Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, mantém suspense sobre a decisão de lançar (ou não) um ataque de grande porte ao Irã, países da região se lançam em uma ofensiva diplomática para evitar um cenário potencialmente catastrófico, com impactos além das fronteiras da República Islâmica. Mas Trump parece incomodado com a resistência dos iranianos em aceitarem um acordo sob seus termos: de acordo com a imprensa americana, planos para fragilizar e derrubar o regime estão sobre a mesa, mas torná-los reais pode ser mais difícil do que ele gostaria.
Do ataque limitado ao caos regional: Os sete cenários possíveis de um confronto entre EUA e Irã
Repressão: Médicos são presos por tratar manifestantes no Irã, e organizações humanitárias falam em ‘campanha de vingança’
Nesta quinta-feira, o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, próximo do príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, chegou a Washington para reuniões com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com Steve Witkoff, negociador-chefe da Casa Branca. A mensagem é similar à enviada por Riad desde que Trump retomou as ameaças militares contra Teerã: a de que um ataque mais poderoso do que o do ano passado, voltado às instalações nucleares do Irã, vai desestabilizar a região.
Há cerca de duas semanas, quando Trump parecia decidido a bombardear o Irã, sob justificativa de apoiar os protestos contra o regime, os sauditas, ao lado de Catar, Omã e Egito, convenceram o presidente a não atacar. Mas agora, com o republicano exigindo um acordo maximalista, pelo qual o Irã abriria mão do programa nuclear, faria concessões militares que incluem restrições ao programa de mísseis balísticos e o desmantelamento da rede de milícias aliadas, o desafio é ainda maior.
Porta-aviões USS Abraham Lincoln, deslocado para o Oriente Médio
Zachary PEARSON / Marinha dos EUA / AFP
Os iranianos reiteram seu direito a atividades nucleares pacíficas e alegam que seus mísseis balísticos são uma ferramenta de defesa contra nações consideradas hostis. Publicamente, o regime não está disposto a ceder, e Trump soa cada vez mais impaciente. Mas em mensagens transmitidas por emissários e nas entrelinhas dá a entender que não fechou as portas à diplomacia.
À rede CNN, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento, afirmou que o governo está disposto a negociar, desde que as conversas fossem “genuínas”, ao mesmo tempo em que criticou a retórica trumpista.
— Não acho que esse seja o tipo de conversa (genuína) que o presidente dos Estados Unidos busca, ele só quer impor [sua vontade] — afirmou Ghalibaf. — Talvez Trump possa iniciar uma guerra, mas ele não tem controle sobre como ela terminará.
Abbas Araghchi, chanceler do Irã
ATTA KENARE / AFP
Em mais uma frente diplomática, Araghchi irá à Turquia nesta sexta-feira, onde ouvirá que o governo local se opõe a uma guerra no Oriente Médio, mas também será aconselhado a fazer concessões, por mais dolorosas que sejam, aos americanos, além de gestos de confiança aos vizinhos.
— É errado atacar o Irã. É errado recomeçar a guerra. O Irã está pronto para negociar a questão nuclear — disse o chanceler turco, Hakan Fidan, à rede al-Jazeera. — Pode parecer humilhante para eles (Irã). Será muito difícil explicar isso não só para si mesmos, mas também para a liderança. Portanto, se pudermos tornar as coisas mais tolerantes, acredito que isso ajudará.
Nesta colagem de fotos, à esquerda, o presidente dos EUA Donald Trump, durante discurso em Washington; à direita, o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, durante discurso em Teerã
BRENDAN SMIALOWSKI e KHAMENEI.IR / AFP
De acordo com a agência Reuters, citando fontes da Casa Branca, se Trump autorizar um ataque, ele deve ter como objetivo final o enfraquecimento do regime, criando “condições para que ele seja derrubado”. Pelo plano, afirma a Reuters, alvos ligados aos serviços de segurança da República Islâmica — responsável pela repressão que deixou milhares de mortos nos protestos das últimas semanas —, instalações militares e nucleares (já atingidas em junho do ano passado) e membros do alto escalão. O líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, seria um dos alvos.
Mas como apontam estrategistas militares, mesmo que a cúpula do regime seja eliminada, não há sinais de que as Forças Armadas ou a Guarda Revolucionária, que controla as engrenagens militares e econômicas do Irã, aceitariam um novo governo aliado ao Ocidente. Caso a atual liderança seja afastada, a hipótese mais provável é a de que um governo comandado por militares e ainda mais linha-dura assuma o poder. Nesta quinta-feira, a União Europeia incluiu a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas do bloco, citando a repressão dos protestos, uma decisão chamada de “grande erro estratégico” por Araghchi
Entre bombardeiros, caças, mísseis e drones: Quais armas e alvos os EUA podem considerar em um novo ataque ao Irã
Uma transição democrática, como sonham alguns em Washington, depende de fatores internos, como um levante popular, similar ao visto em 1979 contra o xá. Embora os protestos tenham enfraquecido o regime, eles não têm uma liderança única, similar à de Ruhollah Khomeini há cinco décadas, tampouco pautas conjuntas e claras. O nome de Reza Pahlevi, filho do último xá e exilado nos EUA, ganhou força entre os manifestantes, mas segue longe de ser unanimidade. Se Trump quer ver autoridades favoráveis em Teerã pela via militar, o custo pode ser elevado.
— Se você quer derrubar o regime, precisa colocar tropas no terreno — disse à Reuters um integrante do governo israelense, a par das conversas estratégicas entre seu país e os EUA, em condição de anonimato.
Tensão elevada: EUA anunciam exercícios militares no Oriente Médio em meio a tensão com o Irã; Teerã faz alerta a países da região
Para países como Turquia, Arábia Saudita e mesmo Israel, o momento posterior a um hipotético ataque também causa arrepios. Os iranianos afirmaram que usarão seus arsenais balísticos e de drones contra as forças americanas e também contra Estados “hostis”. No ano passado, Teerã lançou centenas de mísseis contra Israel durante a guerra de 12 dias, e atacou a base de al-Udeid, usada pelos americanos no Catar, após Trump bombardear instalações nucleares. Agora, com a ameaça de uma intervenção que põe a sobrevivência do regime em xeque, os cenários parecem ainda mais sombrios.
Mapa de cenários após um eventual ataque americano ao Irã
Editoria de Arte
Um alvo certo seriam as forças americanas no Oriente Médio, localizadas em navios no Golfo Pérsico e Mar da Arábia e em bases distribuídas por toda a região. Embora nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar tentem se distanciar de um ataque, instalações dos EUA em seus territórios podem ser atingidas, com o risco de mortes e danos colaterais às suas próprias estruturas.
Mesmo Israel, que vê no Irã uma ameaça existencial, pediu, há duas semanas, que Trump não atacasse os iranianos, alegando que seus sistemas de defesa aérea não estão preparados para uma retaliação de grande porte — nesta quinta-feira, um representante israelense foi a Washington para compartilhar informações de inteligência sobre alvos estratégicos. O fechamento do Estreito de Ormuz, ameaça recorrente de Teerã, teria impactos econômicos globais com a redução do volume de petróleo e gás disponíveis no mercado.
Míssil é lançado do Irã a Israel, no sexto dia de conflito
ATTA KENARE / AFP
A queda violenta do regime e o início de uma guerra levaria milhões de pessoas a buscarem refúgio em locais como Iraque e, principalmente, Turquia, que recebeu boa parte dos sírios que deixaram sua nação após o início do conflito civil.
Em Ancara, diplomatas temem que um governo fragilizado abra caminho para a fragmentação. Um medo específico é o empoderamento dos curdos: o Partido da Vida Livre do Curdistão, um grupo armado que atua no Curdistão iraniano, apoia a queda da República Islâmica e é aliado do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), presente na Turquia e que no ano passado anunciou o fim da luta armada. Para analistas, o fortalecimento do “braço” iraniano poderia incentivar os curdos “turcos” a repensar a decisão

Veja outras postagens

Um aeroporto australiano foi parcialmente evacuado nesta quinta-feira após um objeto suspeito mobilizar uma unidade antibombas e provocar interrupções em voos. Depois da operação, a polícia concluiu que o artefato era apenas um aparelho de depilação a laser.
O caso ocorreu no aeroporto de Avalon, próximo a Melbourne, no estado de Victoria, no sul da Austrália.
O terminal foi esvaziado nas primeiras horas da manhã depois que o objeto foi identificado durante uma inspeção de segurança.
“A Unidade de Resposta a Bombas realizou inspeções em um objeto e determinou que se tratava de um dispositivo de depilação a laser”, informou a polícia estadual em comunicado enviado à AFP.
Aeroporto na Austrália é evacuado após suspeita de bomba revelar aparelho de depilação a laser
Reprodução/TV
Segundo o inspetor interino Nick Uebergang, o aparelho foi encontrado junto com uma embalagem de chocolate quente em uma esteira de bagagens enquanto agentes eram acionados para avaliar o risco.
— A pessoa que estava com a bolsa também não foi muito cooperativa conosco no início, o que complicou um pouco as coisas — afirmou.
O incidente provocou atrasos e cancelamentos de diversos voos ao longo da manhã. Apesar da mobilização, o proprietário do objeto não foi acusado de nenhum crime.
O aeroporto retomou as operações normalmente após a conclusão da inspeção policial.
O estado de saúde da princesa Bajrakitiyabha Mahidol, filha mais velha do rei da Tailândia, piorou após mais de três anos de internação, informou o Palácio Real nesta quinta-feira. Conhecida no país como “princesa Bha”, ela está hospitalizada desde dezembro de 2022, quando passou mal durante uma sessão de treinamento com cães militares.
Na época, a família real informou que a princesa sofreu uma grave infecção sanguínea e precisou ter as funções pulmonares e renais mantidas por aparelhos médicos e medicamentos. Ela permanece em coma desde então, segundo a agência de notícias Reuters.
Agora, segundo comunicado do Escritório da Casa Real, Bajrakitiyabha desenvolveu uma infecção abdominal causada por uma inflamação do intestino grosso.
O texto afirma que ela apresenta “sinais vitais instáveis, pressão arterial baixa, batimentos cardíacos irregulares e coagulação sanguínea anormal”.
O palácio informou ainda que a princesa continua dependente de equipamentos médicos para manter as funções pulmonares e renais, além de medicamentos contínuos.
“Seu estado continuou se deteriorando”, afirmou a Casa Real.
Segundo o comunicado, a infecção tornou-se “incontrolável e afetou outros órgãos”.
Princesa ocupa posição central na monarquia tailandesa
Bajrakitiyabha, de 47 anos, estudou no Reino Unido, nos Estados Unidos e na Tailândia.
Ao longo da carreira pública, ocupou cargos ligados às Nações Unidas e ficou conhecida por campanhas voltadas à melhoria das condições de mulheres em prisões.
Ela é a única filha do primeiro casamento do rei Maha Vajiralongkorn.
O monarca, de 73 anos, tem sete filhos de quatro casamentos e ainda não anunciou oficialmente um herdeiro para o trono tailandês, embora as regras de sucessão favoreçam homens.
(Com AFP)
A China disse aos Estados Unidos na quinta-feira para “parar com o abuso de meios judiciais” contra Cuba, após Washington indiciar o ex-líder da ilha caribenha, Raúl Castro, por acusações de assassinato.
“O lado americano deve parar de brandir o porrete das sanções e o porrete judicial contra Cuba e parar de ameaçar com o uso da força a cada passo”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em uma coletiva de imprensa, quando questionado sobre as acusações americanas.
O físico e engenheiro elétrico Dr. Hal Puthoff, ex-cientista que trabalhou com a NSA e a CIA, afirmou neste mês de maio, durante participação no podcast The Diary of a CEO, que o governo americano teria conhecimento sobre pelo menos quatro supostas espécies extraterrestres diferentes.
Chances de vida alienígena existir são ‘bem altas’, diz chefe da Artemis II e comandante da Nasa
O que é a Área 51? Entenda como funciona base militar no centro das teorias sobre alienígenas após declaração de Trump
Puthoff trabalhou em programas de espionagem psíquica e pesquisas sobre OVNIs nas décadas de 1970 e 1980. Na entrevista, publicada na semana passada e conduzida pelo empresário Steve Bartlett, ele disse acreditar em relatos de pessoas que teriam participado de operações de recuperação de objetos voadores não identificados acidentados.
— Existem pelo menos quatro tipos distintos de vida. Eu não tive acesso direto a esses dados, mas acredito nas pessoas com quem conversei ao longo dos anos — afirmou.
Confira:
Relatos sobre supostas espécies extraterrestres
As declarações de Puthoff reforçam alegações já feitas pelo físico Eric Davis, pesquisador associado a projetos considerados ultrassecretos do Pentágono. Em depoimentos anteriores ao Congresso americano, Davis citou quatro grupos supostamente ligados à operação de aeronaves não identificadas: “cinzentos”, “nórdicos”, “reptilianos” e “insetoides”. Segundo ele, os seres teriam aparência humanoide e poderiam estar relacionados a programas secretos de engenharia reversa conduzidos por governos ao redor do mundo.
Os chamados “Grays” se popularizaram na cultura ufológica após o famoso caso de abdução de Betty e Barney Hill, nos anos 1960, nos Estados Unidos. Já os “nórdicos” costumam ser retratados como seres altos, de cabelos loiros e olhos claros, frequentemente associados ao aglomerado estelar das Plêiades. Os “insetoides” são descritos como criaturas semelhantes a louva-a-deus gigantes, enquanto os “reptilianos” aparecem em teorias conspiratórias que alegam a infiltração desses seres na sociedade humana.
Puthoff participou do episódio ao lado do cineasta Dan Farah, diretor do documentário The Age of Disclosure (“A Era da Revelação”), lançado recentemente. O filme reúne depoimentos de militares, agentes de inteligência e ex-integrantes do governo americano sobre um suposto acobertamento de operações de recuperação de OVNIs desde a década de 1940.
— As pessoas com quem conversei afirmaram que houve dezenas de recuperações de aeronaves não humanas apenas nos Estados Unidos — disse Farah durante a entrevista.
As declarações vieram uma semana após a divulgação inicial de arquivos sobre fenômenos aéreos não identificados nos EUA. Apesar da pressão de parlamentares e da promessa de maior transparência feita pelo presidente Donald Trump, o Pentágono sustenta oficialmente que não há “evidências verificáveis” da existência de vida extraterrestre ou de tecnologia alienígena em posse do governo americano.
Plutão pode ser pequeno quando comparado a outros planetas, mas os impactos causados por seu movimento “retrógrado” (em posição aparente perante a Terra) podem ser grandes em alguns signos. Entre 6 de maio e 15 de outubro de 2026, Plutão estará em movimento retrógrado no signo de Aquário, fenômeno que, segundo astrólogos, marca um período de revisão profunda, transformações internas e questionamentos sobre estruturas pessoais e coletivas.
Mapa astral de viagem: astrologia vira ferramenta para escolher onde morar ou passar férias
Escrito nas estrelas: Tinder lança novos recursos que prometem ‘química’ e astrologia em busca do ‘match’ ideal
O trânsito é apontado por especialistas em astrologia como um dos mais intensos do ano, sobretudo para pessoas com Sol, Lua ou Ascendente nos signos fixos: Touro, Leão, Escorpião e Aquário.
De acordo com o site Personare, Plutão retrógrado “é o ciclo do ano em que a astrologia sugere olhar para dentro, revisar pactos profundos e enxergar com mais clareza o que precisa ruir antes de renascer”.
Na astrologia, o movimento retrógrado acontece quando um planeta aparenta estar se deslocando para trás no céu visto da Terra. Astronomicamente, trata-se de um efeito visual causado pela diferença de velocidade orbital entre os planetas. Ainda assim, o fenômeno possui forte significado simbólico dentro da astrologia.
Segundo as previsões publicadas pelo portal Astrolink, 2026 será marcado por diferentes ciclos retrógrados, mas Plutão tende a se destacar por sua associação com temas ligados a poder, controle, rupturas, regeneração e mudanças estruturais. O planeta permanecerá integralmente em Aquário durante o período, signo relacionado a tecnologia, inteligência artificial, inovação e transformações sociais.
Os próximos meses tendem a ser de renovação pessoal, com questionamentos sobre antigos padrões e hábitos, bem como de revisão e reflexão, com indagações internas. Esse período será propício para pensar em mudanças em curso e no que é válido coletivamente. Tópicos tabus e sentimentos profundos virão à tona, destaca a Cosmopolitan.
Pontos positivos
Quem quiser tirar o máximo preveito dessa fase, deve se preparar para enfrentar desconfortos, que podem ser difíceis, mas que prometem transformação pessoal e autoconhecimento. O processo pode ser longo, ou mais demorado do que o esperado e desejado, mas promete trazer mudanças significativas, destaca o site. A Cosmopolitan ainda resume o que cada signo pode esperar.
A influência de Aquário tende a se destacar pelos próximos cinco meses. Com Plutão em movimento retrógrado no signo, pessoas que possuem Aquário em posições relevantes do mapa astral — como Sol, Ascendente, Lua, Descendente ou planetas como Mercúrio, Vênus e Marte — podem sentir os efeitos de forma mais intensa. A tendência também se estende aos signos fixos associados a Aquário, sendo eles Touro, Leão e Escorpião. Estes três, por sua própria natureza, estariam mais propensos a vivenciar mudanças significativas inclusive em áreas importantes da vida, como relacionamentos e carreira.
Entre os signos de terra (Virgem, Capricórnio e Touro), a resistência às mudanças pode tornar o processo mais desafiador. Já os signos de fogo (Áries, Leão e Sagitário) tendem a encarar esse momento como uma oportunidade, demonstrando maior abertura às transformações e confiança em novos caminhos.
Por fim, signos como Áries, Gêmeos, Câncer, Libra e Peixes também podem perceber impactos desse movimento, especialmente em termos de reestruturação e mudanças de rumo. Ainda que enfrentem dificuldades compatíveis com suas características individuais, a tendência é de que mantenham o foco em evolução e melhoria pessoal.
A família do casal britânico Lindsay e Craig Foreman afirmou que os dois iniciaram uma nova greve de fome em uma prisão no Irã para pressionar pela libertação. Presos desde janeiro do ano passado, eles foram condenados a dez anos de prisão por espionagem, acusação que negam.
‘Safári humano’: Áustria investiga dois suspeitos por pagarem para matar civis durante guerra da Bósnia
Acidente: Mulher morre após cair em bueiro aberto em Midtown Manhattan, bairro luxuoso de Nova York
Naturais de East Sussex, Lindsay e Craig foram detidos enquanto atravessavam o Irã durante uma viagem de motocicleta ao redor do mundo.
Segundo familiares, Craig Foreman está há 12 dias em greve de fome. O protesto teria começado após o casal perder o acesso telefônico no início de maio.
Outras fontes relataram à família que Lindsay Foreman, de 53 anos, chegou a interromper temporariamente a greve depois de receber a informação de que poderia voltar a se comunicar com parentes. Posteriormente, ela retomou o protesto.
Joe Bennett, filho de Lindsay, descreveu a situação como “uma emergência médica em formação”.
— Entendo que a política britânica esteja vivendo um momento extraordinário. Mas minha mãe e Craig não podem esperar que Westminster resolva sua própria crise — afirmou.
Ele também fez um apelo direto à ministra das Relações Exteriores do Reino Unido.
— A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, precisa agir pessoal e imediatamente. Isso não pode ser adiado. Isso não pode ser tratado como menos importante. Duas vidas estão em jogo — declarou.
O Ministério das Relações Exteriores britânico informou que continuará trabalhando para garantir o retorno seguro do casal ao Reino Unido e classificou a prisão dos dois como horrível e injustificada.
Casal disse acreditar que ficará preso ‘por muito tempo’
Antes de perderem o acesso telefônico, Lindsay e Craig concederam entrevista à BBC diretamente da prisão de Evin, conhecida internacionalmente pela notoriedade dentro do sistema penitenciário iraniano.
Durante a conversa, os dois afirmaram acreditar que permanecerão presos “por muito tempo”.
— Só sinto que estamos desperdiçando nossas vidas aqui dentro e apodrecendo. Somos pessoas inocentes. Não cometemos nenhum crime — disse Craig.
Apoiadores do casal planejam uma mobilização nesta quarta-feira para marcar os 500 dias desde a detenção inicial.
Segundo a rede BBC, integrantes da comunidade de motociclistas aventureiros devem percorrer o trajeto entre o Palácio de Kensington e a Parliament Square, em Londres.
Parlamentares, amigos e familiares também pretendem entregar uma petição em Downing Street pedindo “ação urgente” para garantir o retorno de Lindsay e Craig Foreman ao Reino Unido.
Em abril, o ministro do Exterior britânico, Hamish Falconer, descreveu o casal no Parlamento como “turistas inocentes” e classificou o caso como “uma injustiça”.
Duas pessoas morreram na quinta-feira em um ataque com drone ucraniano na região de Samara, no sudoeste da Rússia, informou o governador local. “As forças armadas ucranianas estão atacando a cidade de Sirzan com drones”, anunciou Vyacheslav Fedorishchev na plataforma de mensagens Telegram, especificando que o bombardeio deixou dois mortos.
O ataque em Sirzan, que abriga uma importante refinaria de petróleo, também deixou feridos, segundo a mesma fonte.
Os esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito estão paralisados, especialmente desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro, que capturou a atenção de Washington.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quarta-feira que conversaria com o presidente taiwanês, Lai Ching-te, enquanto a Casa Branca avalia a venda de armas para a ilha democrática. “Conversarei com ele. Eu converso com todos”, disse Trump a repórteres, acrescentando que teve uma excelente reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, durante sua visita de Estado a Pequim na semana passada.
“Vamos trabalhar nisso, na questão de Taiwan”, disse Trump. Taiwan depende muito do apoio de Washington para deter qualquer possível ataque chinês e tem sofrido intensa pressão para aumentar seus gastos por meio de investimentos em empresas americanas.
Yevgeny Vitishko, que mora na cidade russa de Tuapse, sempre usa camisas brancas. Mas no dia em que uma refinaria de petróleo local pegou fogo após um ataque de drone ucraniano, ele pensou que não seria uma boa ideia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Dois dias depois de ser anunciado, um fundo bilionário para indenizar aliados que se consideram perseguidos por administrações passadas, com dinheiro público, foi questionado pela primeira vez nos tribunais, no prelúdio do que promete ser uma longa e complexa batalha legal e política. A proposta veio a público no mesmo dia em que o presidente, Donald Trump, encerrou uma ação contra a Receita Federal dos EUA, com a promessa de que não será investigado por questões fiscais no futuro.
Análise: Na vingança de Trump, quem paga a conta, bilionária, é o contribuinte americano
Derrota política: Senado dos EUA vota a favor de medida para forçar Trump a encerrar guerra com o Irã ou solicitar autorização do Congresso para seguir
O primeiro desafio ao fundo, que totaliza US$ 1,776 bilhão (uma referência numérica ao ano de fundação dos EUA, 1.776), veio nesta quarta-feira, com uma ação apresentada por dois policiais que tentaram proteger o Capitólio dos apoiadores do presidente na invasão de 6 de janeiro de 2021, insuflada por falsas acusações de fraude. Ali, afirmam que a iniciativa, chamada de Fundo Anti-instrumentalização, não passa de um “fundo secreto para financiar os insurgentes e grupos paramilitares que cometem violência” em nome de Donald Trump.
“Milícias como os Proud Boys (que participaram da invasão) usarão o dinheiro do fundo para se armarem e se equiparem”, aponta a ação. “O Fundo sinaliza aos perpetradores passados ​​e potenciais futuros de violência contra Dunn e Hodges (autores da ação) que não precisam temer processos judiciais; pelo contrário, devem esperar ser recompensados.”
Primeira baixa: Principal advogado do Tesouro dos EUA deixa cargo após criação de fundo que pode beneficiar aliados de Trump
Na segunda-feira, após o fim de uma ação de US$ 10 bilhões movida por Trump contra a Receita americana, que também o blinda de investigações futuras, o Departamento de Justiça anunciou a criação do fundo, para “proporcionar um processo sistemático para ouvir e reparar as queixas de outras pessoas que sofreram instrumentalização e abuso jurídico”.
— A máquina governamental jamais deve ser usada como arma contra qualquer cidadão americano, e é intenção deste departamento corrigir os erros cometidos anteriormente, garantindo que isso nunca mais aconteça —disse o secretário interino de Justiça, Todd Blanche.
Apoiadores de Donald Trump escalam as paredes do Capitólio dos EUA, em Washington
JIM URQUHART / REUTERS
Na prática, qualquer um que tenha se sentido prejudicado pelo governo dos EUA por razões “políticas, pessoais ou ideológicas” pode pedir compensação. Desde os envolvidos na contagem de votos na eleição de 2020 que alegam terem sido ameaçados até os mais de 1,5 mil processados ou condenados pela invasão ao Capitólio. Na terça, o vice-presidente, JD Vance, não afastou a possibilidade dos agressores, já perdoados por Trump, receberem dinheiro e um pedido de desculpas.
— Não descarto hipóteses categoricamente quando não sei nada sobre as circunstâncias individuais de uma pessoa — declarou Vance. — Temos pessoas acusadas de atacar agentes da lei. Isso não significa que vamos ignorar completamente as suas alegações.
Os desembolsos serão decididos por uma comissão de cinco membros, sendo que quatro indicados pelo Departamento de Justiça, e que podem ser demitidos a qualquer momento por Trump.
— Tenho certeza de que os comissários estabelecerão as regras — disse Blanche, em audiência no Congresso nesta quarta-feira. — Não cabe a mim defini-las. Isso é responsabilidade dos comissários, e se um indivíduo, um Oath Keeper (milícia de extrema direita que estava na invasão do Capitólio), como você acabou de mencionar, solicitar indenização…qualquer pessoa neste país pode solicitá-la.
Incitada por Trump: Invasão ao Capitólio, nos Estados Unidos, completa cinco anos, com país dividido
No Congresso, a ideia não foi recebida com entusiasmo. Ao portal Politico, Don Bacon, deputado republicano, vê sinais de conflito de interesses. Outros prometeram derrubá-la.
— Vamos tentar acabar com ele (fundo) — disse o deputado republicano Brian Fitzpatrick ao portal The Hill. — Vamos escrever uma carta ao [secretário de Justiça], mas estamos considerando uma opção legislativa. Estamos tentando entender exatamente quais são as manobras legais.
Os democratas afirmam que essa é uma forma de Trump compensar aqueles que estiveram ao seu lado na promoção das falsas acusações de fraude nas eleições de 2020.
— Isso é puro roubo de fundos públicos, e recompensar indivíduos que cometeram crimes é obsceno — opinou o senador democrata Chris Van Hollen. — Todo americano consegue enxergar o que é esse esquema ilegal, corrupto e de favorecimento próprio.
No ano passado: Trump indulta pela segunda vez manifestante detido pelo ataque ao Capitólio
Mesmo com críticas dos dois lados do espectro político, juristas dizem que vetar o fundo não será tarefa simples. Em boa medida, por culpa do próprio Congresso.
Em 1956, os legisladores criaram o chamado Fundo de Indenizações, administrado pelo Departamento do Tesouro, que dá ao governo federal meios para realizar o pagamento de decisões judiciais e acordos sem o aval do Legislativo. Até 1978, havia um valor máximo de US$ 100 mil, mas ele foi derrubado. É daí que vai sair o dinheiro para a iniciativa de Trump.
Desde sempre, juristas apontam que a ferramenta depende da boa fé dos governantes. Paul Figley, que administrou o fundo entre 1978 e 2006, disse ao Axios que o atual cenário “não é o que Congresso previa quando criou o sistema”, e que a culpa, ao fim das contas, é dos legisladores. Samuel Bagenstos, professor de Direito na Universidade de Michigan, escreveu em janeiro que, com uma boa argumentação, a Casa Branca pode “gastar dinheiro em projetos ou beneficiários não autorizados pelo Congresso”. Devido às minúcias da legislação, judicializar o caso pode ser um caminho longo e com chances questionáveis de sucesso.
— Do ponto de vista legal, não há nada de errado. Mas o problema é que ele está criando um novo programa federal e, se está fazendo isso com dinheiro do Fundo de Indenizações, não é assim que o Congresso previu que o Fundo de Indenizações seria usado — afirmou ao New York Times. — É uma política horrível.
Aponta pesquisa: Maioria dos eleitores dos EUA rejeita retomada da guerra contra o Irã mesmo sem fim imediato de programa nuclear
Por isso, a tarefa de barrar (ou liberar) o fundo deve recair sobre o próprio Congresso. Na terça-feira, John Thune, líder da maioria republicana no Senado, revelou ao site Punchbowl News que “não era um grande fã” da ideia, e declarou a repórteres que ela passaria por uma análise extensa.
— Minha suposição é que, com base em algumas das reações negativas que surgiram desde o anúncio, o assunto receberá muita atenção — completou.
(Com The New York Times)

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress