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A Justiça dos Estados Unidos divulgou um novo e volumoso conjunto de documentos judiciais ligados ao escândalo sexual que envolve o financista Jeffrey Epstein, já falecido e condenado por crimes sexuais, e sua parceira de longa data, Ghislaine Maxwell. Os arquivos acrescentam informações sobre a relação entre a dupla e pessoas ligadas ao ex-presidente americano Bill Clinton, sobretudo após o fim de seu mandato na Casa Branca.
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A liberação do material ocorreu poucos dias antes de uma votação esperada na Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos. Os parlamentares devem decidir se Bill Clinton e Hillary Clinton serão declarados culpados de desacato ao Congresso por terem rejeitado uma intimação para depor em uma investigação bipartidária sobre o caso Epstein.
O acervo recém-divulgado é extenso e reúne mais de três milhões de documentos. Entre eles estão fotografias inéditas de Bill Clinton ao lado de Epstein. Uma das imagens mostra o ex-presidente sem camisa em uma banheira de hidromassagem, acompanhado de alguém que, segundo informações da rede CNN, um funcionário do Departamento de Justiça descreveu como uma “vítima” de abuso sexual por parte do financista.
Além das imagens, os arquivos incluem e-mails que apontam comunicações frequentes entre Ghislaine Maxwell, que atualmente está presa por tráfico sexual, e integrantes da equipe de Clinton entre 2001 e 2004. O período coincide com diversas viagens feitas por Clinton no avião particular de Epstein. Segundo uma análise da CNN, o ex-presidente teria utilizado a aeronave ao menos 16 vezes, acompanhado de assessores.
Nos e-mails, os nomes dos funcionários geralmente aparecem ocultados, identificados apenas como “WJC”, uma aparente referência ao escritório de William J. Clinton após a Presidência. Procurado pela CNN, o porta-voz do ex-presidente, Angel Ureña, afirmou que Clinton não foi o autor de nenhuma das mensagens.
— Não posso confirmar de quem era, só posso dizer de quem não era: de Bill Clinton — afirma.
Ureña reforçou o argumento:
— Eu diria que ele nunca enviou um e-mail, mas na verdade ele o fez duas vezes na vida, ambas como presidente. Uma vez para o ex-astronauta e senador John Glenn enquanto ele orbitava a Terra a bordo do ônibus espacial Discovery, e outra para as tropas americanas servindo no Adriático.
Segundo o porta-voz, Clinton “não possuía nem compartilhava um dispositivo, conta ou endereço com ninguém”.
Tom ‘insinuante’
Quanto ao teor das mensagens trocadas entre Ghislaine e o entorno de Clinton, grande parte trata de logística, como viagens, jantares e convites, inclusive convites de última hora para o próprio ex-presidente. Os documentos ressaltam que não está claro se essas comunicações estavam relacionadas a atividades da fundação de Clinton ou a assuntos pessoais dele ou de seus assessores.
Um dos exemplos citados é um e-mail de abril de 2003, no qual Ghislaine escreveu para um endereço do escritório de Clinton: “Que bom que você virá ao jantar – JE perguntou se você acha que Clinton gostaria de vir – me avise.” Em outra mensagem, de dezembro de 2001, um integrante da equipe do ex-presidente solicitou a Ghislaine o número de telefone do então príncipe Andrew para coordenar uma partida de golfe durante uma viagem de Clinton à Escócia.
Em algumas ocasiões, Ghislaine adotava um tom insinuante ao se comunicar com endereços confidenciais ligados ao escritório de Clinton, conforme mostram os arquivos. Em uma dessas mensagens, escreveu que havia contado a um tabloide o quão “gostoso você é, como eu tenho uma queda por você, como você é bem dotado e… bem, você entendeu. Espero que não se importe!”.
Apesar do volume e do teor das revelações, não há evidências nos documentos de que Ghislaine tenha se comunicado diretamente por e-mail com Bill Clinton, nem de que o ex-presidente tenha trocado mensagens diretamente com ela.
Os arquivos também indicam que, mesmo quase uma década após Ghislaine ter sido publicamente acusada, em 2009, de recrutar e abusar sexualmente de meninas ao lado de Epstein, ela continuava a ser aceita em círculos ligados a Clinton.
O influenciador brasileiro Junior Pena foi preso neste sábado (31) pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Com mais de 480 mil seguidores no Instagram, ele ficou conhecido por produzir conteúdo sobre imigração e vida nos EUA, onde vive desde 2009.
Investimento do ICE em tecnologias de monitoramento, reconhecimento facial e IA gera temor de repressão à oposição
Segundo Maycon MacDowel, policial e amigo pessoal do influenciador, Junior está detido no Delaney Hall, um centro de detenção de imigrantes localizado em Nova Jersey. A prisão, de acordo com o relato, ocorreu por um problema administrativo relacionado a uma audiência migratória.
Maycon afirmou que Junior não tem ordem de deportação e que uma advogada já foi contratada para tentar reverter a situação. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele explicou que o influenciador havia sido aprovado em um pedido de perdão junto à Justiça americana, mas não compareceu a uma audiência obrigatória, o que motivou a detenção.
— Para não ter fofoca: ele não tem carta de deportação nenhuma. O problema foi não ter ido à audiência — disse Maycon.
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Junior Pena ganhou projeção nas redes sociais ao comentar processos migratórios, especialmente a entrada de brasileiros nos EUA pela fronteira com o México. O influenciador também é conhecido por manifestar apoio público ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inclusive defendendo as políticas de imigração adotadas por seu governo.
Em um vídeo publicado pouco antes de ser preso, Junior minimizou o risco de deportações em massa, afirmando que as medidas atingiriam apenas imigrantes em situação irregular ou envolvidos em crimes.
— Eu estou andando na linha, pagando taxas e tentando me legalizar. Ele vai deportar quem estiver irregular, os bandidos e quem está fazendo coisa errada. Quem quer ajudar o país não vai ser deportado — declarou.
Até a última atualização, o ICE não havia divulgado nota oficial sobre o caso.
O céu de fevereiro de 2026 reserva um espetáculo raro que coincide com o feriado: o eclipse solar anular, popularmente conhecido como “Anel de Fogo”. No dia 17 de fevereiro, terça-feira de Carnaval, a Lua se alinhará entre a Terra e o Sol, criando uma borda luminosa ao redor do disco lunar.
Eclipse solar anular, total, parcial ou híbrido: Conheça os tipos de eclipse
Onde é possível ver o ‘eclipse solar anular’?
Embora o fenômeno seja um dos mais aguardados do ano, a visibilidade da fase completa será restrita: segundo o site especializado Star Walk, o ápice do “anel” só poderá ser visto em regiões remotas, como a Antártida. Diferente do eclipse solar de outubro de 2023, que cruzou o Brasil, desta vez os brasileiros verão apenas via transmissão oficial.
O que é o ‘eclipse solar anular’?
Um eclipse anular do sol acontece quando o sol, a lua e a Terra estão em alinhamento. Assim, a maior parte do disco solar fica coberta, e apenas uma borda com aspecto ígneo aparece. Segundo o site Climatempo, apenas algumas regiões do Norte e Nordeste do Brasil poderão enxergar o fenômeno.
Qual é a diferença entre eclipse anular e o eclipse total?
Ao portal do Observatório Nacional, a astrônoma Josina Nascimento explica que a diferença entre o eclipse anular e o eclipse total é que, no primeiro caso, a lua fica mais distante da Terra. O diâmetro aparente dela, portanto, aparece diferente do diâmetro aparente do sol.
— Tanto no eclipse total quanto no anular a lua está alinhada entre a Terra e o sol, bloqueando toda ou a maior parte da luz do sol em uma parte da superfície da Terra. A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada umbra. Em torno da umbra se define a sombra mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada e o eclipse é visto como parcial — diz Josina ao Observatório.
Quando aconteceu o último eclipse solar anular?
O eclipse anular, no entanto, não é um evento raro. No entanto, somente pode ser visto em poucos lugares do planeta. Os últimos, por exemplo, aconteceram em 2021 e 2023.
O iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, detido em janeiro em meio aos protestos antigovernamentais na República Islâmica, foi libertado sob fiança no último sábado, segundo informações de grupos de direitos humanos e da mídia estatal do Irã. O caso ganhou repercussão internacional após relatos de familiares e de autoridades americanas de que ele teria sido condenado à morte, versão negada pelo Judiciário do país.
Contexto: Irã nega que preso ligado a protestos será executado; Trump observa situação após ameaçar intervir
Entenda: Irã indica avanço em formato para negociação com os EUA e nega ultimato de Trump para acordo nuclear
Soltani foi preso em 8 de janeiro em sua casa, na cidade de Fardis, a cerca de 40 quilômetros a oeste de Teerã, durante uma onda de manifestações que havia se espalhado pelo país desde dezembro, provocando uma repressão letal por parte das autoridades iranianas. De acordo com a emissora estatal IRIB, ele foi acusado de “reunião e conluio contra a segurança interna do país” e de realizar “atividades de propaganda” contra o regime.
Após a prisão, autoridades dos Estados Unidos e um parente de Soltani afirmaram que ele seria executado, o que levou o caso a ocupar espaço de destaque na imprensa. Familiares relatam que Soltani foi mantido incomunicável desde a prisão, sem acesso a advogado ou direito à defesa. Na época, um parente de Soltani disse à BBC Persian que um tribunal havia emitido uma sentença de morte “num processo extremamente rápido”, em apenas dois dias.
O Judiciário iraniano, no entanto, classificou essas informações como “notícias fabricadas”, ao mesmo tempo em que o presidente americano, Donald Trump, ameaçava tomar “medidas muito duras” caso as execuções fossem realizadas. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alertou que qualquer ataque provocaria um conflito regional. Posteriormente, parentes informaram que a execução havia sido adiada.
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A libertação sob fiança foi confirmada pelo grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, e pela Press TV, veículo estatal iraniano. Segundo relatos anteriores, Soltani chegou a se encontrar com a família e estava em boas condições físicas. À AFP, o advogado do jovem, Amir Mousakhani, disse que foi paga uma fiança de “dois bilhões de tomans” (cerca de R$ 66 mil). Depois disso, afirmou, ele recebeu todos os seus pertences, inclusive o celular.
Também nesta segunda-feira, a emissora estatal iraniana afirmou que quatro estrangeiros, cujas nacionalidades não foram especificadas, foram presos no Irã por “participação em distúrbios”. O veículo afirmou que as pessoas foram “presas durante uma operação” e que, “durante a busca na mochila de um dos suspeitos, foram encontradas quatro granadas de efeito moral caseiras, usadas durante os distúrbios e confrontos na região”.
Os casos ocorreram em meio a protestos de grande escala que se espalharam pelo Irã. A agência Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos, afirma ter confirmado a morte de mais de 6.300 pessoas desde o início das manifestações, no fim de dezembro, e investiga outros 17 mil óbitos relatados. Outro grupo, o Iran Human Rights (IHR), sediado na Noruega, advertiu que o número final de mortos pode ultrapassar 25 mil.
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Apesar de um bloqueio prolongado da internet no país dificultar o acesso a informações confiáveis sobre o cenário no país, testemunhas, ativistas de direitos humanos e profissionais de saúde relataram episódios de violência generalizada durante a repressão aos protestos. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu que milhares de iranianos morreram durante o período de instabilidade, mas atribuiu parte das mortes a declarações de Trump, que, segundo ele, incentivaram os manifestantes ao prometer “apoio militar” americano.
Enquanto os protestos avançavam, Trump incentivou os iranianos a manterem as manifestações e a “assumirem o controle” das instituições do país, assegurando que “a ajuda está a caminho”. No entanto, nenhuma ação militar ocorreu durante os protestos ou a repressão subsequente. Em vez disso, Trump agora avalia um grande ataque contra o Irã, após negociações para limitar o programa nuclear e a produção de mísseis balísticos do país não avançarem, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela CNN.
Em uma publicação na Truth Social na quarta-feira, Trump exigiu que o Irã se sentasse à mesa de negociações para firmar “um acordo justo e equilibrado, sem armas nucleares”, advertindo que o próximo ataque americano ao país “será muito pior” do que o realizado no ano passado contra três instalações nucleares iranianas. Nesta segunda-feira, a República Islâmica anunciou que mediadores estão avançando com a definição de um formato para negociações diplomáticas.
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse no domingo estar “confiante de que podemos chegar a um acordo” com os Estados Unidos sobre o programa de armas de Teerã. O líder supremo iraniano, no entanto, adotou um tom desafiador, advertindo que um ataque americano enfrentaria forte retaliação. Falando para uma multidão na mesquita Imam Khomeini, em Teerã, Khamenei declarou:
— Os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional.
Penas de morte
Embora o Irã esteja entre os países que mais executam no mundo — com mais de 2 mil execuções registradas apenas em 2025 —, especialistas destacam que, historicamente, os processos que resultam em pena de morte costumam levar anos até a sentença definitiva e sua execução.
Nos últimos três anos, ao menos 12 homens foram executados no Irã após receberem sentenças relacionadas aos protestos de 2022 conhecidos como “Mulher, Vida, Liberdade”. Na ocasião, a onda nacional de manifestações foi desencadeada pela morte sob custódia de Masha Amini, uma jovem curda acusada pela polícia da moralidade de usar o hijab de forma “imprópria”. Grupos de direitos humanos afirmam que a última execução do tipo ocorreu em 6 de setembro, quando Mehran Bahramian foi enforcado na prisão central de Isfahan.
Segundo o grupo Iran Human Rights, com sede na Noruega, autoridades torturaram Bahramian para obter confissões, e ele não recebeu um julgamento justo. A organização afirmou que ele foi condenado à morte em janeiro de 2024 sob a acusação de “inimizade contra Deus” por supostamente ter matado um membro da Guarda Revolucionária.
(Com AFP)
Os pais da britânica Inaayah Makda, de sete anos, afirmam viver uma “dor insuportável” enquanto aguardam informações sobre o paradeiro da filha, desaparecida após ser arrastada para o mar durante férias em Marrocos. O caso ocorreu na quarta-feira (28), em uma praia próxima a Casablanca, no litoral do Oceano Atlântico, quando a família assistia ao pôr do sol sentada sobre rochas à beira-mar.
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Segundo relato dos pais, Tasneem e Zubair Makda, uma onda inesperada atingiu o local e lançou vários integrantes da família ao mar. Inaayah foi levada pela correnteza e não foi mais vista. Desde então, as buscas têm sido dificultadas, de acordo com os familiares, pelas condições climáticas adversas e pelo mar agitado.
Críticas à atuação das autoridades
Em comunicado, os Makdas afirmaram manter a esperança de que a criança possa ter alcançado algum ponto da costa em segurança, mas fizeram duras críticas à atuação das autoridades locais. A família diz que não houve buscas oficiais efetivas e que a polícia marroquina se recusou a enviar embarcações para procurar a menina, obrigando-os a depender de voluntários e de iniciativas privadas.
A família, que vive em Blackburn, no Reino Unido, também declarou estar “profundamente preocupada” com o que descreve como apoio prático limitado por parte das autoridades britânicas. Segundo os pais, embora tenham sido informados de que o caso está sendo monitorado, isso não teria resultado em ações concretas. “Não deve caber apenas a uma família enlutada lidar com sistemas internacionais complexos durante uma crise”, afirmaram.
Uma campanha criada na plataforma GoFundMe para custear os esforços de busca já arrecadou mais de US$ 60 mil. No comunicado, os pais descreveram Inaayah como uma menina “brilhante, amorosa e gentil” e disseram que, mesmo diante do pior cenário, esperam poder trazê-la de volta para casa “com dignidade, orações e paz de espírito”.
Em entrevista à UCTV, emissora sediada em Blackburn, Zubair Makda relatou o momento do desaparecimento. Segundo ele, as rochas onde estavam tinham cerca de meio metro de altura e estavam espaçadas umas das outras quando a maré subiu repentinamente. “Fomos arrastados para lados opostos. Ela foi levada muito rápido, e não consegui encontrá-la de jeito nenhum”, disse, acrescentando que tem implorado por mais apoio nas buscas.
O deputado por Blackburn, Adnan Hussain, classificou a situação como “absolutamente devastadora” e afirmou que seu gabinete está oferecendo total apoio à família. Ele disse que irá tratar do caso com autoridades britânicas para garantir que todas as medidas possíveis sejam adotadas nos esforços de busca e para que a família receba respostas claras e rápidas.
Um parente afirmou ao jornal Lancashire Telegraph que o apoio das autoridades locais em Marrocos foi “desumano” e que os próprios familiares percorreram a praia em busca de Inaayah sem receber assistência. Segundo ele, não havia qualquer aviso sobre os riscos nas rochas próximas à área turística onde ocorreu o acidente.
A República Islâmica do Irã anunciou nesta segunda-feira que mediadores estão avançando com a definição de um formato para negociações diplomáticas com os Estados Unidos, sinalizando que o diálogo entre Teerã e Washington poderia começar “nos próximos dias”. O anúncio ocorre em meio a ameaças do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível ataque ao país se conversas sobre um novo acordo nuclear com a nação persa avançar — que as autoridades iranianas disseram não configurar um ultimato. Fontes do governo iraniano afirmam que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, solicitou a abertura de negociações com os americanos.
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— Países da região estão atuando como mediadores na troca de mensagens — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, sem dar detalhes sobre o conteúdo das negociações em potencial. — Diversos pontos foram abordados e estamos examinando e finalizando os detalhes de cada etapa do processo diplomático, que esperamos concluir nos próximos dias. Isso diz respeito ao método e ao formato.
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Trump aumentou a pressão sobre o regime dos aiatolás na semana passada, ao afirmar que o tempo estava “se esgotando” para a abertura de um processo de diálogo sobre as pretensões nucleares do Irã. O presidente americano deslocou para o Oriente Médio uma força naval maior do que a enviada para o Caribe antes da ação que levou à captura de Nicolás Maduro na Venezuela — apesar dos sinais negativos de aliados regionais para uma ação de fato.
Apesar da forte reação no campo das comunicações durante a semana passada, a diplomacia do Irã rejeitou nesta segunda-feira ter recebido um ultimato de Trump para chegar a um acordo nuclear — o que contraria uma declaração do americano, que disse ter dado um prazo para início das negociações.
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— [O Irã] é um país que sempre age com honestidade e seriedade em processos diplomáticos, mas nunca aceita ultimatos. Por essa razão, tal declaração não pode ser confirmada — disse Baqaei em uma coletiva de imprensa, ao ser questionado se o país havia recebido um ultimato dos EUA.
Uma fonte governamental não identificada citada pela agência de notícias Fars nesta segunda-feira afirmou que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu a abertura de negociações com Washington, sobre a questão nuclear. O jornal estatal Iran e o jornal reformista Shargh também divulgaram a notícia.
Terrorismo e repressão
O regime teocrático voltou à mira de potências ocidentais após a repressão contra as manifestações iniciadas no fim do ano passado, que começaram pela crise econômica do país. Milhares de pessoas foram mortas, segundo organizações internacionais, e forçaram uma reação por parte da comunidade internacional. Também na semana passada, a União Europeia designou a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista — algo que fez o governo iraniano convocar embaixadores europeus em Teerã.
— Ontem [domingo] e hoje [segunda-feira], representantes de todos os Estados-membros da UE com embaixadas em Teerã foram convocados ao Ministério das Relações Exteriores — disse o porta-voz iraniano, acrescentando que novas ações estavam previstas. — Esta é uma medida mínima [antes que novas represálias sejam anunciadas em breve].
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Em meio ao processo de condenação diplomática, a TV estatal iraniana publicou que quatro cidadãos estrangeiros, cujas nacionalidades não foram especificadas, foram presos no Irã por “participação em distúrbios”.
— Esses indivíduos foram presos durante uma operação [na província de Teerã] — disse a emissora, sem especificar a data das prisões. — Durante uma busca na mochila de um dos suspeitos, foram encontradas quatro granadas de efeito moral caseiras, usadas durante os tumultos e confrontos na região.
O Irã acusou Israel e os EUA de incitação e de fomentar os protestos. A agência de inteligência israelense, Mossad, fez uma publicação provocativa nas redes sociais no início da inquietação social, afirmando que estaria “ao lado” dos manifestantes em solo — o que ajudou a alimentar a narrativa por parte do governo iraniano de que os protestos eram ações estrangeiras com objetivo de desestabilizar o regime.
Oficialmente, o governo iraniano afirma que a grande maioria das vítimas dos incidentes são membros das forças de segurança ou civis mortos por “terroristas”. ONGs sediadas no exterior, que mapeiam os acontecimentos no país a partir de fontes próprias, acusam as forças de segurança de alvejar deliberadamente os manifestantes. (Com AFP)
Um homem de 57 anos e um cachorro de pequeno porte foram encontrados mortos no domingo dentro de uma van veterinária móvel no bairro do Queens, em Nova York. A polícia investiga se ambos foram vencidos pela fumaça de monóxido de carbono liberada por um gerador acoplado ao veículo.
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Agentes que atenderam a uma chamada para a emergência por volta das 9h25 foram acionados para uma antiga van Ford estacionada em uma avenida no bairro de Flushing, informou a polícia. O homem e o animal foram declarados mortos no local.
Do lado de fora da van, um homem de 73 anos foi encontrado inconsciente, com um ferimento na cabeça causado por uma aparente queda no gelo, segundo as autoridades. Ele foi levado ao NewYork-Presbyterian Queens e estava em condição estável.
A família identificou a vítima fatal como Ashraf Hussein, veterinário que trabalhava na van oferecendo atendimento a animais de estimação de famílias de baixa renda. Segundo os parentes, ele saiu para trabalhar no sábado e não voltou para casa.
Investigadores relataram à família que a neve acumulada ao redor da van pode ter bloqueado as saídas de ventilação do gerador, fazendo com que o monóxido de carbono se espalhasse pelo interior do veículo e deixasse inconscientes os dois homens e o cachorro, de acordo com Mahmoud Hussein, filho mais velho do veterinário.
Cachorro estava sobre mesa cirúrgica
Ainda segundo a polícia, o homem de 73 anos acordou, conseguiu rastejar para fora da van, mas escorregou na neve e desmaiou após a queda. O nome dele não foi divulgado oficialmente, mas um relatório interno o identificou como Garo Alexanian, morador da rua onde o veículo estava estacionado.
Moradora do quarteirão, Shari Jenkins, de 54 anos, contou que o filho aquecia o carro na manhã de domingo quando viu Alexanian cambalear para fora da van. Em seguida, ao se virar e caminhar de volta em direção ao veículo, ele caiu no chão.
O filho chamou a mãe, que correu até o vizinho e tentou falar com ele. Alexanian ainda conseguiu acenar com a mão, mas começou a perder a consciência. Jenkins disse que o amparou enquanto pedia ajuda. “Ele disse: ‘Você pode me levar para casa?’”, recordou. “Eu disse: ‘Você não vai para casa, você vai para uma ambulância.’”
Antes de desmaiar, Alexanian disse a ela que “o cirurgião” estava morto dentro da van. Quando os socorristas chegaram, cerca de 15 minutos depois, Jenkins viu um homem imóvel no interior do veículo e o cachorro, também sem sinais de vida, sobre uma mesa cirúrgica.
Hussein imigrou do Egito ainda jovem e trabalhou como taxista por anos enquanto buscava a licença para atuar como veterinário em Nova York, contou o filho. A viúva, Marwa Mansour, afirmou que ele atendia na van às terças-feiras e aos sábados, às vezes passando a noite no local quando realizava cirurgias. Hussein também trabalhava no Aadobe Animal Hospital, em Staten Island.
“Todos os clientes perguntavam por ele”, disse Mansour, emocionada. “‘Onde está o médico egípcio? Onde está o médico egípcio?’”
A van operava como Low Cost Vet Mobile, um serviço veterinário voltado a donos de animais de baixa renda. De acordo com documentos judiciais, Alexanian controla tanto a instituição de caridade proprietária das vans quanto a empresa responsável por sua gestão.
Ativista de longa data na defesa do cuidado humanitário com animais, Alexanian já escreveu uma coluna sobre o tema para o New York Daily News. Segundo ele afirmou em um processo de 2021 contra vizinhos, sua empresa também prestava serviços para a central telefônica 311 da cidade.
Na ação judicial, Alexanian disse ser diretor executivo da Companion Animal Network, organização sem fins lucrativos que utilizava sua empresa de gestão, a Vet Mobile, para operar as vans. Em troca, a empresa ficaria com 25% dos lucros.
De acordo com o site do serviço, a clínica móvel oferece desde vacinas de rotina até cirurgias de emergência, com exames completos a partir de US$ 25. Ainda segundo a página, os médicos já trataram 51 mil animais e realizaram mil cirurgias de grande porte.
Não estava claro, até o domingo, se o negócio era licenciado ou se havia passado recentemente por inspeção. Um porta-voz do departamento de saúde da cidade disse não ter informações disponíveis.
Morador a poucas casas do local, Eduardo Alvarado, de 34 anos, contou ter ouvido estalos vindos do gerador na noite de sábado, enquanto construía um boneco de neve com o filho de 9 anos. Um técnico apareceu para consertar o equipamento, e Alexanian saiu de casa para ajudar.
Segundo Alvarado, os barulhos aumentaram enquanto os homens trabalhavam, o que o deixou apreensivo. “Eu disse: ‘Volta para cá, só por precaução, caso aquilo exploda’”, relatou.
Antes de entrar em casa, ele viu um casal deixar um cachorro de pequeno porte na van, que, segundo vizinhos, costumava receber clientes até tarde da noite.
O veículo estava estacionado em frente ao prédio onde mora Jenkins, que fez a ligação para o 911. Ela disse acreditar que a tragédia poderia ter sido evitada.
“Eu realmente sinto que isso poderia ter sido evitado se ele tivesse operado em um consultório e não em uma van”, disse. “Vidas poderiam ter sido salvas. Alguém perdeu seu animal hoje.”
Hussein completaria 54 anos ainda neste mês, segundo a viúva. Casados desde 1999, após se conhecerem por meio de amigos da família, eles tinham três filhos, de 17, 20 e 25 anos. O sogro do veterinário, Ahmed Mansour, de 74 anos, afirmou que a família pretende enviar o corpo para o Egito, onde Hussein nasceu, para sepultamento na cidade de Asyut.
Uma australiana de 22 anos morreu após um acidente em um teleférico na estação de esqui de Tsugaike Mountain, na vila de Otari, no Japão. Brooke Day participava de um programa de férias-trabalho no país e sofreu ferimentos graves enquanto praticava snowboard no local, neste domingo (1).
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Segundo informações das autoridades e da administração do resort, a mochila da jovem teria ficado presa à fivela do teleférico. Brooke acabou sendo arrastada pela neve, enquanto a alça de seu colete ortopédico permanecia presa ao equipamento. Funcionários acionaram o botão de emergência para interromper o funcionamento do elevador, mas a australiana já apresentava uma parada cardíaca quando foi socorrida.
Investigação e manifestações oficiais
Brooke foi levada de ambulância a um hospital da região, onde morreu pouco depois de dar entrada. Natural de Queensland, ela trabalhava como recepcionista em uma clínica de fisioterapia dentro do resort. Em descrições pessoais, a jovem se definia como sociável e dizia gostar de “conhecer os pacientes e fazê-los se sentirem acolhidos e valorizados”. A mídia japonesa chegou a divulgar o nome dela de forma incorreta, erro posteriormente corrigido.
Em nota, o resort Tsugaike Mountain e a empresa Tsugaike Gondola Lift Co. pediram desculpas pelo ocorrido e informaram que será aberta uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente. O diretor executivo da companhia também expressou condolências à família e afirmou que a empresa prestará todo o apoio necessário. Já o Departamento de Relações Exteriores e Comércio da Austrália declarou estar oferecendo assistência consular à família da jovem e lamentou a morte.
O caso ocorre em meio a uma sequência recente de acidentes envolvendo teleféricos em diferentes países. Em Montenegro, um turista alemão de 34 anos morreu após uma cadeira deslizar cerca de 70 metros para trás e colidir com outro assento na estação de Savin Kuk, perto de Žabljak; sua esposa ficou presa ao equipamento por horas. Em janeiro de 2025, na estação espanhola de Astún, em Huesca, a ruptura de uma polia provocou a queda de um teleférico de aproximadamente 15 metros, deixando dezenas de feridos e mobilizando helicópteros, bombeiros e dezenas de ambulâncias, segundo a Guarda Civil.
Um homem de 24 anos foi atendido no sábado no pronto-socorro do Hospital Rangueil, em Toulouse, na França, após dar entrada com um artefato explosivo alojado no reto. A informação foi confirmada por uma fonte hospitalar ao jornal La Dépêche du Midi e repercutida por veículos nacionais como o Le Figaro.
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De acordo com os relatos, o paciente procurou o hospital, no sudeste da cidade de Toulouse, afirmando ter inserido um objeto no corpo. Durante a avaliação cirúrgica, a equipe médica identificou a necessidade de remover uma granada coletora com cerca de 20 centímetros, descrita pela imprensa francesa como um artefato da época da Primeira Guerra Mundial.
Diante do risco potencial de explosão, o hospital acionou uma unidade especializada em desativação de bombas. Os bombeiros do departamento de Haute-Garonne foram mobilizados para garantir a segurança durante o procedimento, informou o SDIS de Haute-Garonne.
Procurado pela Agence France-Presse, um porta-voz do corpo de bombeiros afirmou não haver mais informações a divulgar sobre o caso. Já o Centro Hospitalar Universitário de Toulouse informou que não comentaria o ocorrido.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um homem teve um ataque de fúria e correu pelo teto de uma aeronave no Aeroporto de Manises, em Valência, um dos principais destinos turísticos da Espanha. O episódio ocorreu no sábado (31) e provocou um atraso de cerca de duas horas em um voo da companhia Vueling com destino a Amsterdã.
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O viajante conseguiu subir na parte superior do avião enquanto outros passageiros aguardavam no terminal. Vídeos gravados no local registram o homem interagindo com funcionários em terra, gritando, batendo no peito e fazendo gestos provocativos, inclusive como se estivesse dançando sobre a fuselagem.
Veja o momento:
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Ação da Guarda Civil e apuração do caso
Em determinado momento, o homem abre uma mochila preta, retira uma lata, bebe o conteúdo e arremessa o recipiente no chão, além de jogar um corta-vento branco na pista. Não ficou claro se os objetos foram lançados na direção dos funcionários. As imagens mostram ainda o passageiro correndo ao longo da fuselagem e tapando os ouvidos com as mãos, em um gesto de birra, enquanto continuava a zombar da equipe no solo.
Imagens circulam nas redes sociais
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Segundo o portal local Las Provincias, o homem permaneceu no topo da aeronave por ao menos dez minutos, até ser convencido pela Guarda Civil a descer pela escada lateral de embarque. A corporação confirmou que ele não portava nenhuma arma e que foi solicitada assistência médica no local. Ainda de acordo com o jornal, o passageiro foi denunciado por violar as normas de segurança aérea.
A Autoridade Espanhola de Aeroportos e Navegação Aérea (Aena) informou que o episódio não representou risco à segurança dos passageiros nem afetou o tráfego aéreo do aeroporto. Após o incidente, a aeronave passou por uma inspeção detalhada, com a equipe de manutenção da Vueling examinando a parte superior da fuselagem para descartar danos. Concluídas as verificações técnicas, o voo foi liberado para seguir viagem. A companhia aérea foi procurada para comentar o caso.

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