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O Irã afirmou nesta terça-feira que chegou a um entendimento com os Estados Unidos sobre os principais “princípios orientadores” para tentar resolver o impasse em torno de seu programa nuclear, após conversas indiretas realizadas em Genebra. Segundo informações divulgadas pela BBC, apesar do avanço, autoridades dos dois lados reconheceram que ainda há divergências e que detalhes centrais permanecem em aberto.
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O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que as negociações avançaram, mas que “ainda há trabalho a ser feito”. Do lado americano, um funcionário ouvido pela BBC afirmou que “houve progresso”, mas ressaltou que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”.
As tratativas foram mediadas por Omã. O ministro das Relações Exteriores do país, Badr Albusaidi, afirmou que as conversas “foram concluídas com bom progresso na identificação de objetivos comuns e de questões técnicas relevantes”.
Pressão militar
O encontro ocorreu em meio ao aumento da tensão entre os dois países. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem feito repetidas ameaças militares contra Teerã, citando tanto a repressão a protestos internos quanto o avanço das atividades nucleares iranianas.
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Os Estados Unidos e aliados europeus suspeitam que o Irã esteja se aproximando da capacidade de desenvolver uma arma nuclear, acusação que o governo iraniano nega de forma reiterada.
Antes da rodada de terça-feira, realizada na residência do embaixador de Omã na Suíça, Teerã indicou que pretendia concentrar as discussões em seu programa nuclear e na eventual suspensão das sanções econômicas impostas por Washington. Já os americanos sinalizaram interesse em ampliar a pauta, incluindo o programa de mísseis iraniano.
Segundo um funcionário dos EUA, os iranianos prometeram apresentar, nas próximas duas semanas, propostas detalhadas para tentar reduzir as lacunas entre as posições dos dois lados.
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“Linhas vermelhas”
Em entrevista à Fox News, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações tiveram resultados mistos.
— Em alguns aspectos, correu bem; eles concordaram em se reunir novamente. Mas ficou muito claro que o presidente estabeleceu algumas linhas vermelhas que os iranianos ainda não estão dispostos a reconhecer — disse.
Trump, que classificou as conversas como “muito importantes”, afirmou que está envolvido “indiretamente” no processo e sugeriu que Teerã estaria mais inclinada a negociar desta vez.
— Não acho que eles queiram as consequências de não fechar um acordo — disse o presidente a jornalistas a bordo do Air Force One, lembrando que, no ano passado, os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas.
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Ele citou o uso de bombardeiros furtivos B-2 nos ataques.
— Poderíamos ter fechado um acordo em vez de enviar os B-2 para eliminar seu potencial nuclear. E tivemos que enviar os B-2. Espero que sejam mais razoáveis — afirmou.
“De um jeito ou de outro”
Nesta quarta-feira, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que Washington impedirá o Irã de adquirir armas nucleares “de um jeito ou de outro”, reforçando o tom de pressão adotado pela Casa Branca.
O comentário foi feito à margem de uma reunião ministerial da Agência Internacional de Energia, em Paris, um dia após a nova rodada de negociações indiretas em Genebra.
— Os iranianos foram muito claros sobre o que farão com armas nucleares. É totalmente inaceitável — disse Wright. — Portanto, de um jeito ou de outro, vamos impedir o avanço do Irã rumo às armas nucleares.
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As declarações ocorrem em meio a um reforço da presença militar americana na região nas últimas semanas. A BBC confirmou, por meio de imagens de satélite, a presença do porta-aviões USS Abraham Lincoln nas proximidades do Irã.
Segundo relatos, os EUA também enviaram o USS Gerald R. Ford, considerado o maior navio de guerra do mundo, ao Oriente Médio. A embarcação pode chegar à região nas próximas semanas. Também houve aumento no número de destróieres, navios de combate e caças americanos na área.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, respondeu às ameaças americanas com declarações igualmente duras.
— Mais perigosa do que um porta-aviões é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar — afirmou.
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Khamenei também acusou os EUA de tentar “predeterminar” o resultado das negociações, classificando a postura como “errada e tola”.
O Irã também realizou uma demonstração de força. Na segunda-feira, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica promoveu um exercício naval no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Negociações ainda incertas
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, avaliou que um acordo será “muito difícil”, embora tenha reconhecido uma oportunidade diplomática.
— Há uma chance de alcançar um entendimento pela via diplomática, mas será difícil — disse, durante visita à Hungria.
As primeiras conversas indiretas entre Irã e EUA neste ano ocorreram em Omã e foram descritas por Araghchi como “um bom começo”.
(Com AFP)
Quando as Forças Armadas dos EUA capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, no início do ano, o governo Donald Trump anunciou a operação como concisa e planejada: com apoio aéreo, cerca de 60 soldados das forças especiais desceram de helicóptero em Caracas, enfrentaram os seguranças de Maduro, capturaram seus alvos e foram transportados para os EUA em um navio de guerra posicionado a 160 km da costa. Tudo resolvido em questão de horas, com custo mínimo para o contribuinte americano. Acontece que a presença militar dos EUA no Caribe está custando bilhões de dólares — aproximadamente US$ 3 bilhões (R$15,6 bilhões, no câmbio atual).
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O custo operacional dos navios destacados para a região chegou a mais de US$ 20 milhões por dia (R$ 104,4 milhões) no seu auge, de meados de novembro a meados de janeiro, de acordo com cálculos realizados pela Bloomberg. Embora a maior parte dos custos esteja coberta por verbas de defesa já alocadas, as operações de combate — de horas de voo a armas disparadas e pagamentos extras — aumentam o valor final.
— Não há fundo de contingência no orçamento do Departamento de Defesa para operações não esperadas — disse Mark Cancian, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), um think tank americano bipartidário. — Conflitos [criam] custos extra.
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Dezenas de navios da Marinha dos EUA, caças, drones e embarcações de logística começaram a se concentrar na América Latina no ano passado, parte de uma operação denominada Lança do Sul. No auge, o destacamento representou 20% da frota de superfície da Marinha, imobilizando meios militares críticos mesmo enquanto crises eclodiam em outras partes do mundo.
A Casa Branca afirmou que as operações na Venezuela não custaram mais aos contribuintes, porque as forças envolvidas já estavam mobilizadas. Um grupo de ataque de porta-aviões separado foi enviado ao Oriente Médio em meio à violenta repressão do governo iraniano contra protestos em todo o país, e o USS Gerald R. Ford — peça central da operação no Caribe — foi designado na sexta-feira para se juntar a ele.
O custo de cerco de Trump ao Caribe
Arte/O GLOBO
— Nenhuma dessas tropas está parada em dique seco esperando por ação — disse o secretário de Estado Marco Rubio após uma reunião com parlamentares em janeiro sobre a Operação Resolução Absoluta, como foi batizada a ação de captura de Maduro. — Elas estão mobilizadas em algum lugar do mundo. Se não estão aqui, estão em algum outro lugar.
Apesar da partida do porta-aviões Gerald Ford para o Oriente Médio, a missão na Venezuela não tem uma data final definida. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que os EUA “governarão o país” até que seja possível realizar uma transição “segura, adequada e criteriosa”.
Uma análise da Bloomberg, utilizando informações do Pentágono sobre custos operacionais, dados de rastreamento de navios, fotos de satélite e anúncios públicos de destacamento, mostra como navios e aeronaves foram desviados para o Caribe meses antes da operação, consumindo silenciosamente bilhões de dólares e potencialmente restringindo o poder dos EUA em outras áreas.
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Gasto verificável
Dos navios e embarcações que aguardavam nas águas da Venezuela antes do ataque, o porta-aviões Gerald Ford era o mais poderoso, liderando um grupo de ataque — uma formação de navios da Marinha dos EUA que pode incluir contratorpedeiros, cruzadores e submarinos.
O Gerald R. Ford é o maior porta-aviões do mundo, com capacidade para mais de 4 mil militares e dezenas de aeronaves de combate. O custo para manter a frota ali, juntamente com seus contratorpedeiros, submarinos e cruzadores de mísseis guiados, chegou a US$ 11,4 milhões por dia (R$ 59,5 milhões), segundo cálculos baseados em dados do Escritório de Orçamento do Congresso, do orçamento de defesa dos EUA e do CSIS.
Existem pelo menos dois grupos de prontidão anfíbia — forças-tarefa da Marinha dos EUA para atacar a costa a partir do mar. A presença do USS Iwo Jima (para onde Maduro e Flores foram levados após a captura), do USS Fort Lauderdale, do USS San Antonio e da 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais totalizou um custo de US$ 8,59 milhões (R$ 44,8 milhões) por dia. Navios de logística e embarcações de apoio acrescentaram cerca de US$ 1 milhão por dia ao cálculo.
USS Gerald R. Ford é o porta-aviões mais letal dos EUA e foi enviado à América do Sul
Divulgação
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— Estimamos que a Operação Lança do Sul, que inclui a Operação Resolução Absoluta, provavelmente custou cerca de US$ 2 bilhões desde agosto de 2025 — disse Elaine McCusker, ex-controladora do Pentágono e agora pesquisadora sênior do American Enterprise Institute. — [As estimativas baseiam-se em informações públicas e são] limitadas aos custos incrementais de operação dos navios, aviões e plataformas remotamente pilotadas envolvidas nos ataques e na reposição de munições provavelmente utilizadas.
Essa estimativa não cobre os gastos com inteligência ou seleção de alvos, incluindo suporte cibernético e ensaios operacionais. Como esses custos já estavam no orçamento do Pentágono, eles não podem ser alocados em outro lugar e não representam fundos retirados de outras áreas.
No entanto, as despesas excederão o que foi antecipado no orçamento do ano fiscal de 2026, disse Cancian. As embarcações deslocadas têm um nível de operação superior ao planejado e o pessoal receberá benefícios adicionais, como auxílio por separação familiar, estimando-se um acréscimo de cerca de 10% ao custo orçado.
Poder militar dos EUA no Caribe
Editoria de Arte
Mudança de planos
Um custo menos tangível é como a indisponibilidade desses navios e aeronaves afeta operações em outros lugares. O Gerald R. Ford estava no meio de uma missão no Mar Mediterrâneo quando recebeu ordens de seguir para o Caribe e a Venezuela em outubro de 2025. O porta-aviões já havia participado de pelo menos dois exercícios navais com parceiros da Otan nos mares Jônico, Adriático, do Norte e Báltico, restando meses para o retorno programado para casa.
Os grupos de prontidão anfíbia, incluindo o Iwo Jima e dois navios de transporte que viajam com ele, estavam programados para serem enviados à Europa quando suas ordens os desviaram para o Caribe. O USS Stockdale, um contratorpedeiro com mísseis guiados, estava no leste do Pacífico, na costa da América Central, quando recebeu ordens para se juntar ao reforço. Um cruzador, o USS Gettysburg, estava destinado a operações na costa leste dos EUA quando também foi instruído a seguir para o sul.
Desde então, caças F-35 da Guarda Nacional Aérea de Vermont, que estavam em Porto Rico no momento da incursão, partiram para os Açores com uma escala no Reino Unido. Eles estão agora a caminho do Oriente Médio para se juntarem à nova mobilização americana.
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Avaliação e fiscalização
O Pentágono não compartilhou uma estimativa oficial dos gastos. Parlamentares das comissões de Orçamento e Serviços Armados disseram que não foram apresentados aos números, e nem foram solicitados fundos adicionais.
— O custo é substancial, obviamente, devido à disposição de todas as forças lá — disse o senador Jack Reed, de Rhode Island, o democrata mais graduado na Comissão de Serviços Armados do Senado. — Eles relutam muito em fornecer detalhes sobre qualquer coisa. Esta é uma proposta muito cara em termos de como estamos conduzindo essas operações.
O senador Mike Rounds, republicano de Dakota do Sul e membro sênior da mesma comissão, disse não estar ciente de custos extras devido ao destacamento, e que era cedo demais para fornecer estimativas.
— Quer estejam lá ou no Caribe, esse custo permanece praticamente o mesmo — disse. — O custo do planejamento e assim por diante é uma pequena parte disso. O fato de que essa força esmagadora foi mobilizada e todos os recursos foram disponibilizados salvou vidas.
Quaresma, o período de 40 dias de oração e jejum na tradição cristã que começa com a Quarta-feira de Cinzas, e o Ramadã, o mês sagrado de jejum para os muçulmanos, vão coincidir em 2026, criando uma sobreposição rara no calendário religioso global. Líderes de diferentes comunidades veem o alinhamento como um momento para promover a compreensão, o respeito e ações conjuntas de solidariedade. A sincronia das datas na mesma semana do Ano-Novo Lunas não acontecia desde 1863, e só acontecerá novamente daqui a 163 anos: em 2189.
A convergência acontece por causa das diferenças nos ciclos calendários: a Quaresma é definida pelo calendário cristão, enquanto o início do Ramadã depende da observação da lua crescente no calendário lunar islâmico. Embora a data exata do início do Ramadã dependa da visão do hilal em cada região — podendo variar ligeiramente — o resultado é um início sincronizado em torno de 18 de fevereiro de 2026.
Líderes católicos nas Filipinas destacaram que a coincidência é uma “graça” e uma oportunidade de caminhar juntos em oração, jejum, arrependimento e generosidade. Para o bispo dom Colin C. Bagaforo, presidente da Comissão Episcopal Filipina para o Diálogo Inter-Religioso, este momento convida fiéis de ambas as tradições a desapegar-se de preconceitos e fortalecer os laços de fraternidade.
— Nesses tempos sagrados, muçulmanos e cristãos entram em um período de oração, jejum, arrependimento e generosidade. Voltamos nossos corações para o Misericordioso. Aprendemos novamente a ver uns aos outros como irmãos e irmãs. As nossas Escrituras nos chamam à paz: “Bem-aventurados os que promovem a paz” (Mateus 5:9) e Deus “convida todos para a Morada da Paz” (Alcorão 10:25) — afirmou o bispo.
Analistas religiosos também apontam que a convergência de rituais de jejum e reflexão — apesar de distintas em conteúdo teológico — pode ser usada para estender pontes de diálogo e combater narrativas de intolerância, incentivando práticas conjuntas de compaixão e serviço ao próximo.
Além dessa sobreposição, 2026 registra uma outra coincidência rara: as celebrações do Ano Novo Lunar ocorrem nas mesmas semanas. Essa espécie de “semana de inícios espirituais” não era vista há mais de um século.
Celebração do Ano-Novo Lunar em Hong Kong
PETER PARKS / AFP
O Ano Novo Lunar, também conhecido como Ano Novo Chinês, é uma das maiores celebrações do mundo, envolvendo cerca de dois bilhões de pessoas, sobretudo em países asiáticos. A festa começa com a primeira lua nova do calendário lunar e se estende por 15 dias, sendo marcada por rituais de renovação e boa sorte. Entre as tradições estão a limpeza das casas para afastar energias negativas, ofertas a ancestrais e divindades, a decoração com mensagens positivas, fogos de artifício e pratos simbólicos, além da troca de envelopes com dinheiro, que representam prosperidade para o novo ano.
O alinhamento de datas não ocorre por motivos teológicos, mas astronômicos e calendários — com o ciclo de 33 anos aproximando ocasionalmente a Quarta-Feira de Cinzas do começo do Ramadã.
Uma professora americana morreu em um acidente de trânsito provocado pela perseguição de agentes de imigração a um homem na região de Savannah, na Geórgia, nos Estados Unidos. A colisão aconteceu na manhã da última segunda-feira, nas proximidades da escola onde a mulher, identificada como Linda Davis, trabalhava.
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O motorista fugia de agentes do ICE quando colidiu com o veículo da professora. O dia de trabalho de Linda começaria com um planejamento interno, sem presença de estudantes. Ela atuava com educação especial em seu primeiro ano na escola Herman W. Hesse K-8.
O condutor responsável pela batida, Oscar Vasquez-Lopez, foi preso e acusado de diversos crimes, entre eles homicídio em primeiro grau, direção imprudente, condução sem licença válida e desobediência à sinalização de trânsito.
Depoimentos de colegas e gestores reforçam o perfil profissional e humano da professora. Segundo a rede CNN, a diretora afirmou que Davis “dedicou sua carreira a garantir que cada criança se sentisse apoiada, valorizada e capaz de ter sucesso” e que “sua gentileza, paciência e entusiasmo criaram um ambiente acolhedor para seus alunos e inspiraram aqueles ao seu redor”.
Debate sobre fiscalização migratória
O episódio também foi inserido no debate político nacional sobre fiscalização migratória durante o governo Trump. Nesse contexto, uma autoridade federal chegou a declarar que “um americano inocente perdeu a vida porque um estrangeiro ilegal criminoso tentou evitar a prisão”.
Segundo o serviço de imigração, agentes tentaram parar o suspeito após vê-lo entrar em um carro durante uma operação. Ele chegou a obedecer inicialmente, mas depois fugiu, “fazendo um retorno imprudente e avançando o sinal vermelho”, o que resultou na colisão perto da escola. O motorista sofreu ferimentos leves, enquanto a professora morreu ainda no local. Ela ainda teria sido levada a um hospital, que constatou o óbito.
Um terceiro veículo também se envolveu no acidente, sem registro de feridos. A polícia local não participou da ação federal nem tinha conhecimento da operação até depois da ocorrência.
O histórico migratório de Vasquez-Lopez indica entrada ilegal nos Estados Unidos em data e local desconhecidos, além de uma ordem final de remoção emitida em 2024. Após a prisão, ele permaneceu detido sob ordem migratória que pode mantê-lo sob custódia por até 48 horas adicionais para transferência federal. Não há confirmação sobre a existência de defesa legal constituída nem sobre eventual deportação imediata.
Em meio ao agravamento da crise energética em Cuba, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, receberá nesta quarta-feira, em Moscou, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez. O encontro ocorrerá no momento em que, na ilha, o lixo se acumula nas ruas de Havana como um dos sinais mais visíveis da escassez de combustível provocada pelo bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Segundo a imprensa local, apenas 44 dos 106 caminhões de coleta da capital conseguiram operar neste mês, desacelerando o serviço.
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Caixas de papelão, sacolas usadas, garrafas plásticas e trapos se acumulam nas esquinas da capital à beira-mar, enquanto alguns moradores reviram os resíduos deixados a céu aberto em busca de itens que possam reutilizar, e motoristas, pedestres e ciclistas são obrigados a contornar os montes de lixo. Em outras cidades da ilha — que abriga cerca de 11 milhões de pessoas — moradores recorreram às redes sociais para alertar sobre os riscos à saúde pública.
— Está pela cidade toda — disse o morador local José Ramón Cruz à agência Reuters. — Já faz mais de 10 dias que um caminhão de lixo passou por aqui.
Cuba enfrenta uma gravíssima crise energética desde o fim do fornecimento de petróleo por parte da Venezuela, na esteira da queda de Nicolás Maduro em janeiro, e diante das ameaças de Washington de impor tarifas aos países que vendam petróleo à ilha. Impulsionado pelo sucesso da operação militar que capturou o venezuelano, o presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que cortar o fornecimento de mais de 27 mil barris de petróleo por dia que Cuba recebia do regime chavista será o golpe final. Sempre que é questionado sobre a ilha, ele diz:
— Parece que está prestes a cair.
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As ações são um golpe brutal para um país que já enfrenta sua pior crise econômica desde a revolução de 1959 e lida com apagões, escassez de alimentos e medicamentos e a redução das reservas em moeda estrangeira. O governo comunista passou a aplicar um pacote de medidas emergenciais que restringe a venda de combustível e reduz o transporte público, ao mesmo tempo em que vê o declínio de sua influência sobre a esquerda global e governos aliados.
— A esquerda internacional não está sendo muito enfática. Veja o caso do Brasil, por exemplo. [O presidente Lula tem se limitado a condenar o bloqueio]. Tampouco o governo espanhol está dando uma resposta de alto perfil — disse o historiador cubano Rafael Rojas ao El País. — Há uma erosão da legitimidade de Cuba no cenário internacional devido à falta de democracia e à repressão sistemática, e esse chamado à solidariedade tem efeito muito limitado.
Encontro na Rússia
Em Moscou, o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, reforçou que “a Federação Russa se opôs de forma constante ao bloqueio contra Cuba” e que “presta ajuda” aos seus “amigos”. Horas antes do encontro com Putin, o chanceler cubano reuniu-se com seu homólogo russo, Serguei Lavrov, que recorreu à linguagem da era soviética para criticar Washington. Lavrov disse estar “em solidariedade” com Havana e descreveu Cuba como “um Estado irmão”:
— Pedimos aos EUA que mostrem bom senso e se abstenham do bloqueio militar-marítimo à ilha da liberdade — disse ele, sem fazer promessas concretas de apoio material e condenando o governo americano pela “deterioração da ordem internacional, que já era injusta e precária, mas que hoje está sendo substituída pelas práticas do governo dos EUA”.
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Desde que enviou tropas à Ucrânia, em 2022, Moscou — sob fortes sanções ocidentais — tem reforçado alianças da era soviética, como seus laços com a Coreia do Norte. Cuba não condenou a ofensiva russa na Ucrânia e, ao longo dos quatro anos de guerra, surgiram relatos de que combatentes cubanos estariam sendo recrutados pela Rússia.
Para justificar o bloqueio energético, o presidente americano alega repetidamente que Cuba representa “uma ameaça excepcional” para a segurança nacional dos Estados Unidos devido às relações que mantém com Rússia, China e Irã. Havana tem sido parceira de Moscou desde a revolução socialista da década de 1960, e durante décadas dependia da União Soviética para apoio econômico e político.
Apoio limitado de aliados
Ainda assim, especialistas avaliam que as respostas de países aliados têm sido insuficientes. Para Rojas, a rejeição ao bloqueio de Washington não tem se traduzido em ajuda além da assistência humanitária, o que, avaliou, “não é suficiente para evitar um colapso”. Ele diz que o retorno de Trump à Casa Branca inaugurou uma nova ordem mundial na qual o multilateralismo e as organizações internacionais estão em retração, deixando o papel de Cuba cada vez mais isolado.
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México, Chile e Rússia estão entre os poucos países que saíram em defesa de Havana, condenando publicamente a ofensiva de Trump. Mesmo assim, Moscou prometeu ajuda financeira de maneira pouco convincente, afirmando apenas que enviaria cargas de petróleo bruto e combustível “em um futuro próximo”, sem especificar data. E, embora a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, insista que tenta reativar o fluxo de petróleo, a verdade é que ele foi interrompido, e os envios consistem somente em leite em pó e outros produtos básicos.
O Chile também denunciou o bloqueio e anunciou o envio de ajuda humanitária. Mas a pressão de Trump se intensifica por meio de países vizinhos: nesta semana, a Nicarágua, aliada de Cuba, concordou em fechar a principal rota de exilados cubanos, negando entrada a cidadãos da ilha em situação irregular. A Guatemala anunciou a retirada de todos os médicos cubanos que atuavam no país.
Na segunda-feira, a Espanha divulgou que fornecerá ajuda humanitária a Cuba por meio do sistema das Nações Unidas. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores espanhol após uma reunião, em Madrid, entre o chanceler José Manuel Albares e Rodríguez. Em comunicado, a chancelaria espanhola informou que prestará ajuda “nas áreas de alimentação e produtos sanitários de primeira necessidade”. A nota não especificou prazos nem valores do apoio.
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“A economia cubana atravessa provavelmente a pior crise de sua história, marcada por uma combinação de fatores internos e externos”, aponta um estudo da Embaixada da Suíça em Havana, que atua como mediadora entre Cuba e EUA. Trump sustenta que ofereceu um acordo e que os dois governos estão negociando. Havana reconhece apenas que houve alguns contatos sobre questões técnicas e nega que existam negociações sérias.
(Com AFP)
A Polícia de Surrey, condado do sudeste da Inglaterra, pediu que pessoas com informações se apresentem após a divulgação de alegações de tráfico humano e agressões sexuais que remontam a 1994 e que constam nos chamados “arquivos Epstein”.
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Em comunicado, a Surrey Police afirmou estar analisando denúncias de tráfico humano e agressões sexuais contra uma menor de idade ocorridas em Virginia Water, vila da região, entre 1994 e 1996.
Segundo a corporação, a investigação foi aberta após a força policial tomar conhecimento de um relatório com trechos censurados incluído em um lote de documentos divulgado em dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
“Depois de revisar nossos sistemas com base nas informações limitadas disponíveis, não encontramos evidências de que essas alegações tenham sido relatadas à polícia. Portanto, encorajamos qualquer pessoa com informações relacionadas a essas acusações a nos comunicar por meio de nosso site ou pelo telefone 101″, afirmou a instituição. “Levamos a sério todas as denúncias de abuso infantil e sexual e, assim como em qualquer outro caso, caso novas informações relevantes sejam trazidas à nossa atenção, incluindo qualquer dado resultante da divulgação de materiais nos Estados Unidos, iremos avaliá-las”, concluiu.
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No texto, as autoridades ressaltam, ainda, que irão unir esforços com diversas outras forças policiais do Reino Unido que também analisam novas denúncias relacionadas a Jeffrey Epstein após a divulgação de cerca de dois milhões de documentos pelo Departamento de Justiça americano no mês passado.
A Polícia Nacional espanhola anunciou, nesta quarta-feira, a detenção de um jovem suspeito de manipular o sistema de pagamentos na internet para se hospedar em hotéis de luxo pagando apenas um centavo por noite, em vez de cerca de mil euros.
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“O cibercriminoso” selecionava “a opção de pagamento por meio de uma reconhecida plataforma internacional de pagamento eletrônico”, relatou a Polícia Nacional em comunicado.
“E, mediante um ataque informático especificamente projetado, alterava o processo de validação da transação, conseguindo que o sistema autorizasse a operação após inserir apenas um centavo”, acrescentou.
Os agentes detiveram o suspeito “enquanto ele estava hospedado em um luxuoso hotel de Madri, ao qual havia causado um prejuízo econômico de mais de 20.000 euros”, informaram as autoridades.
Além disso, o investigado, suposto autor de estelionato informático, consumia produtos do minibar que depois não pagava.
A Polícia Nacional explicou que é “a primeira vez que se detecta esse modus operandi”.
A investigação começou a partir de uma denúncia apresentada, em 2 de fevereiro, por uma agência de reservas de viagens.
Para o site de reservas, a operação constava como corretamente formalizada pelo valor integral da estadia, com o conceito habitual da compra, “quando, na realidade, o pagamento efetivo realizado era de apenas um centavo”.
“A irregularidade não era detectada de forma imediata, mas dias depois, quando a plataforma de pagamento transferia para a empresa afetada o valor real pago — um centavo por reserva”, revelou a Polícia Nacional.
Imagens captadas de helicóptero e divulgadas por equipes de salvamento ganharam as redes sociais nos últimos dias ao mostrar um tubarão-branco de cerca de 4,5 metros nadando em círculos ao redor de dois mergulhadores na costa da Austrália Ocidental. O episódio ocorreu neste domingo (15), nas proximidades do Cabo Naturaliste, a cerca de 190 quilômetros ao sul de Perth.
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Nas imagens, o grande predador desliza pelas águas enquanto o casal permanece aparentemente alheio ao risco. Segundo a Surf Life Saving Western Australia, a equipe aérea acionou a sirene para alertar os mergulhadores, que deixaram o local em jet skis e seguiram para uma área segura.
Monitoramento e prevenção
De acordo com a AFP, o governo da Austrália Ocidental afirma que encontros com tubarões são incomuns, mas recomenda medidas de precaução. Entre elas está o uso do aplicativo SharkSmart, que envia alertas quase em tempo real sobre a presença de tubarões em praias e áreas costeiras.
O estado também oferece um subsídio de 200 dólares australianos para residentes que adquirirem dispositivos repelentes “cientificamente comprovados e aprovados”. Parte desses equipamentos funciona por meio da emissão de campos eletromagnéticos que ajudam a afastar os animais.
Dados históricos indicam que, desde 1791, foram registrados mais de 1.280 incidentes envolvendo tubarões na Austrália, com mais de 250 mortes. O caso fatal mais recente ocorreu em janeiro, quando um menino de 12 anos morreu após ser atacado no porto de Sydney.
Uma tragédia registrada na ilha de Simeulue, na província de Aceh, ganhou repercussão internacional após vídeos do ataque circularem nas redes sociais. Um crocodilo de cerca de quatro metros foi flagrado emergindo do rio Luan Boya com o corpo de uma mulher nas mandíbulas, diante de dezenas de moradores.
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A vítima, Jusmitawati, de 35 anos, moradora da aldeia de Bulu Hadek, foi atacada na manhã deste domingo (15), por volta das 11h (horário local), enquanto coletava mariscos, atividade comum na região e importante para a subsistência familiar. Segundo o chefe de polícia de Teluk Dalam, Ipda Zainur Fauzi, em declarações ao site local SerambiNews, a mulher entrou na água acompanhada de uma amiga, que permaneceu na margem.
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De acordo com relatos repassados à imprensa, entre eles ao tabloide britânico Daily Mail, Jusmitawati desapareceu em segundos, provavelmente surpreendida pelo animal. A amiga acionou imediatamente vizinhos e familiares, que iniciaram buscas com apoio de policiais e militares.
Resgate sob tensão e imagens que circularam
Os vídeos gravados por moradores mostram uma multidão às margens do rio, tentando localizar a vítima enquanto o crocodilo surgia repetidas vezes com o corpo preso às mandíbulas. Testemunhas relataram ao SerambiNews que homens tentaram forçar o animal a soltar a mulher usando paus, varas de bambu e cordas, sem sucesso inicial.
Após manobras arriscadas, os moradores conseguiram recuperar o corpo, já sem vida. A vítima foi entregue à família para sepultamento, conforme os costumes locais. Em meio à comoção, parte da população retirou o animal da água e o agrediu, até que autoridades assumissem o controle da situação em coordenação com a Agência de Conservação de Recursos Naturais de Aceh (BKSDA).
Imagens do ataque circulam nas redes sociais
Reprodução/X
O chefe de polícia afirmou que as forças de segurança seguem monitorando a área para evitar novos ataques e orientou a população a evitar rios considerados perigosos, especialmente durante atividades como pesca, banho e coleta de mariscos. Ele também pediu que qualquer avistamento de animais selvagens seja comunicado imediatamente às autoridades.
O subchefe distrital, Andrik Dasandra SSTP, reforçou o alerta às lideranças locais e destacou que a convivência com crocodilos é um desafio recorrente nas comunidades que dependem dos recursos fluviais. O rio de Simeulue já foi palco de outros incidentes semelhantes, segundo o SerambiNews, o que tem levado moradores a rever rotinas e trajetos de trabalho.
A sede em Paris do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI, na sigla em francês) foi esvaziada nesta quarta-feira após uma ameaça de bomba, anunciou a sigla, em um momento de temor de uma escalada da violência política no país com a aproximação das eleições municipais. O caso acontece dias após a morte de um ativista de extrema direita, que o governo francês relacionou ao “clima de violência” criado pela esquerda antes da disputa eleitoral.
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“A sede nacional da LFI acaba de ser esvaziada após uma ameaça de bomba. A polícia está no local. Todos os funcionários e ativistas estão em segurança”, declarou o coordenador do partido, Manuel Bompard, em publicação nas redes sociais, acrescentando que as forças de segurança foram acionadas imediatamente após o alerta.
A preocupação com a violência política provocou alerta em todo o país desde o fim da semana passada, quando foi anunciada a morte do ativista Quentin Deranque, de 23 anos. Ele havia sido agredido na quinta-feira durante um protesto da extrema direita contra um evento de uma eurodeputada de esquerda em uma universidade de Lyon. O jovem foi atacado em um confronto entre grupos militantes e sofreu um “traumatismo cranioencefálico grave”.
A Justiça abriu uma investigação por “homicídio doloso”. No início da semana, a porta-voz do governo francês de centro-direita, Maud Bregeon, apontou a “responsabilidade moral” do LFI pelo ocorrido, acusando a sigla de ter “incentivando um clima de violência durante anos”. A extrema direita, por sua vez, atribuiu o ataque a ativistas do movimento antifascista Jovem Guarda, cofundado por um deputado do LFI e que foi dissolvido em junho passado. O grupo negou qualquer envolvimento.
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Nove suspeitos foram presos na terça-feira por possível conexão com o assassinato, incluindo o assessor parlamentar de Raphaël Arnault, deputado do LFI. O parlamentar afirmou que iniciou um processo para encerrar o contrato de seu colaborador. Diante das críticas, o partido do ex-candidato presidencial Jean-Luc Mélenchon manifestou indignação pelo que considera o uso “político” do caso.
“Um limite foi ultrapassado. Aqueles que usam o drama e a morte de um jovem para atacar a La France insoumise devem cessar suas manobras abjetas”, escreveu a vice-presidente da Assembleia Nacional, Clémence Guetté (LFI), após a ameaça de bomba.
Um dia antes, a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, disse à imprensa local que o LFI deve “fazer uma limpa em suas fileiras”, e que a presidente do partido na Assembleia, Mathilde Panot, deve “excluir Raphaël Arnault de seu grupo”, ainda que temporariamente, para “dizer não à violência”. Considerando que todos têm “responsabilidade” quando votam no LFI, ela pediu que nunca mais haja um deputado da sigla na Assembleia.
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Jordan Bardella, o jovem líder da extrema direita que preside o partido de Marine Le Pen, o Reagrupamento Nacional (RN), afirmou que Arnault “não tem lugar na Assembleia Nacional” e deveria renunciar. Por sua vez, a presidente da Assembleia, Yaël Braun-Pivet, pediu que “cada partido se pergunte” se “tal deputado ou tal eleito é suscetível” de representar a sigla e a nação. Ela lamentou que Mélenchon, o ex-candidato presidencial do LFI, não tenha “pronunciado palavras de apaziguamento” na noite de terça-feira.
— Os responsáveis políticos [devem] apelar à calma e ao debate de ideias. Aqui falamos da ultraesquerda, mas também há grupos de extrema direita nas ruas, que igualmente buscam confronto, cometem atos puníveis, são indiciados e às vezes encarcerados — disse Braun-Pivet, ressaltando, porém, que é contrária a uma proibição geral de reuniões políticas nas universidades. — Cada um tem o direito de poder se expressar nas universidades. Não deve haver proibição geral, porque nossos jovens precisam formar seu espírito.
Entenda o caso
Deranque morreu no sábado em decorrência dos ferimentos, dois dias depois de ter sido espancado por pelo menos seis indivíduos mascarados e encapuzados. O estudante era, segundo o coletivo de extrema direita Némésis, responsável por garantir a segurança de vários de seus militantes que haviam ido protestar contra uma conferência da eurodeputada da LFI Rima Hassan.
Quentin Deranque: Morte de ativista de extrema direita abala política francesa
ALAIN JOCARD / AFP
Quando foi atendido pelos serviços de emergência, o jovem “apresentava essencialmente lesões na cabeça”, entre elas “um traumatismo cranioencefálico grave”, disse o promotor de Lyon, Thierry Dran, durante entrevista coletiva. Um suposto vídeo do ataque divulgado pelo canal TF1 mostra cerca de dez pessoas agredindo três jovens no chão. Dois deles conseguem escapar. Uma testemunha disse à AFP que “eles se agrediram com barras de metal”.
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O caso acendeu o debate para as eleições municipais do próximo mês. O pleito é considerado um teste para a presidencial de 2027, que elegerá o sucessor de Emmanuel Macron, impedido de se candidatar após dois mandatos consecutivos. As pesquisas de opinião apontam como favorita a legenda de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), que, com Marine Le Pen como candidata, passou ao segundo turno nas duas eleições presidenciais vencidas por Macron.
No entanto, a líder de extrema direita está atualmente inelegível por uma condenação por desvio de recursos públicos e, após recorrer, aguarda agora a sentença em segunda instância, prevista para julho. Caso a inelegibilidade seja mantida, Bardella poderá ser o candidato do RN. Segundo uma pesquisa divulgada no domingo, o jovem de 30 anos seria o candidato preferido pelos franceses, à frente de Le Pen e do ex-primeiro-ministro de centro-direita Édouard Philippe.
(Com AFP)

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