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Um homem condenado por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um campo de golfe na Flórida, em 2024, foi sentenciado nesta quarta-feira à prisão perpétua por um tribunal federal. A decisão foi anunciada pela juíza Aileen Cannon, em Fort Pierce, no mesmo tribunal onde, em setembro, o réu Ryan Routh causou tumulto ao tentar se ferir com uma faca logo após o júri considerá-lo culpado de todas as acusações.
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Segundo informações divulgadas pela AP, o Ministério Público havia solicitado prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando que Routh não demonstrou arrependimento nem pediu desculpas pelo crime. A defesa, por sua vez, pediu uma pena de 27 anos de prisão, ressaltando que o condenado está próximo de completar 60 anos.
Além da prisão perpétua, Routh recebeu uma pena adicional de sete anos de detenção por uma das condenações relacionadas ao porte de arma, a ser cumprida de forma consecutiva.
A sentença estava inicialmente marcada para dezembro, mas foi adiada após a juíza aceitar o pedido do réu para ser representado por um advogado na fase final do processo. Durante a maior parte do julgamento, Routh optou por fazer sua própria defesa.
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Promotores dos Estados Unidos afirmaram, em um memorando apresentado à Justiça, que Ryan Routh não demonstrou arrependimento nem assumiu responsabilidade por seus atos e, por isso, deveria passar o resto da vida na prisão, conforme as diretrizes federais de condenação.
Routh foi considerado culpado por tentar assassinar um importante candidato à Presidência, usar arma de fogo para a prática de crime, agredir um agente federal, portar arma sendo condenado por crime grave e utilizar uma arma com número de série adulterado. Segundo a Promotoria, o réu “nunca pediu desculpas pelas vidas que colocou em risco” e apresenta “desprezo quase total pela lei”.
A defesa pediu uma pena inferior à prevista nas diretrizes. O novo advogado de Routh, Martin L. Roth, solicitou uma condenação de 20 anos de prisão, além de uma pena obrigatória de sete anos por uma das infrações relacionadas a armas, argumentando que o réu está prestes a completar 60 anos e não deveria morrer na prisão.
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De acordo com os autos, Routh passou semanas planejando o ataque antes de apontar um rifle em direção ao então candidato republicano Donald Trump, que jogava golfe em 15 de setembro de 2024 em seu clube em West Palm Beach, na Flórida.
Um agente do Serviço Secreto responsável pela segurança de Trump afirmou em juízo que avistou o suspeito antes de o ex-presidente entrar em seu campo de visão e reagiu ao ver a arma apontada em sua direção, levando Routh a abandonar o rifle e fugir sem disparar.
Em um pedido posterior para ser representado por um advogado, Routh fez declarações consideradas inadequadas pela Justiça, chegando a sugerir uma troca de prisioneiros e a afirmar que Trump poderia “descontar suas frustrações” nele. Ao analisar o pedido, a juíza Aileen Cannon criticou o tom do documento, classificando-o como uma “encenação desrespeitosa”, mas decidiu autorizar a assistência jurídica em nome do devido processo legal.
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Indicada por Trump em 2020, Aileen havia autorizado anteriormente que Routh se defendesse sozinho durante o julgamento, direito assegurado pela Suprema Corte dos Estados Unidos a réus considerados aptos a abrir mão de um advogado. Defensores públicos federais acompanharam o processo como assessores.
O réu possui um histórico de condenações criminais anteriores e deixou registros públicos de hostilidade ao ex-presidente. Em um livro publicado de forma independente, chegou a incitar o Irã a assassiná-lo e escreveu que, como eleitor de Trump, deveria assumir parte da responsabilidade por sua eleição.
A polícia uruguaia desmantelou um grupo criminoso, composto por uruguaios, brasileiros e paraguaios, que cavou um túnel para acessar o sistema de esgoto no centro histórico de Montevidéu, supostamente com o objetivo de assaltar um banco. A operação policial ocorreu na tarde desta terça-feira, quando, após meses de investigação, o local usado como base para o plano foi invadido.
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O Ministério Público confirmou à AFP nesta quarta-feira que uma audiência judicial está em andamento com dezenas de detidos. Vários dos presos “possuem documentos paraguaios e brasileiros”, disse uma fonte do Ministério do Interior à AFP.
O plano “muito provavelmente tinha como alvo um banco na região, no que poderia ter sido o ‘assalto do século'”, disse o ministro do Interior, Carlos Negro, a repórteres enquanto liderava a operação policial, que ainda está em andamento.
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O centro financeiro da cidade está localizado no centro histórico de Montevidéu, e o túnel foi escavado em uma área com vários bancos, incluindo a sede do Banco República, que é estatal.
A investigação teve ramificações e levou à apreensão de drogas no departamento de Canelones, que faz fronteira com Montevidéu, segundo fontes policiais que divulgarão detalhes da operação ainda nesta quarta-feira. Acredita-se que os detidos tenham ligações com organizações criminosas que atuam na região, informou a imprensa local.
O jornal americano Washington Post informou seus funcionários nesta quarta-feira que estava iniciando uma ampla onda de demissões que devem dizimar as áreas de esportes, notícias locais e cobertura internacional da organização. De acordo com duas pessoas com conhecimento da decisão, a empresa está demitindo cerca de 30% de todos os seus funcionários. Isso inclui pessoas da área comercial e mais de 300 dos aproximadamente 800 jornalistas da redação, disseram as fontes.
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Os cortes são um sinal de que Jeff Bezos, que se tornou uma das pessoas mais ricas do mundo vendendo produtos na internet, ainda não descobriu como construir e manter uma publicação on-line lucrativa. O jornal cresceu bastante durante os primeiros anos sob sua gestão, mas a empresa vem apresentando dificuldades mais recentemente.
Matt Murray, editor-executivo do jornal, afirmou em uma teleconferência na manhã com funcionários da redação que a empresa vinha acumulando prejuízos por muito tempo e não estava atendendo às necessidades dos leitores. Ele disse que todas as seções seriam afetadas de alguma forma e que o resultado seria uma publicação ainda mais focada em notícias e política nacionais, além de negócios e saúde, e bem menos em outras áreas.
— Seja como for, hoje é sobre nos posicionarmos para nos tornarmos mais essenciais na vida das pessoas em um cenário midiático cada vez mais concorrido, competitivo e complexo — disse Murray. — E depois de alguns anos em que, francamente, o The Post enfrentou dificuldades.
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Em um e-mail, Murray explicou melhor a justificativa, afirmando que o jornal estava “muito preso a uma era diferente, quando éramos um produto impresso local dominante” e que o tráfego de buscas on-line, em parte devido à ascensão da IA ​​generativa, havia caído quase pela metade nos últimos três anos. Ele acrescentou que a “produção diária de notícias do The Post caiu substancialmente nos últimos cinco anos”. “Mesmo produzindo muitos trabalhos excelentes, com muita frequência escrevemos a partir de uma única perspectiva, para uma parcela específica do público”.
A seção de esportes será fechada, embora alguns de seus repórteres permaneçam e passem a trabalhar na seção de reportagens especiais, cobrindo a cultura esportiva. A seção de notícias locais será reduzida, e a seção de livros será fechada, assim como o podcast diário de notícias “Post Reports”.
Murray informou à equipe que, embora a cobertura internacional também fosse reduzida, os repórteres permaneceriam em quase uma dúzia de locais. Repórteres e editores no Oriente Médio foram demitidos, assim como na Índia e na Austrália. Segundo duas pessoas a par da sua decisão, Peter Finn, editor da seção, pediu para ser despedido em vez de se envolver no planejamento dos cortes, assim que soube da sua dimensão.
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À medida que os e-mails notificando os funcionários sobre suas demissões começaram a chegar às caixas de entrada, os jornalistas do WP começaram a avisar seus colegas que seus cargos haviam sido cortados. “Eliminado”, “Eliminado”, “Eliminado”, diziam as mensagens que trocavam entre si.
No final de 2023, Bezos contratou Will Lewis como editor para encontrar um caminho de volta à lucratividade para o jornal, que vinha sofrendo com a queda de audiência e o declínio das assinaturas. Lewis experimentou diversas mudanças para transformar a organização, notadamente a adoção de inteligência artificial para impulsionar comentários, podcasts e agregação de notícias.
Grande parte de sua gestão foi tumultuada, incluindo uma reformulação da liderança da redação e o escrutínio de seus vínculos com um escândalo de grampos telefônicos enquanto trabalhava para a News Corp. Pouco antes da eleição presidencial de 2024, Lewis anunciou uma nova política de Bezos que encerrava os endossos presidenciais pelo conselho editorial do WP, o que bloqueou um rascunho de endosso à candidata democrata, a vice-presidente Kamala Harris. Centenas de milhares de assinantes cancelaram suas assinaturas em resposta.
Em uma reunião de equipe em 2024, Lewis alertou que o jornal estava em apuros.
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— Estamos perdendo muito dinheiro — disse ele. — Seu público caiu pela metade nos últimos anos. As pessoas não estão lendo o que vocês publicam.
No final de 2024, Bezos descreveu a luta em uma entrevista em uma conferência organizada pelo New York Times:
— Salvamos o Washington Post uma vez e vamos salvá-lo uma segunda vez.
O WP está longe de ser o único veículo de comunicação com dificuldades para alcançar a lucratividade. Para muitos, a circulação impressa continua em queda livre, o tráfego digital foi prejudicado pela inteligência artificial e o público se fragmentou em diversas plataformas de mídia social. Os veículos de comunicação tiveram que experimentar diferentes fontes de receita, como eventos e assinaturas premium, para compensar as perdas.
“Este é um dia trágico para o jornalismo americano, para a cidade de Washington e para o país como um todo”, disse Jeff Stein, principal correspondente econômico do WP, que não estava entre os demitidos. “Estou de luto pelos repórteres que amo e cujo trabalho defendeu os valores mais verdadeiros e nobres da profissão”, disse ele em um comunicado ao New York Times. “Eles estão sendo punidos por erros que não cometeram.”
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Don Graham, cuja família foi proprietária do WP por mais de meio século e supervisionou sua expansão para um jornal de primeira linha que revelou o escândalo de Watergate, disse em uma publicação no Facebook que “teria que aprender uma nova maneira de ler o jornal, já que comecei pela página de esportes no final da década de 1940”.
Marty Baron, ex-editor executivo do WP, afirmou em um comunicado que quarta-feira “está entre os dias mais sombrios da história de uma das maiores organizações de notícias do mundo”. “As ambições do Washington Post serão drasticamente reduzidas, sua equipe talentosa e corajosa será ainda mais diminuída e o público será privado do jornalismo investigativo e baseado em fatos em nossas comunidades e ao redor do mundo, que é mais necessário do que nunca”, escreveu Baron.
Um ataque massivo e persistente de piranhas (Parona signata) em uma praia da província de Entre Ríos, na Argentina, está causando preocupação. Nos últimos dias, mais de 40 pessoas sofreram mordidas desses peixes e, devido à gravidade dos ferimentos, uma das vítimas teve um dedo parcialmente amputado.
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A Praia Victoria tornou-se palco desses incidentes, que colocaram banhistas e autoridades em alerta. O salva-vidas no local, Alejandro Martín, confirmou ao jornal local El Once que prestou socorro a 46 pessoas feridas. “Todos os casos eram graves”, afirmou.
Entre os incidentes mais graves, o salva-vidas relatou que uma piranha “arrancou a ponta do dedo de uma das vítimas” e acrescentou que pelo menos outras cinco pessoas ficaram feridas na última segunda-feira em decorrência de novos ataques. Vários dos feridos precisaram ser levados ao Hospital Fermín Salaberry por precaução.
O centro de saúde emitiu um comunicado oficial após atender sete pessoas — crianças e adultos — no domingo, vítimas de mordidas de piranha sofridas no riacho Vitória.
“Relembramos à comunidade que existem placas nas diversas praias proibindo o banho, com o objetivo de proteger a saúde pública e prevenir acidentes”, enfatizaram as autoridades.
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Diante do risco de novos ataques, os salva-vidas hastearam bandeira vermelha para proibir a entrada na água. No entanto, Martín alertou que muitos visitantes “não veem as placas e entram mesmo assim”. Entre as medidas em consideração está a instalação de uma rede ancorada no leito do rio ao longo da margem para impedir que as piranhas se aproximem das áreas de banho. O salva-vidas lembrou que mais de 320 ataques foram registrados no ano passado.
Especialistas indicam que as altas temperaturas favorecem a presença de palometas, peixes carnívoros aparentados às piranhas, caracterizados por seus dentes afiados e comportamento agressivo quando se sentem ameaçados ou quando há escassez de alimento. Eles tendem a atacar em grupo e podem infligir ferimentos graves em questão de segundos, representando um risco para os banhistas, especialmente em casos de sangramento.
O Clã do Golfo, principal cartel do tráfico de drogas na Colômbia, suspenderá as negociações de paz no Catar com o governo de Gustavo Petro, em rejeição aos acordos do presidente com Donald Trump para atacar seu líder. A organização responsável pelo maior volume de exportação de cocaína a partir da Colômbia protestou depois que os presidentes priorizaram ações militares e de inteligência contra seu chefe, Chiquito Malo, durante uma reunião na terça-feira na Casa Branca.
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À margem dos diálogos de paz em Doha, Petro expressou a Trump a necessidade de atacar o líder do Clã do Golfo, segundo informou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez.
“Isso seria um atentado contra a boa-fé e os compromissos” assumidos até o momento no Catar, afirmou a organização narcotraficante na rede social X, ao anunciar que se retirará da mesa de negociações “provisoriamente” enquanto seus integrantes fazem consultas sobre o anúncio.
“O presidente Petro colocou seus interesses pessoais acima do bem maior, que é a paz nos territórios”, acrescentou.
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Mudança de rumo
Integrantes do governo confirmaram à AFP que a conta que publicou a mensagem pertence à organização de origem paramilitar, que se autodenomina Exército Gaitanista da Colômbia.
Essa nova estratégia entre os dois países muda o rumo das relações entre Colômbia e Estados Unidos, que haviam sido afetadas pelos constantes embates nas redes entre Trump e Petro.
Antes de se reunir com Trump, o presidente de esquerda da Colômbia vinha sendo pressionado por sua suposta falta de firmeza contra as máfias, motivo pelo qual os Estados Unidos lhe impuseram sanções.
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O governo e o Clã do Golfo haviam anunciado em setembro o início de conversas no Catar com vistas a um desarmamento em troca de benefícios legais.
Petro enfrentou fortes críticas por sua política de negociar a paz com os principais grupos armados do país, que teriam se fortalecido durante seu mandato. No caso do Clã do Golfo, o próprio governo reconhece que o grupo aumentou em número de integrantes.
Venezuela
Além de Chiquito Malo, a Colômbia apontou diante de Trump Iván Mordisco, líder da principal dissidência das Farc que não abandonou as armas após o acordo de paz de 2016, e Pablito, um dirigente da guerrilha do ELN que atua na fronteira com a Venezuela.
— Não são alvos novos para a Colômbia em si, mas são alvos novos para uma ação conjunta entre a Colômbia e os Estados Unidos — afirmou o ministro Sánchez à Caracol Radio.
Chiquito Malo assumiu a liderança do clã após a captura, em outubro de 2021, de Otoniel, extraditado para os Estados Unidos. O segundo na hierarquia do grupo, conhecido como Gonzalito, morreu no fim de semana afogado após sofrer um acidente em uma embarcação quando seguia para uma zona de paz pactuada com o governo.
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Em janeiro, o comandante do ELN, Antonio García, disse à AFP que estava disposto a se unir a Iván Mordisco para enfrentar Washington.
Sánchez acrescentou que Colômbia e Estados Unidos convidarão a Venezuela a se juntar à nova ofensiva para combater o narcotráfico.
Essa ofensiva “significa interagir com maiores capacidades em termos de inteligência, mas aplicando a força em cada território segundo a soberania das próprias nações”. A intenção “é que a Venezuela também se integre a essa linha”, afirmou Sánchez.
O ministro precisou que, no caso da Colômbia, os Estados Unidos colaborariam em tarefas de inteligência, mas “a aplicação da força será feita” pelas forças de segurança colombianas.
A Justiça da Argentina solicitou nesta quarta-feira a extradição do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, aos Estados Unidos, a fim de que o líder chavista responda por acusações de crimes contra a Humanidade perante a justiça do país. Maduro está atualmente detido em Nova York, após ter sido capturado durante uma operação militar em Caracas, na madrugada de 3 de janeiro.
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O pedido de extradição foi assinado pelo juiz federal Sebastián Ramos. O diário argentino Clarín e a agência francesa AFP tiveram acesso ao documento judicial, que cita o princípio da “jurisdição universal” para justificar a medida — segundo o qual, crimes contra a Humanidade podem ser investigados e processados em qualquer país do mundo, independente de onde ocorram, e mesmo que não haja um processo judicial no país onde foram cometidos.
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“Cumpram-se os rigorosos requisitos estabelecidos no referido Tratado [de Extradição, assinado em 1997 entre EUA e Argentina] e processe-se o pedido de extradição por meio da Diretoria de Assistência Jurídica Internacional do Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto à Nação, juntamente com a documentação necessária”, determinou o juiz Ramos.
O caso faz parte de um processo em andamento na Argentina contra Maduro e outros membros do regime venezuelano, incluindo o ministro do Interior Diosdado Cabello, decorrente de duas denúncias apresentadas pela Fundação George e Amal Clooney (CFJ) e, separadamente, pelo Fórum Argentino para a Defesa da Democracia (FADD).
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Em 2023, as duas organizações apresentaram uma denúncia contra o governo venezuelano por violações de direitos humanos, invocando o princípio da jurisdição universal. As duas denúncias, posteriormente, foram consolidadas em um único processo.
Os tribunais argentinos determinaram a existência de “um plano sistemático de repressão”, incluindo “desaparecimentos forçados, tortura, assassinatos e perseguição” contra uma parcela da população civil desde 2014. Em 2024, as autoridades argentinas emitiram mandados de prisão contra Maduro e de cerca de trinta integrantes do regime.
Não é a primeira vez que tribunais argentinos aplicam o princípio da jurisdição universal. Em 2021, uma investigação foi aberta para apurar alegações de crimes cometidos por militares de Myanmar contra a minoria muçulmana do país. Em 2022, uma investigação criminal contra o ditador nicaraguense, Daniel Ortega, já havia sido iniciada. (Com AFP)
Uma série de ataques a vilarejos no estado de Kwara, no centro-oeste da Nigéria, deixou pelo menos 162 pessoas mortas, segundo comunicado da Cruz Vermelha e autoridades locais, em um dos episódios de violência mais letais no país nos últimos meses.
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O ataque ocorreu na noite de terça-feira no vilarejo de Woro e em outra comunidade próxima, Nuku, quando homens armados invadiram as localidades, dispararam contra moradores, incendiaram casas, lojas e partes da infraestrutura local, e executaram vítimas enquanto muitas tentavam fugir para o matagal.
— Relatos indicam que o número de mortos agora chega a 162, enquanto as buscas por mais corpos continuam — afirmou Babaomo Ayodeji, secretário da Cruz Vermelha no estado de Kwara, atualizando um balanço preliminar mais baixo divulgado anteriormente.
Entre os desaparecidos está o rei tradicional da comunidade, Alhaji Salihu Umar, cujo paradeiro permanece desconhecido após a investida dos homens armados, de acordo com relatos locais.
O ataque foi confirmado pela polícia, que ainda não divulgou um número oficial de vítimas, e pelo governo estadual. O governador de Kwara, AbdulRahman AbdulRazaq, condenou o ataque como uma “covardia” de grupos armados pressionados pelas campanhas de segurança no estado.
— Uma expressão covarde de frustração por parte de células terroristas, em resposta às campanhas antiterrorismo em andamento em partes do estado — declarou.
A Nigéria enfrenta uma complexa crise de segurança, com grupos extremistas, milícias armadas e gangues atuando em diversas regiões do país, incluindo um aumento de sequestros e ataques a comunidades rurais. Grupos jihadistas atuam no nordeste e no noroeste, enquanto a violência intercomunitária é predominante nos estados centrais.
Autoridades nigerianas têm intensificado operações militares contra esses grupos, mas a violência e os ataques a civis continuam, ampliando a pressão sobre as forças de segurança e gerando preocupação internacional sobre a escalada do conflito.
Com informações de AfricaNEWS e AFP
As chuvas “extraordinárias” provocadas pela tempestade Leonardo atingiram a Península Ibérica nesta quarta-feira (4), afetando principalmente o sul da Espanha, onde mais de 3 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, o serviço ferroviário ficou praticamente paralisado e muitas estradas foram fechadas.
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A agência meteorológica estatal Aemet manteve o alerta vermelho (o nível mais elevado) nesta quarta-feira nas serras de Grazalema, Ronda e na região do Estreito de Gibraltar, devido ao “perigo extraordinário” representado pelas chuvas torrenciais.
“A tempestade Leonardo está trazendo chuvas extraordinárias (…), uma situação que será ainda mais agravada pelo fato de já ter chovido muito nas últimas semanas, o solo estar muito saturado e os leitos dos rios já estarem com muita água”, alertou no X Rubén del Campo, porta-voz da Aemet.
Por precaução, “mais de 3 mil pessoas de áreas sujeitas a inundações” deixaram suas casas nas províncias de Cádiz, Jaén e Málaga, segundo os serviços de emergência da Andaluzia.
O serviço ferroviário foi praticamente suspenso em toda a Andaluzia, conforme relatado pela Renfe, a empresa ferroviária estatal espanhola, e os portos marítimos da região também foram fechados.
As escolas permanecerão fechadas nesta quarta-feira em toda a região, exceto na província de Almería, na parte mais oriental da Andaluzia.
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A Península Ibérica está na linha de frente das mudanças climáticas, sofrendo com ondas de calor cada vez mais longas e episódios mais frequentes de chuvas intensas há anos.
Em Portugal, 200 pessoas saíram de suas casas nesta quarta-feira nas regiões centrais do país, segundo a Proteção Civil, que indicou que, desde domingo, os serviços de emergência responderam a mais de 3.300 ocorrências, principalmente devido a enchentes, queda de árvores e deslizamentos de terra.
Em Alcácer do Sal, cerca de 100 quilômetros ao sul de Lisboa, o rio Sado transbordou, inundando a principal avenida do centro da cidade, e o nível da água continuava subindo na tarde desta quarta-feira, conforme constataram jornalistas da AFP.
Portugal foi atingida por diversas tempestades sucessivas nas últimas semanas, sendo a mais devastadora a tempestade Kristin, que deixou cinco mortos e causou danos materiais generalizados.
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Tom Homan, o “czar da fronteira” da Casa Branca, afirmou nesta quarta-feira que o governo federal vai retirar imediatamente 700 agentes de segurança de Minneapolis, reduzindo a ofensiva do governo Trump contra a imigração na região. Segundo ele, cerca de 2.000 agentes continuarão atuando no estado.
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A mudança ocorre após o envio de milhares de agentes e policiais federais a Minnesota, uma mobilização que, segundo autoridades do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), representou a “maior operação da agência até hoje”.
Homan afirmou que autoridades federais em Minnesota fizeram progressos significativos no trabalho conjunto com governos estaduais e locais, apesar de algumas divergências. Um “número sem precedentes de condados” passou a cooperar com as autoridades federais, permitindo que o ICE assuma a custódia de imigrantes em situação irregular antes que eles sejam liberados das prisões locais, acrescentou.
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Segundo Homan, essa cooperação criou um “ambiente mais seguro” para que os agentes de imigração realizem prisões, o que permite reduzir o número de efetivos na região.
— Isso é aplicação inteligente da lei, não menos aplicação da lei — disse.
Homan também destacou que os agentes de imigração passarão a se concentrar em operações mais direcionadas, priorizando a prisão de criminosos que representem ameaça à segurança pública. Na semana passada, ele afirmou que esse tipo de atuação é “a forma como sempre fizemos”, mas que “acabamos nos afastando um pouco disso”.
(Com The New York Times)
Khrystyna Yurchenko trabalhou duro para construir uma vida na região do Donbas, no leste da Ucrânia, onde dedicou toda sua energia ao popular estúdio de dança do qual é proprietária. Ela abriria mão de tudo, disse, por uma paz duradoura — somando-se a um número crescente ucranianos que afirmam que entregariam a parte da região ainda controlada pelas forças do país à Rússia, se isso pusesse fim à guerra.
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A opinião sobre a cessão de território representa uma mudança notável para uma população exausta de guerra. Abrir mão de territórios que a Rússia não conseguiu capturar foi, por muito tempo, uma “linha vermelha”. Mas o que antes parecia impossível agora parece menos improvável, à medida que o Kremlin insiste que as negociações de paz apoiadas pelos EUA só avançarão se a Ucrânia concordar em se retirar do Donbas.
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— Para mim, a paz é a prioridade, e se houvesse a certeza de que não haveria mais guerra após cedermos o Donbas, eu estaria pronta para partir — disse Khrystyna, acrescentando que apoiaria a rendição do território apenas se os aliados da Ucrânia oferecessem garantias sólidas para a segurança do país no pós-guerra.
O futuro do Donbas está entre as questões mais espinhosas enquanto a Ucrânia, a Rússia e os EUA continuam tratativas diplomáticas em Abu Dhabi, nesta quarta-feira.
A Ucrânia passou anos fortificando cidades no Donbas e perdeu um número enorme de soldados defendendo a região industrial. O território abrange partes de várias províncias, incluindo Donetsk e Luhansk. A Ucrânia ainda detém cerca de 20% de Donetsk, mas perdeu todo o território de Luhansk.
Para a Rússia, capturar o Donbas — onde Moscou perdeu muito mais soldados do que a Ucrânia — permitiria reivindicar algum nível de vitória, mesmo ficando muito aquém do seu objetivo de subjugar toda a Ucrânia.
Em declarações públicas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o governo continua avesso a uma retirada unilateral do Donbas. Mas ele também sugeriu certa flexibilidade, dizendo que tanto a Rússia quanto a Ucrânia devem estar preparadas para concessões, enquanto a Ucrânia sofre pressão no campo de batalha e na mesa de negociações.
Fumaça sobe de dois ataques com drones em Sloviansk, em junho de 2025: Mais ucranianos estão dispostos a abrir mão da porção restante da região de Donbas ainda controlada pela Ucrânia se isso significar um fim definitivo para a guerra
Tyler Hicks/The New York Times
As pesquisas de opinião refletem uma crescente abertura a concessões territoriais. Em maio de 2022, dois meses após as forças ucranianas repelirem o Exército russo nos arredores da capital, Kiev, uma pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev revelou que 82% dos ucranianos acreditavam que o país não deveria render território sob nenhuma circunstância. No levantamento mais recente do instituto, publicado na última segunda-feira, 40% dos entrevistados disseram que apoiariam a entrega do Donbas em troca de garantias de segurança.
Os dois números não são diretamente comparáveis, pois as pesquisas anteriores não vinculavam garantias de segurança à questão da cessão de território. No entanto, o resultado acompanha outros dados de pesquisa que mostram uma aceitação crescente de concessões territoriais.
Ainda assim, a maioria dos ucranianos permanece oposta à ideia. Muitos dizem estar preparados para continuar enfrentando dificuldades, incluindo a campanha da Rússia para destruir a infraestrutura energética do país durante um inverno rigoroso.
Renunciar ao Donbas poderia fragmentar a sociedade ucraniana, dizem analistas. Também poderia remodelar o legado de Zelensky: de um líder heróico que defendeu o Estado para um que permitiu a ocupação russa de territórios controlados pela Ucrânia, onde hoje vivem cerca de 190 mil pessoas. Muitos presumivelmente se mudariam para áreas ainda mantidas pela Ucrânia em vez de viver sob o domínio russo, como Khrystyna, a dona do estúdio de dança, disse que faria.
— [Zelensky] ouve o seu povo, e ele não fará isso — disse Yevhen Koliada, chefe do Centro de Coordenação de Socorro, que ajudou a retirar milhares de residentes de áreas de linha de frente, inclusive no Donbas.
Civis são retirados de Kostiantynivka, em outubro de 2025: Em troca da região do Donbas, muitos ucranianos exigem fortes garantias de segurança
Tyler Hicks/The New York Times
Mykhailo Samus, diretor da rede independente de pesquisa New Geopolitics em Kiev, observou que a lei ucraniana proíbe a cessão de território que não tenha sido ocupado por força militar.
Zelensky propôs que as tropas ucranianas e russas recuem a uma distância igual da linha de frente no Donbas para criar uma zona desmilitarizada. Embora tal compromisso pudesse, teoricamente, ser considerado, Samus disse que Putin está seguindo um caminho militar e prometendo tomar a região seja pela força ou por negociações.
Para aqueles que dizem estar dispostos a abrir mão do Donbas, as garantias de segurança são cruciais, afirmam analistas. Muitos temem que, se a Ucrânia retirasse as tropas sem tais garantias, haveria pouco para impedir que a Rússia se reagrupasse e usasse a região para lançar novos ataques nas planícies abertas além das cidades fortificadas do Donbas.
— [Para os ucranianos, as garantias de segurança devem significar] uma garantia de que não haverá um novo ataque e de que os países parceiros são responsáveis por assegurar isso — disse Oleh Saakian, analista político e cofundador da Plataforma Nacional para a Resiliência e Coesão Social.
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Tyler Hicks/The New York Times
Zelensky afirmou que a Ucrânia está pronta para assinar acordos com a Europa e os Estados Unidos sobre garantias de segurança. Embora nações europeias tenham prometido posicionar tropas na Ucrânia após qualquer cessar-fogo, ainda não está claro se elas concordariam em realmente lutar contra a Rússia em defesa da Ucrânia. De qualquer forma, Moscou já declarou oposição ao plano de ter tropas europeias estacionadas na Ucrânia.
Saakian alertou que entregar o Donbas pode não ser suficiente para fazer a Rússia abandonar a guerra.
— É uma grande ilusão pensar que chegar a um acordo com a Rússia sobre alguma linha de demarcação poderia levar até mesmo a uma paz temporária — disse ele.
Aconteça o que acontecer, Khrystyna disse que a paz era o objetivo principal. No entanto, ela também demonstrou preocupação de que mesmo uma grande concessão territorial não seria suficiente para garantir que a Rússia não atacasse novamente.
— Se a Ucrânia entregasse o Donbas, teríamos que nos mudar e construir nossas vidas do zero. Seria um sacrifício difícil, mas valioso, para acabar com a guerra. — disse ela. — Mas quem pode garantir que eu não teria que fazer isso de novo?

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