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O governo da Zâmbia afirmou que tomou posse do corpo do ex-presidente Edgar Lungu, mesmo contra a vontade da família, após cerca de 10 meses em que os restos mortais estavam na África do Sul. A medida intensificou a disputa sobre o destino do ex-chefe de Estado, em meio a divergências políticas e familiares.
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A controvérsia envolve o tipo de funeral e o local de sepultamento. O governo defende que Lungu, por ter sido presidente, deve receber honras oficiais e ser enterrado no cemitério presidencial em Lusaka, capital do país. Já a família insiste em um funeral privado, após não chegar a um acordo com as autoridades.
A transferência do corpo foi baseada em uma decisão judicial sul-africana, proferida em agosto do ano passado, que autorizou o governo zambiano a repatriar os restos mortais e realizar um funeral de Estado.
Segundo o procurador-geral da Zâmbia, Mulilo Kabesha, a medida foi possível devido à “incapacidade de dar prosseguimento ao caso” no tribunal de apelação. A versão é contestada pela família. O porta-voz Makebi Zulu afirmou que o processo não havia sido abandonado e que os procedimentos legais estavam sendo seguidos.
Diante da nova movimentação, os advogados da família entraram com um pedido urgente em um tribunal superior da África do Sul para que o corpo seja devolvido à funerária onde estava anteriormente.
Disputa envolve rivalidade política
Edgar Lungu morreu em junho do ano passado, aos 68 anos, em uma clínica em Pretória. A causa da morte não foi divulgada. Ele governou a Zâmbia entre 2015 e 2021, quando foi derrotado nas eleições por Hakainde Hichilema, atual presidente do país.
A relação entre os dois políticos era marcada por tensão. Segundo a família, Lungu não queria que Hichilema participasse de seu funeral — um dos pontos que agravaram o impasse sobre as cerimônias.
Dois trens colidiram de frente na manhã desta quinta-feira entre as localidades dinamarquesas de Hillerød e Kagerup, a cerca de 40 quilômetros ao norte de Copenhague, em um incidente que deixou 17 pessoas feridas, cinco delas em “estado crítico”.
A polícia classificou o caso como “um grave acidente” e informou que todos os passageiros foram evacuados. “Dois trens colidiram, e houve uma grande mobilização da polícia e dos serviços de emergência”, diz comunicado.
O oficial Morten Pedersen afirmou que ainda não é possível “fornecer, por enquanto, detalhes sobre as causas do acidente”.
Colisão frontal entre trens deixa ao menos 17 feridos na Dinamarca
AFP
Segundo o porta-voz dos serviços de emergência, Tim Simonsen, “recebemos o alerta exatamente às 06h30” (04h30 GMT). “Trata-se de uma colisão frontal e há feridos entre os passageiros”, afirmou.
A prefeita do município vizinho de Gribskov, Trine Egetved, informou que parte das vítimas foi levada de helicóptero para hospitais da região.
Área isolada e investigação em andamento
A área foi isolada pelas autoridades. Imagens divulgadas pela imprensa mostram as locomotivas destruídas após o impacto.
“Esse trem é utilizado por muitos moradores de Gribskov, trabalhadores e estudantes. Os serviços de emergência trabalham sem parar e estamos tentando esclarecer o que aconteceu e garantir que todos recebam a ajuda necessária”, escreveu a prefeita em redes sociais.
Colisão frontal entre trens deixa ao menos 17 feridos na Dinamarca
AFP
Acidentes ferroviários são raros na Dinamarca. Em 2019, uma colisão envolvendo um trem de passageiros deixou oito mortos e 16 feridos. Em agosto de 2025, uma pessoa morreu após um trem atingir um veículo agrícola.
Os Estados Unidos condenaram na quarta-feira o que classificaram como uma “campanha de intimidação” da China, após relatos de que Pequim pressionou países africanos a revogar permissões de sobrevoo para uma viagem do presidente de Taiwan, Lai Ching-te. Taiwan informou que Lai adiou a visita a Essuatíni, no sul da África, depois que “Seicheles, Maurício e Madagascar revogaram inesperadamente e sem aviso prévio as permissões de sobrevoo do voo charter”.
“Estamos preocupados com os relatos de que vários países revogaram permissões de sobrevoo para impedir que o presidente de Taiwan visitasse Essuatíni”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA à AFP. “Esses países estão agindo a pedido da China ao interferir na segurança e na dignidade das viagens rotineiras de autoridades de Taiwan”, acrescentou, sem citar diretamente os governos envolvidos.
“Este é mais um exemplo da campanha de intimidação que Pequim conduz contra Taiwan e seus apoiadores em todo o mundo”, afirmou o representante americano.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China classificou as acusações como uma “distorção dos fatos”. O porta-voz Guo Jiakun afirmou que “os Estados Unidos criticaram de forma irresponsável as ações legítimas da China para salvaguardar sua soberania nacional e integridade territorial”.
Pequim também declarou ter “grande apreço” pelos países africanos que bloquearam as permissões para a viagem de Lai.
Segundo o secretário-geral do presidente taiwanês, Pan Men-an, “a verdadeira razão é que as autoridades chinesas exerceram forte pressão, incluindo coerção econômica”.
Essuatíni, antiga Suazilândia, é um dos 12 países que ainda reconhecem oficialmente Taiwan. A maioria da comunidade internacional, incluindo a ONU, reconhece a China como a única representante oficial do país.
O episódio ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Pequim e Taipé. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem visita prevista à China em meados de maio.
A remoção das minas no Estreito de Ormuz pode levar até seis meses, o que impactaria os preços globais dos hidrocarbonetos, afirmou o Pentágono durante uma apresentação confidencial ao Congresso dos Estados Unidos, informou o The Washington Post nesta quarta-feira. Essa hidrovia, crucial para o transporte de petróleo bruto, está praticamente fechada desde o início da guerra em 28 de fevereiro, desencadeada por ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã.
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The Washington Post cita três autoridades anônimas que afirmam que “parlamentares foram informados de que o Irã pode ter colocado 20 ou mais minas dentro e ao redor do Estreito de Ormuz”. De acordo com uma apresentação de um oficial da Defesa, “algumas foram colocadas na água remotamente, usando tecnologia GPS”, o que dificulta sua detecção. Outras teriam sido lançadas usando “pequenas embarcações”.
Um porta-voz do Pentágono, no entanto, considerou as informações do jornal americano “imprecisas”. Em todo caso, há poucas informações confiáveis ​​sobre a desminagem do estreito, por onde, antes da guerra, passavam 20% dos hidrocarbonetos do mundo.
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A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, alertou em meados de abril sobre uma “zona de perigo” de 1.400 km² onde poderiam estar presentes minas. Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Teerã, “com a ajuda dos Estados Unidos, removeu ou está removendo todas as suas minas marítimas”. Mas a República Islâmica não confirmou essa informação.
Diversos países “não beligerantes” declararam-se dispostos a realizar uma “missão neutra” para garantir a segurança no Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, os navios precisam de autorização para entrar ou sair do Golfo por essa rota, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril.
Seria possível que os famosos rituais vikings tenham começado antes mesmo dos vikings? Uma descoberta recente no norte da Noruega está levando arqueólogos a reverem uma das narrativas mais consolidadas sobre o passado escandinavo.
Sob o túmulo de Herlaugshaugen, na ilha de Leka, pesquisadores encontraram 29 rebites de ferro e fragmentos de madeira que datam de cerca de 700 d.C., um período anterior ao que se considerava o início dos sepultamentos monumentais em navios na região. A descoberta, divulgada no início de abril por estudos publicados na Nature News e na revista Antiquity, indica que essas práticas podem ter surgido pelo menos um século antes do estimado.
Um túmulo que reescreve a cronologia
Com mais de 60 metros de diâmetro e até 12,5 metros de altura, o monte de Herlaugshaugen é um dos maiores da Noruega. A análise por radiocarbono dos materiais encontrados, incluindo madeira aderida aos rebites e camadas de carvão, situou o sepultamento entre 656 e 774 d.C.
A dimensão e a estrutura do sítio indicam que o navio enterrado tinha mais de 20 metros de comprimento, sugerindo um ritual altamente elaborado. Para os pesquisadores, isso revela não apenas a existência precoce desses enterros, mas também uma sociedade já hierarquizada, com capacidade de mobilizar recursos e mão de obra em larga escala.
Poder e prestígio antes da Era Viking
A descoberta reforça a ideia de que elites centralizadas e redes de poder estavam estabelecidas na Escandinávia antes do período tradicionalmente associado aos vikings. A construção de um túmulo desse porte, segundo os especialistas, exigiria coordenação política e social significativa.
Além disso, a localização estratégica de Leka, com acesso facilitado às rotas marítimas do Atlântico Norte, sugere que a região funcionava como ponto de conexão entre diferentes povos, favorecendo trocas comerciais e culturais.
Influências além-mar
O achado também aproxima a Escandinávia de outras tradições funerárias do norte da Europa. Monumentos como Sutton Hoo, na Inglaterra, apresentam semelhanças nos rituais, indicando que ideias e símbolos circulavam entre essas regiões muito antes do que se imaginava.
Essa conexão reforça a hipótese de que as rotas marítimas não eram apenas vias comerciais, mas também canais de difusão cultural. Assim, práticas funerárias monumentais podem ter se desenvolvido de forma paralela e interligada em diferentes sociedades do Mar do Norte.
No fim, o túmulo de Herlaugshaugen não apenas amplia a linha do tempo dos rituais vikings, ele redefine o próprio conceito de quando e como essa cultura começou a se formar.
Dois filhotes de leopardo-de-amur, espécie criticamente ameaçada de extinção, passaram recentemente por exames de saúde em um zoológico no estado de Utah, nos Estados Unidos. A avaliação veterinária faz parte dos cuidados essenciais nas primeiras semanas de vida dos animais.
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Esses felinos nasceram há dois meses, sexta ninhada do casal Zeya e Dmitri. O Hogle Zoo, onde estão esses animais, tem um programa de reprodução para ajudar a salvar a espécie. De acordo com a ONG WWF, o leopardo-de-amur é o felino de grande porte mais ameaçado de extinção no planeta, com uma estimativa de menos de 200 indivíduos vivendo na natureza.
Durante o check-up, os especialistas analisaram o peso, o crescimento e as condições gerais dos filhotes, além de aplicarem vacinas iniciais. Segundo a equipe responsável, os procedimentos ocorreram sem complicações e indicaram que ambos estão saudáveis. As informações e momentos dos exames foram compartilhados nas redes sociais do zoológico.
Ainda não foi possível confirmar o sexo dos dois filhotes, o que deve acontecer apenas no próximo exame, informou a instituição ao canal de TV ABC 4. Eles pesam 3,5 kg e 3,7 kg.
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Os filhotes ainda permanecem sob os cuidados da mãe em um espaço reservado, onde recebem monitoramento constante. Como é comum entre leopardos-de-amur, eles nasceram completamente dependentes, com os olhos fechados e necessitando de proteção integral nos primeiros dias de vida. A expectativa é de que o público não veja os filhotes até a próxima estação, que no caso dos Estados Unidos é o verão, com início no final de junho. Os primeiros meses de vida são considerados cruciais para o desenvolvimento desses animais.
“Nossa equipe de cuidados com os animais tem observado Zeya e os filhotes por meio de câmeras de alta definição, notando os cuidados atenciosos e a amamentação constante. Quando Zeya precisa de um tempo para esticar as pernas, ela ocasionalmente se afasta da toca antes de retornar aos seus filhotes”, destacou o zoológico em um comunicado.
Filhotes de leopardo-de-amur nascidos no Hogle Zoo, nos Estados Unidos
Reprodução / Instagram / @hoglezoo
A espécie é considerada uma das mais raras do mundo, com pouco mais de uma centena de indivíduos vivendo na natureza, principalmente em regiões da Rússia e da China. O nascimento e o acompanhamento dos filhotes representam um avanço nos esforços de conservação e reprodução em cativeiro.
Entre as habilidades dos leopardos-de-amur desenvolvidas em ambientes na natureza estão a capacidade de atingirem velocidades de até 56 quilômetros por hora e de abater presas três vezes maiores que eles.
O empresário Justin Sun apresentou uma ação judicial nesta quarta-feira na qual acusou a plataforma de criptomoedas vinculada a Donald Trump e sua família de fraude e alegou que foi impedido de retirar seus ativos. Sun, um criptomilionário de origem chinesa e antigo aliado de Trump, afirma na ação que havia comprado 45 milhões de dólares (R$ 260 milhões, na cotação da época) em WLFI, uma moeda eletrônica lançada pela World Liberty Financial, fundada por Donald Trump Jr. e Eric Trump, em outubro de 2024.
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Para agradecer o investimento, os executivos da empresa o nomearam conselheiro e lhe deram tokens, diz a ação. Inicialmente não transferível, a WLFI passou a ser negociada em 1º de setembro passado e agora é cotada publicamente. Desde então, seu valor despencou de 46 centavos por unidade para 8 centavos.
Sun afirma que seus ativos na criptomoeda foram congelados de forma unilateral pela World Liberty Financial e que não conseguiu revendê-los. Além disso, afirmou que executivos da plataforma ameaçaram destruir suas participações caso tentasse tomar medidas legais.
Sun pede o desbloqueio de seus ativos, bem como uma indenização por danos e prejuízos. Eric Trump, filho do presidente e cofundador da World Liberty Financial, disse nesta quarta-feira no X: “A única coisa mais ridícula que a ação judicial é gastar 6 milhões de dólares em uma banana colada na parede”.
Em novembro de 2024, Justin Sun pagou 6,2 milhões de dólares (R$ 36 milhões, na cotação da época) por uma obra de arte que apresenta uma banana colada na parede com fita adesiva.
Banana colada com fita adesiva na parede
Reprodução
O Irã prometeu, nesta quarta-feira, que não reabrirá o Estreito de Ormuz, apesar da trégua e enquanto os Estados Unidos mantêm seu bloqueio naval, ao mesmo tempo que anunciou a apreensão de dois navios, um deles de bandeira panamenha, que tentavam atravessar essa via estratégica. A tensão permanece alta em Ormuz, uma passagem crucial para o comércio mundial de hidrocarbonetos e um dos temas centrais desta guerra desencadeada em 28 de fevereiro pelos ataques israelenses e americanos contra a República Islâmica.
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“Um cessar-fogo completo só tem sentido se não for infringido mediante um bloqueio naval”, disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou a delegação de Teerã em uma primeira rodada de conversas no Paquistão. “A reabertura do Estreito de Ormuz não é possível em meio a uma violação flagrante do cessar-fogo”, ressaltou.
Por parte dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump não descartou uma retomada das conversas entre as partes beligerantes nos próximos dias. “É possível!”, escreveu em resposta à mensagem de uma jornalista do New York Post, que lhe perguntava sobre a probabilidade de realizar negociações nas próximas “36 a 72 horas”, ou seja, até sexta-feira.
Enquanto isso, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), o exército ideológico do Irã, anunciou que havia “apreendido” dois “barcos infratores” que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz e os conduziu para sua costa. A Casa Branca não considerou a apreensão como uma infração do cessar-fogo que entrou em vigor em 8 de abril, pois não eram navios americanos nem israelenses.
“Eram duas embarcações internacionais”, explicou sua porta-voz, Karoline Leavitt, à emissora Fox News.
O Panamá confirmou a apreensão de um navio de bandeira panamenha e “de proprietários italianos”, o MSC Francesca, e seu Ministério das Relações Exteriores acusou Teerã de causar um “grave atentado” contra a segurança marítima com uma “escalada desnecessária” das tensões.
Uma terceira embarcação foi alvo de disparos quando se encontrava a oito milhas náuticas a oeste do Irã, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, mas pôde sair do estreito e seguir rumo ao porto saudita de Jidá, de acordo com o site Marinetraffic. Segundo Teerã, os navios devem obter uma autorização para sair ou entrar no Golfo através dessa via sob seu controle, enquanto os Estados Unidos bloqueiam o acesso aos portos iranianos desde 13 de abril.
Os preços do petróleo subiram mais de 4% nesta quinta-feira, nas primeiras operações nos mercados asiáticos, antes de se moderarem nos minutos seguintes, pela incerteza sobre as negociações entre ambas as partes.
Sem data limite
As conversas entre Washington e Teerã, que se supunha que aconteceriam no início desta semana após uma primeira sessão em 11 de abril, têm como objetivo encontrar um final duradouro para uma guerra que já causou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e virou a economia global de cabeça para baixo.
Trump anunciou na terça-feira uma extensão indefinida da trégua a poucas horas de seu vencimento, com o objetivo, segundo ele, de dar mais tempo aos iranianos para se juntarem às negociações de paz sob os auspícios dos mediadores paquistaneses. Mas “o presidente não estabeleceu uma data limite para receber uma proposta do Irã”, assinalou Leavitt aos jornalistas, ao detalhar que, “em última instância, o calendário será imposto” por Trump.
Até agora, nenhuma delegação partiu para Islamabad. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que espera que ambas as partes consigam “concluir um ‘acordo de paz'”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou nesta quarta-feira que “apreciava” os esforços do Paquistão para pôr fim à guerra, mas sem se pronunciar sobre o prolongamento da trégua.
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Por outro lado, o máximo responsável civil da Marinha americana, John Phelan, deixou o cargo, informou o Pentágono, sem dar explicações sobre esta saída repentina.
Mortos no Líbano
Na outra frente principal da guerra, quatro pessoas morreram nesta quarta em ataques israelenses no Líbano, apesar de outro cessar-fogo vigente que expira no domingo, e cuja prorrogação será solicitada por Beirute durante as conversas previstas para esta quinta-feira entre ambos os países em Washington.
“O Líbano pedirá o prolongamento da trégua por um mês, o respeito estrito do cessar-fogo e o fim, por parte de Israel, das operações de dinamitação e destruição nas áreas em que está presente”, indicou uma fonte oficial libanesa à AFP.
Antes dessas conversas, Israel afirmou que não tem “desacordos graves” com o país vizinho e o convidou a “trabalhar juntos” contra o movimento Hezbollah, que tem o apoio de Teerã. Segundo o último balanço oficial, pelo menos 2.454 pessoas morreram no Líbano em seis semanas de guerra. Além disso, um ataque aéreo israelense matou uma jornalista libanesa e feriu outra nesta quarta-feira perto da fronteira entre Líbano e Israel, segundo o jornal Al Akhbar, o veículo para o qual trabalhava.
As autoridades francesas e britânicas firmaram um novo acordo para tentar impedir as travessias irregulares pelo Canal da Mancha, embora Londres tenha condicionado parte de seu financiamento à eficácia das medidas adotadas para reter os imigrantes. Após meses de difíceis negociações, ambos os países chegaram a um pacto para prorrogar o tratado de Sandhurst durante os próximos três anos. O acordo bilateral firmado em 2018, que já havia sido estendido em 2023, expirava em 2026.
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Pela primeira vez, o financiamento das autoridades britânicas, que poderá chegar a 766 milhões de euros (R$ 4,45 bilhões) em três anos, inclui “uma parte flexível” de 186 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão) que estará condicionada à eficácia das medidas para impedir que os migrantes cheguem de maneira irregular a seu território.
Portanto, só estarão assegurados 580 milhões de euros (R$ 3,37 bilhões) por parte de Londres. Contudo, apenas essa quantidade já representa um aumento, pois o Reino Unido havia aportado 540 milhões de euros no âmbito do plano anterior.
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Se as novas medidas não fornecerem “resultados suficientes, sobre a base de uma avaliação anual conjunta, o financiamento será reorientado para novas ações”, detalha o roteiro do pacto ao qual a AFP teve acesso. Segundo os dados oficiais das autoridades britânicas, 41.472 pessoas chegaram de forma irregular ao Reino Unido em pequenas embarcações em 2025.
Este número é o segundo mais alto desde o início dessas travessias em 2018. Pelo menos 29 migrantes morreram nessas águas em 2025, segundo um balanço da AFP baseado em fontes oficiais francesas e britânicas.
Este novo acordo, cujos detalhes serão divulgados nesta quinta-feira durante uma visita à costa francesa dos ministros de Interior de ambos os países, prevê duplicar os efetivos de segurança. Assim, o pessoal será elevado para cerca de 1.400 agentes até 2029. A colaboração entre Reino Unido e França “já permitiu impedir dezenas de milhares de travessias”, destacou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, em comunicado.
“Este acordo histórico nos permite ir além: reforçando a inteligência, a vigilância e a presença sobre o terreno para proteger as fronteiras britânicas”, acrescentou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu fechar um acordo “muito melhor” com Teerã do que aquele firmado pelo presidente Barack Obama há mais de uma década. O pacto, conhecido como acordo nuclear com o Irã de 2015, foi concebido para impedir que o país adquirisse uma arma nuclear. Em troca do alívio de sanções econômicas, a República Islâmica se comprometia a limitar seu programa nuclear. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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