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A China ultrapassou mais uma vez os limites entre a engenharia e a ficção científica. Desta vez, fez isso com a apresentação do Luanniao, um suposto “porta-aviões espacial” de proporções colossais, parte do chamado Projeto Nantianmen (“Portão Celestial do Sul”), uma iniciativa conceitual do complexo militar-industrial chinês para projetar poder na fronteira da atmosfera e apresentada publicamente com uma estética semelhante à de Star Wars.
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Imagens divulgadas pela mídia estatal mostram uma nave triangular, cinza e com aparência futurista. Mas por trás do impacto visual, reside uma questão mais relevante: será este o prenúncio de uma nova era de militarização do espaço próximo ou, por ora, apenas uma peça de propaganda?
O conceito Luanniao está associado à Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC), a gigante estatal que controla grande parte do desenvolvimento aeronáutico e militar do país. A ideia não é nova: circula há mais de uma década em fóruns técnicos e apresentações da indústria, mas ganhou destaque nos últimos meses após a divulgação de vídeos institucionais mostrando a aeronave em uma operação simulada.
Luanniao tem uma estética que lembra mais ‘Star Wars’ do que a realidade operacional
Reprodução / Governo da China
De acordo com o material divulgado, o Luanniao teria 242 metros de comprimento, uma envergadura de aproximadamente 684 metros e um peso máximo de decolagem estimado em 120.000 toneladas.
Se for concretizado, ultrapassará em escala qualquer aeronave existente e chegará a competir com os maiores navios de guerra em termos de massa.
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Sua missão declarada seria operar no “espaço próximo”, ou seja, no limite superior da atmosfera terrestre. De lá, poderia lançar veículos não tripulados e mísseis, além do alcance da maioria dos sistemas de defesa convencionais.
O projeto conceitual do Luanniao o apresenta como uma plataforma-mãe (ou seja, capaz de fornecer combustível a outras) com capacidade para implantar até 88 caças não tripulados Xuan Nu, concebidos como drones furtivos com alta manobrabilidade e significativa capacidade de carga útil.
A função desses veículos seria lançar mísseis hipersônicos, armas que viajam a velocidades superiores a Mach 5 e cuja trajetória manobrável dificulta a interceptação. Nos últimos anos, a tecnologia hipersônica tornou-se um foco central da competição estratégica entre as potências mundiais.
Luanniao tem uma estética que lembra mais ‘Star Wars’ do que a realidade operacional
Reprodução / Governo da China
Operar acima do alcance típico de mísseis terra-ar e caças convencionais ofereceria, em teoria, uma posição de vantagem. Dessa altitude, a aeronave poderia se posicionar sobre alvos estratégicos e lançar projéteis — uma imagem que resume a ambição do projeto: dominar não apenas o mar e o ar, mas também a fronteira com o espaço.
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Ceticismo
No entanto, a diferença entre a representação e a realidade é grande. Analistas ocidentais, incluindo o especialista em defesa Peter Layton, apontaram que atualmente não existe tecnologia operacional capaz de sustentar uma plataforma desse porte na borda da atmosfera por períodos prolongados.
Um veículo de 120.000 toneladas exigiria sistemas de propulsão completamente novos e quantidades enormes de combustível ou fontes de energia que ainda não estão disponíveis. Além disso, a infraestrutura necessária — foguetes reutilizáveis ​​de grande capacidade e logística de apoio — ainda está em desenvolvimento.
Sugeriu-se na China que o Luanniao poderia estar operacional dentro de 20 a 30 anos, embora vários especialistas estimem que apenas a indispensável base tecnológica exigiria pelo menos mais uma década e meia.
O Luanniao não surgiu do nada. Faz parte de uma estratégia mais ampla de inovação militar que combina avanços reais com uma forte dimensão simbólica.
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Em novembro de 2024, pesquisadores chineses confirmaram o desenvolvimento de um sistema de energia direcionada capaz de concentrar múltiplos feixes de micro-ondas em um único feixe de alta potência. O dispositivo, apelidado informalmente de “Estrela da Morte” de micro-ondas por alguns analistas, teria sido projetado para interferir em sinais de satélite e desativar componentes eletrônicos por meio de uma temporização extremamente precisa.
Um ano depois, a empresa aeroespacial Lingkong Tianxing apresentou o míssil hipersônico YKJ-1000, capaz de atingir Mach 7. O vídeo promocional do sistema incluía referências explícitas a cenários no nordeste da Ásia, o que foi interpretado como uma mensagem geopolítica direta.
O Projeto Nantianmen também inclui o desenvolvimento do caça Baidi de sexta geração, projetado para operar em condições próximas ao espaço, cujo modelo em escala foi exibido em 2024.
Para muitos analistas, esses anúncios têm uma dupla função. Internamente, reforçam a narrativa do progresso tecnológico e da liderança científica do Partido Comunista. Externamente, servem como um alerta: a China está investindo em tecnologias que visam alterar o equilíbrio militar na Ásia e em outras regiões.
A história recente demonstra que algumas capacidades que pareciam inatingíveis (como mísseis hipersônicos operacionais) acabaram se tornando realidade.
Atire primeiro, pergunte depois. Essa tem sido a máxima nas operações dos Estados Unidos no Caribe, sob a desculpe de travar uma guerra contra narcotraficantes. Desta vez, as Forças Armadas dos EUA informaram terem matado dois suspeitos de tráfico de drogas, em um ataque a uma embarcação no Pacífico Leste, elevando o número de mortos na campanha de Washington para pelo menos 128 desde seu início em setembro.
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“Informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de tráfico de drogas no Pacífico Leste e estava envolvida em operações de narcotráfico”, afirmou o Comando Sul dos EUA em um comunicado. Acrescentou ainda que “nenhum militar americano ficou ferido” na operação.
* Matéria em apuração
A cientista brasileira Amália Bastos, da Universidade de St. Andrews (Escócia) conviveu com o macaco bonobo Kanzi em seus últimos meses de vida, durante os quais fez um estudo de destaque internacional. Fascinada por bichos desde criança, ela contou ao GLOBO como se aproximou daquele que era considerado o “Einstein” entre os símios.
Desde seus primeiros anos de vida, Kanzi, que morreu no ano passado, exibia habilidades linguísticas fora do comum para sua espécie. Amália demonstrou em um estudo publicado nesta quinta-feira (5) que ele também era capaz de lidar com objetos imaginários em sua mente, uma capacidade tida como exclusiva dos humanos.
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Para ganhar acesso um animal que já tinha status de superstar na comunidade de cientistas cognitivos, a jovem pesquisadora traçou um longo caminho, que começou antes mesmo da faculdade.
— Eu nasci no Rio, morei até os 18 anos lá, e desde muito cedo tive interesse em animais — conta ela, descrevendo sua infância como um pouco ‘estranha’. — Quando eu falava para minha mãe que eu queria ter algum tipo de bicho, ela dizia: ‘desde que você consiga o animal de graça, você pode ter’. Então, dentro de casa eu tive chinchila, hamster, cachorro, papagaio, calopsita…
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O fascínio de Amália pelas suas criaturas, porém, era mais pelo comportamento do que pela imagem delas.
— Eu sempre me interessei pelo que está passando na cabeça desses animais. Eu observava eles o dia inteiro, ficava imaginando o que eles estariam pensando, e isso acabou depois me levando para caminho de estudar comportamento animal — diz.
Ao concluir o ensino médio, ela já queria fazer graduação para seguir essa área de pesquisa bastante específica, mas não havia opções no Rio. A estudante cogitou procurar a Universidade de São Paulo (USP), que faz estudos sobre inteligência animal no Instituto de Psicologia, mas uma oportunidade diferente surgiu.
Amália se qualificou logo na graduação para uma bolsa do CNPq que lhe permitiu fazer o curso de biologia na Universidade de Oxford, centro de referência mundial na área de pesquisas cognitivas.
— Então fui para a Inglaterra com 18 anos, e dali fui pulando de um lugar para outro — disse. — Fiz a graduação em Oxford, depois um doutorado na Nova Zelândia, na qual trabalhei com papagaios quia, que são endêmicos da ilha Sul do país.
Nessa etapa de sua carreira, Bastos publicou com colegas um estudo mostrando como essas aves de inteligência excepcional uma noção rudimentar de probabilidade e a usam para tomar suas decisões.
Teoria da mente
Tendo publicado também estudos com corvos e muitos artigos sobre comportamento de cães, a pesquisadora fez um pós-doutorado na Califórnia e entrou para o mundo dos primatas quando conheceu o cientista Christopher Krupenye, que já possuía grande reputação em estudos com macacos.
Tendo demonstrado a capacidade extraordinária de chimpanzés de conseguirem intuir o que outras pessoas e animais estão pensando (a habilidade conhecida como “teoria da mente”), o pesquisador americano se interessou pelos trabalhos da colega brasileira.
— Numa conferência, a gente começou a falar sobre primatologia e cognição em primatas, e depois ele me convidou para vir para o laboratório dele na Universidade Johns Hopkins (em Baltimore, EUA) e fazer outro pós-doutorado — conta. — Foi aí que eu comecei a trabalhar com bonobos, uma espécie com a qual eu nunca tinha lidado.
Em termos evolutivos, os bonobos são tão próximos dos humanos quanto os chimpanzés. Em outras palavras, são os nosso parentes mais próximos no reino animal. Apesar do enorme interesse da ciência em conhecê-los para estudos comparativos com a inteligência humana, são poucos os centros de pesquisa no mundo com recursos para estudá-los, seja na natureza ou em cativeiro.
Com sua experiência diversificada na área, Bastos conseguiu como cientista acesso a uma espécie de alto valor para compreender a evolução humana. Mais que isso, desenhou-se a oportunidade de entrar em contato com o indivíduo não humano com a maior capacidade de comunicação conhecida no planeta.
Cócegas fingidas
Kanzi já havia demonstrado em pesquisas anteriores saber diferenciar mais de 300 símbolos desenhados. Sue Savage-Rumbaugh, a cientista que descobriu essa capacidade excepcional do bonobo, estimava que ele sabia reconhecer mais de 3.000 palavras faladas em inglês.
— A gente visitou o Kanzi pela primeira vez em 2023, no centro de pesquisas Ape Initiative, em Iowa, só para entender como ele e os outros bonobos viviam ali — conta. — Quando você vai trabalhar com uma espécie nova, o mais importante é a observação. Só depois é que você começa a criar suas hipóteses, para saber o que vai testar de forma científica.
A ideia de estudar a capacidade de imaginação abstrata veio literalmente de uma brincadeira protagonizada pelo macaco, em um de seus primeiros contatos com ele.
— Eu e um aluno de doutorado estávamos de frente para o Kanzi, atrás de um vidro, e a primeira coisa que ele fez foi apontar para nós, depois apontar para o símbolo que significava ‘cócegas’ num quadro de símbolo que ele tinha — relata. — Então eu e o outro aluno fingimos que estávamos fazendo cosquinha um no outro, e o Kanzi achou isso engraçadíssimo.
Esse episódio semeou a ideia de fazer um experimento para investigar se, de fato, o bonobo entendia quando humanos estavam fingindo um comportamento. Esse trabalho foi coroado nesta semana com destaque na revista Science, a mais disputada do mundo, por Bastos e Krupenye terem demonstrado que a hipótese era verdadeira.
Vida e obra
O estudo publicado agora foi baseado em experimentos que terminaram menos de um ano antes de Kanzi morrer, em março de 2025. Com 44 anos, uma idade bastante avançada para sua espécie, ele estava passando por um tratamento para doença cardíaca que não deu conta de salvá-lo. Sua vida foi celebrada por ter sido um indivíduo que deixou enorme contribuição para a ciência cognitiva.
— Foi muito interessante conviver com ele. Ele sempre queria trabalhar, sempre estava feliz em estar ali — relata a pesquisadora. — Você chamava ele para fazer o estudo, ele vinha correndo, sentava e ficava prestando atenção.
Bastos diz que se sentiu bastante abalada quando soube da morte de Kanzi.
— Todo animal com quem você trabalha vira um colega seu. Você conhece os hábitos peculiares dele e o comportamento dele. Então, para mim, foi como perder um colega de trabalho — conta. — No caso dele foi uma perda muito especial porque não existe, e eu nem acho vai existir, um outro bonobo como o Kanzi.
Os protestos no Irã estão praticamente encerrados, esmagados pela mão pesada do governo, mas a retaliação está apenas começando. Médicos que trataram manifestantes feridos foram presos em massa, comércios importantes foram confiscados e fechados, e a mídia crítica ao regime foi silenciada — tudo para sufocar a possibilidade de novos distúrbios. Até mesmo famílias que realizam funerais para entes queridos mortos durante a repressão foram proibidas de chorar em público. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Venezuela avança na aprovação de uma lei de anistia que abrange crimes como “traição” e “terrorismo” — imputados geralmente a presos políticos — e ampara “infrações” de juízes e promotores. O parlamento, de maioria chavista, iniciou nesta quinta-feira o primeiro dos dois debates regulamentares para a sua aprovação. A AFP teve acesso ao projeto de lei, promovido pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a queda de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os Estados Unidos e a Bolívia estão coordenando a reintegração de seus embaixadores “o mais rápido possível”, após 18 anos de rompimento das relações diplomáticas, disse o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo.
Nenhum dos países tem embaixadores desde setembro de 2008. O então presidente de esquerda, Evo Morales, expulsou o principal diplomata americano da Bolívia, acusando-o de conspirar contra seu governo. A Casa Branca fez o mesmo com o representante boliviano.
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“Naturalmente, abordamos a questão da reintegração dos embaixadores”, e “a ideia é concluir essa tarefa o mais rápido possível”, disse Aramayo, em entrevista virtual, da capital americana.
Ao assumir o cargo em novembro, o governo do presidente de centro-direita Rodrigo Paz buscou uma reaproximação com os Estados Unidos e anunciou a restauração das relações diplomáticas.
Aramayo se reuniu na quarta-feira em Washington com o secretário de Estado Marco Rubio e na quinta-feira com o subsecretário de Estado Christopher Landau. Na quinta-feira, o gabinete do Subsecretário Landau declarou em um comunicado à imprensa que a reunião “reafirmou o compromisso dos Estados Unidos com uma parceria sólida” com o país sul-americano.
Durante os governos socialistas de Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025), os principais aliados da Bolívia foram China, Rússia, Venezuela e Cuba. Houve um distanciamento das principais potências ocidentais.
Aramayo afirmou que o governo de Rodrigo Paz também buscará uma reaproximação semelhante com o Chile, país vizinho com o qual não compartilha embaixadas desde 1978 devido a uma divergência sobre a soberania marítima da Bolívia.
“Temos toda a intenção de fazer isso”, disse ele. Esclareceu, no entanto, que o Estado não abrirá mão de sua reivindicação histórica de acesso ao mar.
O ministro das Relações Exteriores da Bolívia visitou Santiago há algumas semanas e se reuniu com o governo cessante de Gabriel Boric e com o presidente eleito José Antonio Kast, que assumirá o cargo em março.
A Bolívia perdeu seu litoral em uma guerra contra o Chile em 1879.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou um novo site para ajudar os americanos a comprar diretamente alguns medicamentos com desconto, numa tentativa de enfrentar as preocupações com o custo de vida e a inflação que ameaçam seu partido nas eleições legislativas de novembro.
— A partir desta noite, dezenas dos medicamentos prescritos mais usados estarão disponíveis com descontos expressivos para todos os consumidores por meio de um novo site, TrumpRx.gov — disse Trump em um evento na Casa Branca, na quinta-feira, para anunciar a iniciativa batizada com seu próprio sobrenome.
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Ele estava acompanhado do administrador dos Centros de Serviços de Medicare e Medicaid, Mehmet Oz, do chefe de design do governo, Joe Gebbia, e do seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr.
O governo tem destacado seus esforços para reduzir o custo dos medicamentos, incluindo a negociação de acordos com mais de uma dezena das maiores farmacêuticas do mundo, como Eli Lilly, Novo Nordisk e Pfizer, muitas vezes em troca da redução de tarifas que estavam sendo ameaçadas.
Ozempic a US$ 199
Trump afirmou que os mais de 40 medicamentos disponíveis incluirão remédios para perda de peso, como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, que, segundo ele, serão oferecidos diretamente aos consumidores por US$ 199 (cerca de R$ 1.100).
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O presidente também disse que a EMD Serono “vai reduzir drasticamente o custo de seu principal medicamento de fertilização in vitro”:
— Uma única dose do medicamento de fertilização in vitro mais usado no país, o Gonal-F, vai despencar do preço mais alto do mundo desenvolvido, que pagávamos, os Estados Unidos estavam subsidiando todo mundo.
Campanha para driblar efeito da inflação
O site faz parte de uma campanha mais ampla para responder às preocupações dos americanos com o custo de vida, que prejudicaram a percepção dos eleitores sobre a agenda econômica do presidente.
A iniciativa foi anunciada inicialmente em setembro, como parte dos esforços do governo para reduzir os preços dos medicamentos. Ela permite que os pacientes busquem um remédio específico e sejam direcionados às plataformas das farmacêuticas, onde podem comprá-lo com desconto.
Oz e Gebbia apresentaram uma demonstração do site, explicando como os consumidores podem pesquisar medicamentos e encontrar informações sobre preços.
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Saul Loeb/AFP
As plataformas de venda direta contornam os administradores de benefícios farmacêuticos (PBMs), intermediários entre seguradoras e fabricantes. Esses agentes ajudam a definir quais remédios são cobertos e quanto as seguradoras — e, no fim, os pacientes — devem pagar. As farmacêuticas afirmam que esse sistema força preços mais altos e prejudica o acesso dos pacientes.
As opções de pagamento direto em dinheiro nos site de Trump podem ser úteis para pessoas com coparticipações ou franquias elevadas, ou cujos planos não cobrem determinados medicamentos. Esse modelo tem sido especialmente popular para remédios da classe GLP-1 usados no tratamento da obesidade, frequentemente excluídos da cobertura.
Ainda não está claro se o site conseguirá reduzir de forma significativa os custos e atrair muitos americanos a pagar diretamente pelos medicamentos, sem usar o seguro. Além disso, a ideia de permitir compras diretas com promessa de maior transparência não é nova. As próprias empresas vêm lançando plataformas desse tipo.
Os custos com saúde são uma fonte constante de frustração para as famílias americanas. Os democratas exploraram o fim de subsídios importantes para planos de saúde no início do ano para criticar o governo.
Em resposta, Trump apresentou no mês passado um “marco” para a área de saúde com o objetivo de reduzir preços de medicamentos e prêmios de seguros, mas a proposta ainda carece de detalhes e enfrenta um caminho incerto no Congresso.
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A defesa do fortalecimento do papel dos bancos centrais, a crítica ao uso de sanções unilaterais e a cobrança por reformas na governança financeira internacional estiveram no centro do comunicado conjunto divulgado ao fim da VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN), realizada nesta quinta-feira, em Brasília. A reunião foi copresidida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.
O documento foi divulgado em meio ao declarado desconforto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com os movimentos de nações emergentes, como as do Brics, para reduzir a dependência do dólar nas transações comerciais dentro do bloco. Brasil e Rússia destacaram o “elevado nível de relações entre os bancos centrais dos dois países” e manifestaram apoio ao aprofundamento do diálogo sobre temas da agenda financeira, especialmente no âmbito do Brics. As partes ressaltaram a importância da “troca de experiências e do compartilhamento de informações na área de instrumentos de pagamento contemporâneos”, sinalizando interesse em avançar em alternativas no sistema financeiro internacional.
Outro ponto de destaque foi a rejeição explícita ao uso de sanções unilaterais. As partes reiteraram sua oposição a “medidas coercitivas unilaterais, particularmente contra países em desenvolvimento”, classificando-as como “ilícitas, ilegítimas e incompatíveis com o direito internacional e com a Carta das Nações Unidas”.
Sem mencionar exemplos específicos, como Venezuela, Cuba, Irã e a própria Rússia — alvos de sanções unilaterais, impostas sobretudo pelos EUA e, em alguns casos, pela União Europeia — , o comunicado afirma que essas ações violam direitos humanos, prejudicam o desenvolvimento sustentável e representam “grave afronta à independência e à soberania dos Estados”.
A declaração também registrou a criação, em 2025, do Diálogo Econômico e Financeiro entre o Ministério da Fazenda do Brasil e o Ministério das Finanças da Rússia, mecanismo voltado à coordenação da cooperação financeira e econômica bilateral. Segundo o texto, a iniciativa tem como objetivo fortalecer a previsibilidade e a coordenação em temas macroeconômicos e financeiros.
No plano multilateral, o documento trouxe uma posição contundente em favor da reforma da arquitetura financeira internacional. Em referência a organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, Brasil e Rússia afirmaram que “as instituições de Bretton Woods devem ser reformadas com urgência para torná-las mais representativas, ágeis, eficazes, críveis e inclusivas”, de forma a refletir o peso crescente das economias emergentes na economia global. O texto acrescenta que os bancos multilaterais de desenvolvimento precisam “modernizar seus instrumentos e ampliar sua capacidade financeira”, inclusive por meio da mobilização de capital privado, sem comprometer seu status de credor preferencial.
Sem citar a guerra na Ucrânia — invadida pela Rússia em 2022 —, a declaração aborda o tema da paz. “Ao reafirmarem a centralidade dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, reiteraram o compromisso dos dois países com a manutenção da paz e da segurança internacionais e com a solução pacífica de controvérsias”, afirma o texto.
As partes coincidiram em que é oportuno e adequado que um nacional de um Estado da América Latina e do Caribe ocupe o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas. Nesse sentido, a Rússia tomou nota do anúncio da candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, indicada conjuntamente por Brasil, Chile e México.
Brasil e Rússia também reafirmaram o papel central do G20 como principal fórum de cooperação econômica internacional e manifestaram preocupação com tentativas de restringir a participação de países em desenvolvimento. O comunicado registra “preocupação diante da tentativa de impedir a participação da África do Sul no G20 em 2026” e defende o restabelecimento pleno da atuação do país, ressaltando que o grupo deve operar com base na governança coletiva, no consenso e na representatividade.
No âmbito das Nações Unidas, o texto reforça a defesa do multilateralismo e do fortalecimento do papel da ONU, além de reiterar a necessidade de avançar na reforma do Conselho de Segurança. O documento afirma ser “imperativo conferir ao Conselho caráter mais representativo”, com a inclusão de países em desenvolvimento da América Latina, da Ásia e da África. A Rússia reiterou, nesse contexto, seu apoio ao Brasil como “forte e natural candidato a membro permanente” de um Conselho reformado.
Mais cedo, em seu discurso de abertura do evento, Geraldo Alckmin defendeu uma parceria estratégica entre os dois países e pediu mais comércio e investimentos bilaterais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um almoço no Itamaraty com Alckmin, o primeiro-ministro russo e seis ministros do país do Leste Europeu.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que Estados Unidos e Rússia negociem um novo tratado nuclear “modernizado”, em vez de prorrogar um acordo que expirou nesta quinta-feira, colocando fim a décadas de restrições sobre os arsenais de ogivas. O Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo Start, na sigla em inglês) — assinado em 2010 pelo ex-presidente americano Barack Obama e pelo ex-presidente russo Dmitri Medvedev — estabelecia que Moscou e Washington concordaram em restringir seus arsenais nucleares a 1.550 ogivas operacionais, com 800 lançadores estratégicos operacionais e não operacionais, e 700 mísseis balísticos, mísseis lançados de submarinos e bombardeiros operacionais.
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“Em vez de estender o ‘Novo Start’ (um acordo mal negociado pelos Estados Unidos que, além de tudo, está sendo gravemente violado), deveríamos fazer com que nossos Especialistas em Assuntos Nucleares trabalhem em um tratado novo, melhorado e modernizado, que possa durar muito tempo no futuro”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Na terça-feira, a Rússia afirmou que o mundo estava entrando em seu momento “mais perigoso” com o então iminente fim do Novo Start, último tratado nuclear vigente a limitar o número de armas estratégicas de Moscou e Washington.
A parte russa se ofereceu para estender alguns dos termos do Novo Start, incluindo inspeções para a verificação dos arsenais nucleares, mas o governo americano não avançou com as negociações. Em declarações ao New York Times no mês passado, Trump já havia indicado que deixaria o tratado expirar, mas não respondeu formalmente à proposta de Moscou.
Em viagem a Pequim no início da semana, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, afirmou que o país está preparado para o fim do limite às armas nucleares e ressaltou que a Rússia não faria nenhum recuo com a aproximação do tratado, acrescentando que a ausência de uma resposta formal americana também era um posicionamento.
— No dia e meio restante antes do vencimento formal do Tratado Novo Start, não tomaremos nenhuma ação ou apelo oficial aos americanos. Fizemos tudo o que era necessário em tempo hábil, e eles tiveram bastante tempo para refletir sobre o assunto. A falta de resposta também é uma resposta — disse.
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Além do estabelecimento de restrições aos arsenais nucleares, o Novo Start criou também um sistema de verificação e transparência, com inspeções de aviso de curto prazo em bases nucleares. Ele determinava a troca de informações constante e estabelecia a Comissão Consultiva Bilateral, que tinha como norma se reunir ao menos duas vezes por ano.
Em seu primeiro mandato (2017-2021), Trump adiou até o limite a extensão do tratado — inicialmente previsto para expirar em fevereiro de 2021 — e exigia a redação de um novo acordo, que incluísse a China. Pequim se negou a aderir, e o democrata Joe Biden, vencedor da eleição de 2020, acertou a continuidade perto do fim do prazo, como queria a Rússia. Embora tenha expressado algum receio com o fim do atual tratado, Trump chegou a dizer recentemente que não desistiu de incluir a China em um futuro texto.
A Rússia e os Estados Unidos concordaram em retomar as negociações militares de alto nível, que haviam sido suspensas pouco antes da invasão russa da Ucrânia, durante as negociações realizadas nesta quinta-feira em Abu Dhabi. Moscou e Kiev também aprovaram uma troca de prisioneiros. Em 2022, o presidente democrata dos EUA, Joe Biden, cortou quase todos os contatos militares com a Rússia, mas seu sucessor republicano, Donald Trump, restabeleceu a comunicação com Moscou após retornar à Casa Branca no ano passado, realizando diversas conversas e uma cúpula com seu homólogo russo, Vladimir Putin.
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O acordo para restabelecer os contatos militares ocorreu ao final de dois dias de negociações trilaterais entre delegados dos Estados Unidos, Rússia e Ucrânia em Abu Dhabi, buscando uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia. O acordo também foi anunciado horas depois do vencimento do Tratado Novo Start, o último acordo nuclear entre Moscou e Washington, o que gerou temores de uma corrida armamentista global.
“Os Estados Unidos e a Federação Russa concordaram hoje, em Abu Dhabi, em retomar o diálogo militar de alto nível”, afirmou o Comando Europeu dos EUA em um comunicado. O documento acrescentou ainda que as partes continuam a “trabalhar em prol de uma paz duradoura” e ressaltou que “manter o diálogo entre as forças armadas é um fator importante para a estabilidade e a paz globais”. A Rússia não comentou o anúncio.
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Abu Dhabi foi palco da segunda rodada de negociações diretas com o objetivo de pôr fim à guerra na Ucrânia, o conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com centenas de milhares de mortos, milhões de pessoas forçadas a fugir de suas casas e grande parte do leste e sul do país devastada.
Durante as negociações, uma grande parcela da capital ucraniana permaneceu sem aquecimento após sucessivos ataques russos. Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, mais de 1.100 prédios residenciais ficarão sem aquecimento, suportando temperaturas extremas, por pelo menos dois meses, porque “a usina termoelétrica sofreu danos críticos”. Na capital dos Emirados Árabes Unidos, as partes concordaram em “trocar 314 prisioneiros”, informou o enviado dos EUA, Steve Witkoff.
“Parabéns. Seu filho foi libertado”, foi a mensagem que Ivan Roman recebeu do exército ucraniano na quinta-feira ao meio-dia. Ele disse que não o via desde 2022. Olga Kurk Malayeva, de 26 anos, também estava “transbordando de emoção”. Depois de “três anos e dez meses”, ela finalmente reencontrou seu marido, Ruslan, que foi libertado em um local secreto na região de Chernihiv, no norte do país.
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Negociações ‘produtivas’
Witkoff descreveu as negociações como “produtivas”, mas moderou as expectativas, dizendo que “ainda há muito trabalho a ser feito”. Kiev e Moscou também indicaram que o diálogo estava progredindo bem, mas omitiram qualquer menção a um possível progresso na questão territorial, principal entrave das negociações pelo fim do conflito. E não há sinais de que a Rússia esteja disposta a fazer concessões.
O principal ponto de discórdia é o destino a longo prazo do território no leste da Ucrânia. Moscou exige que Kiev retire suas tropas de grandes áreas do Donbass e quer que a comunidade internacional reconheça que as terras tomadas durante a invasão pertencem à Rússia. Já Kiev se recusa a deixar a região, mas teme que Washington apoie a posição de Moscou.
O presidente americano, por sua vez, tem pressionado ambos os lados a negociarem o fim da guerra. Zelensky considera o papel de Washington crucial. Em uma entrevista transmitida na quarta-feira pela televisão francesa, ele declarou que “Putin só tem medo de Trump”.
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“Certamente não é fácil, mas a Ucrânia tem sido e continuará sendo o mais construtiva possível”, disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em uma coletiva de imprensa em Kiev. “Queremos resultados mais rápidos”.
O negociador-chefe de Kiev, Rustem Umerov, afirmou que as delegações se reunirão novamente “nas próximas semanas”. Na quarta-feira, Zelensky reconheceu pelo menos 55 mil baixas em combate desde a invasão russa em fevereiro de 2022, um número menor do que muitas estimativas independentes.
A Rússia não divulgou quantos de seus soldados morreram. A BBC e o veículo de mídia independente Mediazona, que monitora obituários e comunicados de familiares, identificaram os nomes de mais de 160 mil soldados russos mortos no conflito.

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