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Matheus Silveira, de cerca de 30 anos e natural do Rio de Janeiro, está detido pela agência de imigração dos Estados Unidos (ICE) há aproximadamente dois meses, após ser preso durante uma etapa presencial para obtenção de residência permanente (green card), informou sua família.
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A detenção ocorreu em 24 de novembro de 2025, em San Diego, na Califórnia, quando Matheus compareceu a uma entrevista migratória para concluir o processo de regularização após ter se casado com a americana Hannah Silveira. De acordo com a mulher de Matheus, quatro agentes do ICE entraram na sala ao fim da entrevista e o algemaram, apesar de ele cooperar com o procedimento.
Segundo relatos da família nas redes e entrevistas à imprensa, Matheus tinha visto de estudante válido até 2023 e havia casado em 2024, iniciando o pedido de green card com base nessa união. As autoridades americanas, entretanto, alegaram que ele passou do prazo do visto e mencionaram antecedentes criminais do brasileiro, incluindo uma condenação por dirigir alcoolizado em Nevada em 2022.
Após a prisão inicial, a comunicação entre Matheus e seus familiares ficou interrompida por dias, porque seu nome desapareceu no sistema de detidos usado por familiares e defensores. A mulher dele só conseguiu contato telefônico novamente no fim de janeiro, após cerca de três dias sem notícias, quando ele relatou que as condições no centro de detenção na Louisiana eram “deploráveis” — queixas compartilhadas em mensagens e imagens publicadas por Hannah.
Matheus Silveira e a esposa, Hannah Silveira
Reprodução | Redes Sociais
Matheus foi transferido de San Diego para instalações em El Paso, no Texas e, depois, para um centro correcional em Richwood, Louisiana, sem que a família fosse oficialmente avisada das mudanças de local. Nesse período, ela relatou dificuldade em obter dados oficiais do ICE e afirmou que a assistência consular brasileira encontrou obstáculos para acessar informações claras sobre o caso.
Em uma audiência realizada em janeiro, Matheus optou por pedir saída voluntária dos Estados Unidos, o que o autoriza a organizar sua própria saída em voo comercial, com proibição de retorno ao país por dez anos. Porém, até o momento, não há previsão de quando ele poderá embarcar de volta ao Brasil, e a família segue sem data definida para o retorno.
Hannah Silveira mostrou, em seu perfil no TikTok, as instalações na Loiusiana onde estaria o marido Matheus Silveira: “condições deploráveis”
Reprodução | TikTok
Quem é Matheus Silveira
Matheus, de 31 anos, atua como entregador e vive nos Estados Unidos desde 2019. Antes de se estabelecer no país, ele já havia passado por lá anteriormente, como mostram publicações feitas em janeiro de 2015 em seu perfil nas redes sociais.
Matheus Silveira
Reprodução | Redes Sociais
No Brasil, Matheus chegou a iniciar um curso de piloto de avião. Segundo a mãe, Luciana Santos de Paula, ele se mudou para os Estados Unidos com o objetivo de aprimorar o inglês e, posteriormente, dar continuidade aos estudos na área de aviação.
Em meio a uma frágil trégua após mais de dois anos de guerra, as Forças Armadas de Israel (FDI) admitiram pela primeira vez nesta quinta-feira que o número estimado de mortos na Faixa de Gaza corresponde à contagem feita pelo Ministério da Saúde de Gaza, ligado à administração do Hamas, que atualmente contabiliza mais de 71 mil palestinos falecidos. A admissão ocorre em um momento em que a implementação do plano de paz para o enclave está travado, com o grupo palestino afirmando que não pretende entregar todos os seus armamentos.
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A contagem dos mortos em Gaza foi motivo de desavença ao longo da guerra, com autoridades de Israel frequentemente acusando veículos de imprensa e organizações internacionais, incluindo a ONU, de fomentarem a narrativa do Hamas por repercutir números que apontavam como pouco confiáveis e propositalmente inflados para construir uma propaganda política. Agora, os militares dizem que os números são confiáveis, embora ainda estejam analisando quantos dos mortos participavam de movimentos armados e quantos eram civis — informação que as autoridades palestinas também não detalham.
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O Exército israelense, porém, manteve questionamentos sobre outros dados divulgados pelo ministério palestino. As agências de saúde afirmaram que 440 palestinos morreram de desnutrição e inanição na Faixa de Gaza durante a guerra — enquanto os israelenses afirmam que os dados são manipulados, e incluem informações de indivíduos com problemas de saúde preexistentes.
Os fatos sobre o conflito permanecem imprecisos em meio a uma limitação a atuação da imprensa e de órgãos internacionais no enclave, mesmo durante a atual trégua para implementação do plano de paz negociado sob pressão dos EUA. Na quarta-feira, a Associação de Imprensa Estrangeira em Israel criticou a Suprema Corte de Israel pelo adiamento da votação sobre um pedido de acesso livre e independente ao enclave.
Quanto ao avanço das tratativas diplomáticas, o Hamas se mostrou disposto a transferir o governo de Gaza para um comitê tecnocrático palestino, mas segue resistente a um desarmamento completo do grupo. Em uma entrevista à rede catari Al-Jazeera, o alto funcionário do Hamas, Moussa Abu Marzouk, afirmou na quarta-feira que o movimento palestino nunca concordou em se desarmar.
— Ainda não discutimos sobre armas. Ninguém falou diretamente conosco sobre isso. Não conversamos com o lado americano nem com os mediadores sobre essa questão, então não podemos falar sobre o que isso significa ou qual é o objetivo — disse Marzouk, sugerindo também que o grupo teria poder de veto de fato sobre qualquer nomeação para o novo comitê tecnocrático criado para administrar a Faixa de Gaza.
Marzouk indicou, porém, que algum desarmamento poderia ser discutido, a partir do momento em que o tema fosse levado à mesa de negociações.
— Discutiremos quais armas serão removidas, o que será removido e como serão removidas — afirmou.
Em um pronunciamento após uma breve reunião com o enviado Steve Witkoff, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que havia uma tendência de que o Hamas depusesse as armas.
— Muita gente disse que eles nunca se desarmariam. Parece que vão se desarmar — disse Trump em uma reunião de gabinete. (Com AFP)
Tom Homan, o czar da fronteira da Casa Branca, reconheceu nesta quinta-feira que a repressão à imigração em Minnesota foram falhas e precisam ser “corrigidas”, acrescentando que pode haver uma “redução” do contingente no estado caso as autoridades locais cooperem mais e permitam que seus agentes de imigração tenham acesso às prisões. Autoridades do estado afirmam há semanas que têm cooperado com a fiscalização de imigração, observando que rotineiramente transferem a custódia de detentos com base em solicitações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
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Os comentários de Homan surgiram em um momento em que o governo de Donald Trump busca conter a crescente indignação em Minnesota e em outros lugares devido aos assassinatos de dois americanos, Alex Pretti e Renee Good, por agentes federais em casos separados em Minneapolis neste mês.
— O presidente Trump quer que isso seja resolvido, e eu vou resolver — disse Homan em uma entrevista coletiva em Minneapolis. — Não estou aqui porque o governo federal tenha cumprido esta missão na perfeição. Certas melhorias poderiam e deveriam ser feitas.
Em seu discurso, Homan se apresentou como um pragmático em busca de um lugar comum com as autoridades de Minnesota, que têm se desentendido publicamente com Trump. Ele admitiu que “nem tudo o que foi feito aqui foi perfeito” e disse ter se reunido com autoridades locais, incluindo o governador Tim Walz, democrata.
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Essas reuniões com as autoridades locais se concentraram nas operações do ICE e no acesso às cadeias locais. Esse acesso, segundo Homan, tornaria as prisões mais seguras e eficientes. Um acordo desse tipo com as autoridades de Minnesota “nos permitiria reduzir o número de pessoas que temos aqui”, disse Homan.
— Mais agentes na prisão significa menos agentes nas ruas — disse Homan. — Essa é uma cooperação de bom senso que nos permite reduzir o número de pessoas que temos aqui.
Segundo Homan, o ICE e a Alfândega e Proteção de Fronteiras estão trabalhando em um plano de redução de agentes em Minnesota “com base na cooperação” das autoridades locais.
— Se eles [as agências federais] quiserem trabalhar juntos para capturar os verdadeiros criminosos que tornaram nossa cidade menos segura, nós faremos isso. Aliás, já fazemos isso agora — disse o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, em um encontro transmitido pela CNN na noite de quarta-feira.
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As políticas relativas à cooperação com as autoridades de imigração dentro das prisões de Minnesota variam de condado para condado. Algumas autoridades firmaram acordos com o ICE para auxiliar os agentes federais em deportações. Outras unidades prisionais notificam a agência quando uma pessoa sujeita à deportação está prestes a ser liberada.
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A cadeia do Condado de Hennepin — a maior do estado — não compartilha informações com o ICE por política interna.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) lançou um site com uma lista de dezenas de imigrantes que, segundo o órgão, foram detidos durante a repressão em Minnesota.
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Mas autoridades estaduais afirmaram que várias das pessoas que a agência disse ter detido foram, na verdade, entregues por funcionários do sistema prisional estadual após cumprirem suas penas. O estado lançou seu próprio site: “Combatendo a Desinformação do DHS”.
Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, mantém suspense sobre a decisão de lançar (ou não) um ataque de grande porte ao Irã, países da região se lançam em uma ofensiva diplomática para evitar um cenário potencialmente catastrófico, com impactos além das fronteiras da República Islâmica. Mas Trump parece incomodado com a resistência dos iranianos em aceitarem um acordo sob seus termos: de acordo com a imprensa americana, planos para fragilizar e derrubar o regime estão sobre a mesa, mas torná-los reais pode ser mais difícil do que ele gostaria.
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Nesta quinta-feira, o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, próximo do príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, chegou a Washington para reuniões com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com Steve Witkoff, negociador-chefe da Casa Branca. A mensagem é similar à enviada por Riad desde que Trump retomou as ameaças militares contra Teerã: a de que um ataque mais poderoso do que o do ano passado, voltado às instalações nucleares do Irã, vai desestabilizar a região.
Há cerca de duas semanas, quando Trump parecia decidido a bombardear o Irã, sob justificativa de apoiar os protestos contra o regime, os sauditas, ao lado de Catar, Omã e Egito, convenceram o presidente a não atacar. Mas agora, com o republicano exigindo um acordo maximalista, pelo qual o Irã abriria mão do programa nuclear, faria concessões militares que incluem restrições ao programa de mísseis balísticos e o desmantelamento da rede de milícias aliadas, o desafio é ainda maior.
Porta-aviões USS Abraham Lincoln, deslocado para o Oriente Médio
Zachary PEARSON / Marinha dos EUA / AFP
Os iranianos reiteram seu direito a atividades nucleares pacíficas e alegam que seus mísseis balísticos são uma ferramenta de defesa contra nações consideradas hostis. Publicamente, o regime não está disposto a ceder, e Trump soa cada vez mais impaciente. Mas em mensagens transmitidas por emissários e nas entrelinhas dá a entender que não fechou as portas à diplomacia.
À rede CNN, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento, afirmou que o governo está disposto a negociar, desde que as conversas fossem “genuínas”, ao mesmo tempo em que criticou a retórica trumpista.
— Não acho que esse seja o tipo de conversa (genuína) que o presidente dos Estados Unidos busca, ele só quer impor [sua vontade] — afirmou Ghalibaf. — Talvez Trump possa iniciar uma guerra, mas ele não tem controle sobre como ela terminará.
Abbas Araghchi, chanceler do Irã
ATTA KENARE / AFP
Em mais uma frente diplomática, Araghchi irá à Turquia nesta sexta-feira, onde ouvirá que o governo local se opõe a uma guerra no Oriente Médio, mas também será aconselhado a fazer concessões, por mais dolorosas que sejam, aos americanos, além de gestos de confiança aos vizinhos.
— É errado atacar o Irã. É errado recomeçar a guerra. O Irã está pronto para negociar a questão nuclear — disse o chanceler turco, Hakan Fidan, à rede al-Jazeera. — Pode parecer humilhante para eles (Irã). Será muito difícil explicar isso não só para si mesmos, mas também para a liderança. Portanto, se pudermos tornar as coisas mais tolerantes, acredito que isso ajudará.
Nesta colagem de fotos, à esquerda, o presidente dos EUA Donald Trump, durante discurso em Washington; à direita, o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, durante discurso em Teerã
BRENDAN SMIALOWSKI e KHAMENEI.IR / AFP
De acordo com a agência Reuters, citando fontes da Casa Branca, se Trump autorizar um ataque, ele deve ter como objetivo final o enfraquecimento do regime, criando “condições para que ele seja derrubado”. Pelo plano, afirma a Reuters, alvos ligados aos serviços de segurança da República Islâmica — responsável pela repressão que deixou milhares de mortos nos protestos das últimas semanas —, instalações militares e nucleares (já atingidas em junho do ano passado) e membros do alto escalão. O líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, seria um dos alvos.
Mas como apontam estrategistas militares, mesmo que a cúpula do regime seja eliminada, não há sinais de que as Forças Armadas ou a Guarda Revolucionária, que controla as engrenagens militares e econômicas do Irã, aceitariam um novo governo aliado ao Ocidente. Caso a atual liderança seja afastada, a hipótese mais provável é a de que um governo comandado por militares e ainda mais linha-dura assuma o poder. Nesta quinta-feira, a União Europeia incluiu a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas do bloco, citando a repressão dos protestos, uma decisão chamada de “grande erro estratégico” por Araghchi
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Uma transição democrática, como sonham alguns em Washington, depende de fatores internos, como um levante popular, similar ao visto em 1979 contra o xá. Embora os protestos tenham enfraquecido o regime, eles não têm uma liderança única, similar à de Ruhollah Khomeini há cinco décadas, tampouco pautas conjuntas e claras. O nome de Reza Pahlevi, filho do último xá e exilado nos EUA, ganhou força entre os manifestantes, mas segue longe de ser unanimidade. Se Trump quer ver autoridades favoráveis em Teerã pela via militar, o custo pode ser elevado.
— Se você quer derrubar o regime, precisa colocar tropas no terreno — disse à Reuters um integrante do governo israelense, a par das conversas estratégicas entre seu país e os EUA, em condição de anonimato.
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Para países como Turquia, Arábia Saudita e mesmo Israel, o momento posterior a um hipotético ataque também causa arrepios. Os iranianos afirmaram que usarão seus arsenais balísticos e de drones contra as forças americanas e também contra Estados “hostis”. No ano passado, Teerã lançou centenas de mísseis contra Israel durante a guerra de 12 dias, e atacou a base de al-Udeid, usada pelos americanos no Catar, após Trump bombardear instalações nucleares. Agora, com a ameaça de uma intervenção que põe a sobrevivência do regime em xeque, os cenários parecem ainda mais sombrios.
Mapa de cenários após um eventual ataque americano ao Irã
Editoria de Arte
Um alvo certo seriam as forças americanas no Oriente Médio, localizadas em navios no Golfo Pérsico e Mar da Arábia e em bases distribuídas por toda a região. Embora nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar tentem se distanciar de um ataque, instalações dos EUA em seus territórios podem ser atingidas, com o risco de mortes e danos colaterais às suas próprias estruturas.
Mesmo Israel, que vê no Irã uma ameaça existencial, pediu, há duas semanas, que Trump não atacasse os iranianos, alegando que seus sistemas de defesa aérea não estão preparados para uma retaliação de grande porte — nesta quinta-feira, um representante israelense foi a Washington para compartilhar informações de inteligência sobre alvos estratégicos. O fechamento do Estreito de Ormuz, ameaça recorrente de Teerã, teria impactos econômicos globais com a redução do volume de petróleo e gás disponíveis no mercado.
Míssil é lançado do Irã a Israel, no sexto dia de conflito
ATTA KENARE / AFP
A queda violenta do regime e o início de uma guerra levaria milhões de pessoas a buscarem refúgio em locais como Iraque e, principalmente, Turquia, que recebeu boa parte dos sírios que deixaram sua nação após o início do conflito civil.
Em Ancara, diplomatas temem que um governo fragilizado abra caminho para a fragmentação. Um medo específico é o empoderamento dos curdos: o Partido da Vida Livre do Curdistão, um grupo armado que atua no Curdistão iraniano, apoia a queda da República Islâmica e é aliado do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), presente na Turquia e que no ano passado anunciou o fim da luta armada. Para analistas, o fortalecimento do “braço” iraniano poderia incentivar os curdos “turcos” a repensar a decisão
A Colômbia restringiu a importação de drones diante dos frequentes ataques de guerrilheiros com este tipo de tecnologia em meio ao conflito armado, informou o governo nesta quinta-feira (29). Os grupos rebeldes que operam no país adaptam explosivos a drones adquiridos no mercado convencional para atacar militares e populações, uma modalidade que transformou a guerra.
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Em 2025, ao menos 8 mil ataques deste tipo deixaram 20 mortos e 297 feridos entre militares e civis, segundo o ministro da Defesa, Pedro Sánchez. O ministério informou, nesta quinta-feira, que um decreto entrou em vigor para “restringir a importação de drones mediante a modalidade de tráfego postal e envios urgentes, devido ao alto risco que representam para a segurança e a defesa nacional”.
Na Colômbia, os guerrilheiros lançam explosivos artesanais a partir de drones comerciais com os quais realizaram ataques mortais, embora não sejam tão precisos quanto em guerras como a da Ucrânia, onde foram registradas operações militares com drones “camicase”.
A nova medida estabelece que os drones só poderão ingressar no país através dos pontos aduaneiros do aeroporto de Bogotá e do porto marítimo de Cartagena (norte).
— Estas ações fazem parte de uma estratégia integral voltada a reduzir os espaços da criminalidade e fortalecer a capacidade institucional — acrescenta o comunicado do ministério.
A Inteligência militar presume que membros de guerrilhas como o ELN e os dissidentes das extintas Farc, que não assinaram o acordo de paz em 2016, receberam treinamento de grupos armados estrangeiros para realizar estes tipos de adaptações de baixo custo.
O exército colombiano apresentou, em outubro, seu primeiro batalhão de drones para atacar e se defender destes atentados.
O presidente Gustavo Petro não conseguiu, até o momento, firmar a paz com os grupos armados ilegais, um de seus objetivos desde que chegou ao poder em 2022. O mandatário assegurou, recentemente, que a Colômbia deve fazer um investimento milionário para adquirir um sistema de defesa antidrones.
O homem sai da loja. Ele grita, aponta, discute com as pessoas na calçada e caminha em direção a um carro estacionado a poucos metros de distância. Ele refaz seus passos, troca mais algumas palavras com as testemunhas, retorna ao veículo e sai novamente. Da calçada, alguém o repreende pelo que ele acabou de fazer ao pai. Pela terceira vez, ele entra no Citroën C4, engata a marcha à ré e sai dirigindo. Segundos depois, o mesmo carro retorna pela calçada e atropela várias pessoas em frente à loja, incluindo o pai.
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O violento incidente ocorreu ontem ao meio-dia na cidade de San Justo, no distrito de La Matanza, província de Buenos Aires, na Avenida Juan Manuel de Rosas, entre as ruas Madariaga e Bermejo, em frente a uma oficina de eletricidade automotiva localizada no número 5100. Toda a sequência, tanto a agressão inicial quanto a subsequente fuga após o atropelamento, foi registrada por uma câmera de segurança instalada em um estabelecimento comercial adjacente à oficina.
De acordo com as informações coletadas na investigação e as reconstituições publicadas por diversos veículos de comunicação, tudo começou quando Esteban Javier Ninni chegou à oficina onde seu pai, Domingo Antonio Ninni, trabalha . Lá, eles tiveram uma discussão que se intensificou na frente de outras pessoas presentes. Nas imagens que antecedem o atropelamento, o filho pode ser visto agredindo fisicamente o pai e, em seguida, trocando diversas palavras com testemunhas antes de se dirigir repetidamente ao seu veículo.
As fotografias incluídas no processo mostram as consequências do primeiro ataque. Uma das imagens mostra uma lesão visível em uma das orelhas do pai, compatível com um golpe recente. Outra imagem mostra hematomas extensos em um de seus braços, em uma área que sugere uma tentativa de se proteger ou resistir durante o ataque. Essas lesões foram levadas em consideração no exame inicial realizado após a intervenção policial.
Homem discute com o pai, o agride e tenta atropelá-lo, em caso registrado em cidade da Argentina
Reprodução / TikTok
Após deixar o local, o motorista retornou no Citroën C4 cinza. O vídeo mostra o carro freando ao fazer a curva, dando ré e manobrando para subir na calçada. Em seguida, ele passa por um espaço estreito entre outros veículos estacionados e a vitrine da loja, acelera e dirige diretamente em direção a um grupo de pessoas que conversavam na calçada.
Três pessoas conseguiram se esquivar a tempo. Outras três não. O pai foi atingido na perna e caiu no chão; outra pessoa foi atingida de frente pelo veículo e acabou sobre o capô; a terceira também foi atingida ao tentar se esquivar do carro e, do chão, deu um soco no motorista.
Após chamadas para o 911, viaturas da polícia da delegacia de San Justo e ambulâncias do serviço de emergência chegaram ao local. Os feridos receberam atendimento na rua. De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência , eles sofreram ferimentos que não exigiram internação , embora seu estado de saúde tenha sido monitorado por profissionais médicos.
A operação policial permitiu identificar o motorista e apreender o veículo, que apresentava danos visíveis, incluindo um para-brisa danificado pelo impacto. O motorista também foi preso.
O caso foi entregue à Unidade de Instrução Funcional nº 5 do Departamento Judicial de La Matanza, sob a direção dos promotores Juan Marcelo Diomede e María Catalina Baños, que estão analisando a responsabilidade criminal do acusado e a classificação jurídica do ato com base nas imagens de vídeo, depoimentos e laudos médicos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o senador Chuck Schumer, democrata de Nova York e líder da minoria no Senado, avançaram na noite de quarta-feira em direção a um possível acordo para negociar novas restrições à atuação de agentes federais de imigração. A articulação pode evitar uma paralisação do governo no início da madrugada de sábado, quando está previsto o vencimento do financiamento de várias agências federais.
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O Senado deve realizar nesta quinta-feira a votação preliminar decisiva sobre o pacote de gastos que manteria o governo em funcionamento após sexta-feira.
Segundo dois funcionários a par das negociações, o plano em discussão prevê que o Senado desmembre a legislação de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) de um pacote de seis projetos de lei orçamentários.
As medidas são necessárias para garantir o financiamento das Forças Armadas, de programas de saúde e de outras agências federais até o fim do ano fiscal.
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A expectativa é que o Senado avance com esses projetos antes do prazo final da meia-noite de sexta-feira. O Congresso também analisaria uma prorrogação de curto prazo para as operações de segurança interna, o que evitaria a interrupção de serviços da Administração de Segurança no Transporte (TSA), da Guarda Costeira e da Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema).
Essa medida provisória daria tempo para que parlamentares e a Casa Branca negociem a redação de um novo projeto de financiamento para a segurança interna. O texto incluiria restrições exigidas pelos democratas às táticas adotadas por agentes de imigração, além de mecanismos de maior responsabilização para casos de uso excessivo da força.
A Casa Branca não comentou imediatamente o possível acordo.
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Autoridades ressaltaram que o entendimento não foi fechado e que ainda há diversos obstáculos a serem superados.
Ainda assim, segundo esses funcionários, o avanço rumo a uma possível saída para o impasse ocorreu após democratas do Senado apresentarem, mais cedo na quarta-feira, as mudanças que consideram indispensáveis na condução da política de imigração do governo Trump. As exigências foram colocadas como condição para o partido aceitar manter o financiamento do Departamento de Segurança Interna.
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Entre os requisitos dos democratas está que os agentes federais envolvidos na campanha de deportações do presidente retirem máscaras, utilizem câmeras corporais e interrompam operações aleatórias, bem como buscas, detenções e prisões sem mandado judicial.
Schumer pressionou o senador John Thune, republicano da Dakota do Sul e líder da maioria, a desmembrar o pacote de seis projetos de lei e permitir a reformulação da legislação sobre segurança interna após o incidente com tiro, ocorrido no sábado, em Minneapolis, que matou Alex Pretti. Thune resistiu à proposta, mas também incentivou Schumer a buscar um acordo com o governo.
Não estava claro como um eventual acordo afetaria a votação preliminar sobre o pacote orçamentário. As negociações também ocorreram no momento em que Tom Homan, o “czar da fronteira” designado por Trump para tentar conter a crise em Minneapolis, deveria conceder uma entrevista coletiva na manhã desta quinta.
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A senadora Susan Collins, republicana do Maine e presidente da Comissão de Orçamento, afirmou que os dois lados estão se aproximando de uma solução para a crise.
— Parece que a Casa Branca e o Senado estão fazendo bons progressos para evitar uma paralisação do governo — disse.
As temperaturas na Ucrânia podem cair para 30 graus abaixo de zero nos próximos dias, alertou a agência meteorológica nesta quinta-feira, enquanto o país enfrenta cortes generalizados de energia elétrica devido aos ataques aéreos russos. O Centro Hidrometeorológico da Ucrânia indicou que, de domingo a terça-feira está previsto um clima muito frio, com temperaturas noturnas entre -20º e -27°C, e, em algumas áreas, até -30°C.
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Isto ocorre em um contexto difícil no qual a rede elétrica ucraniana foi gravemente afetada nos últimos meses por uma série de ataques aéreos russos que danificaram centrais elétricas, transformadores e o setor de gás.
Estes ataques já provocaram cortes generalizados de eletricidade e aquecimento, especialmente na capital Kiev — onde, em alguns momentos, até metade da cidade foi afetada — e nas principais cidades de Kharkiv (nordeste), Odessa (sul) e Dnipro (centro).
As autoridades afirmam que iniciaram trabalhos de emergência para restabelecer a rede elétrica e disponibilizaram áreas designadas onde os moradores podem encontrar aquecimento e ter acesso à eletricidade.
O município de Kiev informou, nesta quinta-feira, que 613 edifícios da capital continuam sem aquecimento.
A Igreja Católica e comunidades evangélicas da Colômbia criticaram declarações do presidente Gustavo Petro nas quais ele afirmou que Jesus Cristo teve relações sexuais, tema considerado sensível em um país de forte tradição religiosa.
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Em discurso feito nesta quinta-feira (29), Petro declarou que Jesus Cristo “fez amor”, “talvez com Maria Madalena”. A fala repercutiu intensamente nas redes sociais e provocou reações imediatas de lideranças religiosas.
O presidente acrescentou que “um homem assim, sem amor, não poderia existir” e que Jesus “morreu rodeado de mulheres que o amavam, e eram muitas”. Petro, que se declara católico, embora não praticante, foi alvo de críticas por parte de diferentes denominações cristãs.
Segundo a doutrina cristã, Jesus Cristo viveu em celibato, não tendo mantido relações sexuais nem vínculos sentimentais.
As declarações ocorreram em um país onde cerca de 79% dos 50 milhões de habitantes se identificam como católicos e outros 10% seguem diferentes vertentes do cristianismo.
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Em nota, a Confederação Evangélica da Colômbia afirmou que as falas do presidente “deturpam a verdade histórica, bíblica e teórica” e que também “constituem uma falta de respeito” com Jesus Cristo.
Já a Conferência Episcopal da Igreja Católica pediu “respeito, à não interferência e a proteção das pessoas em suas crenças”. Em outro trecho do comunicado, destacou que “nenhum funcionário nem outra pessoa está convocado a emitir conceitos de ordem teológica”.
Petro foi educado em um colégio católico e já declarou admiração pela Teologia da Libertação, corrente surgida na América Latina que defendia os pobres e apresentava pontos de convergência com algumas vertentes do marxismo.
Com a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã nos próximos dias, em meio à escalada das ameaças do presidente Donald Trump, cresce a incerteza sobre os desdobramentos de uma eventual ação militar. Embora os alvos mais prováveis, como bases da Guarda Revolucionária, instalações nucleares e pontos estratégicos, sejam conhecidos, o impacto político e regional permanece imprevisível. Segundo a BBC, especialistas apontam ao menos sete cenários possíveis, que vão desde uma ofensiva limitada até um conflito de grandes proporções no Oriente Médio.
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1. Ataques pontuais e tentativa de mudança de regime
Em um cenário considerado otimista, forças aéreas e navais dos EUA realizariam ataques cirúrgicos contra alvos militares e nucleares do Irã, como bases do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), com impacto limitado sobre a população civil.
A aposta seria que um regime já fragilizado entrasse em colapso, abrindo caminho para uma transição política e, no longo prazo, para um sistema mais democrático. Analistas, porém, lembram que experiências recentes no Iraque e na Líbia mostram que intervenções externas raramente produzem transições estáveis.
Vale lembrar que o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln e sua escolta já foram deslocados para o Golfo Pérsico.
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2. Regime resiste, mas muda de postura
Outra hipótese é a de que a República Islâmica sobreviva ao ataque, mas seja forçada a moderar suas políticas. Isso incluiria reduzir o apoio a milícias aliadas na região, limitar programas de mísseis e aliviar a repressão aos protestos no país.
Esse cenário é visto como pouco provável, diante da resistência histórica da liderança iraniana a pressões externas.
3. Queda do regime e ascensão de um governo militar
Avaliado por muitos analistas como o desfecho mais plausível, esse cenário prevê o colapso do regime civil e sua substituição por um governo militar liderado por integrantes do IRGC.
Apesar da impopularidade do governo, o aparato de segurança segue coeso e disposto a usar força extrema para preservar o poder, o que reduz as chances de uma transição civil imediata.
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4. Retaliação direta contra forças dos EUA e aliados
O Irã já sinalizou que responderia a qualquer ataque, afirmando estar “com dedo no gatilho”. Mesmo sendo inferior militarmente aos EUA, o país dispõe de mísseis balísticos e drones capazes de atingir bases americanas no Golfo, especialmente no Bahrein e no Catar.
Nesse contexto, também haveria risco para países considerados cúmplices da ofensiva, além de infraestruturas estratégicas, como instalações de energia.
5. Bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz
Uma das maiores preocupações globais é a possibilidade de o Irã minar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quarto do petróleo comercializado no mundo e parte significativa do gás natural liquefeito (GNL).
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Dentro dessa hipótese, um bloqueio, mesmo temporário, teria impacto imediato nos preços da energia e no comércio internacional.
6. Afundamento de um navio americano
Uma suposição extrema, mas considerada possível, envolve ataques assimétricos iranianos, com drones e embarcações rápidas, contra navios da Marinha dos EUA no Golfo.
Nessas circunstâncias, especialistas ouvidos pela BBC afirmam que o afundamento de um navio de guerra americano poderia ser acompanhado ainda pela captura de sobreviventes entre a sua tripulação, o que seria uma enorme humilhação para o país.
Este cenário representaria uma escalada dramática do conflito e forte pressão política sobre Washington.
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7. Colapso do Estado e caos interno
O risco mais temido por países vizinhos é o de um colapso total do Estado iraniano. Além da possibilidade de guerra civil, tensões étnicas envolvendo curdos, baluchis e outras minorias poderiam explodir em meio a um vácuo de poder.
Com cerca de 93 milhões de habitantes, um Irã mergulhado no caos teria potencial para gerar uma crise humanitária e de refugiados de grandes proporções.
O principal temor agora é que o presidente Donald Trump, após concentrar forças militares na região, opte por agir para não demonstrar fraqueza política. O resultado poderia ser um conflito sem objetivos bem definidos e com consequências imprevisíveis para todo o Oriente Médio.

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