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Um vídeo que se espalhou pelas redes sociais nos últimos dias levou à prisão de uma mulher suspeita de abuso infantil em Fullerton, na Califórnia. As imagens, gravadas por uma câmera veicular, mostram o momento em que um bebê de 19 meses cai de um carro em movimento e fica sentado no meio de um cruzamento movimentado, enquanto outros veículos passam a poucos metros.
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O registro mostra que a porta do passageiro se abre quando o carro preto freia de forma brusca durante uma conversão à esquerda na avenida W. Malvern com a rua N. Euclid. Em seguida, a criança aparece desamparada no asfalto, até que um carro para a poucos centímetros e a mãe salta do veículo para resgatá-la.
Confira os registros:
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Prisão ocorreu após vídeo viralizar
A mulher foi identificada pela polícia como Jacqueline Hernandez, de 35 anos, moradora da cidade de La Habra e mãe da criança. Segundo o Departamento de Polícia de Fullerton, o caso ocorreu na manhã de terça- feira (20), mas a prisão só foi efetuada dias depois, quando uma testemunha-chave procurou as autoridades com informações que permitiram identificar o veículo envolvido.
Em comunicado, a polícia afirmou que, após uma investigação complementar, agentes localizaram o carro, a criança e a mulher mostrados no vídeo. Hernandez foi presa e encaminhada à Cadeia Municipal de Fullerton sob suspeita de abuso infantil qualificado.
Vídeo mostra o momento em que um carro para a poucos centímetros de uma criança pequena
Captura de tela/Redes sociais
A criança foi levada ao hospital e, de acordo com a polícia, deve se recuperar totalmente. A oficial de informações públicas do departamento, Kristy Wells, disse estar aliviada pelo desfecho e destacou a importância do uso correto de cadeirinhas de segurança. Em declaração ao New York Post, ela afirmou que o equipamento “pode salvar a vida do seu filho”.
A investigação segue em andamento, e a polícia pede que pessoas com informações adicionais sobre o caso entrem em contato com as autoridades.
Mark Rutte, secretário-geral da Otan, alertou a Europa nesta segunda-feira, afirmando que o continente não consegue se defender sem os Estados Unidos. As declarações tiveram como objetivo responder às crescentes preocupações de que EUA e Europa estejam se afastando em meio às ambições do presidente Donald Trump em relação à Groenlândia.
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— Se alguém aqui ainda acha que a União Europeia, ou a Europa como um todo, pode se defender sem os EUA, continue sonhando — disse Rutte aos membros do Parlamento Europeu, em Bruxelas. — Não pode. Nós não podemos. Precisamos uns dos outros — completou.
As afirmações de Rutte vieram após dias de apreensão que atingiram o auge na semana passada, depois que Trump afirmou, em um discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que não tomaria a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, recuando de ameaças feitas anteriormente. No mesmo discurso, Trump menosprezou a Europa, afirmando essencialmente que ela não existiria sem os Estados Unidos.
Trump também havia ameaçado impor tarifas adicionais a países europeus que resistissem à sua tentativa de controlar a Groenlândia, mas recuou dessa ideia.
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Rutte, ex-primeiro-ministro da Holanda, cultivou uma relação próxima com Trump, o que levantou suspeitas entre líderes europeus. Nesta segunda-feira, ele respaldou a visão estratégica do presidente americano para o Ártico e a defesa reforçada da Groenlândia.
Ele também se defendeu por ter ajudado a afastar Trump de ameaças em escalada e por tentar conduzir o presidente dos EUA a um compromisso em relação à ilha.
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Líderes da Dinamarca e da Groenlândia reagiram com irritação à ideia de que Trump e Rutte estariam negociando o futuro da Groenlândia sem o conhecimento deles.
— É claro que não tenho mandato para negociar em nome da Dinamarca, então não negociei e não vou negociar — explicou Rutte. — Isso cabe à Dinamarca.
Vários membros do Parlamento Europeu pressionaram Rutte por mais informações sobre o que exatamente ele discutiu com Trump na semana passada e o que isso poderia significar para a Dinamarca e para a Groenlândia, que rejeitaram com veemência a ideia de uma tomada americana.
Rutte não foi muito específico. Ele não detalhou o arcabouço de um acordo com a Otan sobre o futuro da Groenlândia que Trump disse, na semana passada, ter sido alcançado. O anúncio trouxe grande alívio após meses de ameaças repetidas, embora muitos na Europa temam que Trump possa mudar de ideia novamente.
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Rutte afirmou que havia “duas frentes de trabalho daqui para frente” envolvendo a Groenlândia.
Uma delas seria a negociação entre aliados da Otan sobre um plano mais amplo de defesa do Ártico, que incluiria a Groenlândia, uma ilha gigantesca situada em grande parte dentro do Círculo Polar Ártico.
A outra seria um processo envolvendo representantes dos Estados Unidos, da Dinamarca e da Groenlândia, iniciado neste mês em Washington e que continua em andamento, segundo Rutte. Autoridades dinamarquesas confirmaram que realizaram uma reunião na quinta-feira, em Washington, sobre a Groenlândia, mas se recusaram a divulgar detalhes.
Diversos representantes ocidentais afirmaram que uma possível solução de compromisso discutida na Otan seria conceder aos Estados Unidos status soberano sobre bases militares americanas na Groenlândia.
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Os EUA mantêm forças militares na ilha desde a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha nazista ocupou a Dinamarca e o embaixador dinamarquês em Washington firmou um acordo com os Estados Unidos para defender a Groenlândia.
Após as conversas de Rutte com Trump na semana passada, líderes dinamarqueses deixaram claro que qualquer concessão sobre a soberania da Groenlândia continua sendo “uma linha vermelha”. Rutte, que foi convidado a participar de uma reunião do comitê de segurança e defesa do Parlamento, não comentou a ideia de soberania sobre bases militares.
Vários parlamentares europeus fizeram questionamentos duros nesta segunda-feira, incluindo o dinamarquês Villy Sovndal.
— Não vamos ceder um único metro quadrado a nenhum país por causa de ameaças — afirmou Villy.
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Ao longo de suas declarações, Rutte elogiou Trump, brincando que sabia que isso poderia irritar parte do público. O discurso bombástico de Trump na semana passada em Davos abalou profundamente a Europa, especialmente a afirmação, considerada ofensiva por muitos países, de que “sem nós, neste momento, todos vocês estariam falando alemão e talvez um pouco de japonês”.
As declarações de Rutte foram mais diplomáticas. Ainda assim, ele enfatizou que, mais de 70 anos após a Segunda Guerra Mundial, a Europa continua dependente do poderio militar americano. Segundo ele, o continente teria de gastar muito mais com defesa do que já gasta para conseguir montar seu próprio arsenal nuclear robusto.
— Esqueçam a ideia de que dá para chegar lá com 5% — disse, referindo-se à meta de 5% do Produto Interno Bruto que os países da Otan se comprometeram a destinar anualmente à defesa até 2035. — Será 10%. É preciso construir uma capacidade nuclear própria, que custa bilhões e bilhões de euros — destacou.
E, se a Europa realmente tentasse seguir sozinha, ele acrescentou: “Boa sorte”.
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Rutte também reiterou a insistência de Trump de que China e Rússia estão se tornando ameaças à segurança no Ártico.
— O presidente Trump está fazendo muitas coisas boas, eu acredito; e, eu sei, estou irritando muitos de vocês de novo — disse Rutte.
Segundo ele, quando o assunto é a defesa do Ártico, “acho que ele está certo”.
Em sua primeira entrevista coletiva do ano, o presidente da COP30, a conferência do clima de Belém, se disse otimista com a agenda do clima em 2026, e diz que ela pode caminhar em duas frentes paralelas: uma na frente da diplomacia, outra de natureza mais prática.
André Corrêa do Lago, que publicou uma nova carta aberta hoje, reconheceu que há frustração pela ausência de um plano para encerrar o uso combustíveis fósseis na decisão oficial tomada pelo encontro, mas diz que os itens já acordados pelos países signatários do Acordo de Paris para o clima têm sido implementados em tempo, e podem continuar a ser.
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“A Agenda de Ação mobilizou mais de 480 iniciativas envolvendo 190 países e dezenas de milhares de atores não estatais”, afirmou, sem oferecer ainda uma estimativa de qual impacto essas medidas devem ter na emissão de CO2 e outros gases estufa no planeta.
Apesar de a COP30 ter sido realizada em novembro de 2025, o diplomata brasileiro segue como líder do corpo da Organização das Nações Unidas (ONU) que conduz a agenda do clima neste ano. Em novembro ele passa o cargo para o presidente da COP31, que será realizada na Turquia e chefiada pela Austrália.
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Corrêa do Lago diz que a COP30 teve sucesso em usar a diplomacia para avançar no combate à crise do clima, apesar da ausência dos Estados Unidos, que está se retirando do Acordo de Paris.
Na carta, ele diz ver um “multilateralismo de duas camadas”, operando na agenda climática. A primeira, que requer decisões por “consenso”, tem sido difícil de avançar por causa da conjuntura geopolítica desfavorável. A segunda, referente à “implementação” de decisões já tomadas, está avançado mais rápido. Segundo Corrêa do Lago, esse modo de trabalho deve se impor agora.
“Nosso regime climático evoluiu de uma máquina para um sistema vivo. E sistemas vivos não sobrevivem apenas pela harmonia, mas pela adaptação moldada por tensão e reação”, escreveu. “Responder a essa pressão evolutiva não significa abandonar o multilateralismo; significa permitir que ele amadureça.”
Mapa do caminho
Na entrevista, Corrêa do Lago afirmou que foi positivo o movimento paralelo de grupos de países que, mesmo sem consenso na plenária da COP30, avançaram propostas importantes.
Uma dessas iniciativas, lideradas pela Colômbia e pela Holanda, resultou em um grupo de mais de 80 países subscrevendo à proposta (originalmente brasileira) de criação de um “mapa do caminho” para descontinuar o uso de combustíveis fósseis. Essa medida será discutida em um encontro diplomático paralelo em abril na cidade colombiana de Santa Marta.
— Se nós acreditamos que temos uma necessidade urgente de acelerar o que precisa ser feito para combater a mudança climática, temos que estimular essas coalizões — disse Corrêa do Lago. — Temos que promover e ajudar mais países a se juntarem naquilo que, em um dado momento, vai virar um consenso.
A medida doméstica para avançar essa agenda foi um pedido do presidente Lula, ainda em dezembro, para que o governo brasileiro produza um esboço do tal “mapa do caminho”. O prazo de 60 dias determinado para a construção do documento vence em 3 de fevereiro. O presidente da COP30 não deu detalhes ainda sobre o que deve estar incluído nele, e diz que é uma iniciativa separada do encontro na Colômbia.
Pragmatismo diplomático
Desde que foi nomeado para o cargo, Corrêa do Lago buscou usar cartas como a divulgada hoje para liderar a agenda climática das COPs. Essa última missiva foi, de certa forma, uma maneira de prestar contas sobre os resultados do encontro.
Corrêa do Lago comemorou resultados oficiais e informais do encontro, incluindo sua proposta de um “mutirão” diplomático para avançar a agenda, atrasada, de cortes das emissões de CO2. Também. Celebrou que países reiteraram seu compromisso em limitar o aquecimento da Terra a 1,5°C.
A CEO da COP30, Ana Toni, presente na entrevista, lembrou de avanços como a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) e de que 120 países entregaram suas promessas de corte de emissão para 2035, ainda que a maioria o tenha feito com atraso.
O que o encontro efetivamente produziu de decisões oficiais foram textos sobre planos de adaptação contra a crise do clima e de “transição justa” do sistema energético, mas nada que tratasse diretamente da agenda de mitigação das emissões gases do efeito-estufa.
Corrêa do Lago, de todo modo, reiterou que para algum avanço continuar sendo obtido, a comunidade global não pode esperar que as “condições políticas e socioeconômicas sejam ideais”. Ele elogiou o presidente da república, mais um vez, por ter mencionado na conferência seu desejo de ver o “mapa do caminho” contra os combustíveis fósseis.
— É inútil tentar esperar por algo que não pode acontecer seguindo as regras da COP, mas é extremamente importante ter o compromisso político de um líder como o presidente Lula, que foi capaz de introduzir algo que teve impacto tão grande durante a COP30 — afirmou.
Uma advogada americana morreu durante um voo da Delta Air Lines entre Minneapolis e Londres após adormecer no ombro da mãe, segundo concluiu um inquérito conduzido no Tribunal do Legista de West London, divulgado agora em janeiro. Rachel Green, de 44 anos, foi encontrada inconsciente pela tripulação durante a viagem, em abril de 2025, de cerca de sete horas e meia, e não respondeu às tentativas de reanimação. O caso foi registrado como morte acidental.
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A investigação apontou que Green tinha uma grande quantidade de medicamentos controlados no organismo e um problema cardíaco congênito não diagnosticado. De acordo com a legista sênior Lydia Brown, a combinação desses fatores provavelmente levou à morte súbita da passageira, que “simplesmente morreu durante um voo”, sem indícios de uso recreativo de drogas ou de ingestão excessiva de remédios.
Investigação médica e questionamentos da família
O patologista Alan Bates informou ao tribunal que o coração de Green era considerado normal, com exceção de uma artéria coronária afetada por tunelização miocárdica, condição em que o vaso passa por baixo do músculo cardíaco. Exames toxicológicos identificaram antidepressivos, melatonina, canabinoides e baixa concentração de álcool no sangue. Não houve evidência de que a morte pudesse ter sido evitada com intervenção imediata.
A irmã da vítima, Roxanne Carney, que atua na área da psiquiatria, questionou durante o inquérito a quantidade e a combinação de medicamentos prescritos, afirmando que Rachel havia apresentado um exame cardíaco considerado “anormal” sem encaminhamento posterior a um cardiologista. A legista respondeu que esse tipo de conduta é analisado no processo e observou que a prática médica pode variar significativamente entre países.
Rachel Green, que morava em East Bethel, no estado de Minnesota, viajava ao Reino Unido para pesquisar um romance de ficção histórica sobre Leonor da Aquitânia. Segundo a família, ela havia passado os dois anos anteriores se recuperando de uma doença inesperada, reaprendendo a andar e retomando gradualmente atividades criativas, como a escrita e o teatro. Em comunicado, Carney descreveu a irmã como “extremamente altruísta” e afirmou que pretende concluir o livro inacabado, além de organizar homenagens em sua memória.
Uma cabeleireira de Maryland, nos Estados Unidos, condenada por agressão de segundo grau — crime que pode render até cinco anos de prisão — recebeu sentença na quinta-feira (22) após um episódio de violência contra uma cliente de 15 anos, registrado em vídeo e que repercutiu nas redes sociais. Jayla Cunningham, de 19 anos, foi sentenciada a seis meses de prisão domiciliar, além de liberdade condicional e medidas obrigatórias de acompanhamento psicológico.
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O caso ganhou repercussão nacional depois que imagens vistas mais de 50 milhões de vezes mostraram Cunningham puxando a adolescente pelo capuz em direção à porta de seu salão doméstico, em Laurel, durante uma discussão por pagamento de um penteado avaliado em US$ 150. O vídeo foi usado como prova central no julgamento, segundo registros judiciais citados pelo The Washington Post.
Veja o vídeo:
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Vídeo pesou na decisão do juiz
Condenada por um júri em novembro, Cunningham pediu clemência ao juiz Michael Pearson durante a audiência de sentença. Ela afirmou estar arrependida e solicitou liberdade condicional. O magistrado disse não vê-la como “uma pessoa má”, mas ressaltou que as imagens do episódio não poderiam ser ignoradas. “O desrespeito demonstrado por aquela jovem naquele dia é inaceitável”, afirmou.
No vídeo viral, Cunningham aparece puxando a adolescente pelos cabelos e pelo capuz antes de cortar o aplique naquele mesmo dia
Captura de tela/Redes sociais/X
A defesa sustentou que a cabeleireira agiu para proteger seu sustento e que o uso de uma tesoura teria servido apenas para remover o serviço, não para ferir fisicamente a cliente. Já a promotoria afirmou que Cunningham demonstrou falta de remorso, mencionando publicações feitas por ela nas redes sociais após o episódio.
Jayla Cunningham, a cabeleireira de Maryland que foi vista arrastando sua cliente de 15 anos
Reprodução/Instagram
Além da prisão domiciliar, a sentença prevê liberdade condicional, tratamento de saúde mental e participação em um programa de controle da raiva. Apesar disso, Cunningham foi presa no próprio dia da audiência devido a um mandado pendente por ausência em outro processo criminal, conforme noticiado pelo Washington Post, em reportagem assinada por Jasmine Golden.
O governo do presidente americano, Donald Trump, indicou, na segunda-feira, que a investigação federal sobre a morte de Alex Pretti, enfermeiro do Departamento de Assuntos de Veteranos baleado por agentes federais no fim de semana, está restrita a uma revisão do “uso da força”. O objetivo da apuração é verificar se servidores do governo descumpriram normas e padrões de treinamento durante a ação.
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A limitação do escopo da investigação foi revelada em documentos apresentados à Justiça. Segundo os registros, trata-se de uma apuração muito mais estreita, voltada a táticas e conduta operacional, e não de uma investigação criminal que avalie se agentes federais devem responder a acusações penais pela morte de Pretti.
A informação veio à tona no contexto dos esforços do governo para impedir que um juiz determine a preservação formal das provas do caso. Mark Zito, chefe do escritório do Serviço de Segurança Interna (HSI) em St. Paul, Minnesota, apresentou uma declaração juramentada afirmando que sua agência, vinculada ao Departamento de Segurança Interna (DHS), está conduzindo a investigação do ataque a tiros.
“A HSI é a principal entidade investigativa responsável por revisar o episódio de uso da força em questão neste caso”, afirmou Zito no documento. “Os agentes da HSI designados para esta investigação são obrigados a preservar as provas coletadas, incluindo provas físicas reunidas por outras agências federais, que depois são devidamente transferidas para a custódia da HSI”.
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Autoridades do estado pediram à Justiça uma ordem para preservar provas com o objetivo de conduzir sua própria investigação sobre a morte de Pretti, que foi baleado repetidas vezes por agentes da Patrulha de Fronteira no sábado. O governo Trump se opõe à medida, sustentando que já está garantindo a preservação de todo o material relevante.
Os termos centrais da declaração de Zito são “uso da força” e “revisão”. No âmbito das agências federais de aplicação da lei, uma revisão de uso da força se concentra em apurar se os agentes seguiram regras e regulamentos internos, incluindo quando e onde empregar força e qual nível de força utilizar em uma determinada situação.
Esse tipo de apuração é distinto de uma investigação criminal. O FBI, por exemplo, poderia investigar se os direitos civis de Pretti foram violados por agentes federais atuando sob autoridade legal — um crime que pode acarretar, em algumas circunstâncias, a possibilidade de pena de morte.
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A agência federal também poderia apurar se Pretti agrediu ou obstruiu um agente federal de segurança. No entanto, há pouca utilidade prática nesse tipo de investigação, uma vez que Pretti morreu no incidente e não pode ser formalmente acusado.
Até o momento, não há indicação de que o FBI esteja conduzindo qualquer uma dessas investigações criminais. Independentemente do alcance da apuração do governo Trump, suas conclusões podem não ser definitivas, já que não há prazo de prescrição para homicídio. Um porta-voz do FBI recusou-se a comentar o caso. Uma porta-voz do Departamento de Segurança Interna não respondeu.
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Documentos judiciais indicam que, até agora, a participação do FBI se limita a auxiliar o Departamento de Segurança Interna na revisão do uso da força. Agentes do FBI chegaram rapidamente ao local onde Pretti foi morto e recolheram sua arma e seu telefone celular. Posteriormente, o FBI entregou o telefone de Pretti ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), mas manteve a posse da arma, de acordo com a declaração juramentada apresentada por Zito.
“O FBI não alterou nem destruiu as provas coletadas”, declarou um agente da agência, não identificado, em documento encaminhado ao tribunal. Segundo o texto, as evidências estão guardadas em segurança no escritório do FBI em Minneapolis, e ninguém no local “realizou qualquer análise, exame ou interpretação das provas coletadas”.
A declaração não esclarece se outros funcionários do FBI, como especialistas forenses do laboratório da agência em Quantico, na Virgínia, examinaram alguma das provas ou uma cópia digital dos dados do telefone de Pretti. O documento afirma ainda que o FBI continuará preservando as evidências de acordo com suas políticas e procedimentos internos: “Em nenhuma hipótese qualquer prova coletada será destruída antes da conclusão desta investigação”, diz o texto.
Separadamente, documentos judiciais indicam que alguns dos agentes da Patrulha de Fronteira presentes no local da morte usavam câmeras corporais, e que essas gravações foram preservadas. Muitos agentes da Patrulha de Fronteira, no entanto, não utilizam esse tipo de equipamento, o que torna incerto o volume de imagens disponíveis e o quanto pode ser extraído desse material.
Diante da escalada de tensão em Minnesota após a morte do enfermeiro Alex Pretti durante uma abordagem de agentes federais, o presidente Donald Trump anunciou o envio de seu “czar” anti-imigração ao estado. Trata-se de Tom Homan, veterano do aparato migratório dos Estados Unidos e um dos rostos mais duros da política de repressão à imigração adotada pela Casa Branca.
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“Estou enviando Tom Homan para Minnesota esta noite”, escreveu Trump em sua rede Truth Social. Segundo o presidente, Homan se reportará diretamente a ele e terá papel central na condução das operações federais no estado.
Trajetória no ICE e ligação com Trump
Homan construiu carreira dentro do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega). Durante o governo Barack Obama, chefiou a ala de deportações da agência, defendendo a prioridade na expulsão de imigrantes considerados criminosos. No primeiro mandato de Trump, foi nomeado diretor interino do ICE, cargo no qual ganhou projeção nacional.
Em 2018, Homan esteve entre os responsáveis por recomendar a política de separação de famílias na fronteira com o México, medida que gerou forte reação internacional e marcou de forma duradoura a imagem do governo Trump na área de direitos humanos.
O papel de “czar da fronteira”
No atual governo, Homan atua como uma espécie de “czar da fronteira” — um posto informal, mas de grande visibilidade. Ele é frequentemente escalado para entrevistas e coletivas em frente à Casa Branca, onde defende publicamente as ações do governo contra a imigração ilegal e atua como porta-voz político da estratégia de endurecimento.
Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, Homan vai coordenar as operações do ICE em Minnesota e supervisionar investigações federais no estado, mantendo o foco na prisão de “imigrantes ilegais criminosos”.
Até agora, a condução das operações vinha sendo liderada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defensora de uma abordagem mais ostensiva, com ações em larga escala e uso de força contra manifestantes. O The Wall Street Journal avalia que o envio de Homan sinaliza uma possível mudança de tática, já que ele costuma defender operações mais direcionadas a alvos específicos.
A relação entre Homan e Noem é descrita como tensa desde o início do governo. Nos últimos meses, a linha dura da secretária prevaleceu, com foco em confrontar cidades-santuário e movimentos de protesto. A decisão de Trump de despachar Homan para Minneapolis pode indicar uma tentativa de retomar controle político sobre uma crise que passou a preocupar a Casa Branca.
Em carta enviada ao governador de Minnesota, Tim Walz, a secretária de Justiça dos Estados Unidos, Pam Bondi, pediu para que seu departamento tivesse acesso aos “cadastros eleitorais para confirmar se as práticas de registro dos eleitores de Minnesota estão em conformidade com a lei federal”. O secretário de Estado de Minnesota, o democrata Steve Simon, rejeitou prontamente a exigência, chamando-a de “uma tentativa ultrajante de coagir Minnesota a fornecer ao governo federal dados privados de milhões de cidadãos americanos”. A exigência de Bondi acontece em meio a tensão entre o governo de Donald Trump e o estado por conta da atuação dos 3 mil agentes federais de imigração em Minneapolis, que já resultou em duas mortes e provocou intensos protestos nos últimos dias.
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O pedido faz parte de uma antiga disputa, na qual o governo Trump buscava obter dados privados de eleitores de diversos estados do país. Vários estados, incluindo Minnesota, não atenderam ao pedido, e o Departamento de Justiça entrou com ações judiciais contra eles. Ao todo, 24 estados foram processados pelo Departamento de Justiça para obrigá-los a entregar seus dados eleitorais.
O governo afirmou que deseja os registros eleitorais completos para “ajudar” os estados a “limpar” seus cadastros de eleitores inelegíveis. Bondi delineou o que ela descreveu como três “passos simples” para “restabelecer a lei e a ordem”. Ouvidos pela rede americana CNN, ex-procuradores do Departamento de Justiça e um juiz federal duvidam que esse seja o único objetivo do governo com a coleta de dados.
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— Literalmente horas depois do segundo assassinato de um cidadão americano na cidade de Minneapolis por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), eis que surge este documento — disse Simon, referenciando-se a morte de Alex Pretti, que, assim como Renee Good, tinha 37 anos e foi morto por agentes federais durante uma manifestação em Minneapolis, no último sábado.
Memorial improvisado no local da morte de Alex Pretti
Octavio JONES / AFP/25/01/2026
O democrata Adrian Fontes, secretário de Estado do Arizona, comparou a carta de Bondi ao “crime organizado”. “Eles se mudam para o seu bairro, começam a bater em todo mundo e depois extorquem o que querem. Não é assim que os EUA deveriam funcionar”, escreveu Fontes nas redes sociais.
Procurado pela CNN, o Departamento de Justiça apontou para declarações feitas por Bondi no próprio sábado, nas quais ela culpou autoridades de Minnesota por convidarem “os piores dos piores” para Minneapolis por meio de políticas de “cidade santuário” — aquelas que limitam cooperação com autoridades federais para proteger imigrantes da deportação.
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Já a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, argumentou que o Departamento de Justiça tem “plena autoridade” para garantir que os estados cumpram as leis eleitorais federais. “O presidente Trump está empenhado em garantir que os americanos tenham plena confiança na administração das eleições, e isso inclui cadastros eleitorais totalmente precisos e atualizados, livres de erros e de eleitores não cidadãos registrados ilegalmente”, disse ela, em comunicado.
Cadastros eleitorais
Quase todos os estados possuem uma versão pública do cadastro eleitoral que inclui informações básicas como nome e sobrenome. Alguns desses cadastros têm até endereços. Mas a lista completa de eleitores, que fica mantida em sigilo, inclui informações pessoais de identificação, como números de carteira de motorista.
Tradicionalmente, ninguém consegue obtê-la por meio de pedidos de registros públicos — nem mesmo o Departamento de Justiça.
O departamento já tomou medidas enérgicas no passado para tentar erradicar supostas fraudes eleitorais, inclusive durante o governo do ex-presidente George W. Bush. Mas a ideia do governo federal de obter informações privadas sobre os eleitores dos estados era vista como um abuso de poder, porque a Constituição determina que as eleições são conduzidas principalmente pelos estados individualmente, e não pela Casa Branca.
Estados cumprem a exigência?
Segundo o Brennan Center for Justice, um grupo de defesa dos direitos de voto e da democracia, pelo menos 11 estados, todos eles administrados por republicanos, forneceram seus dados eleitorais. Mas cerca de metade dos estados do país, a maioria governada por democratas, rejeitou os pedidos.
Alguns estados, incluindo Minnesota, possuem leis que impedem a transferência de informações privadas. Outros expressaram preocupação sobre como o Departamento de Justiça vai manter em segurança os enormes acervos de informações privadas.
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Para muitos funcionários eleitorais, a principal preocupação é que o esforço do Departamento de Justiça seja liderado por aliados de Trump que, durante muito tempo, negaram falsamente que o ex-presidente Joe Biden tivesse vencido a eleição de 2020. “Esses dados podem ser manipulados para sustentar alegações falsas sobre votos de pessoas inelegíveis e justificar esforços para impedir eleições livres e justas”, escreveu Wendy Weiser, diretora do Programa de Democracia do Centro Brennan, nas redes sociais.
E os estados têm o direito de reter os dados?
O assunto ainda está sendo debatido judicialmente, mas alguns especialistas jurídicos apontaram para a redação da Constituição, que afirma que os “horários, locais e modo” das eleições são regidos pelos estados, e que somente o Congresso — e não o presidente — pode criar ou alterar as leis eleitorais.
Este mês, um juiz federal da Califórnia rejeitou o processo do Departamento de Justiça contra a Califórnia, que buscava obter o cadastro eleitoral completo do estado.
“A perda da democracia não ocorre de uma só vez; ela é corroída aos poucos até não restar nada”, escreveu o juiz David Carter. “A erosão da privacidade e a restrição do direito ao voto são decisões que devem ser debatidas publicamente no âmbito do Poder Legislativo, e não do Executivo”.
(Com New York Times)
O presidente Donald Trump recebeu diversos relatórios de inteligência dos Estados Unidos indicando que a posição do governo do Irã está se enfraquecendo, segundo várias pessoas familiarizadas com o conteúdo das análises. De acordo com esses documentos, o controle do regime sobre o poder atingiu seu ponto mais frágil desde a derrubada do xá, na Revolução Islâmica de 1979, um marco histórico que redefiniu a estrutura política do país.
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Os relatórios apontam que os protestos que eclodiram em dezembro tiveram impacto significativo sobre setores do governo iraniano. As manifestações ganharam relevância especial por terem alcançado regiões que autoridades consideravam redutos tradicionais de apoio ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Embora tenham perdido intensidade, o governo segue em uma posição delicada. As avaliações de inteligência ressaltam que, além da instabilidade social, a economia iraniana atravessa um dos períodos mais frágeis de sua história recente.
As dificuldades econômicas desencadearam protestos esporádicos no fim do último ano. À medida que as manifestações se espalharam em janeiro, o governo iraniano se viu com poucas alternativas para aliviar a pressão financeira sobre as famílias. As autoridades recorreram, então, a uma repressão severa, medida que ampliou o distanciamento entre o regime e setores da população. ONGs de direitos humanos alertaram que a repressão deixou milhares de mortos, e Washington não descartou uma intervenção militar no país, ainda que tenha enviado sinais contraditórios sobre a possibilidade de uma ação desse tipo.
Paralelamente, os Estados Unidos vêm reforçando sua presença militar na região, embora ainda não esteja claro quais ações o governo Trump considera adotar a partir desse movimento. Em nota, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente é mantido informado sobre questões de inteligência em todo o mundo: “Seria uma negligência de dever, como comandante em chefe, se ele não fosse regularmente atualizado sobre esses assuntos. Em relação ao Irã, o presidente Trump continua monitorando a situação de perto”, escreveu.
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Trump chegou a advertir que poderia ordenar ataques contra o Irã à medida que a repressão aos protestos se intensificava. Ainda assim, seus assessores se dividiram quanto à utilidade dessas ações, especialmente se elas se limitassem a ataques simbólicos contra integrantes do governo. Posteriormente, o presidente pareceu recuar de qualquer ação militar imediata em apoio aos manifestantes depois que o governo iraniano cancelou a execução planejada de um manifestante. Segundo um alto funcionário americano, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, também pediu a Trump que adiasse um eventual ataque ao Irã.
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Apesar disso, uma campanha militar mais ampla é vista com interesse por alguns dos assessores e aliados mais belicosos de Trump, que enxergam no atual contexto uma oportunidade para forçar a saída da liderança iraniana. O presidente continua a manter a ameaça do uso da força e chegou a descrever o reforço naval americano na região como uma “armada”. Trump também tem feito comentários públicos sobre o programa nuclear iraniano, emitindo advertências e lembrando o governo do país dos ataques que ordenou no ano passado contra seus centros de pesquisa mais fortemente protegidos.
O senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, afirmou que conversou com Trump nos últimos dias sobre a situação no Irã e disse esperar que o presidente cumpra a promessa de apoiar os iranianos que protestaram contra o regime. Em breve entrevista ao New York Times, Graham disse que “o objetivo é acabar com o regime”.
Investida militar
Na segunda, o porta-aviões Abraham Lincoln, acompanhado por três navios de guerra equipados com mísseis Tomahawk, entrou na área de responsabilidade do Comando Central dos EUA, no oeste do Oceano Índico. A informação foi confirmada por um funcionário americano que falou sob anonimato. Segundo autoridades militares, caso a Casa Branca ordene um ataque ao Irã, o porta-aviões poderia, em teoria, entrar em ação em um prazo de um ou dois dias.
— Temos uma grande armada ao lado do Irã. Maior do que a da Venezuela — declarou Trump ao site de notícias Axios, semanas após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma intervenção militar dos Estados Unidos, sem oferecer detalhes. — Eles querem chegar a um acordo. Eu sei disso. Ligaram várias vezes. Querem conversar.
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Teerã afirmou anteriormente que existe um canal de comunicação aberto entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, e o enviado americano Steve Witkoff. No entanto, o jornal conservador Hamshahri citou nesta terça-feira o porta-voz da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Naini, que afirmou que “se o porta-aviões cometer um erro e entrar em águas territoriais iranianas, será atacado”. O também conservador Javan afirmou que o Irã estava “pronto para uma resposta contundente” e que poderia assumir o controle do estratégico Estreito de Ormuz, ponto-chave para o trânsito do fornecimento global de energia.
Os Estados Unidos também enviaram uma dúzia adicional de caças de ataque F-15E para a região, com o objetivo de reforçar a capacidade ofensiva aérea. O Pentágono deslocou ainda mais sistemas de defesa aérea Patriot e THAAD para proteger tropas americanas contra possíveis ataques de retaliação com mísseis iranianos de curto e médio alcance. Bombardeiros de longo alcance baseados nos Estados Unidos, capazes de atingir alvos em território iraniano, permanecem em estado de alerta acima do normal. O nível foi elevado há duas semanas, quando Trump solicitou opções militares em resposta à repressão aos protestos no país.
Nos últimos dias, o Pentágono também intensificou consultas com aliados regionais. O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central, visitou Síria, Iraque e Israel no fim de semana para se reunir com militares americanos e autoridades locais. Segundo uma fonte militar, o objetivo da viagem foi visitar tropas e centros de detenção no nordeste da Síria. Na semana passada, os EUA começaram a transferir prisioneiros do Estado Islâmico da região para o Iraque, diante do receio de que ex-combatentes e seus familiares possam escapar à medida que o governo sírio retoma o controle de áreas antes dominadas por forças curdas.
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Autoridades americanas transmitiram um recado ao governo iraquiano: caso haja uma escalada de tensão e milícias xiitas no Iraque ataquem bases ou tropas dos EUA, haverá retaliação. Além disso, representantes do governo Trump mantêm consultas com outros parceiros regionais. Segundo um funcionário americano, além de conversas com autoridades israelenses e reuniões em Bagdá, houve diálogos recentes com representantes da Arábia Saudita e do Catar sobre a situação iraniana.
Cenário iraniano
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que o bloqueio da internet, imposto pelas autoridades do Irã há quase três semanas, dificulta a contagem de mortos. Segundo essas organizações não governamentais, o corte na rede busca ocultar a dimensão da repressão. A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, informou ter confirmado a morte de 6.126 pessoas e estar investigando outros 17.091 possíveis óbitos. A entidade também afirmou que pelo menos 41.880 pessoas foram detidas.
Ativistas acusaram as autoridades de invadir hospitais para localizar manifestantes feridos e, em seguida, prendê-los. O Ministério da Saúde afirmou que todas as pessoas devem procurar atendimento hospitalar sem receio e não se tratar em casa. A emissora de televisão em língua persa Iran International, sediada no exterior, afirmou no fim de semana que mais de 36.500 iranianos foram mortos pelas forças de segurança entre os dias 8 e 9 de janeiro, citando relatórios, documentos e fontes. A informação não pôde ser verificada de forma independente.
(Com AFP)
A Lua entra na fase crescente na madrugada desta segunda-feira e dá início a uma sequência de fenômenos que tornam a última semana de janeiro especialmente interessante para observadores do céu. Até sexta-feira, o satélite natural da Terra protagoniza encontros com estrelas e planetas, passa mais perto do nosso planeta e participa de uma ocultação estelar — fenômeno popularmente comparado a um “eclipse”.
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Na terça-feira, a Lua faz uma visita às Plêiades, um aglomerado estelar aberto localizado a cerca de 444 anos-luz da Terra e conhecido também como Messier 45 (M45) ou “As Sete Irmãs”. Trata-se do objeto Messier mais próximo do nosso planeta e um dos mais proeminentes do céu profundo, com magnitude aparente de 1,6. O catálogo Messier reúne regiões do céu profundo inventariadas pelo astrônomo francês Charles Messier e publicado originalmente em 1771.
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Visível como uma mancha azulada próxima ao “ombro” da constelação de Touro, o aglomerado costuma aparecer a olho nu como um pequeno conjunto de seis estrelas em destaque, embora telescópios revelem mais de cem estrelas entre as mais de mil estimadas. Segundo o guia de observação In-The-Sky.org, a aproximação máxima entre a Lua e as Plêiades ocorre às 18h29 (horário de Brasília), quando estarão separadas por apenas 1 grau e 54 minutos de arco. Nesse instante, porém, a observação pode ser dificultada pelo brilho do Sol. Após o anoitecer, entre cerca de 19h30 e 0h43, o par poderá ser visto bem próximo no céu ao norte.
Na ocasião, a Lua estará 76% iluminada, com magnitude de -12,4, enquanto as Plêiades terão magnitude de 1,3 — valores que seguem a escala inversa de brilho usada na astronomia: quanto menor o número, mais brilhante é o objeto. Embora não caibam juntas no campo de visão de um telescópio, Lua e Plêiades poderão ser observadas a olho nu ou com binóculos.
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Na manhã de quinta-feira (29), a Lua protagoniza outro destaque ao ocultar a estrela Beta Tauri, também conhecida como Elnath, a segunda mais brilhante da constelação de Touro. O fenômeno, que lembra um pequeno “eclipse”, ocorre quando a Lua passa exatamente à frente da estrela. Com magnitude aparente de cerca de 1,65, Elnath está localizada na ponta de um dos chifres do Touro.
Beta Tauri fica a aproximadamente 134 anos-luz da Terra e é uma gigante azul-branca do tipo B, já tendo consumido grande parte do hidrogênio de seu núcleo. Segundo astrônomos, ela está entrando na próxima fase de sua evolução, expandindo e esfriando até se tornar uma gigante vermelha. Sua temperatura superficial chega a cerca de 13.600 kelvins, muito acima dos 5.800 kelvins do Sol. De acordo com a revista Sky & Telescope, o nome Elnath vem do árabe e significa “a cabeçada” ou “o que empurra com os chifres”, referência direta à sua posição na constelação.
A ocultação ocorre entre 5h52 e 9h54, mas não será visível do Brasil. Esse tipo de evento só pode ser observado a partir de regiões específicas do planeta, devido à grande paralaxe lunar — a variação da posição aparente da Lua conforme o local de observação na Terra. Dependendo do ponto do globo, a posição do satélite pode variar em até dois graus no céu.
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Ainda na quinta-feira, às 18h45, a Lua atinge o perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita. Segundo o In-The-Sky.org, a distância entre Lua e Terra varia porque sua órbita é levemente elíptica, oscilando entre cerca de 356.500 quilômetros no perigeu e 406.700 quilômetros no apogeu. Nesse momento, o tamanho angular da Lua pode variar entre 29,4 e 33,5 minutos de arco, e o satélite pode parecer até 14% mais brilhante, embora essa diferença seja difícil de perceber a olho nu.
A “agenda lunar” da semana se encerra na sexta-feira (30) com uma conjunção entre a Lua e Júpiter. O encontro ocorre às 23h29, quando a Lua passa pouco mais de 3 graus ao norte do gigante gasoso. Para observadores em São Paulo, o par poderá ser visto já às 19h09, a cerca de 21 graus acima do horizonte noroeste, permanecendo visível até cerca de 3h18 da madrugada. Ambos estarão na constelação de Gêmeos, com magnitudes de -12,7 para a Lua e -2,6 para Júpiter.
Essas conjunções mensais acontecem porque a Lua orbita a Terra aproximadamente no mesmo plano em que os planetas orbitam o Sol, conhecido como plano da eclíptica. Em fevereiro, o satélite natural volta a se alinhar apenas com Mercúrio, no dia 18, e novamente com Júpiter, no dia 27 — dando sequência à sua regular, e sempre movimentada, turnê pelo céu.

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