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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convocou seu Conselho de Governadores nesta sexta-feira, a pedido de diversos países membros preocupados com a situação nuclear na Ucrânia, após os ataques russos à infraestrutura energética do país. A guerra na Ucrânia é “a maior ameaça à segurança nuclear no mundo”, declarou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, no início da reunião na sede da organização em Viena, Áustria.
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“Esperávamos fortes sinais de apoio a uma avaliação da situação”, disse o embaixador ucraniano Yurii Vitrenko a jornalistas antes do início da reunião.
Ele acrescentou que era “hora” de o Conselho da AIEA “abordar essa situação”. Treze países, liderados pelos Países Baixos, solicitaram em uma carta ao Conselho da AIEA “que se reunisse devido aos últimos acontecimentos na Ucrânia e suas implicações para a segurança nuclear”.
“Nossas delegações compartilham uma profunda preocupação com a gravidade e a urgência dos riscos à segurança nuclear que esta situação representa”, escreveu o representante permanente dos Países Baixos junto à AIEA, Peter Potman, ao presidente do Conselho de Governadores, Ian David Graining Biggs, em carta datada de 21 de janeiro, cuja cópia foi obtida pela AFP.
Uma missão de especialistas da AIEA, iniciada há algumas semanas nas linhas de transmissão de energia e instalações nucleares ucranianas, ainda está em andamento e tem previsão de término para o próximo mês, afirmou Vitrenko. Grossi especificou que uma avaliação da situação será realizada em dez linhas de transmissão de energia “cruciais para a segurança nuclear”.
O representante permanente da Rússia junto às organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulianov, criticou a reunião do Conselho de Governadores, argumentando que ela foi “motivada unicamente por considerações políticas” e carecia de “qualquer necessidade real”. A Ucrânia acusa a Rússia em várias ocasiões de atacar suas instalações nucleares, alegando que os bombardeios russos poderiam desencadear outra catástrofe.
Na semana passada, bombardeios interromperam temporariamente o fornecimento de energia à usina nuclear de Chernobyl. Zaporíjia, ocupada pelas forças russas desde março de 2022, também precisa de eletricidade para resfriar seus seis reatores, que estão atualmente desligados.
Em Alberta, uma província rica em petróleo no oeste do Canadá, um grupo separatista está recolhendo assinaturas de seus moradores para um possível plebiscito sobre a independência da região. Na esteira deste esforço, segundo o Financial Times, representantes do grupo se reuniram com autoridades do governo dos Estados Unidos três vezes desde abril do ano passado, pedindo apoio à uma “transição para uma Alberta livre e independente”. Na quinta-feira, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, alertou Washington, dizendo que espera “que o governo dos EUA respeite a soberania” de seu país.
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— Sempre deixo isso claro em minhas conversas com o [presidente dos EUA, Donald] Trump, e depois passamos a discutir o que podemos fazer juntos — afirmou Carney, acrescentando que o presidente americano nunca mencionou a questão da independência de Alberta durante seus encontros.
Os comentários do primeiro-ministro surgiram depois que David Eby, líder da Colúmbia Britânica, província vizinha à Alberta, acusou os ativistas de “traição” por se reunirem com o governo Trump.
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Em entrevista ao Financial Times, Eby disse que o encontro entre o grupo, denominado “Projeto de Prosperidade de Alberta”, e representantes do Departamento de Estado dos EUA era “inapropriado” em um momento em que os canadenses deveriam estar unidos em meio às tensões com Washington, mas que entendia o desejo deles por um referendo, discutindo “os assuntos que desejam”.
— Temos liberdade de expressão, isso é importante. Mas ir a um país estrangeiro e pedir ajuda para desmembrar o Canadá é traição — afirmou.
Já a líder de Alberta, Danielle Smith, alertou contra a demonização dos apoiadores da independência, mas disse que não concordava com os objetivos do movimento. Smith tem demonstrado amizade com Trump e outros republicanos, já tendo inclusive visitado o clube privado do presidente, em Mar-a-Lago.
A notícia dos encontros surge num momento, de fato, delicado nas relações entre os EUA e o Canadá. Trump ameaçou repetidamente transformar o país no 51º estado. Enquanto isso, Carney deixou claro que acredita que o Canadá deve trilhar um caminho fora da influência dos EUA, após um ano de negociações de tarifas e retaliações com os Estados Unidos.
Também na quinta-feira, Trump afirmou que jatos da Bombardier e outras aeronaves canadenses podem perder a certificação para operar nos EUA caso o Canadá não aprove a certificação de aviões da americana Gulfstream. Em publicação na sua plataforma Truth Social, o presidente acusou o país vizinho de bloquear de forma “injustificável, ilegal e persistente” a autorização para modelos da Gulfstream e ameaçou impor uma tarifa de 50% sobre aeronaves canadenses vendidas ao mercado americano.
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À CNN, o advogado Jeffrey Rath, que fez parte do grupo que se reuniu com autoridades americanas, disse que ele e outros separatistas irão novamente à Washington no próximo mês para explorar a possibilidade de obter crédito financeiro em caso de independência. Eles planejam, segundo a rede americana, solicitar ao Tesouro dos EUA uma linha de crédito de US$ 500 bilhões (mais de R$ 2,5 trilhões).
— Não estamos pedindo doações. Estamos realizando um estudo de viabilidade para descobrir o que é possível — disse Rath.
Na semana passada, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que Alberta é um “parceiro natural para os EUA”, que tem “ótimos recursos” e que os “habitantes são pessoas muito independentes”.
O movimento separatista
A província de Alberta, rica em petróleo e mais conservadora que o resto do Canadá, possui um movimento separatista bastante ativo. Seus apoiadores argumentam há tempos que os habitantes de Alberta são sobrecarregados por impostos e sub-representados.
Eles argumentam que os esforços do governo federal para conter as mudanças climáticas estão prejudicando a indústria petrolífera de Alberta; que pagam mais impostos federais do que recebem de volta; e que seus valores conservadores são abafados pelos das províncias orientais, mais liberais e populosas.
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O separatismo em Alberta desempenhou, durante muito tempo, um papel secundário na política provincial, mas a vitória do Partido Liberal nas eleições de 2025 reacendeu o movimento, que considera a política de centro-esquerda de Carney como a antítese dos valores conservadores de Alberta. Ironicamente, Carney é natural de Alberta, criado em Edmonton, a capital da província.
Questionado sobre as reuniões, um funcionário da Casa Branca disse à CNN que “representantes do governo se reúnem com diversos grupos da sociedade civil e, [sobre Alberta], nenhum apoio ou compromisso foi transmitido”.
O referendo
Ainda de acordo com a CNN, o governo de Alberta aprovou uma petição para um referendo sobre a independência no início deste mês, e os ativistas têm até maio para coletar 178 mil assinaturas de eleitores elegíveis. Uma pesquisa recente da Ipsos revelou que aproximadamente 28% dos habitantes de Alberta, que tem uma população de cerca de 5 milhões de pessoas, poderiam votar “sim” em um referendo sobre a independência, um nível comparável ao da província de Quebec, onde o separatismo é uma importante força cultural.
— Quando você olha para as pesquisas, elas sugerem que até 30% dos habitantes de Alberta perderam a esperança. E isso representa cerca de um milhão de pessoas — pontuou a líder de Alberta. — Eu não vou demonizar ou marginalizar um milhão dos meus cidadãos quando eles têm queixas legítimas.
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Por outro lado, outra petição, desta vez do lado contrário à secessão, solicitando um referendo, também já foi aprovada, reunindo mais de 400 mil assinaturas. Algumas das críticas mais veementes à ideia vêm de comunidades indígenas, cujos tratados com o Estado canadense são mais antigos que a própria província de Alberta.
Em junho do ano passado, durante um comício pela independência de Alberta, os separatistas usavam bonés no estilo MAGA, com a inscrição “Make Alberta Great Again” (Torne Alberta Grande Novamente), elogiando Trump como “o melhor trunfo da América do Norte” e um potencial aliado.
Um juiz federal dos Estados Unidos decretou nesta sexta-feira que Luigi Mangione não poderá ser condenado à pena de morte no processo pelo assassinato do CEO da gigante de seguros UnitedHealthcare, Brian Thompson, em dezembro de 2024, em Midtown Manhattan.
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O juiz distrital dos EUA, Margaret Garnett, acolheu argumentos da defesa e concluiu que a principal acusação de assassinato — que poderia ter levado à pena de morte — tinha falhas técnicas e, por isso, foi descartada. Com isso, apenas as acusações de “stalking” (perseguição) e outros crimes relacionados permanecem na esfera federal, com pena máxima de prisão perpétua, e não mais a pena capital.
A decisão ocorre enquanto Mangione, de 27 anos, aguarda a seleção do júri para seu julgamento federal, marcado para 8 de setembro de 2026. Devido à não condenação à pena de morte, as alegações iniciais do julgamento começarão em 13 de outubro de 2026. Caso a sentença fosse considerada, a inclusão do crime capital o adiaria para janeiro de 2027.
Além do processo federal, Mangione também enfrenta uma ação no âmbito estadual em Nova York, onde acusações de terrorismo foram abolidas em setembro de 2025 por um juiz estadual por considerá-las insuficientes sob a lei local, embora a acusação de assassinato em segundo grau e outros crimes sigam em pé.
O caso ganhou destaque adicional nesta semana quando um homem de Minnesota, Mark Anderson, foi preso por se passar por agente do FBI na tentativa de liberar Mangione da prisão federal em Brooklyn com documentos falsos.
Quem é Luigi Mangione?
Luigi Mangione é acusado de assassinar o CEO da United Healthcare, Brian Thompson, e está preso desde 2024, quando foi capturado em um restaurante do McDonald’s na Pensilvânia após uma operação policial que envolveu forças de segurança de vários estados.
Luigi Mangione
Divulgação/ Departamento de Polícia de Altoona
Posteriormente, ele foi extraditado para Nova York. Mangione responde a acusações estaduais e federais pelo assassinato de Brian Thompson e se declarou inocente.
Desde a prisão, o caso passou a atrair atenção nas redes sociais, com manifestações de apoio ao acusado e presença de simpatizantes nas audiências judiciais.
O crime cometido por Mangione reacendeu, nos Estados Unidos, o debate sobre os altos custos do sistema de saúde. O julgamento federal de Mangione é aguardado com expectativa, e a seleção do júri está prevista para setembro.
O ex-âncora da CNN Don Lemon foi preso no fim da noite de quinta-feira sob a acusação de ter violado a lei federal durante um protesto em uma igreja em Saint Paul, Minnesota, segundo pessoas familiarizadas com o episódio. A secretária de Justiça dos Estados Unidos, Pam Bondi, informou que ordenou a prisão do jornalista e de outras três pessoas, acusadas de participação em um “ataque coordenado” contra a igreja durante manifestações contra a ofensiva migratória no estado. A ação ocorre apesar de o caso ter sido rejeitado na semana passada por um magistrado.
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Nesta sexta-feira, Bondi afirmou que os detidos teriam participado de uma ação organizada contra a Igreja Cities, onde ocorria um culto no momento do protesto. Segundo ela, a conduta dos manifestantes ultrapassou os limites da liberdade de expressão protegida pela Primeira Emenda.
Lemon afirmou que estava apenas atuando como jornalista quando entrou na igreja Cities Church, em 18 de janeiro, para acompanhar uma manifestação contra o endurecimento das políticas de imigração na região.
Os manifestantes interromperam um culto na igreja, onde um funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) atua como pastor, e entoaram gritos de “ICE fora”. Depois disso, o governo Trump tentou apresentar acusações contra oito pessoas envolvidas no episódio, incluindo Lemon, com base em uma lei que protege pessoas que buscam participar de um culto em um local religioso.
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No entanto, o juiz magistrado que analisou as provas autorizou acusações contra apenas três pessoas, rejeitando os indícios contra Lemon e os demais por considerá-los insuficientes. O Departamento de Justiça então recorreu a um tribunal federal de apelação para obrigar o juiz a expedir os mandados adicionais, mas teve o pedido negado.
Agora que foi preso, Lemon deve contestar o caso da promotoria alegando que não estava protestando, mas sim cobrindo o evento como jornalista.
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De acordo com Abbe Lowell, advogado de Lemon, o jornalista foi preso durante a noite em Los Angeles. A defesa afirmou que sua atuação durante os protestos “não foi diferente do que ele sempre fez” ao longo da carreira, reforçando que ele estava no local exclusivamente para fins jornalísticos.
— Quando o protesto começou dentro da igreja, fizemos um trabalho jornalístico, que foi reportar o que estava acontecendo e conversar com as pessoas envolvidas, incluindo o pastor, membros da igreja e integrantes da organização — disse Lemon em um vídeo recente.
— Só isso. Isso se chama jornalismo — acrescentou.
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O advogado de Lemon prometeu combater qualquer acusação. Se o Departamento de Justiça continuar com “um esforço chocante e preocupante para silenciar e punir um jornalista por fazer o seu trabalho”, afirmou em comunicado antes da prisão, “Don vai denunciar esse mais recente ataque ao Estado de Direito e lutar contra todas as acusações de forma vigorosa e completa na Justiça”.
Atualmente, Lemon trabalha como jornalista independente e mantém um programa próprio no YouTube. Ele deixou a CNN em 2023, após 17 anos na emissora, em meio a críticas por comentários considerados sexistas sobre mulheres e envelhecimento.
Lemon é um crítico de longa data do presidente Donald Trump desde seu primeiro mandato e chama frequentemente o presidente de mentiroso.
Autoridades do Departamento de Justiça afirmaram que irão processar manifestantes que, segundo eles, ultrapassaram os limites das atividades protegidas pela Primeira Emenda e passaram a obstruir a atuação das forças de segurança ou, no caso do protesto na igreja, violar os direitos de terceiros.
Por outro lado, manifestantes que têm se mobilizado em grande número em Minneapolis afirmam que seus direitos estão sendo violados ao tentarem se manifestar contra a ofensiva migratória.
As tensões seguem especialmente elevadas em Minneapolis após agentes federais de imigração matarem a tiros dois manifestantes. Renee Good, mãe de três filhos, estava ao volante de seu carro quando um agente do ICE disparou à queima-roupa. Autoridades do governo a classificaram como terrorista e alegaram que ela colocou em risco a vida do agente.
Em um episódio separado, agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) mataram a tiros, no sábado, Alex Pretti, enfermeiro de terapia intensiva. Vídeos do local contradizem as primeiras alegações do governo de que Pretti teria se aproximado dos agentes empunhando uma arma.
Trump sugeriu na quarta-feira que estaria disposto a “reduzir a escalada” da situação em Minneapolis, sem fornecer detalhes. Ele substituiu o chefe da Patrulha de Fronteiras que vinha sendo o rosto público das ações migratórias agressivas na cidade, Gregory Bovino, pelo seu “czar da fronteira”, Tom Homan.
Homan sinalizou disposição para chegar a um acordo com autoridades locais e reduzir o contingente de milhares de agentes federais enviados à região.
As acusações contra Lemon ocorrem em meio a um cenário de turbulência interna no gabinete do procurador federal em Minneapolis.
Em uma reunião tensa no início desta semana, vários promotores questionaram o chefe do escritório sobre a decisão do governo de não levar adiante investigações sobre os incidentes com tiro cometidos por agentes federais, segundo pessoas a par das discussões internas. Pelo menos meia dúzia de promotores pediram demissão e novas saídas são esperadas.
Pam Bondi pediu que outros escritórios de promotores federais no Meio-Oeste enviem reforços temporários para auxiliar na investigação e no processamento dos casos.
(Com The New York Times e AFP)
O Instituto Nobel confirmou nesta sexta-feira que o nome da ganhadora do prêmio do Nobel da Paz 2025, a opositora venezuelana María Corina Machado, foi divulgado de maneira “ilegal” antes do anúncio oficial.
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Durante a madrugada de 9 para 10 de outubro, dia do anúncio, as probabilidades de que María Corina ganhasse o prêmio dispararam de 3,75% para cerca de 73%, ao longo de poucas horas na plataforma de apostas Polymarket. No entanto, nenhum especialista nem meio de comunicação havia mencionado a líder da oposição venezuelana entre as favoritas.
Diante disso, o Instituto Nobel decidiu abrir uma investigação interna.
— Pode-se afirmar com certeza que alguns atores conseguiram obter ilegalmente informações sobre a decisão [do Comitê] — indicou o porta-voz do Instituto Nobel, Erik Aasheim, à AFP. — Nossas investigações não permitiram estabelecer como a informação foi obtida, nem a identidade da pessoa ou entidade que a conseguiu, nem se foi um agente privado ou estatal.
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O Instituto informou ter identificado vulnerabilidades em seu sistema informático e que fez correções.
— Não é absurdo considerar a possibilidade de um agente estatal — declarou por sua vez o diretor do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, ao jornal Verdens Gang (VG).
Excluída da disputa pela eleição presidencial de 2024 na Venezuela, María Corina foi agraciada “por seu trabalho incansável em favor dos direitos democráticos do povo venezuelano e pela sua luta por uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
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A opositora, de 58 anos, que dedicou seu prêmio a Donald Trump, entregou sua medalha ao presidente americano na Casa Branca há duas semanas.
— Entreguei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do Prêmio Nobel da Paz — disse María Corina a repórteres do lado de fora do Capitólio americano após uma reunião com Trump.
A apoiadores, a líder oposicionista declarou ainda que conta com Trump “pela liberdade da Venezuela”. Horas depois, Trump elogiou o “gesto maravilhoso” de María Corina.
“María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que tenho realizado. Que gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!”, escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social.
O Comitê Nobel lembrou então que este prêmio é “indissociável” da pessoa a quem foi concedido.
Receber o Nobel da Paz é uma obsessão antiga de Trump, que o acompanha desde seu primeiro mandato, mas que ganhou força em seu retorno à Casa Branca, com o discurso de grande pacificador e uma longa de controversa lista de conflitos resolvidos: segundo ele, foram oito até hoje, incluindo uma guerra de 12 dias entre Israel e Irã, que terminou após bombardeios americanos contra instalações nucleares iranianas. Trump também se gaba de ter conduzido as negociações para um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas constantes violações da trégua e a demora no estabelecimento de planos para o futuro do enclave põem em xeque a iniciativa.
Um deslizamento de terra na Indonésia provocou 44 mortes, informaram nesta sexta-feira as autoridades. As fortes chuvas atingiram o vilarejo de Pasirlangu no último sábado, destruindo dezenas de casas. As operações de resgate em busca de desaparecidos foram prorrogadas por mais uma semana.
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Com o apoio do Exército, da polícia e de voluntários, milhares de socorristas escavam a lama com as mãos e com o auxílio de máquinas pesadas. Até o momento, 44 corpos foram recuperados e identificados, e ao menos outras 20 pessoas seguem desaparecidas, afirmou Mohammad Syafii, chefe da agência nacional de busca e resgate.
— A região enfrenta chuvas leves a moderadas, acompanhadas de uma névoa fraca, o que limita a visibilidade — explicou Syafii, acrescentando que a operação de busca na região de Bandung Ocidental, na ilha de Java, foi estendida até 6 de fevereiro.
Equipes de resgate retiram o corpo de uma vítima soterrada por um deslizamento de terra no vilarejo de Pasirlangu, em Cisarua, Bandung, na província de Java Ocidental, em 26 de janeiro de 2026
TIMUR MATAHARI / AFP
Segundo as autoridades locais, a catástrofe causou danos graves a mais de 50 residências e deixou mais de 650 pessoas desabrigadas.
O governador provincial, Dedi Mulyadi, atribuiu o deslizamento às extensas plantações que cercam Pasirlangu, usadas principalmente para o cultivo de hortaliças.
— O que antes eram áreas florestais e montanhosas transformou-se em terras agrícolas — afirmou durante uma visita à região nesta semana.
As florestas ajudam a absorver as chuvas e a estabilizar o solo por meio de suas raízes; a ausência dessa cobertura vegetal torna as áreas mais vulneráveis a deslizamentos de terra.
Mais de um século após o naufrágio do Titanic, o sonho de embarcações que não afundam continua vivo — e pode estar mais próximo de se tornar realidade. Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica capaz de tornar tubos metálicos comuns praticamente inafundáveis, independentemente do tempo que permaneçam submersos ou do grau de dano que sofram.
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O estudo foi liderado por Chunlei Guo, professor de óptica e física e cientista sênior do Laboratório de Energética a Laser da Universidade de Rochester. Os resultados foram publicados na revista científica Advanced Functional Materials. A equipe criou um método que modifica a superfície interna de tubos de alumínio, tornando-a extremamente repelente à água.
A técnica consiste em gravar, por meio de corrosão controlada, micro e nanocavidades na parte interna dos tubos. Essa textura faz com que a superfície se torne super-hidrofóbica, impedindo a entrada de água e mantendo o interior seco.
Ar aprisionado evita o afundamento
Quando um tubo tratado é colocado na água, sua superfície interna repelente aprisiona uma bolsa estável de ar. Esse ar impede que a água preencha o interior do tubo, evitando o aumento de peso que levaria ao afundamento. O mecanismo lembra estratégias encontradas na natureza, como as aranhas-mergulhadoras, que carregam bolhas de ar debaixo d’água, e as formigas-de-fogo, que formam balsas flutuantes graças à resistência à água de seus corpos.
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“O mais importante é que adicionamos um divisor no meio do tubo, de modo que, mesmo se você empurrá-lo verticalmente para dentro da água, a bolha de ar permanece presa e o tubo mantém sua capacidade de flutuar”, afirma Guo.
Maior estabilidade em condições extremas
O grupo de pesquisa já havia demonstrado, em 2019, dispositivos flutuantes super-hidrofóbicos. Naquela versão, dois discos repelentes à água eram selados para gerar flutuação. Embora eficaz, o modelo podia perder estabilidade quando inclinado em ângulos extremos. O novo desenho em formato de tubo simplifica a estrutura e oferece muito mais estabilidade, inclusive em ambientes turbulentos semelhantes aos do oceano.
“Nós os testamos em ambientes realmente agressivos por semanas seguidas e não encontramos nenhuma degradação na flutuabilidade”, diz Guo. “Você pode fazer buracos grandes neles, e mostramos que, mesmo danificando severamente os tubos com o máximo de perfurações possível, eles continuam flutuando”.
De balsas flutuantes à energia renovável
Os pesquisadores também demonstraram que vários tubos podem ser conectados para formar balsas, que poderiam servir de base para navios, boias ou plataformas flutuantes. Em testes de laboratório, a equipe utilizou tubos de diferentes comprimentos, chegando a quase meio metro. Segundo Guo, o conceito pode ser ampliado para dimensões suficientes para sustentar cargas pesadas.
Além do uso em transporte e infraestrutura marítima, o grupo mostrou que balsas feitas com esses tubos super-hidrofóbicos são capazes de capturar energia do movimento da água. Isso abre a possibilidade de aplicação na geração de eletricidade a partir das ondas, acrescentando um potencial uso em energia renovável.
O projeto contou com apoio da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, da Fundação Bill e Melinda Gates e do Instituto Goergen de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Universidade de Rochester.
O governo cubano intensificou nos últimos dias a retórica de mobilização nacional e os preparativos internos diante do agravamento das tensões com os Estados Unidos, que atingem o nível mais alto desde a Crise dos Mísseis de 1962. Em Havana, exercícios militares passaram a ocupar espaço nos noticiários estatais, enquanto autoridades falam abertamente em uma eventual “guerra em todo o território”, com participação da população civil.
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O clima foi reforçado após declarações feitas em uma reunião na Embaixada dos EUA em Havana. Segundo testemunhas à CNN, o encarregado de negócios americano, Mike Hammer, disse a diplomatas e funcionários locais que deveriam arrumar as malas. Em seguida, afirmou que, embora Cuba reclame há décadas do embargo econômico de Washington, “agora haverá bloqueio de verdade”, com corte total do fornecimento de petróleo à ilha.
— Nada vai entrar. Não vai chegar mais petróleo — disse.
A pressão americana se intensificou após a captura do então presidente da Venezuela Nicolás Maduro por forças dos EUA, no início de janeiro, em uma operação que matou 32 militares e agentes de inteligência cubanos que atuavam na proteção do líder venezuelano. Mais de 100 venezuelanos e cubanos morreram na ação, que levou Maduro a um tribunal federal nos Estados Unidos para responder a acusações de tráfico de drogas, negadas por ele.
Resposta: Cubanos marcham com tochas em Havana para protestar contra ameaças dos EUA
A queda de Maduro retirou do poder o principal aliado político de Havana e interrompeu o fornecimento de petróleo venezuelano, responsável por mais de um terço das necessidades energéticas de Cuba. Desde então, apagões prolongados tornaram-se rotina na ilha, postos de combustíveis passaram a registrar filas de dias — e até semanas — e emissoras de rádio e televisão nas províncias suspenderam transmissões por falta de energia.
— Se a válvula do petróleo for realmente fechada, Cuba enfrenta um colapso econômico iminente. Sem petróleo, não há economia — disse à CNN o analista de energia Jorge Piñon, acrescentando: — Um furacão está chegando.
Novas ameaças
O endurecimento da política de Washington foi formalizado nesta semana, quando o presidente Donald Trump assinou um decreto autorizando a imposição de tarifas a países que forneçam — direta ou indiretamente — petróleo a Cuba. O texto determina que o governo americano identifique os fornecedores da ilha e avalie a aplicação de taxas adicionais sobre seus produtos exportados aos Estados Unidos.
Na ordem, Trump afirmou que as ações do governo cubano “constituem uma ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional americana, citando o alinhamento de Havana com países considerados hostis, o apoio a grupos classificados como terroristas, a repressão a opositores políticos e a corrupção. Em publicação nas redes sociais, o presidente foi direto: “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO INDO PARA CUBA — ZERO!”, escreveu.
— Cuba é uma nação em colapso, e é preciso sentir pena de Cuba — disse o republicano na noite de quinta-feira. — Eles trataram as pessoas muito mal. Muitos cubanos-americanos foram maltratados e provavelmente gostariam de voltar. Não acho que Cuba vá sobreviver.
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A mais recente ameaça de Trump volta a colocar o México, principal parceiro comercial dos EUA — e maior fornecedor externo de petróleo à ilha desde a queda de Maduro —, na mira. No início do mês, o governo mexicano recuou de planos para enviar um carregamento de petróleo bruto a Cuba. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a decisão foi “soberana”, ao mesmo tempo em que declarou que seguirá demonstrando “solidariedade” aos cubanos.
Cenário ‘preocupante’
Enquanto o cerco econômico se fecha, o governo de Miguel Díaz-Canel reforça o discurso de resistência. Em imagens exibidas pela televisão estatal, soldados treinam civis para repelir uma eventual invasão. Durante uma demonstração militar com tanques e helicópteros da era Guerra Fria, o presidente diz a oficiais de alta patente que “a melhor forma de evitar qualquer tipo de agressão é que os imperialistas tenham de calcular qual seria o preço a pagar”.
No cotidiano, porém, o impacto da crise energética se espalha por toda a ilha. Apagões de várias horas deixam bairros inteiros às escuras, e alimentos estragam rapidamente. Dirigir na cidade tornou-se mais perigoso, já que semáforos frequentemente não funcionam em cruzamentos importantes. Em postos que vendem combustível em dólares, um tanque cheio chega a custar US$ 52 (R$ 270) — mais do que a maioria dos cubanos ganha em um mês.
— É realmente preocupante. Quando a luz acaba, a comida estraga. O que você comprou há um mês apodrece em dois ou três dias — disse o fotógrafo Dairon Blanco Urra, relatando à CNN que sua maior preocupação em meio aos apagões é a queda da já instável conexão de internet, o que o impede de enviar fotos a clientes. — Tenho de esperar quatro ou cinco horas para voltar, e isso me impede de avançar no trabalho. Como vou ganhar a vida assim?
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Movimento venezuelano
Enquanto isso, a Venezuela aprovou uma mudança na lei que facilitará a participação de empresas estrangeiras na indústria de petróleo do país, em uma iniciativa de Caracas para atender às exigências de Trump. A reforma, apoiada pela presidente Delcy Rodríguez, vai abrir o setor petrolífero venezuelano — controlado pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) — e permitir que empresas estrangeiras administrem campos de petróleo por sua conta em risco.
— Esta lei nos permite dar um salto qualitativo histórico para transformar as maiores reservas de petróleo do planeta na maior felicidade possível para o povo venezuelano — afirmou Delcy durante um evento que celebrou a aprovação da medida.
O presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, afirmou que a reforma vai “impulsionar o setor energético e promover a produção em campos ainda não desenvolvidos”. O Legislativo venezuelano aprovou por unanimidade a reforma na tarde de quinta-feira. Agora, o texto precisa ser sancionado e publicado para entrar em vigor.
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A aprovação da nova lei ocorreu no mesmo dia em que o governo Trump flexibilizou parcialmente sanções contra o setor petrolífero venezuelano, ao autorizar empresas americanas a realizar determinadas operações ligadas à exportação, compra, venda e transporte de petróleo do país. Washington deixou claro, desde a captura de Maduro, que deseja a entrada de companhias dos EUA no setor energético venezuelano.
— Cidadãos americanos poderão, muito em breve, ir à Venezuela, e estarão seguros lá — disse Trump. — [O país] está sob um controle muito forte. (Com Bloomberg)
Cientistas identificaram um novo exoplaneta com dimensões semelhantes às da Terra e localizado em uma região do espaço considerada potencialmente habitável. Batizado de HD 137010 b e apelidado de “Terra fria”, o corpo celeste orbita uma estrela parecida com o Sol, a cerca de 146 anos-luz do nosso planeta, segundo estudo publicado na revista Astrophysical Journal Letters.
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O planeta é provavelmente rochoso e tem cerca de 50% de chance de estar dentro da chamada zona habitável — faixa orbital em que, sob condições atmosféricas adequadas, pode existir água líquida na superfície. A estimativa foi feita a partir de modelos matemáticos que simulam possíveis composições da atmosfera do exoplaneta, conforme explicam os autores do estudo liderado pelo astrofísico Alexander Venner, da Universidade de Southern Queensland, na Austrália.
Frio extremo e pouca luz estelar
Apesar da localização promissora, o ambiente do HD 137010 b é considerado hostil. A estrela que ele orbita fornece apenas cerca de um terço da luz que a Terra recebe do Sol. Com isso, a temperatura média estimada na superfície não ultrapassa os -68 °C, valor próximo ao registrado em Marte, cuja média gira em torno de -65 °C.
A descoberta foi feita por meio do método de trânsito, que analisa a variação de brilho da estrela quando o planeta passa à sua frente. No caso do HD 137010 b, a sombra leva cerca de dez horas para cruzar o disco estelar — na Terra, o fenômeno equivalente dura aproximadamente 13 horas. O exoplaneta completa uma volta ao redor de sua estrela em pouco mais de um ano.
Embora os dados iniciais indiquem potencial para habitabilidade, os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários estudos adicionais. Observações futuras com telescópios como o Tess e o Cheops podem fornecer informações mais detalhadas sobre a atmosfera e as condições físicas do planeta.
A descoberta reforça a importância da busca por exoplanetas, tanto na tentativa de identificar ambientes onde a vida possa existir quanto para aprofundar o entendimento sobre a formação e a evolução de sistemas planetários. O estudo utilizou dados do telescópio Kepler, que foi aposentado em 2018, mas segue contribuindo para novas pesquisas por meio de seu vasto acervo científico.
Organizações civis de Minnesota e de todos os Estados Unidos se preparam para uma nova onda de protestos contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) a partir desta sexta-feira, incluindo um chamado a uma paralisação geral para pressionar pelo fim das ações truculentas dentro da agenda anti-imigração do governo Donald Trump. Atos em grandes cidades como Atlanta, Nova York e Minneapolis foram confirmadas, enquanto novos atos são esperados por todo o fim de semana.
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Movimentos sociais convocaram uma paralisação nacional nesta sexta-feira, incentivando as pessoas a não comparecerem à escola, ao trabalho ou saírem para fazer compras. A ideia é provocar um baque financeiro e uma interrupção das atividades cotidianas que force o governo federal a atender as pautas dos manifestantes. Em Minneapolis, uma greve geral aconteceu no dia 23 de janeiro, o que levou ao fechamento temporário de algumas empresas, um dia antes da morte do enfermeiro Alex Pretti — que inflamou ainda mais os protestos.
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“O povo das Cidades Gêmeas [como é chamada Minneapolis] mostrou o caminho para todo o país: para acabar com o reinado de terror do ICE, precisamos PARALISÁ-LO”, escreveram os organizadores dos protestos no site oficial da paralisação, apoiados por centenas de organizações em todo o país.
Atos foram agendados para a manhã desta sexta-feira em algumas das principais cidades do país. Em Minneapolis, manifestantes vão se reunir em frente ao Edifício Federal Bispo Henry Whipple, onde os detidos nas operações do ICE estão sendo mantidos. Uma marcha em apoio à paralisação nacional deve ocorrer à tarde.
Os grupos estudantis que lideram a organização dos atos incluem a Associação de Estudantes Somali e a União de Estudantes Negros da Universidade de Minnesota. A comunidade somali em Minneapolis tem sido um alvo específico da operação do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês).
— Eles queriam nos intimidar e espalhar medo em nossos corações, mas isso não vai funcionar. É exatamente por isso que estamos voltando — disse Dahir Munye, presidente da Associação de Estudantes Somali, ao anunciar a paralisação na Prefeitura de Minneapolis na quarta-feira. — A única maneira de realmente revidar é estender e expandir o movimento de paralisação iniciado na última sexta-feira.
Ainda na sexta-feira, os protestos devem ganhar dimensão nacional. Em Nova York, um protesto está marcado na Foley Square, perto da Ponte do Brooklyn, enquanto em Atlanta, a previsão é de que uma manifestação aconteça durante a tarde. Os atos fazem parte de dezenas de protestos que devem se espalhar pelo sábado, sob o lema “ICE Out Everywhere” (ICE fora de todos os lugares, em tradução livre).
Os protestos continuarão até que os agentes federais sejam “permanentemente retirados de nossas ruas”, diz um comunicado emitido pela organização nacional 50501, que tem realizado manifestações semanais em várias cidades desde grande parte do último ano. (Com NYT)

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