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O homem que borrifou uma substância desconhecida contra a deputada democrata Ilhan Omar durante uma reunião pública em Minneapolis foi preso, e autoridades locais e federais iniciaram as investigações sobre o caso. O ataque, feito na noite de terça-feira, ocorreu em meio à escalada de tensões na cidade em torno da repressão federal à imigração, intensificada depois que agentes mataram a tiros, neste mês, dois cidadãos americanos que protestavam contra o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
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O agressor foi imobilizado por seguranças e derrubado no chão logo após o ataque. A plateia aplaudiu enquanto ele era contido, com os braços presos para trás. Em vídeos que circulam do momento, é possível alguém na multidão dizer: “Meu Deus, ele borrifou alguma coisa nela”. Ainda não se sabe qual substância foi usada. Cientistas forenses da cidade foram acionados para analisar o local, de acordo com um relatório policial.
Pouco antes do ataque, Omar havia defendido a extinção do ICE e pedido a renúncia — ou o impeachment — da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. Após as mortes de Alex Pretti e Renee Good por agentes do órgão em Minneapolis, crescem no Capitólio os apelos para que Noem deixe o cargo. Ela foi rápida em defender os oficiais envolvidos nos casos, mesmo antes de investigações formais sobre o caso serem iniciadas. Diante da repercussão, poucos republicanos a apoiaram.
— Os habitantes de Minnesota estão aparecendo uns pelos outros de maneiras que as pessoas não esperavam. Estamos mostrando ao país e ao mundo o que é verdadeira solidariedade. E deveríamos estar orgulhosos — disse Omar, direcionando sua crítica ao órgão federal de imigração segundos antes de ser atingida: — O ICE não pode ser reformado.
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O homem acusado de atacar Omar foi identificado como Anthony J. Kazmierczak, de 55 anos. Ele foi acusado de agressão em terceiro grau e encaminhado à Cadeia do Condado de Hennepin. Registros judiciais de Minnesota não indicavam, até o momento, informações sobre denúncia formal ou se há um advogado de defesa para Kazmierczak. Ele tem histórico de compartilhar postagens políticas nas redes sociais e, em 2021, publicou uma charge criticando a posição de Omar sobre gastos com segurança em meio a apelos pelo corte de verbas da polícia.
A Polícia do Capitólio dos EUA afirmou, em nota, que o incidente foi “uma decisão inaceitável que será enfrentada com justiça rápida” e disse estar trabalhando “para garantir que esse homem enfrente as acusações mais graves possíveis”. Segundo jornalistas da Associated Press que presenciou o ocorrido, havia um cheiro forte, semelhante a vinagre, após o agressor pressionar uma seringa com o líquido. Fotos do dispositivo mostram o que parecia ser um líquido marrom-claro em seu interior.
Reação bipartidária
Omar ignorou os apelos de assessores para encerrar mais cedo a reunião e buscar atendimento médico após o ataque, e continuou a discursar por cerca de 25 minutos. Ela, que não ficou ferida, disse que já “sobreviveu à guerra” e que “definitivamente vai sobreviver à intimidação”. Aos 43 anos, a democrata deixou a Somália ainda criança, quando uma guerra civil devastou o país. Ela tornou-se cidadã americana em 2000.
Na noite de terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, descartou perguntas da ABC News sobre se havia visto o vídeo do ataque a Omar, dizendo não ter interesse em assistir às imagens. Trump disse achar que a deputada é “uma fraude” e que não pensa nela. Ele ainda afirmou, sem provas, que ela “provavelmente mandou borrifarem nela mesma”. Pressionado novamente sobre o vídeo, o republicano disse:
— Não vi. Espero não ter de me incomodar.
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Autoridades de diferentes espectros políticos, porém, condenaram o ataque. O governador de Minnesota, o democrata Tim Walz, disse estar grato por Omar estar em segurança e escreveu no X: “Nosso estado foi abalado pela violência política no último ano. A retórica cruel, inflamatória e desumanizante de nossos líderes nacionais precisa parar imediatamente”. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, democrata, classificou o episódio como “inaceitável”, disse estar aliviado por Omar “estar bem” e agradeceu à polícia pela resposta rápida.
Alguns parlamentares republicanos também condenaram a violência política. O deputado Mike Lawler definiu o episódio como “inaceitável”, e o deputado Mark Alford condenou a agressão “nos termos mais fortes possíveis”. A deputada Nancy Mace disse estar “muito abalada” com o ocorrido, acrescentando: “Independentemente de quão veementemente eu discorde de sua retórica — e discordo —, nenhum ocupante de cargo eletivo deveria enfrentar ataques físicos”.
A vereadora de Minneapolis LaTrisha Vetaw afirmou que parte da substância também entrou em contato com ela e com o senador estadual Bobby Joe Champion, classificando o episódio como “profundamente perturbador”. Ninguém entre as cerca de 100 pessoas presentes na reunião pública apresentou reação física perceptível depois do ataque.
Alvo de ataques
Eleita pela primeira vez para o Legislativo estadual em 2016, Omar tornou-se uma das primeiras mulheres muçulmanas eleitas para o Congresso em 2018, ao conquistar uma cadeira na Câmara. Há anos alvo de republicanos, Omar agora é objeto de investigações pelo Departamento de Justiça do governo Trump e pela Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes por suas finanças.
Omar tem sido alvo frequente de ataques políticos e, em alguns momentos, de ataques racistas por parte de republicanos. Também enfrentou críticas de alguns democratas por suas posições sobre Israel — especialmente em 2021, quando pareceu equiparar “atrocidades” cometidas pelos EUA e por Israel às do Hamas e do Talibã, ao defender nas redes sociais “o mesmo nível de responsabilização e justiça para todas as vítimas de crimes contra a humanidade”.
A deputada Ilhan Omar deixa reunião pública após homem avançar ao púlpito e borrifá-la com líquido de cheiro forte, em Minneapolis
Victor J. Blue/The New York Times
Em 2023, a Câmara, então controlada por republicanos, votou pela retirada de Omar da Comissão de Relações Exteriores. Em 2025, uma tentativa de censurá-la e removê-la de duas comissões por comentários sobre o comentarista político conservador e ativista Charlie Kirk, após seu assassinato, fracassou por apenas um voto, depois que quatro republicanos se juntaram a todos os democratas para rejeitar a iniciativa.
As finanças pessoais de Omar passaram a ser alvo de escrutínio depois que sua declaração financeira apresentada no ano passado mostrou que seu marido possui participações em uma empresa de capital de risco e em uma vinícola avaliadas entre US$ 6 milhões e US$ 30 milhões. Em 2024, durante a presidência de Joe Biden, o Departamento de Justiça abriu uma investigação sobre as finanças de Omar, mas a apuração foi paralisada por falta de provas.
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Na segunda-feira Trump disse que o Departamento de Justiça está investigando Omar, afirmando na rede Truth Social que ela “saiu da Somália com NADA e agora, segundo relatos, vale mais de 44 milhões de dólares”. Paralelamente, a Comissão de Supervisão da Câmara iniciou uma investigação sobre as finanças de Omar e de seu marido como parte de uma apuração mais ampla. Republicanos no Capitólio investigam se as finanças do marido de Omar estão ligadas a denúncias de fraude em creches administradas por somalis no estado.
A deputada não abordou diretamente o escrutínio sobre suas finanças na reunião. No X, porém, ela respondeu às declarações do presidente: “Desculpa, Trump, seu apoio está desmoronando e você está em pânico Como sempre, você está desviando a atenção de seus fracassos com mentiras e teorias da conspiração sobre mim. Anos de ‘investigações’ não encontraram nada”, escreveu. “Tire seus capangas de Minnesota.”
Violência política
De acordo com a Polícia do Capitólio dos EUA, as ameaças contra membros do Congresso aumentaram nos últimos anos, atingindo um pico em 2021 após o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio. O ataque a Omar ocorreu poucos dias depois da prisão de um homem em Utah acusado de agredir o deputado Maxwell Frost, democrata da Flórida, durante o Festival de Cinema de Sundance, dizendo que Trump iria deportá-lo.
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A Polícia do Capitólio também divulgou dados atualizados: em 2025, foram registrados 14.938 casos de “declarações, comportamentos e comunicações preocupantes direcionados contra parlamentares, suas famílias, assessores e o Complexo do Capitólio”. Em 2024, haviam sido 9.474 ocorrências. É o terceiro ano consecutivo de aumento.
Desde 6 de janeiro de 2021, a Polícia do Capitólio reforçou as medidas de segurança em todas as frentes, e o departamento registrou aumento nas denúncias após a criação, há dois anos, de um novo centro para processar relatos de ameaças. (Com New York Times)
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, vai advertir nesta quarta-feira que os Estados Unidos estão prontos para usar a força e que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, poderá ser deposta, assim como aconteceu com Nicolás Maduro. As mensagens estão em trechos antecipados de um discurso preparado pelo chefe da diplomacia americana, divulgados pelo Departamento de Estado, que será apresentado diante de uma comissão no Senado, para explicar a operação de 3 de janeiro em Caracas, que levou à captura de Maduro, e os próximos passos do governo de Donald Trump no país sul-americano.
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O trecho do depoimento divulgado previamente pelo Departamento de Estado diz que Delcy, que agora lidera um processo gradual de mudanças em Caracar, “conhece muito bem o destino de Maduro”.
“Acreditamos que seu próprio interesse se alinha com o avanço de nossos objetivos-chave”, diz o texto do secretário. “Não se enganem: como afirmou o presidente [Trump], estamos preparados para usar a força para assegurar a máxima cooperação se outros métodos fracassarem”.
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Ex-senador republicano, Rubio aceitou testemunhar perante seus antigos colegas após semanas nas quais os democratas acusaram o governo Trump de enganar os legisladores e exceder sua autoridade ao usar a força — militares americanos entraram na capital venezuelana em 3 de janeiro e capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O casal foi levado para Nova York para ser julgado por acusações de tráfico de drogas apresentadas nos EUA, crimes que negam ter cometido.
Em seu depoimento preparado, Rubio defende energicamente a operação, ao afirmar que os EUA “prenderam dois narcotraficantes”. Ele chama Maduro de “narcotraficante indiciado, não um chefe de Estado legítimo”.
“Não estamos em guerra contra a Venezuela”, diz o texto que será lido por Rubio. “Tudo isso foi conseguido sem a perda de uma única vida americana, nem uma ocupação militar contínua (…). A história oferece poucos exemplos nos quais se tenha conquistado tanto a um custo tão baixo.
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As autoridades venezuelanas dizem que mais de 100 pessoas morreram, tanto venezuelanos quanto cubanos, que tentaram proteger Maduro, sem sucesso.
Trump exigiu que Delcy trabalhe para beneficiar empresas americanas do setor do petróleo. Horas após a derrubada de Maduro, o presidente afirmou que preferia pressionar a vice de Maduro do que tentar fortalecer a oposição venezuelana, afastando a vencedora do Nobel María Corina Machado, a quem chamou de “mulher muito agradável”, mas que não inspira “respeito”.
Após sua audiência no Congresso, Rubio terá uma reunião com María Corina, segundo informações do Departamento de Estado. Americano de origem cubana e crítico ferrenho dos regimes de esquerda na América Latina, Rubio defendia a oposição liderada por ela enquanto era senador. (Com AFP e Bloomberg)
O desaparecimento de Filou, um gato francês de pelagem branca e preta, parecia destinado a se tornar mais uma história sem desfecho. No dia 9 de agosto, durante a volta de férias no delta do Ebro, na Espanha, seus donos, Patrick e Evelyne Sire, pararam para abastecer o motorhome em um posto na região de Maçanet de la Selva, na província de Girona, na Catalunha. Enquanto o veículo era abastecido, o animal escapou por uma janela e sumiu sem deixar rastros.
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Nas horas e dias seguintes, o casal iniciou uma busca intensa.
Eles voltaram ao posto de gasolina, distribuíram fotos do gato, acionaram protetores de animais e registraram o desaparecimento junto à Guarda Civil espanhola. Apesar dos esforços, nenhuma pista surgiu. Com o passar das semanas, a esperança foi cedendo lugar à resignação, e os donos passaram a acreditar que jamais voltariam a ver Filou.
Ressurgimento improvável
Cinco meses depois, porém, o improvável aconteceu. O gato reapareceu no sul da França, a cerca de 250 quilômetros do ponto onde havia se perdido. Ele foi encontrado a apenas um quilômetro da casa de Patrick e Evelyne, no município de Olonzac, no departamento de Hérault. Não se sabe como Filou percorreu todo o trajeto, mas a hipótese é que tenha sobrevivido sozinho, encontrando abrigo e alimento ao longo do caminho.
A chave para o reencontro foi a atenção de uma vizinha, Hélène Tisseyre. Desde dezembro, ela vinha notando a presença de um gato muito magro e debilitado, vagando pelos arredores. Após passar a alimentá-lo regularmente, decidiu levá-lo a um veterinário. A leitura do microchip revelou a identidade do animal e permitiu localizar seus donos.
O reencontro foi descrito como profundamente emocionante. Segundo Patrick, Filou parecia reconhecer perfeitamente o lugar e chegou a esperar, como se soubesse que havia finalmente retornado. O momento encerrou uma ausência de cinco meses que o casal já considerava definitiva
— Ele estava nos esperando atrás da porta — relatou o tutor à imprensa local.
A história ganhou grande repercussão. Filou virou uma celebridade local, enquanto a gendarmaria e a prefeitura passaram a receber mensagens de várias regiões da França. A mídia nacional passou a tratar o caso como o do “gato viajante”.
Veterinários classificaram o episódio como raro, mas não impossível. Especialistas explicam que gatos podem se orientar pelo olfato, pela audição e até pela percepção do campo magnético da Terra, além de eventualmente se beneficiarem de caronas involuntárias ou da ajuda de pessoas ao longo do percurso.
De volta ao lar, Filou agora se recupera. Seus donos querem reconstituir o caminho percorrido pelo animal e pedem que pessoas que possam tê-lo visto ou ajudado entre Girona e o sul da França entrem em contato.
Em vídeo divulgado nas redes sociais e atribuído a forças ucranianas mostra um soldado russo usando um disfarce incomum no campo de batalha: uma capa branca com formato semelhante ao de um pinguim, supostamente projetada para reduzir a detecção por sensores térmicos de drones. O militar foi localizado por um equipamento aéreo não tripulado e atingido durante a operação, afirmou o jornal inglês The Sun.
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As imagens, captadas por câmera instalada no drone, mostram o combatente caminhando sozinho por uma área coberta de neve, com a vestimenta formando uma silhueta arredondada. Segundo relatos, a capa teria a função de bloquear ou confundir a leitura térmica, uma tentativa de camuflagem cada vez mais comum diante do uso intensivo de drones no conflito.
Veja o momento:
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Apesar do disfarce, o soldado acabou identificado pelo operador ucraniano e alvo do ataque. O vídeo não informa a localização exata nem a data em que a gravação foi feita, e autoridades russas não comentaram o episódio.
O uso de drones com sensores térmicos tem sido um dos principais fatores de mudança na dinâmica da guerra, permitindo a identificação de alvos mesmo em condições de baixa visibilidade, como neve intensa e escuridão. Em resposta, ambos os lados têm recorrido a soluções improvisadas para tentar reduzir a exposição no campo de batalha.
Um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) tentou entrar no consulado do Equador em Minneapolis na terça-feira, mas foi impedido por funcionários, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país. O governo do presidente Daniel Noboa, um dos maiores aliados de Washington na América Latina, emitiu uma nota de protesto dirigida à embaixada americana em Quito, exigindo que “atos dessa natureza não se repitam”. O episódio acontece em meio a escalada da crise na cidade por conta da atuação de agentes federais — que já deixou dois americanos mortos e provocou uma onda de protestos e descontentamento de políticos, inclusive republicanos — sob ordens do presidente Donald Trump.
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Em comunicado, a chancelaria afirmou que “um agente do ICE tentou ingressar nas instalações do Consulado”, mas funcionários “impediram a entrada do oficial” para proteger “os equatorianos que se encontravam na sede consular naquele momento”. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um homem com o rosto coberto tentando entrar no edifício, enquanto um funcionário o adverte de que não está autorizado.
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Testemunhas que trabalhavam em lojas próximas ao consulado disseram ter visto agentes de imigração perseguindo pessoas, que entraram no prédio do consulado.
— Eu vi os policiais perseguindo duas pessoas. Elas, então, entraram no consulado e os policiais tentaram ir atrás delas — contou uma mulher, que pediu para não ser identificada, à agência Reuters. — Mas, pelo o que pude ver, não conseguiram entrar no consulado.
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De acordo com o jornal americano Washington Post, o presidente do Conselho Municipal de Minneapolis, Elliott Payne, conversou com o embaixador do Equador, que afirmou acreditar que agentes do ICE tentaram entrar no prédio por engano. Payne disse que os agentes também entraram em uma cafeteria perto do consulado, um local popular entre os manifestantes, e os ameaçaram, dizendo: “Voltaremos e prenderemos todos vocês”.
Segundo o direito internacional, as autoridades policiais são proibidas de entrar em consulados ou embaixadas estrangeiras sem a permissão do cônsul ou embaixador, exceto em certas emergências que representem risco de vida, como incêndios.
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A morte de dois cidadão americanos em Minneapolis por disparos de agentes federais escalaram a crise na cidade nas últimas semanas. A ampla repercussão negativa pressionou a Casa Branca. Após a morte de Alex Pretti, Trump enviou seu principal responsável pela fiscalização da fronteira, Tom Homan, a Minneapolis na última segunda-feira e adotou um tom mais conciliatório do que o inicial, numa tentativa de amenizar a indignação nacional.
Na semana passada, a imagem de um menino equatoriano de 5 anos escoltado por um agente do ICE que o segurava pela mochila circulou por todo o mundo e atiçou os protestos. Segundo a chancelaria, o menor e seu pai estão em um Centro de Processamento de Imigração no Texas, à espera de uma audiência judicial para resolver um pedido de asilo que tinham em curso.
Liam Conejo Ramos, de 5 anos, foi detido por um agente do ICE em Minneapolis, Minnesota
Divulgação / Escolas Públicas de Columbia Heights / AFP
A crescente violência vinculada a gangues de narcotraficantes, o desemprego e o alto custo da vida são algumas das razões que levam os equatorianos a emigrar. Em 2025, mais de 9.500 equatorianos foram deportados dos Estados Unidos. O pico mais alto de deportações dos últimos cinco anos ocorreu em 2023, quando cerca de 18.400 imigrantes foram devolvidos ao Equador, segundo dados da chancelaria.
(Com AFP)
O corpo de um turista britânico de 23 anos foi localizado na costa de Corrunna, na Austrália, quase uma semana após ter caído no oceano. A polícia foi acionada à praia de Billies, depois que testemunhas relataram ter visto o corpo na água. Um porta-voz confirmou a identidade do jovem e informou que um relatório será preparado para o legista.
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O incidente ocorreu em 18 de janeiro, quando o turista caiu de um penhasco de vários metros em Mystery Bay, região de Nova Gales do Sul. Ele estava acompanhado por um amigo no momento da queda, segundo o inspetor-chefe Shane Jessep, do distrito policial da Costa Sul. “Ele não era um pescador de rochas, era um turista que aparentemente sofreu um acidente e escorregou nas rochas”, afirmou Jessep.
Acidente e buscas
Equipes de resgate marítimo, policiais e um helicóptero foram mobilizados imediatamente para vasculhar a área, mas o jovem não foi encontrado durante os primeiros esforços. A busca foi reduzida na semana passada, até que o corpo foi finalmente localizado em Corrunna.
A tragédia ocorre poucas semanas após outro caso envolvendo turistas britânicos na mesma região. Em março de 2025, Eleanor Thompson, conhecida como Ellie, morreu esmagada por sua van durante o ciclone tropical Alfred em Nova Gales do Sul. Ellie, originária de Flintshire, no País de Gales, havia desaparecido dias antes, e seu corpo foi encontrado sob o veículo.
O legista John Gittins explicou que a polícia australiana acredita que a van capotou ou deslizou devido à inclinação do terreno e às condições climáticas adversas. Ellie havia viajado por vários países da Ásia antes de chegar à Austrália e trabalhado em Londres em empresas de marketing e eventos. Seu pai, Peter, ressaltou que a vida da filha foi “repleta de aventuras e movimento”.
Já imaginou encontrar uma lixeira americana na praia enquanto passeia na Inglaterra? Foi exatamente o que aconteceu com o turista Ryan Stalker, que se surpreendeu ao ver o objeto na enseada de Bowleaze, em Weymouth, Dorset, coberto de cracas e sinais de longa viagem pelo oceano, neste mês de janeiro.
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A única pista sobre sua origem eram as palavras “Condado de Baldwin, Alabama” na lateral. Curioso, Ryan recorreu as redes sociais, que o ajudaram a entrar em contato com o departamento de coleta de lixo do Alabama. Com os números de série do contêiner, os americanos confirmaram que a lixeira veio de Fort Morgan, uma cidade costeira do estado.
O objeto havia sido perdido durante o furacão Sally, em 2020, e só agora voltou a chamar atenção, impulsionado pela tempestade Ingrid, que trouxe o contêiner até a costa inglesa. “Tinha algumas cracas presas, então sabia que estava na água há algum tempo”, contou Ryan.
O departamento do Alabama se pronunciou enviando um pedido de desculpas por “sujar” a praia inglesa e agradeceu a colaboração de Ryan na identificação do objeto. Ele também revelou que registrou os códigos do contêiner para confirmar a origem.
Por enquanto, a lixeira permanece no quintal de Ryan, que ainda decide o que fará com ela.
Promotores de Manhattan apresentaram nesta terça-feira novos detalhes das acusações de suborno contra Ingrid Lewis-Martin, ex-assessora de alto escalão do então prefeito de Nova York, Eric Adams. Segundo a Promotoria, ela integrou um esquema de corrupção no qual teria recebido joias e outros presentes em troca de pressionar órgãos reguladores da cidade a aprovar projetos de construção, mesmo diante de alertas sobre riscos à segurança.
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Lewis-Martin, que atuou como principal conselheira do prefeito, responde a diversas acusações criminais sob a alegação de ter usado indevidamente o cargo para beneficiar amigos e associados em troca de vantagens ilícitas. Em documento protocolado no tribunal, os promotores detalham trocas de mensagens e contatos entre a ex-assessora e autoridades municipais em favor de dois incorporadores que enfrentavam entraves no Departamento de Edificações da cidade.
De acordo com o gabinete do promotor distrital de Manhattan, os empresários estabeleceram inicialmente uma relação com o filho da ex-assessora, Glenn Martin II, enquanto buscavam apoio para destravar seus projetos. A partir de 2022, já na administração municipal, Lewis-Martin teria passado a interceder repetidamente junto a reguladores em nome dos incorporadores. Em troca, afirmam os promotores, ela recebeu subornos, incluindo um par de brincos de diamante de dois quilates avaliado em US$ 3.000.
Um dos episódios descritos envolve o incorporador Raizada Vaid, que tentava obter autorização para a reforma de um hotel no Lower East Side, em Manhattan. Diante da demora no processo, ele pediu ajuda direta à assessora. “Por favor, ligue para seu contato no DOB”, escreveu Vaid em uma mensagem de texto, afirmando que o projeto estava “emperrado”.
Segundo a Promotoria, Lewis-Martin entrou em contato com o comissário interino do Departamento de Edificações dois dias depois. Mesmo após técnicos do órgão apontarem preocupações de segurança em relação ao que havia sido apresentado como reformas internas “simples”, a ex-assessora teria mantido a pressão, o que acabou resultando na aprovação da licença.
O documento, com cerca de 170 páginas, foi apresentado como resposta a um pedido da defesa para o arquivamento das acusações.
Na noite de terça-feira, o advogado de Lewis-Martin, Arthur L. Aidala, afirmou que “aguardamos uma resposta robusta que apresentaremos a essas acusações”.
Em dezembro de 2024, a ex-assessora, seu filho e os dois incorporadores — Vaid e Mayank Dwivedi — foram denunciados por quatro crimes, sob a acusação de participação em “um esquema de suborno, lavagem de dinheiro e conspiração de longa duração”.
Lewis-Martin deixou o cargo pouco antes de as primeiras denúncias se tornarem públicas. No ano passado, ela e o filho voltaram a ser denunciados pela Promotoria de Manhattan, chefiada pelo promotor distrital Alvin Bragg.
Ao longo de cinco denúncias, os promotores sustentam que a ex-assessora explorou sua proximidade com o prefeito para acelerar aprovações em agências municipais, direcionar contratos a um incorporador favorecido e tentar barrar um projeto de ciclovias protegidas no Brooklyn. Em troca, segundo a acusação, ela teria recebido dinheiro, bolinhos de caranguejo, reformas em sua residência e até uma participação em um programa de televisão popular.
Lewis-Martin e os demais réus se declararam inocentes. Adams não foi acusado em nenhuma das denúncias, e Bragg afirmou que o ex-prefeito não é alvo das investigações.
As acusações contra a ex-assessora surgiram em meio a uma série de apurações envolvendo a administração Adams, incluindo uma denúncia federal por corrupção apresentada no outono de 2024 contra o próprio prefeito — o primeiro em exercício na história moderna de Nova York a ser formalmente acusado. Posteriormente, o Departamento de Justiça desistiu do processo.
As suspeitas de corrupção e a aproximação de Adams com o governo Trump, enquanto buscava o arquivamento das acusações, afetaram a percepção pública sobre seus quatro anos à frente da Prefeitura, derrubaram sua taxa de aprovação e enfraqueceram decisivamente sua campanha de reeleição no ano passado.
Um homem de 51 anos é acusado de assassinar sua esposa e três membros da família em uma residência em Lawrenceville, na Geórgia, enquanto crianças da casa se escondiam em um armário. O crime teria ocorrido na madrugada de sexta-feira (23), por volta das 2h30.
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Segundo a polícia, Vijay Kumar teria aberto fogo contra Meenu Dogra, de 43 anos; Gourav Cumar, de 33 anos; Nidhi Chander, de 37 anos; e Harish Chander, de 38 anos. As crianças, de sete, dez e doze anos, foram encontradas ilesas. O filho mais velho de Dogra conseguiu ligar para a polícia.
Prisão e investigação
Kumar foi localizado a poucos metros da residência, tentando fugir, e preso em seguida. “É definitivamente uma situação trágica. Quatro pessoas morrendo ao mesmo tempo, especialmente com crianças na casa”, disse a capitã Angela Carter, da polícia de Gwinnett, à WSB-TV. Investigadores afirmaram que o ataque teria começado após uma discussão entre Kumar e Dogra antes de saírem de Atlanta para visitar parentes. O motivo da discussão ainda não foi esclarecido.
O suspeito foi acusado de homicídio doloso, homicídio qualificado, crueldade contra crianças em primeiro grau e dois crimes de crueldade contra crianças em terceiro grau. A polícia declarou que não há outros suspeitos e que o caso aparenta estar relacionado à violência doméstica, ainda sob investigação.
A comunidade local e organizações ligadas à diáspora indiana expressaram choque com o episódio. Em comunicado, a Missão Indiana em Atlanta afirmou estar “profundamente consternada com um trágico incidente de tiroteio ligado a uma suposta disputa familiar”. Segundo registros, Dogra era natural de Pathankot, na Índia, e Nidhi Chander lecionava em uma escola primária do condado de Gwinnett.
Mais de dois terços dos homicídios cometidos por parceiros íntimos nos EUA envolvem armas de fogo, de acordo com a Everytown Research and Policy. Dados do Pew Research Center apontam que, em 2023, mais de 47 mil americanos morreram por ferimentos relacionados a armas, incluindo homicídios e suicídios.
Uma campanha no GoFundMe criada para ajudar com as despesas do funeral das vítimas já arrecadou cerca de 600 dólares, segundo informações da página. As autoridades reforçaram que toda a assistência possível está sendo oferecida à família enlutada.
Nesta terça-feira (27), pouco antes do meio-dia, o corpo de um homem foi descoberto em um depósito no terceiro andar do Fashion Centre em Pentagon City, no condado de Arlington, Virgínia, a cerca de 800 metros ao sul do Pentágono. Segundo o Departamento de Polícia do Condado de Arlington (ACPD), a equipe de segurança do shopping relatou encontrar a vítima visivelmente falecida, e os policiais confirmaram sua morte no local. Até o momento, a identidade do homem não foi divulgada.
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As autoridades informaram que a ocorrência não representa ameaça à comunidade. A polícia conduz investigações para determinar a causa da morte, que será oficializada pelo Gabinete do Médico Legista. Um porta-voz do ACPD reforçou que todos os procedimentos de rotina estão sendo seguidos para esclarecer o caso.
O incidente chamou a atenção dos moradores da região, que expressaram choque e preocupação nas redes sociais. Enquanto alguns lamentaram a morte e prestaram solidariedade à família e aos funcionários do shopping, outros recordaram episódios anteriores de violência e criminalidade na área, incluindo tiroteios, agressões e roubos.
O Fashion Centre, que abriga mais de 140 lojas e restaurantes em mais de um milhão de pés quadrados, já foi palco de incidentes notórios, como um furto em setembro de 2024, quando suspeitos quebraram vitrines e usaram um extintor de incêndio enquanto um alto funcionário do governo estava presente.
O shopping está localizado a poucos passos de uma das sedes mais sensíveis do país: o Pentágono, quartel-general das Forças Armadas dos Estados Unidos, alvo de ataques terroristas em 11 de setembro de 2001, quando 189 pessoas morreram.

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