O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o senador Chuck Schumer, democrata de Nova York e líder da minoria no Senado, avançaram na noite de quarta-feira em direção a um possível acordo para negociar novas restrições à atuação de agentes federais de imigração. A articulação pode evitar uma paralisação do governo no início da madrugada de sábado, quando está previsto o vencimento do financiamento de várias agências federais.
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O Senado deve realizar nesta quinta-feira a votação preliminar decisiva sobre o pacote de gastos que manteria o governo em funcionamento após sexta-feira.
Segundo dois funcionários a par das negociações, o plano em discussão prevê que o Senado desmembre a legislação de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) de um pacote de seis projetos de lei orçamentários.
As medidas são necessárias para garantir o financiamento das Forças Armadas, de programas de saúde e de outras agências federais até o fim do ano fiscal.
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A expectativa é que o Senado avance com esses projetos antes do prazo final da meia-noite de sexta-feira. O Congresso também analisaria uma prorrogação de curto prazo para as operações de segurança interna, o que evitaria a interrupção de serviços da Administração de Segurança no Transporte (TSA), da Guarda Costeira e da Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema).
Essa medida provisória daria tempo para que parlamentares e a Casa Branca negociem a redação de um novo projeto de financiamento para a segurança interna. O texto incluiria restrições exigidas pelos democratas às táticas adotadas por agentes de imigração, além de mecanismos de maior responsabilização para casos de uso excessivo da força.
A Casa Branca não comentou imediatamente o possível acordo.
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Autoridades ressaltaram que o entendimento não foi fechado e que ainda há diversos obstáculos a serem superados.
Ainda assim, segundo esses funcionários, o avanço rumo a uma possível saída para o impasse ocorreu após democratas do Senado apresentarem, mais cedo na quarta-feira, as mudanças que consideram indispensáveis na condução da política de imigração do governo Trump. As exigências foram colocadas como condição para o partido aceitar manter o financiamento do Departamento de Segurança Interna.
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Entre os requisitos dos democratas está que os agentes federais envolvidos na campanha de deportações do presidente retirem máscaras, utilizem câmeras corporais e interrompam operações aleatórias, bem como buscas, detenções e prisões sem mandado judicial.
Schumer pressionou o senador John Thune, republicano da Dakota do Sul e líder da maioria, a desmembrar o pacote de seis projetos de lei e permitir a reformulação da legislação sobre segurança interna após o incidente com tiro, ocorrido no sábado, em Minneapolis, que matou Alex Pretti. Thune resistiu à proposta, mas também incentivou Schumer a buscar um acordo com o governo.
Não estava claro como um eventual acordo afetaria a votação preliminar sobre o pacote orçamentário. As negociações também ocorreram no momento em que Tom Homan, o “czar da fronteira” designado por Trump para tentar conter a crise em Minneapolis, deveria conceder uma entrevista coletiva na manhã desta quinta.
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A senadora Susan Collins, republicana do Maine e presidente da Comissão de Orçamento, afirmou que os dois lados estão se aproximando de uma solução para a crise.
— Parece que a Casa Branca e o Senado estão fazendo bons progressos para evitar uma paralisação do governo — disse.
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A Casa Branca não comentou imediatamente o possível acordo.
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Ainda assim, segundo esses funcionários, o avanço rumo a uma possível saída para o impasse ocorreu após democratas do Senado apresentarem, mais cedo na quarta-feira, as mudanças que consideram indispensáveis na condução da política de imigração do governo Trump. As exigências foram colocadas como condição para o partido aceitar manter o financiamento do Departamento de Segurança Interna.
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