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A Nasa se prepara para um dos mais ambiciosos passos de sua história: a missão Artemis II, que levará astronautas mais longe da Terra do que qualquer tripulação humana já esteve, com lançamento marcado para o dia 6 de fevereiro. Em 2024, a agência havia comunicado que a missão seria adiada por uma série de problemas técnicos, entre eles danos ao escudo térmico, quadro que se mostrou particularmente difícil de decifrar, na época.
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O projeto inaugura uma nova fase da exploração espacial tripulada, segundo o administrador da agência americana, Jared Isaacman.
— A Artemis II será um passo histórico e decisivo para o voo espacial tripulado. Esta missão sem precedentes levará seres humanos mais longe da Terra do que nunca e fornecerá os conhecimentos necessários para regressarmos à Lua — afirmou.
Escudo térmico
O escudo é crucial para proteger os astronautas na reentrada na atmosfera terrestre. Meses de investigações de engenharia atrasaram os preparativos para o Artemis II. “Agora sabemos a causa raiz”, disse em 2024 o então administrador da Nasa, Bill Nelson: “Isso nos permitiu traçar um caminho a seguir”.
Buracos no escudo térmico
Divulgação/Nasa
Os engenheiros da Nasa descobriram que, em algumas partes do escudo térmico, gases se acumulavam, causando rachaduras e a expulsão de pedaços.
Embora o escudo tenha impedido o superaquecimento e derretimento da cápsula, os oficiais quiseram entender o problema para evitar falhas catastróficas no futuro. Eles ajustaram a formulação do material que será usado nos escudos térmicos futuros para permitir que os gases escapem em vez de se acumularem.
Tripulação
A tripulação será formada pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da agência americana, além de Jeremy Hansen, representando a Agência Espacial Canadiana. Eles viajarão a bordo da nave Orion.
Tripulação viajará mais de 370 mil quilômetros da Terra em missão histórica
Reprodução/X
Dentro da campanha Artemis, a missão tem como objetivo principal validar todos os sistemas necessários para voos tripulados de longa duração no espaço profundo. Os dados obtidos serão fundamentais não apenas para o retorno sustentável à Lua, mas também para futuras missões humanas a Marte.
Segundo o plano da missão, após alcançar a órbita lunar, a Orion executará uma manobra conhecida como injeção translunar. Nesse momento, o módulo de serviço da nave fornecerá o impulso final que colocará a cápsula em uma trajetória de aproximadamente quatro dias rumo ao espaço profundo.
A nave contornará o lado oculto da Lua e seguirá uma rota em forma de oito, alcançando mais de 370 mil quilômetros de distância da Terra antes de iniciar o retorno.
Desde o ataque americano à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, as autoridades venezuelanas prenderam pelo menos 31 pessoas e as acusaram de apoiar o ataque dos Estados Unidos, de acordo com uma análise de notícias locais. Várias delas foram detidas por vídeos que postaram nas redes sociais, mas o caso mais marcante foi a prisão de 25 meninos e jovens em Barcelona, ​​uma cidade de porte médio a cerca de cinco horas a leste de Caracas.
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Em 5 de janeiro, dois dias após a prisão de Maduro, os garotos estavam na cidade para uma guerra de balões de água. A atividade é uma tradição anual que dá início às comemorações do Carnaval em Barcelona. Mas diante dos acontecimentos daquele final de semana, toda aquela gritaria e risadas não agradaram às autoridades.
Policiais locais e soldados da Guarda Nacional chegaram em peso e, segundo dois dos garotos e familiares de outros quatro, dispararam tiros. Os jovens, com idades entre 13 e 25 anos, se dispersaram, mas a polícia prendeu 25 deles. Dois dias depois, promotores estaduais apresentaram acusações pelo crime de traição.
“Vou ferrar com vocês todos”, lembrou um dos garotos, de 17 anos, de um policial lhe dizendo após a prisão, usando um palavrão. “Vocês todos apoiam Donald Trump”.
Um repórter e um fotógrafo do New York Times visitaram, na semana passada, o bairro onde a maioria dos detidos mora e entrevistaram dois dos garotos e sete familiares. Muitos deles, assim como outros venezuelanos em todo o país, falaram sob condição de anonimato por medo de represálias do governo. Os relatos revelaram que, sob o governo interino venezuelano — comandado pela ex-vice-presidente Delcy Rodríguez e apoiado por Washington — a vigilância e a repressão contra os cidadãos estão em pleno vigor.
Durante a ida dos jornalistas a Barcelona, a cidade estava tensa. Agentes armados em quatro pontos de controle interrogavam e, por vezes, revistavam transeuntes. Ao pôr do sol, no bairro densamente povoado onde os garotos detidos moravam, cerca de uma dúzia de policiais em motocicletas patrulhavam as ruas. A presença policial havia aumentado desde a prisão de Maduro, segundo moradores.
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Os meninos e jovens detidos no início do ano enchiam balões de água na margem do Rio Neverí e, de acordo com vídeos, corriam uns atrás dos outros em um terreno baldio, jogando os balões e rindo. Quando as autoridades chegaram, eles pensaram que as prisões seriam apenas temporárias, para lhes dar uma lição sobre causar tumulto na rua. Mas quando a polícia começou a mencionar Trump e Maduro, e depois transferiu o grupo para uma prisão maior, ficou claro que a situação era mais séria.
— Todos começamos a chorar e perguntar por quê, dizendo que eles não eram criminosos, que eram apenas crianças brincando de Carnaval — disse a mãe de dois detidos, descrevendo a cena de pais angustiados do lado de fora da prisão. — Porque o país estava em apuros — disse-lhe a polícia, acrescentou ela. “E se soubéssemos como estava o país, por que deixávamos nossos filhos na rua?”
Quinze menores do grupo foram indiciados por várias acusações, incluindo “traição à pátria”, de acordo com um documento judicial consultado pelo New York Times. As famílias dos 10 detidos maiores de 18 anos disseram que eles também foram acusados ​​de traição.
As famílias começaram a distribuir vídeos sobre os adolescentes nas redes sociais, denunciando sua detenção. Os vídeos ganharam repercussão na comunidade local e, uma semana após serem presos, as autoridades libertaram os 15 menores sob a condição de que permanecessem na Venezuela e comparecessem ao tribunal uma vez por mês. Já os 10 detidos adultos permanecem presos.
— Não como há dias — disse Scarlett Ruiz, de 24 anos, irmã de um dos detidos, de 19 anos, que se preparava para entrar na faculdade este ano. Ela disse que a família tem levado refeições para ele e comparecido às audiências judiciais nas últimas duas semanas, observando seu estado de saúde se deteriorar.
— Meu irmão não está dormindo. Ele tem olheiras — disse Ruiz. — Eles dizem coisas como: “Vocês não vão sair daqui”.
María Reyes disse que estava preocupada com seu filho de 21 anos detido, pois ele sofria regularmente de crises epilépticas. E Karen García, mãe de um detento de 18 anos, disse que não via o filho desde o dia da prisão. Ela está confusa sobre como sua família se envolveu na situação.
— Não somos pessoas políticas, nem temos interesse em dar opiniões sobre isso — disse ela. — A única coisa que queremos é a liberdade para nossos filhos.
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Repressão e medo seguem presentes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a liderança interina da Venezuela, descrevendo-a como altamente cooperativa, particularmente por facilitar o acesso dos EUA ao petróleo do país. Esses líderes, os mesmos que ajudaram a comandar o regime autoritário de Maduro, também receberam manchetes positivas pela libertação de quase 150 presos políticos, cerca de um sexto do total estimado no país.
Mas, ao mesmo tempo, eles aumentaram silenciosamente esse número, detendo e prendendo pessoas suspeitas de se oporem ao governo, como parte de uma campanha nacional para sufocar a dissidência desde que os Estados Unidos capturaram Maduro há três semanas.
As forças de segurança montaram postos de controle em rodovias, revistaram celulares de cidadãos, extorquiram pessoas cujos telefones continham críticas ao governo e prenderam dezenas de outras suspeitas de comemorar a captura de Maduro.
— Você pode ser detido simplesmente por andar pelas ruas. Não no sentido de ser preso, mas de ser parado e ter seu celular confiscado — disse Andrés Azpúrua, ativista pela liberdade na internet na Venezuela que acompanha a repressão do governo. — Isso acontece há muito tempo. Mas não nessa escala.
O resultado é que muitos venezuelanos, embora talvez mais esperançosos desde a prisão de Maduro, continuam com medo de expressar sua opinião em voz alta
— Sabemos o que está acontecendo, mas ninguém pode se manifestar — contou um motorista de 49 anos, que mora no mesmo estado que os meninos detidos. — Queremos gritar, comemorar, mas não podemos. Eu quero, mas não sei onde.
Durante a entrevista, o homem frequentemente falava em sussurros, com medo de que seu vizinho ouvisse e o denunciasse à polícia. Ele acrescentou que sempre deixa o celular em casa quando sai, com medo de que a polícia o reviste.
O governo venezuelano não respondeu ao pedido de comentário. Diosdado Cabello, o poderoso ministro do Interior do país, que comanda grande parte das forças de inteligência e segurança do Estado, reconheceu na semana passada que alguns agentes extorquiram cidadãos.
— Eu disse aos policiais que, para quem quer ser policial, extorsão não tem lugar aqui — afirmou, segundo uma publicação de seu partido político.
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‘Ótimo trabalho’
A ansiedade dos venezuelanos é alimentada por anos de dura e sistemática repressão por parte do governo Maduro. Uma complexa mistura de forças de segurança — de soldados e policiais a agentes de inteligência e milícias armadas e mascaradas — que espionava, ameaçava, extorquia e prendia pessoas consideradas uma ameaça potencial ao regime. Os alvos incluíam políticos da oposição, ativistas, acadêmicos, jornalistas e até mesmo pessoas comuns que simplesmente criticavam o governo em conversas privadas.
Nas últimas duas semanas, as autoridades venezuelanas têm libertado gradualmente cerca de um sexto dos quase 900 presos políticos do país, segundo estimam grupos de direitos humanos. A Casa Branca reivindicou o mérito. Nos últimos dias, Trump também elogiou consistentemente a presidente interina ao mesmo tempo em que criticava a rival dela, María Corina Machado, líder da oposição exilada.
— Ela está fazendo um ótimo trabalho. Temos um ótimo relacionamento — disse o presidente americano sobre Delcy na semana passada.
Enquanto isso, a líder chavista tem supervisionado uma repressão interna. No dia em que Maduro foi capturado, Delcy anunciou um estado de emergência na Venezuela que, na prática, deu ao governo a autoridade para deter qualquer pessoa suspeita de apoiar o ataque dos EUA. Ela alegou que Maduro havia assinado a medida — supostamente enquanto buscava segurança após o início dos ataques.
Um brasileiro admitiu nesta quinta-feira ser culpado de atacar um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) após ser detido na cidade de Hartford, capital do estado americano de Connecticut. O caso aconteceu em junho do ano passado, e o brasileiro encontra-se preso desde então.
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O acusado foi identificado pelo Departamento de Justiça dos EUA como Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, de 25 anos.
Em outubro de 2023, as autoridades americanas emitiram um mandado de prisão contra Ferreira Borges acusando-o de violar a Lei de Imigração e Nacionalidade.
O brasileiro foi preso no dia 25 de junho do ano passado por agentes do ICE na rua Zion, em Hartford. Segundo o Departamento de Justiça, ele resistiu à prisão. Ao ser colocado em uma viatura, Borges “chutou, se debateu e gritou obscenidades para os oficiais”.
“Ferreira Borges começou a levantar e movimentar a perna, que estava a centímetros do agente de Operações de Execução e Remoção (ERO, na sigla em inglês) que dirigia o veículo. Ferreira Borges afirmou que iria chutar o policial no pescoço. Ferreira Borges começou então a morder outro agente do ERO que tentava controlá-lo e cuspiu no agente do ERO que conduzia o veículo”, descreveu o Departamento de Justiça em nota.
Borges também tem um processo pendente no Tribunal Superior de Connecticut decorrente de uma prisão em setembro de 2023. Nesse caso, ele é acusado de agressão à segurança pública, emergência médica, transporte público ou pessoal de saúde; agressão em terceiro grau e intimidação baseada em intolerância ou preconceito de primeiro grau.
A Justiça da Bélgica revelou neste sábado a atuação de um grupo de golpistas que vem se passando pelo rei Filipe para tentar obter dinheiro de autoridades estrangeiras e empresários, por meio de e-mails, telefonemas e vídeos gerados por inteligência artificial.
Segundo o Ministério Público do país, as vítimas são escolhidas com cuidado, a partir de possíveis conexões com a família real belga. Desde o início de 2025, indivíduos desconhecidos passaram a se apresentar como o próprio monarca, seu chefe de gabinete, Vincent Houssiau, ou o general Stéphane Dutron, diretor do Serviço Geral de Inteligência e Segurança (SGRS), com o objetivo de obter recursos financeiros.
De acordo com a promotoria, “Felizmente, a maioria das vítimas percebeu rapidamente o golpe” e “apenas em um caso uma quantia em dinheiro foi efetivamente transferida”.
Os suspeitos entraram em contato com famílias belgas próximas à realeza, além de autoridades estrangeiras e empresários. Em um primeiro momento, solicitaram apoio financeiro para a suposta libertação de jornalistas belgas que, segundo alegavam, estariam sendo mantidos como reféns na Síria.
Rei Filipe, da Bélgica, posa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Após algumas semanas sem novas denúncias, no início de janeiro de 2026 foi registrada uma nova onda de tentativas de golpe. Desta vez, o foco recaiu principalmente sobre empresários belgas, com um “novo elemento chamativo”: o convite para uma videoconferência destinada a convencer as vítimas de que se tratava, de fato, do rei.
“As imagens desse encontro em vídeo provavelmente foram geradas por inteligência artificial”, informou a Justiça.
Além disso, alguns empresários receberam convites falsos para um suposto jantar de gala, acompanhados de pedidos de contribuição ou patrocínio para um evento que, na realidade, não existia.
Um total de 61 pessoas morreram entre quarta e sexta-feira (23) no Afeganistão devido à forte nevasca e chuva, segundo um balanço preliminar divulgado no sábado pela Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (ANDMA). Outras 110 pessoas ficaram feridas e 458 casas foram parcial ou totalmente destruídas, principalmente nas províncias do norte e do centro do país, de acordo com um mapa publicado pela ANDMA na plataforma de mídia social X.
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Um porta-voz da autoridade de gestão de desastres pediu aos cidadãos que evitem viagens desnecessárias, pois muitas estradas permanecem bloqueadas ou cobertas de neve. Em Bamyan, no centro do país, alimentos foram distribuídos aos motoristas que ficaram presos em uma passagem de montanha coberta de neve.
Uma das principais rodovias do país, a Rodovia Salang, está completamente fechada ao tráfego, segundo autoridades locais na província de Parwan, no leste do país.
Afeganistão sofre com inundações e deslizamentos de terra, especialmente em áreas remotas com infraestrutura frági
Wakil Kohsar/AFP
Nos últimos dias, nove crianças morreram em decorrência dos ventos fortes e das chuvas, seis delas apenas na última quarta-feira, em Kandahar. Neste mesmo dia, outro incidente na província de Nuristan, no leste do país, matou três membros da mesma família e deixou outros dois feridos após um deslizamento de terra provocado por fortes chuvas atingir uma casa na vila de Quraish.
— Duas meninas de 10 anos e um adolescente foram mortos — disse à AFP Fraidoon Samim, porta-voz do governo provincial de Nuristan na ocasião.
O Afeganistão sofre frequentemente com inundações, deslizamentos de terra e tempestades mortais, especialmente em áreas remotas com infraestrutura frágil, deixando as comunidades vulneráveis ​​a condições climáticas extremas.
Em documento estratégico divulgado pelo Pentágono na sexta-feira, o governo americano deixa claro que as Forças Armadas dos Estados Unidos assumirão novas prioridades em 2026, em claro contraste de postura com a atuação de administrações anteriores. Entre os destaques mais importantes da Estratégia de Defesa Nacional (NDS, na sigla em inglês) de 2026 estão a proteção do território nacional e a dissuasão da China, além do apoio “mais limitado” a aliados e a inserção da América Latina no topo da agenda.
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A estratégia deste ano, de 34 páginas, representa uma mudança significativa em relação às políticas anteriores do Pentágono, tanto na ênfase em parceiros assumindo maiores responsabilidades com menos apoio de Washington, quanto no tom mais moderado em relação a adversários tradicionais como a China e a Rússia. As versões anteriores da estratégia — publicadas a cada quatro anos — apontavam a ameaça representada pela China como a principal prioridade de defesa. Agora, as relações com Pequim serão abordadas através da “força, não do confronto”, afirma o relatório.
“À medida que as forças americanas se concentram na defesa do território nacional e da região Indo-Pacífica, nossos aliados e parceiros em outros lugares assumirão a responsabilidade principal por sua própria defesa, com apoio crucial, porém mais limitado, das forças americanas”, destaca o documento.
A estratégia de defesa anterior, divulgada durante a presidência de Joe Biden, descrevia a China como o desafio mais significativo para Washington e afirmava que a Rússia representava uma “ameaça aguda”. Em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump, o Pentágono descreveu “poderes revisionistas”, como a China e a Rússia, como o “desafio central” para a segurança dos EUA.
O novo texto, no entanto, defende a manutenção de “relações respeitosas” com Pequim, sem mencionar Taiwan, a ilha democraticamente eleita e aliada dos Estados Unidos, que a China reivindica como sua. Além disso, descreve a ameaça russa como “persistente, mas administrável”, afetando particularmente os membros orientais da Otan.
Tanto as estratégias de Biden quanto as de Trump enfatizam a importância da defesa do território nacional, mas suas descrições dos desafios enfrentados pelos Estados Unidos divergem significativamente. A Estratégia de Defesa Nacional do governo Trump critica o governo anterior por negligenciar a segurança das fronteiras, afirmando que isso levou a uma “enxurrada de imigrantes ilegais” e ao tráfico generalizado de drogas.
“Segurança de fronteiras é segurança nacional”, e o Pentágono “priorizará, portanto, os esforços para selar nossas fronteiras, repelir formas de invasão e deportar imigrantes ilegais”, acrescenta o documento.
Durante seu governo, Biden concentrou-se na China e na Rússia, afirmando que elas representavam “desafios mais perigosos à segurança nacional e à segurança interna” do que até mesmo a ameaça do terrorismo. Os perigos oferecidos pelas mudanças climáticas, que o governo anterior havia identificado como uma “ameaça emergente”, também não são mencionados neste roteiro para 2026.
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Restauração da ‘dominância militar’ na América Latina
Assim como a Estratégia de Segurança Nacional de Trump, divulgada no mês passado, a Estratégia de Defesa Nacional coloca a América Latina na vanguarda da agenda dos EUA. O Pentágono “restaurará a dominância militar dos EUA no Hemisfério Ocidental. Usaremos essa dominância para proteger nossa pátria e nosso acesso a territórios-chave em toda a região”, afirma o documento do Pentágono.
Na estratégia de dezembro, publicada pela Casa Branca, o governo americano já deixava claro o reforço da presença americana e a contraposição à influência de atores de fora da região no Hemisfério, implicitamente a China, como “consistente com os interesses de segurança dos EUA”.
Desde que retornou ao cargo no ano passado, Trump tem repetidamente mobilizado as forças armadas dos EUA na América Latina, incluindo a ordem de uma operação militar surpreendente que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, bem como ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental, que deixaram mais de 100 mortos.
(Com AFP)
A Polícia Nacional da Espanha libertou 15 mulheres chinesas submetidas à exploração sexual em Palma de Maiorca e prendeu 14 integrantes da organização criminosa responsável pelo esquema. Segundo a corporação, as vítimas eram aliciadas com promessas enganosas de emprego e mantidas em condições análogas à escravidão.
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Em comunicado divulgado neste sábado, a polícia informou que a rede obtinha lucros não apenas com a exploração sexual, mas também com a venda de estimulantes e drogas aos clientes.
“As vítimas permaneciam sob um regime de escravidão, deviam estar disponíveis de forma permanente e eram forçadas a realizar atendimentos a domicílio”, afirmou a Polícia Nacional.
De acordo com as investigações, parte das mulheres já estava na Espanha, enquanto outras viajaram da China após aceitarem falsas ofertas de trabalho. “Algumas delas relataram que já estavam na península e outras que haviam viajado da China para a Espanha após aceitarem supostas ofertas de trabalho como massagistas de caráter terapêutico, com um salário aproximado de 2.000 euros mensais, ou ainda como cozinheiras ou cuidadoras”, acrescenta o comunicado.
A operação contou com o apoio da ONG Our Rescue e resultou na prisão de 12 suspeitos nas Ilhas Baleares — arquipélago ao qual pertence Maiorca — e outros dois em Barcelona. Sete dos detidos tiveram a prisão preventiva decretada.
Segundo a polícia, todos os presos são de nacionalidade chinesa, com exceção de um espanhol. Os investigadores apuraram ainda que o dinheiro obtido com a atividade criminosa era enviado à China por meio de um esquema de conversão de moeda. Com os rendimentos obtidos pela atividade, “eram realizadas remessas de dinheiro a cidadãos chineses encarregados de efetuar a conversão da moeda para yuans, sendo posteriormente depositados em contas bancárias na China”.
As mulheres eram submetidas a jornadas exaustivas e sem qualquer autonomia. Elas eram obrigadas a trabalhar “24 horas por dia, sete dias por semana, sem liberdade de locomoção e sem possibilidade de recusar qualquer cliente”.
A investigação teve início após duas denúncias anônimas e ganhou força quando uma das vítimas conseguiu escapar e procurar a polícia. Ela relatou ter sofrido agressões sexuais e físicas, um depoimento considerado “crucial” para o avanço do caso, segundo a Polícia Nacional.
O vice-presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Oke Gottlich, afirmou que é preciso “debater seriamente” a possibilidade de um boicote em massa à Copa do Mundo desse ano, nos EUA, em função das ações de Donald Trump, em especial a sua tentativa de anexar a Groenlândia . As falas do dirigente foram dadas em uma entrevista ao jornal alemão Hamburger Morgenpost.
— Chegou a altura de considerar e debater seriamente a possibilidade de uma retirada em massa do Campeonato do Mundo — defendeu Gottlich, membro do Comité Executivo da DFB e presidente do St. Pauli, clube da Bundesliga.
Gottlich relembrou os boicotes às Olimpíadas de 1980, em Moscou, eem 1984, em Los Angeles, como reflexo da Guerra Fria.
— Na minha avaliação, a ameaça potencial agora é maior do que era então. Temos de discutir isto — disse o dirigente.
Ele ainda criticou as diferentes posturas das entidades esportivas a depender da situação, mesmo que envolva política
— O Catar era demasiado político para todos, e agora somos completamente apolíticos? É uma coisa que me incomoda verdadeiramente. Como organizações e como sociedade, esquecemos de como estabelecer tabus e limites e como defender valores. Os tabus são uma parte essencial da nossa postura. Um tabu é quebrado quando alguém ameaça? Um tabu é quebrado quando alguém ataca? Quando pessoas morrem? Gostaria de saber, da parte de Donald Trump, quando é que atingiu o seu limite, e gostaria de saber, da parte de Bernd Neuendorf (presidente da Federação Alemã de Futebol), e Gianni Infantino (presidente da FIFA).
Governo defende autonomia para Federação de Futebol decidir sobre boicote
A ideia de um boicote, por parte da Alemanha, vem sendo comentada por parlamentares locais. Nessa semana, o governo alemão afirmou que a Federação Alemã de Futebol (DFB) terá total “autonomia” para discutir com a Fifa se boicotará ou não a Copa do Mundo. O presidente americano ameaça anexar a Groenlândia e aumentar as tarifas contra os países europeus que se opuserem ao plano.
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“Essa avaliação, portanto, cabe às federações envolvidas, neste caso a DFB e a Fifa. O governo federal acatará a decisão delas”, afirmou a Secretária de Estado do Esporte, Christiane Schenderlein, em um comentário enviado por e-mail à AFP.
A AFP questionou o governo sobre a possibilidade de um boicote à Copa do Mundo, que será realizada no Canadá, nos Estados Unidos e no México, de 11 de junho a 19 de julho.
— O governo federal respeita a autonomia do esporte. As decisões relativas à participação em grandes eventos esportivos ou a boicotes são de responsabilidade exclusiva das federações esportivas, e não da esfera política — afirmou Schenderlein, membro da CDU, partido conservador do chanceler Friedrich Merz.
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Na Alemanha, potência do futebol, as primeiras vozes a defender um boicote — e até mesmo o cancelamento — da Copa do Mundo surgiram nos últimos dias em resposta às ameaças do magnata republicano.
“Se Donald Trump cumprir suas ameaças em relação à Groenlândia e desencadear uma guerra comercial com a União Europeia, acho difícil imaginar os países europeus participando da Copa do Mundo”, declarou o influente deputado conservador Roderich Kiesewetter ao jornal Augsburger Allgemeine nesta terça-feira.
Outro deputado da CDU, Jürgen Hardt, porta-voz do partido para a política externa, disse ao jornal Bild que o “cancelamento do torneio” seria um “último recurso para fazer o presidente Trump cair em si”. Apelando por uma “resposta unificada” da Europa, o deputado social-democrata (SPD) Sebastian Roloff mencionou ao jornal econômico Handelsblatt a possibilidade de “considerar a retirada da Copa do Mundo”.
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De acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatística (INSA) realizada para o Bild na quinta e sexta-feira com 1.000 pessoas, quase metade dos alemães (47%) aprovaria um boicote à Copa do Mundo caso Washington anexasse a Groenlândia. Mais de um terço (35%) se oporia.
Tetracampeã mundial, a seleção alemã não perde uma Copa do Mundo desde o período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial (1950). Donald Trump tem uma relação próxima com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que lhe entregou o recém-criado Prêmio da Paz da Fifa durante o sorteio da Copa do Mundo em dezembro.
O menino de 12 anos atacado por um tubarão na cidade australiana de Sydney morreu, comunicou a família neste sábado. Nico Antic havia sido mordido na semana passada enquanto nadava com amigos.
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Segundo os pais, Lorena e Juan Antic, o garoto não resistiu aos ferimentos provocados pelo ataque de um tubarão de grande porte. “Nos parte o coração comunicar que nosso filho, Nico, faleceu”, disseram em comunicado.
No momento do ataque, as crianças pulavam na água a partir de uma rocha de cerca de seis metros de altura, no subúrbio de Vaucluse, no leste de Sydney. De acordo com a polícia, as fortes chuvas recentes haviam inundado o porto e deixado a água turva.
Nico Antic apresentava hemorragia grave quando foi resgatado por uma lancha da polícia. Ele foi encaminhado ao hospital em estado crítico.
Austrália registrou série de ataques de tubarões ao longo das últimas semanas
AFP
O ataque foi um dos quatro registrados em um intervalo de dois dias na região, o que levou as autoridades a fecharem dezenas de praias de Sydney. O caso também representa a terceira morte recente relacionada a ataques de tubarão na Austrália.
Especialistas apontam que o aumento da densidade populacional ao longo do litoral australiano e a elevação da temperatura dos oceanos têm alterado os padrões migratórios dos tubarões, o que pode estar contribuindo para a maior incidência de ataques.
A China informou neste sábado a abertura de uma investigação contra um vice-presidente de sua poderosa Comissão Militar Central (CMC) e outro alto funcionário do comando militar, ambos suspeitos de “graves violações da disciplina”, expressão usada pelo regime como eufemismo para corrupção.
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A medida se insere na ampla campanha anticorrupção conduzida pelo presidente Xi Jinping, que está no poder há mais de uma década e que tem atingido sucessivamente quadros de alto escalão do Partido Comunista e das Forças Armadas.
“Após uma avaliação (…), decidiu-se iniciar uma investigação contra Zhang Youxia e Liu Zhenli”, informou o Ministério da Defesa chinês em comunicado oficial.
Segundo a pasta, ambos são suspeitos de “graves violações da disciplina e da lei”.
A Comissão Militar Central é o órgão máximo de comando das Forças Armadas chinesas, responsável por assegurar o controle do Partido Comunista sobre o Exército e coordenar a política de defesa nacional.
Quem são os militares?
Zhang Youxia, de 75 anos, é o general de mais alta patente entre os dois vice-presidentes da CMC. Ele divide o posto com Zhang Shengmin, general da força de foguetes, que assumiu o cargo em outubro, após a destituição de seu antecessor em outra investigação anticorrupção.
Zhang Youxia, de 75 anos, é o general de mais alta patente entre os dois vice-presidentes da Comissão Militar Central da China (CMC)
AFP
Já Liu Zhenli, de 61 anos, ocupa o cargo de chefe do Estado-Maior Conjunto da CMC, posição estratégica na hierarquia militar chinesa.
Os dois generais são subordinados diretos de Xi Jinping, que preside a Comissão Militar Central desde 2012.

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