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Mais de 75 mil pessoas foram mortas nos primeiros 16 meses da guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza , pelo menos 25 mil a mais do que o número de mortos anunciado pelas autoridades na época, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira na revista Lancet. A pesquisa também constatou que os dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, sobre a proporção de mulheres, crianças e idosos entre os mortos eram precisos.
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O estudo constatou que um total de 42.200 mulheres, crianças e idosos morreram entre 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque surpresa contra Israel que desencadeou uma devastadora ofensiva retaliatória em Gaza, e 5 de janeiro de 2025. Essas mortes representaram 56% das mortes violentas em Gaza.
“As evidências combinadas sugerem que até 5 de janeiro de 2025 3 a 4% da população da Faixa de Gaza havia sido morta violentamente e que houve um número substancial de mortes não violentas causadas indiretamente pelo conflito”, escreveram os autores do estudo, uma equipe que inclui um economista, um demógrafo, um epidemiologista e especialistas em pesquisas.
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Desde o início da guerra, o número exato de mortos em Gaza tem sido controverso, embora no mês passado um alto funcionário da Segurança israelense tenha afirmado que os dados compilados pelas autoridades de Saúde do enclave eram, em geral, precisos. O oficial afirmou que cerca de 70 mil palestinos foram mortos em ataques israelenses ao território desde outubro de 2023, sem contar os desaparecidos.
Em novembro do ano passado, uma equipe de pesquisa do Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica estimou que 78.318 pessoas foram mortas em Gaza entre 7 de outubro de 2023 e 31 de dezembro de 2024 – quase o mesmo período do estudo da Lancet. Mas essa pesquisa também sugeriu um número muito maior de mortes indiretas, que contribuíram para uma redução da expectativa de vida em Gaza em 44% em 2023 e em 47% em 2024.
As autoridades de Saúde de Gaza afirmam, agora, que o número de vítimas diretas dos ataques israelenses ultrapassou 71.660 pessoas, incluindo mais de 570 mortos desde que o cessar-fogo entrou em vigor em outubro do ano passado.
Um outro estudo da Lancet publicado no ano passado mostrou que o número de mortos em Gaza durante os primeiros nove meses da guerra, divulgado pelo Ministério da Saúde do território palestino, foi cerca de 40% menor do que a estimativa da época. A nova pesquisa, portanto, sugere que o número oficial de mortes foi subnotificado por uma margem semelhante.
O estudo — que se baseou em um levantamento com 2 mil famílias em Gaza, às quais foi solicitado que fornecessem detalhes sobre as mortes de seus parentes — abrange o período mais intenso e letal da ofensiva israelense, mas não o período mais crítico da crise humanitária no território. Em agosto do ano passado, por exemplo, especialistas apoiados pela ONU declararam fome em Gaza.
A proporção de combatentes e não combatentes entre os mortos em Gaza também tem sido alvo de intensa controvérsia. Autoridades israelenses alegam que seus ataques mataram um número quase igual de cada grupo. O novo estudo, porém, contradiz essa afirmação.
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Ao jornal britânico Guardian, Michael Spagat, professor de economia da Universidade de Londres e um dos autores do estudo, afirmou que chegar a um número definitivo de mortos no conflito levaria muito tempo e recursos consideráveis.
— Não é garantido que haverá um projeto de pesquisa multimilionário para reconstruir o que realmente aconteceu. Levará muito tempo até que tenhamos um levantamento completo de todas as pessoas mortas em Gaza, se é que algum dia chegaremos lá — afirmou o professor.
ONU alerta sobre ‘limpeza étnica’
Os crescentes ataques israelenses e a transferência forçada de civis palestinos “despertam temores de uma limpeza étnica” na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, advertiu a ONU nesta quinta-feira. O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que o impacto acumulado da ação militar israelense durante a guerra em Gaza, somado ao bloqueio do território, criou condições de vida “cada vez mais incompatíveis com a existência contínua dos palestinos como um grupo em Gaza”.
“Os ataques intensificados, a destruição metódica de bairros inteiros e a recusa de assistência humanitária parecem ter como objetivo uma mudança demográfica permanente em Gaza”, afirmou o escritório em um relatório. “Isto, em conjunto com as transferências forçadas, que parecem ter como finalidade um deslocamento permanente, suscita preocupação com uma limpeza étnica em Gaza e na Cisjordânia”, acrescenta o documento.
Na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Leste anexada, o relatório, que envolve o período de 1º de novembro de 2024 a 31 de outubro de 2025, destaca que o “uso sistemático da força ilícita” pelas forças de segurança israelenses, as detenções arbitrárias e a “demolição extensiva ilegal” das casas dos palestinos acontecem para “discriminar sistematicamente, oprimir, controlar e dominar o povo palestino”.
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Em Gaza, o relatório condena as contínuas mortes e mutilações de “um número sem precedentes de civis”, a propagação da fome e a destruição do que “resta da infraestrutura civil”. Durante os 12 meses abordados pelo relatório, pelo menos 463 palestinos, incluindo 157 crianças, morreram de fome em Gaza, aponta o documento.
“Os palestinos enfrentaram a opção desumana de morrer de fome ou arriscar-se a morrer tentando conseguir comida”, afirma.
No período, o Hamas e outros grupos armados palestinos mantiveram reféns israelenses e estrangeiros capturados nos ataques de 7 de outubro de 2023 – mortos ou vivos – como “peças de negociação”. Segundo o escritório da ONU, o tratamento dos reféns constitui um crime de guerra.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, advertiu que o mundo está presenciando “passos rápidos para mudar de forma permanente a demografia do território palestino ocupado”. “A impunidade não é abstrata, mata. A responsabilização é indispensável. É o pré-requisito para uma paz justa e duradoura na Palestina e em Israel”, afirmou Türk em comunicado.
(Com AFP)
O rei Charles III se pronunciou oficialmente após a prisão do irmão mais novo e ex-príncipe Andrew, nesta quinta-feira, alvo de uma investigação por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
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No comunicado, divulgado pela BBC, o monarca afirmou ter recebido a notícia “com a mais profunda preocupação” e destacou que o caso deve seguir “um processo completo, justo e adequado”, conduzido pelas autoridades competentes.
Ele também reiterou apoio integral às investigações. “Como já disse antes, eles contam com nosso apoio e cooperação plenos e irrestritos”, declarou.
O rei ressaltou ainda que não fará novos comentários enquanto o procedimento estiver em andamento. “Permitam-me afirmar com clareza: a lei deve seguir seu curso. À medida que esse processo continua, não seria correto comentar mais sobre este assunto”, afirmou.
Por fim, acrescentou que a família real manterá suas funções públicas normalmente.
Leia o pronunciamento do rei Charles III na íntegra
“Tomei conhecimento, com a mais profunda preocupação, das notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e da suspeita de má conduta em cargo público.
O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual essa questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes.
Nesse sentido, como já disse antes, eles contam com nosso apoio e cooperação plenos e irrestritos.
Permitam-me afirmar com clareza: a lei deve seguir seu curso.
À medida que esse processo continua, não seria correto que eu comentasse mais sobre este assunto.
Enquanto isso, minha família e eu continuaremos em nosso dever e serviço a todos vocês.
Charles R.”
Prisão no dia do aniversário
A detenção do ex-príncipe Andrew ocorreu em Norfolk, no dia em que ele comemora o aniversário de 66 anos, enquanto agentes realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
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A prisão do ex-príncipe Andrew e a decisão do Palácio de Buckingham de retirar seus títulos reacenderam o debate sobre o alcance das conexões de Jeffrey Epstein. A divulgação de milhões de páginas de documentos relacionados ao financista, morto em 2019, expôs uma teia que envolvia política, realeza, filantropia e grandes fortunas globais.
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Andrew foi acusado por Virginia Giuffre de abuso sexual quando ela tinha 17 anos. Ele sempre negou as acusações, mas firmou acordo extrajudicial em 2022, sem admitir culpa. Em 2025, Charles III iniciou processo formal para remover seus títulos e honrarias, incluindo o de Duque de York, além do tratamento de “Sua Alteza Real”. Uma fotografia divulgada em 2011, na qual Andrew aparece ao lado de Giuffre, com Ghislaine Maxwell ao fundo, tornou-se um dos símbolos do escândalo.
Presidentes, empresários e o alcance da rede
Entre os nomes citados nos registros estão os ex-presidentes dos Estados Unidos Bill Clinton e Donald Trump. Clinton aparece em registros de voo do jato de Epstein e afirmou ter cortado relações antes da prisão de 2019, negando conhecimento dos crimes. Trump reconheceu ter conhecido o financista nos anos 1990 e declarou ter rompido laços antes da condenação de 2008. Nenhum dos dois foi formalmente acusado no caso.
Outra figura central é Alexander Acosta, ex-procurador federal da Flórida. Em 2008, ele negociou um acordo que permitiu a Epstein cumprir pena reduzida e evitou acusações federais mais amplas, além de conceder imunidade a possíveis cúmplices. O entendimento foi amplamente criticado e, após a nova prisão de Epstein em 2019, Acosta deixou o cargo de secretário do Trabalho.
No meio empresarial, aparecem nomes como Elon Musk, que admitiu ter se encontrado brevemente com Epstein e disse ter recusado convites posteriores; Bill Gates, que confirmou reuniões com foco filantrópico entre 2011 e 2014 e classificou o contato como um erro; e Leslie Wexner, fundador da L Brands, que concedeu amplos poderes financeiros a Epstein e depois afirmou ter sido enganado.
O professor emérito de Harvard Alan Dershowitz também foi citado em ações movidas por Giuffre, mas negou as acusações; parte das alegações foi posteriormente retirada ou arquivada.
Autoridades americanas reforçam que constar em registros de voos, agendas ou e-mails não implica participação em crimes. Segundo investigadores, parte significativa dos documentos reúne contatos sociais e registros administrativos.
Epstein morreu em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. A morte foi oficialmente classificada como suicídio, mas continua a alimentar controvérsias e disputas políticas.
Um jovem de 23 anos foi acusado pelo Ministério Público de tentativa de espionagem por procurar vender, em Lisboa, informações alegadamente furtadas de equipamentos informáticos pertencentes a um militar da Otan à embaixada da Rússia, informou nesta quarta-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo a investigação, o caso remonta ao ano passado, quando o arguido soube da realização da Conferência Inicial de Planeamento do exercício REP (MUS) 2025, descrito como o maior exercício mundial dedicado à experimentação robótica de sistemas não tripulados. O evento decorreu entre 3 e 7 de fevereiro na Escola da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, em Almada, e reuniu cerca de 300 participantes, a maioria militares.
De acordo com a PGR, o jovem — que “fazia da prática de furtos modo de vida” — hospedou-se no mesmo hotel onde estavam militares da Otan que participavam na conferência. No local, apropriou-se de um computador e de um iPad pertencentes à Otan e à Marinha sueca, afetos a um militar da aliança.
Convencido de que teria em mãos informação secreta ou classificada, tentou aceder ao conteúdo dos dispositivos, copiar os dados e, posteriormente, oferecê-los à Federação Russa.
Já com os equipamentos e as informações na sua posse, o suspeito deslocou-se à embaixada russa, em Lisboa, para tentar vendê-las. A iniciativa, segundo a PGR, não teve sucesso.
De acordo com a PGR, o jovem — que “fazia da prática de furtos modo de vida” — hospedou-se no mesmo hotel onde estavam militares da OTAN que participavam na conferência. No local, apropriou-se de um computador e de um iPad pertencentes à OTAN e à Marinha sueca, afetos a um militar da aliança.
Convencido de que teria em mãos informação secreta ou classificada, tentou aceder ao conteúdo dos dispositivos, copiar os dados e, posteriormente, oferecê-los à Federação Russa.
Já com os equipamentos e as informações na sua posse, o suspeito deslocou-se à embaixada russa, em Lisboa, para tentar vendê-las. A iniciativa, segundo a PGR, não teve sucesso.
Além da acusação de tentativa de espionagem, formalizada em 12 de fevereiro, o jovem responde ainda por três crimes de furto qualificado, dois de uso de documento de identificação ou de viagem alheio, falsas declarações, pornografia de menores, dois crimes de condução sem habilitação legal e onze de denúncia caluniosa.
O ex-príncipe Andrew está detido em “uma cela em uma delegacia” com apenas “uma cama e um vaso sanitário”, onde aguardará até seu interrogatório policial, segundo um especialista em segurança pública consultado pela rede BBC. Danny Shaw afirma que “ele não receberá nenhum tratamento especial” após ter sido preso como parte de uma investigação por má conduta no exercício das funções oficiais.
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Ainda segundo o especialista, a polícia britânica pode manter o ex-príncipe Andrew detido por até 96 horas. No entanto, para que esse período máximo seja alcançado, seriam necessárias sucessivas autorizações de oficiais superiores e de um Tribunal de Magistrados.
De acordo com o comentarista especializado em segurança, o procedimento mais comum é que suspeitos permaneçam sob custódia por 12 ou 24 horas, sendo posteriormente formalmente acusados ou liberados enquanto as investigações continuam.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário exato da prisão nem sobre o local onde ele está detido.
Preso no dia do aniversário
A detenção ocorreu em Norfolk, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew, enquanto agentes realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
A polícia britânica pode manter o ex-príncipe Andrew detido por até 96 horas, segundo explicou um especialista em segurança pública à BBC Radio 5 Live. No entanto, para que esse período máximo seja alcançado, seriam necessárias sucessivas autorizações de oficiais superiores e de um Tribunal de Magistrados. Andrew foi preso nesta quinta-feira “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Prisão de Andrew: Por que ele já não é príncipe e pode perder lugar na sucessão em meio ao caso Epstein?
Ex-príncipe preso: Tudo o que se sabe sobre a prisão de Andrew no dia em que completa 66 anos
De acordo com Danny Shaw, comentarista especializado em segurança, o procedimento mais comum é que suspeitos permaneçam sob custódia por 12 ou 24 horas, sendo posteriormente formalmente acusados ou liberados enquanto as investigações continuam.
Durante a detenção, Andrew deve permanecer em uma cela de uma área de custódia equipada apenas com cama e vaso sanitário, aguardando o momento do interrogatório policial. O comentarista ressaltou ainda que não há previsão de tratamento diferenciado.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário exato da prisão nem sobre o local onde ele está detido.
Preso no dia do aniversário
A detenção ocorreu em Norfolk, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew, enquanto agentes realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
A prisão do príncipe Andrew e a decisão do Palácio de Buckingham de iniciar um processo formal para retirada de seus títulos e honrarias reacenderam o debate em torno das acusações ligadas ao caso Epstein. Em meio às repercussões, a família de Virginia Giuffre, americana que o acusou de abuso sexual, declarou que sua coragem “derrubou um príncipe”.
Tudo o que se sabe sobre a prisão do ex-príncipe Andrew no dia em que completa 66 anos, em investigação ligada a Epstein
Prisão de Andrew: por que ele já não é príncipe e pode perder lugar na sucessão em meio ao caso Epstein
Em comunicado enviado à BBC, parentes de Giuffre afirmaram que “uma americana comum, vinda de uma família americana comum, derrubou um príncipe britânico, com sua verdade e sua coragem extraordinária”. Andrew, que sempre negou as acusações, firmou um acordo extrajudicial com ela sem admitir culpa e se afastou das funções oficiais da monarquia.
Além da retirada dos títulos, o Palácio informou que Andrew passará a ser conhecido como Andrew Mountbatten Windsor e foi notificado a deixar a Royal Lodge, residência ligada à realeza, para se mudar a um imóvel privado.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
Quem foi Virginia Giuffre?
Virginia Giuffre tornou-se uma das principais denunciantes do escândalo envolvendo o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto na prisão em 2019. Ela também acusou Ghislaine Maxwell, posteriormente condenada por tráfico de menores.
Em ação civil, Giuffre afirmou que foi abusada sexualmente por Andrew em 2001, quando tinha 17 anos, em encontros que teriam ocorrido em Londres, Nova York e nas Ilhas Virgens, supostamente intermediados por Epstein e Maxwell. O caso se tornou um dos mais emblemáticos do escândalo, ao envolver diretamente um membro da família real britânica, filho da rainha Elizabeth II.
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O processo foi encerrado após um acordo multimilionário firmado em 2022, sem reconhecimento de culpa por parte do príncipe. Anos antes, em 2009, Giuffre havia celebrado um acordo com Epstein no qual se comprometia a não processar outros “réus em potencial” em troca de US$ 500 mil, ponto que chegou a ser debatido judicialmente.
O que aconteceu com Virginia Giuffre?
Giuffre morreu em abril de 2025, na Austrália, onde vivia. Meses antes, havia sido hospitalizada após um grave acidente de carro e relatado nas redes sociais que enfrentava insuficiência renal. A família informou que sua morte foi consequência de danos psicológicos profundos associados a anos de abuso e exploração sexual.
“Não há palavras que possam expressar a profunda perda que sentimos”, afirmou o comunicado divulgado pelos parentes. Para eles, a trajetória de Virginia consolidou-se como símbolo de enfrentamento a figuras poderosas e de pressão por responsabilização em um dos maiores escândalos sexuais das últimas décadas.
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A prisão de Andrew Mountbatten-Windsor nesta quinta-feira (19) reacendeu não apenas o escândalo envolvendo o financista americano Jeffrey Epstein, mas também o debate sobre seu status dentro da monarquia britânica. Desde outubro de 2025, ele deixou de ser oficialmente tratado como príncipe e perdeu o uso do título de “Sua Alteza Real”, por decisão do rei Charles III.
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Príncipe Andrew: ligação com abusos de Epstein podem remover duque da linha de sucessão
Terceiro filho da rainha Elizabeth II e do príncipe Prince Philip, Andrew foi por décadas uma figura central da família real. A ruptura institucional ocorreu após o agravamento das repercussões de sua ligação com Epstein, condenado por crimes sexuais nos Estados Unidos. O Palácio de Buckingham anunciou a retirada formal do título de “príncipe” e iniciou o processo de revogação de honrarias e distinções, incluindo o ducado de York e condecorações históricas.
Sem funções públicas e afastado da vida oficial desde 2019, Andrew passou a ser identificado apenas como Andrew Mountbatten-Windsor. A decisão foi interpretada por analistas como uma tentativa de blindar a Coroa de novos desgastes.
Por que ele pode deixar a linha de sucessão
Apesar da perda de títulos e do tratamento real, Andrew ainda ocupa formalmente a oitava posição na linha de sucessão ao trono. A permanência decorre de regras estabelecidas por lei, e não de prerrogativa direta do soberano.
Especialistas em direito constitucional britânico observam que a exclusão da sucessão exigiria uma medida legislativa aprovada pelo Parlamento do Reino Unido. O tema voltou ao centro do debate após a divulgação de cerca de três milhões de documentos relacionados ao caso Epstein, agora sob análise de autoridades britânicas, e diante da prisão anunciada nesta quinta-feira.
A deputada trabalhista Rachael Maskell defendeu publicamente a retirada de Andrew da linha sucessória e cobrou maior transparência sobre sua atuação passada como enviado comercial do Reino Unido. Até o momento, contudo, não houve anúncio oficial de qualquer mudança em seu status sucessório.
A crise reforça um dilema institucional: embora a monarquia opere sob tradição e simbolismo, sua estrutura é regulada por normas legais específicas. A eventual exclusão de Andrew dependerá menos da vontade do rei e mais de um consenso político no Parlamento — cenário que, após a prisão, tende a ganhar novo fôlego.
A polícia britânica prendeu, nesta quarta-feira, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor. A detenção ocorreu em Norfolk, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew, enquanto agentes realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Prisão de Andrew: Por que ele já não é príncipe e pode perder lugar na sucessão em meio ao caso Epstein?
Ex-príncipe preso: Tudo o que se sabe sobre a prisão de Andrew no dia em que completa 66 anos
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso na manhã desta quinta-feira (19), dia em que completaria 66 anos, em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, sob suspeita de má conduta em cargo público. A informação foi confirmada pela Polícia do Vale do Tâmisa, que não detalhou os fundamentos da detenção.
Entenda: Príncipe Andrew é preso após investigação ligada ao caso Epstein
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Pelo menos seis veículos descaracterizados entraram na propriedade por volta das 8h. Oito homens, que se acredita serem policiais à paisana, acessaram o imóvel carregando equipamentos que aparentavam ser laptops fornecidos pela polícia. Andrew estava morando em Wood Farm havia quase três semanas e havia sido visto publicamente apenas uma vez, na quinta-feira anterior.
Ele sempre negou qualquer irregularidade.
Investigações envolvem arquivos de Epstein e voos internacionais
A prisão ocorre no contexto da análise de cerca de três milhões de páginas de documentos ligados ao financista americano Jeffrey Epstein. Segundo autoridades, Andrew é investigado por quase uma dúzia de forças policiais após revelações de que teria compartilhado documentos confidenciais quando atuava como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011.
De acordo com os arquivos, o príncipe teria encaminhado, em 2010, um e-mail com pelo menos quatro documentos relacionados a viagens oficiais. Também há registros de que documentos classificados como “confidenciais” sobre a proposta de reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão, teriam sido enviados na véspera de Natal daquele ano. Enviados comerciais são obrigados a preservar informações sensíveis, conforme as diretrizes oficiais, e estão sujeitos à Lei de Segredos Oficiais.
Entre as linhas de apuração, a polícia examina até 90 voos para o terminal privado de Stansted realizados pelo jato de Epstein, sendo 15 após a condenação do financista, em 2008, por aliciar menores para fins sexuais. A Polícia de Essex analisa registros de voos e e-mails. Já as forças Metropolitana, de Surrey, Thames Valley, Norfolk e Bedfordshire revisam diferentes aspectos dos documentos, incluindo viagens para Luton e denúncias antigas.
A Polícia de Surrey busca acesso a arquivos não editados relacionados a uma acusação de abuso envolvendo Andrew e Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein. Parte dessas alegações constaria de um relatório do Federal Bureau of Investigation, incluído nos chamados “arquivos Epstein”.
A Polícia Metropolitana informou que mantém contato com o FBI e com a National Crime Agency para obter apoio técnico e documentos sem tarjas. A Polícia de Wiltshire também auxilia em apurações paralelas que envolvem o membro da Câmara dos Lordes Peter Mandelson, com buscas realizadas em propriedades ligadas a ele.
Mais cedo, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou, em entrevista à BBC, que qualquer pessoa com informações relevantes deve se apresentar às autoridades. “Seja Andrew ou qualquer outra pessoa, todos que tenham dados pertinentes devem colaborar”, declarou.
A Polícia do Vale do Tâmisa informou que está em contato com a promotoria para avaliar as alegações. O crime de má conduta em cargo público pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Enquanto as investigações avançam, operários seguem reformando Marsh Farm, residência para onde Andrew planejava se mudar em abril, com a instalação recente de cerca de segurança e antena de televisão. Ainda não há previsão sobre os próximos passos do processo.

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