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Mette Frederiksen nunca tolerou valentões. Quando estava no ensino médio, a atual primeira-ministra da Dinamarca enfrentou um grupo de skinheads que zombava de crianças imigrantes. Não terminou bem. Ela levou um soco no rosto.
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Mas, na semana passada, desviou de um golpe — e de um grande. Após a escalada de ameaças do presidente Donald Trump de tomar a Groenlândia, gigantesco território ultramarino da Dinamarca, Trump parece finalmente ter recuado.
Em um discurso para a elite financeira mundial em Davos, na Suíça, Trump afirmou que não usaria força para tomar a Groenlândia. Depois, disse que ele e líderes da Otan haviam acertado “a estrutura de um acordo futuro” que deixaria todos satisfeitos. Ainda é cedo para saber.
É claro que houve outros fatores para a mudança de postura de Trump, incluindo o aumento da oposição no Congresso e a queda dos mercados financeiros, mas não há dúvida de que a defesa cuidadosamente articulada de Frederiksen ajudou a impedir que Trump conseguisse algo que realmente queria.
Durante meses, Frederiksen travou um jogo tenso de diplomacia arriscada com Trump — e, por ora, parece ter vencido.
Enquanto as negociações continuam, Frederiksen segue presa a uma disputa indesejada, tentando calibrar como deixar claro ao imprevisível Trump que a resposta à exigência de que os Estados Unidos tenham a Groenlândia é um não categórico, sem provocá-lo a ameaçar tomá-la novamente. Ela já sinalizou resistência a um dos compromissos que Trump parecia considerar: o estabelecimento de soberania dos EUA sobre bases militares na Groenlândia. Soberania, insiste, continua sendo uma “linha vermelha”.
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O New York Times entrevistou Frederiksen na Groenlândia, e perguntou se ela achava que Trump estava agindo como um valentão.
— Ele consegue falar de forma muito clara — respondeu. — Eu também.
Essa determinação silenciosa, em vez de bajulação, a diferenciou de outros líderes europeus na forma de lidar com Trump. Isso a tornou extremamente popular em casa. Pesquisas de opinião na Dinamarca mostram seu partido em alta. As eleições acontecem ainda este ano, e os levantamentos indicam que ela está bem posicionada para conquistar um terceiro mandato.
O crescimento do apoio reflete o quanto a Groenlândia significa para o país — sem falar no que representa para Trump e para os próprios groenlandeses.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, em seu gabinete em Copenhague
Hilary Swift/The New York Times
Para Trump, a ilha simboliza o extremo de suas ambições imperiais: tomar uma imensa extensão territorial de um aliado da Otan, no que seria a maior aquisição territorial da história americana. Para os 57 mil habitantes da Groenlândia, em sua maioria inuítes com laços longos e complexos com a Dinamarca, o futuro está em jogo.
Para Frederiksen, que chegou ao cargo em 2019 como a mais jovem primeira-ministra da história dinamarquesa, a disputa é claramente existencial, ameaçando a própria identidade, composição e posição internacional do país.
Os acontecimentos acelerados da semana passada demonstraram sua habilidade tática. Depois de Trump declarar que, como não ganhou o Prêmio Nobel da Paz, desistiria da paz e avançaria sobre a Groenlândia, ela também arregaçou as mangas.
Trouxe tropas de sua própria “coalizão dos dispostos” — incluindo Reino Unido, Alemanha, França e Islândia — para a Groenlândia. Mobilizou a Europa a se manifestar em defesa da Dinamarca. Resistiu às ameaças de tarifas de Trump.
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Até então, muitos dinamarqueses haviam se resignado à ideia de que havia pouco a fazer caso Trump realmente avançasse sobre a ilha. A estratégia arriscada de Frederiksen de chamar forças militares e de segurança estrangeiras, ainda que um contingente reduzido de poucas dezenas e oficialmente parte de um exercício de treinamento no Ártico, foi um sinal de que qualquer ação militar de Trump “seria muito feia e desagradável”, disse Bent Winther, comentarista político dinamarquês.
— A mensagem era: se você for tomar a Groenlândia à força, terá de algemar oficiais britânicos, franceses e alemães — afirmou Winther. — Acho que isso fazia parte do jogo.
O embate de Frederiksen com Trump passou a definir sua liderança. Começou já nas primeiras semanas de seu mandato, em 2019, quando assumiu aos 41 anos à frente dos sociais-democratas de centro-esquerda. Naquele verão, durante seu primeiro mandato, Trump sugeriu que os Estados Unidos comprassem a Groenlândia, que faz parte da Dinamarca há mais de 300 anos.
Frederiksen classificou a ideia como “absurda”, o que levou Trump a cancelar uma visita a Copenhague e chamar suas declarações de “desagradáveis”. Ela se arrepende?
— É um capítulo encerrado — disse na entrevista.
Mas Trump reabriu esse capítulo em 7 de janeiro de 2025, ainda antes da posse, quando afirmou pela primeira vez que não descartava o uso da força militar para obter a Groenlândia.
No mesmo dia, o filho mais velho do presidente, Donald Trump Jr., fez uma visita relâmpago a Nuuk, capital da Groenlândia, no auge do inverno, supostamente a negócios. A aparição atraiu influenciadores pró-Trump vestidos com pesados macacões de neve e bandeiras americanas, que distribuíram notas de US$ 100 — gesto que desagradou muitos groenlandeses.
Na semana seguinte, Frederiksen teve uma ligação telefônica tensa com Trump. Segundo autoridades europeias informadas depois, Trump a repreendeu por 45 minutos. Ela também não quis comentar o episódio.
— Uma ligação entre dois colegas precisa ser uma ligação entre dois colegas — disse.
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A maioria dos analistas políticos dinamarqueses avalia positivamente a forma como ela lidou com a Groenlândia.
— É difícil encontrar grandes erros — disse Ulrik Pram Gad, acadêmico respeitado especializado em Groenlândia.
Segundo Gad, quando Trump começou a se tornar agressivo em relação à ilha, Frederiksen coordenou bem com autoridades groenlandesas e mobilizou capitais europeias, como Londres e Paris, “tentando fazer nossa mensagem sair da boca de outras pessoas”.
O motivo é simples: a Dinamarca precisa da Groenlândia. Com ela, o país é o 12º maior Estado soberano do mundo em área. Participa do Conselho do Ártico, principal fórum internacional sobre o tema, e mantém sua relação especial — ainda que hoje tensa — com os Estados Unidos, que protegem a Groenlândia desde a Segunda Guerra Mundial e mantêm uma base militar no norte da ilha.
— Sem a Groenlândia, eles perderiam 98% de seu território — disse Pele Broberg, líder de um partido político groenlandês crítico da Dinamarca.
— É muito simples — afirmou. — Eles são importantes enquanto nos possuem.
Frederiksen, por sua vez, apoia a autonomia da Groenlândia.
O futuro da Groenlândia pertence ao povo groenlandês — disse. — Hoje são mais dois países trabalhando juntos do que uma antiga colônia, com tudo o que isso implica.
Ela afirmou que um de seus princípios mais importantes é manter forte — ou ao menos intacta — a aliança da Europa com os Estados Unidos. Ainda em 2024, disse que não permitiria que “uma única folha de papel” se colocasse entre os dois lados.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, em seu gabinete em Copenhague
Hilary Swift/The New York Times
Na última semana, reiterou acreditar em uma relação próxima com os EUA, citando “um interesse comum em garantir nossa segurança”. Disse que não era uma daquelas europeias que amavam os Estados Unidos por causa de “Dallas e coisas do tipo”.
— Não sou assim — afirmou. — Acredito de verdade que tudo teria dado errado para a Europa se não fosse pelo Dia D e pelo grande papel dos EUA no fim da Segunda Guerra Mundial.
— Vocês nos salvaram — disse. — E, aliás, fizeram isso de novo e de novo. Portanto, meu ponto de partida é fazer tudo o que puder para nos manter juntos neste mundo e, por isso, não estou começando um conflito. Estou tentando resolver um conflito — concluiu.
Ao anunciarem a atualização do Relógio do Juízo Final, seus responsáveis não mediram palavras sobre os riscos criados e amplificados pela própria humanidade: a 85 segundos da meia-noite, o menor nível já registrado, jamais estivemos tão próximos de uma catástrofe global, e as principais lideranças não parecem tão preocupadas.
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Na reunião em que apresentaram o novo horário, os representantes do Boletim dos Cientistas Atômicos citaram nominalmente Estados Unidos, Rússia e China, os acusando de agir de maneira cada vez mais agressiva e nacionalista, e de lançarem uma nova competição entre potências. Conflitos existentes, como na Ucrânia, estão distantes de uma solução, e novos cenários de combate, como entre Irã e Israel (que tem armas nucleares) e Índia e Paquistão (também donos de arsenais nucleares), mostraram a fragilidade da paz e dos mecanismos para mantê-la.
Neste contexto, a cooperação internacional e o multilateralismo, fundamentais para o estabelecimento do sistema de normas no pós-Segunda Guerra Mundial, passaram a ser vistos como entraves, e não mecanismos de solução de problemas.
— A mensagem do Relógio do Juízo Final não poderia ser mais clara. Os riscos catastróficos estão aumentando, a cooperação está diminuindo e estamos ficando sem tempo — afirmou Alexandra Bell, presidente do Boletim dos Cientistas Atômicos.
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A guerra e a quebra do sistema multilateral potencializam as ameaças existenciais, e jamais foram tão numerosas. A começar pelos arsenais nucleares. Embora o número de ogivas declaradas siga em níveis similares aos de anos anteriores, os países que fazem parte do “clube atômico” investem cada vez mais na modernização de suas armas e sistemas de lançamento.
No ano passado, os presidentes dos EUA, Donald Trump (citado sete vezes no comunicado do Boletim), e da Rússia, Vladimir Putin, apresentaram novas armas e não descartaram realizar novas detonações — os países têm os maiores arsenais do planeta, e o último acordo bilateral de controle nuclear em vigor, o Novo Start, expira em alguns dias. A China, dona do terceiro maior arsenal, com cerca de 600 ogivas, tem um vigoroso e sigiloso programa de aperfeiçoamento nuclear. E há cada vez mais candidatos a uma vaga no “clube nuclear”.
— Centenas de bilhões estão sendo gastos para modernizar e expandir os arsenais nucleares em todo o mundo, e um número crescente de Estados não nucleares considera se deve adquirir suas próprias armas nucleares ou se deve diversificar seus investimentos nucleares — disse Jon Wolfsthal, diretor de riscos globais da Federação dos Cientistas Americanos. — Em vez de alimentar a competição por armas nucleares, os Estados nucleares estão reduzindo sua própria segurança e colocando todo o planeta em risco.
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Nos primeiros anos após a criação do Relógio do Juízo Final, em meio à Guerra Fria, o grande temor era de uma guerra nuclear entre EUA e União Soviética, que levaria, no pior cenário, a uma aniquilação de escala global — quanto mais perto da meia-noite, mais perto estamos da aniquilação. O risco nuclear ainda existe, mas ele não está sozinho.
— As tendências perigosas em relação aos riscos nucleares, às mudanças climáticas, às tecnologias disruptivas como a IA (inteligência artificial) e à biossegurança são acompanhadas por outro desenvolvimento assustador: a ascensão de autocracias nacionalistas em países ao redor do mundo — afirmou Daniel Holz, professor da Universidade de Chicago e membro do conselho do Boletim dos Cientistas Atômicos.
Sobre o clima, Trump é lembrado pela quebra com a transição rumo a uma economia verde, iniciada por seu antecessor, Joe Biden, e por abandonar compromissos climáticos: como em seu primeiro mandato, ele retirou, mais uma vez, os EUA do Acordo de Paris, e tem privilegiado o uso e a extração de combustíveis fósseis. No comunicado, o Boletim dos Cientistas Atômicos disse que suas políticas climáticas são um dos retrocessos mais “agressivos, abrangentes e consequentes” já vistos.
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O crescente uso da IA, não apenas para montagens infames em redes sociais, é um novo campo minado e talvez um dos mais perigosos. Sua aplicação no campo de batalha, com armas “inteligentes”, levanta debates sobre responsabilidades e respeito às leis da guerra, mas há pouca chance de consenso nos fóruns multilaterais.
O afrouxamento das regras para a tecnologia, aliado ao seu desenvolvimento acelerado, tem, na visão do Boletim, “o potencial de acelerar o caos e a disfunção existentes no ecossistema de informação mundial, potencializando campanhas de desinformação e minando os debates públicos baseados em fatos necessários para lidar com grandes ameaças urgentes, como guerra nuclear, pandemias e mudanças climáticas”.
— A ênfase na competição tecnológica está tornando cada vez mais difícil fomentar a cooperação necessária para identificar e mitigar os riscos, e os ataques contra universidades e os cortes no financiamento federal estão corroendo nossa capacidade de encontrar soluções eficazes — apontou Steve Fetter, professor de Políticas Públicas da Universidade de Maryland.
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Apesar de ser um dos mais duros alertas sobre nossa proximidade de um abismo — ou de nossa própria extinção —, os cientistas apontam alguns caminhos para ao menos reduzir nossa chance de sobrevivência como espécie a longo prazo. A começar pelo fortalecimento do diálogo multilateral e de acordos, como sobre a limitação de arsenais nucleares e o veto a testes.
Novas regras sobre o emprego da IA são urgentes, além de novas ferramentas de enfrentamento de ameaças biológicas, não apenas em pandemias. E em capitais onde o clima é tema proibido — notadamente nos EUA de Donald Trump — os demais poderes, além da sociedade civil, devem agir para garantir o interesse nacional e global, mesmo à revelia do chefe do Executivo de ocasião.
— A mudança é necessária e possível, mas a comunidade global deve exigir uma ação rápida de seus líderes — concluiu Bell.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tornou-se, nesta terça-feira, o mais recente líder mundial a lembrar, em tom de brincadeira, do presidente francês Emmanuel Macron usando óculos escuros em Davos, colocando a peça no rosto durante um evento de comédia.
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“Bonjour [“bom dia”, em francês])”, disse Starmer, sorrindo, enquanto colocava os óculos escuros durante uma entrevista nesta segunda-feira com o comediante Matt Forde para seu podcast, The Political Party.
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Macron ganhou manchetes globais, inspirou memes virais na internet e atraiu algumas críticas presidenciais quando usou óculos escuros estilo aviador para fazer um discurso contundente no Fórum Econômico Mundial na terça-feira passada.
O presidente francês estava tentando esconder um vaso sanguíneo rompido que deixou seu olho avermelhado, de acordo com o médico-chefe do Palácio do Eliseu. Macron usou seu discurso em Davos para criticar as “ameaças inaceitáveis” do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Europa.
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FABRICE COFFRINI / AFP
Um trecho do discurso em que Macron diz repetidamente “com certeza” enquanto fala sobre a União Europeia também viralizou. Seu homólogo americano estava entre aqueles que reagiram a esse visual inusitado, que foi comparado a personagens de “O Exterminador do Futuro” e “Top Gun”.
“Eu o vi bancando o durão” com aqueles “óculos de sol estilosos”, ironizou Trump, perguntando: “O que diabos aconteceu?”
O primeiro-ministro britânico publicou um vídeo de seu “momento aviador” no TikTok e adicionou um pôster satírico de “Top Gun” nesta terça-feira, mostrando ele e Macron vestidos como pilotos de caça com óculos de aviador. Em poucos minutos, Macron comentou na publicação, escrevendo: “Com certeza”.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, acusou a rede social TikTok de suprimir conteúdo crítico ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). Newsom ainda destacou que buscará a revisão das práticas de moderação de conteúdo seguidas pela plataforma a fim de investigar se elas violam a lei estadual. O TikTok, no entanto, atribuiu os problemas a uma falha no sistema.
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Newsom usou seu perfil na rede social X para falar sobre o início da investigação. A conta de sua assessoria destacou que recebeu relatos de usuários do TikTok sobre conteúdos suprimidos quando eram críticas a Trump. A mensagem, também publica no X e compartilhada pelo governador, aponta que os casos começaram após a venda da plataforma para uma empresa ligada ao presidente dos EUA.
“Após a venda do TikTok para um grupo empresarial alinhado a Trump, nosso escritório recebeu relatos — e confirmou casos independentes — de conteúdo crítico ao presidente Trump que foi suprimido. Gavin Newsom está iniciando uma revisão dessa conduta e está solicitando ao Departamento de Justiça da Califórnia que determine se ela viola a lei da Califórnia”, diz a mensagem publicada pelo gabinete do governado, na segunda-feira (26).
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Na última quinta-feira (22), a empresa chinesa ByteDance, proprietária do TikTok, concluiu a venda de sua operação nos EUA a um grupo de investidores, principalmente norte-americanos. A transação para a criação de uma joint venture ocorreu um dia antes do fim do prazo do decreto de Trump que proibiria o aplicativo no país. A medida, insistia o governo dos EUA, era porque o TikTok representava uma ameaça à soberania nacional, uma vez que tinha acesso a dados dos cidadãos do país.
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“Seria impreciso afirmar que isso não se deve a problemas técnicos que confirmamos de forma transparente”, disse um representante da joint venture no país alegando que se tratava de uma queda de energia em um centro de dados, destacou o jornal inglês The Guardian.
“Embora a rede tenha sido recuperada, a interrupção causou uma falha em cascata nos sistemas, que estamos trabalhando para resolver”, diz um comunicado publicado online pela empresa anter de o governador se pronunciar.
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Segundo usuários do TikTok relataram, conteúdos que tentavam publicar com críticas às ações recentes de Donald Trump e às ações brutais do ICE em Minnesota. A força policial está no centro do debate por sua conduta após duas mortes em menos de 20 dias durante manifestações contra suas ações brutais direcionadas a imigrantes. As equipes têm recebido apoio por parte do presidente dos EUA.
Outros conteúdos apontados como alvo de censura da plataforma estão os que fazem referência ou são sobre os arquivos de Epstein, que mencionam encontros com Trump.
Um dos criadores de conteúdo a notarem a queda nos números com a relação com os temas tratados nas postagem é Krassenstein, que afirmou que a rede social vem limitando o alcance da “maioria das postagens políticas” desde 25 de janeiro, quando o acordo de venda da plataforma foi finalizado.
Isso se baseia em vídeos que ele fez sobre Alex Pretti, que foi morto por um agente do ICE em Minneapolis, destacou o jornal colombiano El Tiempo.
— Posso confirmar que outros grandes criadores de conteúdo, especialmente aqueles com inclinação democrata, têm o mesmo problema — disse ele, observando um limite de 0 a 1.000 visualizações em vídeos que normalmente “receberiam entre 20.000 e 5 milhões”.
Com informações da Reuters, do The Guardian e do El Tiempo.
A intensificação das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Cuba começa a produzir efeitos concretos no cenário internacional. Em meio ao endurecimento do discurso de Washington, o México recuou e suspendeu o envio de um carregamento de petróleo bruto à ilha, enquanto a China anunciou que fornecerá “apoio e assistência” ao governo cubano diante do que classificou como pressões que comprometem a estabilidade regional.
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A estatal mexicana Pemex retirou de sua programação um carregamento de petróleo que estava previsto para ser enviado ainda neste mês a Cuba, segundo documentos obtidos pela Bloomberg. O embarque ocorreria em meados de janeiro e chegaria à ilha antes do fim do mês, conforme o cronograma original. A empresa e o Ministério de Energia do México não responderam a pedidos de comentário.
Embora o motivo da suspensão não tenha sido oficialmente explicado, a decisão ocorre no momento em que Trump intensifica ameaças contra o governo cubano. Em publicação recente na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que “não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba”, pressionando Havana a aceitar um acordo cuja natureza não foi detalhada.
Antes das declarações de Trump, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, havia afirmado que o país manteria o fornecimento de petróleo a Cuba como parte de ajuda humanitária. A ilha enfrenta uma crise prolongada, marcada por apagões frequentes, escassez de alimentos e falta de combustível.
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O México passou a enviar petróleo a Cuba em 2023, após a Venezuela, principal aliada de Havana e maior fornecedora de energia, reduzir suas exportações em meio à queda de sua produção.
No ano passado, a Pemex despachou, em média, um navio por mês para a ilha, o equivalente a cerca de 20 mil barris diários de petróleo bruto, segundo dados compilados pela Bloomberg. O carregamento agora cancelado seria transportado pelo navio Swift Galaxy.
“Apoio e assistência”
Enquanto o México recua, a China se move na direção oposta. Nesta terça-feira, Pequim declarou apoio explícito a Cuba e condenou as ações dos Estados Unidos.
— A China expressa sua profunda preocupação e oposição às ações dos Estados Unidos em relação a Cuba — afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, durante entrevista coletiva.
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Segundo ele, as pressões de Washington “comprometem a paz e a estabilidade regionais”. O porta-voz instou os EUA a “levantarem imediatamente o bloqueio e as sanções contra Cuba” e afirmou que “a China continuará fornecendo a Cuba todo o apoio e a ajuda possíveis”.
Em Havana, o presidente Miguel Díaz-Canel reagiu às ameaças americanas defendendo, no sábado, a preparação militar do país como forma de dissuasão diante de uma possível agressão dos Estados Unidos.
Trump ampliou o tom contra Cuba após a incursão em Caracas que levou, em 3 de janeiro, à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado do governo cubano. Durante a operação, 32 militares cubanos morreram, alguns deles integrantes da equipe responsável pela segurança de Maduro.
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Além de ameaçar cortar petróleo e recursos financeiros, Trump afirmou que Cuba deveria aceitar um acordo “antes que seja tarde demais”.
Na semana passada, o veículo de comunicação norte-americano Politico informou que o governo estadunidense avalia a possibilidade de impor um bloqueio naval para interromper todas as importações de petróleo destinadas à ilha, segundo fontes próximas às discussões.
(Com AFP)
A repressão à imigração promovida pelo presidente Donald Trump contribuiu para a desaceleração do crescimento populacional dos Estados Unidos em 2025, ano em que o país alcançou quase 342 milhões de habitantes. As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira pelo Escritório do Censo dos EUA.
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A taxa de crescimento populacional foi de 0,5% em 2025, uma queda acentuada em relação a 2024, quando o avanço foi de quase 1% — o mais alto desde 2001. O crescimento mais robusto do ano anterior havia sido impulsionado pela imigração, e as estimativas daquele período indicavam uma população total de 340 milhões de pessoas.
Em 2025, a imigração aumentou em 1,3 milhão de pessoas, bem abaixo do salto de 2,8 milhões registrado em 2024. O relatório do Censo não faz distinção entre imigração legal e irregular. Também no ano passado, o número de nascimentos superou o de mortes em 519 mil pessoas, segundo os dados divulgados.
Nos últimos 125 anos, a menor taxa de crescimento populacional foi observada em 2021, no auge da pandemia. Naquele ano, a população dos EUA cresceu apenas 0,16%, ou 522 mil pessoas, enquanto a imigração avançou em apenas 376 mil, impactada pelas restrições de viagem ao país. Antes disso, o crescimento mais baixo havia sido registrado em 1919, durante a gripe espanhola, quando ficou pouco abaixo de 0,5%.
Crescimento populacional
A redução da imigração teve impacto direto sobre o crescimento populacional de vários estados tradicionalmente conhecidos por atrair imigrantes.
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A Califórnia registrou uma perda líquida de 9,5 mil habitantes em 2025, uma reversão significativa em relação ao ano anterior, quando o estado havia ganhado 232 mil residentes. Em ambos os anos, aproximadamente o mesmo número de californianos que já viviam no estado se mudou para fora. A diferença esteve na imigração: o saldo líquido de imigrantes caiu de 361 mil pessoas em 2024 para 109 mil em 2025.
A Flórida também apresentou quedas tanto no número de imigrantes quanto no de pessoas vindas de outros estados. O chamado Sunshine State, que se tornou mais caro nos últimos anos devido à valorização imobiliária e ao aumento dos custos de seguro residencial, recebeu apenas 22 mil migrantes internos em 2025, frente a 64 mil no ano anterior. O saldo líquido de imigrantes caiu de mais de 411 mil para 178 mil pessoas.
Nova York teve um crescimento populacional mínimo em 2025, com a adição de apenas 1.008 habitantes. O desempenho foi influenciado principalmente pela queda no saldo migratório de imigrantes, que recuou de 207 mil pessoas em 2024 para 95,6 mil no ano passado.
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Efeitos da repressão
A divulgação dos dados ocorre em meio a esforços de pesquisadores para avaliar os efeitos da repressão à imigração adotada no segundo governo Trump, após o retorno do republicano à Casa Branca em janeiro passado. Durante a campanha presidencial de 2024, Trump transformou o aumento do número de migrantes em um dos principais temas de sua plataforma eleitoral.
Os números divulgados nesta terça-feira refletem o período entre julho de 2024 e julho de 2025, abrangendo os meses finais do governo democrata do presidente Joe Biden (2021-2025) e a primeira metade do primeiro ano de Trump de volta ao cargo.
As estimativas capturam o início das operações intensificadas de fiscalização migratória em cidades como Los Angeles e Portland, no Oregon, mas ainda não incluem os efeitos das ações lançadas posteriormente pelo governo Trump em Chicago, Nova Orleans, Memphis, no Tennessee, e Minneapolis, em Minnesota.
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Os dados de 2025 contrastam fortemente com os de 2024, quando a migração internacional líquida respondeu por 84% do aumento de 3,3 milhões de pessoas na população do país em relação ao ano anterior. O salto da imigração naquele período foi atribuído, em parte, a um novo método de contagem que passou a incluir pessoas admitidas nos EUA por razões humanitárias.
A divulgação das estimativas de 2025 foi adiada pela paralisação do governo federal no ano passado e ocorre em um momento delicado para o Escritório do Censo e outras agências estatísticas do país. O órgão, maior agência estatística dos EUA, perdeu cerca de 15% de sua força de trabalho no ano passado, em razão de programas de desligamento voluntário e demissões associados a medidas de contenção de gastos conduzidas pela administração Trump.
Outras decisões recentes do governo republicano, como a demissão de Erika McEntarfer do cargo de comissária do Escritório de Estatísticas do Trabalho, levantaram preocupações sobre possível interferência política em agências estatísticas. Ainda assim, o demógrafo William Frey, da Brookings Institution, avaliou à Associated Press que o trabalho técnico do Censo segue preservado.
— Portanto, não tenho motivos para duvidar dos números divulgados — afirmou.
A Nasa voltou, nesta semana, aos esforços para localizar e restabelecer contato com a sonda Maven, que perdeu sinal em 6 de dezembro de 2025 enquanto orbitava Marte. Avaliada em US$ 582,5 milhões, a espaçonave deixou de se comunicar com a Terra após um período de conjunção solar — quando o Sol se posiciona entre os dois planetas — e segue sem resposta desde então.
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Lançada da Flórida no fim de 2013 e em operação desde setembro de 2014, a Maven tem como missão estudar como Marte perdeu parte de sua atmosfera ao longo do tempo, ajudando cientistas a compreender a evolução do clima marciano e o desaparecimento da água no planeta. O último contato pleno ocorreu em 4 de dezembro, mas um fragmento de sinal foi captado dois dias depois, durante uma campanha de radiociência.
Indícios de falha e retomada das tentativas
Segundo Erin Morton, porta-voz da Nasa, as missões em Marte estão agora “emergindo da conjunção solar”, o que permite a retomada das comunicações. A análise preliminar do breve sinal recebido em 6 de dezembro sugere que a sonda estaria girando de forma inesperada ao reaparecer de trás do planeta, além de indicar uma possível alteração em sua trajetória orbital.
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A agência criou um comitê formal de revisão de anomalias para reconstruir a linha do tempo do que pode ter levado à perda de sinal. Técnicos seguem examinando os dados de rastreamento para identificar os cenários mais prováveis, embora ainda não esteja claro o que causou a rotação nem a eventual mudança de órbita.
As tentativas de contato envolvem a Rede de Espaço Profundo da Nasa — um conjunto de antenas localizadas na Califórnia, na Espanha e na Austrália — e o Observatório de Green Bank, da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, instalado em uma zona de silêncio radiofônico na Virgínia Ocidental. Apesar de a Maven ter combustível suficiente para permanecer em órbita até 2030, fontes internas da agência indicam que a recuperação das comunicações é considerada improvável.
Uma nova imagem captada pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelou, com nível de detalhe sem precedentes, os processos finais de uma estrela semelhante ao Sol. O registro mostra a Nebulosa da Hélice — conhecida popularmente como “Olho de Deus” ou “Olho de Sauron” — e permite observar a dinâmica do gás e dos ventos estelares que envolvem uma estrela em seus últimos estágios de vida.
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A Nebulosa da Hélice é uma das nebulosas planetárias mais próximas da Terra e, por isso, uma das mais estudadas pela astronomia. Segundo a Nasa, nebulosas planetárias se formam quando estrelas parecidas com o Sol expulsam suas camadas externas ao se aproximarem do fim de sua existência. No centro do sistema permanece uma anã branca extremamente quente e densa, cuja radiação ioniza o material ao redor, fazendo-o brilhar em diferentes cores.
Graças à capacidade do James Webb de observar o universo no infravermelho próximo, a nova imagem revelou estruturas que antes eram apenas sugeridas por outros telescópios. A disposição do gás forma um padrão helicoidal, visível a partir do Sistema Solar, que reforça o aspecto icônico da nebulosa. Veja a foto:
Telescópio Espacial James Webb registra uma parte da Nebulosa da Hélice
NASA/ESA/CSA/STScI
Estruturas internas e reciclagem cósmica
A observação concentrou-se em uma região próxima à anã branca central. Ali, o JWST identificou milhares de estruturas alongadas em tons alaranjados e dourados, projetadas para fora da nebulosa. Conhecidas como “nós cometários”, essas formações marcam a fronteira entre ventos estelares de alta velocidade e camadas de gás mais antigas e frias, expelidas em fases anteriores da estrela.
Na parte inferior da imagem, um semicírculo laranja indica a curvatura da concha da nebulosa, área onde esses pilares se concentram com maior densidade. Ao fundo, o contraste com a escuridão do espaço profundo e a presença de estrelas azuladas reforçam a sensação de profundidade do cenário cósmico.
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Os filtros usados pelo telescópio permitiram distinguir variações de temperatura e de composição química conforme a distância em relação à anã branca. As regiões mais próximas aparecem em azul, resultado da intensa radiação ultravioleta que aquece o gás ionizado. Já áreas mais afastadas exibem hidrogênio molecular em tons amarelados e poeira fria em cores avermelhadas.
Esse material, rico em elementos como carbono, oxigênio e nitrogênio, é fundamental para o ciclo da matéria na galáxia. A poeira liberada pela estrela cria ambientes propícios à formação de moléculas mais complexas, consideradas sementes para futuras gerações de estrelas e planetas.
Apesar do visual impressionante, a Nebulosa da Hélice representa um processo natural de reciclagem cósmica. Para os astrônomos, ela antecipa o destino do próprio Sol, que daqui a cerca de 5 bilhões de anos deverá se transformar em uma gigante vermelha, perder suas camadas externas e deixar como remanescente uma anã branca.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira, por telefone, com seu homólogo francês, Emmanuel Macron, por cerca de uma hora. Os dois líderes abordaram a controversa proposta do governo dos Estados Unidos de criar o chamado Conselho da Paz, estrutura paralela à Organização das Nações Unidas. O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), assinado em Assunção no dia 17 de janeiro, também foi pauta do telefonema.
A ligação entre Lula e Macron ocorre um dia após o presidente brasileiro ter conversado, também por telefone, com o líder americano, Donald Trump. Na ocasião, Trump reiterou o convite para que o Brasil participe do Conselho da Paz. Lula, que tem feito críticas públicas ao que vê como tentativa de esvaziamento da ONU, respondeu que é preciso que o novo órgão se atenha a discutir a situação em Gaza e que tenha a participação da Autoridade Nacional Palestina.
Segundo nota oficial do Palácio do Planalto ambos defenderam “o fortalecimento das Nações Unidas e coincidiram que iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU”.
Lula e Macron também “trocaram impressões sobre a situação na Venezuela” e condenaram o uso da força em violação ao direito internacional. Ambos “concordaram a respeito da importância da paz e da estabilidade na América do Sul e no mundo”, diz a nota.
Sobre o acordo Mercosul-UE, ao qual a França se opõe, Lula voltou a dizer a Macron “sua visão de que o acordo (…) é positivo para os dois blocos e constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comercio baseado em regras”.
Lula e Macron também abordaram temas sobre a cooperação bilateral entre Brasil e França, em especial nas áreas de defesa, ciência e tecnologia e energia. “A esse respeito, comprometeram-se a instruir suas equipes técnicas a ultimar as negociações em curso, com vista a conclusão de acordos ainda no primeiro semestre de 2026”, diz o documento divulgado pelo Planalto.
Um vídeo que se espalhou pelas redes sociais nos últimos dias levou à prisão de uma mulher suspeita de abuso infantil em Fullerton, na Califórnia. As imagens, gravadas por uma câmera veicular, mostram o momento em que um bebê de 19 meses cai de um carro em movimento e fica sentado no meio de um cruzamento movimentado, enquanto outros veículos passam a poucos metros.
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Mulher morre durante voo para Londres após adormecer no ombro da mãe
O registro mostra que a porta do passageiro se abre quando o carro preto freia de forma brusca durante uma conversão à esquerda na avenida W. Malvern com a rua N. Euclid. Em seguida, a criança aparece desamparada no asfalto, até que um carro para a poucos centímetros e a mãe salta do veículo para resgatá-la.
Confira os registros:
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Prisão ocorreu após vídeo viralizar
A mulher foi identificada pela polícia como Jacqueline Hernandez, de 35 anos, moradora da cidade de La Habra e mãe da criança. Segundo o Departamento de Polícia de Fullerton, o caso ocorreu na manhã de terça- feira (20), mas a prisão só foi efetuada dias depois, quando uma testemunha-chave procurou as autoridades com informações que permitiram identificar o veículo envolvido.
Em comunicado, a polícia afirmou que, após uma investigação complementar, agentes localizaram o carro, a criança e a mulher mostrados no vídeo. Hernandez foi presa e encaminhada à Cadeia Municipal de Fullerton sob suspeita de abuso infantil qualificado.
Vídeo mostra o momento em que um carro para a poucos centímetros de uma criança pequena
Captura de tela/Redes sociais
A criança foi levada ao hospital e, de acordo com a polícia, deve se recuperar totalmente. A oficial de informações públicas do departamento, Kristy Wells, disse estar aliviada pelo desfecho e destacou a importância do uso correto de cadeirinhas de segurança. Em declaração ao New York Post, ela afirmou que o equipamento “pode salvar a vida do seu filho”.
A investigação segue em andamento, e a polícia pede que pessoas com informações adicionais sobre o caso entrem em contato com as autoridades.

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