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Documentos oficiais revelam que um detento libertado de uma prisão escocesa em 2016 após diagnóstico de tumor cerebral segue vivo uma década depois. O caso integra um conjunto de libertações concedidas por razões humanitárias nos últimos dez anos, política prevista para situações excepcionais, como doenças terminais ou incapacidade médica grave.
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Segundo dados do governo da Escócia divulgados à revista 1919, nesta semana, mais de 20 presos foram soltos nesse período sob esse regime. Desde 2016, 18 dos 22 libertados já morreram. Dos quatro restantes, não há registro oficial de data de falecimento. O Serviço Prisional Escocês recusou-se a divulgar os nomes, argumentando que os direitos à informação pessoal devem ser preservados — o que sugere que esses detentos ainda estejam vivos.
Libertações por doença grave sob escrutínio
Entre os casos citados está o do preso libertado da HMP Shotts em 2016 por causa de um tumor cerebral. A lista inclui ainda um detento solto da HMP Edinburgh em 2020 após diagnóstico de câncer de pulmão e outro libertado em 2021 da HMP Shotts, também com câncer de pulmão em estágio terminal. A legislação permite que ministros concedam licença humanitária quando se prevê a morte em curto prazo ou quando o preso se encontra gravemente incapacitado, além de situações em que a segurança do detento esteja seriamente comprometida ou a expectativa de vida seja reduzida pelo encarceramento.
Uma das decisões mais controversas nesse âmbito ocorreu em 2009, quando o então secretário de Justiça Kenny MacAskill autorizou a libertação do terrorista de Lockerbie, Abdelbaset al-Megrahi, diagnosticado com câncer de próstata. À época, MacAskill afirmou que a decisão era exclusivamente sua e que o condenado deveria “ter permissão para retornar à Líbia para morrer”. Al-Megrahi, único condenado pelo atentado de 1988, viveu mais três anos com a família, superando o prognóstico de três meses que embasou a medida.
O governo escocês afirma que os ministros recebem recomendação independente do Conselho de Liberdade Condicional antes de qualquer decisão. Em nota, um porta-voz declarou que a libertação antecipada por razões humanitárias é considerada apenas em circunstâncias excepcionais, após um “rigoroso processo de avaliação”. A decisão, acrescentou, exige a convicção de que o risco de reincidência ou de ameaça à ordem pública é baixo e pode ser adequadamente gerenciado, com supervisão, cuidados e tratamento garantidos na comunidade. “O processo busca o equilíbrio entre a compaixão e a responsabilidade primordial de proteger a segurança pública”, afirmou.
As revelações nos Arquivos Epstein, divulgadas ao público pelo Departamento de Justiça dos EUA, prejudicaram a reputação de um dos intelectuais de esquerda mais renomados e críticos do capitalismo: o linguista, ativista e filósofo americano Noam Chomsky, de 97 anos. Em correspondências com Jeffrey Epstein, acusado de abuso e tráfico de menores (entre outras acusações), Chomsky aparece como conselheiro em meio ao escândalo que envolve as alegações.
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Em um e-mail de fevereiro de 2019, o autor de Quem Manda no Mundo? (um livro recomendado pelo presidente venezuelano Hugo Chávez) a aconselhou a “não reagir”, insinuando que o movimento #MeToo era responsável por criar “histeria sobre o abuso de mulheres”. Em junho daquele ano, Epstein foi encontrado morto em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York.
Nas redes sociais, Chomsky passou de ser apelidado de “pai” da gramática gerativa para “pai” da gramática degenerativa, imitando suas descobertas científicas que ainda são ensinadas em todas as universidades, devido à sua controversa amizade com Epstein.
Em 2023, o The Wall Street Journal revelou que Chomsky havia recebido US$ 270.000 de uma conta ligada a Epstein, embora ele tenha negado que o dinheiro tivesse sido enviado diretamente por seu amigo. De acordo com arquivos desclassificados, com um novo lote de documentos divulgado no fim de semana, esse não é o único favor que ele supostamente recebeu.
Em 2019, quando o financista já havia sido acusado de tráfico de crianças e estupro, Chomsky escreveu um e-mail para seu amigo: “Tenho visto o tratamento horrível que você está recebendo da imprensa e do público. É doloroso dizer isso, mas acho que a melhor coisa a fazer é ignorar. Tenho bastante experiência, embora, é claro, não nessa escala. Uma busca no Google mostrará muitas acusações histéricas de todos os tipos, até mesmo de grupos dedicados a me difamar. Não dou atenção a menos que me contatem para comentar sobre um assunto específico. É um incômodo, mas é a melhor maneira. As mesmas conclusões podem ser tiradas das experiências de outras pessoas, em alguns casos, amigos próximos.”
Para Chomsky, a melhor estratégia era o silêncio. “O que os abutres desejam desesperadamente é uma resposta pública, que por sua vez proporciona uma oportunidade pública para uma avalanche de ataques venenosos, muitos deles vindos de meros caçadores de publicidade ou lunáticos de todos os tipos, que são impossíveis de responder (como provar que você não é um neonazista que quer matar judeus, ou um estuprador, ou qualquer outra acusação que lhe seja feita?)”, argumenta ele em seu e-mail.
“Isso é particularmente verdadeiro agora com a histeria que se desenvolveu em relação ao abuso de mulheres, que chegou ao ponto em que até mesmo questionar uma acusação é um crime pior do que assassinato. Para praticamente todos que veem algo disso, a reação será ‘onde há fumaça, há fogo, talvez um fogo descontrolado’ (sejam quais forem os fatos, que poucos se darão ao trabalho de investigar).”
E ele insiste: “Em geral, acho melhor não reagir a menos que sejamos questionados diretamente, principalmente no clima atual, que presumo que irá passar, mesmo que não há tempo de evitar muito sofrimento e angústia. É difícil dizer, mas é o melhor conselho que consigo pensar.”
Quando Epstein tentou reabilitar sua imagem pública após sua condenação em 2006 por aliciar uma menor para prostituição (um objetivo que ele conseguiu alcançar graças à sua rede de influência), ele divulgou uma carta de Chomsky. “Conheci Jeffrey Epstein há seis anos”, dizia a carta de apoio do linguista.
“Desde então, mantemos contato regular, com conversas longas e muitas vezes profundas sobre uma ampla gama de tópicos, incluindo nossas áreas de especialização e trabalho profissional, mas também sobre muitos outros em que compartilhamos interesses. Tem sido uma experiência muito valiosa para mim.”
Segundo Chomsky, Epstein o ensinou os meandros do sistema financeiro e ajudou sua segunda sócia, Valeria Wasserman Chomsky , que também trocou vários e-mails com Epstein e sua secretária entre 2015 e 2019.
Para seu crédito, ela não visitou a mansão de Epstein na “ilha dos milionários pedófilos” no Caribe . “Eu ainda quero ir para o Caribe, mas parece que teremos que esperar”, respondeu Chomsky em 2016; Epstein insistiu: “O Caribe é perto do Brasil. Se você quiser, será sempre bem-vinda, e Valeria pode encontrá-la lá”. No entanto, ela e sua parceira se hospedaram no “charmoso apartamento” de Epstein em Manhattan.
Chomsky também apoiou o astrônomo Lawrence Krauss , que foi acusado de abuso sexual e demitido da Universidade Estadual do Arizona em 2018. Krauss, por sua vez, defendeu Epstein, afirmando que sempre o via com mulheres “de 19 e 23 anos ao seu redor”.
Trinta anos após o rapto de seu bebê, Chen Mingxia ainda convive com a dor da perda. A lembrança do filho, sequestrado quando tinha menos de um ano, segue viva, como a de milhares de famílias chinesas atingidas por um tráfico de crianças alimentado pela preferência cultural por filhos homens durante a vigência da política do filho único.
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Com um mechão de cabelo e vestindo um pijama verde, Li dormia enroscado entre os pais naquela quente noite de verão de 1995 em que foi levado, recorda a mãe, hoje com 52 anos, em entrevista à AFP.
Sete ou oito homens invadiram a casa da família na província de Cantão, no sul do país. Após serem espancados e amarrados, os pais ficaram impotentes, ouvindo o choro do bebê.
“Levaram o meu bebê” e desapareceram, relata Chen, por telefone, com a voz embargada.
Não há estatísticas oficiais que dimensionem a magnitude do fenômeno, mas especialistas estimam que milhares de crianças tenham desaparecido dessa forma na China nas décadas de 1980 e 1990.
Na maioria dos casos, os menores e seus pais biológicos foram vítimas de sequestradores que agiam sob encomenda de famílias desesperadas por ter um filho homem. Meninas indesejadas eram frequentemente abandonadas ou até vendidas.
À época, o país aplicava de forma rigorosa a política do filho único, adotada para conter o crescimento populacional, impulsionar o desenvolvimento e combater a pobreza. A medida só foi abolida em 2016 — e hoje a China enfrenta o problema oposto: uma acentuada queda populacional.
A taxa de natalidade caiu no ano passado ao nível mais baixo desde o início dos registros, em 1949, segundo dados oficiais divulgados em janeiro.
Filhos homens
Nos dias que se seguiram ao sequestro de Li, Chen Mingxia e o marido saíam de casa antes do amanhecer para procurá-lo nas montanhas próximas. O menino estava a poucas semanas de completar um ano.
— Eu me culpo muito por não ter podido celebrar o primeiro aniversário dele com ele — diz a mãe.
Ela afirma que seu “maior desejo” é reencontrar o filho. “Sinto como se tivesse uma enorme pedra sobre o coração. Se eu não o encontrar, será um grande pesar pelo resto da minha vida.”
— É uma dor terrível — resume.
Segundo Jingxian Wang, pesquisadora do King’s College de Londres, o tráfico de menores era alimentado em parte por “um desejo profundamente enraizado de perpetuar a linhagem patriarcal”.
— Considerava-se que um herdeiro homem era o único que podia garantir a continuidade familiar — explica, destacando que o sobrenome é transmitido pelos filhos do sexo masculino.
Xu Guihua, tia de um menino de quatro anos desaparecido em 1995, relata que seis crianças que viviam em sua rua, na província de Guizhou, no sudoeste da China, sumiram entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990.
O sobrinho voltava sozinho para casa, a pé, a partir do mercado onde a mãe vendia verduras. Nunca chegou.
— Como poderíamos saber que havia tantos traficantes de pessoas naquela época?” — questiona Xu: — Não havia vigilância. Por isso os traficantes de pessoas podiam agir com tanta liberdade.
‘Sinto sua falta’
Em 2024, as autoridades chinesas lançaram uma ampla campanha contra o tráfico de pessoas. Diversas condenações à morte foram decretadas, entre elas a de Yu Huaying, executada em fevereiro de 2025 após ser considerada culpada pelo sequestro e tráfico de 17 crianças entre 1990 e 2000.
As estratégias de busca também mudaram radicalmente. Se nos anos 1990 pais aflitos percorriam o país em buscas solitárias, hoje recorrem às redes sociais para tentar alcançar os cerca de um bilhão de internautas chineses.
Aplicativos como Xiaohongshu, equivalente ao Instagram, e Douyin, a versão chinesa do TikTok, estão repletos de avisos de desaparecimento publicados por famílias, com fotos, descrições físicas e datas dos sequestros.
Xu Guihua conta que chegou a percorrer várias províncias com cartazes do sobrinho na mão.
— Por que você não aparece? Por que não se mostra e nos encontra? Sua tia, seu pai e sua mãe têm procurado você por toda parte — diz ela: — Sinto muito a sua falta.
Um turista tailandês de 65 anos morreu após ser atacado por um elefante selvagem durante uma caminhada matinal no Parque Nacional de Khao Yai, no centro da Tailândia. O caso ocorreu por volta das 5h30 desta segunda-feira (2) e foi presenciado pela esposa da vítima e por outros campistas que estavam no local.
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Identificado como Jirathachai Jiraphatboonyathorn, o homem caminhava com a esposa quando foi surpreendido pelo elefante macho conhecido como Phlai Oyewan. Segundo relatos das autoridades do parque, o animal avançou contra o turista, derrubou-o e o pisoteou. A vítima morreu no local.
A esposa conseguiu escapar após guardas do parque afastarem o elefante, informou o chefe do Parque Nacional de Khao Yai, Chaiya Huayhongthong. Equipes de resgate e paramédicos constataram ferimentos graves, incluindo múltiplas fraturas.
Animal já está ligado a outras mortes
Em declaração ao Bangkok Post, um guarda-parque afirmou que o elefante estava no cio no momento do ataque e já havia matado dois moradores anteriormente. Huayhongthong confirmou que esta foi a terceira morte atribuída ao mesmo animal e disse que há suspeitas de envolvimento em outros casos ainda não esclarecidos.
As autoridades devem se reunir na sexta-feira para decidir o destino do elefante. Entre as possibilidades avaliadas estão a transferência do animal ou medidas para alterar seu comportamento, sem detalhar quais ações seriam adotadas.
Conflitos entre humanos e elefantes têm aumentado no país. Desde 2012, mais de 220 pessoas — incluindo turistas — morreram em ataques de elefantes selvagens, segundo o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas. No mesmo período, a população de elefantes selvagens cresceu de 334, em 2015, para quase 800 no ano passado, o que levou o governo a adotar vacinas contraceptivas em fêmeas para conter o avanço descontrolado.
Casos recentes reforçam o alerta. Em janeiro do ano passado, uma turista espanhola de 22 anos morreu após ser atingida por um elefante enquanto participava de uma atividade turística em um santuário no sul da Tailândia. Em dezembro de 2024, outro visitante morreu em um parque nacional na província de Loei, no norte do país. Embora ataques sejam raros, especialistas alertam que elefantes podem reagir de forma agressiva quando se sentem ameaçados ou ao proteger filhotes.
Doze pessoas entraram no Egito a partir da Faixa de Gaza na segunda-feira (2), primeiro dia da reabertura parcial da passagem de Rafah. A informação foi confirmada nesta terça-feira (3) por uma fonte que atua na fronteira e falou à agência AFP.
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“Cinco feridos e sete acompanhantes atravessaram o posto fronteiriço”, afirmou a fonte. Segundo autoridades egípcias, o fluxo segue sob rígido controle: no máximo 50 pacientes podem deixar Gaza por dia, cada um acompanhado por até duas pessoas.
Ainda na segunda-feira, um funcionário do Ministério da Saúde do Egito informou à AFP que três ambulâncias transportaram pacientes palestinos, que “foram imediatamente examinados para determinar para qual hospital seriam transferidos”.
De acordo com a emissora estatal AlQahera News, próxima aos serviços de inteligência egípcios, o país mobilizou uma ampla estrutura para receber os feridos: 150 hospitais, 300 ambulâncias, além de 12 mil médicos e 30 equipes de emergência.
A situação sanitária em Gaza, no entanto, permanece crítica. Quase “20.000 pacientes, incluindo 4.500 crianças, têm necessidade urgente de atendimento médico”, afirmou Mohammed Abu Salmiya, diretor do hospital Al Shifa, o maior do território palestino.
Fechada desde maio de 2024 pelo Exército israelense, a passagem de Rafah foi reaberta na segunda-feira de forma extremamente limitada nos dois sentidos. Apesar disso, Israel mantém severas restrições e segue impedindo a entrada de ajuda humanitária internacional pela fronteira.
Esperança e ansiedade
Em meio ao frágil cessar-fogo, que tanto Israel quanto o Hamas acusam ter sido violado, doentes e feridos esperam com particular ansiedade por uma chance de deixar o território em busca de ajuda médica especializada — uma vez que a ajuda humanitária no território, já precária há anos pela guerra, ficou ainda mais sob risco, com a ordem israelense para saída da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) de Gaza, após recusa em fornecer a lista de seus funcionários palestinos.
— Quanto mais espero, pior fica o meu estado, e temo que os médicos tenham de amputar minhas duas pernas — contou Zakaria, um homem de 39 anos ferido em 2024 em um bombardeio israelense, questionado pela AFP sobre a reabertura.
Mohamed Nasir, outro homem palestino ferido em ação israelense, afirmou à agência francesa que a saída de Gaza era sua única chance de encontrar a ajuda médica necessária para sua condição de saúde.
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Bashar Taleb/AFP
— A passagem de Rafah é um salva-vidas — disse Nasir. — Preciso de uma operação séria que não está disponível em Gaza.
Embora os enfermos sejam tratados como prioridade, não são os únicos a esperarem pela chance de se afastarem da guerra. Asma al-Arqan, uma estudante palestina, disse vislumbrar um futuro melhor com a abertura de Rafah, porque lhe permitiria prosseguir com os estudos no exterior.
O porta-voz do Hamas em Gaza, Hazem Qasem, advertiu no domingo que “qualquer obstrução ou condição prévia imposta por Israel” constituiria uma violação” da trégua.
Condições no terreno
Enquanto a embaixada palestina no Cairo informou que os cidadãos que desejassem voltar a Gaza só poderiam levar uma quantidade limitada de pertences, sem objetos metálicos ou eletrônicos, e com quantidades limitadas de medicamentos, uma fonte na fronteira declarou à AFP que apenas algumas dezenas de pessoas chegaram pelo lado egípcio nesta segunda-feira na esperança de conseguir entrar em Gaza.
Interlocutores palestinos dizem que os cidadãos do enclave prefeririam retornar a seu território ancestral, mas que isso está condicionado a uma reconstrução da região, dizimada pela guerra e atualmente inserida em uma realidade de miséria e entrada de ajuda controlada por Israel — o único posto de controle por onde entram carregamentos com insumos é o de Kerem Shalom, dentro do território do Estado judeu.
A ingerência sobre a ajuda internacional foi alvo de críticas da relatora especial da ONU para os territórios ocupados, Francesca Albanese. Em uma publicação no X, a autoridade se manifestou sobre a proibição de entrada da Médicos Sem Fronteiras em Gaza, afirmando que Israel não tem “autoridade” para tomar tal decisão.
“Israel NÃO tem autoridade para impedir a entrada de ninguém no território palestino que ocupa ilegalmente. Parem de normalizar a ocupação ilegal cedendo aos seus ditames. Respeitem a deliberação do Tribunal Penal Internacional: obriguem Israel a pôr fim à ocupação. A hora da justiça é AGORA”, escreveu a relatora. (Com AFP)
O início do julgamento criminal de Marius Borg Høiby, nesta terça-feira, abre uma semana crítica para a monarquia da Noruega. Acusado de 38 crimes, incluindo quatro de estupro, o filho da princesa herdeira Mette-Marit passa a responder na Justiça em um dos processos mais graves já enfrentados por alguém ligado à família real, ainda que ele não exerça funções oficiais nem integre formalmente a Casa Real.
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O julgamento ocorre no Tribunal Distrital de Oslo e deve durar sete semanas.
Marius foi preso inicialmente há um ano e meio, após um episódio violento no apartamento de uma mulher na capital. As acusações incluem estupro com a vítima inconsciente, outras três acusações de estupro por agressão sexual contra mulheres incapacitadas, agressões físicas, ameaças, abuso repetido de parceiras, violações de ordens judiciais, crimes relacionados a drogas e infrações de trânsito.
Às vésperas do início do processo, a situação se agravou. Marius foi detido novamente nesta segunda-feira, sob suspeita de agressão, ameaças com faca e violação de uma ordem de restrição. A polícia determinou sua prisão preventiva por quatro semanas, o que o faz iniciar o julgamento sob custódia. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.
Diante da grande atenção pública, o tribunal impôs regras rigorosas, proibindo fotografias de Marius dentro ou fora do tribunal e qualquer divulgação que possa identificar as quatro mulheres que o acusam de estupro. A família real decidiu não comparecer às audiências, alegando compromissos oficiais do rei Harald V e da rainha Sonja no exterior, decisão que, segundo analistas, reforça a percepção de isolamento do réu.
A defesa afirma que Marius nega a maioria das acusações, especialmente as relacionadas a violência e abuso sexual, embora admita delitos de menor gravidade. Ele deve depor pela primeira vez durante o julgamento e, se condenado, pode enfrentar uma pena de pelo menos dez anos de prisão.
Envolvimento com o caso Epstein
O processo também intensifica a pressão sobre a princesa herdeira Mette-Marit, que recentemente se tornou alvo de críticas após a divulgação de contatos passados com Jeffrey Epstein.
Ela admitiu ter demonstrado “pobre julgamento” e perdeu o posto de alta patrona do prêmio anual Shameless Prize, concedido pela fundação Sex and Society. O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre pediu que ela “explique a extensão dos contatos que ocorreram”.
Apesar da crise, a monarquia ainda mantém apoio majoritário da população, com 73% favoráveis à sua continuidade.
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Jeffrey Epstein afirmou ser um dos criminosos sexuais menos perigosos e rejeitou a imagem de vilão absoluto em uma entrevista em vídeo incluída no mais recente lote de documentos publicados no fim de semana pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
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Com cerca de duas horas de duração, a entrevista foi conduzida por Steve Bannon, ex-assessor do presidente americano Donald Trump. A gravação parece ter sido feita na residência de Epstein em Nova York, em data não informada.
O financista se suicidou em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais contra menores. Desde dezembro, o governo americano vem divulgando milhões de documentos relacionados ao caso, com base em uma lei de transparência.
“Você acha que é o diabo em pessoa?”, pergunta Bannon a Epstein em um dos trechos do vídeo divulgado no novo lote de arquivos.
“Não, mas eu tenho um bom espelho”, responde Epstein, sorrindo, vestido com camisa preta e óculos. Ao ser questionado novamente, acrescenta: “Não sei. Por que você diria isso?”.
Epstein, que se declarou culpado em 2008 por solicitar uma menor para prostituição, também minimiza a gravidade de sua condenação ao longo da conversa. Ele contesta a classificação feita por Bannon de que seria um “predador sexual de classe três”, categoria que indica ameaça muito séria à segurança pública nos Estados Unidos.
“Não, eu sou o mais baixo”, diz Epstein.
“Mas um criminoso”, insiste Bannon, ao que Epstein responde: “Sim”.
‘Ética é um tema complicado’
A troca ocorre após Bannon questionar se a fortuna de Epstein seria “suja”, por ter sido obtida ao assessorar “as piores pessoas do mundo”. O financista afirma que ganhou dinheiro de forma legal, mas reconhece que “a ética é sempre um tema complicado”.
Como forma de justificar sua trajetória, Epstein diz ter feito doações para ajudar a erradicar a pólio no Paquistão e na Índia.
Os documentos também revelam que Bannon manteve correspondência regular com Epstein, que teria se oferecido para ajudar a difundir a ideologia conservadora do ex-assessor de Trump na Europa.
Desde que Trump tomou posse, em janeiro de 2025, autoridades americanas divulgaram milhões de páginas sobre Epstein, além de fotos e vídeos. O material lança luz sobre vínculos do financista com executivos do mundo dos negócios, como Bill Gates, da Microsoft; celebridades, como o cineasta Woody Allen; e acadêmicos e políticos, incluindo Trump e o ex-presidente Bill Clinton.
Mais de meio século após o encerramento do programa Apollo, a Nasa se prepara para levar astronautas novamente à Lua. A retomada faz parte do programa Artemis, iniciativa que busca recolocar humanos em missões tripuladas ao espaço profundo e estabelecer as bases para uma presença duradoura fora da órbita terrestre.
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O próximo passo desse plano é a missão Artemis II, primeiro voo tripulado do programa. A missão terá como objetivo testar, em condições reais, todos os sistemas necessários para levar astronautas à órbita lunar e, em etapas futuras, à superfície do satélite natural. Segundo a Nasa, a Lua também deverá funcionar como plataforma para missões mais ambiciosas, como a ida do homem a Marte.
Testes cruciais fora da órbita da Terra
A Artemis II será a primeira missão com astronautas a bordo da cápsula Orion, lançada pelo foguete SLS (Sistema de Lançamento Espacial). Diferentemente da Artemis I, realizada sem tripulação, o foco agora é avaliar o desempenho da espaçonave quando operada por humanos em ambiente de espaço profundo, além da órbita baixa da Terra.
A tripulação será composta por quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. O lançamento está previsto para 8 de fevereiro, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com duração aproximada de dez dias.
Após a decolagem, a Orion realizará duas órbitas elípticas ao redor da Terra, alcançando altitudes superiores às da Estação Espacial Internacional. Essa etapa permitirá testar sistemas críticos, como navegação, comunicação e suporte à vida, antes de a nave seguir em direção à Lua.
Um dos principais focos da missão é validar os sistemas de suporte à vida, responsáveis por gerar oxigênio, remover dióxido de carbono e manter condições seguras para os astronautas durante longos períodos. A tripulação também executará manobras manuais de controle da espaçonave, treinando procedimentos que serão necessários em futuras missões lunares.
Além disso, a Artemis II servirá para avaliar o desempenho das comunicações em grandes distâncias, que passam a depender da Rede de Espaço Profundo da Nasa. De acordo com a agência, o programa Artemis não se limita ao retorno à Lua, mas busca testar tecnologias, ampliar o conhecimento científico e abrir caminho para a exploração humana de Marte.
O mundo está ficando mais silencioso — e isso pode ser um mau presságio. A redução acelerada de insetos em diferentes regiões do planeta tem acendido um alerta entre cientistas e profissionais da saúde, que enxergam no fenômeno um sinal precoce de instabilidade ecológica capaz de afetar diretamente a alimentação e o bem-estar humanos.
O alerta mais recente foi feito pelo médico intensivista Joseph Varon, radicado em Houston, no Texas, que comparou o desaparecimento de insetos a um momento crítico da medicina, quando o silêncio repentino de um paciente indica falha sistêmica, não melhora. Em artigo publicado no site The Defender, Varon afirmou que besouros, borboletas, mariposas, moscas, mosquitos e abelhas estão sumindo em ritmo alarmante, o que classificou como um “aviso crítico”.
Segundo o médico, a perda desses animais ameaça a base da alimentação humana. Frutas, verduras, nozes e leguminosas dependem diretamente da polinização, e o declínio dos insetos pode reduzir não apenas a quantidade, mas também a qualidade nutricional dos alimentos. Vitaminas, minerais e antioxidantes essenciais à imunidade e à prevenção de doenças crônicas tendem a se tornar mais escassos, com impactos que a ciência ainda começa a dimensionar.
Um colapso silencioso já em curso
Evidências científicas reforçam o alerta. Um estudo conduzido na Alemanha, que monitorou a biomassa de insetos voadores em áreas naturais protegidas por quase três décadas, identificou uma queda superior a 75% até 2016, mesmo em regiões afastadas da atividade industrial. Avaliações globais apontam que mais de 40% das espécies de insetos estão atualmente em declínio, e projeções indicam que até um quarto delas pode estar extinta ou sob alto risco até 2030.
Para Varon, o fenômeno tem valor clínico. Os insetos funcionariam como “sentinelas biológicas”, por terem ciclo de vida curto e alta sensibilidade a alterações ambientais. “Quando um sistema sensível falha primeiro, ele sinaliza perigo iminente”, escreveu. A exposição a pesticidas, alterações químicas e outros estressores ambientais afeta esses organismos muito antes de os efeitos se tornarem evidentes em humanos.
O médico cita, por exemplo, os neonicotinoides, pesticidas que atuam no sistema nervoso dos insetos, mas que têm vias biológicas semelhantes em mamíferos. Exposições crônicas de baixo nível, ainda que não provoquem sintomas imediatos, podem estar associadas à disfunção imunológica, metabólica e ao aumento de doenças crônicas na população.
Na prática clínica, esses impactos já começariam a aparecer, segundo Varon, no aumento de reações alérgicas, resistência a antibióticos e deficiências nutricionais. Casos de infecções recorrentes ou de feridas de cicatrização lenta, por exemplo, podem refletir a redução de micronutrientes como vitamina C e zinco, associada à perda de polinizadores.
Para o médico, integrar a saúde ambiental à prática médica é uma medida urgente. Agir agora, afirma, pode ajudar a evitar uma crise ecológica de grandes proporções. “As civilizações não caem apenas por guerras ou crises econômicas”, escreveu no The Defender. “Elas entram em colapso quando os sistemas vivos que as sustentam são silenciosamente desmontados.”
À primeira vista, a cena parece improvável: iguanas-verdes espalhadas por quintais, calçadas e ruas após uma noite de frio intenso no sul da Flórida. O fenômeno, registrado durante a recente onda de baixas temperaturas, não está ligado a chuvas, ventos extremos ou acidentes isolados, mas a uma reação fisiológica dos próprios animais ao frio.
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As iguanas são répteis de sangue frio e dependem da temperatura ambiente para regular suas funções vitais. Quando os termômetros se aproximam do ponto de congelamento, esses animais entram em estado de torpor, uma espécie de paralisia temporária que reduz drasticamente seus movimentos. Imóveis, elas perdem a capacidade de se manter presas aos galhos e acabam caindo das árvores.
Especialistas ouvidos pela imprensa local explicam que áreas próximas à água tendem a agravar o problema. Segundo Jessica Kilgore, da Iguana Solutions, o ar frio associado à umidade e aos ventos intensifica a perda de calor corporal, tornando os animais ainda mais vulneráveis. Em episódios anteriores de geada, ela relatou ao canal Local 10 News ter encontrado iguanas congeladas especialmente em regiões litorâneas.
Apesar da aparência, muitas iguanas encontradas no chão não estão mortas. Com o aumento gradual da temperatura ao longo do dia, parte delas pode recuperar os movimentos. Ainda assim, o período de imobilidade as deixa expostas a atropelamentos, ataques de predadores e ferimentos, o que explica a mobilização das autoridades ambientais.
Diante da situação, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC) lançou uma campanha emergencial para o recolhimento dos animais afetados. A iniciativa inclui uma autorização temporária para que moradores, mesmo sem licença, possam capturar e transportar iguanas-verdes até pontos designados, sempre sob supervisão técnica, segundo informações do Naples Daily News.
A campanha também está inserida em um contexto mais amplo de controle ambiental. A iguana-verde é considerada uma espécie invasora na Flórida. Dados da FWC indicam que mais de 600 espécies não nativas já foram registradas no estado, a maioria introduzida por meio do comércio legal de animais vivos. Pelo menos 139 delas se reproduzem livremente no ambiente natural.
O frio extremo afeta ainda outras espécies exóticas. De acordo com Ian Bartoszek, da Conservancy of Southwest Florida, temperaturas baixas podem ser letais para a píton-birmanesa. Relatórios do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), citados pelo The News-Press, alertam, porém, que alguns indivíduos já apresentam adaptações genéticas que ampliam sua tolerância ao frio.
Embora eventos como esse provoquem redução temporária na população de répteis invasores, especialistas destacam que o fenômeno não elimina o problema. A recorrência das quedas de iguanas durante frentes frias reforça a necessidade de políticas permanentes de monitoramento e controle, especialmente em um cenário de extremos climáticos cada vez mais frequentes.

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