões apocalípticas de “gelo paralisante” e nevascas recordes, além de chuva congelante que pode danificar linhas de energia e árvores.
Na próxima segunda-feira, a neve diminuirá no nordeste, à medida que o ar frio se instala após a tempestade, desde as Planícies do Sul até a Nova Inglaterra.
O que é preocupante nessa tempestade
Embora seja provável que a tempestade traga todos os perigos climáticos de inverno possíveis, os dois principais efeitos esperados são o acúmulo generalizado de neve e gelo.
Até 30 centímetros de neve: Os meteorologistas preveem que a tempestade trará principalmente neve — mais de 30 centímetros em muitos casos — por uma ampla faixa do país, desde as Planícies do Sul, passando pelo Vale do Ohio, até o Meio-Atlântico e o nordeste. Eles alertaram que a neve pode interromper o transporte público e causar atrasos e baixa visibilidade nas estradas e aeroportos.
Acúmulo de gelo: São esperadas chuvas congelantes e granizo desde o centro do Texas, atravessando o Arkansas, passando por grande parte do sudeste e chegando ao sul da Virgínia. O gelo pode se acumular em árvores e linhas de energia, com possibilidade de extensos cortes de energia.
O que ainda é incerto
A trajetória exata da tempestade permanecia incerta, com a possibilidade de que ela oscilasse um pouco mais para o norte ou para o sul dos Estados Unidos. Qualquer uma dessas opções poderia alterar drasticamente os efeitos previstos.
Também é incerto onde a linha divisória entre neve e chuva congelante seria traçada. Os modelos computacionais têm dificuldade em determinar até que ponto ao sul o ar frio necessário para a formação de neve chegaria.
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A linha divisória atravessa estados como o Arkansas, e se o ar frio não chegar suficientemente ao sul, alguns dos locais onde os meteorologistas preveem neve podem receber chuva congelante ou granizo. Se o ar frio se deslocar mais para o sul, alguns locais onde se previa chuva congelante podem receber neve.
Quão frio ficará
Enquanto essa tempestade atravessa o país, uma massa de ar frio vinda do Canadá se espalhará pelos dois terços orientais dos Estados Unidos durante o fim de semana e no início da próxima semana. Das planícies ao nordeste, as comunidades enfrentarão “temperaturas extremamente baixas e sensação térmica perigosamente fria”, de acordo com o NWS.
A sensação térmica em Dakota do Norte pode chegar a -50 graus, enquanto sensações térmicas abaixo de zero podem se estender pelas planícies do sul, por partes do vale do Mississippi e até o Médio Atlântico.
Pode até ser perigoso dentro de casa. Se a tempestade causar cortes de energia generalizados, as pessoas podem acabar enfrentando o frio sem o sistema de aquecimento.
O papel das mudanças climáticas
A combinação entre chuva congelante, gelo e neve é resultado da colisão de uma massa de ar frio vinda do Ártico com o ar quente e úmido da região central dos Estados Unidos. O ar frio está sendo empurrado para o sul pelo vórtice polar, uma faixa de ar de alta altitude e movimento rápido que normalmente circula o Ártico. Ocasionalmente, ele se estende em um formato oval, enfraquece e permite que uma massa de ar frio se espalhe para o sul, atravessando a América do Norte.
Judah Cohen, pesquisador científico do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), afirmou que as temperaturas mais elevadas no Ártico causaram o derretimento do gelo marinho nos mares de Barents e Kara, ao norte da Noruega e da Rússia. Com menos cobertura de gelo, o oceano está liberando mais calor na atmosfera, criando um padrão climático que leva a ondas de frio extremo na América do Norte.
Um homem foi condenado na Espanha a 36 anos de prisão pelo assassinato de duas irmãs e de um irmão septuagenários, em vingança pelo não pagamento de uma dívida contraída a partir de um golpe amoroso na internet.
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A sentença, à qual a AFP teve acesso nesta sexta-feira, impõe ao cidadão paquistanês Dilawar Hussain uma pena de 12 anos de prisão por cada um dos três homicídios, com a atenuante de “alteração psíquica”.
Na decisão, que ainda cabe recurso, fica comprovado que Hussain espancou os três irmãos até a morte com um “objeto perigoso” na casa das vítimas e, horas depois, retornou ao local para tentar queimar os corpos.
Os fatos ocorreram no município madrilenho de Morata de Tajuña em 17 de dezembro de 2023, e os corpos foram descobertos algumas semanas depois, após vizinhos alertarem que não viam as vítimas havia algum tempo.
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El País
‘Golpe amoroso’
As mulheres se endividaram para enviar dinheiro a dois falsos militares norte-americanos supostamente lotados no Afeganistão, um deles usando a imagem de Wesley Clark, ex-comandante supremo da Otan. Os golpistas fizeram as irmãs acreditarem que um dos falsos militares havia morrido e que o outro precisava de dinheiro para realizar os trâmites necessários para lhes repassar uma herança milionária.
Segundo a sentença, a dívida com Hussain — a quem haviam conhecido em sua loja de telefonia quando iam fazer transferências — cresceu até 60 mil euros (R$ 373 mil) devido a juros abusivos.
No início de 2023, uma das irmãs foi agredida com um martelo por Hussain, que foi condenado a dois anos de prisão, mas saiu em liberdade condicional poucos meses depois por não ter antecedentes criminais.
Já preso pelo assassinato dos três irmãos, ele foi acusado de um quarto homicídio: o de seu companheiro de cela, um detento búlgaro de 39 anos.

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