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Os deputados franceses deram nesta segunda-feira sinal verde para proibir as redes sociais a menores de 15 anos, uma medida que busca proteger a saúde mental dos adolescentes e combater o ciberbullying. A medida, que também precisa da aprovação do Senado para entrar em vigor, chega após a Austrália ter vetado, em dezembro, o uso de redes sociais por menores de 16 anos — algo inédito no mundo.
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O presidente francês, Emmanuel Macron, quer transformar a proteção dos menores nas redes sociais e a regulação do tempo diante das telas em um dos marcos de seu segundo mandato, que termina em meados de 2027.
“As emoções de nossas crianças e adolescentes não estão à venda nem para serem manipuladas pelas plataformas americanas, nem pelos algoritmos chineses”, disse Macron em um vídeo publicado no sábado.
Essa vontade se materializou em uma proposta de lei de seu partido, o Renascimento, que a Assembleia Nacional (câmara baixa) começou a debater na tarde desta segunda-feira e cuja análise continuava até a noite. Os deputados já apoiaram vetar as redes sociais a menores de 15 anos e seguiam o debate sobre o restante dos artigos da proposta. Em seguida, devem se pronunciar sobre o texto como um todo.
“A França pode ser pioneira na Europa”, comemorou nesta segunda-feira o líder dos deputados governistas, Gabriel Attal, para quem o país ganharia em independência diante de “algumas potências” que “querem colonizar as mentes”.
Projeto que proíbe menores de 15 anos de usarem redes sociais avança na França
Bertrand Guay/AFP
O também ex-primeiro-ministro espera que o Senado dê sua aprovação em fevereiro, para que o texto entre em vigor em 1º de setembro, quando os alunos retornam às aulas após as férias de verão.
“Paternalismo digital”
A preocupação com o impacto das redes sociais na saúde mental de adolescentes e jovens cresce no mundo. Países como Espanha e Dinamarca também estudam sua proibição. Um julgamento sem precedentes começa nesta terça-feira no estado americano da Califórnia, onde um júri popular deverá determinar se TikTok, Instagram e YouTube projetaram deliberadamente seus aplicativos para tornar a juventude dependente.
As redes sociais como TikTok ou Snapchat, onipresentes na vida dos adolescentes, podem prejudicar sua saúde mental, alerta a agência francesa de segurança sanitária, Anses. São numerosos os riscos apontados, incluindo o ciberbullying, a comparação permanente ou a exposição a conteúdos violentos. Também se alerta para os sistemas de captação da atenção, em detrimento do sono.
O governo, que apoia essa iniciativa parlamentar, quer agir rapidamente: a proibição entraria em vigor a partir de setembro para as novas contas, e as já existentes seriam desativadas antes de 1º de janeiro de 2027. As forças de centro, direita e extrema-direita apoiaram a proibição, que, em contrapartida, dividiu a oposição de esquerda. Sua ala radical, representada pela A França Insubmissa (LFI), denunciou um “paternalismo digital” e uma solução “simplista”.
“Viciada no celular”
Os deputados devem debater agora a outra medida emblemática: proibir os celulares nos liceus frequentados por jovens de 15 a 18 anos. Essa norma já se aplica nas escolas primárias e nos centros do primeiro ciclo do ensino secundário. Alguns já experimentam essa medida, como o liceu profissional de Montsoult, cerca de 25km ao norte de Paris. Ali, seus 600 alunos devem deixar os celulares em maletas durante as aulas.
No início de cada aula, o professor passa uma maleta preta onde cada aluno deposita seu celular. Isso “acalmou o clima escolar”, porque “muitas altercações” estavam ligadas ao uso dos aparelhos, explicou à AFP a professora Christine Antunes.
“No começo foi complicado, porque sou viciada no celular”, admitiu, por sua vez, Lina, de 18 anos. “Mas isso me ajudou a me concentrar” e “minhas notas melhoraram”, reconheceu a aluna, que afirmou passar até 12 horas por dia diante da tela.
A aprovação da política de imigração do presidente americano, Donald Trump, atingiu o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca no ano passado, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira, com a maioria dos americanos avaliando que a repressão aos imigrantes é excessiva. O levantamento foi feito antes e depois da morte de um segundo cidadão americano em Minneapolis, Alex Pretti, em confrontos com agentes de imigração durante protestos no fim de semana.
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O tema da imigração, que havia sido um ponto forte após sua posse, perdeu apoio ao longo dos últimos meses. Segundo a pesquisa, apenas 39% dos americanos aprovam a política de imigração de Trump, uma queda em relação aos 41% do início de janeiro, enquanto 53% desaprovam.
A maioria dos 1.139 entrevistados (58%) afirmou que os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) foram longe demais em suas ações, contra 12% que consideram a repressão insuficiente e 26% que a avaliam como adequada. A percepção também varia por partido: cerca de nove em cada dez democratas veem excessos, frente a dois em cada dez republicanos e seis em cada dez independentes.
A aprovação geral do presidente também recuou de 41% para 38%, igualando o nível mais baixo de seu mandato atual. A pesquisa tem uma margem de erro de cerca de três pontos percentuais.
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A pesquisa foi divulgada em meio a um cenário interno turbulento, com a morte de Pretti por agentes do ICE no sábado em Minneapolis, poucas semanas após Renee Good também ter sido morta nas mesmas circunstâncias na cidade, o que levou a grandes protestos.
Após a morte de Pretti, Trump enviou seu principal responsável pela fiscalização da fronteira, Tom Homan, a Minneapolis nesta segunda-feira e adotou um tom mais conciliatório do que o inicial, numa tentativa de amenizar a indignação nacional causada pelo segundo assassinato de um cidadão americano que protestava contra as operações militares de imigração neste mês.
O presidente também afirmou que teve uma conversa por telefone com o governador do estado de Minnesota, o democrata Tim Walz, e que Homan e ele devem articular uma possível colaboração.
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Apesar da abertura oferecida pelo presidente, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt declarou durante uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda que as mortes a tiros de Good e Pretti foram causadas pelas ações do governo local e estadual, incluindo o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis, que, segundo ela, espalharam “mentiras” sobre as operações de fiscalização da imigração. Leavitt afirmou que os democratas são responsáveis por encorajar “agitadores de esquerda a perseguir, gravar, confrontar e obstruir” agentes federais de imigração.
Na sequência, a porta-voz declarou que, se as forças policiais locais de Minnesota forem trabalhar em conjunto com o ICE, como sugerido na ligação entre Trump e Walz, o envio de agentes da Patrulha de Fronteira para Minneapolis não seria mais necessário. Ela reforçou ainda que Walz pediu a Trump que reduzisse o número de agentes de imigração presentes no estado.
Diante do aumento de pedidos por uma investigação completa do ocorrido, incluindo de aliados republicanos, Trump evitou dizer se o agente federal que matou Pretti em Minneapolis agiu de forma apropriada em entrevista telefônica de cinco minutos concedida ao Wall Street Journal na noite de domingo. O presidente também afirmou que o governo está revisando o caso. Trump também sinalizou que agentes federais de imigração poderão deixar a região “em algum momento”, sem indicar prazo.
Com agências internacionais.
Um grupo de direitos humanos com sede nos Estados Unidos declarou nesta segunda-feira que confirmou a morte de quase 6 mil pessoas nas manifestações duramente reprimidas no Irã, onde os Estados Unidos nunca descartaram uma intervenção militar. Os protestos que sacodem a República Islâmica começaram no fim de dezembro contra o custo de vida, mas se transformaram em um movimento contra o regime teocrático estabelecido desde a revolução de 1979.
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Grupos de direitos humanos acusaram as autoridades de atirar diretamente contra os manifestantes e de bloquear o acesso à internet desde 8 de janeiro para ocultar a dimensão da repressão. Os líderes religiosos seguem no poder apesar do desafio representado pelos protestos, e opositores do sistema veem na intervenção externa o motor mais provável de mudança.
O presidente americano, Donald Trump, mantém sobre a mesa a opção de uma intervenção militar e informou que Washington enviou uma frota da Marinha à região. O Ministério das Relações Exteriores do Irã reagiu nesta segunda-feira e advertiu que responderia de forma “contundente” a qualquer “agressão”.
As ONGs que monitoram o número de vítimas da repressão denunciaram que seu trabalho foi dificultado pelo bloqueio da internet na região. Também advertiram que os números citados pelas autoridades provavelmente são muito inferiores ao total real de vítimas. A organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, afirmou ter confirmado a morte de 5.848 pessoas, entre elas 209 integrantes das forças de segurança.
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No entanto, o grupo acrescentou que ainda investiga outras 17.091 possíveis mortes. Segundo a organização, ao menos 41.283 pessoas foram detidas. Em seu primeiro balanço oficial dos protestos, as autoridades iranianas informaram na semana passada 3.117 mortes, a maioria de integrantes das forças de segurança ou de transeuntes inocentes assassinados por “vândalos”.
“Estamos vigiando o Irã”
O observatório Netblocks confirmou que o bloqueio da internet segue em vigor e afirmou que busca ocultar “a dimensão da repressão mortal contra a população civil”. No fim de semana passado, o canal de televisão em farsi Iran International, com sede no exterior, afirmou que mais de 36.500 pessoas foram mortas pelas forças de segurança entre 8 e 9 de janeiro, citando relatórios, documentos e fontes. Não foi possível verificar imediatamente essa informação.
Enquanto isso, os Estados Unidos concentram forças na região e Trump mantém aberta a possibilidade de uma intervenção militar, após ameaçar Teerã no auge dos protestos. “Estamos vigiando o Irã”, afirmou o presidente americano. “Prefiro que nada aconteça, mas estamos vigiando muito de perto”, insistiu.
A imprensa americana informou que Washington enviou o porta-aviões USS Abraham Lincoln à região. Em junho, os Estados Unidos intervieram brevemente na guerra de Israel contra o Irã, atacando instalações nucleares iranianas. Israel também bombardeou o programa de mísseis balísticos de Teerã e matou vários altos funcionários de segurança iranianos durante os 12 dias de conflito.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, advertiu contra uma eventual intervenção e disse que o país tinha “confiança em suas próprias capacidades”. “A chegada de um navio de guerra desse tipo não afetará a determinação e a seriedade do Irã para defender a nação”, afirmou Baqai, em aparente referência ao USS Abraham Lincoln.
Diversos naufrágios em janeiro deixaram centenas de imigrantes desaparecidos ou mortos no Mediterrâneo, alertou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU nesta segunda-feira (26). Em comunicado, a OIM afirmou estar “profundamente preocupada com os relatos de vários naufrágios”, acrescentando que “as más condições climáticas têm dificultado severamente as operações de busca e resgate”.
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Segundo a agência, “somente nas primeiras semanas de 2026, centenas de pessoas já estão desaparecidas”.
Além disso, acrescentou que, nos últimos dez dias, “três naufrágios foram relatados”, incluindo dois em 23 e um em 25, que teriam resultado em “104 mortes”, disse o porta-voz da OIM, Jorge Galindo, à AFP.
Acredita-se que essas embarcações tenham partido da Líbia e da Tunísia, de acordo com a OIM.
— Também estamos investigando o desaparecimento de barcos na Tunísia com cerca de 380 pessoas desaparecidas — acrescentou.
A agência da ONU só conseguiu confirmar até agora três mortes relacionadas ao incidente de 23 de janeiro, disse Abdelazim.
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“Em Lampedusa, Itália, foram confirmadas três mortes após uma operação de busca e resgate envolvendo uma embarcação que partiu de Sfax, na Tunísia”, informou a OIM.
Entre as vítimas estavam duas meninas gêmeas, com aproximadamente um ano de idade, que morreram de hipotermia pouco antes de desembarcar, segundo a mãe. Um homem também morreu pouco depois da chegada, pelos mesmos motivos.
Sobreviventes relataram que outra embarcação partiu do mesmo local e no mesmo horário, mas nunca chegou ao destino, com pelo menos 51 pessoas a bordo. Acredita-se que essa embarcação tenha afundado na costa de Tobruk, na Líbia.
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Segundo a OIM, outra embarcação afundou com pelo menos 51 pessoas a bordo. Há relatos de um sobrevivente.
A OIM observa que a rota migratória do Mediterrâneo Central é a mais mortal do mundo, com 1.340 mortes registradas no ano passado. Segundo a organização Missing Migrants, ligada à OEM, mais de 33 mil migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo desde 2014.
A tempestade de inverno que paralisou a costa leste e atingiu parte do sul dos Estados Unidos neste fim de semana teve um impacto direto na malha aérea brasileira, com 107 voos com origem ou destino no país afetados. O colapso atingiu seu ápice no domingo (25), dia que se consolidou como o epicentro do “apagão aéreo”. Em um intervalo de 24 horas, passageiros no Brasil e nos EUA enfrentaram 19 cancelamentos de voos e outros 27 atrasos críticos, isolando temporariamente as principais rotas entre as Américas.
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Segundo levantamento realizado pelo GLOBO, monitorando as operações nos aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e nos quatro principais terminais americanos que conectam os países, foram 42 cancelamentos totais e 65 atrasos significativos entre a última sexta-feira (23) e a manhã desta segunda-feira (26).
Os dados apurados mostram como o efeito da tempestade “migrou” e se intensificou ao longo do fim de semana conforme a tempestade piorava. O sinal de alerta soou na sexta-feira, ainda de forma tímida, com cinco cancelamentos. No entanto, o sábado (24) marcou o início do efeito cascata. O Aeroporto de Guarulhos registrou quatro cancelamentos de partidas, mesmo número do Galeão naquele dia, refletindo problemas iniciais em centros de conexão específicos nos EUA, como Dallas.
Foi no domingo, contudo, que a situação se tornou crítica em São Paulo. Com a intensificação da neve em Nova York e o congelamento de pistas no Sul dos EUA, o Aeroporto de Guarulhos viu 11 voos serem cancelados em um único dia. Na ponta americana, o aeroporto JFK, em Nova York, travou suas operações para o Brasil, registrando quatro cancelamentos diretos na rota, enquanto Dallas e Atlanta operavam com restrições severas.
Neve em Nova York neste domingo
CHARLY TRIBALLEAU / AFP
Nesta segunda-feira (26), os números indicam uma lenta retomada, mas a “ressaca operacional” persiste. Até a última atualização da reportagem, foram contabilizados cinco cancelamentos em Guarulhos, reflexo de aeronaves que não conseguiram decolar dos EUA na noite anterior para cumprir a rota de retorno.
Para entender a dimensão do problema, é preciso olhar além do voo direto. O sistema de aviação americano opera no modelo de hubs, ou seja, grandes centros de distribuição de voos. Foi nesse ponto que o passageiro brasileiro mais sofreu.
Companhias americanas como American Airlines, Delta e United viram seus aviões ficarem literalmente “presos” na neve em seus aeroportos-base (Dallas, Atlanta e Newark/Houston, respectivamente). Sem conseguir tirar as aeronaves do solo nos EUA, os voos de volta que partiriam do Brasil foram cancelados por falta de equipamento.
Além disso, há um número não estimado de brasileiros que tenham ficado retidos no meio do caminho. Passageiros que conseguiram embarcar do Brasil para destinos como Miami (onde o clima permitia pousos) tiveram seus voos de conexão cancelados para o destino final na costa leste americana.
Geografia do caos
A segunda-feira amanheceu nos Estados Unidos ainda sob o efeito do colapso aéreo: até as 10h da manhã, o monitoramento do FlightAware contabilizava cerca de 4 mil voos suspensos e mais de 2 mil atrasados dentro do país. Segundo o secretário de Transporte dos EUA, Sean Duffy, o domingo (25) foi o dia com o maior volume de cancelamentos de voos desde março de 2020, marco inicial da pandemia de Covid-19.
Se no fim de semana os aeroportos de Atlanta, Dallas e Charlotte concentraram os cortes, na segunda-feira o problema migrou para o Nordeste. O Aeroporto Logan, em Boston, teve cerca de 60% de suas partidas suspensas, enquanto os terminais da área de Nova York (JFK, La Guardia e Newark) perderam metade de suas decolagens.
Equipes fazem o processo de “degelo” em aeronave da Delta
Divulgação/Delta
Apesar dos transtornos, há otimismo por uma recuperação acelerada. O fim de janeiro, tradicionalmente um período de baixa temporada, oferece às companhias aéreas mais flexibilidade e recursos para realocar aeronaves do que em épocas de feriados. Em entrevista à CNBC, Sean Duffy afirmou que a expectativa é de retorno à normalidade até a quarta-feira.
Em nota, o RIOgaleão confirmou que, de sexta-feira até domingo, dia 25, registrou o cancelamento de sete voos com origem ou destino aos Estados Unidos, em razão das condições meteorológicas em cidades como Atlanta, Dallas, Nova York e Houston.
O Nepal prendeu seis pessoas por uma fraude de cerca de US$ 19,69 milhões (cerca de R$ 104 milhões) relacionada ao resgate de turistas de helicóptero, informou a polícia nesta segunda-feira. A polícia descobriu provas de solicitações às seguradoras, por uma mesma operação de resgate, de voos fretados apresentados falsamente como evacuações de emergência e faturas médicas falsificadas em conivência com hospitais privados.
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Todos os anos, milhares de turistas visitam o Nepal atraídos pelo Himalaia, e os resgates de emergência de helicóptero fazem parte deste mercado. As prisões ocorreram após uma investigação de dois meses e meio do Escritório Central de Investigação, que revelou documentos falsificados e manipulados.
Segundo um comunicado da polícia, três empresas reivindicaram o pagamento de seguros no valor aproximado de US$ 19,69 milhões.
“Este é um problema que investigamos há muito tempo. Seis pessoas foram detidas e as investigações continuarão”, declarou à AFP o porta-voz do órgão, Shiva Kumar Shrestha.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira que vai colaborar com o governador de Minnesota, Tim Walz, no trabalho de “combate à criminalidade” que a Casa Branca alega executar em diversos estados americanos para onde tem enviado agentes federais. A declaração de Trump, feita após encerrar uma ligação com o governador democrata, marca uma ligeira mudança de tom do presidente americano em relação a Walz.
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Após a morte do enfermeiro Alex Pretti, no último sábado, baleado por agentes federais de imigração em Minneapolis, Walz chegou a afirmar que “não se podia confiar” em uma investigação conduzida por autoridades federais. O governador democrata e o presidente republicano, assim como outras autoridades federais, vêm trocando farpas publicamente à medida que a tensão em Minnesota tem aumentado por conta da atuação de agentes da Patrulha de Fronteira e do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no território.
“O governador Tim Walz me ligou com o pedido de trabalharmos juntos em relação a Minnesota. Foi uma ligação muito boa e, na verdade, parecíamos estar em sintonia”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
Segundo o governador, a ligação de hoje entre os dois foi “produtiva” e ele argumentou que “precisam de investigações imparciais sobre os tiroteios em Minneapolis envolvendo agentes federais”. Walz destacou ainda que há necessidade de reduzir o número de agentes federais em Minnesota e disse que Trump concordou em “conversar com seu Departamento de Segurança Interna (DHS) sobre garantir” que a polícia estadual possa participar das investigações sobre os tiroteios.
— O presidente também concordou em analisar a possibilidade de reduzir o número de agentes federais em Minnesota e trabalhar com o estado de forma mais coordenada na aplicação das leis de imigração relacionadas a criminosos violentos — afirmou ele.
Anteontem, o juiz federal Eric Tostrud, indicado ao cargo por Trump, emitiu uma decisão de caráter liminar proibindo autoridades federais de “destruir ou alterar” as evidências sobre a morte de Pretti. A petição foi apresentada pelo procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, que argumentou que agentes federais cometeram erros “estarrecedores” após os disparos contra Pretti no sábado, o que indicaria que “o governo federal pode continuar a reter — e a deixar de proteger — provas”.
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Walz disse ainda que também aproveitou a oportunidade para lembrar Trump de que o Departamento de Correções de Minnesota coopera com o ICE, informando-os quando tem sob custódia uma pessoa que não é cidadã americana.
— Não há um único caso documentado de o departamento ter liberado alguém da prisão estadual sem se oferecer para garantir uma transferência de custódia tranquila — disse Walz.
Apesar da abertura oferecida pelo presidente, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt declarou durante uma coletiva de imprensa nesta tarde que as mortes a tiros de Renee Good e Alex Pretti, ambos mortos por agentes federais em Minneapolis neste mês, foram causadas pelas ações do governo local e estadual, incluindo o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis, que, segundo ela, espalharam “mentiras” sobre as operações de fiscalização da imigração. Leavitt afirmou que os democratas são responsáveis por encorajar “agitadores de esquerda a perseguir, gravar, confrontar e obstruir” agentes federais de imigração.
Na sequência, a porta-voz declarou que, se as forças policiais locais de Minnesota forem trabalhar em conjunto com o ICE, como sugerido na ligação entre Trump e Walz, o envio de agentes da Patrulha de Fronteira para Minneapolis não seria mais necessário. Ela reforçou ainda que Walz pediu a Trump que reduzisse o número de agentes de imigração presentes no estado.
Contexto: Ofensiva do ICE em Minneapolis tem detenção de criança, morte e imagem manipulada
Mais cedo, nesta segunda-feira, Trump havia anunciado que enviaria seu “czar” anti-imigração, Tom Homan, veterano do ICE, ao estado de Minnesota para administrar a atuação da agência no estado. Na publicação de hoje à tarde após a conversa com o governador, Trump revelou ainda que Homan deverá telefonar para Walz a fim de articular uma possível colaboração e que o governador teria ficado ‘feliz’ com o envio do oficial para Minnesota.
Após o incidente de sábado, que reacendeu os manifestações contra à atuação dos agentes do ICE e da Patrulha de Fronteira — ambos subordinados ao Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA —, a secretária do DHS, Kristi Noem, classificou as supostas ações do enfermeiro morto por oficiais federais como “terrorismo doméstico”. Noem acusou o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, de incitar violência contra agentes federais, e enfatizou que Trump estaria preparado para invocar a Lei de Insurreição, caso julgasse necessário.
No domingo, Trump também culpou os democratas pelas mortes de Good e Pretti, sugerindo que os casos ocorreram por uma falta de cooperação com sua campanha anti-imigração. “Tragicamente, os cidadãos americanos perderam a vida como resultado do caos causado pelos democratas”, escreveu em sua plataforma Truth Social.
Entenda: Casaco de comandante de ações anti-imigração vira símbolo de disputa nos EUA por semelhança com uniforme nazista
Mudança de tom
Diante do aumento de pedidos por uma investigação completa do ocorrido, incluindo de aliados republicanos, Trump evitou dizer se o agente federal que matou Pretti em Minneapolis agiu de forma apropriada em entrevista telefônica de cinco minutos concedida ao Wall Street Journal na noite de domingo. O presidente também afirmou que o governo está revisando o caso. Trump também sinalizou que agentes federais de imigração poderão deixar a região “em algum momento”, sem indicar prazo.
— Estamos olhando, estamos revisando tudo e vamos chegar a uma conclusão — disse o republicano, criticando Pretti por portar uma arma durante o protesto, embora testemunhas afirmem que o enfermeiro não empunhava a pistola quando se aproximou dos agentes.
Segundo o DHS, Pretti carregava uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros. O órgão afirmou que o incidente começou depois que o homem abordou os agentes com a arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo. No entanto, imagens do momento contradizem a versão do governo e mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma.
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A troca de acusações entre Frey, Walz, Noem e Trump já havia sido intensa após a morte de Renee Good, uma mulher de 37 anos que foi baleada por um agente do ICE também em Minneapolis. O incidente ocorrido no dia 7 de janeiro, a menos de um quilômetro e meio do local onde George Floyd foi assassinado em 2020, provocou uma onda de protestos em diversas cidades do país contra a violência e a política de imigração do governo Trump. Neste caso, o Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota, agência estadual de investigação forense, foi barrado das investigações, assumidas pelo FBI.
À medida que imagens gravadas anteontem em Minneapolis contradiziam a versão apresentada pelo governo Trump sobre a morte de Pretti, cresciam ontem as desconfianças entre autoridades estaduais de Minnesota e o governo federal. Investigadores e promotores do estado americano entraram com ações na justiça para que agências federais sejam obrigadas a manter intactas evidências coletadas no local do incidente — o que demonstra um temor de ocultação ou destruição de provas enquanto autoridades locais afirmam ter sido impedidas de investigar o caso.
O bloqueio seria o segundo em três semanas. Na apuração da morte de Good, autoridades de Minnesota também requisitaram o trabalho conjunto de seu Departamento de Investigação Criminal (DIC) com o governo federal, mas não obtiveram acesso a fatos e provas cruciais.
A Casa Branca afirmou nesta segunda-feira que o presidente Donald Trump não quer ver ninguém ferido nas ruas dos EUA, mas culpou democratas por incitarem a agitação popular depois que agentes anti-imigração do ICE mataram duas pessoas em Minneapolis, o último sendo Alex Pretti, morto no sábado. Segundo a Casa Branca, Trump também está “pedindo ao Congresso dos Estados Unidos que aprove imediatamente uma legislação que acabe de vez com as cidades-santuário”.
— Ninguém na Casa Branca, incluindo o presidente Trump, quer ver pessoas feridas ou mortas nas ruas da América — disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, a repórteres, antes de culpar os democratas “hostis” pelos distúrbios desde que Trump enviou um grande número de agentes mascarados para Minneapolis.
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Trump se pronuncia após morte: ‘Deixem os nossos agentes de imigração fazerem seu trabalho’
O último episódio ocorreu na manhã de sábado, quando Pretti foi morto por um agente federal da Patrulha de Fronteiras em Minneapolis. O americano, que era enfermeiro de terapia intensiva, filmava a atuação dos agentes quando foi baleado e morto no local. Desde então, membros do governo têm defendido publicamente o agente. Trump foi questionado duas vezes se o oficial havia agido corretamente, mas não respondeu diretamente:
— Estamos olhando, estamos revisando tudo e vamos chegar a uma conclusão — disse o republicano, criticando Pretti por portar uma arma durante o protesto, embora testemunhas afirmem que o enfermeiro não empunhava a pistola quando se aproximou dos agentes. — Eu não gosto de nenhum ataque a tiros. Eu não gosto disso. Mas também não gosto quando alguém vai a um protesto carregando uma arma muito poderosa, totalmente carregada, com dois carregadores cheios de munição. Isso também não fica bem.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), Pretti carregava uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros. O órgão afirmou que o incidente começou depois que o homem abordou os agentes com a arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo. No entanto, imagens do momento contradizem a versão do governo e mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma.
Horas após o ocorrido, Trump afirmou que autoridades locais de Minnesota deveriam deixar os agentes federais de imigração “fazerem o seu trabalho”. Em publicação nas redes sociais, Trump escreveu que o prefeito e o governador da região estavam “incitando a insurreição com sua retórica pomposa, perigosa e arrogante”. O presidente acrescentou que “doze mil imigrantes ilegais criminosos, muitos deles violentos, foram presos e expulsos de Minnesota”.
*Em atualização.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta segunda-feira, por telefone, com o líder americano Donald Trump por cerca de 50 minutos. A ligação ocorre em meio às negociações para ampliar as isenções de setores brasileiros ao tarifaço e à proposta americana para que o Brasil integra o controverso Conselho da Paz, iniciativa dos Estados Unidos que reuniria líderes para mediar uma solução para o conflito em Gaza.
Os dois líderes tocaram em ao menos cinco pontos importantes da agenda bilateral, de acordo com comunicado do Palácio do Planalto.
1.Visita de Lula a Washington
Ambos alinharam uma visita oficial de Lula aos Estados Unidos em fevereiro, a ser realizada depois da viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul. A data definitiva ainda não foi divulgada.
Seria o terceiro encontro pessoal entre os dois presidentes desde que Trump assumiu seu segundo mandato, e o segundo em solo americano. Os dois tiveram um breve encontro, de aproximadamente um minuto, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU em setembro, logo após o discurso de Lula e imediatamente antes da fala de Trump no evento.
Em novembro de 2025, a pedido do governo do Brasil, Trump voltou a se encontrar com Lula, dessa vez na Malásia, onde os dois participaram como convidados da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), bloco que reúne economias do Sudeste Asiático.
2. Conselho da Paz e a posição crítica do Brasil
Na conversa, Lula comentou o convite para a participação do Brasil no que os EUA denominaram Conselho da Paz e “propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina”, segundo o comunicado oficial.
Ainda assim, Lula reforçou na conversa a importância de uma reforma da ONU e do Conselho de Segurança, demandas históricas da diplomacia brasileira. O Conselho da Paz é considerado controverso por ser uma entidade paralela e independente em relação à ONU e que, de certa forma, esvaziaria a organização multilateral em um de seus momentos mais críticos. A proposta é capitaneada por Trump, um crítico contumaz da ONU e do multilateralismo.
Segundo o comunicado do Planalto, Lula “reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”.
Na semana passada, durante um discurso a militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), Lula chegou a criticar a iniciativa de Trump.
— Vocês estão acompanhando e percebendo que nós estamos vivendo um momento muito crítico na política mundial. O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo. Está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada. E ao invés de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente (pela primeira vez) em 2003, reforma da ONU com a entrada de novos países (no Conselho de Segurança), com a entrada de México, do Brasil, de países africanos, o que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU e que ele sozinho é o dono da ONU — disse Lula.
O presidente brasilei também afirmou, na ocasição, que tem conversado com líderes de outros países na tentativa de fortalecer o multilateralismo. Antes de conversar com Trump, nas últimas três semanas, Lula falou com chefes de Estado ou de Governo de China, Rússia, Índia, Turquia, Panamá, Portugal, Espanha, México, Canadá e Colômbia.
Lula tem sido explícito em reafirmar a necessidade de que qualquer participação seja coerente com os princípios de inclusão e de respeito ao direito internacional e à solução de dois estados para o conflito israelo-palestino.
3. Vene­zue­la e estabilidade regional
Os dois líderes também conversaram a respeito da situação política da Venezuela após a derrocada do ex-ditador Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos, em 3 de janeiro. A vice de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência com o apoio dos Estados Unidos, apesar de publicamente manter uma retórica crítica à intervenção militar.
Embora tenha recebido menos destaque na narrativa oficial sobre o telefonema, o comunicado do Planalto confirma que ambos “trocaram impressões sobre a situação na Venezuela”. Lula é um crítico de primeira hora da intervenção militar americana na Venezuela. O presidente brasileiro condenou, em diversas ocasiões, a ação que resultou na captura de Maduro.
Apesar de já ter sido próximo do chavismo e do madurismo, Lula marcou distância de Nicolás Maduro nos últimos anos. Um dos sinais mais evidentes disso foi o não reconhecimento, por parte do Brasil, da vitória do líder venezuelano nas eleições presidenciais de 2024 no país.
No comunicado sobre a ligação entre Trump e Lula, o presidente brasileiro teria ressaltado a necessidade de “preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”.
Na semana passada, Lula afirmou estar “indignado com o que aconteceu na Venezuela”, em referência à intervenção militar no país caribenho. Maduro e a esposa, a deputada Cilia Flores, estão presos em Nova York, onde respondem à Justiça americana por suposto envolvimento com o narcotráfico.
— Sinceramente, eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Eu não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no Mar do Caribe. Ele sabia que todo dia tinha uma ameaça. Ou seja, os caras entram à noite na Venezuela, vão num forte, que é um quartel, onde morava o Maduro, e levam o Maduro embora. E ninguém soube que o Maduro foi embora. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul. Aqui é um território de paz — disse Lula durante discurso a militantes do MST em Salvador.
4. Tarifaço e relação comercial
No diálogo entre Lula e Trump, o presidente brasileiro voltou a falar sobre o tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras imposto desde agosto pelo governo americano. Embora posteriormente Trump tenha ampliado a lista de exceções à tarifa, a sobretaxa ainda castiga grandes exportadores brasileiros, sobretudo nos setores industriais, como os de máquinas e equipamentos, calçados, madeira e pescados. O Brasil tem pleiteado uma trégua temporária do tarifaço enquanto negocia um acordo comercial com os americanos, mas a proposta até o momento não foi aceita.
“Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”, diz o comunicado do Planalto.
“Os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias. O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo”, diz a nota oficial.
A balança comercial permanece marcada por assimetrias: os EUA mantêm um superávit considerável. Em 2025, os americanos exportaram US$ 7,5 bilhões a mais do que importaram do Brasil, de acordo com dados oficiais.
5. Cooperação contra o crime
Outro tema da conversa foi a segurança, mais especificamente o combate ao crime organizado. Conforme comunicado oficial, Lula “reiterou proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado”, com foco em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e intercâmbio de dados financeiros. A ideia, segundo a nota, foi “bem recebida pelo presidente norte-americano”.
A cooperação anticrime tem sido um tema sensível da agenda bilateral Brasil-EUA. Enquanto os americanos ampliam designações de grupos transnacionais e cartéis como organizações terroristas, o Brasil é contrário a classificar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas. A objeção decorre, em grande medida, da preocupação de que esse enquadramento abra margem à aplicação de sanções americanas ou restrições financeiras a atores brasileiros.
Uma paisagem que parece saída de filme, ou até mesmo uma pintura. Uma pequena aldeia cercada por montanhas na Itália tem sido um destino cada vez mais comum de visitantes em busca de fazer fotos e vídeos. A movimentação de centenas de turistas ao mesmo tempo, no entanto, tem desagradado os moradores de Funes. Na tentativa de conter essa onda de forasteiros, foram instaladas barreiras ao redor da vila.
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Funes fica numa região de vale, com cerca de 2.500 habitantes, e é formado por seus pequenos vilarejos. O local fica em Tirol do Sul, no norte de Itália. A calmaria da pequena região mudou após viralizar nas redes sociais, ferramenta que tem levado milhões de pessoas a visitarem lugares antes pacatos, mudando completamente a rotina local.
Funes, na Itália, tem atraído cada vez mais turistas, o que tem incomodado moradores locais
Pexels
Com centenas de visitantes, houve aumento de descarte de lixo, congestionamentos nos estreitos caminhos para chegar e sair e até invasões de propriedade. Essa desarmonia levou até a confrontos entre turistas e moradores locais, destacou o jornal inglês Daily Mail.
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Para tentar restringir o número de visitantes, foram instaladas barreiras em caminhos de acesso. Essa medida durou entre maio e novembro do ano passado. Só é permitido o acesso a turistas com reservar em hotéis. A iniciativa teve apoio da prefeitura, que, com isso, espera ver surtir algum efeito. Em alguns pontos, ainda é possível apreciar a vista, mas sem se aproximar. A região é cercada por cordas e fitas que não devem ser ultrapassadas.
Moradores instalam barreiras nos acessos a Funes, um vilarejo na Itália, para conter a entrada de centenas de turistas
Reprodução / Facebook / Zonella Carlo Alberto
O jornal italiano Corriere falou sobre essas mudanças. Essa forma de tentar impedir o acesso já estava implementada há três anos, mas os visitantes conseguiam formas de burlar. As novas barreiras estão em pontos estratégicos, contando com funcionários para vigiar o acesso. Outra medida será o aumento no valor do preço do estacionamento.
— Eles querem essa foto a todo custo. Não estamos mais vivendo — disse a chefe do departamento de assistência social do conselho, Roswitha Moret Niederwolfsgruber, em entrevista ao jornal inglês The Times. Ela ainda criticou os desrespeitos às leis locais, como invasão de jardins e estacionamento irregular.
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As novas medidas visam a evitar conflitos e excessos na região. O controle de visitantes ajudaria a manter a organização local, sem impactar negativamente a rotina dos moradores.
Funes, na Itália, fica numa região de vale, com pequenos vilarejos
Pexels
Além das redes sociais, uma forma que acelerou a ida de turistas para Funes foi a imagem de uma igreja local com a paisagem montanhosa que foi impressa em cartões SIM por uma operadora de telefonia chinesa, em 2005. O mesmo aconteceu com Seceda, outro vale em Tirol do Sul, após uma foto ser exibida durante uma apresentação do iPhone 15, em 2023, lembro o Daily Mail.

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