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Um acidente aéreo deixou 15 mortos perto da fronteira da Colômbia com a Venezuela, entre eles um congressista e um candidato à Câmara dos Representantes, informou nesta quarta-feira à AFP a autoridade aeronáutica colombiana.
Satena: Avião com 15 pessoas a bordo desaparece na Colômbia perto da fronteira com a Venezuela
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A aeronave da Satena, companhia aérea estatal, decolou da cidade fronteiriça de Cúcuta para um voo de cerca de 23 minutos, mas perdeu contato minutos antes do pouso, por volta do meio-dia (17h00 GMT) e ficou desaparecida por algumas horas.
— Não há sobreviventes — disse à AFP um funcionário da Aeronáutica Civil da Colômbia, autoridade aérea do país. O governo mobilizou a Força Aérea para buscar o avião e resgatar os corpos no local do acidente, uma região montanhosa de Norte de Santander, com vastas áreas controladas pela guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN).
Destroços de avião desaparecidos são encontrados na Colômbia
Reprodução | Redes Sociais
Em comunicado, a Satena informou que por volta das 14h (horário local), a aeronave esgotou seu tempo de autonomia de voo.
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Desaparecimento
O avião tinha pouso previsto para as 12h05, mas não chegou ao destino, o que levou ao acionamento dos protocolos de emergência. Sabe-se ainda que se tratava de um Beechcraft 1900, de matrícula HK4709, operado pela empresa Searca, com 13 passageiros e dois tripulantes a bordo.
De acordo com o comunicado oficial, todos os recursos disponíveis foram acionados em coordenação com a Força Aeroespacial Colombiana e a Aeronáutica Civil para localizar a aeronave. Também foi disponibilizada uma linha telefônica para fornecer informações oficiais aos familiares das pessoas a bordo.
Detalhes técnicos da aeronave
O Beechcraft 1900 é um avião bimotor turboélice de alto desempenho, projetado para operar em geografias difíceis, como a colombiana. Ele possui capacidade de até 19 passageiros, voa a 440 km/h, consegue alcançar até 25 mil pés de altitude e possui autonomia de até 6 horas e 30 minutos de voo contínuo.
Com informações de AFP e El Tiempo
O Ministério Público do Equador informou, nesta quarta-feira, que investiga um suposto financiamento da Venezuela à campanha presidencial da ex-candidata de esquerda Luisa González na eleição em que Daniel Noboa foi o vencedor. Os candidatos de lados políticos opostos se enfrentaram na eleição antecipada de 2023 e depois em 2025, em meio a uma onda de violência sem precedentes ligada ao narcotráfico que assola o país.
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Segundo o Ministério Público, “presume-se que entrava dinheiro ilícito (em espécie) da Venezuela para financiar a campanha presidencial de 2023”, quando González foi derrotada com 48% dos votos. As autoridades revistaram a residência de González, e o MP divulgou uma foto na qual ela aparece de pijama e com o rosto borrado.
“Não recebemos um único centavo da Venezuela, nem de nenhum cartel, nem de ninguém”, disse González durante uma entrevista coletiva em Quito.
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Mais cedo, o ex-presidente socialista Rafael Correa disse, em uma publicação no X, que as casas de seus afilhados políticos e ex-candidatos González e Andrés Arauz, candidato nas eleições de 2021, foram alvo de busca e apreensão. Sem mencionar Correa, o presidente Noboa disse, no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que “no Equador houve campanhas políticas financiadas pelo regime de [Nicolás] Maduro e o dinheiro fluía da PDVSA”, a petroleira estatal venezuelana.
Correa foi um aliado ferrenho da Venezuela durante seu governo (2007-2017) e rejeitou a incursão militar de Washington em Caracas, que terminou com a captura e a derrubada de Maduro. Após deixar o poder, o ex-presidente equatoriano integrou uma equipe que assessorava o governo chavista em temas econômicos.
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Noboa, um dos maiores aliados dos Estados Unidos na América Latina, culpa o governo de Correa pelo aumento da violência ligada ao narcotráfico. Setores da oposição denunciam que negócios da família Noboa, que incluem uma empresa de exportação de bananas, teria supostos vínculos com o narcotráfico.
“Este governo é o governo da corrupção, do tráfico de cocaína”, disse González aos jornalistas. “Só poderão me calar morta […] Não tenho medo deles, mas também responsabilizo este governo por minha vida, a vida dos meus filhos, dos meus irmãos, dos meus pais”, afirmou.
Correa, residente na Bélgica e condenado à revelia em 2020 a oito anos de prisão por corrupção, divulgou uma notificação do Ministério Público na qual aparece entre os investigados. A Revolução Cidadã, liderada por Correa, é a principal força legislativa com 67 dos 151 assentos, embora o governista Ação Democrática Nacional (66) tenha alcançado maioria com o apoio de outros setores.
Um avião comercial com 15 pessoas a bordo desapareceu na Colômbia, perto da fronteira com a Venezuela, informou nesta segunda-feira a companhia aérea estatal Satena.
A aeronave, com 13 passageiros e dois tripulantes, decolou da cidade fronteiriça de Cúcuta e perdeu contato com as torres de controle pouco antes do meio-dia, minutos antes do pouso.
— Tinha pouso previsto por volta das 12h05 (17h05 GMT) no município vizinho de Ocaña — informou a companhia em comunicado. Segundo a autoridade aeronáutica, os protocolos de segurança e de busca foram acionados.
A Tailândia aplicou, pela primeira vez, uma vacina contraceptiva em elefantes selvagens como parte de uma estratégia para controlar o rápido crescimento da população da espécie, informaram autoridades de conservação nesta quarta-feira.
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Equipes do Departamento de Conservação da Vida Selvagem e veterinários administraram as doses em três fêmeas na província de Trat, no sudeste do país, na segunda-feira, segundo Sukhee Boonsang, diretor do Escritório de Conservação da Vida Selvagem. O objetivo é gerir o número de elefantes em áreas onde a taxa de natalidade tem avançado acima da média nacional.
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“Isso vai causar mais conflito entre humanos e elefantes no longo prazo se deixarmos continuar”, afirmou Sukhee à AFP. De acordo com ele, a taxa de nascimento do mamífero em cinco províncias do leste da Tailândia cresce cerca de 8% ao ano, contra aproximadamente 3% em outras regiões.
As vacinas foram aplicadas com o uso de dardos, sem anestesia, informou o escritório de conservação em comunicado. O número de elefantes selvagens no país saltou de 334 em 2015 para quase 800 no ano passado, além de milhares mantidos em cativeiro.
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O aumento da população tem intensificado os conflitos entre humanos e animais. Desde 2012, quase 200 pessoas morreram e mais de 100 elefantes foram mortos em incidentes desse tipo, segundo o mesmo comunicado oficial.
Os elefantes asiáticos, animal nacional da Tailândia, são classificados como ameaçados de extinção em nível global pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Sukhee afirmou que as três fêmeas vacinadas foram examinadas quanto a sinais de infecção, estão bem e “vivendo sua vida normal”. A equipe fará acompanhamento com exames de sangue a cada seis meses. A vacina já havia sido testada em sete elefantes mantidos em cativeiro na cidade de Chiang Mai, no norte do país, há dois anos.
Outras 15 doses devem ser aplicadas em elefantes de diferentes manadas antes do início da estação chuvosa, prevista para começar em maio, disse Sukhee.
Em Porto Príncipe, os números que abordam a violência sexual e de gênero (VSG) são alarmantes. É o que mostra o relatório divulgado nesta terça-feira pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que descreve os episódios como armas usadas para “aterrorizar comunidades”. O estudo revela que, desde a abertura da clínica Pran Men’m, na capital haitiana, a MSF prestou atendimento médico e psicossocial abrangente a quase 17 mil pessoas, das quais 98% são mulheres e meninas.
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Segundo o texto, a crise ocorre em meio à deterioração dramática da infraestrutura, dos serviços públicos e das condições de vida, em um contexto de violência e insegurança generalizadas, com um número crescente de vítimas e sobreviventes sendo deslocados de suas casas, o que os expõe a novas violências. Quase um quinto das pessoas atendidas na clínica Pran Men’m sofreu múltiplos episódios de VSG.
— O número de sobreviventes de violência sexual e de gênero atendidas na clínica quase triplicou, passando de uma média de 95 admissões por mês em 2021 para mais de 250 em 2025. Isso mostra como a explosão da violência no país nos últimos anos teve impacto direto sobre os corpos de mulheres e meninas em Porto Príncipe — afirma Diana Manilla Arroyo, chefe de missão da MSF no Haiti.
Além da quantidade de episódios de violência, também houve um aumento alarmante na brutalidade das agressões. Entre as vítimas e sobreviventes atendidas na Pran Men’m desde 2022, 57% relataram ter sido agredidas por integrantes de grupos armados, muitas vezes em ataques coletivos cometidos por vários agressores. Mais de 100 pacientes relataram ter sido violentadas por dez ou mais agressores ao mesmo tempo.
O número de sobreviventes de violência sexual e de gênero atendidas na clínica quase triplicou, passando de uma média de 95 admissões por mês em 2021 para mais de 250 em 2025.
— Eles me bateram e quebraram meus dentes — diz uma sobrevivente citada no relatório. — Três jovens que poderiam ser meus filhos. Quando me recusei a dormir com eles, me agrediram e eu caí. Enquanto eu tentava me defender, eles me chutaram nas costas, que ainda doem meses depois. Depois de me estuprarem, estupraram minha filha… e espancaram meu marido.
O relatório aponta a falta de serviços essenciais para vítimas e sobreviventes, como abrigos e apoio à subsistência, além da escassez de financiamento. Barreiras como estigma, insegurança, dificuldades financeiras e falta de informação dificultam o acesso ao atendimento e agravam as consequências médicas.
Desde 2022, apenas um terço das vítimas e sobreviventes que procuraram a clínica Pran Men’m chegou em até três dias após a agressão, o que preocupa os médicos: depois desse período, não é mais possível prevenir a transmissão do HIV. Da mesma forma, 59% das pacientes nesse intervalo não conseguiram acesso ao atendimento dentro de cinco dias, prazo necessário para evitar uma gravidez indesejada.
O relatório pede uma ação urgente e coordenada das autoridades haitianas, prestadores de serviços, doadores, agências das Nações Unidas e atores de segurança em favor de uma resposta centrada nas sobreviventes e focada na recuperação de longo prazo.
— Defendemos a ampliação do acesso a atendimento médico e psicossocial abrangente e gratuito, o que só pode ser alcançado com um aumento sustentável do financiamento dos serviços de apoio — afirma Manilla Arroyo. — Também pedimos o reconhecimento inequívoco da dimensão generalizada da violência sexual e de seu uso deliberado por grupos armados como ferramenta de controle e subjugação de mulheres e meninas.
Os dois agentes federais que abriram fogo contra o enfermeiro Alex Pretti em Minneapolis, no sábado, foram afastados de suas funções, informou um funcionário do Departamento de Segurança Interna nesta quarta-feira, enquanto mais vozes, inclusive de membros do Partido Republicano, se manifestam contra a Casa Branca devido à forma como lidou com o caso.
*Em atualização.
Jude Owens tornou-se incrivelmente popular nas últimas horas depois que seus pais publicaram um vídeo dele praticando um truque considerado um dos mais difíceis do bilhar. O menino de dois anos conquistou dois títulos do Guinness World Records, tornando-se a pessoa mais jovem do mundo a alcançá-los.
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O primeiro marco alcançado pelo jovem nativo de Manchester foi o “snooker double pot”, que ele conquistou com apenas dois anos e 261 dias de idade. O segundo, o “pool bank shot”, veio apenas algumas semanas depois, aos dois anos e 302 dias, conforme relatado no site da premiação.
Inspirado pela paixão de seu pai, Luke, pelo esporte, Jude começou a jogar sinuca e bilhar depois de ganhar uma pequena mesa de presente. Após dominá-las, adaptou-se facilmente às mesas de tamanho padrão para adultos, embora ainda precise de um banquinho para alcançar a altura correta.
Apesar da pouca idade, ele já demonstrou um repertório de técnicas avançadas que desafiam até mesmo jogadores adultos, como arremessos flutuantes em ponte e cestas assistidas com o taco de extensão.
Sua promissora carreira o levou a receber um convite especial para o Campeonato Britânico de Snooker de 2025. Além disso, ele se tornou a pessoa mais jovem a conseguir um patrocínio no esporte. O prodígio do bilhar é um fã entusiasta do Manchester United e tem grande admiração por seu ídolo, o jogador de futebol português Bruno Fernandes.
Inspirado pelo pai, Jude começou a jogar após ganhar pequena mesa de presente
Reprodução
Luke descreveu como um “momento incrível” ver como seu filho demonstrou sua habilidade natural em tão pouco tempo. Craig Glenday, editor do Guinness World Records, afirmou que esses recordes demonstram que a habilidade não tem limite de idade.
“É muito especial ver alguém tão jovem quanto Jude demonstrar tanta habilidade, entusiasmo e determinação”, declarou. A organização também celebrou o feito do garoto, declarando-o já uma “celebridade internacional”.
Um homem de 69 anos foi resgatado “em bom estado” no mar Mediterrâneo após sobreviver ao menos 11 dias à deriva sozinho em um veleiro, informaram nesta quarta-feira os serviços espanhóis de salvamento marítimo. O homem havia partido do porto de Gandía, no leste da Espanha, com destino à localidade de Guardamar del Segura, no extremo sul do país — um trajeto de cerca de 150 quilômetros, segundo um porta-voz do serviço de resgate ouvido pela AFP.
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As buscas começaram em 17 de janeiro, com o emprego de embarcações e aeronaves. Sem sucesso, a operação foi encerrada no dia 22, quando alertas passaram a ser enviados a navios que navegavam pela região para que reportassem qualquer avistamento.
Quando as esperanças já se dissipavam, na terça-feira um avião da agência europeia de fronteiras Frontex “avistou o veleiro e uma pessoa que estava fazendo sinais” de socorro, a cerca de 53 milhas náuticas a nordeste de Bejaia, na Argélia.
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Um navio próximo, o graneleiro “Thor Confidence”, de bandeira de Singapura, realizou o resgate e colocará fim à odisseia ao levar o marinheiro nesta quinta-feira à cidade portuária de Algeciras, no sul da Espanha. O serviço de salvamento marítimo divulgou nas redes sociais imagens que mostram um pequeno veleiro branco à deriva, amarrado à embarcação de maior porte.
Puma é resgatado em área residencial nos EUA após rondar ruas por mais de um dia
Ainda não está claro como o veleiro acabou a centenas de quilômetros da rota prevista nem de que forma o homem conseguiu sobreviver por tanto tempo em alto-mar.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que o presidente Donald Trump nunca descarta suas opções, mas esclareceu que o governo americano “não pretende nem espera ter que tomar qualquer medida militar na Venezuela em nenhum momento” e ressaltou que cooperar com os Estados Unidos faz parte do interesse da Venezuela. Rubio prestou depoimento a uma comissão no Senado para explicar a operação de 3 de janeiro em Caracas, que levou à captura de Maduro, e os próximos passos do governo de Trump no país sul-americano.
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Um trecho do depoimento divulgado previamente pelo Departamento de Estado dizia que Delcy, que agora lidera um processo gradual de mudanças em Caracas, “conhece muito bem o destino de [Nicolás] Maduro”, e sugere que a chavista está ciente de que a cooperação com Washington é vital para sua manutenção.
Questionado por um dos senadores sobre o que está sendo feito para impedir que “atores malignos” exerçam influência na Venezuela, Rubio declarou que a cooperação com os EUA está alinhada aos interesses do país sul-americano. Os EUA serão um “parceiro muito melhor” para um futuro governo venezuelano – e até mesmo para as autoridades atuais – do que alguns dos parceiros com os quais o país tem parcerias atualmente, acrescentou. Não é do interesse da Venezuela ter uma “presença iraniana” ou a “venda de armamento iraniano para o país”, disse Rubio.
Na sequência, o secretário de Estado descreveu alguns dos “elementos criminosos” que “toleraram no passado” como um “pacto com o diabo”. A longo prazo, isso gerou “verdadeira desestabilização”, afirmou.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o tempo para um novo acordo nuclear com o Irã “está se esgotando” e deixou em aberto a possibilidade de um novo ataque contra o país, enquanto Teerã se recusa a abrir um processo de diálogo sob ameaça de Washington, que enviou uma armada liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln para região. Apesar da sombra de um novo ataque americano — que bombardeou o território iraniano no ano passado —, a resistência de aliados árabes dos EUA à uma nova ação contra o país dos aiatolás pode retirar opções táticas em uma possível ação do Pentágono.
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“Esperamos que o Irã se sente em breve à mesa para negociar um acordo justo e equilibrado para todas as partes – SEM ARMAS NUCLEARES –”, escreveu Trump na rede social Truth Social, após representantes de Teerã se recusarem a negociar sob coação militar. O presidente também se referiu à aproximação da Marinha americana da região, acrescentando que “o tempo está se esgotando”, e que um novo ataque ao país seria pior que os bombardeios do ano passado.
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A retórica bélica de Trump não abriu espaço na mesa de negociações até o momento. Em discurso transmitido pela TV estatal, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que “não pode ser eficaz nem útil” conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares. Na tarde desta quarta-feira, a missão do Irã na ONU emitiu um comunicado afirmando que o país “responderá como nunca antes” se for pressionado.
“Da última vez que os EUA se envolveram em guerras no Afeganistão e no Iraque, desperdiçaram mais de US$ 7 trilhões e perderam mais de 7.000 vidas americanas”, diz a publicação, feita em inglês. “O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e em interesses comuns — MAS, SE PROVOCADO, SE DEFENDERÁ E RESPONDERÁ COMO NUNCA ANTES!”
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Não está claro a capacidade de reação do Irã. O regime foi duramente castigado durante a guerra com Israel no ano passado, perdendo tanto meios militares quanto lideranças de suas forças. Os conflitos na região também enfraqueceram profundamente a rede de aliados em países vizinhos, por anos tida como um ativo em eventuais ações no exterior. Em uma audiência no Senado americano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o regime está “mais frágil do que nunca”.
Em contrapartida, o cenário também é diferente para os EUA em relação ao período do ataque lançado no escopo da guerra de 12 dias entre Israel e Irã. Aliados árabes de Washington se mostraram contra um ataque direto a Teerã — que apesar da rivalidade regional, mantém o que já foi definido na região como um “equilíbrio previsível”.
Em um telefonema com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, o príncipe saudita, Mohammed bin Salman, afirmou na terça-feira que não permitirá que o espaço aéreo ou o território de seu país sejam usados “para quaisquer ações militares contra o Irã”. A medida foi anunciada um dia depois de um anúncio similar do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos. Riad e Abu Dhabi são aliados estratégicos dos americanos na região.
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Embora a contrariedade dos aliados regionais tenha peso no cálculo político americano — Trump elegeu as monarquias do Golfo, com quem sua família mantém negócios lucrativos, parceiros de primeira grandeza em seu segundo mandato —, o Pentágono ainda conta com opções variadas para atacar o Irã, caso a ordem seja dada.
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Arte/ O GLOBO
A extensa rede de bases em solo e o efetivo ainda deslocado na região não devem estar incluídas em um primeiro momento, segundo analistas citados pela imprensa internacional. A prioridade parece ser por um ataque aéreo contra alvos da Guarda Revolucionária do Irã ou das forças Basenji — e para isso, uma alternativa seria um ataque seguindo os moldes da operação “Martelo da Meia-Noite”, que atingiu instalações nucleares iranianas em junho do ano passado
A operação taticamente bem-sucedida partiu da base aérea de Whiteman, no Missouri, de onde foram lançadas 125 aeronaves e 75 armas guiadas, incluindo bombardeiros furtivos B-2 Spirit. O voo até o Irã, segundo autoridades militares americanas, durou 18 horas, com múltiplos sistemas de reabastecimento em voo. Um mapa divulgado à época pelo Pentágono sugere que a rota utilizada não passou pelo espaço aéreo de Arábia Saudita ou Emirados Árabes.
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Andrew Harnik/ AFP
Embora os bombardeiros B-2 tenham sido a ponta de lança do ataque americano no ano passado, o conjunto diversificado de alvos na mira neste momento, pode ser mais adequado para outros recursos americanos, segundo avaliou o ex-capitão da Marinha dos EUA Carl Schuster, em entrevista a CNN.
Mísseis Tomahawk, de alta precisão, poderiam ser disparados de submarinos e navios de superfície da Marinha dos EUA longe da costa iraniana — como os enviados por Trump para o Golfo Pérsico. Outra opção seria o uso de mísseis de cruzeiro equipáveis em uma variedade de jatos, incluindo caças F-15, F-16 e F-35 e bombardeiros B-1, B-2 e B-52, bem como caças F/A-18.
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Os EUA dispõem de jatos de guerra F-15E na Jordânia, de onde poderiam ser rapidamente deslocados para um ataque contra o Irã, sem cruzar os territórios dos aliados que não querem se envolver. Em uma outra opção mais distante, Washington poderia lançar o ataque a partir de bases no Índico, como a base Diego Garcia.
— Acredito que isso pode nos forçar a depender mais da aviação embarcada ou de recursos de longo alcance provenientes do território continental dos EUA ou de bases como Diego Garcia — disse Joseph Votel, general aposentado do Exército que liderou o Comando Central dos EUA de 2016 a 2019, em entrevista ao Wall Street Journal, ao avaliar as opções militares. — Essa ação pressiona outros países da região que podem estar considerando apoiar uma operação dos EUA. Por fim, significa que a operação terá um caráter mais americano do que o de uma coalizão regional robusta contra o Irã. (Com AFP)

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